quarta-feira, 15 de outubro de 2014

MENSAGEM: "INIMIGOS OCULTOS"



Inimigos Ocultos

Sofre de reumatismo
Quem percorre os caminhos tortuosos;
Quem se destina aos escombros da tristeza;
Quem vive tropeçando no egoísmo.

Sofre de artrite
Quem jamais abre mão;
Quem sempre aponta os defeitos dos outros;
Quem nunca oferece uma rosa.

Sofre de bursite
Quem não oferta seu ombro amigo;
Quem retesa, permanentemente, os músculos.
Quem cuida, excessivamente, das questões alheias.

Sofre da coluna
Quem nunca se curva diante da vida;
Quem carrega o mundo nas costas;
Quem não anda com retidão.

Sofre dos rins
Quem tem medo de enfrentar problemas;
Quem não filtra seus ideais;
Quem não separa o joio do trigo.

Sofre de gastrite
Quem vive de paixões avassaladoras;
Quem costuma agir na emoção;
Quem reage somente com impulsos;
Quem sempre chora o leite derramado.

Sofre de prisão de ventre
Quem aprisiona seus sentidos;
Quem detém suas mágoas;
Quem endurece em demasia.

Sofre dos pulmões
Quem se intoxica de raiva e de ódio;
Quem sufoca, permanentemente, os outros;
Quem não respira aliviado pelo dever cumprido;
Quem não muda de ares;
Quem não expele os maus fluidos.

Sofre do coração
Quem guarda ressentimentos;
Quem vive do passado;
Quem não segue as batidas do tempo;
Quem não se ama e, portanto,
não tem coração para amar alguém.

Sofre da garganta
Quem fala mal dos outros;
Quem vocifera;
Quem não solta o verbo
Quem repudia;
Quem omite;
Quem usa sua espada afiada para ferir outrem;
Quem subjuga;
Quem reclama o tempo todo;
Quem não fala com Deus.

Sofre do ouvido
Quem prejulga os atos dos outros;
Quem não se escuta;
Quem costuma escutar a conversa dos outros.

Sofre dos olhos
Quem não se enxerga;
Quem distorce os fatos;
Quem não amplia sua visão;
Quem vê tudo em duplo sentido;
Quem não quer ver.

Sofre de distúrbios da mente
Quem mente para si mesmo;
Quem não tem o mínimo de lucidez;
Quem preza a inconsciência;
Quem menospreza a intuição;
Quem não vigia seus pensamentos;
Quem embota seu canal com a Criação;
Quem não se volta para o Universo;
Quem vive no mundo da lua;
Quem não pensa na vida;
Quem vive sonhando;
Quem se ilude;
Quem alimenta a ilusão dos outros;
Quem mascara a realidade;
Quem não areja a cabeça;
Quem tem cabeça de vento.

Causa e efeito. Ação e reação.
Tudo está intrinsecamente ligado.
Tudo se conecta o tempo todo.

E assim, sucessivamente,
passam os anos sem que o ser humano
conheça a si mesmo.

Somos, certamente,
o maior amor das nossas vidas!

Assim como o nosso maior inimigo
é aquele que está oculto e que habita,
inexoravelmente,
no interior de nós mesmos.

* Mauricio Santini *

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

domingo, 12 de outubro de 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ELIAS ARTISTA

Elias Artista - William Blake

"ELIAS ARTISTA"

“Elias Artista é infalível, imortal, além disso, inacessível, às imperfeições, como às impurezas e aos ridículos dos homens de carne que se oferecem a manifestá-lo. Espírito de luz e de progresso, ele se encarna nos seres de boa vontade que o evocam. Se eles tropeçam no caminho, eis que o artista Elias não esta mais neles.

“Fazer mentir o verbo superior é coisa impossível, ainda que se possa men...tir em seu nome. Pois cedo ou tarde ele encontra um órgão digno de si (nem que seja por um minuto), uma boca fiel e leal (nem que seja pelo tempo de pronunciar uma palavra).

“Por esse órgão de sua escolha ou por essa boca de coincidência _ que importa? _ sua voz se faz ouvir, potente e vibrante dessa autoridade serena e decisiva que empresta ao verbo humano a inspiração do Alto.  Assim, são desmentidos na terra aqueles que sua justiça condenou no abstrato.

“Guardemo-nos de falsear o espírito tradicional da Ordem; reprovados no alto na mesma hora, cedo ou tarde seríamos negados aqui em baixo pelo misterioso demiurgo que a ordem saúda pelo nome: Elias Artista.

“Ele não é a Luz; mas, como João Batista, sua missão é a de dar o testemunho da Luz da glória, que deve se irradiar de um novo céu sobre uma terra rejuvenescida. Que ele se manifesta pelos Conselhos fortes e que ele derruba à pirâmide das santas tradições desfiguradas pelas heterogêneas camadas de detritos e de remendos que vinte séculos tem acumulado sobre ela! E que enfim, os caminhos estando por ele abertos para o advento do Cristo glorioso, - sua obra estando concluída - desaparecerá na névoa maior o precursor dos tempos vindouros, a expressão humana do santo Paracelso, o “deimon” da ciência e da liberdade, da sabedoria e da justiça integrais: Elias Artista”

Mais Sobre ELIAS ARTISTA: ELIAS ARTISTA - Compilação pelo Ir. Tácitus


.·.

domingo, 5 de outubro de 2014

PHILIPPE DE LYON e seus próximos



Da esquerda para a direita: 
Papus, Marc Haven, Philippe, Sédir e Rosabis

domingo, 28 de setembro de 2014

O MUNDO SECRETO



O MUNDO SECRETO 
PARTE 1 - Para uma compreensão do mundo das sociedades secretas
Por Remi Boyer

A sociedade secreta constitui um fenômeno universal. Presente desde a antigüidade, manifestando-se em todos os domínios da vida, quer seja a esfera política, a esfera econômica, a esfera militar, científica, religiosa, artística, notadamente  literária,  ou  nesta  que  nos  concerne  a  esfera  da  Tradição  e  do Ocultismo(1).  No domínio político  por  exemplo,  muitos  dos  movimentos políticos  internacionais  são  nascidos  nas  ante-salas  onde  alguns  obscuros desconhecidos se reúnem para mudar o mundo. No domínio artístico, certos círculos surrealistas funcionaram como sociedades secretas.   A sociedade secreta empresta formas múltiplas, mais ou menos adaptadas aos tempos e aos espaços em que estão inseridas. Das crianças aos velhos, todos os elementos de nossas sociedades fizeram, ou ainda farão uso de uma sociedade secreta.

