sábado, 8 de maio de 2010

A Ânsia de Resultado



A Ânsia de Resultado se refere a um tipo de impedimento na expressão da Vontade pura.

Referências nos Escritos de Crowley

O termo "ânsia de resultado" primeiramente aparece no Capítulo I do Livro da Lei:
"Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita." (AL I:44)

Em seu "Comentários sobre o Livro da Lei, Crowley discute tipicamente o conceito de “ânsia do resultado” junto com aquele da “finalidade".

Do Antigo Comentário (1913) no AL I:44:
Recomenda-se "não-fixar-se". Os estudantes compreenderão como na meditação a mente que se une à esperança do sucesso está tão amarrada como se estivesse atada a uma ideia de base material. É um vínculo e o objetivo é a liberdade.'"

Recomendo um estudo sério da palavra unassuaged (insatisfeita), a qual parece não muito inteligível. (Magical and Philosophical Commentaries, p.135)'"

Do Novo Comentário (1920) sobre AL I:44:
Este verso é melhor interpretado pela definição de “vontade pura” como a verdadeira expressão da Natureza, o movimento próprio as, ou inerente no, assunto em questão. É artificial termos algum fito em mira. O estudante é referido a Liber LXV, Cap. II, v. 24, e ao Tao Teh King. Isto se torna particularmente impor-tante em graus elevados. A gente não deve praticar Yoga, etc., a fim de conseguir Samadhi, como um garoto da escola ou um caixeiro de venda; mas por amor à coisa, como um artista.


"Desembaraçada" significa "sem seu gume perder fio por causa de", ou "sem ser embotada por". O estudante puro não pensa no resultado do exame.

Liber Cordis Cincti Serpente vel LXV, Capítulo II, v. 24, diz:
"E eu reclinei minha cabeça contra a Cabeça do Cisne, e ri-me, dizendo: Não há alegria inefável neste vôo sem fito? Não há cansaço e impaciência para quem quereria alcançar algum alvo?"

Ainda no mesmo Liber, Capítulo V, v. 51:

"Que o fracasso e dor não desencorajem os adoradores. As fundações da pirâmide foram lavradas na rocha viva antes do pôr-do-sol; chorou o rei na aurora porque a coroa da pirâmide ainda não havia sido lavrada na terra distante?"


Os comentários de Crowley no verso acima leem-se como se segue:


"O Adepto, aproximando seu pensamento ainda mais do Êxtase, ri, tanto de pura alegria quanto porque acha graça na absurda incongruidade de argumentos "razoáveis" dos quais ele está agora livre para sempre; e expressa a sua idéia assim: O livre exercício de nossa faculdades é pura alegria; se eu sentisse necessidade de alcançar algum objetivo, isto resultaria na dor do desejo, na tensão do esforço, e no medo de fracasso."



Em O Livro de Thoth, Crowley relaciona o 10 de paus com a ânsia de resultado:

"O todo da figura sugere opressão e repressão. É crueldade estúpida e obstinada da qual não há fuga. É uma Vontade que nada compreendeu além de seu propósito lânguido, sua "luxúria do resultado" e devorará a si mesma nas conflagrações que evocou"

O Livro de Thoth- O Taro, Aleister Crowley

Fonte: Ocultura

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ORAÇÃO - MAHARIAN






“Não me deixes orar para ser protegido dos perigos,
         Mas ser ousado em enfrentá-los.
Não me deixes suplicar para aquietar a minha dor,
         Mas subjugá-la no coração.
Não me deixes procurar aliados no campo de batalha da Vida,
         Mas encontrá-los na minha própria força.
Não me deixes ansiar angustiado de temor para ser salvo,
         Mas com paciência esperar conquistar minha Libertação.”
                                              
SARVAMANGALAN
(Benção para Todos)
Maharian

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PAZ PROFUNDA



PAZ PROFUNDA

Os buscadores iniciados nos mistérios da Ordem Rosacruz deparam-se, desde o início ou até mesmo antes de adentrarem à Senda Rosacruciana, com a frase: "A Paz Profunda", seja em suas monografias - onde o Mestre da Classe sempre as finaliza com "Com meus melhores de votos de Paz Profunda", seja ao entrar em contato com Frateres e Sorores (irmãos e irmãs) nomundo inteiro. Contudo, Paz Profunda não é apenas uma saudação, uma expressão, (ao menos não deve ser visto apenas como uma), usada por nós - Rosacruzes. 
Cabe ressaltar que a Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) é antes de tudo uma Escola de Luz, na qual os estudantes têm a oportunidade de se libertarem das trevas da ignorância e da superstição, com isso escapando ao jugo dos manipuladores de massas e opressores de todas as formas de expressão voltadas para o bem-estar geral, que se sublima, individualmente, na Paz Profunda, o estado almejado pelos Rosacruzes. 

A Paz Profunda é o estado físico, mental e psíquico absolutamente harmônico, no qual a Lei da Dualidade já não pode se manifestar. Este estado configura o cerne das egrégoras da Ordem Rosacruz e de outras organizações fraternais empenhadas na evolução consciente, na expansão gradativa do poder de compreensão da verdadeira (e oculta) natureza da Luz, pois a Luz não veio das trevas, ela é um atributo do ser, pairando acima do reino da dualidade, longe do bem e do mal.
A Paz Profunda consiste no estado desejado por todos nós - estudantes Rosacruzes, e é a condição em que vivem os Mestres Ascensionados da Ordem Rosacruz Invisível (a Ordem Rosacruz Eterna, invisível - emanada continuamente pela Grande Fraternidade Branca, ligada deretamente à Grande Consciência Cósmica). Além disso, a Paz Profunda é o maior bem que pode ser alcançado por um místico, seja na vida dentro de seu corpo físico, seja na vida fora dele, é uma condição excelsa, um nível de autoconsciência sutil e ao mesmo tempo profundo - que não tem tempo nem espaço - que nele se confundem, criando círculos concêntricos de vibrações que atravessam todas os Planos da existência, acalenta e consola todos os seres, tirando-os - nem que seja momentâneamente - da aflição peculiar à matéria, na qual possam estar penando.

A Paz Profunda é a sensação nítida e inequívoca, a certeza absoluta, de se estar uno com o Todo, e saber que o Todo é uma grande Luz Eterna que não pode ser maculada por nada e que está em nós (no Deus de nosso coração). É um estado de consciência atingido mediante a abertura de portas de percepção para o Nirvana, para a Iluminação. É um nível metafísico de existência no qual, mergulhado por si próprio e imerso na sua própria virtude, em seu sanctum celestiam, o estudante Rosacruz pode, finalmente, assumir a condição de Rosacruz e nela se comprazer. 

Por fim, a Paz Profunda é condição na qual um estudante da Senda Rosacruciana pode assumir sua condição de Rosacruz, na qual os véus dos mistério lhe são levantados. É o extremo oposto à morte, é onde começa a vida em todos os sentidos, emanada em todos os níveis. É a Paz Mental, o estado de iluminação da mente individual na qual ela se une à Grande Cosnciência Cósmica .

Fonte desconhecida, se souber entre em contato

sábado, 10 de abril de 2010

The Rose+Croix of the Orient



A. Identity

Who were the Rosicrucians of the Orient (or Brethren of the Orient or Asiatic Brethren)?
What is their relation (if any) with the Rosicrucians of the 17th century or with the modern rosicrucian orders?
We quote from the introduction of the famous "Sacramentaire du Rose+Croix" (their Theurgy manual published by the late Robert Ambelain, who -- according to an article by Marcel Roggemans -- was the leader of the Order):

E X C E R P T S
from the
I N T R O D U C T I O N
TO THE EDITION OF THE
SACRAMENTARY OF THE ROSE+CROIX
by
Robert Ambelain


Translated from the French by Theodoulos (c) 2001

THE ROSE+CROIX

A. About the Order
The reader that would like to study the history of the rosicrucian movement (the genuine one, of the 17th and 18th centuries, and not some modern american "recostitutions" /1), will be interested in reading the book by Sedir: History and Doctrine of the Rose+Croix. To this we will add the work by Wittemans: History of the Rose+Croix, the small book by Serge Hutin: History of the Rose+Croix, our study: Templars and Rose+Croix. Thus, the not initiated reader will be sufficiently informed about the subject.


