sábado, 2 de maio de 2020

A ROSACRUZ INVISÍVEL


A ROSACRUZ INVISÍVEL

Mais cedo ou mais tarde o rosacruz buscador acabará encontrando o que busca; assim será um lamentável erro procurar em outros lugares. O momento será mais oportuno.

A verdade é para todos, e todos tem acesso à ela dentro do limite de sua compreensão. É por isso que uma revelação nova da verdade não deve ser reservada àqueles que supõem compreendê-la, uma vez que todos a assimilarão na sua medida.

O que você soube de nossa existência e de nossa obra não está em oposição, mas difere da tradição de sua Ordem. Digamos que se trata de um conhecimento que explicita um certo estágio de sua tradição sem que esse conhecimento se integre a essa Tradição...

"A Luz deve vir para todos".

As ordens rosacruzes visíveis dão a seus membros os instrumentos da iniciação visível que lhes permitirá um dia aceder à Fraternidade Invisível. 

domingo, 12 de abril de 2020

A MAGIA




A MAGIA

"A magia é a arte da sublimação espiritual do homem".

~ Sär Peladan

sábado, 11 de abril de 2020

TRANSFORMAÇÃO DE SI




TRANSFORMAÇÃO DE SI

"De um só ponto tudo dependia:
A auto modificação, a forja, a modelagem,
a têmpera pessoal, até que a criatura fosse
a ausência de egoísmo e o amor integral,
a bondade total para o semelhante".

~Marc Haven

"A GRATIDÃO atrai a GRAÇA" 

~ MEM Philippe de Lyon

sexta-feira, 10 de abril de 2020

20 REGRAS DE VIDA



20 REGRAS DE VIDA 

DE GEORGE IVANOVITCH GURDJIEFF 

– PARA BEM VIVER 

  1. Faça uma pausa de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analise suas atitudes.
  2. Aprenda a dizer não sem sentir-se culpado ou achar que magoou alguém. Querer agradar a todos desgasta.
  3. Planeje o seu dia, sim, mas deixe um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
  4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam seus quadros mentais, você se exaure.
  5. Esqueça de uma vez por todas que você é imprescindível, no trabalho, na casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
  6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre-de-cerimônias. 
  7. Peça ajuda quando necessário, com o bom senso de pedir às pessoas certas.
  8. Diferencie problemas reais de imaginários e elimine-os porque são perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
  9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que isso é o máximo para se conseguir na vida.
  10. Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
  11. Família não é você, está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
  12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
  13. É preciso sempre ter alguém em quem confiar e falar abertamente, ao menos num raio de 100 quilômetros.
  14. Saiba a hora certa de sair de cena, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância de uma saída discreta.
  15. Não queira saber se falaram mal de você nem se atormente com esse lixo mental e escute o que falam de bom com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
  16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
  17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. Ao homem, cabe a firmeza, o que é muito diferente.
  18. Uma hora de intenso prazer substitui, com folga, três horas de sono. O prazer recompõe mais do que o sono. Logo, não perca a chance de divertir-se.
  19. Não abandone suas três grandes amigas: a intuição, a inocência e, sobretudo, a fé.
  20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente, você é aquilo que se fizer ser.

Fonte: desconhecida (se souber entre em contado)

quinta-feira, 9 de abril de 2020

HARMONIZAÇÃO




HARMONIZAÇÃO

"O ideal místico
é conseguir harmonização
com a Divindade"

~ Fórum R.C VI -3/2014

A RAZÃO DE SER



A RAZÃO DE SER
 
"...Aquilo que é bom e correto, 
é estarmos sempre de acordo 
com nos mesmos..."

~ Fama Fraternitatis, 1614

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O SOL DOS ROSACRUZES

Livro O Sol dos Rosacruzes


“O SOL DOS ROSACRUZES”
COMO NASCEU MEU LIVRO
  Por Albedaran

Em Abril de 1982, um jovem de 22 anos cruzava os portais da Ordem Rosacruz. Dezesseis anos depois, em Julho de 1998, estudava as Monografias iniciais do Décimo-Segundo Grau da Ordem, que tratavam do Manifesto Rosacruz Fama Fraternitatis e da Sagrada Hierarquia Celestial. Esse jovem era eu.

Em uma dessas Monografias iniciais li e reli várias vezes a seguinte frase: “Aqueles que estiverem preparados,verão o nosso sol”. Posteriormente, ao rever as Monografias, não encontrei a referida frase.

Passou-se pouco mais de um ano e a Primavera de 1999 (Setembro), trouxe consigo “O Sol dos Rosacruzes”. Vi em sonho a “Luz mais brilhante que o sol do meio-dia”, que se condensou em um pequeno círculo e se transformou em um Pássaro, que anunciou a presença do Mestre, do qual recebi um “Novo Nome” e uma “Benção”.

Contatos com Curitiba, a sede da Ordem no Brasil, não foram muito frutíferos, ou seja, não encontrei ali uma explicação. Parti então, em uma busca solitária para entender o que acontecera comigo.

Não interrompi meus estudos rosacruzes, de onde recebi a Primeira Iniciação, mas ao mesmo tempo iniciei em 2001 o estudo da Teosofia de Blavatsky; em 2009, o estudo de livros de Max Heindel e em 2013, o estudo das Seções de Cosmologia, Cosmogenese e Cristologia de Rudolf Steiner. Passei também a receber muitos “recados em sonho”, que me auxiliaram bastante.

Formulei uma tese relacionando o Cristo, a Primeira Iniciação e a admissão à Grande Fraternidade Branca. Essa tese é meu livro “O Sol dos Rosacruzes”.

Visualize também o livro clicando AQUI ou nolink abaixo:

http://loja.tachion.com.br/pd-506c63-o-sol-dos-rosacruzes-jose-lima-junior-albedaran.html?ct=&p=1&s=1
 

domingo, 17 de março de 2019

SERVIÇO DE CURA ROSACRUZ


SERVIÇO DE CURA ROSACRUZ


Fonte: Fraternidade Rosacruz - http://www.fraternidaderosacruz.com

sábado, 19 de janeiro de 2019

FRATERNIDADE ROSACRUZ - MAX HEINDEL






FONTE: http://www.fraternidaderosacruz.com.br



contato: http://www.fraternidaderosacruz.com




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domingo, 13 de janeiro de 2019

O HOMEM DE DESEJO I

Imagem: Philosophe Inconnu

O HOMEM DE DESEJO
Irmão T. S.I.


