sábado, 26 de março de 2011

A CONDUTA MARTINISTA




A CONDUTA MARTINISTA




A vida em comum exige sacrifícios:
Sacrifício pela compreensão, que às vezes não estamos dispostos a dar;
Sacrifício pela percepção do que as pessoas possam pensar sobre um determinado assunto, a fim de nos cuidarmos para não ofendê-Ias (ninguém gosta de ser ofendido);
Sacrifício pelo respeito que deve mos ter para com os outros, situação que muitas vezes não queremos considerar.

Esses sacrifícios podem vir num acumular constante em nosso ego. Chegará um ponto em que irá explodir, já que nossas fraquezas são tantas, e a nossa capacidade de esforço para suportar tanta pressão é muito limitada.

Para nós, Martinistas , isso não serve de justificativa. Não deve ser a maneira correta de pensar, nem devemos concordar com essa explosão. E isso por uma razão muito simples: nós praticamos a tolerância; temos uma capacidade maior de suportar qualquer pressão. A tolerância não significa que sejamos coniventes com situações discordantes. Pelo contrário. Mas as colocações devem ser feitas dentro de um espírito respeitoso, educado, entendendo que as pessoas são como são. Elas têm também o seu modo de pensar, que acham ser o mais correto.

Nós não temos o direito de menospreza-Ias, por não concordarmos com o seu ponto de vista. Acima e antes de qualquer explosão, devemos manter o equilíbrio. Em qualquer situação e local. Seja em Loja ou fora dela. Mas em especial alí dentro, onde estamos para somar e não para dividir. Para tanto somos irmãos e vivemos em fraternidade.


Não é porque "Yeschouá ( Jesus Cristo) expulsou os vendilhões do templo" (Mt 21-12), que também nos é dado o direito de explodir; que nos é dado o direito de ofender ou tratar grosseiramente o nosso Irmãos Lembremos que O Retificador expulsou e foi grosseiro com os vendilhões do templo. Ele não expulsou os seus seguidores, no caso, os apóstolos, mas sim os vendilhões. E se fizermos uma análise daquele tempo, de como agiam Yeschouá e seus discípulos, do seu pequeno e restrito número de "obreiros ", das ações praticadas, e das reuniões que faziam, podemos chegar a dizer que eles formavam uma fraternidade. 

E dizemos isto, mesmo sabendo como a história terminou. Entre eles havia um traidor (comum e conhecido de todos nós); seus seguidores negaram até uma simples amizade que poderia existir entre eles, quando um dos "obreiros ", o Redentor, mais necessitava; e esse "obreiro" , participante ativo e um líder dentro dessa provável fraternidade , acabou sendo crucificado sem que qualquer um dos outros fizesse alguma coisa para impedir.
Esses fatos podem suscitar alguns questionamentos: "que tipo de irmãos eram esses?"; "que ambiente fraterno era esse?"; "onde estava o espírito de irmandade no momento em que um deles passava os piores momentos da vida?".

Pois é. O que prevaleceu em toda essa história, foi a fraqueza humana. E nós, do alto da sabedoria em que nos colocamos muitas vezes queremos ignorar essa fraqueza. Se entre eles houve o que houve, imaginem entre nós.
Mas nós somos assim. Cheios de imperfeições. E achamos que estamos certos. Quando teremos a humildade de aprender isso?

Freqüentemente fazemos as nossas orações que são alias um dever martinista. Entre elas, a mais comum, independente de credo religioso ou de idioma: o "Pai Nosso".

Num certo trecho diz: "... venha a nós o vosso Reino" (Mt 6-10). Será que nos comportamos e agimos condignamente para receber esse Reino? Lembrem-se que nos referimos ao Reino de Deus. Entre os martinistas, homens iniciados, isso pode ser mais fácil. Quando reunidos em Loja ou em nossa fraternidade ou Septem, podemos dizer que estamos num patamar superior ao que ocorre no mundo profano.

Fechados dentro do Templo nos elevamos a um nível mais sublime, mais profundo. De maior contemplação, que oferece condições de meditação o tempo todo. Isso porque somos iniciados. E poucos o são. É um privilégio de alguns terem um ambiente tão propício para receber o Reino do Criador.


Mas, mesmo assim, apresentamos dificuldades em assimilar e conhecer verdades tão marcantes na vida do homem e tão comum no Reino do Criador. Às vezes esquecemos a diferença entre humildade e orgulho. Esquecemos que deve prevalecer o altruísmo sobre o egoísmo. Colocamos as nossas vaidades acima de tudo. Achamos que deve prevalecer as nossas vontades pessoais em detrimento do que pensa a maioria. Achamos que só nós sabemos distinguir o certo do errado. O que é bom, do que é mau.