A sociedade secreta constitui o vetor habitual de manifestação do mundo do ocultismo, da Tradição, da Iniciação.  Este mundo se interpenetra com todos os registros de expressões da natureza humana. O sublime costeia
o  medíocre,  o  vulgar  costeia  a  beleza,  o  horror,  a  verdade,  a mentira,  o conhecimento, em um paradoxo vivo que permite a emergência do Ser.

O Divino eleva-se mesmo no meio do vício. A fascinação do humano pelo secreto, sua tendência natural à auto-alucinação e ao maravilhoso recobriram a noção de sociedade secreta (SS) de um verniz de superstição e de  crenças que tornam sua  compreensão difícil. Nossa  época  moderna,  pela multiplicidade  de  SS  de pretensão  iniciática,  cujo  exame  demonstra  não serem,  nem secretas,  nem  iniciáticas,  gerou  uma  confusão  sem  precedentes sobre  o  cenário  já  obscuro  do  ocultismo  e  atraiu  a  atenção, entre  outros  de pesquisadores  tradicionais  ou  universitários  (2), do grande público e dos jornalistas, como dos serviços governamentais da maior parte dos estados (3).

Tentaremos aqui fornecer alguns elementos de discriminação as numerosas pessoas que  se  interessam  pelo  ocultismo,  tradições, ou  mais freqüentemente  pelas  SS,  afim  de  colocarem-se  em condição  de  passar  da confusão ao discernimento. A confusão permanecerá malgrado tudo, no geral e no particular, neste   domínio,   porque   sem   dúvida   é   ela   indispensável   para dissimular algumas SS de características verdadeiramente iniciática e desqualificar  a  massa  dos  curiosos  ou  dos desequilibrados que são atraídos por  este  tema.  Citemos Lança del  Vasto  que descreveu  perfeitamente  a situação no prefácio do livro de Louis Cattiaux :“Le Message Retrouvé” (A Mensagem reencontrada):

“A conjuração dos imbecis, dos charlatões, e dos Sábios foi perfeitamente bem sucedida. Esta conjuração teria como objetivo de esconder a verdade. Uns e outros serviram esta grande causa cada um segundo seus meios;  os  imbecis  por  meio  da  ignorância,  os  charlatões  por  meio  da mentira, os Sábios por meio do segredo.”
Nossa intenção é de fornecer àquele que procura não a felicidade, mas a  libertação,  o  despertar,  alguns  índices  suficientes  para detectar  as  pistas autênticas como as vias sem procedência, e tirar proveito dos erros que não deixará de cometer, como todos os questores autênticos fizeram antes dele.

Ensaio de definição da sociedade secreta
Não será possível fornecer uma definição precisa e satisfatória de sociedade secreta. Diremos simplesmente que a sociedade secreta, no domínio tradicional, se caracteriza,  não  pelo  segredo, não pelo caráter  fechado ou  clandestino,  mas  pelo  rito. Entendemos por rito, a existência  de  um corpo doutrinal e de uma praxes iniciática. Esta não implica necessariamente de práticas rituais como temos, por exemplo, nas sociedades maçônicas, cavalheiresca, rosacrucianas.

Conhecidas, sobretudo pela presença de uma técnica do despertar, de libertação,  precisa  e  verificável,  veiculada  no  geral  por  um corpus doutrinal  exprimido  em  um  modelo  de  mundo  particular no centro de origem da sociedade ( Hermetismo, Martinismo, budismo, shivanismo).

Semelhante definição restritiva, mas consoante com a Tradição, eliminaria a quase totalidade das autodenominadas sociedades secretas desconhecidas, por sinal, muito conhecidas.

Examinaremos, portanto o conjunto destas que são geralmente recobertas pela expressão “sociedade secretas”, à saber, toda organização que se apresenta como espiritual, esotérica, ocultistas, tradicional,  iniciática,  ou toda outra qualificação análoga.

Iniciação e sociedades secretas

Todas as sociedades secretas tradicionais se pretendem iniciáticas. Bem poucas  as são,  a  maior  parte  entre  elas  assumem outras funções que não a iniciática, funções que apresentaremos posteriormente.  A noção geral de iniciação envolve de fato vários níveis de lógicas, onde algumas não tratam de Iniciação em seu sentido  esotérico.  

Neste último  sentido,  a Iniciação  é uma questão  técnica.  Trata-se da conquista de estados de seres  não  humanos, ou mais  que humanos  (4),  ativando  de  fato  e  em  realidades  estes  centros, chamados estrelas em certas escolas, rodas em outras, e mais freqüentemente de chacras, antes de proceder à uma série de separações (do corpo saturnino do  corpo  lunar,  depois  do  corpo mercurial,  até  o  corpo  solar  segundo  o hermetismo) para a constituição final do corpo de glória (ou corpo crístico ou corpo arco-do-céu,  etc...),  atividade  colocada  em  obra  e  desenvolvida por técnicas precisas, freqüentemente perigosas, de chamada de si, de alta magia, de alquimia interna, técnicas de acesso ao Ser ou Absoluto.

Aqui, a definição, ainda conforme a tradição é restritiva. Rejeitaremos a  conhecida  crença  segundo  a  qual  a  “vida  é iniciação”.  Isto  é  sem dúvida verdade,  mas  necessitaria  tratar-se  de  uma  vida  totalmente  consciente  e unificada. Sobretudo, este é um dos argumentos colocados antes por aqueles, muito numerosos,  que  inventam  todo  logro  nos  autodenominados sistemas iniciáticos com cadeias sucessórias remontando à antigüidade. Em um sentido mais largo e, entretanto mais aceitável iniciação é a ciência da mudança.