DA LUZ INVISÍVEL E DA VIDA:

A chama representa a manutenção, e não a lei da geração.

Não será necessária uma substancia exterior à chama, para que esta lhe comunique a luz visível?

Mas nosso Deus é a luz; retira de si próprio a substância luminosa do espirito.

Tudo o que emana da mãos do princípio de tudo é completo. Ele quis que a sensação da luz visível se vinculasse à vida de meu corpo.

Ele quis que o sol despertasse em meus olhos essa sensação da luz visível.
Mas ele mesmo quis despertar em minha alma a sensação da luz invisível.

Porque ele mesmo retirou desta luz o germe sagrado que anima a alma humana.

Não saem ramos do candelabro vivo, e sua seiva não é o óleo santo que nutre em mim a luz? Não é ela esse óleo que se consome sempre e jamais se esgota?

Que a vida se uma à minha vida, e que regenere em mim a vida que em mim produziu.

Que meu crescimento imortal e divino seja contínuo, como o de minha fonte eterna.

DO HOMEM DA TORRENTE:
O homem despreocupado e desatento atravessa este mundo sem abrir os olhos de seu espírito.

As diferentes cenas da natureza sucedem-se diante dele sem que seu interesse se desperte e que seu pensamento se amplie.

Só veio a este mundo para abarcar o universo com sua inteligência, e permite continuamente que sua inteligência seja absorvida pelos menores objetos que o cercam.

Será preciso que as catástrofes da natureza se repitam para despertares de seu torpor? Se não estás preparado, elas te assustariam e não te instruiriam.

PRIMEIRO DEGRAU DA OBRA:
...só Ele perdoa e só com Ele aprendemos a caridade. Abra a cada dia as sendas dessa escola, se queres aprender o que é a obra do Senhor.

Que o mestre que aí ensina encontre em ti o mais assíduo dos ouvintes.

Vejo duas palavras escritas nesta árvore da vida: Espada e Amor.

Pela espada da palavra submetei todos os inimigos de meu Deus, e os prenderei e impedirei que causem dor ao meu Deus.

Pelo amor eu lhe suplicarei com fervor que derrame sobre mim um raio de sua caridade; E que faça com que eu alivie, encarregando-me de alguns dos sofrimentos de seu amor.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CARTA DO G.M. - NOVO IMPERATOR DA AMORC

Frater Claudio Mazucco, futuro IMPERATOR DA AMORC


segunda-feira, 11 de junho de 2018

O SOL DOS ROSACRUZES



























“O SOL DOS ROSACRUZES”
COMO NASCEU MEU LIVRO

Em Abril de 1982, um jovem de 22 anos cruzava os portais da Ordem Rosacruz. Dezesseis anos depois, em Julho de 1998, estudava as Monografias iniciais do Décimo-Segundo Grau da Ordem, que tratavam do Manifesto Rosacruz Fama Fraternitatis e da Sagrada Hierarquia Celestial. Esse jovem era eu.

Em uma dessas Monografias iniciais li e reli várias vezes a seguinte frase: “Aqueles que estiverem preparados,verão o nosso sol”. Posteriormente, ao rever as Monografias, não encontrei a referida frase.

Passou-se pouco mais de um ano e a Primavera de 1999 (Setembro), trouxe consigo “O Sol dos Rosacruzes”. Vi em sonho a “Luz mais brilhante que o sol do meio-dia”, que se condensou em um pequeno círculo e se transformou em um Pássaro, que anunciou a presença do Mestre, do qual recebi um “Novo Nome” e uma “Benção”.

Contatos com Curitiba, a sede da Ordem no Brasil, não foram muito frutíferos, ou seja, não encontrei ali uma explicação. Parti então, em uma busca solitária para entender o que acontecera comigo.

Não interrompi meus estudos rosacruzes, de onde recebi a Primeira Iniciação, mas ao mesmo tempo iniciei em 2001 o estudo da Teosofia de Blavatsky; em 2009, o estudo de livros de Max Heindel e em 2013, o estudo das Seções de Cosmologia, Cosmogenese e Cristologia de Rudolf Steiner. Passei também a receber muitos “recados em sonho”, que me auxiliaram bastante.

Formulei uma tese relacionando o Cristo, a Primeira Iniciação e a admissão à Grande Fraternidade Branca. Essa tese é meu livro “O Sol dos Rosacruzes”.

Visualize também o livro em http://loja.tachion.com.br ou na imagem anexa.

Agradeço toda divulgação - por e-mail; Blog; Facebook; etc.

Obrigado. Frater Lima

...


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A FÉ, FACULDADE ESPIRITUAL

A Fé
Faculdade Espiritual

Por
Constant Chevillon
 
A Fé não é apenas uma virtude teológica, uma certeza intelectual e moral de ordem especulativa. É também uma Luz viva que se incorpora, de certa maneira, à vontade e torna-se um poder espiritual, um dinamismo efetivo, cujas potencialidades se atualizam e repercutem em todos os nossos atos.

Ela é uma realização contínua da experiência humana.
 

Essa fé dinâmica é a alavanca das Escrituras e o ponto de apoio de Arquimedes. Aplicada ao eixo das leis naturais, ela pode desencadeá-las bruscamente, reforçar sua ação, ou desviar seu curso para introduzir no ciclo normal da criação visível as leis superiores do mundo invisível. Ela pode curar as doenças, iluminar as inteligências, fortalecer as vontades, aniquilar os obstáculos, realizar milagres. Mas esta é a faceta menor de seu poder realizador.

Ela está na própria origem da nossa consciência; ela nos dá a certeza absoluta de nossa realidade, é a raiz e o princípio do “Cogito” de Descartes. Ela nos confirma, portanto, numa segurança moral, intelectual e física, das quais nossas cogitações e nossos atos subseqüentes são a prova e a conseqüência imediata.

As bases do julgamento — pelo qual nossa personalidade assume seu valor, suas responsabilidades, eleva-se ou desce a certo nível — são função de seu dinamismo próprio. A fé pode tornar-se, em cada homem, um “Fiat” criador, suscetível de projetá-lo rumo ao plano divino e de torná-lo coparticipante dos atributos de Deus. Porque, não satisfeita com uma autocriação interna da consciência, ela é o suporte e o aguilhão da liberdade, da qual a vontade é o órgão; ela assegura seu desenvolvimento e uso no quadro do nosso ser, mas levando sempre mais adiante o limite de suas possibilidades.