Faz-se necessário que tenhamos equilíbrio em nossas ações. Que respeitemos as opiniões alheias.
É fundamental andarmos de mãos dadas, todos nós martinistas. É fundamental entendermos que as diferenças existentes entre nossas organizações , Ordens , Fraternidades e Grupos Independentes, para que estas diferenças não possam ser consideradas tão grandes a ponto de nos diluir. De nos reduzir a nada. De nos reduzir a pó, como alias é o objetivo dos destruidores da Luz. Dos difamadores, dos críticos infundados e dos profanadores.

Colaboração: Irmão FDDC

domingo, 20 de março de 2011

A PRECE - PAPUS




A Prece
Papus

A prece tem por fim a fusão momentânea do Eu e do Inconsciente Superior, o Não-Eu pela ação do sentimento idealizado sobre a vontade magicamente desenvolvida. A prece é uma cerimônia mágica de primeira ordem, fundamento de toda prática. A Prece é um ato voluntário e cerebral e não consiste unicamente no movimento dos lábios, conforme determinadas palavras sempre iguais, hábito que pode tornar a prece um simples ato reflexo quando deve ser plenamente consciente. A palavra é apenas uma roupa com que o iniciado reveste ou expressa suas idealizações; recomendamos a prece meditada, comentada em termos diferentes a cada vez. A prática da prece é mais eficiente quando obedece a um ritual que serve para promover a concentração da mente no objeto da oração. Entre todos os rituais de prece, aqui está o que preferimos:

O praticante deve manter-se em jejum de sólidos ao menos três horas antes do ritual. Começará com uma meditação de cinco minutos, precedida de três inspirações lentas e profundas. Recomenda-se, além do ambiente de tranqüilidade inviolável, que o Iniciado envolva-se em uma manta larga abrigando todo o corpo até a cabeça. Pode usar um bastão de incenso. Depois do exercício regulador do ritmo respiratório (a respiração lenta e profunda), pode-se começar a oração propriamente dita.

Invocar-se-á primeiro os mestres do invisível que constituem a cadeia mágica (respeitando-se cada religião, pode ser Buda ou Jesus Cristo e Nossa Senhora etc.), depois os seres psíquicos que presidem a evolução da humanidade (Anjos, Devas) e, progressivamente, eleva-se o pensamento até o Centro Superior, o Criador de todas as coisas ou Deus.

Os efeitos produzidos pela oração mágica são consideráveis. No plano astral, as formas elementares são imantadas pela ação do Verbo humano. Para a alma do operador, funciona como um bálsamo calmante e podem surgir sentimentos de piedade, compaixão pela humanidade, pelos próprios inimigos, ou emoções pela percepção dos próprios erros ou de bençãos recebidas. Visões também podem ocorrer. Porém, mesmo que as emoções sejam fortes, é preciso dominá-las e evitar o pranto desenfreado. Para os católicos, o Rosário Meditado de Santo Inácio de Loyola é um guia de valor.

A prece é a guarda soberana contra todos os malefícios. Se tens inimigos capazes de utilizarem forças astrais, é preciso orar por eles e pedir ao céu que os ilumine e os reconduza ao caminho do bem. Se não são conhecidos os autores dos malefícios, é preciso, ainda assim, pedir para eles a proteção invisível, em vez de os oprimir com ódio e maldições, processo de feiticeiros vulgares e mal sucedidos.

O salmo 31 é de uma eficácia extraordinária contra todas as ações astrais. Em uma luta contra uma ação astral, é necessário evitar dizer mal dos ausentes e procurar, tanto quanto possível, afastar de si pensamentos e palavras maledicentes.A prática da caridade é indispensável, o tipo de caridade que faz alguém adiarseus próprios interesses para socorrer alguém que sofre com verdadeira urgência de auxílio. O fato é que, forças astrais, sem exceção, se prosternam diante do nome de Cristo, mesmo quando este nome é pronunciado por um pecador ou espírito mau. Invocar o auxílio do Cristo dissipa as más forças como o sol dissipa nuvens ligeiras. Recorra-se portanto à prece pois nada pode resistir à sua ação.

A EGRÉGORA




A EGRÉGORA

Pelo Irmão Monte Cristo - um Servidor Incógnito




A utilização do Termo Egrégora pode gerar aos pesquisadores diferentes compreensões, mas afinal o que exatamente significa Egrégora?