A verdadeira mudança, isto é a passagem de um nível lógico à um nível imediatamente superior comporta uma mutação, um salto, uma descontinuidade ou  transformação, do  mais  alto interesse  teórico,  e da  mais alta importância prática, porque permite deixar um mundo reconhecido como sombra,  para  entrar em  um  outro,  mais  “real”,  mesmo  que  ele  não  seja  a “Realidade”.

Os níveis lógicos devem ser reconhecidos e rigorosamente separados se desejamos   evitar   a   confusão   e   usar   do   paradoxo   para   mais   tempo   de compreensão. Heráclito já havia ressaltado “a estranha interdependência dos contrários” que chamava de enantiodromia.

Quanto mais uma posição é extrema, mas é provável uma enantiodromia, uma  conversão  em  seu  contrário.  A  história  das sociedades secretas é rica em comportamentos enantiodrômicos . De fato, na ausência da técnica real de iniciação, o indivíduo fica na impossibilidade de se elevar ao nível  lógico  (ou  a-lógico) superior,  passa a  oposição  de  sua  posição  inicial. Ocorre que passar de um sistema à seu oposto não é uma mudança.

Isto ilustra, teoricamente,  o  mito  ocidental  segundo  a qual, o iniciado deve se  colocar  para além das  duas colunas opostas, situadas  na entrada do santuário. Resulta disto que o iniciado que deve passar de um mundo “A” à um  mundo  “B”,  imediatamente superior,  somente  saberia  encontrar  aquilo que  produz a passagem no mundo “A” ele -mesmo, daí a necessidade de uma ingerência do sistema “B”  no sistema “A”. Motivo, igualmente, da importância  do  discernimento,  na  verdade  da  sagacidade,  no candidato  à iniciação.

Esta noção de ingerência se exprime perfeitamente nas estruturas piramidais das SS, e na articulação natural que existe entre os três grandes tipos funcionais de SS.

...continua

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MAESTRIA Via @AMORCglpOficial


Via @AMORCglpOficial
www.amorc.org.br

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O DEUS DO NOSSO CORAÇÃO



O DEUS DO NOSSO CORAÇÃO 
Robert E. Daniels, FRC 

Há uma Divindade em nosso interior, todavia a maioria das pessoas ainda pensa no Criador de todas as coisas como um Ser externo ou uma energia externa no Universo. È verdade que Deus, o Princípio criador da vida e de  todas as coisas, está presente em todas as partes  de  Sua  Criação,  porém,  nossa percepção  de Deus  é  uma experiência  interior provocada por uma elevação de consciência. É comum a idéia de que a compreensão da natureza de Deus pode ser adquirida pelo estudo.  Contudo,  uma  profunda experiência interior  de  Deus  só  pode  ser  alcançada vivendo-se a experiência mística de uma busca pessoal e íntima de Deus e do significado da vida. 

Se estamos em busca de Deus, devemos ter a firme convicção da existência de um Supremo  Ser  Espiritual   e  assumir  a  missão  de viver de  modo  a  nos  tornar  dignos  de merecer  esse  privilégio. Podemos  iniciar  nossas  atividades  diárias  com  uma  pequena meditação  e  um  agradecimento  pelo  que  já  recebemos  e  pelas oportunidades  que  nos estejam reservadas. Fazendo isso proporcionamos os  meios para que o nosso Eu Interior se manifeste um pouco mais em nossa personalidade. 

As práticas místicas proporcionam uma maior harmonização do homem para com o Deus  no  interior  de  si  mesmo,  fazendo  a perfeição  da  alma  humana,  reflexo  da  Alma Divina, brilhar através do corpo material e irradiar sua luz para todos em volta. 

Fonte: AMORC-GLP

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CORAÇÃO E MENTE


"...em seu próprio interior, no âmago do seu próprio ser, em sua mente e em seu coração, está o potencial infinito e maravilhoso para a vida melhor que você deseja...".

RC

DEFEITOS


CASA SANCTI SPIRITUS - ROSACRUZ ÁUREA


Quando Christian Rosenkreuz começou com seu trabalho a construção da 'Casa Sancti Spiritus', era sua intenção derrubar a prisão astral na qual a humanidade se encontra cativa - uma prisão que mantém as muralhas da esfera refletora cada vez mais espessas - e em seu lugar estabelecer um estado astral totalmente diferente, de modo que o homem, se assim o desejar, pudesse sempre encontrar aí um refúgio e um local de trabalho.

(Jan van Rijckenborgh)

SACRUM SILENCIUM



Fonte: AMORC-GLP

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Rosacruz Áurea Sul do Brasil: CONVITE



Rosacruz Áurea Sul do Brasil
Convite aos amigos, simpatizantes e alunos da Rosacruz Áurea

Palestra em Curitiba - PR

Tema: Retorno ao Microcosmo Original
Domingo 24 de agosto de 2014, às 16h
Local: Hotel Nacional Inn
Rua Lourenço Pinto, 458, Centro - Curitiba-PR
Próximo ao Shopping Estação

ENTRADA FRANCA - NÃO É NECESSÁRIO INSCRIÇÃO.

INFORMAÇÕES: curitiba@rosagruzaurea.org.br

Seu objetivo é: Orientar a nossa alma a mudança fundamental, para a grandiosa finalidade de sua existência, e mediante o renascimento, restabelecer o seu estado veicular original.

IMORTAL


Ser homem não traz ser imortal: Torna possível sê-lo. Mas para ser imortal é preciso viver entregue ao que tenha em si a imortalidade. (...)

Ser mortal é pertencer à vida, que é das coisas que mudam; ao espaço, que é de seres que se transformam; ao tempo, que é de momentos que passam. Para ser imortal, pertencer a onde não haja vidas, nem tempo, nem espaços. Para ser imortal é preciso pertencer a mais do que a vida.

A vida é a morte vivida, vida vivida só a imortalidade.

(Fernando Pessoa, "Moral, Regras de Vida, Condições de Iniciação")

QUAL O PROPÓSITO DA VIDA?




