quinta-feira, 24 de março de 2022

PROVQI: Projeto Verdades que Incomodam

 


Nota Blog Rosacruzes:
Publicamos o post a seguir por considerar de interesse da maioria dos nossos leitores, mesmo não sendo o escopo de trabalho de nosso blog.

Projeto Verdades que Incomodam

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Projeto Verdades Que Incomodam - PROVQI

PR0VQI - Projeto Verdades Que Incomodam


Nosso objetivo por esse canal a divulgação de informações no auxílio ao desenvolvimento cultural humano, 
dos mais jovens e interessados em saber aquele "além" que não se ensina na escola, naquilo por detrás
das notícias e dogmas manipuladores.

Nossa intenção é provocar em você a vontade de saber mais, de descobrir e não aceitar tudo facilmente como 
lhe informam. Queremos lhe incomodar suas verdades preestabelecidas e programadas pelo "status quo".

Aqui veremos muita, mas muita mesmo, história: onde quer que a história esteja.
  • Falaremos sobre um pouco de cada coisa:
  • Arqueologia Geral
  • Arqueologia do Brasil
  • Mistérios do mundo e em especial do Brasil
  • Ufologia científica
  • Denúncias
  • Saúde e bem estar
  • Filosofia e espiritualidade
  • E tudo mais onde a verdade estiver.

Política nesse canal, não nos interessa. Se houver, adotamos o nacionalismo: 
o Brasil em primeiro lugar, não partidos ou posições de direita, centro, esquerda, etc.... 
Não somos capitalistas, não somos socialistas, comunistas nem tantos "istas" e "ismos" 
que separam as pessoas e a humanidade.

Queremos UNIR os homens pelo conhecimento aplicável em suas vidas que lhe trará sabedoria.

Não temos posição político-partidária, nem religiosa, não fazemos parte de qualquer agremiação social, 
política, de gênero ou esotérica.

Não somos afiliados nem temos conexão com qualquer grupo de estudo ufológico dentro e fora do Brasil.

Não fazemos nem aceitamos propagandas do que quer que seja.
Não visamos o lucro nem qualquer movimentação financeira.

Somos livres, e como livres pensadores nosso busca é pela verdade, mesmo que essa o incomode, esse é o nosso propósito.

Prezamos pela evolução e elevação humana em todos seus aspectos: na ciência, na mente, no espiritual.

Somos adeptos de todos os caminhos que nos UNAM.

Que esse canal sirva para o despertar da consciência evolutiva dos Seres.

"Seja curioso!
Seja independente!
Seja um pesquisador!
Seja um cidadão mais esclarecido!"

link para o artigo: https://provqi.blogspot.com/


Origens das "doutrinas" de Martinès de Pasqually

 Origens das "doutrinas" de Martinès de Pasqually

Por Prunelle de Liére


    ... mais uma doutrina de origem cabalística, intelectual, aparentando ser da tradição oral e familiar. Devemos aprofundar sobre qual o sentido devemos dar à palavra "família".

    O conceito de reintegração é encontrado já no século XVI na cabala inovadora do Rabbi Isaac Louria. Após a saída dos judeus para a Espanha em 1492, as contínuas perseguições deles na própria Espanha, faz com que o Judaísmo Marrano apareça. Esse êxodo mudará radicalmente a forma da Cabala, ao menos interiormente.

    Alguns escritores cabalistas determinaram pela numerologia, que o ano de 1492, após um longo tempo anterior à 1490, seria um ano catastrófico, era o ano da redenção. A expulsão levantou as teorias messiânicas do "Fim" (dos tempos). Seria necessário mobilizar todas as forças possíveis para precipitar esse "Fim".

    A nova Cabala formada, sendo mudada e fundida com a "Comunidade dos Devotos", em Safed (uma cidade no nordeste de Israel) manteve as suas marcas de origem durante todo esse processo. Iniciou-se aproximadamente em 1530-1353 na cidade de Safed. Os dois cabalistas mais famosos eram então "Moïse Bem Cordovero" e "Isaac Luria". Diferem tanto um do outro, que são sempre relacionados um ao outro.

    Na primeira metade do século XIX, o historiador maçônico Claude Antoine Thory, encontrou 3 fontes de Martinés de Pasqually: "Calendarium Naturale Magicum Perpetuum" de Tycho-Brahé, impresso em 1582 no "d´Esprit Sabbathier; o "de Idealis Sapientiae Generalis do Umbra", impresso em 1679 e o "Philosophical and Mathematical Chart Accompanied by the Magic and Perpetual Calendar" (Carta Filosófica e Matemática acompanhada pela Magia e Calendário Perpétuo), pelo ocultista contemporâneo Touzay-Duchanteau.

    A similaridade desses três trabalhos com certos elementos da teurgia dos Elus-Cohen, está clara de fato, ainda que estas tabelas comparativas não estejam presentes nos textos Elus-Cohen. Do mesmo gênero são o "Virga Aurea, Stéganographie" de Trithème e o "the Occult Philosophy" de Crow Clutched, mais extensa e ainda com mais observações pessoais, do que o interesse próprio no Cosmos dos Elu-Cohen com sua individual e correlativa reconciliação (R. Amadou).

Moïse Ben Cordovero

    Moïse Ben Cordovero (1522-1570) era inicialmente um pensador sistemático, seu objetivo era dar ao mesmo tempo nova interpretação e uma descrição prática do misticismo da antiga cabala, particularmente do Zohar.

Rabbi Isaac Luria

    Isaac Luria, conhecido como Ari, o Leão, de origem germânica ou polonesa, nasceu em Jerusalém em 1534 e morreu na cidade de Safed em 1572. Ele foi, de acordo com Gerson Scholem, mais um filósofo místico do que um místico em si, embora sem qualquer experiência mística. Formado no Egito. Porém não deixou nenhum livro escrito quando de sua morte aos 38 anos de idade. Permaneceu somente 3 anos em Safed.

    Luria não fez questão alguma de por seus pensamentos em um livro: Kithve Ha-Ari ("Escritos do leão"). Este livro foi um comentário do Sifra Di-Tsenutia [1] "O Livro do Mistério", uma das mais difíceis partes do Zohar.

Seus discípulos

    Sua mais importante companhia foi Hayim Vital (1543-1620) autor de várias versões do sistema de Luria, versões que encheram cinco volumes in folio, chamado de "Oito Portas" (Shemonah Shearim). Em Ets Hayim (A Árvore da Vida), colocou o trabalho da sua vida. As outras partes contêm títulos separados para cada volume: Sepher ha-Gilgulim, Perished Ets Haym, Chaar ha-Yikhudim, Sepher Likkute Tora.