Algumas definições são bastante enfáticas: "Palavra que se tornou popular entre os espiritualistas, significa a aura de um local onde há reuniões de grupo, e também a aura de um grupo de trabalho"

Outras definições são mais exóticas: "Egrégoras são entidades autônomas, semelhantes a uma classe de "devas" que se formam pela persistência e a intensidade das correntes mentais realizadas nos centros verdadeiramente espiritualistas; pois nos falsos tais criações psicomentais se transformam em autênticos monstros, que passam a perseguir seus próprios criadores, bem como os freqüentadores desses centros".

Finalmente temos uma definição um pouco mais clássica: "Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais".

Na média temos que: Egrégora é a somatória de energias mentais, criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da força vibratória gerada ser harmônica.
Se considerarmos esta como sendo uma definição mais ou menos válida, podemos tecer algumas conclusões.

Se a Egrégora é a somatória de energias, não há limites para que nível de freqüência seja a sua fonte criadora, assim pode existir em potencialidade Egrégoras com freqüências elevadas e egrégoras com freqüências vibratórias menos elevadas ou se preferirem "negativas". 

A existência de diferentes freqüências reforça a antiga lei da dualidade entre o positivo e o negativo, ou ainda entre o claro e o escuro e o bem e o mal, embora esta ultima definição careça de uma analise mais profunda.

Se for então verdadeiro que a somatória de forças vibratórias ressonantes se somam no Éter é provável que esta força criada seja capaz de prover seus geradores de potencialidades, esta hipótese se confirma pela manifestação material do que pode se chamar de energia construtiva (ou destrutiva) dos diversos grupos religiosos, esotéricos ou metafísicos.

Quer me parecer que o mais correto seria considerarmos a hipótese de que realmente possa existir uma Egrégora positiva construtiva, assim como pode haver uma egrégora negativa ou destruidora, até porque, se existe como conhecemos uma arvore da vida cuja existência representa o caminho da queda e da reintegração em ultima analise, também devemos considerar que para que esta arvore exista e permaneça ereta é necessário raízes ou uma outra arvore imersa na escuridão da terra. Em ultima analise o bem e o mal competem para o equilíbrio das forças. Alias o equilíbrio é o objetivo e não o caminho entre os extremos.

Talvez a pergunta mais enfática seja: qual é exatamente a fonte geradora desta energia potencial que anima e mantém uma Egrégora? Como fisicamente isto ocorre? Como as energias vibram em ressonância?

A resposta talvez esteja na Constância, na geração uniforme e linear da mesma e única energia. Como isto pode acontecer?

Possa aí estar depositada a tradição do ritual e das cerimônias Templárias das diferentes tradições, inclusive a Martinista. Tal qual um gerador ou dínamo, a permanência do eixo girando sempre no mesmo sentido, velocidade e harmonia é garantia da geração da energia elétrica que é o seu resultado.

O trabalho templário regular, constante, harmônico somado aos interesses superiores de seus praticantes é a fonte geradora de um nível vibratório elevado, alimentador constante de uma Egrégora capaz de gerar paz, evolução espiritual e conhecimento aos que dela usufruem.

Esta tese também responde a uma questão importante, diz a tradição Martinista que para trabalhar no caminho do equilíbrio não é permitido a "venda", negociação ou pagamento de graus ou conhecimentos, ou seja, num grupo Martinista o dinheiro não pode e não deve ser uma preocupação, muito menos um objetivo, tais necessidades dentro de um Templo prejudicaria a própria energia potencialmente criadora.

Se os Martinista almejam um dia virem a ser os Soldados de Nosso Senhor, os Guardiões do Vaso Sagrado ou ainda os Sentinelas do Santo Sepulcro, certamente devem primeiro ser os combatentes fervorosos do Bem sobre o mal, das virtudes sobre os vícios, da riqueza espiritual sobre a mediocridade material.

Se isto não é possível em cada segundo de sua vida, uma vez que estamos invariavelmente imersos num mundo globalizado e repleto de necessidades sociais, que o seja pelo menos em espírito, na vontade, em seu Templo.

Sempre e Sempre para a Glória de Yeschouá o Grande Arquiteto do Universo!

sábado, 19 de março de 2011

PRECE DE INVOCAÇÃO AO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO



PRECE DE INVOCAÇÃO
AO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Quando da Cadeia de União
(Rito Escocês Retificado)


ARQUITO SUPREMO DO UNIVERSO! Fonte única de todo o Bem e de Toda Perfeição. Tu, que sempre quiseste e obraste pelo bem do Homem e de todas as Tuas criaturas! Nós te damos graças pelos teus benefícios paternais e Te conjuramos, todos juntos, a concedê-los sem cessar a cada um de nós, segundo a Tua visão e de acordo com as suas necessidades. Expande sobre todos os nossos irmãos e sobre nós a Tua Luz celestial. Fortifica em nossos corações o amor pelos nossos deveres a fim de que nós os observemos fielmente. Possam as nossas assembléias ser fortalecidas em sua união pelo desejo de Te agradar e de nos tornar úteis aos nossos semelhantes. Que elas sejam para sempre a morada da Paz e da Virtude e que a cadeia de uma amizade perfeita e fraterna seja doravante tão forte entre nós, que NADA POSSA JAMAIS ALTERAR!