QUAL O PROPÓSITO DA VIDA? 
Hugh James O´Neill, FRC 

Os ser humano encontra-se nesta vida para que possa aprender, por meio de erros e tribulações, a superar e  controlar  esses imprevistos  materiais  bem  como  fazer  evoluir  os aspectos inferiores  do  seu caráter, como  o  ódio,  a  avidez, o ciúme, a intolerância,  a desconfiança,  a  falsidade  etc.  Além  disso,  é essencial  que  o homem  descubra  os  seus próprios poderes criadores, a sua natureza divina e incorruptível. 

Para uma evolução completa e alcançar a verdadeira paz profunda, o homem precisa dominar três mundos: o material, o intelectual e o espiritual. 

A conquista do mundo material se faz pela obtenção do sucesso no trabalho e pela satisfação das necessidades do corpo. Conquistamos o  mundo  intelectual  pelo  maior conhecimento que possamos adquirir sobre a vida e seus múltiplos aspectos cultural, social, político etc. E, finalmente, dominamos o mundo espiritual entregando-nos a uma atividade mística  ou  espiritual  que  possa nos  libertar  de  todos  os  dogmas e promover  nossa harmonização completa com o Plano Divino e com o próprio Deus, sem intermediários, no silêncio e introspecção. 

Os Rosacruzes há séculos vêm promovendo essa evolução do ser humano, uma vez que sua Fraternidade é uma Escola de mentes livres e investigadoras, provenientes de todas as raças e credos, objetivando a conquista de si e do mundo. 

Serviço: Ordem Rosacruz, AMORC: Rua Nicarágua, 2620 - 82515-260 – Curitiba – PR. Tel:(41)3351-3000 www.amorc.org.br/ E-mail: rosacruz@amorc.org.br 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

MORTE OU TRANSIÇÃO?



MORTE OU TRANSIÇÃO? 
 Cris R. Warken, F.R.C 

A humanidade, geralmente, considera a morte como o fim absoluto de tudo e, portanto, com desespero e tristeza. A morte é definida como total cessação de todas as funções vitais. Esta definição, contudo, refere-se apenas ao aspecto puramente físico da vida. 

Há outros planos de vida ou existência e cada um deles tem seu modo próprio de consciência. Cada um de nós deve evoluir e desabrochar para maior captação e compreensão dos inúmeros e aparentes segredos da natureza. 

O amor universal de Deus e do homem é uma função espiritual, embora só possa ser compreendida mentalmente. Deus é amor e bondade. E Ele não pode ser o criador da vida e depois destruí-la. A vida é eterna. Esta vida é uma escola de experiências, com muitas oportunidades para aprender e progredir. E quando estamos preparados, passamos para uma fase mais avançada de existência. 

Os místicos, em especial os Rosacruzes, chamam de “transição” esta passagem de um lugar ou condição para outro, com a cessação das funções vitais do corpo. À vida segue a vida. 

Serviço: Ordem Rosacruz, AMORC: Rua Nicarágua, 2620 - 82515-260 – Curitiba –PR. Tel:(41)3351-3000 - Internet: www.amorc.org.br / E-mail: rosacruz@amorc.org.br 

sábado, 31 de maio de 2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

MATRIX - Uma Análise Teosófica


MATRIX - Análise do filme

Esse filme é o que se pode chamar de uma revelação, no sentido de re-velar, ou seja velar de novo, apresentando antigos ensinamentos numa linguagem nova, utilizando para isso, com uma certa mistificação, o elemento tecnológico do mundo moderno, a Internet.

Dessa forma, através de uma nova contextualização, o filme resgata para nossa civilização, de uma forma alegorizada, verdades universais contidas no Tao Te King; Bhagavad-Gita, em todos os Vedas, enfim, verdades que de outro modo se perderão, se não encontrarmos uma linguagem que nos permita comunica-las às novas gerações.

Nele fica nítido que um dos arquétipos do herói mitológico, muito utilizado na época do Jesus bíblico, geralmente associado a determinados imperadores, heróis, ou semideuses, permeia toda a trama, no caso em questão, o arquétipo utilizado é o do messias, ou ungido, que podemos resumir da seguinte forma: Um redentor esperado, de nascimento virginal, a traição por parte de um de seus companheiros, a luta contra as forças do mal, a morte e a ressurreição, e finalmente a ascensão aos céus.

O Filme, analisado hoje, começa com Trinity, a iniciadora em conexão com o mundo real através de uma linha telefônica, no Heart O' The City Hotel. Essa linha do ponto de vista simbólico, eqüivale a vibração do Anahata, ou Chacra Cardíaco, que permite-nos, uma vez ativado, sintonizar nossa consciência com nosso átomo primordial. No atual estado evolutivo da humanidade, esse chacra só pode ser dinamizada pelo elemento feminino.

O número que vemos em exposição na tela do console manipulado pelo personagem Trinity, é 506, equivale ao Arcano 11, (5+0+6= 11), ou seja a lâmina da força. Nesta lâmina do Taro, vemos uma mulher abrindo com as mãos nuas, a boca de um leão No filme, Trinity representa a Shakti, a força que penetrando no Chacra cardíaco do iniciado, promove a consciência.

O ser que está na Senda Iniciática, representado pelo personagem principal, utiliza um pseudônimo, o equivalente ao nome secreto empregado em algumas escolas. Neo, lido anagramaticamente, eqüivale a Noé, One (um), ou Eon, que em grego significa ciclo, era ou período, simbolizando a ligação desse personagem com um novo começo, algo novo, uma nova era.

Ele, Neo, recebe a primeira instrução de sua iniciadora, Trinity, que lhe diz como se estalasse os dedos, "Acorde, Neo", da mesma maneira que os iniciadores repetem isso aos discípulos, durante toda a sua jornada na Senda.
O personagem principal do filme, como todos os outros que se iluminaram antes dele, procurava a resposta para nas palavras de Trinity, "A pergunta que nos impulsiona".