Mônada essencialmente expansiva, ela de fato irradia-se no nada para nele suscitar uma criação análoga à que realiza em nós; ela é o Mesmo em gestação do Outro.

Assim, a fé não é uma crença tímida, incessantemente abalada pelos acontecimentos exteriores, sempre em busca de uma consolidação problemática. É uma consciência absoluta das possibilidades interiores de nosso ser e de suas reações vitoriosas. É uma possessão antecipada do futuro, a bigorna sobre a qual forjamos duramente nosso porvir, porque o homem, malgrado as contingências individuais ou coletivas, é o artesão de seu próprio destino; ele o faz grande, mesquinho ou miserável, ao ritmo da fé que o anima.

Em sua unicidade substancial, a fé assume um aspecto triplo: fé em Deus, fé em si mesmo, fé no destino. Se perdermos a primeira, perdemos também as outras, porque Deus é o eixo do Universo e é ainda um fim. Se o aspecto divino desaparece de nossas faculdades, não há mais suporte nem fim adequados à nossa essência íntima.

Nenhum raciocínio, nenhum pensamento, nenhum gesto poderão colocar-nos diante de um porvir que satisfaça as nossas aspirações. Ficaremos num vai e vem entre uma margem e a outra do rio vital, prontos a afundar no abismo das contingências.

Ora, a fé não nasce na dispersão anímica e intelectual, ela repousa na unicidade espiritual. Um homem, um povo dividido contra si mesmo, refratário à unidade, perecerá na desagregação de seus elementos. Tornado, ao contrário, coesivo pela unificação de suas partes constitutivas, viverá no tempo e no espaço, pois ele está confirmado na segurança interna, contra a qual as discórdias externas são impotentes.

Coloquem dois homens em confronto na luta pela vida. O triunfo pertencerá ao detentor da fé mais enérgica e mais atualizada. Ele é, de fato, o melhor adaptado ao fim real da raça humana, porque essa adaptação resulta da fé, parte integrante e centro de seu ser.

A fé verdadeira é pouco comum; os homens afastam-se dela, preferem a facilidade das vontades vacilantes, a dúvida, à certeza, e a influência passional à pureza do coração.

Esta matéria foi publicada pela primeira vez na Revista L’Initiation no nº 4 de 1983. 

Fonte: Sociedade das Ciências Antigas

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

RA-MAK-HOTEP E OS HOMENS QUE VEGETAM PELAS SOMBRAS


NT.: Texto abaixo encaixa-se perfeitamente na atualidade, principalmente entre os sábios e iniciadores de 5min e suas discussões em redes sociais.


Paul Brunton

Ra-Mak-Hotep*

Por: Sri Sevãnanda Swami, 23/07/1950

Não sabe do valor do poder aquele que divaga inutilmente! Não sabe do valor do poder aquele que deixa que sua atenção voe loucamente, como uma mariposa, sobre pequenas coisas e objetos que, ainda que relativamente nobres em si mesmos, não devem ter a atenção daqueles que querem ocupar-se com coisas de mais necessidade e importância. Não se pode, ao mesmo tempo, servir à Luz e a pequenas coisas que vegetam nas sombras. Assim, todos vós, se quereis buscar a Luz e Servir, ide direto à Luz, com os olhos fixos nela, e não deixeis destruir vossos esforços e vossa atenção nem gastais mal nenhuma energia: nem corporal, nem mental, nem visual, nem auditiva, nem verbal, especialmente verbal, nem coisa alguma que não seja bela, nobre, útil e, se possível, grande.

A diferença essencial (meditem o sentido de “essencial”) entre um Irmão da Luz e os homens que vegetam pelas sombras é que os homens que vegetam pelas sombras falam de coisas grandes que não são capazes de ver nem sentir. Já o Irmão da Luz fala muito pouco, porque seu coração e sua mente estão constantemente fixados em coisas Eternas, em coisas realmente grandes, e, ainda que se ocupe de algo menor, o faz empregando tanta grandeza de pensamento que dele não pode sair nada além de justas, belas, sábias, poucas e amorosas palavras, vigiadas e carregadas de poder, e, repito, carregadas de poder, porque são tão poucas as vezes em que se dedica a apreciar algo menor, tão raro que Sua consciência central se ocupe de falar, observar e atuar através do corpo que, quando o faz, é como o violinista pondo toda a sua arte através de um arco e uma corda, e é exatamente aí então que vibra o corpo e transmite um enorme poder que, por si, nada tem a mais do que o próprio violino, mas aquilo que um violino é capaz de transmitir.

Assim, pois, enobrecei vossos corpos e mentes. Empregai vossos corações, reduzi vossas palavras, sintetizai vossos pensamentos, vivei de forma intensa, atenta e humilde, para que quando fordes chamados a usar o instrumento, o tenhais em condições. E que o poder esteja armazenado por não haverdes gasto mal nenhuma de suas forças componentes. Assim, e só assim, os Senhores dos Poderes Secretos que residem nas Pirâmides outorgarão alguma vez alguma atenção a vossos desejos, desde que sejam desejos grandes, reconcentrados e contínuos, e não coisas ditas e repetidas mil vezes pelos lábios em vez de ardente impulso que move o coração e necessidade constante de um cérebro poderoso.

Haveis me obrigado a falar mais do que houvera desejado. Que vos seja proveitoso meditar umas cem vezes sobre o que vos disse.

Que a Luz e a Paz possam penetrar em vós, porque somente quando as deixeis entrar tereis algo para Dar de volta.

*Ra-Mak-Hotep: vive na Pérsia, Irã e Egito. Dirige telepaticamente aos que seguem a via egípcia da busca da Luz pela magia da vida. 

Fontes: 
"O Egito Secreto", Paul Brunton

.·.

domingo, 7 de agosto de 2016

Saber Quem Está Mais Adiantado, A Verdadeira Arte de Fazer Comparações

NT.: Apresentamos para nosso estudo de hoje, o texto de Carlos C. Aveline, dedicado a todo estudante, principalmente aos que dispensam horas de puro desperdício traçando comparativos entre alunos, escolas, ordens seja pessoalmente ou em grupos virtuais. 

"Disputa do Sagrado Sacramaneto", autor Rafael, 1509 -1510.
  
Saber Quem Está Mais Adiantado
A Verdadeira Arte de Fazer Comparações
  
Por: Carlos Cardoso Aveline
 
“Um grupo de estudantes das Doutrinas Esot.
que queira obter qualquer proveito espiritual deve
estar em perfeita harmonia e unidade de pensamento.”