Assim Seja!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os Rosa Cruzes



Os Rosa Cruzes
Loja Fênix - Lisboa - Portugal



Muito se tem dito e escrito ao longo dos séculos sobre os Rosa Cruzes. Curiosamente, existem quatro organizações que se pretendem herdeiras históricas dos Rosa Cruzes milenares. Estas associações são estanques entre si, e diferem substancialmente, tanto nos métodos quanto na doutrina e organização. Faremos, seguidamente, uma ligeira abordagem a cada uma delas.

Pedro Santos Pereira

1- A Sociedade Rosa Cruz do Lectorium Rosicrucianum ou Escola Espiritual Gnóstica da Rosa Cruz Áurea
Os membros desta sociedade são recrutados por cooptação. Da leitura de alguns dos seus textos oficiais, podemos inferir um esoterismo de herança cátara. O princípio doutrinal característico dos cátaros era maniqueísta-dualista, isto é, defendia dois princípios universais, criados, um deles do mundo espiritual e o outro do mundo material. Atendendo a estes referentes, segue-se que a alma viverá no corpo em cativeiro, só encontrando a paz pela libertação do corpo material, recuperando a plenitude da sua vida espiritual; o divórcio dos dois elementos inconciliáveis é obtido pela morte, não sofrida mas abraçada como libertação - primeiro passo para a felicidade. Esta morte poderia ser obtida pela iniciação, através da intervenção das personalidades. O Lectorium diz-se crístico e joânico, referindo-se freqüentemente aos Evangelhos, ao Apocalipse e ao Shamballah, nome que designa um centro subterrâneo no deserto de Gobi, centro do mundo onde se situaria a reencarnação de Christian Rosenkreuz, do qual o lectorium pretende ser emanação sua. Como atrás referimos, estes Rosa Cruzes pretendem-se crísticos mas não cristãos, já que rejeitam em absoluto, como inútil, todo o mecanismo da Igreja: os sacramentos, os sacrifícios do altar, a comunhão, os santos, a virgem, o purgatório, as relíquias, etc., etc.

2- A Fraternidade Rosa Cruz, vulgarmente conhecida pela associação ao nome do seu criador, Max Heindel, também faz o seu recrutamento por cooptação, contando com milhares de adeptos em todo o mundo. A doutrina é espalhada através dos livros de Max Heindel, de cursos por correspondência e de palestras pronunciadas em templos. A Astrologia e o desenvolvimento de faculdades mediúnicas e curativas são as bases da doutrina oficial, embora também esta organização se pretenda crística e joânica.

3- A Ordem dos Irmãos Primogênitos da Rosa Cruz, ainda mais secreta do que a anterior, adota o adágio taoísta: "tudo aquilo que pode ser dito não merece ser conhecido", aplicando-se o termo "conhecido" ao conhecimento integral, inexprimível e informal. A ordem pretende filiar-se, histórica e iniciaticamente, na tradição templária, da qual estes Rosa Cruzes seriam, desde o século XV, os únicos depositários, tendo recolhido aquilo que os processos de 1307 a 1314 tinham pretendido fazer desaparecer.

4- A Ordem Rosa Cruz - AMORC, Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz, também conhecida até ao século XX por Antiquus Arcanus Ordo Rosae Rubeae et Aureae Crucis, recruta os seus aderentes por meio de publicidade e por cooptação. A AMORC estabelece uma distinção entre os rosacrucianos, que são os seus próprios aderentes, e os Rosa-Cruz, raros esses que atingem os mais elevados graus da ordem.
Com efeito, em cada mil pessoas que respondem à propaganda, em média 402 são admitidas nos graus de Atrium, 329 ao primeiro grau postulante. O décimo segundo grau, de Templo, apenas é atingido por uma média de 101 aderentes, sendo essa iniciação então realizada - consta - na câmara do rei da pirâmide de Keops, fato para o qual será a única organização autorizada em todo o mundo.

Esta instituição compreende na cúpula a Suprema Grande Loja, em S. José da Califórnia, onde também existe uma Universidade, o Museu Egípcio Rosa Cruz, o Planetário e Museu de Ciências e o Templo Supremo.