Quando finalmente trava contato, com Morfeu, seu Mestre, este diz a Neo, que "há duas formas de sair daí, uma é pelo andaime, outra é levado por eles", ou seja uma vez que o indivíduo, desperta para as Leis ocultas que determinam os acontecimentos nos planos da manifestação, elevando sua consciência a um nível superior as pessoas comuns, só há duas maneiras dele continuar seu desenvolvimento, uma é subindo, outra é capturado pelas forças, que representam os processos personalísticos que nos controlam.

Neo hesita, devido a seu medo e desconfiança, gerados pelo sentimento de auto-preservação e acaba capturado pelos elementos personalísticos.

Mas tarde, vemos Neo, de volta a sua vida comum, supostamente liberto, sendo levado ao encontro de Morfeu, para sua iniciação. Porém, antes dele entrar no vestíbulo onde o Mestre o espera, Trinity a iniciada que o guia, como uma Ariadne que guiou Teseu no labirinto de Creta, lhe dá um conselho semelhante ao que é dado a todo discípulo em prova; "Seja sincero. Ele sabe mais do que você imagina.". Só então, ela lhe abre a porta da sala onde o Mestre lhe espera.

Durante o dialogo que se segue, Morfeu observa que ele, Neo, é; "Um homem que aceita o que vê". Entendemos melhor essa afirmação quando consideramos que o nome "real" do personagem Neo no filme, é Thomas A. Anderson, Thomas é equivalente a Tomás ou Tomé, demonstrando o relacionamento do personagem a São Tomé, o apóstolo que precisava ver para crer.

Vale notar, que o sistema iniciático adotado por Morfeu, relaciona-se, na sua forma extremamente simples e objetiva, a iniciação mental, praticada nas escolas em sintonia com o atual estado de consciência da humanidade, focado mental concreto, e que portanto não trabalham mais com o sistema de iniciação astral, ou fenômenico, utilizada em escolas mais primitivas.

Morfeu, ensina sobre A Matrix - (Ma = m = Maya, que significa ilusão em sânscrito e Trix = Tri = Três). Matrix, tem o mesmo significado das tradicionais Três Mayas, Três Véus, ou Três Ilusões, a ilusão física, a ilusão psíquica e a ilusão espiritual, que segundo o hinduismo ocultam a realidade.

Ele, o Mestre, apresenta seus ensinamentos na forma de questões do tipo "Você deseja saber o que ela é ?", ao receber resposta afirmativa de Neo, continua "A Matrix, está em todo lugar. A nossa volta. Mesmo agora, nesta sala. Você pode vê-la quando olha pela janela, ou quando liga sua televisão. Você a sente quando vai para o trabalho, quando vai a igreja, quando paga seus impostos. É o mundo colocado diante dos seus olhos para que não veja a verdade.".

Ao questionamento seguinte do discípulo (Neo), sobre o que é a verdade, ele continua implacavelmente, dizendo que a verdade é "Que você é um escravo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro, nasceu numa prisão que não consegue sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente. Infelizmente é impossível dizer o que é a Matrix (ou a Maya). Você tem de ver por si mesmo.", nesse momento então ele oferece a Neo, uma pílula azul, para conservar o sonho, a Maya e outra vermelha para mudar sua percepção da realidade. A cor da primeira pílula, o azul é associada ao conservadorismo, no mesmo sentido do sangue real, ou azul das antigas monarquias européias. A cor da segunda é vermelha, relacionado as transformação revolucionárias violentas, associado a mudanças radicais. Morfeu, o Mestre, tem a chave que abre as portas para o real, mas Neo, o discípulo, tem que fazer a escolha.

Durante a iniciação ele morrerá para um mundo de sonhos e nascerá para o mundo real, despertando plenamente para a verdadeira natureza, do mundo físico, do mundo psíquico e do mundo espiritual, compreendendo dessa forma a tríplice natureza unitária da realidade. Para entendermos melhor o que ocorre com Neo a partir daíé importante considerarmos o que é dito no Bhagvad-gita, por Sri Krisna, quando se dirige a seu discípulo Arjuna e lhe diz "Ó Arjuna, o Senhor Supremo está situado no coração de todo mundo, e dirige as divagação(os sonhos) de todas as entidades vivas, que estão sentadas como numa máquina, feita de energia material".(Bhagavad-Gita Como Ele É, texto 61, capítulo 18, pág. 706. - A.C. B.Swami Prabhupada).

No filme, já no mundo real, a bordo do Nabucondonossor, observamos a analogia da lei que afirma que são necessários sete discípulos, para formar um Mestre, temos os personagens; Trinity, Apoc, Switch, Dozer, Tank, Mouse e Cypher, como os sete discípulos, tendo como representante da consciência do Mestre, a figura do líder Morfeu, ou Morpheus (Personagem mitológico, deus do sono grego).

Na nave, ou arca, chamada no filme de Nabucondonosor, percebemos referencia o ano 2069 (2+0+6+9 = 17), correspondente ao Arcano 17, a Estrela, símbolo relacionado a egrégora da Obra, em que estão empenhados esses divinos rebeldes.

Avançando um pouco mais, vemos que na segunda parte da iniciação de NeoMorfeu lhe informa que no começo do século 21, número que no Taro iniciático de JHS, corresponde a lâmina do Louco, os homens criaram a I.A. (Inteligência Artificial), um tipo de consciência singular, que gerou uma raça inteira de máquinas, ou de seres mecanizados. Bem semelhante ao que acontece em nossos dias, onde os seres humanos, vão sendo "robotizados", num processo de massificação que antigamente era chamado costume, mas que na atualidade tem o nome de moda. Tornando-se cada vez mais inconscientes, num mundo dominado por padrões de comportamento.

Segundo Morfeu, encantados com sua própria grandeza, os homens celebravam sua realização, porém na guerra que adveio após tal sucesso, eles queimarão o céu, ou seja fecharão as portas para as energias solares, positivas, transformando o mundo num deserto tecnológico de trevas, sem Deus, onde os seres mecânicos se tornaram os senhores.

Da era de ouro porém, só restou Sião, "a última cidade humana", Sião ou Sinai, é na tradição israelita o Monte sagrado onde Moisés teria recebido as Tábuas da Lei do próprio Deus.