/1: Nevertheless, these orders are good schools of occultism, and their members are adequately prepared to enter into the traditionalinitiatic orders. (Note by Ambelain).



Their program can be summarized like this:
treatment of the sick,
anonymous help to individuals, to societies and even states (when their cause was legitimate),
political action aiming at the establishment of a Universal State -- firstly European, then World-wide,
religious action aiming at the re-establishment of a cleansed Cristianity, that would be closer to its source and would abandon the common exoteric imagery,
the Reintrgration of Man anf of the Nature into their primitive state.
This program was entrusted to less mysterious (i.e. less secret) organizations, that were closer to the profane world. Among these movements we will mention Martinism and Free - Masonry. As strange may appear this affirmation of ours, it is a fact that the two branches of Free - Masonry -- the rationalist and the spiritualist -- cooperate for the achievement of the general program of the Rose+Croix, in the political and sociological level. Martinism, on the other hand, is entrusted with a particular task that is more occult and esoteric.
For the realization of their vast plan, that extents in several centuries, the Rose+Croix used all traditional occult knowledge:
Alchemy and Spagyry
Magic
Theurgy
Astrology
-- knowledge both natural and supernatural. Their doctrine combines the Christian Gnosis and the jewish Kabalah. Indeed, they are Christian Kabalists.
Their legendary founder, Christian Rosenkreutz, that allegedly lived in the 13th century in Germany, until now seems to "escape" every serious historic research. As a matter of fact, this name is a hieronyme , a sacred name.
In hebrew, roz (rosah) means "secrets"; rosen signifies "prince", while koroz means "herald". So, this name alludes to Keraziel, the "Herald of God", the Angel of Proclamation in the jewish angelology.
The name Rosenkreutz is German in appearence only; in fact, it is a name of ministry -- a transformation of the hebrew rosah koroz, which means "Herald of Secrets" or "Secret Herald". And this characterises perfectly the ministry or function of the Rose+Croix.
But what is this secret;
This name signifies God Himself in the esoteric scriptures: the Siphra Tzeniutha, the Talmud and the Holy Scripture, and particularly in the Book of Daniel (2.9) where it is stated that "God Himself is His Secret". So, Rosah Koroz is God's Herald, and the vehicle of Angel Keraziel.
We also observe thar Rosen means "Prince", which gives us a very similar signification: "Prince - Herald", Rosen Koroz.
Regarding the "Prince of the Royal Secret" in Free Masonry (Rite of Heredom and Scotish Rite), there is an evident relation with the primitive rosicrucian plan and its political realizations (...).



In the magazine "Initiation et Science" (1963, #57), Gerard Heym speaks about the Order of Asiatic Brothers or Knights of Saint John the Evangelist. This Order was re-organized in 1750 and then again in 1780; its See used to be in the city of Thessaloniki (Greece). This Order is none other than the Rosicrucian Brethren of the Orient.
Dr. Encausse (Papus) had received a lineage of them by a member of the Supreme Council of the Martinist Order, who himself had received a lineage in the city of Cairo (Egypt), before 1914. Inside Martinism of that era, no one else had such a lineage, not even Teder (Papus' successor).
We may state that the continent of Asia is completely irrelevant to this Order of esoteric chivalry. Actually, the letters ASIE reveal a quality; they constitute an abreviation or a seal. In fact, the Candidate -- on entering the Order -- received the ordination of Eques A Sancti Ioannis Evangelista (the initials are: EASIE).
(...)



B. Origins
In "Le Sanctuaire de Memphis" ("The Sanctuary of Memphis", published in 1849), Jacques - Etienne Marconis de Negre states the following, regarding the origin of this order.
(This is obviously the masonic tradition regarging the origin of the Rosicrucians of the Orient...).

E X C E R P T S
from
The Sanctuary of Memphis
by
Jacques - Etienne Marconis de Negre


Translated from the French by Theodoulos (c) 2001

... the Brethren of the Orient, whose founder was an Egyptian wise man, named Ormus, that had been converted to Christianity by Saint Marc. Ormus purified the doctrine of the Egyptians with the teachings of Christian religion.
Meanwhile, the Essenians and other Jews had founded an School of the Solomonic Science; this School was united to the one by Ormus.

Untill 1118, Ormus' disciples were the only depositories of the ancient Wisdom of Egypt (purified by Christianity), as well as of the Templar Science. These were known as Knights of Palestine or Rosicrucian Brethren of the Orient, that the (Masonic) Rite of Memphis regards as its immediate founders.
In 1150, eighty-one of them arrived at Sweden, having Garimont as their leader, and presented themselves to the archbishop of Upsala, to whom they bequeathed the heritage of Masonic knowledge. These eighty-one Masons established Free-Masonry in Europe.

After the death of Jacques de Molay, the Scottish Templars, apostats at the king's (Robert Bruce's) instigation, gathered under the standards of a new Order that this prince had instituted. The receptions in this Order were based in those of the Order of the Temple. Here is the origin of the Scottish Masoic Rite -- and of the other Masonic Rites as well.

The Scottish Templars were excommunicated by Larmenius in 1324.
This date agrees with the one given by Br. Chereau, regarding the separation of the Masons of Edimbourg with the Masons of Memphis: 1322, which is two years earlier.
The Masons of Memphis rested faithful to the ancient traditions; the others founded a new Rite, called Rite of Heredom de Kilwinning or of Scotland.
Thus, from the late 14th century, two Rites exist: the Rite of Memphis or of the Orient and the Scottish one. Both continue to attract followers all over Europe.
(...)
However, this is not the only tradition regarding the origins of the Order.
Mark Stavish, in his book "Kabbalah and the Hermetic Tradition", writes:
Claiming connection with an ancient Order of a 'Rosicrucian character', dating back to 1643, and having Heinrich Khunrath, Alexander Sethon, Sendivogius, and Boehme among its ranks, the Society of Unknown Philosophers also linked itself to "Les Freres d' Orient" created in Constantinople in 1090. The teachings of this society were conveyed from teacher to disciple and their principle unifying form was the distinction of receiving "The Initiation" which gave them the right to be known as "Unknown Superiors" or "Superieurs Inconnus" or S.I. as it is written.


C. The Doctrine
According to R. Ambelain, the Doctrine of the Brethren of the Orient can be summarised in six points:

Points taken from the
I N T R O D U C T I O N of the
SACRAMENTARY OF THE ROSE+CROIX
by Robert Ambelain
1. Creation
God is Eternal, Infinite and Absolute, without any need; being Perfect, He is also infinitely Benign and Wise, as well as Almighty.
2. The preexistence of the Souls
3. The Temptation and the Original Sin
4. Redemption of Man
5. Redemption of Nature
6. The Apocatastasis or Final Reintegration

Fonte clique Aqui
Imagem: Nicolas Roerich

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Song for the Funeral... (MM)






funeraldirge
I.
“Solemn strikes the funeral chime,
Notes of our departing time;
As we journey here below,
Through a pilgrimage of woe!”
p. 118

II.
“Mortals, now indulge a tear,
For Mortality is here:
See how wide her trophies wave
O’er the slumbers of the grave!

III.
“Here another guest we bring.
Seraphs of celestial wing,
To our funeral altar come:
Waft this friend and brother home.

IV.
“Lord of all! below–above–
Fill our hearts with truth and love;
When dissolves our earthly tie,
Take us to thy Lodge on High.”

O PANTÁCULO




A Cabala fonética que autoriza a mudar as vogais permitia ocultar aos olhos do profano a verdadeira natureza dos símbolos dos iniciados.

Também, numerosos Martinistas, para despistar curiosos, empregavam freqüentemente em seus escritos o termo "pentáculo" com um "e” no lugar de "a". Podemos observar que estas duas ortografias implicam compreensões muito diferentes, a primeira está muito distante do significado profundo de nosso símbolo.

