quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A NOITE NEGRA DA ALMA


A Noite Negra da Alma
Ralph M. Lewis, Imperator, AMORC


Que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo experimenta muitas frustrações. Qualquer coisa que o indivíduo se propõe a fazer parece carregada de incertezas e obstáculos. Não importa o quanto ele tente ou que conheci­mentos aplique, o indivíduo se sente amarrado. Quando prestes a se concretizarem, as oportunida­des parecem escapar de suas mãos. Coisas com as quais ele muito contava, não se realizam. Seus pla­nos tornam-se estáticos e não se concretizam. Ne­nhuma circunstância lhe oferece solução ou enco­rajamento quanto ao futuro. Este período é reple­to de desapontamento, desânimo e depressão.

Durante esse período, o indivíduo sente-se for­temente tentado a abandonar seus mais acalenta­dos ideais e esperanças, tornando-se extremamente pessimista. O maior perigo, contudo, é sua tendên­cia de abandonar todas aquelas coisas às quais atribuía grande valor e importância na vida. Ele pode achar que é inútil continuar seus estudos místicos, suas atividades culturais e sua afiliação a entidades filantrópicas. Caso ceda a essas tentações, estará realmente perdido. De acordo com a tradição mística, este é o período em que a fibra da personalidade-alma é testada. Suas verdadeiras convicções, sua força de vontade e seu merecimento de maior iluminação são colocados à prova. Se o indivíduo sucumbe a essas condições, embora a frustração e o desespero possam diminuir, ele não conhecerá o júbilo da verdadeira conquista na vida. Daí por diante, sua existência poderá ser medíocre e ele não experimentará verdadeira paz interior.

Não se trata de algum tipo de punição imposta ao indivíduo. Como evidenciam os ensinamentos místicos, não é uma condição cármica. É, isto sim, uma espécie de adaptação que o indivíduo deve fazer dentro de si mesmo para evoluir a um nível mais elevado de consciência. É uma espécie de desafio, uma espécie de exigência de que a pessoa re­corra à introspecção e promova uma reavaliação de seus ideais e objetivos na vida. Uma exigência de que a pessoa abandone interesses superficiais e se decida sobre o modo em que deve utilizar sua vida. Não significa que o indivíduo deva abandonar seu trabalho ou meio de vida, mas, que ele deve reestruturar sua vida futura. A Noite Negra o faz perguntar-se sobre quais as contribuições que ele pode fazer à humanidade. Faz com que ele descubra seus pontos fracos e fortes.

Se a pessoa fizer esta auto-análise durante a Noite Negra ao invés de apenas lutar contra suas frustrações, toda a situação mudará para melhor. Ela passa a ter domínio sobre acontecimentos que concluiu serem meritórios. Mais cedo ou mais tarde, então, advém a condição que há muito os místicos chamam de Áureo Alvorecer. Subitamente, parece haver uma transformação: a pessoa torna-se efervescente de entusiasmo. Há um influxo de idéias estimulantes e construtivas que ela sente poder converter em benefícios para sua vida. Todo o novo curso de sua existência é promissor. Em contraste com as condições anteriores, sua nova vida é verdadeiramente áurea no alvorecer de um novo período. Acima de tudo, há a iluminação, o discernimento aguçado, a compreensão de si mesmo e de situações que antes não compreendia.

Aqueles que não têm conhecimento deste fenômeno mas que no entanto perseveram e superam a Noite Negra da Alma, tomam-se algo confusos pelo que lhes parece uma transformação inexplicável em seus afazeres e obrigações. Particularmente estranho lhes parece o que acreditam ser alguma energia ou combinação de circunstâncias externas que produziu a mudança. Eles não percebem que a transformação ocorreu em sua própria natureza psíquica como resultado de seus pensamentos e vontade.

Quando é que começa a Noite Negra da Alma? Em que idade ou período da vida ela ocorre? Podemos responder que normalmente ela se sucede ao fim de um dos ciclos de sete anos, como 35, 42, 49, 56, 63... anos de idade. Ela ocorre com mais freqüência no fim do ciclo dos 42 ou 49 anos, e muito raramente aos 63 ou além.

Quanto tempo ela dura? Em verdade ninguém pode responder esta pergunta pois sua duração é individual. Depende de como a pessoa tenha vivido; de seus pensamentos e ações. Contudo, enfatizamos uma vez mais: A Noite Negra não advém como punição pelo que a pessoa possa ter feito no passado, mas, sim como um teste do merecimento de penetrar no Áureo Alvorecer. Talvez quanto mais circunspecto seja o indivíduo, quanto mais sincero ele seja na busca de realizar nobres ideais, tanto mais cedo sua determinação e seu verdadeiro caráter serão postos a prova pela Noite Negra da Alma.

Por quanto tempo tem a pessoa de suportar es­sa experiência? Isto também varia de acordo com o indivíduo. Se ele resiste, se não sucumbe à tentação de abandonar seus hábitos, prática e costumes meritórios, a Noite logo termina. Se, porém, ele sucumbe, entrega-se à estagnação profunda e abandona seu melhor modo de vida, então a Noite pode continuar em diferentes intensidades pelo resto de sua vida.

Deve-se compreender, repetimos, que esta não é uma experiência ou fenômeno que ocorre somente para os estudantes de misticismo. Aliás, ela não guarda relação direta com o tema do misticismo, exceto pelo fato de ser um fenômeno natural, psicológico e cósmico. Os místicos o explicam; os outros, não. Os psicólogos, por exemplo, dirão que se trata de um estado emocional, uma depressão temporária, um estado de ânimo que inibe o pensa­mento e a ação da pessoa, o que explica os fracassos e as frustrações. Eles procurarão encontrar algum pensamento, alguma repressão subconsciente para explicar tal estado. Como dissemos, a Noite Negra ocorre na vida de todo mundo, independentemente de a pessoa conhecer ou não algo de misticismo. É bem provável que você tenha conhecido alguma pessoa que passou por esse período. As coisas para tal pessoa pareciam redundar em fracassos, a despeito de quanto esforço ela fizesse. Então, algum tempo depois, es­sa pessoa tomou-se bem sucedida, feliz, parecendo ter outra personalidade.

Entretanto, o indivíduo, por sua própria negligência, pode acarretar condições semelhantes às da Noite Negra. Uma pessoa preguiçosa, indolente, descuidada, indiferente e sem senso prático acarretará muitos fracassos à sua própria vida. Ela pode lastimar-se de sua sina a outros, e, se conhecer algo a respeito, poderá mesmo dizer que está passando pela Noite Negra. Mas saberá que a falha está em seu próprio interior.

A diferença entre esta pessoa e o indivíduo que está realmente passando pela Noite Negra está em que o último, pelo menos a princípio, sinceramente procurará enfrentar cada situação e aplicar seu conhecimento até que chegue a compreender que está bloqueado por algo maior que sua própria capacidade. A pessoa indolente, porém, sempre sabe que é indolente, quer isto admita ou não. A pessoa negligente sempre sabe que negligenciou o que deveria ter realizado. A pessoa descuidada que é as­sim por hábito, sabe que não vai muito longe e que comete muitos erros. - AMORC

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

MEMORIAL ROSACRUZ



Túmulo de H.S.L. no Parque Rosacruz em San Jose, Ca.

Localizado no Akhenaton´s Shrine, Memorial Rosacruz no Parque Rosacruz em San Jose, California, encontramos o túmulo piramidal de H.S.L.

Quem conhece o local, sabe que ao redor existem outras várias placas homenageando também grandes nomes da Suprema Grande Loja (veja vídeo na seção vídeos...). Acho que deveria ser dovulgado mais fotos, vídeos e etc desse belo lugar. Até corremos atrás!



Abaixo vista do Memorial Akhenaton no Parque R+C em San Jose, as folhas verdes que aparecem atras das colunas, eram utilizadas para fazer papiros no Egito antigo. A mesma estrutura e a mesma vegetação, foi usada no Memorial construído pela GLP em Curitiba.



Lembramos que no Bosque Rosacruz em Curitiba, a G.L.P. mantém um memorial muito similar ao do Parque em San Jose, construído em 1987 ao lado do Grande Templo da AMORC GLP.



Memorial no Bosque Rosacruz em Curitiba - 1987 - Foto: AMORC-GLP


Além disso, o interessante desse Memorial em Curitiba, é que no local onde estaria o tumulo do H.S.L. , encontra-se a ponta de uma pirâmide que se estende ao subterrâneo, onde para se chegar, basta descer uma escada ao lado do Memorial. Em baixo, nota-se que estamos dentro da pirâmide, suas paredes pintadas e adornadas com tema egípcio. Antigamente era usada para realizar meditações, hoje em dia apenas turisticamente.


Quem tiver a oportunidade de conhecer em Curitiba, vale a pena, leve sua máquina fotográfica.


Para conhecer maais sobre a GLP: http://www.amorc.org.br/


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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pensamento de R.M.L.

Ralph M. Lewis, F.R.C.
Segundo Imperator da AMORC, atual ciclo.

"É meu desejo que cada um de vocês, meus amados Fratres e Sorores, continuem buscando a Luz e defendendo a justiçã. É seu dever moral imortalizar os ensinamentos Rosacruzes, ajudando a alcançar a consciência dos demais. Assim como chegaram até vocês".
Fonte: Livreto sobre expansão da Ordem.
Ta aí Fratres Sorores o motivo pelo qual me levou a criar este blog.

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NOSSO MEIO AMBIENTE - ARTIGO

Nosso Meio Ambiente

Por Blanche Gilmore, F.R.C.
Revista “O Rosacruz” –jun/1974 - pg.109


Todos os esforços do homem provêm da mesma motivação básica: a necessidade de realizar seu Ser ao mais alto grau, e elevar e expandir algum aspecto de si mesmo. De modo a preencher essa necessidade, usualmente determinamos para nós mesmos, desde o começo de nossa vida, uma meta ou objetivo a quem possamos dedicar nossa energia.