    Outro discípulo fez uma apresentação mais compacta da contraparte teosófica do seu sistema: Rabbi Joseph ibn Tabul, o qual teve mais autoridade dentre os discípulos de Hayim Vital. Seu livro foi publicado sob o título Sepher Hephsti Ba, erroneamente atribuído a H.Vital.

    Vital preservou ardentemente as lições de Luria, que sistematizou o pensamento até seus últimos dias. Fez apenas uma pequena edição, que começou a circular somente em 1587. Por outro lado Ibn Tabul foi mais ativo ensinando as doutrinas de Luria em Safed. Opôs-se a Vital, o qual se tornou seu rival.

    É Israel Sarug que entre 1592 e 1598, fez uma ativa propaganda a favor da nova escola, entre os cabalistas da Itália. Mas enriquece com as idéias especulativas do "Son Crû", doutrinas de Luria. Publicou um livro chamado Limmude Atsiluth "Doutrinas da Emanação". Um de seus companheiros estabeleceu um sistema cabalístico no qual há uma curiosa mistura do neoplatonismo e doutrinas de Luria de acordo com a interpretação de Sarug.

    Foi Abraham Cohen Herrera de Florença (morto em Amsterdam em 1635 ou 1639), o descendente de uma família Marrano e o único cabalista que escreveu em espanhol: Puerta Del Cielo. Os discípulos de Sarug tiveram influencia na Itália, na Holanda, na Alemanda e Polônia. Em 1648, Naphtali Ben Bacharach Jacob, de Francforts, publicou Emek ha-Melekh, "As Profundezas Místicas do Rei" ou "Vale do Rei". Este importante livro contém totalmente a interpretação de Luria por Sarug.

[1] Publicado em Chaar Maamare Rabbi Chimon Bar Yokhai de Hayim Vital.



"Deixai a vossa Luz Brilhar"

 


"... é dever daquele que encontra a verdade empregá-la no trabalho do mundo, tanto para salvaguardar-se, como para certificar-se de que esta verdade resistira à grande prova, dando aos outros a oportunidade de compartilhar o tesouro que acha valioso para si próprio. É verdadeiramente importante que sigamos o mandato de Cristo: "Deixai a vossa Luz brilhar".

~ Cartas aos Estudantes, Max Heindel; "Carta 41, Método para distinguir o autêntico da imitação".

sábado, 30 de janeiro de 2021

O Guardião do Umbral


 O Guardião do Umbral

Nossas investigações pessoais sobre as vidas passadas de um grupo de pessoas que solicitaram auxílio para a cura do que se vem chamando de obsessão, vieram provar o seguinte: suas enfermidades são motivadas por certos fatores, equivocadamente considerados, por alguns investigadores anteriores, como se tratando do “Guardião do Umbral”.

Quando se examinam esses casos simplesmente através da faculdade da vidência espiritual, ou pela leitura dos registros etéricos, pode-se cair facilmente em semelhante erro, ou seja, confundir tal aparição com o verdadeiro Guardião do Umbral. Porém, assim que evoluímos e analisamos tais casos nos registros imperecíveis encontrados na Região das Forças Arquetípicas, o assunto se esclarece imediatamente. E as conclusões extraídas dessas investigações podem ser resumidas como se segue:

No momento da morte, quando o Átomo-semente — que contém todas as experiências da vida recém-finda, em imagens panorâmicas — se separa do coração, o espírito abandona o corpo físico, levando consigo os veículos mais refinados. Flutua então sobre o Corpo Denso — dito morto — durante um tempo que varia entre algumas horas a três dias e meio.

O fator determinante dessa variação é o vigor do Corpo Vital, veículo que constitui o Corpo-Alma de que fala a Bíblia.

Desde então se desenvolve uma reprodução pictórica da vida, uma visão panorâmica em ordem inversa, desde a morte até o nascimento. As imagens gravadas imprimem-se no Corpo de Desejos através do Éter Refletor do Corpo Vital. Durante todo esse tempo, a consciência do espírito se concentra no Corpo Vital — pelo menos deve ser assim — sendo que nesse processo não há envolvimento emocional algum.

A imagem impressa sobre o veículo do sentimento e da emoção, o Corpo de Desejos, constitui a base do sofrimento na vida purgatorial, pelas más ações praticadas. O oposto é válido no Primeiro Céu, em função do bem praticado.

Estes foram os pontos principais que o autor pôde observar pessoalmente acerca da morte. Isto ocorreu na época em que lhe foram dados a conhecer os primeiros ensinamentos superiores quando foi conduzido, com a ajuda do Mestre, a presenciar as reproduções panorâmicas das vidas de pessoas que estavam sendo observadas em sua passagem para o além. Investigações ulteriores, porém, vieram acrescentar, numa nova revelação, a existência do outro processo em ação nos dias importantes que se seguem à morte. Uma divisão se realiza no Corpo Vital, semelhante à do processo de Iniciação. Tudo quanto deste veículo possa ser qualificado de “alma”, une-se aos veículos superiores, formando a base da consciência nos mundos invisíveis, após a morte. A parte inferior acerca-se do Corpo Denso, flutuando sobre o túmulo, na maioria dos casos, como afirma o Conceito Rosacruz do Cosmos. Esta separação do Corpo Vital não se verifica igualmente em todas as pessoas, dependendo de como viveu a vida, e do caráter da pessoa que estiver passando para o além. Em casos extremos, esta divisão varia muitíssimo dos casos normais. Este ponto tão importante nos levou a pensar em muitos casos de suposta obsessão por parte do espírito. Com efeito, foram estes casos, investigados pela Sede Mundial, que ensejaram descobrimentos de alcance extraordinário, obtidos através de nossas pesquisas mais recentes, relativas à natureza das obsessões sofridas pelas pessoas que nos procuraram em busca do alívio.

Como se pode compreender facilmente, a divisão do Corpo Vital em tais casos, indiciou uma preponderância do mal. Efetuaram-se então, esforços necessários para descobrir se havia alguma outra classe de pessoas com outras divisões ou separações, em que se manifestasse a preponderância do bem. É uma grande satisfação esclarecer que assim aconteceu e, depois de analisarmos os casos descobertos e confrontá-los um com o outro, pudemos resumir a realidade exata das condições observadas e suas razões.

O Corpo Vital anela sempre construir o Corpo Denso, ao passo que os nossos desejos e emoções o destroem. A luta entre o Corpo Vital e o de Desejos produz a consciência no Mundo Físico, dando consistência aos tecidos, de modo que o Corpo Denso da criança se torna mais e mais rígido, atingindo a decrepitude senil, anos depois, seguindo-se a morte.