Sem dúvida é a uma ortografia diferente que convém relacionar a palavra "Pantáculo" que se escreve com "a". Neste caso provém do grego "Panta", que significa "o todo". Segundo o Martinista Adolphe Desbarolles, "Pantáculo" provém de "Pantaculum", que significa "o que contém todas as coisas”.


Segundo Papus, o Pantáculo é um esquema do todo e resume em um único símbolo um número de conhecimentos relacionados com as leis e princípios que regem o universo. Para Stanislas de Guaita, um Pantáculo é o resumo hieroglífico de toda uma doutrina. Não encontraremos esta palavra nos dicionários comuns, já que se trata de neologismo próprio da Tradição Martinista.


- AMORC-GLP

terça-feira, 30 de março de 2010

A CONCENTRAÇÃO SEM ESFORÇO



Por: Tácitus
“Aprendei primeiro a concentração sem esforço; transformai o trabalho em jogo; fazei com que o jugo que aceitastes seja suave e que o fardo que carregais seja leve”.
A concentração sem esforço é a capacidade de concentrar num ponto mínimo o máximo de força. A arte da concentração. Só é possível ao preço e com a condição da tranqüilidade e do silêncio do automatismo do intelecto e da imaginação. A concentração é o silêncio voluntário do automatismo intelectual e imaginário.
A verdadeira concentração é ato livre na luz e na paz e pressupõe vontade desinteressada e desapegada. Porque o fator determinante e decisivo da concentração é o estado da vontade. Suprimir as oscilações da substância mental.
A lemniscata é o símbolo não só do infinito, mas também do ritmo, da respiração e da circulação, ela é o símbolo do ritmo eterno ou da eternidade do ritmo.
Já bebestes do silêncio alguma vez? Se sim, sabereis o que é a concentração sem esforço. Porque a zona de silencio, não significa só que a alma, no fundo, está em paz, mas também e mais ainda que ela está em contato com o céu ou com o mundo espiritual, que trabalha com ela. Porque o silêncio é o sinal do contato real com o mundo espiritual, é esse o fundamento de toda mística, de toda gnose, de toda magia e de todo esoterismo pratico em geral.
Quem quiser praticar alguma formula do esoterismo autêntico – seja a mística, seja a gnose, seja a magia – deve ser mago, concentrado sem esforço, movendo-se com despreocupação como se estivesse brincando e agindo com calma perfeita. “Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.
Mago é o arcano da genialidade intelectual e cordial, é o arcano do ato puro da inteligência. Uma inteligência esclarecida pelo estudo, uma audácia que nada faz parar, uma vontade que nada quebra e uma discrição que nada pode corromper ou embebedar.
Conhecimento de si mesmo, criação de si mesmo. Aleph é o princípio ativo de todas as coisas. O Mago OUSA.
O MAGO é o criador de si mesmo, do seu microcosmo, é o Aleph, a ciência o verbo em ação. O mago para criar a si mesmo precisa tomar ciência de sua natureza, CONSCIENCIA. Isso requer que tenha concentração em si. Deve ousar querer conhecer a si próprio pela sua vontade colocando-a em ação. Consciência de si é conhecer sua missão e com sua imaginação atingir sua meta. Aceitar o que lhe deve e fazer o melhor possível. Concentrar sem esforço é fazer aquilo que esta a sua frente.

Algumas palavras chaves: "Decifra-me ou devoro-te" - Natureza humana - Equilíbrio, conduta impecável. Domínio da vontade sobre os 4 elementos. Trabalho de si sobre os 4 elementos e os 4 temperamentos.

Conhecer através da concentração sem esforço em si próprio, sua natureza, dominar em si os 4 elementos e conquistar o 5º. Equilibrar através de uma conduta impecável. O domínio de si, da natureza trina do homem sob os 4 elementos que sucede na INICIAÇÃO. 3+4 = 7 "O Carro". Em suma o processo de transformação.
Por: Bhogan - http://rosacruzes.blogspot.com

.·.

sexta-feira, 26 de março de 2010

FRANCISCO VALDOMIRO LORENZ




Neste artigo vamos homenagear nosso Venerável e saudoso Irmão Francisco Valdomiro Lorenz. Nascido na Boêmia, província da Tchecoslováquia, o seu nome original era Frantisek Vladimir Lorec. Ainda jovem revelara-se um fenômeno das línguas e do Esperanto. Seu primeiro livro foi publicado em 1890, na Boêmia, em esperanto, quando tinha apenas 18 anos de idade.


Após emigrar para o Brasil aportuguesou o seu nome, e fixou residencia em Dom Feliciano, na época, distrito de Encruzilhada do Sul, Estado do Rio Grande do Sul.


Entretanto a fim de trazer a luz quem foi o nosso caro Francisco Valdomiro Lorenz, decidimos rememorar suas próprias palavras, com seus ensinamentos repletos da mais pura espiritualidade:


“O Espiritualista crê na Grande União que existe entre o Visível ou Manifestado e o Invisível, ou Imanifesto. ...O Visível ou Fenomenal é a consequência do Invisível ou Ideal. Assim como o arquiteto, antes de construir uma casa, forma primeiro na sua mente a imagem, o projeto, a planta dessa futura casa, tudo o que existe materialmente é o resultado da Idéia ou do Ideal, que é mental.” Fragmento extraído do artigo, “Que é o Espiritualismo?”, revista “O Pensamento” 1935.


A seguir transcrevemos um texto publicado no editorial da revista “O Pensamento” de 1957 por ocasião de sua morte:


"No dia 24 de maio deste ano(1957), faleceu em Porto Alegre o nosso dileto Francisco Valdomiro Lorenz.


Consternados pelo desaparecimento do venerável irmão, que sempre honrou as páginas da nossa revista com sua constante e valiosa colaboração, resta-nos, contudo a íntima satisfação de sabe-lo livre dos entraves da matéria, para ainda mais progredir nos planos invisíveis.


Verdadeiro apostolo do Esoterismo, desde a fundação do Círculo Esotérico, o culto e incansável Valdomiro Lorenz, nomeado Delegado Geral do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento no estado do Rio Grande do Sul, pelo saudoso patrono A. O. Rodrigues, jamais mediu esforços e sacrifícios para bem alto colocar os princípios da nossa doutrina.


Todos os filiados do Círculo Esotérico, desde o manuseio e o estudo da nossa série de Instruções foram guiados pelas sábias lições desse grande corifeu, através dos velhos “Diálogos Iniciáticos”, que sempre fizeram parte integral dos ensinamentos de nossa Ordem.


Figura de considerável relevo dentro do Esoterismo, doutor em Cabala, notável filólogo, fez parte de várias sociedades ocultas da Europa e da América, entre as quais o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (GIDEE), em cujo setor disseminou a mancheias, como entre nós, os frutos do seu saber.


Escritor de vastos recursos legou-nos inúmeras obras entre as quais destacamos: O Filho de Zanoni – Diálogos Iniciáticos – Contos e Apólogos – Noções Elementares de Cabala – Receituário dos Melhores Remédios Caseiros – Homeopatia Doméstica Brasileira – Elementos de Quiromancia – A Sorte Revelada pelo Horóscopo Cabalístico – No Jardim da Alma – Pequeno Consultório Hermético – Moisés e Siphorah – Estenografia Ideal – Krishna, o Salvador da Índia – Chamas de Ódio e a Luz do Puro Amor – Iniciação Linguística etc.


Poliglota, revela-se admirável em sua obra Iniciação Linguística, verdadeiro trabalho de erudição e paciência, onde vamos encontrar, entre outras jóias do seu saber, o versículo 16 do 3º Capítulo do Evangelho de São João, traduzido em 70 idiomas!


Em todas as suas obras, Valdomiro Lorenz sempre se destacou pela propriedade do seu estilo, simplicidade e a beleza dos seus conceitos. É por isso que esta Revista e o Almanaque muito lhe devem pelo prestígio conquistado, tendo este nosso anuário se enriquecido com sua colaboração, nas seções de Agricultura e Pecuária, Astrologia etc.