Obstáculos à realização desse objetivo logo se apresentam, e reconhecemos, antes de qualquer coisa, como fruto de nosso ambiente. Convencemo-nos de que fatores como: meio ambiente harmonioso, associados influentes e solidários, ou determinadas posses, contribuiriam grandemente para a consecução do objetivo. Se tais fatores não se apresentam, experimentamos uma sensação de frustração e derrota. Desse modo, uma vez que tenhamos conscientemente estabelecido uma meta, a relação entre o nosso ambiente e a realização daquela requer atenção.

O meio ambiente, porém, não é um componente da vida. É tão somente o cenário no qual a vida transcorre. Enquanto o homem acertadamente procura aperfeiçoar esse cenário, deve permanecer alerta ao perigo de se identificar com ele.

Há um período para quase todos nós em que é aconselhável pôr de lado temporariamente a consideração de nossos propósitos essenciais, de modo a estabelecer para nós mesmos um meio ambiente que acreditamos ser compatível com a nossa condição. Muitas vezes, nesse processo, a realização de nosso objetivo original perde sua urgência. O contínuo enriquecimento de uma base para sua busca absorve todo o nosso interesse. Em determinado tempo, acontece volvermos o olhar àquela aspiração que era fonte de todo o nosso esforço, para vê-la como um sonho inútil a ser abandonado por completo.

Quando alguém se torna tão atraído pela conquista de um meio ambiente agradável que identifica como sucesso na vida, é o mesmo que congratular-se consigo mesmo por uma viagem completamente realizada, tão logo apenas acabasse de fazer as malas.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

F.U.D.O.S.I. - FOTO

Foto retirada de alguns membros da FUDOSI.


Nela temos (esquerda): Sär Akhenaton, Sär Placidus, Sär Elgim, Sär Validivar e Sär Puritia. Lembro a todos que Sär Validivar, era o mote do Frater Ralph M. Lewis, nota-se o uso do avental Rosacruz como utilizado atualmente em convocações de Loja.


O significado do título SÂR é: Filho de Rá (Sa = filho, R = Rá). O SÂR foi usado também entre os reis antigos da Assíria. Uma explanação mais plausível pode ser encontrada nas cartas que Joséphin Péladan (SÂR MÉRODACK) escreveu a seus amigos.

Um exemplo pode ser visto na obra A Via Suprema (primeira novela de Péladan), em que encontramos uma carta endereçada a um determinado príncipe de Courtenay. Se fizermos um exame detalhado das palavras de abertura, lemos: S.A.R. MONSEIGNEUR LE PRINCE de COURTENAY. Na abreviatura, está escrito: para a SON ALTESSE ROYALE (VOSSA ALTEZA REAL). O Nome Místico SÂR foi copiado, possivelmente, por SÂR HIÉRONYMUS (Emile Dantine) e mais tarde usado junto aos Dignitários da F.U.D.O.S.I..
Abaixo capa do periódico editado pelos membros da F.U.D.O.S.I.

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

AMOR

Por Harvey Spencer Lewis, F.R.C.

“Quando o homem chegar a realmente compreender que pela concentração da mente em um ponto, um princípio ou um desejo; um poder é irradiado para aquele ponto e imbuído de natureza criativa demonstrável, ele pensará mais cuidadosamente, mais construtivamente.
Deus surgirá na consciência humana para elevá-la à sua glória e para inspirá-la à eterna adoração de seu criador.”
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H.SPENCER LEWIS - 1924


Foto de H.S.L. tirada em setembro de 1924, com suas vestes rosacruzes.
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domingo, 9 de setembro de 2007

CICLO DIÁRIO R+C - AUTODOMINIO

(Clique na imagem para aumentar)

Ciclo Diário Rosacruz e o Autodomínio
Por: Marco Guimarães, F.R.C.
Imagem: Gabriela Kozlowski, S.R.C.


Tabela criada pela nossa querida Sóror Grabiela Kozlowski, para ser impressa e consultada diariamente.

Baseada no livro de H.S.Lewis "O Autodomínio com os Ciclos da Vida" -AMORC, a imagem mostra os melhores horários na semana e ao longo do dia em suas 24 horas, com seus pontos positivos, negativos e sua influências, as quais podemos tirar muitos proveitos.

Vale lembrar ainda que existem o Ciclo anual dos 52 dias e o de 7 anos, que constam no livro o qual recomendamos., vale a pena!!!!!!!!

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Comenius (1592- 1670)


Contemporâneos da Rosacruz Original: Comenius
Fonte: Desconhecida.

Comenius (1592- 1670)

• Jan Amos Komensky, nome original de Comenius, nasceu no seio de uma comunidade denominada Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia (região da Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia; atual República Tcheca), que descendia de grupos hussitas.

• Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII: concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas.

• Na Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia vivia-se, segundo normas cristãs muito severas, em comunhão de bens; tinham um sistema de ensino próprio.

• Ele denomina a Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia, da qual ele foi um dos líderes principais antes de seu desaparecimento, como Fraternitas Rosae Crucis.

• Comenius considerava Johann Valentin Andreae sua primeira fonte de inspiração, considerando-o “um homem de espírito ígneo de inteligência pura”.

• Comenius contactou Andreae e recebeu deste o archote para dar continuidade ao trabalho iniciado.

• Comenius perdeu sua casa, sua biblioteca, sua esposa e um de seus filhos durante a a Guerra dos 30 anos, sendo obrigado a deixar sua comunidade e entrar na clandestinidade.

• Apesar de ter uma vida bastante atribulada e movimentada, produziu cerca de 200 títulos.


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Sâr Alden


Sâr Alden
por Ordem Rosacruz, AMORC


H. Spencer Lewis, Ph.D., F.R.C.

Primeiro Imperator da A.M.O.R.C. das Américas do Norte e do Sul, e fundador de seu segundo ciclo de atividades no Hemisfério Ocidental; Membro do Supremo Conselho Rosacruz do Mundo; Legado da Ordem, na França, Ministro da Legação Estrangeira; Sacerdote Ordenado da Ashrama da Índia, Conselheiro Honorário da "Corda-Fratres" da Itália; Sri Sobhita, da Grande Loja Branca do Tibet; Rex, Universitatis Illuminat; Membro da Universidade de Andhara, Índia. Reitor da Universidade Rose-Croix.

Harvey Spencer Lewis nasceu em Frenchtown, New Jersey, em 25 de novembro de 1883, às 12h38m (hora astrológica correta). Seus pais dedicavam-se, na época , ao trabalho educacional e, assim, recebeu ele boa instrução, sendo levado mais tarde para New York com seus dois irmãos. Era de origem gaulesa, descendendo da família Lewis cujo grande antepassado foi Sir Robert Lewis e cujos outros descendentes incluiam Merry-Weather Lewis, da famosa expedição Lewis e Clark, e muitos outros, proeminentes na primitiva história americana.

Educado nas escolas da cidade de New York, uniu-se à Igreja Metodista e foi um dos primeiros membros do bem conhecido "Templo Metropolitano" Metodista do qual o Dr. Parkes Cadman foi o primeiro clérigo e maravilhoso promotor de grande bem.

Devotando-se aos estudos científicos ingressou também no mundo da arte, como profissão, e em muitas partes da América, atualmente, há pinturas a óleo, pastel e aquarela, assim como centenas de desenhos de sua fecunda pena. Muitos destes tornaram-se nacionalmente conhecidos. Antes de 21 anos assumiu a chefia das atividades artísticas especiais do "New York Herald".

Quase nessa mesma ocasião foi eleito Presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas de New York, e entre os muitos colaboradores eficientes em seu trabalho estavam Ella Wheeler Wilcox e "Fra" Hubbard, fundador dos Roycrofters. Estes dois colaboraram, mais tarde, na fundação da Ordem Rosacruz na América e fizeram parte do primeiro Conselho Americano da Ordem quando o Dr. Lewis foi escolhido para Supremo Mestre da América.

Após muitos anos de contínuas pesquisas científicas e psíquicas, mesmo no campo da telegrafia-sem-fio (rádio) quando essa tecnologia era pouco conhecida, fez ele seu primeiro contato com o trabalho dos Rosacruzes que estabeleceram sua sede perto de Filadélfia, em 1694. Membro da Divisão Inglesa que apoiou o primeiro movimento na América, a senhora May Banks-Stacey, descendente de Oliver Cromwell e dos D'Arcys da França, colocou em suas mãos os documentos que lhe haviam sido oficialmente transmitidos pelo último dos primeiros Rosacruzes americanos, com a Jóia e o Signo de Autoridade por ela recebidos do Grande Mestre da Ordem na Índia durante o tempo em que foi Oficial do movimento naquele país.

Durante vários anos foi mantida correspondência com diferentes representantes das Jurisdições estrangeiras, até que investigação acurada pudesse ser feita para determinar o merecimento do Dr. Lewis para executar as incumbências então em seu poder. Finalmente em 1909 foi ele instruído a comparecer diante de determinados altos Oficiais da França. Visitou Toulouse, antigo centro do conclave internacional Rosacruz, e voltou daquele país em posse de maior autoridade. Esta e os documentos possuídos pela Soror Stacey foram apresentados a uma Comissão de mais de cem cidadãos americanos, sendo lançadas as bases para o reativamento decretado do trabalho na América, ficando a Soror Stacey como Grande Matre e o Dr. Lewis como Supremo Grande Mestre.

Desde aquela época muitos títulos honoríficos lhe foram conferidos por sociedades estrangeiras e americanas, academias, instituições científicas e corporações escolásticas.

Como cidadão americano havia sido citado como exemplo para condecoração honrosa com a Cruz de Honra e para Cavaleiro da Bandeira pela Associação da Bandeira dos Estados Unidos. Na Europa recebeu várias condecorações similares, inclusive a Cruz de Ouro dos Cavaleiros Templários de Jerusalém. Era Membro ou Oficial de várias sociedades educacionais européias e americanas, e havia sido admitido aos Graus mais elevados de catorze, ou mais, das mais destacadas sociedades esotéricas, místicas e filosóficas do mundo, inclusive a "Rose-Croix Kabalistique de France", "Ordem Martinista da França, Bélgica e Suíça", "Sociedade Alquímica Rose-Croix", da França, "Samaritanos Incógnitos", da Europa, "Fraternidade Bramânica", "Ritos Egípcios de Mênfis e Misraim" e outras; foi ele também um dos poucos iniciados a serem recebidos em um templo arcano de Luxor, Egito, em 1929. Foi distinguido com altas honras no Congresso Internacional da Federation Universelle des Ordres et Sociétés Initiatiques (F.U.D.O.S.I.) realizado em Bruxelas, Bélgica, em 1934. Foi o único Oficial Rosacruz na América do Norte a ser tão amplamente autorizado a representar os santuários antigos e esotéricos do mundo.