A moralidade ou imoralidade dos nossos desejos e emoções, atua de maneira semelhante sobre o Corpo Vital. Quando há devoção aos ideais elevados e a natureza devocional, pode manifestar-se livre e frequentemente, acompanhada, sobretudo, dos exercícios científicos indicados aos Probacionistas da Fraternidade Rosacruz, reduz-se gradualmente a quantidade dos Éteres Químicos e de Vida, à medida que os apetites animalescos desaparecem. Em seu lugar manifesta-se um aumento progressivo dos Éteres Superiores, o Luminoso e o Refletor. Consequentemente, a saúde física não é tão robusta entre os que seguem o caminho Superior, como entre aqueles em que as satisfações das paixões inferiores atraem os Éteres mais grosseiros — o Químico e o de Vida — como exclusão total até dos Superiores, conforme a extensão e a natureza dos vícios.

Daí surgem consequências muito importantes relacionadas com a morte. Como é o Éter Químico que robustece as moléculas do Corpo Denso para que permaneçam em seus respectivos lugares, e as conserva nele durante toda a vida, existindo somente um mínimo desse material, a desintegração do veículo físico, após a morte, deve ser muito rápida.

O autor não teve oportunidade de comprovar isso, porque foi muito difícil encontrar homens de qualidades espirituais elevadas que tivesse falecido na ocasião. Mas, parece que deve ser assim, pelo fato registrado na Bíblia, relativo ao corpo de Cristo, não encontrado na tumba quando o povo foi procurá-lo.

Como já afirmamos em relação a esse assunto, Cristo espiritualizou o corpo de Jesus de uma forma tão elevada, tornando-o tão vibrátil, que lhe foi quase impossível conservar as partículas no lugar durante os anos de Seu Ministério. Este fato já era do conhecimento do autor, através dos ensinamentos dos Irmãos Maiores, e das investigações levadas a efeito por ele mesmo na Memória da Natureza. Porém conduzir tal assunto ao terreno das ideias gerais sobre a morte e a existência “post-mortem” não lhe foi concedido até então.

O verdadeiro Guardião do Umbral é uma entidade elemental, complexa, criada nos planos invisíveis, por todos os maus pensamentos e obras não transmutados durante a evolução. Este Guardião postado à entrada dos Mundos Invisíveis desafia nosso direito de neles penetrar. Tal entidade deve ser redimida e transmutada. De nossa parte devemos gerar equilíbrio e força de vontade suficientes para resistir ao seu encontro, e poder sobrepor-nos a ela, antes de podermos entrar conscientemente nos Mundos Suprafísicos.

Como já dissemos, o interesse por uma vida mundana aumenta a proporção dos Éteres inferiores do Corpo Vital, em prejuízo dos mais elevados. Quando, opostamente, vive-se uma vida pura, ordenada e sem excessos, a saúde é melhor do que a do Aspirante à vida superior, pois as atitudes do último ensejam a formação de um Corpo Vital composto principalmente dos Éteres Superiores. O Aspirante à vida superior ama o “pão da vida” mais do que o sustento físico. Portanto, seu instrumento se torna mais e mais delicado, com um sistema nervoso mais complexo, condição sensitiva que com maior propriedade impulsiona às coisas do espírito, mas que se converte numa tarefa difícil sob o ponto de vista físico.

Há, na grande maioria da humanidade, uma tal preponderância do egoísmo e um tal desejo de extrair o máximo da vida material, que, ou bem estão os seres humanos empenhados em desalojar os adversários de seus postos, ou bem se acham acumulando propriedades. Daí, terem muito pouco tempo e mínima inclinação para se dedicarem à cultura da alma, tão necessária ao verdadeiro êxito na vida.

O autor teve várias oportunidades de conhecer pessoas que supunham ser suficiente pagar a um pastor para estudar a Bíblia durante a semana, e fazer-lhe um resumo no domingo. Acreditavam que isso era tudo o que lhes devia ser exigido por reservarem seu lugar no céu. Os seres humanos se filiam às igrejas, doando-lhes as coisas ordinariamente consideradas nobres e retas. Fora disso, contudo, desejam passar bem o tempo e divertir-se a valer. No entanto, há uma reduzida minoria que assim persistem em cada vida. A evolução dessas pessoas é tão desesperadamente lenta que, se fossem capazes de ver por si mesmas os acontecimentos pertinentes à sua própria morte, das elevadas regiões do Mundo do Pensamento Concreto, teriam a impressão, ao olhar para baixo, que nada se salvaria do Corpo Vital. Este veículo, em casos assim, parece retornar inteiro ao Corpo Denso, pairando sobre o túmulo até se desintegrar totalmente. E razão comprovada que uma parte progressiva se separa, seguindo os veículos mais elevados até ao Mundo do Desejo, onde formará a base da consciência, tanto na vida do Purgatório, como na dos Primeiro e Segundo Céus, persistindo, geralmente, até que o ser humano entre no Segundo Céu e se una com as Forças da Natureza, em seus esforços para criar para si mesmo um novo ambiente. Por essa ocasião já foi absorvido ou quase totalmente absorvido pelo espírito, e, qualquer coisa que ali permaneça de natureza material, desaparecerá rapidamente. Deste modo, a personalidade da vida passada se desvanece, e o espírito não voltará a encontrar-se com ela em vidas futuras sobre a Terra.

Entretanto, existem pessoas de natureza tão perversa que encontram gozo em vícios e práticas degeneradas. Alguns se comprazem até em fazer sofrer. Algumas vezes chegam a cultivar as ciências ocultas com propósitos malignos para obterem maior domínio sobre suas vítimas. Em tais casos, suas práticas imorais e demoníacas resultam na cristalização do seu Corpo Vital.

Em casos extremos, como nos últimos citados, em que a vida animal predominou, quando na vida precedente não houve expressão de alma, a divisão do Corpo Vital não pode produzir-se com a morte, uma vez que não existe linha divisória entre o bem e o mal. Em tal caso, se o Corpo Vital ficasse gravitando sobre o Corpo Denso e ali se desintegrasse gradativamente, o efeito de uma vida tão perversa não produziria consequências tão sérias. Mas, desgraçadamente, em tais casos existe um liame tão grande entre os Corpos Vital e de Desejos, que interfere, evitando a separação.