Um Mestre de Sabedoria [1]

A busca da sabedoria mostra que, quando a meta é suprema, o realismo é indispensável. Sem discernimento não há como evitar a derrota.

Um exemplo prático da necessidade de bom senso está no fato de que, nas primeiras etapas do aprendizado, o estudante pode ter vontade de saber se algum outro estudante está mais atrasado ou mais adiantado que ele no caminho.

A tentativa de saber “quem está mais na frente” na caminhada não leva a nada. Quem hoje parece brilhante e dedicado pode revelar-se, amanhã, como alguém que não tem perseverança. Aquele que agora parece ter enormes limitações talvez experimente um grande despertar dentro de cinco anos, ou de cinco dias. E as melhores qualidades internas de alguém talvez sejam invisíveis para todos.

Comparar-se com os outros para ver “quem é o melhor” é inútil, portanto, e quase sempre prejudicial; mas o estudante pode comparar-se consigo mesmo. Esta é a verdadeira arte de fazer comparações, em teosofia.

* Será que ele é um indivíduo melhor, hoje, do que há dez anos?

* Ele está tomando providências para que amanhã pela manhã seja um melhor ser humano do que é hoje? E no próximo ano?

* Ele tem certeza de que o tempo da sua vida não está passando em vão?

* Em que aspectos ele pode melhorar a eficiência da sua caminhada?

Aprender com os outros não implica especular sobre se eles são “mais adiantados”. Ensinar aos outros não é motivo para supor que se é “mais evoluído que eles”. Interessa, isso sim, aumentar o seu próprio nível de eficiência energética, concentrando a mente na sabedoria, na cooperação entre todos, e no ideal de uma vida correta.

Interessa examinar se o esquema referencial e o processo de pesquisa, de ensino e aprendizagem de que se faz parte são legítimos e abertos ao exame crítico. Cabe ao estudante garantir que a fonte dos ensinamentos é autêntica e fazer o melhor que pode de modo sustentável, numa perspectiva de tempo que inclui várias encarnações. 

NOTA: 
[1] Veja o item III, Carta 3, primeira série, em “Cartas dos Mestres de Sabedoria”, pp. 24-25. Neste trecho a tradução está revisada levando em conta o original em inglês.
Uma versão inicial do texto acima foi publicada de modo anônimo na edição de junho de 2010 de “O Teosofista”.

terça-feira, 19 de julho de 2016

LIVROS: M.MATTER "SAINT-MARTIN LE PHILOSOPHE INCONNU" e "OS ENSINAMENTOS SECRETOS"

 "Saint-Martin Le Philosophe Inconnu sa vie et ses écrits son maitre Martinez et Leus groupes d'apres des documets inedits", 1862 por M. MATTER.  

Livro de leitura obrigatória a qualquer agrupamento Martinista, desmistifica e corrige vários erros conceituais sobre o que viria a ser o martinismo, assim com corrige fatos históricos perpetuados até nossos dias por diversas ordens.

  • Para baixar "Saint-Martin, Le Philosophe Inconnu", clique aqui: Gallica.

Essa é a fonte em que bebeu Franz von Baader para escrever seu livro  "Les Enseignements Secrets de Martines de Pasqually, precedidos de uma informação sobre o Martinezismo e o Martinismo". Esse é outro livro de leitura obrigatória ao estudante sério de martinismo, infelizmente ainda sem tradução oficial, apenas livre a disposição dos grupos martinistas independentes.

  • Para baixar "Os Ensinamentos Secretos de Martines de Pasqually", clique aqui: Gallica.

  
Esse pode ser adquirido em português através da editora Madras, clicando aqui.


 




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Esta vida é nossa décima primeira hora: trabalhe nela!


Esta vida é nossa décima primeira hora: trabalhe nela!
 Louis-Claude de Saint Martin
 
Vamos, então, nos preocupar com a vida real; com aquela obra ativa a qual devemos cada instante de nosso tempo e não deixemos de perguntar se haverá alguma futura angústia a temer ou não; tal será nossa preocupação e desejo de retidão.

O crime é a causa destes pensamentos desgastantes e o que leva o Homem ao crime é a inação, através do vazio da mente; o vazio da mente (espírito) joga o Homem no desencorajamento, fazendo-o acreditar que o tempo perdido não pode ser recuperado. Isto, de fato, pode ser verdade com relação a coisas feitas no tempo e para o tempo; mas será válido para o que pertence ao espírito? Não há tempo para o espírito... Não seria possível que um único ato realizado pelo espírito e para o espírito rendesse à alma tudo o que ela falhou em adquirir ou até mesmo tudo o que possa ter perdido pela negligência?

Devemos lembrar da "décima primeira hora", embora devemos também notar que, se aqueles que foram chamados àquela hora, receberam até mais do que sua devida paga, foi porque eles pelo menos trabalharam durante aquela hora, ao contrário, não teriam recebido nada; assim nós também não devemos ter nada a esperar, se, após termos passado as horas antecedentes de forma infrutífera, não completarmos nossa décima primeira hora, realizando a obra do Espírito.

Desde a Queda, só podemos ser meros trabalhadores da décima primeira hora, que, de fato, teve início no instante em que fomos privados de nossos direitos. As dez horas que precederam esta época, estão, por assim dizer, muito longe e perdidas para nós; assim a totalidade de nossa vida terrestre é realmente, para nós, senão a décima primeira hora de nosso verdadeiro e eterno dia, que embarca o círculo universal das coisas. Julgue a partir daí, se temos um momento sequer a perder!

Obstáculos e cruzes são pontos de partida: "Eu te digo, vigiai!" 

Ao mesmo tempo, tudo o que é requisito para um desempenho útil e proveitoso na obra desta décima primeira hora, nos é fornecido abundantemente; planos, materiais, instrumentos, nada é retirado de nós. Até mesmo os perigos e obstáculos aos quais nos deparamos e os quais se tornam nossas cruzes quando fugimos deles, são passos e meios de elevação quando superados; a Sabedoria, ao nos expor a eles espera que triunfemos.
 
Sim, se tivéssemos mantido nosso posto fielmente, o inimigo nunca teria penetrado a fortaleza, por mais poderoso que fosse. Mas, é necessário guardar todas as entradas com tal vigilância constante que, de qualquer forma que ele se apresente, possa nos encontrar alerta e com vigor para resistir. Um único instante de negligência de nossa parte, é suficiente para o inimigo, que nunca dorme, fazer uma brecha, ascender e capturar o indivíduo.