Sua esposa, Martha Morphier Lewis, descendente do famoso general francês Morphier, foi a primeira senhora na América a cruzar o Umbral da Ordem no novo regime, e seus quatro filhos foram instruídos no trabalho; seu filho, Ralph M. Lewis, serviu como Supremo Secretário da Ordem para as Américas do Norte e do Sul durante muitos anos.

O Dr. Lewis passou pela transição para a Grande Iniciação, em San Jose, Califórnia, às 15:15 hs., hora do Pacífico, na quarta-feira, 2 de agosto de 1939. Centenas de pessoas compareceram às exéquias e vários milhares de cartas, telegramas e cabogramas foram recebidos de todos os países civilizados do mundo manifestando pesar pela perda de sua presença física e personalidade, regozijando-se porém com sua final realização. De conformidade com desejo expresso em seu Último Testamento e Disposições, suas cinzas foram enterradas no Parque Rosacruz embaixo de um triângulo simbólico, na magnífica Capela Egípcia, reprodução de um templo do Egito no qual havia sido realizada uma iniciação. É agora visitada anualmente por grande número de Membros, amigos e admiradores.


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"No túmulo de Christian Rosenkreutz"

"No túmulo de Christian Rosenkreutz"

Por: Fernando Pessoa

Quando, despertos deste sono, a vida
Soubermos o que somos, e o que foi
Essa queda até Corpo, que nos a Alma obstrui,

Conheceremos pois toda a escondida
Verdade do que é tudo que há ou flui?
Não: nem na Alma livre é conhecida...
Nem Deus, que nos criou, em Si a inclui.

Deus é o Homem de outro Deus maior:
Adam Supremo, também teve Queda;
Também, como foi nosso Criador,

Foi criado, e a Verdade lhe morre...
De Além o Abismo, Sprito Seu Lha veda;
Aquém não há no Mundo, Corpo Seu.

Mas antes era o Verbo, aqui perdido
Quando a Infinita Luz, já apagada,
Do Caos, chão do Ser, for levantada
Em Sombra, e o Verbo ausente escurecido.

Mas se a alma sente a sua forma errada,
Em si, que é Sombra, vê enfim luzido
O Verdo deste Mundo, humano e ungido,
Rosa Perfeita, em Deus crucificada.

Então, senhores do limiar dos Céus,
Podemos ir buscar além de Deus
O Segredo do Mestre e do Bem profundo;
Não só aqui, mas já de nósm despertos,
No sangue atual de Cristo enfim libertos,
Do a Deus que morre a geração do Mundo.
Ah, mas aqui, onde irreais erramos,
Dormimos o que somos, e a verdade,
Inda que enfim em sonhos a vejamos,
Vemo-la, porque em sonho, em falsidade.

Sombras buscando corpos, se os achamos
Como sentir a sua realidade?
Com mãos de sombra, Sombras, que tocamos?
Nosso toque é ausência e vacuidade.

Quem desta Alma fechada nos liberta?
Sem ver, ouvimos para além da sala
De ser: mas como, aqui, a porta aberta?
.......................................

Calmo na falsa morte a nós exposto,
O Livro ocluso contra o peito posto,
Nosso Pai Rosaecruz conhece e cala.

Fernando Pessoa [ele mesmo]

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Cartão de Aniversário - H.S.L.

Cartão de Aniversário
Por Harvey Spencer Lewis, F.R.C.
texto e tradução: Incógnito, F.R.C

Este belo cartão era enviado a todos os membros Rosacruzes da AMORC enquanto Harvey Spencer Lewis era Imperator, assinado de punho por ele mesmo.

Nele vemos o símbolo da Catedral da Alma, ou Sanctum Celestial, também criado e desenhado pelo próprio H.S.L. hoje divulgado no Líber 777 conhecido de todos nós.

Está escrito:

Greetings

“Beloved Member,

I trust that this reaches you on the anniversary of your birthday, for it carries to you my hand-clasp in fellowship and my personal good wishes.

May the coming year bring the fulfillment of your desires and a realization of the Cosmic Benedictions held for you in the Sanctum of the Cathedral of the Soul.

Your eternal brother.

Ass. H. Spencer Lewis.
Imperator”

Traduzindo para o português temos:

Saudações

“Amado Membro

Acredito que este lhe encontre no aniversário de seu nascimento, e leve para você meu aperto de mão fraterno e meus melhores desejos.

Que o próximo ano lhe traga o cumprimento de seus desejos e a realização das Bênçãos Cósmicas mantidas por você no Sanctum da Catedral da Alma.

Seu eterno Irmão

Ass. H. Spencer Lewis
Imperator”


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A Magia do sigilo

A Magia do sigilo
Por H. Spencer Lewis, F.R.C.


Revista O Rosacruz – 4º TRI – 2001 – nº 238 – p. 26 a 28

No mundo inteiro, há centenas de milhares de pessoas que buscam a verdade e se esforçam por compreender as leis subjacentes que regulam a vida em geral. Vagueiam de seita a seita, culto a culto, jamais encontrando a contento o que buscam. Não se afiliam a nenhuma organização secreta simplesmente porque se recusam a ligar-se a tudo que seja privado ou oculto aos olhos do público.

Os que se recusam a se afiliar a alguma organização de natureza secreta acham que o conhecimento, se valioso, deve ser oferecido livremente ao mundo. Fazem eles a pergunta: "Se o conhecimento pode elevar a humanidade, por que é mantido longe de todos, a não ser dos iniciados?" Essa pergunta geralmente é formulada somente por aqueles que não estão dispostos a fazer algum esforço deliberado em prol do que poderiam receber.

No decorrer dos séculos grandes verdades foram veladas. Tal verdade, porém, não foram ocultadas à mente do homem.

A Bíblia, por exemplo, é o livro mais secreto e, ao mesmo tempo, o mais revelador de todos quantos já se escreveu. Suas grandes verdades estão veladas, mas não com peso tal que o véu não possa ser levantado. Por que, então, poucos são os que as compreendem? A resposta é simples: A maioria das pessoas não se disporá a gastar o tempo ou a fazer o esforço consciente necessário a levantar o véu.

Consideremos a organização secreta conhecida com Franco-Maçonaria, por exemplo. Afirma-se que a Maçonaria encerra princípios secretos que são revelados apenas a seus iniciados. Não sendo membro dessa augusta fraternidade, eu não sei exatamente o que ela contém ou revela; mas é evidente que deve reter e revelar algo valioso, caso contrário, não seria a organização tão poderosa que sabemos ser.

Entretanto, se a Maçonaria retém o conhecimento de todos os princípios e leis e se revela meios pelos quais seus membros podem usar esse conhecimento de modo a realizar feitos considerados miraculosos, seria despropositado espalhar ao mundo esse conhecimento. As multidões talvez ouvissem, esperando algo, mas não estariam preparadas para receber as grandes verdades em sua singeleza, de modo que virariam as costas.

Tomemos os Rosacruzes, que se sabe possuírem e ensinarem muitos dos princípios e leis secretos que possibilitam ao homem viver segundo seu Criador pretendeu. O que ocorreria se essa grande fraternidade oferecesse ampla e livremente seus ensinamentos ao mundo inteiro? Muito poucas pessoas dariam ouvidos; menos compreenderiam e menos ainda os colocariam em prática para colher seus benefícios. No entanto, os ensinamentos rosacruzes não são ocultados do público; estão à disposição de todos que os busquem com sinceridade no coração. Por que, então, a maioria dos que buscam a Verdade não tiram deles proveito? Será simplesmente porque devem gastar tempo e energia para absorver e compreender tais ensinamentos? Isso eles não estão dispostos a fazer!

Na busca da Verdade, o indivíduo ficou tão enredado no labirinto das complexidades exteriores, que não se permite ouvir e compreender as simplicidades interiores. Ele procura em toda parte, esperando encontrar fora a resposta que deve provir da silente voz interior.

O Homem interior a tudo conquista, se tem à necessária oportunidade. Ele nada pede, mas oferece tudo, e busca a Deus somente visando ao poder de romper as correntes e abrir a porta pela qual poderá sair e conquistar. Ele se projeta ao espaço cósmico e usa as forças mais sutis. Cria vida em todas as células e percebe quando e onde existe o mal. Ele encontra força no amor.

De que modo, pois, esse homem interior pode ser libertado? O que Deus concedeu é sagrado; contudo, por que o homem inferior é agrilhoado, aprisionado e impedido de se manifestar? Que maior problema conhece o homem que não esse problema tão pessoal?

Conhecendo muito bem o poder do Eu interior, Jesus só pedia que seus seguidores tivessem fé. Ele sabia que eles não podiam compreender as leis e princípios subjacentes a suas obras, mas que pela fé eles teriam a capacidade de conseguir o que pretendiam. Compreendidas por aqueles que estavam despreparados ou que eram indignos, as leis seriam perniciosas à influência de Jesus. O mesmo aconteceria no caso do garoto diante do mágico: o garoto vê o mágico realizar um truque extraordinário e lhe pede que ele revele o segredo. Não obstante, ao tentar fazer o mesmo que faz o mágico, não o consegue. Após várias tentativas sem sucesso, o garoto volta-se para o mágico e exclama: "Eu sabia que não ia dar certo!".

Jesus, portanto, estaria na mesma posição do mágico. Tivesse explicado s leis e os princípios simples, todos teriam buscado demonstrá-los. Dado o seu extremo despreparo, o fracasso teria sido o resultado.