Temos observado que quando um ser humano vive quase exclusivamente uma vida superior, seus veículos espirituais se reforçam em detrimento dos inferiores. Pelo contrário, quando sua consciência está enfocada nos veículos grosseiros, estes se robustecem imensamente.

Devemos lembrar que a vida do Corpo de Desejos não termina com a partida do espírito, mantendo um resíduo de vida e de consciência.

O Corpo Vital também é capaz de sentir as coisas, em certa medida, durante alguns dias após a morte. Daí o sofrimento causado pelo embalsamento e pelas autópsias imediatamente após o desenlace. Todavia, quando uma vida grosseira cristalizou e fortaleceu o Corpo Vital, este tende a adquirir uma tenacidade marcante para aferrar-se à vida, a ponto de o falecido procurar nutrir-se dos vapores dos alimentos e das bebidas alcoólicas. Algumas vezes age como se fosse um vampiro das pessoas com quem se põe em contato.

Assim, pois, uma pessoa má pode viver invisivelmente entre nós durante muitos anos. Neste estado é muito mais perigoso do que um criminoso em corpo físico, porque dispõe de meios para induzir outras pessoas à prática de atos puníveis, degenerados e criminosos, sem que tenha medo de ser detido ou punido pela lei.

Seres desta espécie constituem, portanto, uma das maiores ameaças imagináveis à sociedade. São os responsáveis pelo encarceramento de muitos, da dissolução de lares, causando uma infinidade de amarguras e desgraças. Sempre abandonam suas vítimas quando estas caem nas mãos da justiça. Saboreiam a dor e o infortúnio das vítimas, constituindo isto parte do seu esquema diabólico.

Há outra classe que se dedica em adotar uma postura angélica nas sessões espíritas, onde também encontram vítimas, às quais insinuam práticas imorais. Os denominados como “Poltergeist”, palavra alemã que significa espírito alvoroçador, e escandaloso, são os que se comprazem em quebrar pratos, derrubar mesas, etc. A força e a densidade do Corpo Vital desses seres, facilita-lhes manifestações físicas muito mais do que aqueles que ultrapassaram o Mundo do Desejo. Com efeito, seus Corpos Vitais são tão densos, quase se aproximando do estado físico. Constitui um mistério para o autor que as pessoas que tenham roçado neles, não os tenham percebido. Se fossem vistos uma só vez seus rostos perversos e assustadores, seria logo desfeita a ilusão de que são seres angelicais.

Existe ainda outra classe de espíritos que pertence a essa mesma categoria, e que se apegam às pessoas que procuram desenvolvimento espiritual, sem seguir uma linha certa de conduta. Mediante a sugestão de que são mestres individuais, dão às suas vítimas, uma série de ensinamentos tolos e sem sentido. Nunca se repetirá o suficiente que não se deve aceitar de ninguém, seja visível ou invisível, ensinamentos que não se ajustem, ainda que seja no grau mais sutil, à nossa mais elevada concepção de ética e moral.

É muito perigoso confiar-se a outros e fazê-los participantes de nosso foro interno. De nossa parte sabemos disso por experiência, e trabalhamos de acordo com ela. Devemos ser mais precavidos quando a questão chega aos assuntos da alma. Não podemos confiar tão importante matéria, ou seja, o nosso bem-estar espiritual, às mãos de alguém que não podemos observar nem julgar. A confiança própria é a virtude essencial a ser cultivada em nossa evolução. A máxima mística de: “Se és Cristo, ajuda-te”, deve ressoar constantemente nos ouvidos daqueles que anelam encontrar e seguir o verdadeiro caminho. Por isso, devemos sempre guiar-nos a nós mesmos, sem temores e sem favores de nenhum espírito.

(Publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/86)

Fonte: Centro Rosacruz de Campinas - Fraternidade Rosacruz - Max Heindel


sábado, 2 de maio de 2020

A ROSACRUZ INVISÍVEL


A ROSACRUZ INVISÍVEL

Mais cedo ou mais tarde o rosacruz buscador acabará encontrando o que busca; assim será um lamentável erro procurar em outros lugares. O momento será mais oportuno.

A verdade é para todos, e todos tem acesso à ela dentro do limite de sua compreensão. É por isso que uma revelação nova da verdade não deve ser reservada àqueles que supõem compreendê-la, uma vez que todos a assimilarão na sua medida.

O que você soube de nossa existência e de nossa obra não está em oposição, mas difere da tradição de sua Ordem. Digamos que se trata de um conhecimento que explicita um certo estágio de sua tradição sem que esse conhecimento se integre a essa Tradição...

"A Luz deve vir para todos".

As ordens rosacruzes visíveis dão a seus membros os instrumentos da iniciação visível que lhes permitirá um dia aceder à Fraternidade Invisível. 

domingo, 12 de abril de 2020

A MAGIA




A MAGIA

"A magia é a arte da sublimação espiritual do homem".

~ Sär Peladan

sábado, 11 de abril de 2020

TRANSFORMAÇÃO DE SI




TRANSFORMAÇÃO DE SI

"De um só ponto tudo dependia:
A auto modificação, a forja, a modelagem,
a têmpera pessoal, até que a criatura fosse
a ausência de egoísmo e o amor integral,
a bondade total para o semelhante".

~Marc Haven

"A GRATIDÃO atrai a GRAÇA" 

~ MEM Philippe de Lyon

sexta-feira, 10 de abril de 2020

20 REGRAS DE VIDA



20 REGRAS DE VIDA 

DE GEORGE IVANOVITCH GURDJIEFF 

– PARA BEM VIVER 

  1. Faça uma pausa de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analise suas atitudes.
  2. Aprenda a dizer não sem sentir-se culpado ou achar que magoou alguém. Querer agradar a todos desgasta.
  3. Planeje o seu dia, sim, mas deixe um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
  4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam seus quadros mentais, você se exaure.
  5. Esqueça de uma vez por todas que você é imprescindível, no trabalho, na casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
  6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre-de-cerimônias. 
  7. Peça ajuda quando necessário, com o bom senso de pedir às pessoas certas.
  8. Diferencie problemas reais de imaginários e elimine-os porque são perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
  9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que isso é o máximo para se conseguir na vida.
  10. Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
  11. Família não é você, está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
  12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
  13. É preciso sempre ter alguém em quem confiar e falar abertamente, ao menos num raio de 100 quilômetros.
  14. Saiba a hora certa de sair de cena, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância de uma saída discreta.
  15. Não queira saber se falaram mal de você nem se atormente com esse lixo mental e escute o que falam de bom com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
  16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
  17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. Ao homem, cabe a firmeza, o que é muito diferente.
  18. Uma hora de intenso prazer substitui, com folga, três horas de sono. O prazer recompõe mais do que o sono. Logo, não perca a chance de divertir-se.
  19. Não abandone suas três grandes amigas: a intuição, a inocência e, sobretudo, a fé.
  20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente, você é aquilo que se fizer ser.