A instrução dos seus membros é efetuada em vários níveis:

1. cerimônias ritualistas, abertas a todos os membros, onde são apresentadas comunicações da Suprema Grande Loja; estas não estão sujeitas a intervenções ou críticas, convidando-se os participantes à reflexão e meditação nos assuntos expostos. Note-se que, embora não possam criticar e participar dos temas apresentados, os membros têm plena liberdade de aceitar ou não os enunciados;

2. sessões livres e abertas a todos os filiados, não ritualistas, em que são apresentados, por membros da Ordem, trabalhos sobre os mais díspares e variados temas. Estes estão sujeitos, não só à troca de informações, como também à crítica e debate das opiniões aí expressas;

3. sessões de grau, reservadas aos titulares desse grau e supervisionadas por um elemento mais antigo, em que são debatidos e esclarecidos os assuntos respeitantes à instrução desse grau;

4. a aprendizagem propriamente dita é realizada através de apostilhas semanais, onde se encontram princípios filosóficos e exercícios de controle e desenvolvimento mental.

5- Considerações sobre o Simbolismo e Relações entre as Organizações
Apesar de tão heterogêneas, podemos no entanto detectar certos aspectos de concordância unívoca, que decompomos em três grandes grupos:

1. existência de laços fraternais entre estas organizações em pares simples. Assim, o Lectorium Rosicrucianum com a Fraternidade Rosacruciana, por um lado, e os Irmãos Primogênitos com a Ordem Rosa Cruz AMORC, por outro;

2. o segundo aspecto de concordância revela-se no fundo filosófico comum. Com efeito, todas as quatro instituições buscam as suas raízes ideológicas na tradição ocultista ocidental, por oposição às outras duas grandes correntes esotéricas ocidentais, que são: a Teosofia, procedente das revelações do Extremo Oriente, colhidas por Helena Petrovna Blavatsky e Annie Besant; e o Espiritismo, de Léon Denis e Allan Kardec.

Queremos com isto dizer que esta tradição ocultista ocidental vem na linha dos hermetistas, cabalistas cristãos e alquimistas, bebendo as suas raízes lá muito atrás em Platão, nos gnósticos da Pistis Sophia e em todas as outras grandes sínteses destas linhas.

Característica intrínseca da mesma é aceitarem as teses cármicas da reencarnação, subjacentes à doutrina de Hermes Trimegisto, sintetizada como está no axioma hermético: "O que está em baixo é como o que está em cima, e o que está em cima é igual ao que está em baixo, para realizar os milagres de uma única coisa", i.e., a correspondência entre o macrocosmo e o homem - o microcosmo. Outra é aceitarem a trilogia unitária do homem, que se dividirá em corpo, espírito e perispírito. O espírito, também denominado alma, constituirá no homem a sua verdadeira individualidade, indestrutível e imortal, manifestando-se no seu tríplice aspecto, a saber: Memória, Inteligência e Vontade. O espírito propriamente dito é susceptível de adquirir no tempo novas qualidades, que o enriquecem, depuram e elevam. Estas qualidades, obtidas através da experiência adquirida, são arquivadas no perispírito, vulgarmente conhecido por astral, ou duplo etéreo, pelos cientistas que se dedicam a quantificar, isolar e testar essa bioenergia aural presente em todo o ser humano.

3. o terceiro aspecto da concordância está necessariamente subjacente ao segundo, já que todas as organizações se reclamam herdeiras dos mesmos antepassados Rosa Cruzes. Todas admitem o mesmo fundador Christian Rosenkreuz, como restaurador da ordem. Este personagem, meio mítico não se sabe ao certo se terá existido, ou se o seu nome não será de um mero simbolismo para o Cristão Rosacruz. Na realidade, aquilo que sabemos de tão ilustre personagem está condensado no manuscrito FAMA FRATERNITATIS ET CONFESSIO FRATRUM ROSAE CRUCIS da autoria de Jean Valentin Andreae, de finais do séc. XVI. Na Fama encontra-se a biografia de Christian Rosenkreuz e noutros três palimpsestos o seu ensinamento.

Se sobre Christian pairam dúvidas da sua existência, de uma longa lista de outros personagens estas não existem.

E assim, entre os mais proeminentes encontramos: Robert Fludd e Paracelso, aos quais, em conjunto com o primeiro, poderemos atribuir a paternidade do movimento Rosacruz; Comenius que, em 1956, foi homenageado pela Unesco e considerado por esta organização como o seu mentor espiritual; Sir Francis Bacon, o insigne ministro e criador da "Nova Atlântida"; o rei da Prússia, Frederico Guilherme II; Wolfgang Goethe, criador do "Fausto"; o conde de Saint German; Victor Hugo; René Descartes; Leibniz; Isaac Newton; Benjamin Franklin; Lord Bulwer Lytton; e Fernando Pessoa.