Segundo o personagem TankSião fica localizada nas entranhas da Terra, próximo ao seu núcleo incandescente, o Sol Central do planeta. Relacionando-se claramente assim, aos mistérios dos Mundos Subterrâneos, especificamente a cidade subterrânea de Shamballa (Sião = S = Shangrilla, Shamballa das tradições transhimalaianas). Shamballa, é um núcleo de integração de consciências espirituais elevadíssimas, que vibra no interior da terra, representado alegoricamente como uma cidade. Dessa forma, Sião representaria o lugar onde realmente somos o que somos e do qual fomos enviados a face da terra, onde conforme diz o personagem Tank, será festejado o fim da guerra maniqueista entre os filhos da Luz e os filhos das trevas, representados pelos homens e pelas máquinas.

Só o líder, ou o Mestre, de cada nave, ou Arca, recebe as senhas, ou as chaves, para penetrar em Sião, assim Morfeu, é também um pontífice (Pontifex = construtor de ponte), construindo a ponte entre o mundo ilusório e o mundo real, entre Matrix e Sião.

Já na terceira fase do processo iniciático (treinamento) que Morfeu submete seu discípulo, ele declara a Neo, "Quero libertar sua mente, Neo. Mas só posso te mostrar a porta. Você tem de atravessa-la".

Apesar do personagem de Morfeu declarar no filme, que os seres humanos não estão prontos para "acordar", isso não faz das pessoas adormecidas inimigas. Suas palavras contundentes, expõem o que é dito nos Vedas, quando os sábios afirmam que todos; pais, mães, irmãos, avôs, avós, amigos, namorados, cônjuges, etc. são "soldados ilusórios", que promovem nosso apego a Maya, pois enquanto adormecidos, os seres humanos fazem parte do "sistema ilusório", portanto possuem em sua estrutura processos personalísticos que eles mesmos desconhecem, mas que tomam conta de sua consciência em algumas ocasiões, para defender seus preconceitos e manter sua existência ilusória. Esses processos personalísticos que nos prendem a ilusão, são representados no filme pelos agentes da Matrix, programas sencientes que entram e saem em qualquer software conectado ao sistema deles. Fazendo eco as palavras dos sábios nos Vedas, Morfeu diz, que "Qualquer um ainda não libertado, é um agente em potencial da Matrix. Eles são todos e não são ninguém". Os processos personalísticos, relacionam-se aos sete pecados capitais, "...eles são os porteiros, protegem todas as portas e tem todas as chaves.".

As vezes os seres humanos, são vencidos por esses agentes da Matrix, alguns até pactuam com eles, como é o caso de Cypher. Ele é aquele viu a verdade, despertou para a realidade mais prefere a ilusão e a mentira. Ele, Cypher, diz ter percebido após nove anos (número equivalente aos degraus da escada de Jacó, que simbolicamente leva o homem do mundo terreno ao mundo espiritual), que "A ignorância é maravilhosa". Dessa forma, pensam os magos negros, aqueles que fazem opção por Avidya, pela ignorância, que voltam as costas à Luz e mergulham voluntariamente na escuridão.

Os que assim procedem, sempre acusam aos que lhes mostraram o caminho, de fraquezas e incapacidade, que eles mesmos possuem. Corroídos pelo ódio, pela luxuria e pela inveja, afirmam terem sido enganados, por seus Mestres, que quando fazem realmente jus a esse nome, tentaram sempre, guia-los na Boa Senda. Cypher, representa o traidor, que trai a sua própria natureza humana, ao submeter-se ao domínio das máquinas. Ele oferece a si mesmo, como pasto para as forças negativas que passa a servir, em troca de prazeres ilusórios. Age assim no intuito de satisfazer seus impulsos baixos, suas Nidhanas.

O iniciado, seguidor dos Mestres da Grande Fraternidade Branca, até que se torne verdadeiramente um Adepto, enquanto estiver encarnado, sentirá os apelos de seus veículos inferiores. Isso ocorre porque nesse estado, ainda possui elementos básicos em sua composição ainda por equilibrar e que por isso mesmo exigem satisfação. Apesar disso ele não os nega, mas os transmuta, canalizando-os para realizações reais que o libertem cada vez mais da ilusão da Maya, tornando-os elementos impulsionadores de sua evolução. Num determinado ponto do filme, inclusive, um dos membros da tripulação Mouse, fala com Neo sobre isso, dizendo-lhe, que "Negar os nossos impulsos é negar aquilo que faz de nós humanos". 

Ciente disso, o verdadeiro iniciado é extremamente consciente de seus impulsos, não os recalcando hipocritamente para as regiões do subconsciente, onde irão se acumulando, como esqueletos no armário, de onde continuarão a atuar sem nenhum controle, disciplina ou educação, até invadirem como uma enchente de um rio bravio, a consciência, dominando-a e arrastando-a as maiores perversões. Por isso o verdadeiro iniciado, sabe que deve, como nos ensinou nossa Grã-Mestrina Helena Jeferson de Souza, vigiar seus sentidos, para através de um sistema iniciático sério, de uma disciplina superior, não recalcar, mas trabalhar, transformar suas Nidhanas, ou tendências negativas, em Skandhas, ou características positivas.

Num determindado nível dessa etapa da iniciação de NeoMorfeu o conduz até o Oráculo, vemos que a entrada do elevador é guardada por um cego, que vê. Ele, o cego, que responde ao sinal que Morfeu lhe faz com a cabeça, representa os iniciados, guardiões da Luz, cegos para o mundo ilusório, mas iluminado para a realidade. Já dentro do elevador o Mestre, diz então a Neo, para tentar "Não pensar em termos de certo e errado.", pois para os que chegam ao Oráculo, certo e errado, bem e mal, feio e bonito, todos os pares de opostos se anulam. As portas do Oráculo, Morfeu, o Mestre diz ao seu discípulo, "Só posso te mostrar a porta. Você tem de atravessá-la.", indicando assim que cada passo do discípulo em prova é dado por sua própria conta, pois na Senda da Iluminação ninguém caminhará, ou tomará as decisões por ele.