Fonte: desconhecida (se souber entre em contado)

quinta-feira, 9 de abril de 2020

HARMONIZAÇÃO




HARMONIZAÇÃO

"O ideal místico
é conseguir harmonização
com a Divindade"

~ Fórum R.C VI -3/2014

A RAZÃO DE SER



A RAZÃO DE SER
 
"...Aquilo que é bom e correto, 
é estarmos sempre de acordo 
com nos mesmos..."

~ Fama Fraternitatis, 1614

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O SOL DOS ROSACRUZES

Livro O Sol dos Rosacruzes


“O SOL DOS ROSACRUZES”
COMO NASCEU MEU LIVRO
  Por Albedaran

Em Abril de 1982, um jovem de 22 anos cruzava os portais da Ordem Rosacruz. Dezesseis anos depois, em Julho de 1998, estudava as Monografias iniciais do Décimo-Segundo Grau da Ordem, que tratavam do Manifesto Rosacruz Fama Fraternitatis e da Sagrada Hierarquia Celestial. Esse jovem era eu.

Em uma dessas Monografias iniciais li e reli várias vezes a seguinte frase: “Aqueles que estiverem preparados,verão o nosso sol”. Posteriormente, ao rever as Monografias, não encontrei a referida frase.

Passou-se pouco mais de um ano e a Primavera de 1999 (Setembro), trouxe consigo “O Sol dos Rosacruzes”. Vi em sonho a “Luz mais brilhante que o sol do meio-dia”, que se condensou em um pequeno círculo e se transformou em um Pássaro, que anunciou a presença do Mestre, do qual recebi um “Novo Nome” e uma “Benção”.

Contatos com Curitiba, a sede da Ordem no Brasil, não foram muito frutíferos, ou seja, não encontrei ali uma explicação. Parti então, em uma busca solitária para entender o que acontecera comigo.

Não interrompi meus estudos rosacruzes, de onde recebi a Primeira Iniciação, mas ao mesmo tempo iniciei em 2001 o estudo da Teosofia de Blavatsky; em 2009, o estudo de livros de Max Heindel e em 2013, o estudo das Seções de Cosmologia, Cosmogenese e Cristologia de Rudolf Steiner. Passei também a receber muitos “recados em sonho”, que me auxiliaram bastante.

Formulei uma tese relacionando o Cristo, a Primeira Iniciação e a admissão à Grande Fraternidade Branca. Essa tese é meu livro “O Sol dos Rosacruzes”.

Visualize também o livro clicando AQUI ou nolink abaixo:

http://loja.tachion.com.br/pd-506c63-o-sol-dos-rosacruzes-jose-lima-junior-albedaran.html?ct=&p=1&s=1
 

domingo, 17 de março de 2019

SERVIÇO DE CURA ROSACRUZ


SERVIÇO DE CURA ROSACRUZ


Fonte: Fraternidade Rosacruz - http://www.fraternidaderosacruz.com

sábado, 19 de janeiro de 2019

FRATERNIDADE ROSACRUZ - MAX HEINDEL






FONTE: http://www.fraternidaderosacruz.com.br



contato: http://www.fraternidaderosacruz.com




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domingo, 13 de janeiro de 2019

O HOMEM DE DESEJO I

Imagem: Philosophe Inconnu

O HOMEM DE DESEJO
Irmão T. S.I.


DA LUZ INVISÍVEL E DA VIDA:

A chama representa a manutenção, e não a lei da geração.

Não será necessária uma substancia exterior à chama, para que esta lhe comunique a luz visível?

Mas nosso Deus é a luz; retira de si próprio a substância luminosa do espirito.

Tudo o que emana da mãos do princípio de tudo é completo. Ele quis que a sensação da luz visível se vinculasse à vida de meu corpo.

Ele quis que o sol despertasse em meus olhos essa sensação da luz visível.
Mas ele mesmo quis despertar em minha alma a sensação da luz invisível.

Porque ele mesmo retirou desta luz o germe sagrado que anima a alma humana.

Não saem ramos do candelabro vivo, e sua seiva não é o óleo santo que nutre em mim a luz? Não é ela esse óleo que se consome sempre e jamais se esgota?

Que a vida se uma à minha vida, e que regenere em mim a vida que em mim produziu.

Que meu crescimento imortal e divino seja contínuo, como o de minha fonte eterna.

DO HOMEM DA TORRENTE:
O homem despreocupado e desatento atravessa este mundo sem abrir os olhos de seu espírito.

As diferentes cenas da natureza sucedem-se diante dele sem que seu interesse se desperte e que seu pensamento se amplie.

Só veio a este mundo para abarcar o universo com sua inteligência, e permite continuamente que sua inteligência seja absorvida pelos menores objetos que o cercam.

Será preciso que as catástrofes da natureza se repitam para despertares de seu torpor? Se não estás preparado, elas te assustariam e não te instruiriam.

PRIMEIRO DEGRAU DA OBRA:
...só Ele perdoa e só com Ele aprendemos a caridade. Abra a cada dia as sendas dessa escola, se queres aprender o que é a obra do Senhor.

Que o mestre que aí ensina encontre em ti o mais assíduo dos ouvintes.

Vejo duas palavras escritas nesta árvore da vida: Espada e Amor.

Pela espada da palavra submetei todos os inimigos de meu Deus, e os prenderei e impedirei que causem dor ao meu Deus.

Pelo amor eu lhe suplicarei com fervor que derrame sobre mim um raio de sua caridade; E que faça com que eu alivie, encarregando-me de alguns dos sofrimentos de seu amor.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CARTA DO G.M. - NOVO IMPERATOR DA AMORC

Frater Claudio Mazucco, futuro IMPERATOR DA AMORC


segunda-feira, 11 de junho de 2018

O SOL DOS ROSACRUZES



























“O SOL DOS ROSACRUZES”
COMO NASCEU MEU LIVRO

Em Abril de 1982, um jovem de 22 anos cruzava os portais da Ordem Rosacruz. Dezesseis anos depois, em Julho de 1998, estudava as Monografias iniciais do Décimo-Segundo Grau da Ordem, que tratavam do Manifesto Rosacruz Fama Fraternitatis e da Sagrada Hierarquia Celestial. Esse jovem era eu.