Pensador honrado, culto e ilustre dedicou a sua pena à mais ampla difusão dos nossos princípios, batalhando pelo progresso do Círculo Esotérico, que ele tanto amou. Por isso, mais do que um apóstolo, foi um verdadeiro mestre do ideal esoterista, ao qual se consagrou de corpo e alma, até os últimos instantes de sua fecunda e laboriosa peregrinação terrestre. Suas conferências e seus ensinamentos ungidos do mais profundo sentimento de fraternidade humana jamais desaparecerão da nossa lembrança.


Por paradoxal que pareça, jamais trocou um aperto de mão com A. O. Rodrigues, o fundador da nossa Ordem. Correspondências epistolares constituíram o elo de ligação entre os dois predestinados, que jamais se conheceram pessoalmente. Todavia, sempre se uniram espiritualmente como, sem duvida, estão agora, mais do que nunca.


Notável astrólogo, em uma carta particular dirigida a A. O. Rodrigues, revelara-lhe notáveis predições sobre o destino de nossa Ordem, inclusive o desenlace do patrono-fundador, o que ocorreu com precisão matemática.


Admirado querido e respeitado por todos os esoteristas, foi o seu nome declinado com profundo carinho e simpatia na Sessão branca realizada em sua homenagem no salão nobre da nossa ordem, na noite de 3 de junho de 1975, onde o Sr. Gervásio de Figueiredo, Presidente do Supremo Conselho, perante a numerosa assistência que ali acorreu, expôs os traços biográficos do ilustre extinto, realçando a sua longa, sincera e fecunda atuação no seio da nossa Ordem.


Nascido a 24 de dezembro de 1872, Valdomiro Lorenz desencarnou com 85 anos de idade, tendo se filiado ao Círculo Esotérico aos 7 de maio de 1910, isto é, 10 meses e 10 dias após a fundação do mesmo.


Saudosos, porém, serenos e conformados, em consonância com os nossos princípios, aqui expressamos os nossos mais ardentes votos para que seu espírito, agora mais liberto, ingresse gloriosamente nos planos superiores, onde colherá os frutos da sua dignificante jornada neste planeta e continuará a iluminar as mentes dos que lutam pelo progresso e o adiantamento moral da humanidade.” Extraído da revista “O Pensamento” de Junho de 1957.


Terminamos esta breve homenagem transcrevendo mais algumas palavras de Francisco Valdomiro Lorenz em um ensinamento de importância capital para todos os que buscam o caminho do espírito:


““O domínio de si em relação ao mental é o domínio sobre os pensamentos. Na mente sem controle, os pensamentos vem e vão, inquietando o homem. É difícil dominar a mente, porque, como diz Arjuna, no “Bhagavad Gita”(parte VI, versículos 33 e 34): “a mente e o coração são instáveis, inquietos, turbulentos, vacilantes, obstinados e insubmissos a vontade; parece que dominar o coração ou a mente em suas inclinações é tão difícil, como reter o próprio vento”. Krishna, porém, responde: “Tens razão, dizendo que é difícil dominar a mente, porque é instável e inclina-se ora a um, ora a outro objeto; entretanto, quem fortaleceu a sua vontade por meio de exercícios e disciplina, pode ser senhor do seu coração, senhor de sua mente."


Estes exercícios são os de concentração e meditação. Por meio deles, vence-se a insubmissão mental, e o discípulo não pensa o que lhe vem a mente, mas aquilo que ele quer.” Fragmento extraído do artigo, “O Caminho à Liberdade Espiritual”, revista “O Pensamento” Maio de 1935.



Fonte: clique aqui


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ESTRELA SETENÁRIA



Início da Via Interior...

quinta-feira, 25 de março de 2010

POESIA: EU SOU


Por Leonardo Dias, FRC


Eu Sou e por isso cogito
estar onde preciso
ou onde for improvável
por isso mesmo ágil:
decisões por segundo
muitas vezes profundo
raras vezes raso
Sei que eu uso o faro
e a visão, e o instinto
vivo tudo o que sinto
e quero tanto o que vivo
que a resposta de aonde vou
é a mesma de quem Eu Sou:
para onde vou e seja quem for
Cogito.

Por isso não me perco
nem me acho
me encaixo onde mereço
no tanto que me meço
no limite do compasso

De aço?
De coração também padeço
Mas estamos num vácuo
Com essa força toda da mente
a vagar soltos no espaço.

Quem não se sente
capaz de ir além
imaginando o que Pode Ser?

Eu Sou
é reto decidir
e reto merecer.


.·.

Twitter



Caros Irmãos.

Seguindo as diversas sugestões recebidas, incluímos aqui o endereço do nosso Twitter para que todos que desejam, nos sigam:

http://twitter.com/rosacruzes_

Poderão perceber que o lay-out dele é o mesmo que o usado no Blog Rosacruzes, assim evitando possíveis confusões.

Fraternalmente,

Blog Rosacruzes

.·.

O COMPROMISSO MARTINISTA





Pelo Irmão Santi-Ebar S.·.I·.·

Somos integralmente energia, pois no universo tudo é energia de atração ou de repulsão. Em nós, são os nossos desejos que determinam a polaridade dessa energia. Se gostamos, é de atração e nos impulsiona para unir-nos ao que desejamos. Se não desejamos, essa força é de repulsão que nos afasta do indesejado.


Vejamos o que nos diz Jacob Boheme no Terceiro Texto do Misterium Pansophicum, escrito em 8 de maio de 1620 (Jacob Boheme - Revelação do Grande Mistério Divino - Polar Editorial &Comercial - pg. 85) "Portanto, posto que a Vontade eterna é livre e não pode ser aprisionada pela atração, mas a atração não pode estar livre da Vontade, porque a Vontade governa a atração, reconhecemos a Vontade como uma onipotência eterna, pois nada há que se equipare a ela, enquanto a atração é, na verdade, um movimento atrativo ou um desejo, mas sem inteligência: tem vida, mas sem conhecimento.


Então a Vontade governa a vida da atração e faz o que quiser com ela. E quando a Verdade faz algo, isso não é conhecido até que se manifeste através da atração e se torne uma essência na vida da Vontade. Só então o que a Vontade fez é conhecido."Só agimos quando temos o desejo de fazê-lo.


É esse desejo que nos liga as pessoas e nos faz assumir compromissos com elas. Esses compromissos são ligações provocadas por mútuos interesses ou desejos. Temos também os compromissos que assumimos com nós mesmos. Os compromissos, não os compulsórios por legislação social, somente são assumidos por vontade própria.


Mas são compromissos e devem ser cumpridos. Lembremos das Alianças que o homem já fez com o Criador e as conseqüências que sofreu por não cumpri-las. A inadimplência não nos conduz ao crescimento. A sensação de impunidade também nos leva a quebra dos compromissos.

Os compromissos não devem ser negligenciados. Se negligenciamos, a energia de atração (nosso desejo) vai reduzindo-se e torna-se de repulsão, nos afastando do caminho já desejado e comprometido. A negligência nos induz a repulsão. Se, por negligência, faltarmos hoje ao nosso compromisso, amanhã somos induzidos a nova falta, e a mais outras, assim sucessivamente até que a total inversão da polaridade, gere a repulsão que nos leva ao desinteresse e a busca da crítica para fundamentar a desculpa da inadimplência. A inadimplência e negligência não são virtudes, portanto não são ferramentas do místico.


No começo de cada ano, todo Martinista, se assim o desejar, deve assumir o compromisso com sua Ordem, com seus Irmãos e consigo mesmo, de estudar, pesquisar, ensinar para manter viva a tradição e oferecer aos novos irmãos de sua senda a oportunidade que teve e, mais que isso, estar atento ao compromisso consigo mesmo, de praticar o Martinismo, pois a humanidade espera que ele cumpra com a sua parte na senda da reintegração à origem divina

Fonte: Hermanubis Martinista
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SANCTUM DE H.S.L.

Sanctum utilizado por Harvey Spencer Lewis, F.R.C.

Este era o Sanctum utilizado pelo Imperator, lembra muito um altar oriental porém a parte central é muito similar a que usamos hoje em dia.