Com base em nossos registros e experiência, aprendemos que as grandes verdades só podem ser preservadas se forem mantidas em segredo e consideradas sagradas. Para que os que as conhecem realizem o máximo bem possível, devem trabalhar em segredo, sem revelá-las aos que não estão preparados para receber esse conhecimento. "Não atire suas pérolas aos porcos" seria mais bem entendido se fosse expresso "não atire suas grandes verdades às mentes despreparadas".

Essa afirmação é válida a despeito de como a encaremos, e algum dia todos os buscadores chegarão a perceber que as grandes verdades são compreendidas somente por aqueles que são dignos e que estão preparados para recebê-las. Os despreparados compreendem-nas equivocadamente.

Só Deus, em Sua infinita sabedoria, possui toda a Verdade e toda a lei desse grande poder chamado sigilo. Deus é sempre o mais secreto dos segredos, que jamais pode ser contemplado pelo homem mortal e que só é revelado através do homem interior e imortal, pois se Ele Se revelasse aos olhos do homem profano ou exterior, logo seria considerada uma impossibilidade por causa de Sua própria simplicidade.
O Poder do Sigilo

O Poder do sigilo - o grande, místico e dito mágico poder do sigilo - sempre está presente no interior de todos nós. Trata-se do poder que, conhecido e praticado, muda toda a vida da pessoa e das condições que a cercam, inclusive seu progresso material e espiritual. Trata-se do poder pelo qual ascenderam todos os grandes homens, foram realizadas todas as grandes obras e conseguidos todos os progressos do homem interior e do homem exterior.

Alcançar o sucesso é o fator mais destacado na mente de todos. A despeito de como visualizemos o sucesso, temos certo objetivo para alcançar. Tendo alcançado o sucesso, diremos: sou bem sucedido. Talvez nossa concepção de sucesso seja acumular imensa quantia em dinheiro para realizar algum grande plano em prol de todos os envolvidos. Ou pode ser que desejemos alcançar sucesso como pintor, engenheiro, músico ou escultor, ou talvez desejemos dedicar a vida ao serviço da humanidade, mas somos impedidos por algumas circunstâncias. Qualquer que seja o nosso objetivo, precisamos alcançá-lo para nos tornar um sucesso.

De que modo podemos alcançar nosso objetivo? Através do trabalho árduo? Muitas pessoas trabalham arduamente todos os dias, dando o máximo de si e trabalhando conscientemente; contudo, poucas são bem sucedidas ou alcançam seus objetivos. Economizando centavos? As agências de poupança possuem milhares de clientes que são econômicos, entretanto, poucos estão mais próximos do sucesso do que estavam muitos anos atrás.

Estudando muito e absorvendo todo o conhecimento que possamos? Que dizer dos milhares de formados em curso superior que têm na ponta da língua vasto e valioso conhecimento? Alguns estão em cargo cujo salário mal dá para o sustento; alguns são incapazes de manter sua posição; outros são tristes e fracassados.

Planejando e programando? Em quase todos os casos, fracassos decorrem de planos e esquemas que, embora bastante viáveis e que trouxeram sucesso a alguns, trouxeram a muitos, fracasso. Não, o sucesso não é alcançado por nenhum desses métodos exclusivamente. É verdade que é necessária certa dose de trabalho, conhecimento, economia, planejamento e programação para alcançar o sucesso; mas tão-somente com isso não conseguiremos alcançar nossos objetivos. Todas essas coisas são inúteis sem o grande poder a elas subjacentes.
A Lei Subjacente
A totalidade do universo está baseada na grande lei subjacente ao poder do sigilo. Não há uma única pessoa no mundo inteiro que possa nos dizer o que Deus é, pois Ele é um segredo para o homem. Ninguém pode nos dizer como a menor folha de relva é criada, pois isso também é um segredo. Se todas as secretas leis do universo fossem reveladas, por seu egotismo o homem tentaria fazer um melhor trabalho que Deus, e ocorreria de o universo ficar numa condição crítica. Por isso, Deus e Suas leis necessariamente precisam continuar secretas.

Há muitos pretensos peritos prontos para nos dizer o que é Deus, assim com o há cientistas prontos para nos revelar o que é uma folha de relva. Eles e nós sabemos que a relva é constituída de moléculas compostas de certos elementos químicos, e que as moléculas são compostas de átomos, estes de elétrons, etc. Mas o como e o porquê de os elétrons se combinarem para constituir átomos, estes para constituir moléculas, estas para constituir a folha de relva, dando-lhe cor e forma, é um segredo, e sempre continuará sendo um segredo para o egótico homem exterior.

O homem interior, porém, a única parte real do homem, pode conhecer e de fato conhece o segredo da criação, pois o utiliza em todas as oportunidades. O Eu interior se projeta ao espaço cósmico e usa suas energias sutis, que criam vida em todas as células. Para que tenha o poder e a capacidade de criar coisas, deve também possuir o segredo desse poder. Pode concretizar seu desejo se este estiver conforme a lei e ordem do próprio universo.

A chamada mente do homem, isto é, a mente exterior, objetiva, não é nada em si mesma, porque só a mente de Deus, a mente interior, cria e manifesta todas as coisas. Em sua manifestação exterior, o homem não passa de um meio ou máquina cuja finalidade é cumprir as orientações do homem interior. Porque o homem exterior, através de uma vontade própria, tem até certo ponto o direito de escolher e fazer o que lhe agrade, vê isso como poder. Crê que também ele pode criar, e assim coloca-se à parte de tudo o mais. É desse modo que o homem exterior se separa do homem interior, vindo a conhecer o fracasso. Ele se recusa a comungar e dar ouvidos à voz interior, impedindo-a de criar e completar aquilo que o eu exterior deseja.

É pela atividade mental que sabemos que vivemos. Por essa mesma atividade, concebemos idéias, fazemos planos e decidimos como e quando essas idéias e planos devem se manifestar. Todos os nossos planos, idéias e ações são concebidos, criados e dirigidos pelo Eu interior, e são manifestos por meio de atividade física. Assim, concebemos uma idéia, fazemos planos de acordo com ela, e levamos os planos até o fim, o que resulta ou em sucesso ou em fracasso. O resultado será o sucesso, se permitirmos que o Eu interior trabalhe sem interferências.

O melhor meio de chegarmos ao nosso objetivo de sucesso é trabalhar segundo a linha de menor resistência. Nosso eu interior nos dá a noção do que significa para nós o sucesso, de modo que fica estabelecido o objetivo. Desejamos alcançar o sucesso; por isso, só devemos fazer as coisas que contribuirão para tanto. Alguns perguntarão: quais são essas coisas? É aqui que tocamos a lei diretora do poder do sigilo ou segredo.

Nossa mente objetiva recebe instruções pelos impulsos ou sugestões da mente interior. Devemos ouvir e seguir essas sugestões em seus mínimos detalhes para alcançarmos o sucesso. Não devemos permitir interferência da mente objetiva, exterior, nem permitir que realize coisas que se oponham às sugestões I interiores. Não devemos deixar de lado tais sugestões senão num momento futuro, pois o Eu interior sabe mais o que fazer e quando fazer.
Mantenha Sigilo
Devemos também fazer outra coisa, fácil num aspecto, mas, difícil em outro: Manter sigilo! Devemos manter sigilo quanto às coisas que pretendemos realizar, pois é só desse modo que podemos esperar conseguir a necessária energia mental que nos leve a nosso objetivo. Não devemos falar a ninguém. Só devemos falar com nós mesmos, pois no próprio ato de revelarmos nossos planos usamos energia mental necessária para realizá-los. Sigilo significa a conservação da energia mental, que é necessária ao sucesso.

Para ilustrar o modo pelo qual o sigilo conserva e acumula energia mental, recorramos ao dínamo comum usado para gerar eletricidade. O dínamo gera energia elétrica somente enquanto há outra fonte de energia que o ponha em movimento. Quando essa outra fonte de energia é suprimida, o dínamo pára. Enquanto o dínamo é levado a trabalhar, temos a energia, que pode ser usada de muitos modos. Se não usamos a energia, ela é desperdiçada. Se a usamos, devemos usá-la segundo é gerada pelo dínamo.

A energia consumida só pode ser substituída por uma nova carga, que é suficiente apenas para as necessidades atuais. Se não precisamos imediatamente da energia e nem sempre dispomos da força que move o dínamo para gerá-la, precisamos acumular algo da energia para usá-la quando necessário. Fazemos isso por meio de uma bateria, para que possamos usar energia imediatamente.

A mente objetiva pode ser comparada com o dínamo, e a mente interior com a força ou poder por trás dele. Enquanto o homem desperdiçar a energia dinâmica de sua mente, jamais terá energia suficiente para concretizar seus grandes planos ou idéias. Usar a energia para revelar desnecessariamente os planos a outrem, esgota o abastecimento. A bateria pode ser comparada à vontade do homem, por meio da qual ele produz um esforço volitivo, mas, fazendo isso, retém a maior parte da energia produzida pelo Eu interior. Decidindo manter sigilosos seus planos e ações, o indivíduo acumula enorme quantidade de energia mental.

Sigilo acarreta poder, porque os outros nunca saberão se nossos planos foram mudados, descartados, ou se deixaram de se cumprir por nossas próprias decisões. Por causa disso, passaremos a ser vistos como pessoas que não conhecem o fracasso. O mundo aplaude o sucesso. Recorra a pessoas bem sucedidas em busca de conselhos. A pessoa bem sucedida é depositária de confiança, e grandes oportunidades lhe são concedidas.

O sigilo, combinado com uma dose normal de trabalho, inteligência, economia e idéias, acarreta o sucesso em qualquer empreendimento, desde que aceitemos as sugestões de nosso Eu interior, que jamais nos leva por caminhos errados. Sigilo exige silêncio, pois no silêncio chegam as maiores dádivas de Deus. No silêncio podemos comungar com nosso Eu interior e receber instruções. O silêncio é harmonização com as forças ou energias mais refinadas do Cósmico. Ele nos dá força, coragem e confiança. O sigilo requer que o eu exterior coopere com o Eu interior.