Em uma dessas Monografias iniciais li e reli várias vezes a seguinte frase: “Aqueles que estiverem preparados,verão o nosso sol”. Posteriormente, ao rever as Monografias, não encontrei a referida frase.

Passou-se pouco mais de um ano e a Primavera de 1999 (Setembro), trouxe consigo “O Sol dos Rosacruzes”. Vi em sonho a “Luz mais brilhante que o sol do meio-dia”, que se condensou em um pequeno círculo e se transformou em um Pássaro, que anunciou a presença do Mestre, do qual recebi um “Novo Nome” e uma “Benção”.

Contatos com Curitiba, a sede da Ordem no Brasil, não foram muito frutíferos, ou seja, não encontrei ali uma explicação. Parti então, em uma busca solitária para entender o que acontecera comigo.

Não interrompi meus estudos rosacruzes, de onde recebi a Primeira Iniciação, mas ao mesmo tempo iniciei em 2001 o estudo da Teosofia de Blavatsky; em 2009, o estudo de livros de Max Heindel e em 2013, o estudo das Seções de Cosmologia, Cosmogenese e Cristologia de Rudolf Steiner. Passei também a receber muitos “recados em sonho”, que me auxiliaram bastante.

Formulei uma tese relacionando o Cristo, a Primeira Iniciação e a admissão à Grande Fraternidade Branca. Essa tese é meu livro “O Sol dos Rosacruzes”.

Visualize também o livro em http://loja.tachion.com.br ou na imagem anexa.

Agradeço toda divulgação - por e-mail; Blog; Facebook; etc.

Obrigado. Frater Lima

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A FÉ, FACULDADE ESPIRITUAL

A Fé
Faculdade Espiritual

Por
Constant Chevillon
 
A Fé não é apenas uma virtude teológica, uma certeza intelectual e moral de ordem especulativa. É também uma Luz viva que se incorpora, de certa maneira, à vontade e torna-se um poder espiritual, um dinamismo efetivo, cujas potencialidades se atualizam e repercutem em todos os nossos atos.

Ela é uma realização contínua da experiência humana.
 

Essa fé dinâmica é a alavanca das Escrituras e o ponto de apoio de Arquimedes. Aplicada ao eixo das leis naturais, ela pode desencadeá-las bruscamente, reforçar sua ação, ou desviar seu curso para introduzir no ciclo normal da criação visível as leis superiores do mundo invisível. Ela pode curar as doenças, iluminar as inteligências, fortalecer as vontades, aniquilar os obstáculos, realizar milagres. Mas esta é a faceta menor de seu poder realizador.

Ela está na própria origem da nossa consciência; ela nos dá a certeza absoluta de nossa realidade, é a raiz e o princípio do “Cogito” de Descartes. Ela nos confirma, portanto, numa segurança moral, intelectual e física, das quais nossas cogitações e nossos atos subseqüentes são a prova e a conseqüência imediata.

As bases do julgamento — pelo qual nossa personalidade assume seu valor, suas responsabilidades, eleva-se ou desce a certo nível — são função de seu dinamismo próprio. A fé pode tornar-se, em cada homem, um “Fiat” criador, suscetível de projetá-lo rumo ao plano divino e de torná-lo coparticipante dos atributos de Deus. Porque, não satisfeita com uma autocriação interna da consciência, ela é o suporte e o aguilhão da liberdade, da qual a vontade é o órgão; ela assegura seu desenvolvimento e uso no quadro do nosso ser, mas levando sempre mais adiante o limite de suas possibilidades.

Mônada essencialmente expansiva, ela de fato irradia-se no nada para nele suscitar uma criação análoga à que realiza em nós; ela é o Mesmo em gestação do Outro.

Assim, a fé não é uma crença tímida, incessantemente abalada pelos acontecimentos exteriores, sempre em busca de uma consolidação problemática. É uma consciência absoluta das possibilidades interiores de nosso ser e de suas reações vitoriosas. É uma possessão antecipada do futuro, a bigorna sobre a qual forjamos duramente nosso porvir, porque o homem, malgrado as contingências individuais ou coletivas, é o artesão de seu próprio destino; ele o faz grande, mesquinho ou miserável, ao ritmo da fé que o anima.

Em sua unicidade substancial, a fé assume um aspecto triplo: fé em Deus, fé em si mesmo, fé no destino. Se perdermos a primeira, perdemos também as outras, porque Deus é o eixo do Universo e é ainda um fim. Se o aspecto divino desaparece de nossas faculdades, não há mais suporte nem fim adequados à nossa essência íntima.

Nenhum raciocínio, nenhum pensamento, nenhum gesto poderão colocar-nos diante de um porvir que satisfaça as nossas aspirações. Ficaremos num vai e vem entre uma margem e a outra do rio vital, prontos a afundar no abismo das contingências.

Ora, a fé não nasce na dispersão anímica e intelectual, ela repousa na unicidade espiritual. Um homem, um povo dividido contra si mesmo, refratário à unidade, perecerá na desagregação de seus elementos. Tornado, ao contrário, coesivo pela unificação de suas partes constitutivas, viverá no tempo e no espaço, pois ele está confirmado na segurança interna, contra a qual as discórdias externas são impotentes.

Coloquem dois homens em confronto na luta pela vida. O triunfo pertencerá ao detentor da fé mais enérgica e mais atualizada. Ele é, de fato, o melhor adaptado ao fim real da raça humana, porque essa adaptação resulta da fé, parte integrante e centro de seu ser.

A fé verdadeira é pouco comum; os homens afastam-se dela, preferem a facilidade das vontades vacilantes, a dúvida, à certeza, e a influência passional à pureza do coração.

Esta matéria foi publicada pela primeira vez na Revista L’Initiation no nº 4 de 1983. 

Fonte: Sociedade das Ciências Antigas

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

RA-MAK-HOTEP E OS HOMENS QUE VEGETAM PELAS SOMBRAS


NT.: Texto abaixo encaixa-se perfeitamente na atualidade, principalmente entre os sábios e iniciadores de 5min e suas discussões em redes sociais.


Paul Brunton

Ra-Mak-Hotep*

Por: Sri Sevãnanda Swami, 23/07/1950

Não sabe do valor do poder aquele que divaga inutilmente! Não sabe do valor do poder aquele que deixa que sua atenção voe loucamente, como uma mariposa, sobre pequenas coisas e objetos que, ainda que relativamente nobres em si mesmos, não devem ter a atenção daqueles que querem ocupar-se com coisas de mais necessidade e importância. Não se pode, ao mesmo tempo, servir à Luz e a pequenas coisas que vegetam nas sombras. Assim, todos vós, se quereis buscar a Luz e Servir, ide direto à Luz, com os olhos fixos nela, e não deixeis destruir vossos esforços e vossa atenção nem gastais mal nenhuma energia: nem corporal, nem mental, nem visual, nem auditiva, nem verbal, especialmente verbal, nem coisa alguma que não seja bela, nobre, útil e, se possível, grande.