ESPELHO NEGRO

Este é um método usado para adivinhação e visualização por meio deobservação de um espelho, feito com uma chapa de vidro comum, com um doslados pintado de preto.Outros métodos podem ser usados para este fim, tal como bolas de cristal, crânio esculpido em cristal, copos cheios de água, tijela de água coloridacom tinta, cinzas, fumaça, névoa flutuante sobre água, etc.Este do espelho negro costuma ser um dos preferidos, pois envolve material de baixo custo para a confecção, pode ser feito em qualquer lugar, ofereceuma tela escura boa para visualização e costuma dar bons resultados.


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sábado, 20 de março de 2010

O SIMBOLISMO DAS VELAS UTILIZADAS NO RITO ADONHIRAMITA









Ao falarmos em vela, o nosso consciente mentaliza a sua principal função: a               chama, a luminosidade que dela se origina.
Mas o que é Luz, numa linguagem esotérica, ou mística ou cabalística?
A luz é vista geralmente como uma metáfora para a SABEDORIA. E a CHAMA é uma mensagem de luz – símbolo universal de claridade, visão, conhecimento e Verdade.

A vela produz luz, consumindo-se, nesse simbolismo está o maçom. A vela representa o princípio vital; pois o fogo e a luz são elementos indispensáveis á vida.
Acesas dentro do Templo homenageiam o GADU:.
Acende-se a vela com o “acendedor próprio” usando o fogo de uma fonte, cuja luz é alimentada por óleo sagrado.

Não é permitido o sopro para apagar a vela, porque Deus, o GADU, quando moldou o homem, deu-lhe a vida por meio do sopro. O sopro é a vida e não a destruição. Não se pode apagar a vida da vela, senão tirando-lhe o oxigênio que a alimenta, utilizando-se para isso o “apagador” instrumento constituído de uma haste e um bocal invertido que é colocado sobre a chama. Os verbos “acender” e “apagar” não seriam os mais adequados nas cerimônias em que as velas estão presentes. Deveríamos usar “revigoramento” e “adormecimento” da Chama Sagrada, porque o Fogo simboliza o GADU, que a CABALA denomina Ein Sof (que não teve começo nem terá fim – a Eternidade – ou Or Em Sof (Luz Eterna)

Mas qual a finalidade de acendermos velas em pleno Templo, já que temos farta luz elétrica? (aqui entra a explicação cabalística)
A relação entre o CORPO, A ALMA e o ESPÍRITO.

A alma no corpo é semelhante a chama no pavio.
A cera (ou óleo) é semelhante ao corpo (matéria)
A chama consome a cera, sem se desgastar. O corpo é consumido pela vida, não a Alma.

A vela (o corpo, a cera) tem forma, porém, a chama não tem um formato que possa chamar de seu. O corpo tem forma definida, ao passo que a Alma é disforme.

A chama é dirigida e movida pelo vento. Vento em hebraico é a mesma palavra que Espírito “RUACH”, que dirige e move a Alma.
O tamanho da chama não é determinado pelo tamanho da vela, ou seja, o “tamanho” da Alma não é determinado pelo tamanho do corpo. Uma pessoa com um corpo pequeno não necessariamente possui uma Alma “pequena”.

Embora a vela tenha muitas características ou uso possíveis,tais como, selar, lubrificar, seu propósito básico é iluminar. O mesmo se aplica ao corpo.
Embora tenha muitas funções, sua tarefa essencial, é abrigar a Alma para trazer luz ao mundo. (segundo a CABALÁ. Foi por isso que DEUS fez o homem. Para ser o seu sócio. Onde houvesse trevas, caos, ignorância, o homem deveria levar a luz, a espiritualidade, a compreensão, o amor, (e esta a missão do maçom).

Não importa a cor e o formato da vela, a cor d a chama não muda.
Não importa a cor e o tamanho do corpo, a cor da Alma não é afetada.

A porção mais quente da chama é a parte superior. A alma é o aspecto superior do homem.

Pode-se acender milhares de velas a parte superior. A alma é o aspecto superior do homem.
Pode-se acender milhares de velas a partir de uma única vela, sem que ela perca nenhuma parte de sua luz original. Na verdade, cercada por outra velas acesa, ela mostra mais luz. A alma também pode acender outras Almas, tornando-se conscientes do objetivo da vida, e então se torna ainda mais iluminada, porque foi fundamental na missão de espalhar a LUZ.
É mais fácil reascender um pavio, do que acendê-lo na primeira vez. Uma Alma que já soube, mas se desviou, aquela que esqueceu é mais fácil reascender, de relembrar, de voltar, do que aquela que jamais soube.
Depois que a chama consumiu toda vela, ela deve desaparecer. Assim é com a Alma. Depois que os seus desejos estiverem no corpo durante o seu tempo de vida, o corpo é consumido, e então a Alma também deve partir.
A chama sempre se eleva, indo em direção ao céu. A alma também se esforça para se elevar, para lembrar sua verdadeira identidade.

Outro tópico sobre a LUZ como metáfora para “SABEDORIA”, os nossos sábios nos ensinam que a ordem declarada para toda a criação foi “YEHI OHR” numa tradução simples do hebraico diz: “ QUE HAJA LUZ” Em vez disso declara “DEVERIA SE TORNAR LUZ”. Todos os problemas do mundo se originam quando a Luz é retirada. Nosso trabalho é corrigir isso. Onde quer que encontremos Luz, devemos rasgar seus invólucros (as Sefirot), para expô-la a todos, deixando-a brilhar até os recessos mais escuros da Terra, especialmente a luz que você mesmo encerra. A luz foi ocultada porém sua Fonte não. A fonte de Luz está em toda parte.
Quando você chega a um lugar, que parece fora do âmbito DIVINO, grosseiro demais para a LUZ entrar e você deseja fugir, saiba que não há lugar fora do GADU, e rejubile-se em sua tarefa de revelá-lo ali naquele local.

Lembre-se então que seu lugar verdadeiro é um lugar de LUZ. Mesmo que você encontre em meio as trevas e sofrimento, deve lembrar que este não é o seu lar. O seu ser essencial está num vínculo indestrutível com a FONTE DE LUZ DO GADU:.

Lutamos para nos libertar de nosso “pavio” (o corpo que nos ancora à realidade física e nos macula com necessidades e desejos físicos) analogia ao desbaste da Pedra Bruta.

Tentamos nos elevar, ansiando para transcender o físico, o humano, o específico e nos fundirmos com o universal e com o Divino (os passos que damos do Ocidente ao Oriente) Ao mesmo tempo apegamo-nos ao corpo, ao pedaço de matéria que nos mantém como participantes dinâmicos e produtivos no mundo de Deus.

É este o perpétuo sobe e desce, essa incessante vacilação entre o ser e o não ser que chamamos vida.

E esta eterna tensão entre o nosso desejo de escapar do físico e o nosso compromisso de habitá-lo, refiná-lo e santificá-lo, que faz d e nós seres espirituais.

Por representar OR EM SOF (LUZ ETERNA), ao terminar a Sessão, a CHAMA SAGRADA e ESPIRITUAL, continua acesa no coração dos Irmãos que assistiram ao TRABALHO

Mas o trabalho mais sutil de todos é executado no puro silêncio, escutando apenas o som das chamas queimando as velas.

Na próxima vez em que você notar num momento passageiro de tranqüilidade no qual você não tenha pensamentos, desejos ou sentimentos, não o considere um momento de distração. Sua consciência deslizou entre as fissuras do corpos físico, igual as chamas das velas, que deslizam no físico, emocional, mental e causal. No silêncio profundo, retornamos à causa última, ao Ser puro. Alí você se vê frente a frente com o útero da criação, a fonte de tudo que existiu, existe ou existirá, que é simplesmente você.

Uma citação de um Capelão Rosa Cruz da AMORC, em Loja, aplica-se como uma luva para o caso.