Porém, quando Neo coloca a mão na maçaneta da porta, esta lhe é aberta, mais uma vez por uma sacerdotisa. Essa atuação constante do elemento feminino, demonstra a necessidade da interação dinâmica de ambas as polaridades humanas, de acordo com certas regras esotéricas.

Assim macho e fêmea, interagem ciclicamente no processo iniciático de crescimento espiritual, através do entrelaçamento das forças de Fohat e Kundaline. Ao integrarem-se dessa forma, ambas as energias dão origem ao Andrógino Divino, um ser verdadeiramente equilibrado, mas que conserva as características do corpo que ocupa, se masculino, vive e relaciona-se como homem, se feminino, vive e relaciona-se como mulher, podendo em alguns casos fazer opção pelo Brahmacharya, ou voto de castidade. O resultado da integração dinâmica das polaridades cósmicas, é totalmente diferente das expressões caóticas homossexuais ou bissexuais, dois tipos que representam seres decaídos, em oposição ao Andrógino Divino, que é a perfeição evolutiva humana.

Já dentro da sala do Oráculo, Neo encontra várias crianças, especialmente um menino, uma espécie de pequeno monge, do qual aprende alguns mistérios, sobre esse mundo ilusório, num episódio que lembra bem aquela passagem bíblica, onde o Cristo bíblico, ensina que aquele que não se tornar como estas crianças, não entrará no reino dos céus. Dentro do Oráculo, uma cozinha, onde a Pitonisa, ou profetisa (novamente uma mulher), manipulando um forno moderno, quebra as expectativas do discípulo. A cozinha nos faz lembrar o laboratório dos alquimistas e o forno o Athanor, ou forno utilizado pelos alquimistas, Adeptos da Arte Real.
Num determinado ponto de sua conversa ela, a Pitonisa, cita-lhe o celebre axioma socrático, "Conhece-te a ti mesmo", que via-se as portas do oráculo de Delfos, o qual essa etapa do filme representa. Só que as portas do Oráculo de Delfos, as palavras citadas no filme, estavam escritas em grego e de forma mais integral exortavam, "Homem, conhece-te a ti mesmo e conheceras o Universo e os Deuses.".

A mulher que representa a Pitonisa do Oráculo, lhe afirma de forma metafórica, que "Ser o escolhido é como estar apaixonado. Ninguém pode te dizer se você está. Você simplesmente sabe. Não tem dúvida, nenhuma". Assim ao lhe falar sobre o escolhido, ela descreve o processo de iluminação avatárica, pois este não é uma coisa que se busca e que se consegue, ou que fica-se esperando, ele simplesmente é, como algo que simplesmente acontece, e nesse ponto do filme, Neo, não é o escolhido. A Pitonisa, afirma que ele tem o dom, isso diríamos nós todos tem, mas ele parece que "está esperando por algo". Quando Neo lhe indaga, a respeito do que poderia estar esperando ela lhe responde " Sua próxima vida talvez". Dessa forma, Neo age como a maioria das pessoas, que iniciam-se na Senda, e que protela para a próxima vida a iluminação, esperando, pensando que; Afinal ela não é para agora, quem sabe mais tarde...

Ao sair do Oráculo, Neo, encontra-se com Morfeu e este lhe adverte, "Que o que foi dito era para você e apenas para você", assim é com tudo que é comunicado nas verdadeiras iniciações Assúricas, com aquilo que é falado do iniciador para o iniciando, de boca-para-ouvido, de maneira sutil e discreta, quase que imperceptivelmente.

Quando porém, os agentes de Matrix, capturam Morfeu, um representante dos processos internos personalísticos, intelectualiza a existência humana e de forma convincente, compara o seu desenvolvimento humano sobre a terra, que na maioria das vezes, foi totalmente controlado pela personalidade caótica, ou seja por esses mesmos processos internos, ao o de um vírus. Dessa maneira, o agente se coloca como a cura para o mal, que segundo ele é representado pela maior de todas as criações de Deus na Terra, o Ser Humano, ignorando em seu discurso, o desenvolvimento do Espirito Humano, capaz dos maiores gestos de sacrifício, altruísmo e fraternidade, única esperança para o planeta. Esse Espirito Humano, quando plenamente desenvolvido, subjuga a natureza animal e mecânica e converte o Homem, na expressão de Deus na face da Terra. 

Esse espirito humano, quer o chamemos, Deus, Bramam Ala, Jeová, Tao, opõe-se aos processos mecânicos, instintivos e animalescos, que controlam os seres ainda inconscientes, atuando de forma a libertar a Centelha Divina, promovendo o nascimento do Avatar, ou como é expresso no filme do Escolhido. Vemos isso, quando Neo toma a decisão de sacrificar-se, dando-se em holocausto pelo seu amigo e Mestre Morfeu.
Apesar de conhecermos intelectualmente o exposto acima, as esclarecedoras palavras de Morfeu, após ser resgatado devem ser consideradas; "Cedo ou tarde, você vai perceber, como eu, que há uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho".

Num determinado ponto do fim do filme a personagem Trinity, reproduz um dos mais antigos mitos da humanidade, ao trazer Neo de volta a vida, fazendo com que ele obtenha sucesso na última e derradeira iniciação conhecida por nós como Morte.

Quase final do filme, vemos através das palavras do personagem principal, que o Avatar não significa um fim, mas um começo, de algo novo, ilimitado, sem fronteiras, um novo ciclo, livre de Maya, sem ilusão, onde tudo é possível ao ser desperto. Ele dirigi-se a Matrix, a estrutura geradora da ilusão, declarando-se decidido a "...mostrar a essas pessoas o que [Matrix] não quer que elas vejam. Vou mostrar a elas um mundo sem você. Um mundo sem regras, sem controles. Um mundo onde tudo é possível.".

Sua última frase, dirigida a Matrix, a Maya, a Ilusão, ou melhor dizendo, dirigindo-se aquilo que torna possível esse processo de auto-hipnose, nossa personalidade, pode ser considerada como dirigida a cada um de nós. Ele fala calmamente sobre a decisão que deixa a cada um dos espectadores, "Para onde vamos daqui, é uma escolha que deixo para você.".