Outros há profundamente ligados à Maçonaria, como Eliphas Lévi, Stanislau de Guaïta, Martinez de Pascually, Louis Claude de Saint Martin, e Papus, estes últimos fundadores da Tradicional Ordem Martinista.

Aliás, é importante referir aqui que, atualmente, a única via de acesso à Tradicional Ordem Martinista é através da Ordem Rosa Cruz AMORC, só podendo ingressar naquela Rosacrucianos que tenham atingido, pelo menos, o terceiro grau do templo (coisa que, em tempo útil, se poderá quantificar em quatro anos de aturada aplicação ao estudo).

Podemos portanto verificar que, neste terceiro aspecto de concordância, que os pergaminhos são velhos, e que as divergências se situam apenas no princípio deste século.

Não poderíamos deixar este estudo, que se pretende breve mas forçosamente incompleto, sem tentar de alguma forma explicar o porquê do nome e simbolismo Rosa Cruz Áurea.
Uma das interpretações, à priori, é a de que poderemos encontrar no símbolo a cosmogonia hermética, onde a Cruz - signo masculino e espiritual - representa a divina energia criadora que fecundou a matéria da substância primordial, de que a imagem é a feminina Rosa, fazendo passar o ovo cósmico à existência do Universo, como professava Mestre Paracelso.

A Rosa, que em todas as épocas, foi o símbolo da beleza, da vida, do amor e do prazer, expressava misticamente o pensamento secreto de todas as oposições manifestadas durante a Renascença. Era a carne revoltada contra a opressão do espírito; era a natureza declarando-se filha de Deus; era o amor que não desejava ser sufocado pelo celibato; era a humanidade aspirando a uma religião natural, toda feita de inteligência e amor, baseada nas revelações das harmonias do Ser, do qual a Rosa, para os iniciados, era o símbolo vivo e cheio de viço. A conquista da Rosa era o problema apresentado pela iniciação à ciência; à medida que a religião se ocupava em estabelecer o triunfo universal e exclusivo da Cruz (esta representa o homem e a sabedoria secreta para os hermetistas). A Rosa é o símbolo da fragilidade humana, e representa a eternidade da alma, e significa também o segredo guardado, porque se fecha sobre o coração, abrindo-se no momento de morrer. No plano esotérico, a Rosa inscreve-se nas quatro dimensões: comprimento, largura, espessura e tempo, e a Cruz na quinta dimensão dos Rosa Cruzes, a Mente Associada à Rosa, encontramos as subdimensões: forma, matéria; cor, perfume, todas reunidas na mais completa harmonia e defendidas pelos (guardiões) espinhos.

A Rosa é, pois, uma criação excepcional, o emblema da Perfeição para a Grande Obra dos Alquimistas. Mas, como só entreabre as suas pétalas e revela o seu coração e o seu mais íntimo segredo, no momento em que vai perecer, é também o símbolo da Morte. Segredo ciosamente guardado, Perfeição e Morte, tudo se encontra na Rosa. A Cruz, como já dissemos, é a sabedoria do Salvador, do Deus feito homem, é o conhecimento do iniciado. Sabedoria mantida secreta, tal é a Rosa sobre a Cruz, a Rosa Cruz.

Não encontramos aqui uma analogia com o inefável segredo maçônico? Não está o ritual maçônico todo ele impregnado do simbolismo Rosa Cruz, do mais rudimentar ao dos mais elevados graus? Tanto quanto podemos apurar, a Ordem Rosa Cruz AMORC e a dos Irmãos Primogênitos saúdam os seus irmãos Maçons como os atores ativos no mundo profano sócio-econômico-político, elegendo esta suposta Ordem como uma escola de aperfeiçoamento humano inspirada nos princípios da justiça, tolerância, igualdade, liberdade e fraternidade, reservando-se os Rosa Cruzes um papel mais místico, contemplativo, meditativo, isto é, passivo e espiritual.