Ao mesmo tempo em que recebe a vela da "Columba", declama, verbis:

“Para o SER nunca houve começo pois o NADA não pode dar origem a alguma coisa.
Tudo era trevas antes de surgir a LUZ mas a LUZ não veio das trevas, pois as trevas é a ausência da LUZ.
O ser em seus eternos esforços para existir evoluiu, inúmeras vezes tornando-se as suas formas e complexa a sua natureza, da complexidade do ser veio a LUZ, expressando assim a sua própria natureza.

Que assim seja.

Fonte do Blog Rosacruzes aqui

quarta-feira, 17 de março de 2010

A ORDEM DOS ARQUITECTOS AFRICANOS E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO NO ILUMINISMO EUROPEU



Por: Jorge de Matos - Upasika
Introdução

O séc. XVIII europeu foi o grande palco cronológico da transição histórico-civilizacional da Europa Moderna para a Idade Contemporânea. Enquanto charneira geradora da actualidade, implementou o Liberalismo político, definiu a economia de mercado, subverteu a sociedade feudal, extinguiu o monopólio religioso e restruturou a cultura científica.

Assim, justamente no âmbito temático da História cultural e mental, a Europa setecentista assiste à emergência sociológica do Iluminismo, enquanto fenómeno de acessibilização generalizante da Ciência racionalista e do seu inerente enciclopedismo empírico-tecnológico.

Paralelamente, o panorama hermético europeu torna-se exteriormente acessível com a especulativização maçónica e a diversificação litúrgica e conceptual das sociedades iniciáticas.

Neste sentido contextual, a presente comunicação pretende enunciar o contributo específico de um Rito maçónico setecentista pouco investigado e documentado – a Ordem dos Arquitectos Africanos – para a divulgação preservante da Ciência Hermética, nomeadamente da operatividade alquímica laboratorial, na conjuntura da cultura iluminista.

Aproveitamos ainda a oportunidade de agradecer reconhecidamente ao Dr. José Manuel Anes o convite para participar neste II Colóquio Internacional “Discursos e Práticas Alquímicas” e à Drª Maria Estela Guedes, do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa, a solicitação para apresentar esta mesma intervenção temática específica.

1. O Iluminismo setecentista: Ciência e Hermetismo

Enquanto marco pontifical entre a modernidade e a contemporaneidade da civilização humana ocidental, o séc. XVIII é o “das Luzes”, na sábia acepção expressiva da Aufklärung germânica. Radicando de facto no final do século anterior na Alemanha e Inglaterra, o Iluminismo setecentista postula uma integral substituição transmutante e vitoriosa de todas as superstruturas conceptuais até aí vigentes por outras novas e totalmente opostas.

Alicerçado essencialmente na pioneiríssima omnipotência racionalista humana, o Iluminismo concebe a Razão como Deusa de Luz face à Fé, que ilumina toda e qualquer tenebrosa credulidade vinculada à Tradição escolástica medieval, substituindo a ignorância e a miséria pela ilustração e pelo progresso, bem como a caridade devota cristã pela filantropia humanitária deísta ou agnóstica.

Aos dogmas normativos e autoritários do Direito divino e das classes desiguais contrapõem-se as leis equilibradas e abrangentes do Direito natural e das sociedades igualitárias (por evolução ou revolução), além de promover o empirismo racional e antropocêntrico face ao tradicionalismo teológico e teocêntrico, gerando o Liberalismo enciclopedista face ao Absolutismo imobilista (passando pelo incontornável “Despotismo esclarecido”).

Sendo o Homem intimado sem recurso a “Sapere audere” ou “ousar Saber”, isto é, desbravar as até aí intransponíveis fronteiras metodológicas e epistemológicas do Conhecimento científico, ele vê-se vinculado à obrigatória necessidade de abandonar o seu comodismo existencialista em função de um pioneirismo incógnito que transcende toda a sua cosmovisão instituída – como na acepção subversiva da “Weltschaung” alemã – e que apaixona o investigador pelo seu entusiasmo incentivante, virtualmente ilimitado da pesquisa.

Esta estrutural alteração substituinte de eixo de percepção gera necessariamente a inevitável auto-responsabilização científica da Humanidade ocidental então cristalizada na letargia cognitiva vigente. Assim, face aos mesmos cenários, as ferramentas do património oneroso do Passado analítico-dedutivo e da lógica abstracta da Matemática ou da Metafísica são preteridas pelo livre arbítrio aliviante do Presente sintético-dedutivo e da lógica factual da Biologia ou da Física 1.

De igual modo, o Iluminismo sócio-político e científico-cultural afecta igualmente a Filosofia Hermética e as sociedades iniciáticas, tal como a religiosidade instituída e a devoção popular. O séc XVIII é o dos filósofos e cientistas, também como dos teósofos, destacando-se, desde o anterior, a mística do sapateiro alemão Jakob Böhme e do clarividente sueco Emmanuel Swedenborg, projectada na teurgia do cristão-novo francês Martinez de Pasqually e do seu discípulo Louis Claude de Saint-Martin 2.

Abordando o Esoterismo a face interna da Cosmovisão da Filisofia, a hierarquização dos planos invisíveis da Realidade manifesta nos cenários factuais da Natureza, o Iluminismo teosófico e iniciático, reivindicante do contacto com as entidades intermediárias, procurava pontificar entre a Tradição e a Actualidade, elucidando o carácter espiritual da nóvel investigação científica dos fenómenos universais.

As sociedades iniciáticas que se exteriorizaram progressivamente no séc. XVIII – como a Maçonaria e a Rosa+Cruz – reflectem em Inglaterra, França ou Alemanha toda esta situação, aproximando e distinguindo a Alquimia da Química na divulgação explicitante daquela, acessibilizando assim os seus discursos práticos face à sociedade profana da sua época, enquanto proposta de Via iniciática complementar ao Racionalismo empírico emergente.

Subsequentemente à ruptura artificial entre a Magia e a Física com o astrónomo italiano Galileu Galilei em 1602, ao divórcio entre o Ocultismo e o Racionalismo em 1623 com o Padre Mersene (que anuncia o advento histórico do filósofo francês René Descartes e insulta o alquimista inglês Robert Fludd na sua obra Questiones in Genesim), a distinção entre previsão estatística e predição vaticinante em 1656 com o cálculo de probabilidades do matemático holandês Christian Huygens, e a separação entre a Astrologia e a Astronomia com a admissão exclusiva desta na Academia das Ciências de França recém-criada pelo Primeiro Ministro Jean Baptiste Colbert, o cientista francês F. Geoffroy afirma em 1722 a impossibilidade científica (hoje ultrapassada) de transmutação, separando a Química e a Alquimia.

Refere ele na sua obra Artifícios concernentes à Pedra Filosofal que “A Arte jamais fez uma geração de algum dos metais imperfeitos que, segundo os alquimistas, são do ouro que a Natureza falhou, nem mesmo sequer fez um seixo. Conforme indica, a Natureza reserva para si todas as produções”. Ignorava assim ele a ambivalência científica e hermética (quando não alquímica) dos paladinos iluministas Isaac Newton e Emmanuel Swedenborg, entre outros.

2. O Rito dos Arquitectos Africanos: Maçonaria e Alquimia

Sendo o séc. XVIII a grande época de diversificação externa paulatina das correntes iniciáticas da Europa contemporânea, é também o palco específico da especulativização teórica e conceptual da Maçonaria operativa e corporativa de raiz medieval.

Neste âmbito particular, verifica-se uma estruturação progressiva dos seus símbolos e mitos temático-civilizacionais por sistemas litúrgicos diversos, hierarquizados em etapas faseadas de sucessivo aprofundamento espiritual: referimo-nos aos Ritos maçónicos de altos graus ou superiores aos três simbólicos universais de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

É neste contexto de multiplicação ritualística que devemos distinguir o sector do Escocismo (referente à mítica génese escocesa medieval da Maçonaria operativa, relacionada com a eventual sobrevivência críptica da Ordem do Templo, já canonicamente extinta em França) e o da Tradição Egípcia (reminiscente na primitiva Tradição documental da Maçonaria operativa, apesar de apenas estruturado durante o séc. XVIII, particularmente com o magistério enigmático do Conde de Cagliostro, Grande Copta do Rito da Alta Maçonaria Egípcia, e a emergência dos Ritos de Mênfis e Misraim).