A diferença essencial (meditem o sentido de “essencial”) entre um Irmão da Luz e os homens que vegetam pelas sombras é que os homens que vegetam pelas sombras falam de coisas grandes que não são capazes de ver nem sentir. Já o Irmão da Luz fala muito pouco, porque seu coração e sua mente estão constantemente fixados em coisas Eternas, em coisas realmente grandes, e, ainda que se ocupe de algo menor, o faz empregando tanta grandeza de pensamento que dele não pode sair nada além de justas, belas, sábias, poucas e amorosas palavras, vigiadas e carregadas de poder, e, repito, carregadas de poder, porque são tão poucas as vezes em que se dedica a apreciar algo menor, tão raro que Sua consciência central se ocupe de falar, observar e atuar através do corpo que, quando o faz, é como o violinista pondo toda a sua arte através de um arco e uma corda, e é exatamente aí então que vibra o corpo e transmite um enorme poder que, por si, nada tem a mais do que o próprio violino, mas aquilo que um violino é capaz de transmitir.

Assim, pois, enobrecei vossos corpos e mentes. Empregai vossos corações, reduzi vossas palavras, sintetizai vossos pensamentos, vivei de forma intensa, atenta e humilde, para que quando fordes chamados a usar o instrumento, o tenhais em condições. E que o poder esteja armazenado por não haverdes gasto mal nenhuma de suas forças componentes. Assim, e só assim, os Senhores dos Poderes Secretos que residem nas Pirâmides outorgarão alguma vez alguma atenção a vossos desejos, desde que sejam desejos grandes, reconcentrados e contínuos, e não coisas ditas e repetidas mil vezes pelos lábios em vez de ardente impulso que move o coração e necessidade constante de um cérebro poderoso.

Haveis me obrigado a falar mais do que houvera desejado. Que vos seja proveitoso meditar umas cem vezes sobre o que vos disse.

Que a Luz e a Paz possam penetrar em vós, porque somente quando as deixeis entrar tereis algo para Dar de volta.

*Ra-Mak-Hotep: vive na Pérsia, Irã e Egito. Dirige telepaticamente aos que seguem a via egípcia da busca da Luz pela magia da vida. 

Fontes: 
"O Egito Secreto", Paul Brunton

.·.

domingo, 7 de agosto de 2016

Saber Quem Está Mais Adiantado, A Verdadeira Arte de Fazer Comparações

NT.: Apresentamos para nosso estudo de hoje, o texto de Carlos C. Aveline, dedicado a todo estudante, principalmente aos que dispensam horas de puro desperdício traçando comparativos entre alunos, escolas, ordens seja pessoalmente ou em grupos virtuais. 

"Disputa do Sagrado Sacramaneto", autor Rafael, 1509 -1510.
  
Saber Quem Está Mais Adiantado
A Verdadeira Arte de Fazer Comparações
  
Por: Carlos Cardoso Aveline
 
“Um grupo de estudantes das Doutrinas Esot.
que queira obter qualquer proveito espiritual deve
estar em perfeita harmonia e unidade de pensamento.”

Um Mestre de Sabedoria [1]

A busca da sabedoria mostra que, quando a meta é suprema, o realismo é indispensável. Sem discernimento não há como evitar a derrota.

Um exemplo prático da necessidade de bom senso está no fato de que, nas primeiras etapas do aprendizado, o estudante pode ter vontade de saber se algum outro estudante está mais atrasado ou mais adiantado que ele no caminho.

A tentativa de saber “quem está mais na frente” na caminhada não leva a nada. Quem hoje parece brilhante e dedicado pode revelar-se, amanhã, como alguém que não tem perseverança. Aquele que agora parece ter enormes limitações talvez experimente um grande despertar dentro de cinco anos, ou de cinco dias. E as melhores qualidades internas de alguém talvez sejam invisíveis para todos.

Comparar-se com os outros para ver “quem é o melhor” é inútil, portanto, e quase sempre prejudicial; mas o estudante pode comparar-se consigo mesmo. Esta é a verdadeira arte de fazer comparações, em teosofia.

* Será que ele é um indivíduo melhor, hoje, do que há dez anos?

* Ele está tomando providências para que amanhã pela manhã seja um melhor ser humano do que é hoje? E no próximo ano?

* Ele tem certeza de que o tempo da sua vida não está passando em vão?

* Em que aspectos ele pode melhorar a eficiência da sua caminhada?

Aprender com os outros não implica especular sobre se eles são “mais adiantados”. Ensinar aos outros não é motivo para supor que se é “mais evoluído que eles”. Interessa, isso sim, aumentar o seu próprio nível de eficiência energética, concentrando a mente na sabedoria, na cooperação entre todos, e no ideal de uma vida correta.

Interessa examinar se o esquema referencial e o processo de pesquisa, de ensino e aprendizagem de que se faz parte são legítimos e abertos ao exame crítico. Cabe ao estudante garantir que a fonte dos ensinamentos é autêntica e fazer o melhor que pode de modo sustentável, numa perspectiva de tempo que inclui várias encarnações. 

NOTA: 
[1] Veja o item III, Carta 3, primeira série, em “Cartas dos Mestres de Sabedoria”, pp. 24-25. Neste trecho a tradução está revisada levando em conta o original em inglês.
Uma versão inicial do texto acima foi publicada de modo anônimo na edição de junho de 2010 de “O Teosofista”.

terça-feira, 19 de julho de 2016

LIVROS: M.MATTER "SAINT-MARTIN LE PHILOSOPHE INCONNU" e "OS ENSINAMENTOS SECRETOS"

 "Saint-Martin Le Philosophe Inconnu sa vie et ses écrits son maitre Martinez et Leus groupes d'apres des documets inedits", 1862 por M. MATTER.  

Livro de leitura obrigatória a qualquer agrupamento Martinista, desmistifica e corrige vários erros conceituais sobre o que viria a ser o martinismo, assim com corrige fatos históricos perpetuados até nossos dias por diversas ordens.

  • Para baixar "Saint-Martin, Le Philosophe Inconnu", clique aqui: Gallica.