Bibliografia
- Arnold (Paul) Histoire des Rose + Croix et les Origines de la Franc-Maçonnerie, Paris, Mercure de Frande, 1955
- Bayard (J.P.) Os Rosa-Cruz ou a Conspiração dos Sapientes, Lisboa, Edições 70, 1978
- Cartas de Informações para Pesquisadores, s.l. Edição da Escola Espiritual da Rosa Cruz Áurea, s.d.
- Frère (Jean Claude) Vie et Mystères des Rose-Croix, Paris, Maison M., 1973
- Heindel (Max) Conceito Rosa Cruz no Cosmos [Tratado elementar sobre a evolução passada do homem, sua constituição atual e o seu futuro desenvolvimento], S. Paulo, Fraternidade Rosacruciana de S. Paulo, 1980
- Incognito (Magnus) A Doutrina Secreta dos Rosa-Cruzes, São Paulo, 1984
- La Maitrise de La Vie. Ancient Mystique Ordre Rosae Crucis, Le Neubourg, 1981
- O Homem: Alfa e Omega da Criação, Curitiba, Ordem Rosa Cruz AMORC, 1985 

.·.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Carta para o século XXI das Ordens Martinistas - Rémi Boyer


Carta para o século XXI das Ordens Martinistas - Rémi Boyer




Ao longo do século passado, a história das Ordens e da Ordem Martinista foi rica e movimentada. Se a Ordem fundada por Papus se ramificou em numerosos ramos, esta árvore foi o fruto da iniciação martinista, da iniciação livre, da linhagem, de indivíduo à indivíduo.

Os círculos, grupos, lojas e Ordens Martinistas ao longo de todo o século passado foram cadinhos que permitiram os iluministas, ocultistas e hermetistas perdurar e se desabrochar. A liberdade, a tolerância, o espírito de investigação que dominou, apesar de algumas inevitáveis vicissitudes, e o movimento martinista, permitiu numerosos questionadores reencontrarem-se, independente dos seus caminhos particulares, numa verdadeira comunhão sob a égide do Filósofo Desconhecido.

A Ordem Martinista soube também acolher no seu seio outras correntes para preservar, ajudar e conhecer um novo desenvolvimento.

Hoje, a fim de que este espírito permaneça, de modo que o que está vivo, não se torne fixa, estão inscritos nesta Carta para o século XXI das Ordens Martinistas, os princípios simples que contribuíram para a radiação (influência) do Martinismo desde Papus.

A adoção desta Carta é livre, não confere nenhum direito, somente os deveres decorrentes da ética. Ninguém terá que prestar contas disto, exceto a si mesmo e a Providência.
Fonte: CIREM. Copia incentivada.

I – De acordo com Saint-Martin

1
«A minha seita, é a Providência, meus prosélitos, sou eu; o meu culto, é a justiça.»

«…Estou surpreso que você encontrou o fraco mérito, de modo que eu posso dar o meu nome para a minha antiga escola ou a qualquer outra. As instituições, por vezes, são usadas para mitigar os males do homem, mais na maioria das vezes para aumentar, nunca para curar.»

«A única iniciação que procuro, com todo o ardor da minha alma é aquela onde podemos entrar no coração de Deus e fazer o coração de Deus entrar em nós, para fazer um casamento indissolúvel, que nos torna o amigo, o irmão e o cônjuge nossa divina reparadora. Não há outro mistério para chegar à esta santa iniciação, apenas aprofundar-nos cada vez mais, até as profundezas do nosso ser e não deixar seguir, de que não chegamos a sentir a raiz viva e vivifiante, porque então de todos os frutos que devíamos levar de acordo com a nossa espécie ocorrem naturalmente em nós e fora de nós, como vemos que isto chega às nossas árvores terrestres, porque são aderentes à sua raiz particular e que não param de bombear os sucos.»
2
Louis-Claude de Saint-Martin dedicou grande parte de sua vida, as ordens iniciáticas que frenquentou, não fundou nenhuma e guardou uma justa reserva para com todas. Pela sua obra, ele iniciou uma corrente de pensamento iluminista cristã maior e convidou a montar-se uma fraternidade de espírito. No artigo de sua morte, Louis-Claude de Saint-Martin “exortando todas as pessoas à sua volta a colocarem a sua confiança na Providência, e viver entre eles como irmãos, nos sentimentos evangélicos”.

II – De acordo com Papus

1
Papus fundou a Ordem Martinista em várias etapas:
-         1884-1885: primeiras iniciações.
-         1887: primeira loja.
-         1887-1890: estabelecimento da Ordem Martinista, redação dos estatutos e cadernos de instrução.
-         1891: constituição do primeiro Supremo Conselho.
2
A iniciação de 1882 à qual Papus faz referência é aquela que Augustin Chaboseau situa, no que lhe diz respeito, em 1886, iniciações que transmitiram-se respectivamente em 1888, continuam a ser incertas na sua natureza e quanto às circunstâncias. Elas revelam uma forma diferente e apenas ritual. É a iniciação de Papus, não de Papus-Chaboseau, que constituirá depois a fundação da Ordem Martinista, a iniciação “martiniste”.