Assim, face ao surgimento dos mais diversos Ritos de génese “escocesa”, vão igualmente florescendo os Ritos Egípcios, de essência mais hermética que o cariz mais social e simbólico daqueles (sendo por isso geralmente ainda hoje por eles ostracizados e desvalorizados).

Um destes casos exemplificativos e emblemáticos, anteriores ao magistério de Cagliostro, é justamente o Rito dos “Arquitectos Africanos” (isto é, “Egípcios”, na acepção iluminista), fundado em Berlim c. 1767 por Karl Friedrich von Köppen (1734-1797), oficial do exército prussiano que, tal como outros sistemas homólogos minoritários e selectivos, arriscou o eventual e consequente desaparecimento histórico posterior com a sua sigilosa confidencialidade documental 3. 

Juntamente com J. W. B. von Hymnen, von Köppen publica em 1770 o tratado litúrgico germânico Crata Repoa, que pretende reproduzir as antigas iniciações maçónico-sacerdotais dos Mistérios Egípcios, realizadas no interior da Pirâmide de Quéops, na necrópole real de Gizé. Esta obra obtém uma rápida e expansiva popularidade literária na intelectualidade maçónica europeia e posteriormente também norte-americana, sendo largamente traduzida em francês e inglês desde 1821 (por Jean-Marie Ragon e Antoine Bailleul), discriminando com grande pormenor cenográfico os rituais dos diversos graus e os respectivos segredos e fórmulas de reconhecimento entre os membros.

O Rei Frederico II o Grande da Prússia, protector nacional da Maçonaria e figura mítica de fundação litúrgica, terá apoiado a criação deste Rito, o qual se ocupava eminentemente de investigação académico-pedagógica esotérica, histórica e científica. Neste sentido, o monarca patrocinara mesmo a edificação na Silésia de uma magnífica sede arquitectónica do Grande Capítulo, contendo uma riquíssima biblioteca, um Museu de História Natural e um laboratório químico e alquímico, além de premiar ainda anualmente com uma medalha de ouro conferida numa assembleia magna o melhor ensaio científico-literário concorrente sobre a génese da Ordem.

Professando uma doutrina eminentemente cristã, hermética e alquímica, este Regime ou sistema filosófico-ritualístico compunha-se de cinco altos graus: Discípulo, Arquitecto ou Aprendiz dos Segredos Egípcios; Iniciado dos Mistérios Egeicos; Irmão Cosmopolita, Amigo da Verdade ou Mestre dos Segredos Egípcios; Filósofo Cristão; Tribuno ou Cavaleiro do Perfeito ou Eterno Silêncio (além das três eventuais dignidades honoríficas de Escudeiro, Soldado e Cavaleiro da Ordem, apenas conferidas por excepcional prestação de serviços) – envoltos em alguma nebulosa confusão quanto às respectivas fontes documentais.

Reunindo-se as suas assembleias litúrgicas em capítulos e decorrendo os rituais em latim, a Ordem era governada por um Grande Capítulo constituído de 12 dignitários supremos e um Grão-Mestre geral. Tratando-se, contudo, de um Rito marcadamente elitista e impopular, quanto à elevada exigência da sua filiação académica, justifica-se a sua escassa duração apenas até ao início do séc. XIX e parca expansão na Alemanha (onde expirou entre 1786 e 1806) e França 4 – por falecimento dos seus patronos ou eventual ingresso dos seus mentores noutros Ritos ou Obediências, ou ainda realizando os seus objectivos herméticos fora de qualquer enquadramento maçónico.

Assim, o Rito fora efectivamente introduzido em França pelo empresário itinerante estrasburguês Johann Friedrich Kuhn, maçom da Estrita Observância Templária do Barão Karl von Hund, Réau+Croix do Templo teúrgico-martinezista de Bordéus da Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos Sacerdotes do Universo e membro da Loja parisiense “Os Amigos Reunidos” do Rito egípcio dos Filaletos, encontrando-se ainda em contacto com a maioria dos maçons ocultistas franceses e alemães da sua época.

Graças a Kuhn, o seu funcionamento francês verificava-se através de uma Loja parisiense inicial e da sua sucessora “Estrela Flamejante dos Três Lizes” de Bordéus, fundada em 1773 e posteriormente absorvida pelo Grande Oriente de França em 1875 5, participando ainda alguns dos seus membros na fundação consequente de outros posteriores Ritos maçónicos herméticos, como o dos Filaletos, igualmente egípcio 6.

Conclusão

Sinteticamente e conforme verificámos ao longo desta comunicação, o Iluminismo é um movimento cultural e filosófico de profundos contrastes dinâmicos. Na sua transição entre a Modernidade e a Contemporaneidade, não só opera o conflito secularizante entre uma estagnação confessional e um progressismo laico, mas também a ponte epistemológica entre a Ciência racional e a Tradição iniciática.

Apesar da já mencionada escassez de suportes informativos, é possível evidenciar a clara inserção do caso da Ordem dos Arquitectos Africanos aqui em estudo no contexto pioneiro transdisciplinar da Cultura iluminista científico-hermética. A sua idiossincrasia estrutural, litúrgica e doutrinal reflecte a pluralidade esotérica ocidental da época.

Por outro lado, este Rito constitui uma emanação do Hermetismo egípcio, emergente e patente na sua identidade ritualística e simbólica, de onde se destaca de imediato a operatividade alquímica num enquadramento académico-científico não meramente racionalista. Tal facto constata-se pela sua inerente confidencialidade documental e por um explícito elitismo demográfico de cooptação selectiva.

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Notas:
1 Ver Manuel Antunes, “Iluminismo”, in Verbo – Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Editorial Verbo, Lisboa, 1992, vol. 10, cols. 920-929.

2. Ver Pierre Riffard, O Esoterismo, Mandarim, São Paulo, 1996, pp. 621, 647. 

3 Ver René Le Forestier, La Franc-Maçonnerie templière et occultiste aux XVIIIe et XIXe siècles, Aubier Montaigne / Nauwalaerts, Paris / Bruxelles, 1970, p. 528;
Jean-Marie Ragon, Orthodoxie maçonnique, suivie de la Maçonnerie occulte, Dentu, Paris, 1853, pp. 239-242;
François-Timoléon Bègue [Clavel], Histoire Pittoresque de la Franc-Maçonnerie, Pagnerre, Paris, 1843, p. 190;
Karl R. H. Frick, Licht und Finsternis (Gnostich-theosophische und freimaurerisch-okkulte Geheimgesellschaften bis an die Wende zum 20. Jahrhundert), Akad. Druck-und-Verlagsanstalt, Graz, 1978, vol. II, pp. 135-221;
August Wolfstieg, Bibliographie der Freimaurerischen Literatur, Georg Olms Verlagsbuchhandlung, Hildesheim, 1912, vol. II, pp. 970-971;
Gerard Galtier, Maçonnerie Égyptienne, Rose+Croix et Néo-Chevalerie – Les Fils de Cagliostro, La Pierre Philosophale / Éditions du Rocher – Jean-Paul Bertrand Éditeur, s. l., 1989, pp. 36-39;
Henry Wilson Coil, Coil’s Masonic Encyclopedia, Macoy Publishing & Masonic Supply Company Incorporated, New York, 1961, p. 531.

4 Ver René Le Forestier, op. cit., pp. 206, 528, 913, 914, 922;
Johel Coutoura, La Franc-Maçonnerie à Bordeaux (XVIIIe – XIXe siècles), Jeanne Laffitte, Marseille, 1978, pp. 71-72;
Anónimo, “Documents inédits réunis par Jean Guiraud et mis au jour par Robert Amadou”, in Renaissance Traditionnelle, Paris, nº 62-63, avril-juillet 1985, p. 105;
Michel Moreneau, Les secrets hermetiques de la Franc-Maçonnerie, Axis Mundi, Paris, 1989, pp. 27-32.