Tenhamos sempre em mente o poder do sigilo. Carreguemo-lo sempre em nosso íntimo e comecemos a pô-lo em prática agora. Temos livre acesso a ele. Devemos usá-lo com a mesma espontaneidade, doando-nos a nós mesmos, a nosso Deus e a nossos semelhantes. Usemos esse segredo para alcançar o sucesso. Essa é a lei de Deus, que é sempre o poder secreto e a glória.
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Alguém Precisa de Você...

Alguém Precisa de Você...
Mensagem especial - Folheto AMORC DEXP-1


Segundo um velho axioma, cabe àqueles que desejam uma vida de sentido elevado envidarem seus próprios esforços para encontrar o caminho.

Todavia, aqueles que já conseguiram erguer umpouco do véu do conhecimento e encontrar meios para seu auto-desenvolvimento devem partilhar, até onde é possível, aquilo que descobriram e tudo o que possa ajudar os outros, em seu benefício pessoal e para o aperfeiçoamento fa Humanidade.

Na verdade, aqueles que estão vivendo na Luz maior não podem alhear-se aos que se debatem na obscuridade, e embora muitos destes achem cômodo permanecer nas trevas, iludidos por prazeres transitórios e ilusória felicidade, outros esperam, apenas um raio dessa luz e uma mão amiga que os oriente.

O conhecimento perde do seu sentido se é utilizado por nós, exclusivamente. Os que estão na Senda não podem, na verdade, deixar de se preocupar com aqueles que caminham tropegamente nos atalhos, procurando a verdadeira estrada, que nós conhecemos. Talvez até o tempo perdido por eles, batendo nas portas falsas, venha a desiludi-los, de tal modo que não acreditem, mais tarde, num portal autêntico que lhes seja aberto por alguém de boa vontade.

Nenhum verdadeiro estudante de misticismo achou necessário, alguma ez, ocultar sua autêntica fonte de conhecimento àqueles que considerou preparados e dignos, a não ser nos tempos difíceis em que os místicos eram perseguidos.

O sigilo foi necessário no passado, em virtude de intolerância religiosa e opressão política, mas não o é agora. O estudante sincero sabe que existe, agora, liberdade suficiente para transmitir aos outros sua alegria (...).

Por outro lado, uma Lei de Compensação nos impele, cada vez mais, a proporcionar àqueles que conhecemos os valores que são para nós mais elevados, pois, de todas as maneiras, muitos recebemos dos outros em nossa vida.

Existe à nossa volta uma multidão de pessoas sobrecarregadas de temores, debatendo-se em crenças errôneas, angústias, ignorância e preconceitos, procurando dignidade, sentido e coerência para suas vidas.

A nossa mão fraterna tem de se estender até elas, já que não podemos trazê-las ao nosso Sanctum privado ou a um Templo Rosacruz; temos de levar-lhes, mesmo anonimamente, a nossa mensagem, e talvez plantando a pequena semente que nelas germinará, quems abe numa grande árvore de conhecimento.

Sabendo que nenhum de nós é uma ilha e que tudo quanto ocorre nos outros nos afeta, de algum modo, jamais poderemos ficar indiferentes às vidas humanas que estão à nossa volta, pertubadas mental e espiritualmente, tantas vezes se debatendo em ódios, conflitos, erros e desesperanças, quando temos em nossas mãos a bússola da Esperança, da Saúde, do Amor e da Paz. (...)

Nossa missão é, principalmente, aqui e agora. A herança mais valiosa que poderemos deixar nesta existência será o grau de aperfeiçoamente e conhecimento que tivemos conseguido e transmitido ao nosso semelhante, como contribuição ao engrandecimento e à dignidade do Homem.

O que já alcançamos, mesmo nos parecendo pouco, representará muito em Confiança, Esperança e Paz de Espírito, que um simples gesto amigo de nossa parte vai levar a pessoas que sofrem, se desesperam, se perdem, atualmente, no labirinto da existência. (...)
(...)
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O Desenvolvimento da Compreensão Interior

O Desenvolvimento da Compreensão Interior
O Rosacruz Janeiro - Fevereiro de 1989


Há um diálogo árabe que é mais ou menos assim:" Tu me chamas de infiel e eu vou te chamar de crente verdadeiro. Porque o melhor para responder a uma mentira é usar outra mentira do mesmo tamanho.

Se observarmos a situação atual do mundo, especialmente em questões de religião, política e educação, creio que todos concordamos em que a maior parte de nossos problemas internacionais esta baseada em sentimentos de presunção nacional ou sectária. Em educação, isto se torna uma questão de superioridade intelectual.
Por outro lado , na maioria dos casos, eu arriscaria afirmar que a maioria desses sentimentos não são um atributo consciente de um individuo ou grupo e sim, mais provavelmente, um impulso inconsciente que se manifesta como uma reação. Em outras palavras, as pessoas são intrinsecamente boas. Exceto em raros casos, não saímos pela vida tentando intencionalmente coagir ou manipular os outros. O que acontece é que nos tornamos tão apegados a nossas crenças, nossa vida e nossa maneira de fazer as coisas, que passa a ser um aspecto forte do nosso mundo a tendência de querermos convencer os outros a agir e reagir como é de nosso costume.

Onde esta o mistério da vida?

A maioria das pessoas que desenvolvem algum grau de responsabilidade interior consegue viver sem criar muito conflito grave, porque essa responsabilidade se traduz num certo grau de aceitação. Mas, quando pelo menos uma das partes não manifesta esse grau de aceitação dos outros, desenvolve-se um sério conflito potencial. E quando ambas as partes não são capazes dessa aceitação, tem-se uma guerra.

Nossa senda, como místicos e rosacruzes, é um caminho de desenvolvimento individual de força interior e de trabalho coletivo por um mundo de tolerância, aceitação e compreensão. Nosso primeiro dever consiste em estudarmos a nos mesmos no sistema do misticismo. As pessoas que não estudaram o bastante pensam que os sistemas metafísicos ou negam o valor das coisas do mundo, ou prometem uma profusão de benefícios materiais. Mas uma vez que tenhamos compreendido o equilíbrio e nos tenhamos definido em nosso próprio âmago e quanto aos nossos objetivos, teremos desenvolvido aquela responsabilidade para lidar com os outros.

E enquanto não conseguirmos isso, não teremos o direito de discutir com os outros as coisas que criam conflito, porque nenhumas das partes interpretará tais discussões senão como julgamentos e o conflito não será visto como uma experiência instrutiva. Essa compreensão interior desenvolvida é nada mais nada menos que sabedoria. Com a sabedoria vem a clareza e a unidade de propósito.Quando isso e alcançado, podemos agir com equidade. Ao contrario da opinião popular, o misticismo é uma disciplina muito ativa.
O ato de aprender é certo modo passivo. Mas o necessário serviço que é o resultado do aprendizado, torna-se a mais motivadora força do universo que o ser humano tem a possibilidade de sentir no âmago do seu coração. Serviço e uma expressão de uma força “superior” chamada “AMOR”. O equilíbrio manifesta o Serviço, que por sua vez se torna o Trabalho de um místico absorto em AMOR.

Somente nesta perspectiva podemos apreciar o dialogo árabe citado no inicio desta mensagem:" Tu me chamas de infiel e eu vou te chamar de crente verdadeiro. Porque o melhor para responder a uma mentira é usar outra mentira do mesmo tamanho.Esta tirada feita sem sabedoria, pode ser um poderoso meio de "calar a boca" de uma pessoa com que se esteja discutindo. Mas, usada na perspectiva da sabedoria, torna-se uma poderosíssima ferramenta de ensino com muitos níveis de interpretação esotérica.
Pensem nisso!
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Harpa de Vibrações Compreensivas (Ressonância)

Harpa de Vibrações Compreensivas (Ressonância)
Por: Michael Nowicki, F.R.C.
Tradução: Marco Guimarães Jr, F.R.C.


Um dos fundamentos dos ensinamentos da AMORC era o princípio da ressonância ou das vibrações compreensivas, o qual simplesmente, afirma que um objeto em uma determinada freqüência, vibra com outro objeto que também está sintonizado na mesma freqüência.
H. Spencer Lewis construiu uma harpa simples de madeira com 12 cordas afinadas com as 12 notas da escala musical. Quando tocado um diapasão e o aproximado das cordas, então uma das cordas afinadas na mesma nota que esse diapasão, emitiria esse som.

Diapasões eram também usados como eram os arcos de violinos, tocados com pano de vidro (veja acima).


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O Contador de Raio Cósmico

O Contador de Raio Cósmico
Por: Michael Nowicki, F.R.C.
Tradução: MAGUS, F.R.C.


O Contador de Raio Cósmico parece ter sido um antigo protótipo do contador de Geiger, para detectar e registrar ambientes com níveis de radioatividade, a qual naquela época da década de 1930, era ainda largamente desconhecida seu espectro de freqüência e um mistério cientifico.

Assim como rádio anos anteriores provou que a fala e a musica poderiam ser transmitidos por invisível e sem fio “Éter”, poderia agora usar a mesma tecnologia do radio para contatar e demonstrar a existência de uma taxa de vibração elevada, próxima da vibração divina da criação.


Os dois longos tubos à frente foram usados como “transdutores” para detectar as partículas de Raio Cósmico, assim como uma antena de rádio ou sensor gigantesco contador. Estes eram rodados e ajustados ao longo com os discos para determinar a extensão da freqüência e sensibilidade de detecção.

Agora se você olhar com cuidado as fotos mostrando o fundo da unidade, verá um tubo à vácuo movido por um receptor de rádio e um amplificador conectado por um auto-falante de onde os espectadores podem ouvir verdadeiramente as partículas de Raio Cósmico. A caixa de metal abaixo da prateleira era a tomada AC de energia.

Este aparelho foi usado para fins demonstrativos em convenções e na RCU (Rose+Croix University) durante a década de 1930 e 1940 para demonstrar a existência das manifestações de alta freqüência e a habilidade de entrar em contato com estas forças pelo princípio da sintonização.

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Por que os fracassos em cura?

Fórum Rosacruz - AMORC - Abril de 1989 - Volume XX, nº2
Arquivo digital: Incógnito, F.R.C.