Vamos tomar coragem. Se nossa restauração espiritual requer, na realidade, todo o cuidado, devemos ao menos considerá-la assegurada se resolvermos, pelo menos, assumi-la, pois a enfermidade da alma humana é, se é que posso usar a expressão, apenas uma espécie de transpiração reprimida; o Soberano não cessa de nos administrar sudoríficos poderosos e salutares que tendem incessantemente a restaurar a ordem e a circulação.
 
A morte é compreendida em nossa obra; como ela é superada?
 
A morte mesmo, que também esta compreendida em nossa obra, é dirigida e graduada com a mesma sabedoria que governa todas as operações divinas. Nossos laços materiais são partidos progressivamente e de forma quase imperceptível. Crianças de tenra idade, emergidas em sua matéria, não têm idéia da morte porque a matéria não sabe o que é a morte, muito menos o que é a vida e o espírito.

Os jovens em quem o espírito ou a Vida começa a penetrar através de sua matéria, têm mais ou menos medo da morte, na medida em que estão mais ou menos imbuídos deste espírito ou vida e na medida em que sentem o contraste entre seu espírito e sua matéria.
 
Os adultos e os mais velhos cujo espírito ou vida se desenvolveu e que observaram fielmente a lei de seu ser, são preenchidos de tal forma com os frutos, quando seu curso termina, que olham para a demolição de sua cobertura material sem medo ou remorso, e até mesmo com prazer.
 
Este revestimento material, tendo sido perpetuamente impregnado com os frutos de suas obras, tem, ao mesmo tempo, quase imperceptivelmente se submetido à decomposição em sua fonte; se o tratamento restaurativo fosse seguido, encontraria naturalmente a sua dissolução final sem dor. O que pode ser concebido de mais doce e suave do que todas estas progressões, apontadas pela Sabedoria do Altíssimo, para a restauração do Homem?
 
Os poderes da Alma humana após a morte.
 
Mas se tão grandes são os prazeres adquiridos pela devoção ao Ministério Espiritual do Homem ainda neste plano, quais não serão então aqueles que a alma irá receber quando tiver se despojado de seus espólios mortais!
 
Vemos que nossos corpos, neste plano, estão destinados a desfrutar de todas suas faculdades e a comunicar-se uns com os outros. Quando eles não desfrutam de suas faculdades, não se comunicam, como verificamos com as crianças. 

Quando alguns corpos utilizam suas faculdades e outros não, os primeiros podem se comunicar com aqueles que não se comunicam e os conhecem enquanto que estes nada sabem sobre os primeiros. 

Isto se aplica a lei das almas: 

Aquelas almas que, neste plano, não desfrutam de suas faculdades estão respectivamente em absoluta insignificância; elas podem estar perto uma da outra, podem morar juntas sem transmitirem impressão alguma entre si. Esta é a situação da maioria das pessoas deste mundo, para não dizer, talvez, de toda humanidade; isto porque durante nossa jornada na Terra, nossas almas são umas para as outras, tal qual como as crianças; de fato, não comunicam nada em comparação com aqueles tesouros ativos com os quais deveriam ter enriquecido, naturalmente, umas as outras, se tivessem se mantido em sua harmonia primitiva.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

VERDADEIROS E FALSOS INSTRUTORES ESPIRITUAIS


VERDADEIROS E FALSOS INSTRUTORES ESPIRITUAIS
Por René Guénon

Cap. XXI de Initiation et Réalisation Spirituelle
Tradução de Luiz Pontual
Copidesque de Constantino K. Riemma

Insistimos com frequência sobre a distinção que deve ser feita entre a iniciação propriamente dita – que é a vinculação pura e simples a uma organização iniciática, implicando essencialmente na transmissão de uma influência espiritual – e os meios que na sequência  poderão ser postos em prática para tornar efetiva uma iniciação que, em princípio, era apenas virtual. A eficácia de tais meios está naturalmente subordinada, em todos os casos, à condição indispensável de uma vinculação prévia. Estes meios, enquanto constituintes da ajuda prestada do exterior ao trabalho interior, do qual deve resultar o desenvolvimento espiritual do ser (e está claro que jamais suprirão este mesmo trabalho) podem ser denominados, em seu conjunto, pelo termo de instrução iniciática, tomando este em seu sentido mais amplo. 

A instrução iniciática não se limita à comunicação de certos dados de ordem doutrinal, mas inclui igualmente tudo o que, de algum modo, é próprio para guiar o iniciado no trabalho que faz para alcançar uma realização espiritual seja qual for o seu grau.

A Catedral de Notre Dame de Paris
O mais difícil, principalmente em nossa época, não é obter uma vinculação iniciática, o que às vezes é até muito fácil (visto que certas organizações iniciáticas se tornaram muito mais "abertas", o que, por outro lado, atua para elas como uma causa de degeneração). O mais difícil, de fato, é encontrar um instrutor verdadeiramente qualificado, quer dizer, capaz de cumprir realmente a função de guia espiritual, aplicando todos os meios convenientes às suas próprias possibilidades particulares, fora das quais é evidentemente impossível, até mesmo para o Mestre mais perfeito, obter algum resultado efetivo.

Sem tal instrutor a iniciação – ainda que seja válida em si mesma e desde que a influência espiritual tenha sido realmente transmitida por meio de um rito apropriado – permaneceria simplesmente virtual, salvo em alguns casos bem raros, excepcionais. Devemos recordar que o iniciador que atua como "transmissor" da influência vinculada ao rito não deve estar forçosamente apto para desempenhar o papel de instrutor; se ambas as funções encontram-se normalmente reunidas nas instituições tradicionais que não sofreram degradações, estão muito longe de serem sempre assim nas atuais circunstâncias.

O que agrava ainda mais a dificuldade é que aqueles que têm a pretensão de ser um guia espiritual, sem estarem absolutamente qualificados para desempenharem este papel, provavelmente jamais foram tão numerosos como em nossos dias. O perigo que se decorre disso é ainda maior quando estas pessoas possuem faculdades psíquicas muito potentes e mais ou menos anormais, o que evidentemente nada representam do ponto de vista do desenvolvimento espiritual. Essas faculdades psíquicas podem, inclusive, revelarem-se um indício muito desfavorável a este respeito, embora possam enganar e se imporem a todos aqueles que não estão suficientemente advertidos e que, por conseguinte, não sabem estabelecer as distinções essenciais entre o psíquico e o espiritual. É necessário, portanto, colocar-se o mais possível em guarda contra estes falsos instrutores, que só podem extraviar aqueles que se deixam seduzir e que deveriam sentir-se muito satisfeitos se não lhes ocorrer nada mais lamentável que pura perda de seu tempo.