Essa é a fonte em que bebeu Franz von Baader para escrever seu livro  "Les Enseignements Secrets de Martines de Pasqually, precedidos de uma informação sobre o Martinezismo e o Martinismo". Esse é outro livro de leitura obrigatória ao estudante sério de martinismo, infelizmente ainda sem tradução oficial, apenas livre a disposição dos grupos martinistas independentes.

  • Para baixar "Os Ensinamentos Secretos de Martines de Pasqually", clique aqui: Gallica.

  
Esse pode ser adquirido em português através da editora Madras, clicando aqui.


 




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Esta vida é nossa décima primeira hora: trabalhe nela!


Esta vida é nossa décima primeira hora: trabalhe nela!
 Louis-Claude de Saint Martin
 
Vamos, então, nos preocupar com a vida real; com aquela obra ativa a qual devemos cada instante de nosso tempo e não deixemos de perguntar se haverá alguma futura angústia a temer ou não; tal será nossa preocupação e desejo de retidão.

O crime é a causa destes pensamentos desgastantes e o que leva o Homem ao crime é a inação, através do vazio da mente; o vazio da mente (espírito) joga o Homem no desencorajamento, fazendo-o acreditar que o tempo perdido não pode ser recuperado. Isto, de fato, pode ser verdade com relação a coisas feitas no tempo e para o tempo; mas será válido para o que pertence ao espírito? Não há tempo para o espírito... Não seria possível que um único ato realizado pelo espírito e para o espírito rendesse à alma tudo o que ela falhou em adquirir ou até mesmo tudo o que possa ter perdido pela negligência?

Devemos lembrar da "décima primeira hora", embora devemos também notar que, se aqueles que foram chamados àquela hora, receberam até mais do que sua devida paga, foi porque eles pelo menos trabalharam durante aquela hora, ao contrário, não teriam recebido nada; assim nós também não devemos ter nada a esperar, se, após termos passado as horas antecedentes de forma infrutífera, não completarmos nossa décima primeira hora, realizando a obra do Espírito.

Desde a Queda, só podemos ser meros trabalhadores da décima primeira hora, que, de fato, teve início no instante em que fomos privados de nossos direitos. As dez horas que precederam esta época, estão, por assim dizer, muito longe e perdidas para nós; assim a totalidade de nossa vida terrestre é realmente, para nós, senão a décima primeira hora de nosso verdadeiro e eterno dia, que embarca o círculo universal das coisas. Julgue a partir daí, se temos um momento sequer a perder!

Obstáculos e cruzes são pontos de partida: "Eu te digo, vigiai!" 

Ao mesmo tempo, tudo o que é requisito para um desempenho útil e proveitoso na obra desta décima primeira hora, nos é fornecido abundantemente; planos, materiais, instrumentos, nada é retirado de nós. Até mesmo os perigos e obstáculos aos quais nos deparamos e os quais se tornam nossas cruzes quando fugimos deles, são passos e meios de elevação quando superados; a Sabedoria, ao nos expor a eles espera que triunfemos.
 
Sim, se tivéssemos mantido nosso posto fielmente, o inimigo nunca teria penetrado a fortaleza, por mais poderoso que fosse. Mas, é necessário guardar todas as entradas com tal vigilância constante que, de qualquer forma que ele se apresente, possa nos encontrar alerta e com vigor para resistir. Um único instante de negligência de nossa parte, é suficiente para o inimigo, que nunca dorme, fazer uma brecha, ascender e capturar o indivíduo.

Vamos tomar coragem. Se nossa restauração espiritual requer, na realidade, todo o cuidado, devemos ao menos considerá-la assegurada se resolvermos, pelo menos, assumi-la, pois a enfermidade da alma humana é, se é que posso usar a expressão, apenas uma espécie de transpiração reprimida; o Soberano não cessa de nos administrar sudoríficos poderosos e salutares que tendem incessantemente a restaurar a ordem e a circulação.
 
A morte é compreendida em nossa obra; como ela é superada?
 
A morte mesmo, que também esta compreendida em nossa obra, é dirigida e graduada com a mesma sabedoria que governa todas as operações divinas. Nossos laços materiais são partidos progressivamente e de forma quase imperceptível. Crianças de tenra idade, emergidas em sua matéria, não têm idéia da morte porque a matéria não sabe o que é a morte, muito menos o que é a vida e o espírito.

Os jovens em quem o espírito ou a Vida começa a penetrar através de sua matéria, têm mais ou menos medo da morte, na medida em que estão mais ou menos imbuídos deste espírito ou vida e na medida em que sentem o contraste entre seu espírito e sua matéria.
 
Os adultos e os mais velhos cujo espírito ou vida se desenvolveu e que observaram fielmente a lei de seu ser, são preenchidos de tal forma com os frutos, quando seu curso termina, que olham para a demolição de sua cobertura material sem medo ou remorso, e até mesmo com prazer.
 
Este revestimento material, tendo sido perpetuamente impregnado com os frutos de suas obras, tem, ao mesmo tempo, quase imperceptivelmente se submetido à decomposição em sua fonte; se o tratamento restaurativo fosse seguido, encontraria naturalmente a sua dissolução final sem dor. O que pode ser concebido de mais doce e suave do que todas estas progressões, apontadas pela Sabedoria do Altíssimo, para a restauração do Homem?
 
Os poderes da Alma humana após a morte.
 
Mas se tão grandes são os prazeres adquiridos pela devoção ao Ministério Espiritual do Homem ainda neste plano, quais não serão então aqueles que a alma irá receber quando tiver se despojado de seus espólios mortais!
 
Vemos que nossos corpos, neste plano, estão destinados a desfrutar de todas suas faculdades e a comunicar-se uns com os outros. Quando eles não desfrutam de suas faculdades, não se comunicam, como verificamos com as crianças. 

Quando alguns corpos utilizam suas faculdades e outros não, os primeiros podem se comunicar com aqueles que não se comunicam e os conhecem enquanto que estes nada sabem sobre os primeiros. 

Isto se aplica a lei das almas: 

Aquelas almas que, neste plano, não desfrutam de suas faculdades estão respectivamente em absoluta insignificância; elas podem estar perto uma da outra, podem morar juntas sem transmitirem impressão alguma entre si. Esta é a situação da maioria das pessoas deste mundo, para não dizer, talvez, de toda humanidade; isto porque durante nossa jornada na Terra, nossas almas são umas para as outras, tal qual como as crianças; de fato, não comunicam nada em comparação com aqueles tesouros ativos com os quais deveriam ter enriquecido, naturalmente, umas as outras, se tivessem se mantido em sua harmonia primitiva.