É sempre benéfico fazer tratamentos metafísicos? Essa pergunta foi recentemente formulada numa convocação rosacruz, e suscitou a seguinte resposta de u médico rosacruz:

Como você pode ver pelo cabeçalho desta, sou um médico. E minha prática, uso duas metodologias de tratamento. A primeira baseia-se em procedimentos de diagnósticos acadêmicos e sem modalidades terapêuticas de minha profissão; a segunda baseia-se em Leis Cósmicas e Científicas (terapêutica espiritual, se preferir). Nossa Lei do Triângulo se manifesta na criação de uma terceira condição, que é a própria resposta ou reação do paciente a esses esforços duais por mim iniciados. Para cada ação há uma reação, não é mesmo? Ou a condição do paciente melhora ou não melhora.

Aprendi duramente que não posso dirigir o movimento ou a ação da terapêutica espiritual. Não podemos, com efeito, dizer o Cósmico o que fazer, que tecidos afetar ou que tratamento deve ser feito, mesmo com base no conhecimento acadêmico da condição, porque muitas doenças físicas são manifestações de atitudes mentais impróprias, do prolongado abuso de leis naturais relativas à saúde física e emocional. Baseado nessa premissa, só posso tratar dos sinais e sintomas externos da condição doentia. A natureza exata do problema é desconhecida para mim, e está fora do âmbito de minha prática, por assim dizer. O processo de cura, portanto - a resposta à primeira e segunda metodologias - é deixado ao Cósmico. Eu devo "liberar de minha mente o problema e deixar Deus agir" - situação difícil para médicos.

Devemos perguntar o que é um processo de cura. Uma vez mais, devo defini-lo segunda minha compreensão, em termos das duas metodologias acima. Academicamente, a cura é a resposta fisiológica que restaura no corpo a condição de bem-estar. Espiritualmente é o alívio de sofrimento e, como não podemos dirigir o Cósmico, a cura pode não ocorrer. Levando a coisa ao extremo, a transição é de fato a consecução do processo de cura. A lição mais difícil que tive que aprender foi que às vezes a recuperação física não era para ser alcançada. Foi preciso muito tempo, e muitas lágrimas de verdadeira frustração, para que eu compreendesse isso.

Talvez um paciente retornara a esta vida porque sua Grande Obra ainda não fora realizada. Nesse caso, a terapêutica espiritual ativava as forças criativas e construtivas de seu corpo e, junto com a soberba tecnologia médica, ele se recuperava fisicamente.

Para terminar, eu gostaria de partilhar uma prece que tem especial significado para mim. É uma expressão de vida, e muito me ajuda em meus afazeres diários. Essa prece é tão importante para mim, que faz parte de minhas ablusões diárias no começo e fim do dia. Estou certo de que a maioria de vocês a conhecem:

"Deus, dá-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar a coragem para mudar as coisas que posso e a sabedoria para conhecer a diferença."

Isso se aplica diretamente ao médico e ao paciente também - Q
Fórum Rosacruz - AMORC - Abril de 1989 - Volume XX, nº2
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O LUXATONE

Misteriosas Invenções do Dr. Lewis


Por: Michael Nowicki, F.R.C.
Tradução: MAGUS, F.R.C.

Dentre os vários talentos de H. Spencer Lewis, era um designer e construtor de incomuns invenções e protótipos a fim de demonstrar os princípios místicos e as leis naturais dos ensinamentos. Se ele vivesse hoje em dia provavelmente o chamariam de um “hacker de hardwares” no melhor sentido da frase.

Quando o primeiro Templo Rosacruz da AMORC foi aberto em 1915 em Nova York, havia um sistema de rádio “sem fio” com o qual HSL sempre colocava o fone de ouvidos e com esse, monitorava as freqüências a fim de escutar o que havia lá fora.

De fato, algumas das descrições de um Rosacruz por todos os tempos, são a de um místico que abraça as novas tecnologias para ajudar a difundir a Luz. Os modernos Rosacruzes tem adotado a nova tecnologia da Internet para se manterem em contato, participar de fóruns, distribuir materiais, ajuda em suas pesquisas, saber mais sobre as atividades locais e visitar web sites.

Então, com o objetivo de inspirar outro a encontrar novas maneiras de usar as atuais tecnologias, para difundir a Luz, ofereço para seu entretenimento esta coleção de estranhos aparelhos, a galeria da noite do ocultismo.

O LUXATONE, Órgão (teclado) da Cor (The Master Color Organ) foi um aparelho que convertia frações do espectro sonoro, em frações do espectro de luz em cores. O microfone era usado para ser a entrada de uma fala ou de uma música, e a tela mostraria as cores de sua intensidade simultaneamente. O homem à esquerda é Ralph M. Lewis antes de se tornar o 2º Imperator da AMORC.

Foi inicialmente usado para demonstrar o Teclado Cósmico, ensinado pela AMORC, que há oitavas de manifestações e que cada nota musical, tem uma correspondência harmônica com uma cor específica, em oitavas mais elevadas.

O principio do projeto foi simplesmente satisfatório e inovador para sua época. A tela era uma “caixa” triangular com uma peça de vidro translúcida em sua frente. Dentro dessa caixa em cada um de seus ângulos, havia uma lâmpada, vermelha, em outra azul e verde que ascendiam e seu brilho visível através da tela de vidro.



Dentro dele havia um complexo circuito valvulado e de componentes de rádio. Havia um canal ou circuito estabelecido inicialmente. Quando a freqüência de um som era detectada pelo microfone, o circuito media a freqüência e ascendiam as lâmpadas coloridas em combinação, misturando as cores desejadas. As três lâmpadas representavam as três cores primárias com as quais todas as outras cores poderiam ser formadas simplesmente ascendendo as lâmpadas variando sua intensidade, com a fusão de cor aparecendo no centro da tela triangular.





Os fios do Luxatone com as válvulas a vácuo e um transformador.



Capa do livreto "Luxatone, enviada aos membros Rosacruzes - AMORC



Após o sucesso da demonstração do Luxatone, este livreto foi publicado e enviado aos membros da Ordem e aos jornais. (N.T.: Tradução na íntegra em breve, M.G.)

Se você estivesse na escola em meados das décadas de 1960 e 1970, deve ter conhecido uma versão moderna do Luxatone vendido pela Radio Shack, que conectava os terminais do auto-falante de seu sistema estéreo, com as luzes que brilhavam no ritmo da música.

Que interessante! E uma demonstração científica muito divertida dos princípios do Teclado Cósmico.

Outra coisa, Luxatone construído por H. Spencer Lewis nos leva a surpreendente semelhança com o “Interoscitor”, um aparelho de comunicação construído por alienígenas na década de 1950 no clássico filme de ficção científica “This island Earth” (A Guerra dos Planetas, Brasil – 1955). Dê uma olhada e tire suas conclusões!



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Misteriosas Invenções do Dr. Lewis

Por: Michael Nowicki, F.R.C.
Tradução: MAGUS, F.R.C.


AS ORIGENS DAS DOUTRINAS DE MARTINES DE PASQUALLY

AS ORIGENS DAS DOUTRINAS DE MARTINES DE PASQUALLY
Por Prunelle de Liére
Tradução: Marco Guimarães Jr., S.I.I.

Mais uma doutrina de origem cabalística, intelectual, parecendo mais como de origem da tradição oral e familiar. Devemos saber mais o sobre qual o sentido devemos dar à palavra “família”.

O conceito de reintegração é encontrado já no século XVI na cabala inovadora do Rabbi Isaac Louria. Após a saída dos judeus para a Espanha em 1492, as contínuas perseguições deles na própria Espanha, faz com que o Judaísmo Marrano apareça. Esse êxodo mudará radicalmente a forma da Cabala, ao menos seu interior.

Alguns escritores cabalistas determinaram pela numerologia, que o ano de 1492, após um longo tempo antes de 1490, seria um ano catastrófico, era o ano da redenção. A expulsão levantou as teorias messiânicas do “Fim” (dos tempos). Seria necessário mobilizar todas as forças possíveis para precipitar esse “Fim”.

A nova Cabala formada, sendo mudada e fundida com a “Comunidade dos Devotos”, em Safed (uma cidade no nordeste de Israel) manteve as suas marcas de porigem durante todo esse processo. Iniciou-se aproximadamente em 1530-1353 na cidade de Safed. Os dois cabalistas mais famosos eram então “Moïse Bem Cordovero” e “Isaac Luria”. Diferem tanto um do outro, que são sempre relacionados um ao outro.

Na primeira metade do século XIX, o historiador maçônico Claude Antoine Thory, encontrou 3 fontes de Martinés de Pasqually: “Calendarium Naturale Magicum Perpetuum” de Tycho-Brahé, impresso em 1582 no “d´Esprit Sabbathier; o “de Idealis Sapientiae Generalis do Umbra”, impresso em 1679 e o “Philosophical and Mathematical Chart Accompanied by the Magic and Perpetual Calendar” (Carta Filosófica e Matemática acompanhada pela Magia e Calendário Perpétuo), pelo ocultista contemporâneo Touzay-Duchanteau.
A similaridade desses três trabalhos com certos elementos da teurgia dos Elus-Cohen, está clara de fato,ainda que estas tabelas comparativas não estejam presentes nos textos Elus-Cohen. Do mesmo gênero são o “Virga Aurea, Stéganographie” de Trithème e o “the Occult Philosophy” de Crow Clutched, mais extensa e ainda com mais observações pessoais, do que o interesse próprio no Cosmos dos Elu-Cohen com sua individual e correlativa reconciliação (R. Amadou).

Moïse Ben Cordovero

Moïse Ben Cordovero (1522-1570) era inicialmente um pensador sistemático, seu objetivo era dar ao mesmo tempo nova interpretação e uma descrição prática do misticismo da antiga cabala, particularmente do Zohar.
Rabbi Isaac Luria

Isaac Luria, conhecido como Ari, o Leão, de origem germânica ou polonesa, nasceu em Jerusalém em 1534 e morrei na cidade de Safed em 1572. Ele foi, de acordo com Gerson Scholem, mais um filósofo místico do que um místico em si, embora sem qualquer experiência mística. Formado no Egito. Porém não deixou nenhum livro escrito quando de sua morte aos 38 anos de idade. Permaneceu somente 3 anos em Safed.