III – De acordo com a Ordem

1
Papus concebeu e definiu a Ordem Martinista, ao mesmo tempo, como uma ordem iniciática e uma escola de cavalaria moral[1] e de ocultismo cristão.
O cristianismo da Ordem Martinista é marcado pela doutrina da Reintegração Universal de Martinès de Pasqually, como pela via cardíaca de transmutação interior de Saint-Martin, e o ocultismo é “o conjunto das doutrinas e as práticas fundadas sobre a teoria segundo a qual todo objeto pertence a um conjunto único e possui, com qualquer outro elemento deste conjunto, reportes necessários, intencionais, não-temporais, e não-espaciais”[2], dita teoria das correspondências.
2
Papus e os Companheiros do Hierofante, foram animados pelo espírito da investigação, pela especulação não dogmática que encontra os seus fundamentos assim como os seus resultados no operativo.
3
Fiel ao seu título, a Ordem Martinista une-se principalmente para estudar e aplicar o ensinamento original de Louis-Claude de Saint-Martin e para compreender a influência do seu primeiro mestre, Martinès de Pasqually e Jacob Böhme, em sua doutrina.[3]
a)     Primeira conseqüência: A Ordem Martinista é unida pela simplicidade das formas rituais, cuja Ordem Martinista primitiva dá o exemplo.
b)     Segunda conseqüência: A fraternidade e o companheirismo são o coração da experiência martinista: «Você não vai me chamar de Mestre. Porque existe um só Mestre ; e vocês todos são meus irmãos.[4]».
c)      Terceira conseqüência: Uma Ordem Martinista é independente de toda Igreja como de toda outra ordem iniciática; os membros continuam a ser livres para estabelecer quaisquer afiliações em espírito. As equivalências entre os graus da Ordem Martinista e de outras ordens iniciáticas já existiu. Elas são desprovidas de sentido iniciático.
d)     Quarta conseqüência: A Ordem Martinista convida seus membros a engajarem-se no caminho da Reintegração. Isto implica em prepará-los a se libertarem de toda forma de alienação, incluindo a adesão a todo tipo de iniciação incluindo a Ordem Martinista.

IV – Da fraternidade

1
Após a morte de Papus, a Ordem Martinista se ramificou e o processo não se interrompeu. Toda controvérsia sobre as Ordens Martinistas e precedentes é incoveniente, exceto se toda ordem qualificada de martinista subscrever os princípios gerais enunciados acima. Entre as ordens martinista, assim como entre os membros de cada ordem martinista, a fraternidade é a regra, e a concorrência não é admissível sob o relação da virtude.
2
Todas as Ordens Martinistas dispensam a mesma iniciação; um membro de qualquer Ordem Martinista pode e deve ser recebido como visitante numa reunião conduzida sob os auspícios de uma outra Ordem Martinista.

[1] Papus. Martinésisme, willermozisme, martinisme et franc-maçonnerie. Paris. Chamuel. 1899.
[2] L’Occultisme, esquisse d’un monde vivant. Saint Jean de la Ruelle. Éditions Chanteloup. 1987.
[3] «É à Martinès de Pasqually que devo a minha entrada nas verdades superiores. É a Jacob Böhme que devo os passos mais importantes que fiz nestas verdades» Portrait, n° 418.
[4] Mt. XXIII, 8.


 Fonte: OMCC

OM Napolitana - Expulsão



ORDINE MARTINISTA NAPOLITANO


 Io sottoscritto Mauro Primavera++haiaiel++ Gran Maestro dell’Ordine Martinista Napolitano(Italia) e della Rosa Croce d’oro italiana,in piena facoltà dei miei poteri,espulgo tutti i membri dellle accademie site in Brasile:

 Accademia "Hahaiel" - 01 - San Paolo responsabile: Fr+ Domênico / +Sitael+)- José   Marcelino Domênico (Grado: S:::I:::L:::I:::)Accademia "Caliel" - 02 - Guarulhos (responsabile: Fr+ Romão / +Lelael+): Renan Romão (Grado S:::I:::L:::I:::) Accademia - 03 - San Paolo (responsabile: Fr+ Laurenti / +Memael+): César Laurenti (S:::I:::L:::I:::)

Ed esorto tutti i fr+ di non usare mai piu tutto il materiale dell’Ordine Martinista Napolitano e di togliere tutti i siti relativi all’ordine Martinista Napolitano ,e mi tolgo da tutte le responsabilità per quello che potrebbe succedere in tal caso non venga eseguito questo ordine,che viene dall’invisibile dai sudetti Eggregori.  

30/03/2010                                                          
                                                                   +haiaiel+