Mesmo que esses falsos instrutores não sejam mais que simples charlatães, como há muitos atualmente, ou que se iludam a si mesmos antes de enganar aos outros, é algo que evidentemente não muda absolutamente as consequências. Até mesmo aqueles que, em certo sentido, são completamente sinceros (pois isso até pode ocorrer em vários graus) não deixam possivelmente de ser os mais perigosos em razão de sua própria inconsciência. Quase não há necessidade de acrescentar que a confusão entre o psíquico e o espiritual, que desgraçadamente está tão propagada em nossos contemporâneos, e que denunciamos em numerosas ocasiões, contribui em grande parte para a ocorrência dos piores equívocos a este respeito. Se acrescentarmos a isso o atrativo dos pretensos "poderes" e o gosto pelos "fenômenos" mais ou menos extraordinários que, por outro lado, quase inevitavelmente estão associados a tais figuras, teremos então uma explicação muito completa do êxito de certos falsos instrutores.

Apesar disso tudo, há uma característica pela qual muitos destes falsos instrutores, senão todos, podem ser reconhecidos facilmente por uma consequência direta e inevitável de tudo o que constantemente expusemos com respeito à iniciação. Diante das questões que nos foram expostas ultimamente a propósito de certos personagens mais ou menos suspeitos, acreditamos ser útil esclarecer tal característica de maneira ainda mais explícita. Qualquer um que se apresente como instrutor espiritual sem vincular-se a uma forma tradicional determinada ou sem se conformar às regras estabelecidas por estas, não pode ter verdadeiramente a qualidade que se atribui; pode ser, segundo o caso, um vulgar impostor ou um "iludido" que ignora as condições reais da iniciação. Neste último caso, mais ainda que no do impostor, é de se temer que ele seja, em definitivo, nada mais que um instrumento a serviço de algo que ele sequer suspeita.

Diremos o mesmo de outra característica, que se confunde forçosamente com a anterior e que diz respeito à pretensão de proporcionar indistintamente um ensino de natureza iniciática a não importa quem, inclusive aos profanos, descuidando a necessidade, como primeira condição de sua eficácia, da vinculação a uma organização definida. Essa advertência vale ainda com relação a qualquer um que proceda segundo métodos não conformes aos de alguma iniciação reconhecida tradicionalmente. Se os interessados soubessem aplicar estas poucas indicações e sempre se apoiassem nelas, os promotores das "pseudo-iniciações", sejam quais forem as formas de que estejam revestidos, seriam desmascarados de imediato.

Não devemos nos esquecer, naturalmente, de contar também entre as "pseudo-iniciações" todas aquelas que pretendem se apoiar em formas tradicionais que não têm atualmente nenhuma existência efetiva; mas estas ao menos são claramente reconhecíveis à primeira vista, sem que haja necessidade de examinar as coisas mais de perto.
Falta somente considerar o perigo que pode resultar de representantes de iniciações desviadas,  embora reais, mas que deixaram de estar na linha da ortodoxia tradicional.


Estas dissidências, certamente, estão muito menos propagadas, ao menos no mundo ocidental e, em consequência, torna-se menos urgente nos preocuparmos com elas nas circunstâncias presentes. Além disso, podemos dizer que os "instrutores" que se vinculam a tais iniciações têm geralmente em comum com aqueles dos quais acabamos de falar, o costume de manifestar seus "poderes" psíquicos a qualquer pretexto e sem qualquer razão válida (pois não podemos considerar como tal o propósito de atrair a seus discípulos ou retê-los por este meio, como é habitualmente o seu objetivo), e atribuir a maior importância a um desenvolvimento excessivo e mais ou menos desordenado das possibilidades desta ordem, o que se faz sempre em detrimento do verdadeiro desenvolvimento espiritual.

Quanto aos verdadeiros instrutores espirituais, o contraste que apresentam com os falsos, nos diversos aspectos que acabamos de indicar, pode, mesmo sem dar completa segurança (no sentido em que estas condições, mesmo que  necessárias, podem não ser suficientes), nos ajudar bastante na avaliação.

Convém fazer, ainda, outra advertência para dissipar algumas idéias falsas. Contrariamente ao que muitos imaginam, nem sempre é necessário, para que alguém seja apto para desempenhar o papel de instrutor dentro de certos limites, que tenha alcançado ele mesmo uma realização espiritual completa; deveria ser evidente, de fato, que não é preciso de tanto para ser capaz de guiar validamente a um discípulo nos primeiros estágios de seu caminho iniciático. Quando o discípulo tiver alcançado o ponto além do qual não pode mais ser conduzido, é óbvio, que o instrutor que se encontre neste caso e que seja verdadeiramente digno desse nome, não vacilará jamais em dizer que a partir de então já não pode fazer nada por ele.  

Para os discípulo prosseguir seu trabalho nas condições mais favoráveis, cabe ainda ao instrutor indicar, seja  seu próprio Mestre, se isso for possível, seja outro instrutor ao qual reconheça como mais completamente qualificado que ele próprio. Quando se passa desse modo, não há em suma nada de assombroso nem de anormal no fato de que o discípulo possa a partir de certo ponto superar o nível espiritual de seu primeiro instrutor. Este, por sua vez, se for verdadeiramente o que deve ser, só poderá se felicitar por ter contribuído com sua parte, por modesta que seja, para lhe conduzir a esse resultado.

Os ciúmes e as rivalidades individuais, de fato, não podem ter lugar algum no verdadeiro domínio iniciático, enquanto que, ao contrário, ocupam quase sempre um espaço muito grande na maneira de atuar dos falsos instrutores. É unicamente a estes a quem se deve denunciar e combater, cada vez que as circunstâncias o exijam, não somente pelos autênticos Mestres espirituais, mas também por todos aqueles que possuem algum grau de consciência do que realmente é a iniciação.


Veja também:


sábado, 28 de maio de 2016

DARIO VELLOZO E O FIM DE SUA LINHAGEM MARTINISTA

Fonte da imagem clique aqui.