Luria não fez questão alguma de por seus pensamentos em um livro: Kithve Ha-Ari (“Escritos do leão”). Este livro foi um comentário do Sifra Di-Tsenutia [1] “O Livro do Mistério”, uma das mais difíceis partes do Zohar.

Seus discípulos

Sua mais importante companhia foi Hayim Vital (1543-1620) autor de várias versões do sistema de Luria, versões que encheram cinco volumes in folio, chamado de “Oito Portas” (Shemonah Shearim). Em Ets Hayim (A Árvore da Vida), colocou o trabalho da sua vida. As outras partes contêm títulos separados para cada volume: Sepher ha-Gilgulim, Perished Ets Haym, Chaar ha-Yikhudim, Sepher Likkute Tora.

Outro discípulo fez uma apresentação mais compacta da contraparte teosófica do seu sistema: Rabbi Joseph ibn Tabul, o qual teve mais autoridade dentre os discípulos de Hayim Vital. Seu livro foi publicado sob o título Sepher Hephsti Ba, erroneamente atribuído a H.Vital
Vital preservou ciumentamente as lições de Luria, que sistematizou o pensamento até seus últimos dias. Fez apenas uma pequena edição, que começou a circular somente em 1587. Por outro lado Ibn Tabul foi mais ativo ensinando as doutrinas de Luria em Safed. Opôs-se a Vital, o qual se tornou seu rival.

É Israel Sarug que entre 1592 e 1598, fez uma ativa propaganda a favor da nova escola, entre os cabalistas da Itália. Mas enriquece com as idéias especulativas do “Son Crû”, doutrinas de Luria. Publicou um livro chamado Limmude Atsiluth “Doutrinas da Emanação”. Um de seus companheiros estabeleceu um sistema cabalístico no qual há uma curiosa mistura do neoplatonismo e doutrinas de Luria de acordo com a interpretação de Sarug.
Foi Abraham Cohen Herrera de Florença (morto em Amsterdam em 1635 ou 1639), o descendente de uma família Marrano e o único cabalista que escreveu em espanhol: Puerta Del Cielo. Os discípulos de Sarug tiveram influencia na Itália, na Holanda, na Alemanda e Polônia. Em 1648, Naphtali Ben Bacharach Jacob, de Francforts, publicou Emek ha-Melekh, “As Profundezas Místicas do Rei” ou “Vale do Rei”. Este importante livro contém totalmente a interpretação de Luria por Sarug.

[1] Publicado em Chaar Maamare Rabbi Chimon Bar Yokhai de Hayim Vital.

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Court de Gébelin

Por Milko Bogaard
Tradução: Marco A.Guimarães

Antoine Court de Gébelin (1719? – 1784) foi um dos membros fundadores dos "Philalétes". Foi iniciado na Loja Maçônica "Des Amis Reunis" em 1771. Em seguida se filiou a Loja "Les Neuf Soeurs" em Paris, onde ele supostamente auxiliou na iniciação de um crítico de seu trabalho, chamado Voltaire.

Court de Gébelin foi um pastor protestante que iniciou sua busca esotérica durante seus últimos dias de vida. Ele foi o fundador da "SOCIÉTÉ APOLLONIENNE" (posteriormente chamada de "Musée de Paris"), uma sociedade dedicada às artes e ciências, a qual ele atuou como presidente até o final de sua vida. Court de Gébelin foi o primeiro (conhecido) ocultista que publicou ensaios do Tarô como um instrumento da Tradição Ocidental. Ele afirma que o Tarô era um artefato antigo do Egito.

Estes ansaios foram publicados em um trabalho literário principal em 9 volumes, publicado entre 1773 e 1782 entitulado "Monde primitif, analysé et comparé avec le monde moderne" (O Mundo Primitivo, analisado e comparado com o mundo moderno). Neste trabalho ele procurou reconstruir a primeira civilização, uma civilização na qual foi universal, intelectualmente avançada, e iluminada espiritualmente, de acordo com Court de Gébelin (isto foi afirmado por alguns líderes de escolas renascentistas, que foram seguidores de Platão).

"O livro foca em duas grandes áreas de interesse: (a) linguística e (b) mitologia e simbolismo. Com considerações do autor, Court de Gébelin, apresentou dicionários de etimologia, que ele chamou de uma gramática universal, e fala sobre as origens da língua falada e escrita. Quanto a mitologia e simbolismo, ele discursa as origens da alegoria na antiquidade e uma historia do calendário numa perspectiva civil, religiosa e mitológica." ( J.V. Revak “Court de Gébelin, father of modern esoteric Tarot” )

O livro "Mundo Primitivo..." incluía dois ensaios sobre o Tarô. Um deles escrito pelo próprio Court de Gébelin, e o outro o autor atribuiu a "M. le C. de M". De acordo com diversos historiadores, as abreviações eram de "Louis-Raphael-Lucrèce de Fayolle, Comte de Mellet", um nobre e oficial da cavalaria do século XVIII. De interesse especial é que o Comte de Mellet alegou que os Arcanos Maiores correspondiam ao alfabeto hebraico. "Ele sugeriu um sistema, como esse: a carta "Mundo" = a letra hebraica "Aleph", Julgamento = Beth, o Tolo = Tau. É geralmente aceito por muitos que foi Eliphas levi quem foi o primeiro que introduziu as correspondencias entre os Arcanos Maiores com o alfabeto hebraico.
O conceito do tarô como uma Adivinhação tola foi também discutida por Comte de Mellet. Ele se refere ao Tarô como "O Livro de Toth". As ideias de ambos eram normanelmente rejeitadas pelas escolas modernas, principalmente porque falharam em usar racionalmente argumentos ou apresentar se quer pedaços de evidências convincentes de suas próprias posições.

Todavia, o livro "Mundo Primitivo", Analisado e comparado com o Mundo Moderno", foi um enorme sucesso na época. Segundo Court de Gébelin, ele descobriu sozinho o conteúdo esotérico do Tarô. Errou ao creditar a Comte de Mellet, uma falha a qual sugere que o Court de Gébelin não foi o primeiro a especular o conteúdo esotérico do Tarô e sua antiga história. Porém a dúvida: E quanto a Aliette (Eteilla, a eleita supostamente fundadora do Rito dos Perfeitos Iniciados do Egito), a cartomante francesa que formou a "Sociedade do Tarô" - entusiastas que continuaram as atividades depois da morte de Aliette em 1779?

Supostamente, é possível também que houvesse algum conhecimento dentro das Lojas Maçônicas sobre o conteúdo esotérico do Tarô. Sabemos que o Tarô apareceu na Itália medieval. De interesse especial é a afirmação que o Tarô é originado no Templo de Serapis em Nápoles, Itália. O Templo de Serapis esta agora ao nível do mar, e muito dele foi destruído durante a Segunda Guerra mundial. Lá existe um relato de escavação feita próximo ao século XX, na qual relata as descrições das ilustrações, 20 no total, e uma estátua na entrada.

(French Institute of Archaeology in Cairo, and Michael Poe “Ancient Egyptian Metaphysics” )

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Conhece-te a ti Mesmo


Por Walter Albersheim, FRC
Revista “O Rosacruz” – Fev/1978


A máxima “Conhece-te a Ti mesmo” foi afirmada como a essência da sabedoria por vários escritores de todas as épocas, como Chaucer, Shakespeare, e Cervantes. Podemos remontá-la ao sábio grego Tales de Mileto e ao oráculo délfico sobre cuja porta de entrada estava ela inscrita.
O conhecimento de si mesmo é extremamente importante porque representa a diferença entre as mentes animal e humana. Os animais não são autômatos sem alma. Eles podem sentir, amar e odiar, pensar e aprender, como todo dono de um cão poderá provar.
O conhecimento do mundo exterior é necessário para a sobrevivência, porém mesmo em sua forma humana ele não difere muito dos impulsos instintivos adquiridos através de eras de evolução pela sobrevivência dos mais capazes. O conhecimento de si mesmo é a alavanca com a qual o homem (e por intermédio deste, o Cosmos) compreende sua própria natureza e essência. Decidamo-nos, pois, a obedecer à grande injunção! Mas, onde começarmos? Qual o Eu que deveríamos aprender a conhecer?

O Corpo

Longe de ser um inimigo e empecilho para a alma, nosso corpo é uma máquina maravilhosa e útil, e certamente uma parte de nós mesmos. Devemos chegar a saber o que o torna sadio ou doente, forte ou fraco, aliviado ou angustiado. Tudo isto é ensinado por regimes de higiene, dieta, e exercício, com e sem apoio místico.
É bem sabido que o exercício físico tem sido aprimorado pela arte hindu da Hatha Yôga, que ensina o controle do corpo para propósitos espirituais. Os Rosacruzes praticam técnicas algo similares que são menos vigorosas e demoradas e levam mais rapidamente, do controle do corpo à compreensão e conhecimento do corpo. Os Rosacruzes aprendem cedo, em seu curso de estudos,a focalizar sua consciência, em ordem ascendente, sobre várias partes, membros e órgãos do corpo. Por meio dessa técnica, aprendem a sentir, estimular ou relaxar qualquer das centenas de músculos, mesmo aqueles que são usualmente considerados como estando sob controle do chamado sistema nervoso involuntário. Como parte desse regime, o controle da respiração ajuda a vitalizar o corpo.