5 Ver Essai de repertoire des loges maçonniques françaises, Publications de la Commission d’Histoire du Grand Orient de France, Paris, 1966.

6 Ver Gerard Galtier, op. cit., pp. 30-35.

Irmão Sémelas, o revelador dos “Irmãos do Oriente” - Parte I

" A lenda da existência dos Irmãos do Oriente foi divulgada por um S::: I::: de boa fé, de nome Dupré, que a conhecia por meio de uma tradição verbal de outro S::: I::: de origem grega chamada Sémelas. Porém de onde Sémelas extraiu estas informações, desconhecemos." Ir.'. R.A.



Dimitri Platón Sémelas




Conhecido como o fundador da "Ordem da Liz e da Águia", representante da Ordem Martinista no Egito, membro dos "Irmãos do Oriente" (Frérés d'Orient) do qual foi tido como porta-voz junto com Papus.

Nascido no Egito em 1883, Dimitri Platón Sémelas conclui seus estudos de medicina na Universidade de Atenas, começando a praticar ocultismo, sob a orientação de um Irmão cujo nome permanece desconhecido. Retornando ao Egito, Sémelas se casou e teve um filho chamado Platón. Em 1909, no Cairo, conhece um casal, Eugéne Dupré que era funcionário francês a serviço do governo do Egito e sua esposa Marie Dupré. Os três fundaram em 1914 a curiosa “Ordem do Lírio e da Águia”.

Sémelas e o Martinismo no Egito

A partir de 1911, algumas cartas foram trocadas entre o Ir.’. Papus (Dr. Gerard encausse) e o Ir.’. Sémelas.

Em 10 de janeiro de 1911, foi apresentado ao Ir.’. Papus uma petição de admissão à “Ordem Martinista” à Sémelas, que foi entregue e recomendada pelo Ir.’. Edward Troula.

Em 12 de janeiro, o próprio Ir.’. Sémelas formulou sua petição em uma carta ao Ir.’. Papus que, em 20 de janeiro, foi contestada por seu secretário redirecionando-a ao Ir.’. Verzato, que na época era delegado da Loja Mãe Hermes, e delegado da Ordem Martinista no Egito. Sua inciação somente serviu de entrada na Ordem, pois em 17 de junho de 1911, o Ir.’. Sémelas estava feliz em anunciar ao Ir.’. Papus que ele era um Livre Iniciador.

Alguns meses mais tarde, em novembro de 1911, quando o Ir.’. Georges Lagréze, Inspetor Principal da Ordem Martinista, chega ao Cairo, onde Sémelas presidia a Loja “Templo Essênio”. O Ir.’. Lagréze, que havia obtido o endereço do Irmão Sémelas através do Ir.’. Papus, e assim que o encontrou, e durante alguns meses depois, trabalharam juntos na propagação do Martinismo no Egito, depois de haver retirado o Ir.’. Verzato dos trabalhos martinistas, já que este foi julgado desonesto.

Em 30 de janeiro de 1912, foi o Ir.’. Lagréze quem apresentou ao Ir.’. Papus uma nova petição de admissão do Ir.’. Sémelas, mas desta vez, ele pedia admissão à Ordem Kabalística da Rosa+Cruz. Na petição questionava: “ Quais os pré-requisitos necessários a admissão” e a resposta do Ir.’. Papus veio em uma curta nota: “ São necessários, ao menos, 5 anos de Martinismo. Existem condições especiais.”

Agora, passado o tempo mínimo, Ir.’. Sémelas estava apto e o Ir.’. Lagréze prossegue em sua indicação: “o Ir.’. Sémelas prossegue em suas conferências e atualmente aborda especialmente a parte elemental do astral. E envia ao Ir.’. Papus os exemplares contendo os textos. Seguramente este Ir.’. sería um excelente membro da Ordem kabalística – disse também que conhece a constituição e regulamentos da Ordem. Este Ir.’. “viajou” astralmente muito à Paris e assistiu a diferentes reuniões das Lojas Martinistas das quais ofereceu interessantes e detalhadas descrições.”

Traduzido pelo Irmão AEL S:::I:::

continua...

segunda-feira, 15 de março de 2010

BLOG *ROSACRUZES - Generalidades


O Blog *ROSACRUZES criado no ano de 2007 e ativo desde então, algumas vezes mais participativo, outras mais silêncioso, é de cunho totalmente ESOTÉRICO e OCULTISTA. Entendemos que as demais áreas de estudo como a política, poesia, humor, tecnologia, cinema, piadas e demais assuntos, dignos de terem seus seguidores e estudantes. Assim jamais iremos misturar tais assuntos neste espaço, por julgar fora do nosso FOCO e não virar uma salada sem direção alguma.

Porém este espaço foi criado como FOCO somente na filosofia oculta, com o objetivo de disseminar superficialmente e ajudar buscadores em suas pesquisas místicas, podendo ou não auxiliar na busca iniciática de cada um em achar seu caminho, por isso propagamos várias filosofias sem indicar ou se prender a alguma em específico, consideramos que para cada Ser, há sua escola e cabe a esse escolher em seus discernimento e coração, qual será.

Seguimos a máxima de L.C. de Saint-Martin: "Permanecemos ocultos para que nossas obras sejam duradouras e perenes". Assim evitamos com isso de enaltecer qualquer pessoa que nos ajude a publicar nossos artigos. Qualquer buscador sério na Iniciação Real, sabe das armadilhas que o EGO pode armar e o perigo de estar a mercê de um EGO em sua auto-glorificação, mostrando nomes, títulos, siglas, filiações, iniciações, estrelas e tudo mais que não passa de uma ilusão, uma roupagem existente unicamente para enganar a prórpia mente de um buscador ainda não lapidado. A única Iniciaçao Real e Verdadeira, é a interior, qualquer outra coisa além disso, é puramente ilusão, roupagem.

Saciando a curiosidade de espíritos curiosos, postamos abaixo alguns dados frequentemente questionados:

Nome: Blog ROSACRUZES
Data de criação: Ago-2007
Owner (inativo): Tácito Guimarães - Albi - França , 63 anos, aposentado.
Total de editores: 10 (porém recebemos vários artigos de nossos leitores e ajudantes).
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Visita/mês (média): 6.000/mês
Lido por 49 países em 27 línguas diferentes, sendo a Espanha, Portugal e EUA com maior número de visitas após o Brasil.

Seria desnecessário publicar tais informações, visto que não temos ligações com qualquer entidade POLÍTICA, ONG, Industria, comércio, propaganda, academia de letras e demais instituições sociais. Assim não temos fins lucrativos, não fazemos pedidos de doações, não negociamos espaços, nem divulgações do gênero. Por tal motivo não indicamos Blogs que se enquadrem naquele perfil POLÍTICO e GENERALISTA por julgar apenas fugir de nosso FOCO e ESCOPO nada mais. Também não podemos nos responsabilizar por web sites, grupos e pessoas que deliberadamente apontam para nosso blog, nenhuma está autorizada a falar em nosso nome a não ser o indicado em nosso e-mail de contato.

Isso explica também porque não publicamos todos os artigos que recebemos, já que muitos fogem da característica do Blog *Rosacruzes, todos previamente filtrados e verificados, muitos descartados. Pedimos que não nos enviem propagandas, correntes, ou pedidos de filiações (sic!).Não respondemos por qualquer ordem listada em nosso blog, nem pelo conteúdo dos posts publicados, sendo todos de responsabilidade ÚNICA  de seus autores, devidamente creditado em cada publicação.

Qualquer coisa realmente autêntica é originária UNICAMENTE do Supremo Arquiteto dos Mundos, Deus, ou a entidade Criadora suprema, não importa seu nome, sendo as demais coisas espalhadas pelo universo, apenas seu reflexo. Evitamos com isso cair na desgraça de acharmos donos de algo, escravos do EGO. Aqui portanto, tentamos despretensiosamente, refletir um milionésimo de Sua sabedoria oculta, ou ao menos indicar um possivel caminho a ela. 

Desejamos após os devidos esclarecimentos, boa leitura aos nossos visitantes.

Fraternalmente,
Blog *Rosacruzes.