Dario Vellozo e o fim da sua linhagem Martinista

Já falamos anteriormente a respeito de alguns dos diversos ramos e linhagens Martinistas na atualidade. Estudamos as principais diferenças e ligações que cada uma delas têm com as demais, assim como sua forma de trabalho e material de estudo.

Conseguimos assim ter um panorama mesmo que parcial, de um grande cenário dessas ordens, linhagens, Iniciadores para nos situarmos melhor em nossa caminhada. Vimos também exemplos claros de “contra iniciação” propagados na atualidade tantos outros que utilizam nome da Ordem para benefício próprio unicamente, linhagens apenas de fachada e verdadeiras arapucas que tiram o sincero buscador da senda da Iluminação.

Apesar do “estudo das linhagens” não ser um tópico oficial dentro do estudo martinista - por considerarmos irrelevantes as diferentes siglas que cada uma carrega e por haver trabalho mais sério a ser realizado, interna e externamente pelo martinista – com intuito de instruir nossos Irmãos quanto a história do Martinismo, vamos continuar com estudo das linhagens que, dentro de duas ou três reuniões findaremos.

Em especial trataremos hoje da linhagem do primeiro martinista no Brasil, Apolônio de Tyana “Dario Vellozo”, amplamente conhecido de todos nós. 

Sua história e cronologia pode ser lida na história da “Loja Luz Invizível” com maiores detalhes, recomendamos a leitura com reservas do texto clicando no link ao lado: "A Loja Martinista Luz Invizível": 
http://www.hermanubis.com.br/Artigos/BR/junho2012ArevitalizacaodahistoricaLojaMartinistaLuzInvis%EDvel.asp


Fonte da imagem Mube Virtual

O fim da linhagem de Dario Vellozo

Dario Vellozo morreu em 1937 sem deixar outro Iniciador em seu lugar. Seus iniciados em sua maioria eram de Associados, Iniciados e poucos S.I., nenhum entre seus iniciados teria atingido a condição de Iniciador. Assim apesar de ter militado por 37 anos no martinismo, não fez outros Iniciadores e ao morrer, levou consigo encerrando com ele sua linhagem.

Porém muitas famílias citadas no supracitado texto sobre a “Loja Luz Invizível”, guardaram os pertences de seus membros, como cadernos de anotações, cartas, certificados de graus, paramentos e tantas outras relíquias históricas. Os antiquários e sebos ainda vendem tais documentos. Assim não houve sequência de Iniciação após a morte de Dario Vellozo. Hoje o que há apenas, são registros esquecidos na história e de valor unicamente histórico, mais nada. Levantar a bandeira se dizendo detentor dessa linhagem, é um tremendo engano.

Para uma linhagem ser válida, ela precisa ser ininterrupta e a iniciação transmitida na presença física, como exemplo vamos citar a Ordem Martinista dita de “Papus” (a primeira que já estudamos de Gerard Encausse, Papus), em resumo onde após sua morte outro Iniciador tomou a direção da Ordem até esse comando chegar em seu filho Philippe Encausse também iniciado e esse para Emilio Lorenzo atual diretor da Ordem. Essa sequência de transmissão não ocorreu no caso de Dario Vellozo e seus iniciados. 

Lembramos também que alguns anos antes de falecer (1937), Dario já doente recebeu Cedaior e Jehel (Maschevilles) que chegam ao Brasil depois especialmente em Curitiba/PR, e o comando “administrativo” da Ordem foi transferido para eles, sem ter havido qualquer troca de iniciações entre eles. Assim ao falecer Dario Vellozo levou consigo a sua linhagem, dando término a mesma.

Assim podemos afirmar baseado nessa vasta documentação histórica, assim como também por outro lado, pela falta de comprovação documental que mostre o contrário, que atualmente poderá existir apenas uma afiliação de desejo, uma ligação espiritual ou até mesmo apenas como homenagem histórica a esse lumiar que nos precedeu, martinista, maçom e professor conhecido como Dario Vellozo. Não há linhagem martinista vigente vinda dele.


Hoje seu legado espiritual é o Instituto Neo Pitagórico - I.N.P., fundado em 1909 baseado na filosofia grega-pitagórica basicamente. Lá não há iniciações, rituais, linhagens, transmissões nem algo do gênero. Não há reuniões de lojas de qualquer ordem em suas dependências mesmo que secretamente. Também não representam oficialmente nem extraoficialmente, nem mantém laços de amizades, nem reconhecimento, muito menos tratados diversos com qualquer ordem martinista, maçônica, rosacruz, seja nacional ou internacional. 


Sobre a Loja Luz Invizível.

Atualmente a “Loja Martinista Luz Invizível” encontra-se ativa trabalhando de forma livre e independente sob o manto do silêncio, não está vinculada a qualquer Ordem Martinista da atualidade.  A loja não detém qualquer linhagem ininterrupta vinda de Dario Vellozo nem dos Mascheville, tem antes uma afiliação por desejo em perpetuar o pioneirismo histórico martinista de Apolonio de Tyana. Seus membros não utilizam material de qualquer ordem martinista, praticam o primeiro, simples e profundo ritual martinista de 1886. 

A Loja também não tem vínculos de reconhecimento nem tratados estabelecidos com ordens outros grupos martinistas ou maçônicos.


Grupos e Ordens Martinistas "sérias".

Não aprofundaremos novamente o tema já abordado sobre as formas e estruturas do Martinismo, seja de forma livre e independente ou estruturado hierarquicamente em Ordens.

Os melhores grupos são aqueles que longe de propagandas e de suntuosos websites, são grupos unidos por afinidades pessoais e Iniciáticas entre seus membros que com o mesmo ideal vivem harmonia entre si, e esses com martinismo em geral, são portanto, grupos homogêneos. Já as ditas ordens tendem a ter uma diversidade maior entre membros, não muito afins entre si e graus de sintonia diversos tornando-os mais heterogêneos.


Correríamos no engano em sugerir alguma ordem, não além de apontar aquelas já comentadas nesse website.