A Mente

O conhecimento e o controle de nosso corpo são conquistas proveitosas; todavia, as próprias palavras conhecimento e controle indicam que não somos apenas corpos viventes mas também mentes conscientes. A nossa mente não é o mesmo que o cérebro, como pensam alguns materialistas. O cérebro é uma parte do nosso corpo que serve como agente e instrumento da mente e, em outras palavras, sábia e maravilhosamente feito: um computador muito mais complexo do que as grandes máquinas de computação que o homem recentemente inventou e construiu. Como todos os computadores, o cérebro pode ser subdividido em mecanismo de operação e controle, e uma memória que recebe e armazena as entradas com informações, necessárias para a operação significativa.
As memórias de computador são estimadas em milhões de unidades básicas, mas o cérebro humano retém muitos bilhões de impressões em toda uma vida. Há razões para acreditar que a menos que seja fisicamente destruído, nosso cérebro jamais “esquece” qualquer acontecimento ou pensamento a que tenhamos dispensado considerável atenção. A dificuldade reside na “lembrança”, isto é, no acesso aos itens que desejamos recordar. Aprimorar e controlar esse acesso são parte importante do conhecimento de nós mesmos. O estudo místico leva a esse domínio por meio das técnicas de relaxação, visualização e meditação.
Como antes afirmado, todavia, nosso maravilhoso cérebro é o instrumento da mente, e não a própria mente. Negar tal coisa seria o mesmo que acreditar que um computador pensa quando realiza difíceis operações matemáticas e lógicas sob o controle e orientação de um programador humano. Para os monistas e materialistas, não há diferença entre o corpo, cérebro e mente; na verdade, os fenômenos da mente são quase sempre menosprezados ou negados, como se fossem algo de que devêssemos nos envergonhar.
O místico introspectivo “sabe” ou, pelo menos, “sente” diferentemente. Para ele, o pensamento e a consciência, isto é, a mente, é parte tão básica e fundamental do conhecimento, quanto a matéria ou o corpo. Para ele, corpo e mente podem ser aspectos da mesma e única essência universal que permeia o Cosmos, tendo eles,porém, polaridades diferentes e, portanto, qualidades diferentes.
AS EMOÇÕES

Compreendemos corpo e mente como partas distintas em nosso Ser, representa passo importante para o conhecimento de nós mesmos como instado pelo Oráculo (Apolo, Delfos), porém introspecção ulterior revela que o simples pensamento compreensivo é ineficiente, e que a ação é induzida por um terceiro elemento de nosso ego chamado instinto, impulso, ou emoção. Reconhecidamente, as emoções podem ser condicionadas fisicamente.

Do mesmo modo que um cérebro doente pode perturbar a mente, a hidrofobia pode nos levar a fúria incontrolável. Os antigos reconheciam quatro temperamentos básicos no homem, e acreditavam que eles correspondem à predominância de um dos quatro importantes fluídos do corpo.

Os Rosacruzes afirmam que o funcionamento de nossas glândulas endócrinas pode auxiliar ou prejudicar os estados místicos. A ação recíproca entre as emoções e o corpo se processa de ambas as maneiras e tem evidente valor na sobrevivência. Em momentos de perigo, nosso medo ou ira produz uma descarga de adrenalina que nos permite lutar ou correr, ao passo que os hormônios secretados por nossas glândulas sexuais, despertam o desejo de procriar a espécie. Em qualquer dos casos, a emoção é o agente que induz ação por parte do corpo e da mente.

Necessidade de Maior Conhecimento


O filósofo que se apercebe da distinção e interação do corpo, do intelecto e das emoções é, na verdade, sábio; sábio de acordo com o Oráculo de Delfos quando chamou Sócrates o mais sábio dos homens. Por que, então, desprezou esse sábio o elogio do Oráculo confessando que sua única sabedoria era a compreensão de sua total ignorância?

Se formos sinceros, deveremos admitir que, embora o gênero humano tenha acumulado muito conhecimento de detalhes desde os dias de Sócrates, ainda não compreendemos a natureza interior do Ser. Os engenheiros elétricos, por exemplo, sabem como a água desliza como a combustão ou energia atômica é convertida em força elétrica, transformada em alta voltagem e levada a consumidores distantes, mas não sabem o que é a eletricidade.

Os bioquímicos sabem como a nossa capacidade hereditária é codificada na “dupla hélix” das moléculas de DNA. Conhecem bastante acerca das células animais e vegetais, seu desenvolvimento, declínio, e resistência à infecção. Não importa, porém, quantos segredos da vida possam desvendar, não sabem o que é a Vida.

Todos nós agimos, planejamos e pensamos, mas não sabemos o que são a vontade e o pensamento; de outro modo, nenhum de nós acreditaria que um computador pode pensar e planejar. Evidentemente, o elemento básico está faltando no conhecimento de nós mesmos, e deveremos buscar conceitos outros que não os até aqui analisados.
O Conceito da Alma

Os carolas antiquados triunfalmente afirmarão que somos ignorantes porque desprezamos a alma de Deus, que criou a matéria e a mente, o corpo e a alma. Antes de concordar com essas afirmações de dualismo total, indaguemos se a falta não pode estar nas concepções excessivamente acanhadas de corpo, mente, e impulsos interiores. É possível que a alma esteja contida em outros elementos do nosso EU, se ampliarmos suficientemente o nosso ponto de vista.
Concepção Mais Ampla do Eu
Comecemos com o nosso corpo! À primeira vista, parece ele uma massa sólida de matéria bem definida em peso, tamanho e forma. Na realidade, sabemos que a substância do nosso corpo está constantemente se transformando pela nutrição, respiração e eliminação.

À luz da ciência moderna, este nosso corpo compacto consiste de cerca de cem bilhões de células individuais e ativas. Cada célula por sua vez, consiste de bilhões de moléculas que podemos ainda subdividir em átomos formados por prótons, nêutrons, elétrons, e assim por diante. Quando investigamos do que consistem partículas elementares como os elétrons, nada encontramos senão energia condensada e polarizada. Sempre que duas partículas de polaridade oposta colidem, sua natureza corpuscular desaparece em um lampejo quantum de “ondas” de energia vibratória.
Do mesmo modo que as partículas são simples padrões de energia, também o são as moléculas, células, e nosso corpo como um todo. Na verdade, o universo físico inteiro é um simples padrão de energia. Concluímos que do ponto de vista material não há divisão e separação acentuada entre a menor partícula e o universo como um todo.

Pois bem, onde entra a Mente? Sabemos, com o peso total do conhecimento interior, que possuímos mente e consciência. Nas palavras de filósofo Descartes: “Penso, logo existo.”

Como definimos e delimitamos o atributo de pensamento ou de consciência? Fisicamente, não podemos localizá-lo, mesmo se os conceitos primitivos o identificarem com o cérebro. Os exercícios místicos confirmam que ele está difuso por todo o nosso corpo e pode ser focalizado em qualquer das suas partes. Sabemos que os animais são conscientes, e podemos concluir que pelo menos rudimentos de consciência se estendem até os organismos unicelulares e talvez mesmo, mais baixos, os cristais, as partículas elementares, e os padrões de energia. Nesse caso, devemos atribuir certa intensidade de consciência às células individuais de nosso corpo, e o nosso nível mais elevado de consciência como ser humano é o ponto focal da célula complexa de consciência; um padrão, ao invés de uma entidade compacta.

Devemos ter cautela, todavia, ao interpretar os padrões mentais em sentido espacial. Mesmo em nosso corpo, não podemos localizar a sede da mente. De conformidade com a filosofia profunda de Kant, tempo e espaço são considerados formas de intelecto humano e não se aplicam à mente.

Se não podemos estabelecer um limite para o domínio da mente na parte inferior da escala, o mesmo se aplica à parte superior e maior. Podemos, assim, imaginar dois “padrões” difusos por todo o universo: energia física e poder mental. O misticismo Rosacruz considera ambos como diferentes aspectos polares de uma Força difusa.


Da mente, passamos para os impulsos emocionais. Uma vez mais, a introspecção nos dia que temos desejos, paixões, aversões e temores. Do ponto de vista materialista, todos eles podem ser considerados como expressões do desejo de sobreviver, impulso básico da evolução. A despeito das interpretações que nada explicam, estamos certos desses impulsos em nós mesmos, e observamo-los nos animais ao nosso redor. Chegamos mesmo a perceber uma conduta intencional em plantas e organismos unicelulares. Devemos presumir impulsos similares nas células de nosso corpo; eles são fortemente trazidos à nossa atenção por uma dor de dentes ou por células feridas da pele.

Se nós, também neste particular, não vemos limite mínimo para impulsos e expressões emocionais da vontade e da preferência, não devemos extrapolar para os limites máximos e conferir vontade ao universo, a um Cosmos intencional? Quais podem ser os desejos e impulsos do mundo como um todo?

Tem sido corretamente afirmado que o universo, mesmo que o simbolizemos como um Deus onipotente, onipresente e eterno, não tem inimigos para derrotar e nem morte para temer. Portanto, ele não necessita de planos ou “grandes propósitos.” E mesmo assim, podemos acreditar que ele é mais pobre em satisfação emocional do que nós, suas partes fisicamente tão insignificantes?

Como seres humanos, somos capazes de prestar auxílio desinteressado e amar outros seres. Podemos também amar e apreciar coisas que aparentemente não tem utilidade pratica, como as cores magníficas de um por do sol ou uma pequena flor, os sons harmoniosos de uma sinfonia e do canto de um pássaro. Se nós, as partes, podemos nos empenhar em aumentar a beleza, a harmonia e a felicidade do mundo, não podemos atribuir disposição similar a um Eu Maior do Universo? Devemos, naturalmente, lembrar que a interpretação da estrutura de tempo e espaço é moldada pela nossa mente humana limitada, e que aquilo que percebemos como evolução lenta pode ser para sempre fixado na mente Eterna do universo.

Se acreditamos, todavia, com seres humanos, que a Mente Maior desfruta de todo o bem, de toda a harmonia do universo, então devemos também acreditar que ela conhece a partilha de todo o sofrimento de todos os seres. Se somos filhos da Luz, algo dentro de nós proclama que a alegria e o amor excedem em valor à tristeza e ao mal, e que a vida é valiosa e também inevitável.

Levamos algum tempo tentando interpretar a injunção do Oráculo, e verificamos que o Eu que deveremos descobrir compreende o mundo inteiro. Como seres humanos, somos incapazes desse conhecimento; nossos poderes, todavia, tornam-se infinitos quando podemos nos lançar nas profundezas da Consciência Cósmica e do amor, que tudo abarcam. Essa meta suprema do misticismo é o significado real da exortação délfica: “Conhece o Universo como a ti mesmo.”

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