Referências:

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ATUALIZAÇÃO:  O BLOG ROSACRUZES como esclarecimento e complemento ao texto acima, indica as seguintes ordens abaixo:
  • OM&S - Ordem Martinista & Sinárquica - Ordem com linhagem ininterrupta, trabalha de forma séria e organizada território nacional.
  • TOM - Tradicional Ordem Martinista - Depois da OM&S é a mais antiga em funcionamento até a atualidade; bem estruturada e com material de estudo próprio.
  • OM - Ordem Martinista "de Papus" - Já esteve presente no Brasil no passado, atualmente funciona em sigilo no Brasil como um círculo.
  • OMCC - Ordem Martinista dos Cavaleiros de Cristo (linhagens LaCava e Remi Boyer) - A OMCC não tem representante geral para todo o Brasil, possui apenas 3 lojas que se remretem diretamente ao Grão Mestre na França (Remi Boyer). A Linhagem LaCava esteve presente desde década de 80 mas com a saída dele do movimento martinista, deixou de existir, deixando grupos esparsos pelo Brasil.
  • GOCPL - Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon - Grupo que descente do mestre Thot da Egrégora Expectante da linhagem de Cedaior e Sevananda, hoje comandada belamente pela sua Matriarca a qual mantem o grupo unico e coeso, de forma simples, profunda e direta. Lembramos que Thot jamais passou o comando de sua linhagem martinista a quem quer que seja, nem deixou por escrito para que acontecesse após sua morte; seu labor martinista está unicamente dentro da GOCPL mais nada além.




quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Sanctum Celestial - A HARMONIA DO CÓSMICO



 O Sanctum Celestial
A HARMONIA DO CÓSMICO
por Robert E. Daniels, F.R.C.

Não há nada tão belo e digno da mais nobre emulação do que a expressão normal da natureza espíritual de nosso Ser. À Medida que nos tornamos mais espiritualmente propensos, deixamos de lado todas as coisas sórdidas da vida. Sentimo-nos interiormente mais beloqs e mais puros. Muitos homens sentem-se realmente receosos de expressar o lado espiritual de sua natureza, temendo que isso diminuirá a sua varonilidade e a índole voluntariosa da mente. Não devemos concordar com isso porque a maioria dos grandes místicos do mundo tem provado e demonstrado que o místico ideal pode possuir características espirituais altamente desenvolvidas, juntamente com a vontade poderosa e mente organizada.

Os grandes místicos irradiavam amor impessoal e compaixão profunda. Seu principal interesse era auxiliar os seus semelhantes por meio de todos os poderes que possuíam. Sua ascendência espiritual não provinha da teoria do misticismo, mas de uma comunhão íntima com o Cósmico, e do fato de viverem verdadeiramente a vida mística. Se quisermos atingir esses mesmos ideias, teremos de por em prática princípios como os que são ensinados pela filosofia Rosacruz, tornando-nos familiarizados com um sistema ordenado para iluminação interior.

Uma das nossas maiores ajudas nessa questão é o entregarmo-nos a um período diário de meditação como propósito de estabelecer uma condição de harmonização cósmica. A maioria de nossos problemas e obstáculos decorre de não estarmos harmonizados com o Cósmico. Com o restabelecimento dessa harmonia, por meio de um período diário de meditação, poderemos eliminar de nossa mente e de nossa consciência, (previnir) todas as doenças, problemas e perplexidades, adquirindo a paz interior e a harmonia que desejamos.
Atitude Positiva

O ideal do místico é conseguir harmonização com a Divindade, quase sempre designada como Consciência Cósmica. Muito tem sido escrito sobre o assunto, porém para a maior parte das pessoas o ideal ainda está em futuro muito remoto. Uma das possibilidades para sucesso nessa realização está na atitude mental básica que antemos dia após dia.

Uma atitude negativa e pessimista, focalizada sobre as coisas infelizes e desagradáveis da vida, não elevará a nossa consciência ou estimulará o nosso desenvolvimento espiritual, a respeito de quantos livros sobre misticismo possamos ler.

Com sentimentos de alegria e confiança, contudo, e manutenção de uma atitude construtiva diante da vida, criando mentalmente e visualizando, ao mesmo tempo, os nossos ideias, sem deixarmos de trabalhar para a sua realização, poderemos recorrer à corrente básica de poder cósmico que flui através de nosso Ser. Nossos desejos, todavia, deverão se tornar mais intensos, mantidos por fervor e entusiasmo reais. Esse é o eio para as maiores possibilidades e, por sua prática, desenvolvermos poder e ascendência espiritual para atingir o reino da Consciência Cósmica.

As condições instáveis do mundo atual, a incerteza, a intranquilidade e a discórdia revelam a influência incitadora do Cósmico para as mudanças. As pessoas buscam harmonia, paz e segurança, porém as condições inseguras e as indagações sérias de muitas ourtas estão abalando as bases da sociedade.

Há um anseio de liberdade e alívio da autoridade. Deve se tornar óbvio para nós, como estudantes de misticismo, que estamos passando por uma importante fase do ciclo cósmico de mudanças. Deveremos tentar compreender a razão de instabilidade e das condições inseguras, e cooperar com os seus sábios decretos.

O Cósmico jamais se satisfaz com o status quo. Muitos valores do passado estão sendo abandonados; as gerações mais jovens, em particular, desejam maior liberdade de expressão e ação. Os valores políticos estão sendo seriamente contestados. Valores novos estãos endo buscados nas artes e nas ciências.

Essas ocorrências não são novas; a história apenas está se repetindo. Para o Cósmico, os ciclos têm sempre provocado mudanças, porém nunca tão violentas quanto as que hoje se processam, talvez principalmente porque as ocorrências reagem rapidamente, em todo o mundo, como jamais o fizeram. Qual, todavia, a lição que devemos aprender de nossa conturbada era?

O mundo necessita de uma solução que o misticismo pode oferecer, a qual requer que cada indivíduo estabeleça um novo conjunto de valores em seu interior. O homem tem necessidade de maior compreensão de sua relação para com o universo e o seu semelhante. Deve desenvolver sua consciência para estabelecer harmonia com o Cósmico. O homem tem de admitir que deve penetrar no significado mais profundo da existência. Não mais podemos continuar a viver na periferia, tentando evitar nossas responsabilidades herdadas. Melhor dizendo, devemos chegar a aceitar a necessidade de nossa participação plena na vida. As forças cósmicas estão impulsionando e orientando os nossos passos para a senda que nós mesmos preferimos trilhar.

Há muito que nós mesmos poderemos fazer para auxiliar, para colaborar com as forças cósmicas com o objetivo de possibilitar maior progresso na vida de outras pessoas. Enrtegando-nos totalmemte a vida mística e prestando todo auxílio que pudermos, teremos certeza da cooperação do Cósmico e de um sem número de humanitaristas que julgam seu dever tudo fazerem para colaborar no progresso da humanidade. .·.

Revista “O Rosacruz” - Abril de 1978 (páginas 90 e 91)
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