O filme termina, com Neo saindo do chão e voando, reproduzindo o arquétipo da ascensão, ou da subida aos céus, que simboliza a realização plena do iniciado, já tornado um verdadeiro Adepto, por fazendo parte agora de outro processo evolutivo, relativo ao desenvolvimento dos deuses.

"Lembre-se: Tudo que ofereço é a verdade.
Nada Mais."
Morfeu

Fonte: S.E.T.E.

domingo, 4 de maio de 2014

QUEM FOI LEO ALVARES DE MASCHEVILLE?


LEO ALVARES DE MASCHEVILLE
Sri Sevanãnda Swãmi
Adaptado do original de Swami Sarvanãnda

Como todos sabemos foi em Fevereiro de 1910 que desembarcaram em Buenos Aires , vindos de Paris, Albert Raymond Costet de Mascheville, sua esposa e seu filho, Leo Costet de Mascheville, então com 10 anos. A família Mascheville teve um papél importante na implantação e desenvolvimento do Martinismo na América do Sul.

Albert Raymond , visconde de Mascheville, violinista , dava concertos em vários teatros conhecidos de Paris , quando em 1892 foi iniciado na "Ordem Martinista" por Sedir e recebeu naquela ocasião o nome místico de CEDAIOR e nome esotérico SDR/2H , ou seja , foi o oitavo discípulo iniciado por Sedir.

Em 1895 já S.I. , foi nomeado por Papus, Delegado Especial do Supremo Conselho da Ordem Martinista, conhecendo vários personagens importantes do movimento esotérico da época tais como:Péladan , Barlet, Oswald Wirth, Lermina e outros. É enviado no final do século ao Egito em missão especial da "Ordem Martinista" e da "Ordre Kabbalistique de La Rose-Croix" para entrar em contato com certas fraternidades de lá e realizar estudos sobre o simbolismo e sobre cerimoniais iniciáticos. Percorre desde Damieta e Alexandria até Karnak, tendo permanecido longo tempo no Cairo , onde sua amizade com Mariette-Bey , então conservador do museu do Cairo , o serviu muito. 

O resultado destes estudos foram analisados por Sedir e Papus , permitindo melhor documentar certos pontos da antiga estrutura dos Templos e de seus ensinamentos. Portanto quando chega a Argentina com a família já trazia uma bagagem de realizações no campo do esoterismo. Após residir alguns anos na Argentina muda-se na década de 20 para o Brasil fixando residência em Porto Alegre.

No final de 1924 , chega ao Brasil , seu filho Leo Alvarez Costet de Mascheville, após uma estadia de anos na Europa, onde além de prestar serviço militar na França , recebeu do pai a missão de observar o estado da Ordem Martinista e Ordre Kabbalistique de La Rose-Croix na Europa. No final da década de 20 a família muda-se para Curitiba onde Leo, conhecido como "Jehel" nos meios martinistas e mais tarde como Sri Sevânanda Swami, insiste na revivificação da Ordem Martinista.

Então pai e filho, organizam mais amplamente o Martinismo, Em 1936 "Jehel"recebe do pai o cargo de Presidente da Ordem Martinista. Em 1939, "Jehel" reorganiza a Ordem Martinista da América do Sul, em Porto Alegre, fundando uma loja central com o nome de CEDAIOR.

Jehel estudou Kabbala, Krishnamurti, aprendeu a magia cerimonial e a Alquimia, estudou Martinismo, Yoga e era um Astrólogo exímio. O Dom da palavra lhe fluía elegantemente dos lábios e gostava de um copo de um bom vinho a conversar, como bom francês que era. Tinha excelente humor, respeitava as gestantes que, para ele, estavam perto do Pai, pois doadoras de vida. Mas seus olhos sabiam faiscar, quando necessário. 

Em torno de 1932, transferiu-se para o Uruguai, instalando-se em Montevidéu, onde fundou o GIDEE (Grupo Independente de Estudos Esotéricos), trazendo junto a Ordem Martinista, da qual era ele o Presidente. Criou também a revista "La Iniciación", que continha e refletia toda a abundância dos elevados conceitos e ensinamentos, que, no GIDEE, se ensinava por um.grupo de colaboradores sob sua direção; verdadeira universidade esotérica e espiritualista transcendental: Sufismo, Yoga e Yogaterapia, Kabbala, Cristianismo Esotérico, Ciências Herméticas, Astrologia e Astrosofia, Filosofia Transcendental, Alimentação, todas as matérias do Martinismo e da Rosa-Cruz. Curas Místicas sob a orientação do Mestre Philippe de lyon, Budismo e Gnose. 

Foi membro de diversas Ordens e Fraternidades ocultas do Oriente e Ocidente. 

Mas, como tudo que é nascido na intensidade, que com o Amor se desgasta no Amor do coração, o GIDEE se desmorona: tinha chegado o fim de seu ciclo de existência vital. Logo passou fome ao lado de sua companheira Louise, com a qual continuou trabalhando após o falecimento de Lotúsia, à vender apólices de seguros de porta em porta, nas ruas de Montevidéu... 

Pouco tempo depois e em comum acordo, separaram-se e Sri Sevãnanda passa a trabalhar junto à sua nova companheira, SÁDHANA, mais apta para sua nova etapa de ação e de iniciador. Encerra as atividades no GIDEE, liquida o passado, e vendem as posses de Sádhana para adquirir um trailer e um jipe. 

Veio um senhor de idade para lhe entregar um pequeno baú que continha o acervo cerimonial, intelectual e místico de uma antiga e venerável sociedade dos Himalaias, o Suddha Dharma Mandalam, pondo-o em contato com seu "Iniciador Externo", o Guru Subrahmanyananda, de quem recebe a Iniciação e Ordenação como membro da Ordem dos Swãmis de Sri Sankaracharya, com o nome de "Sevãnanda". Foi incumbido, pelo mesmo Guru, a assumir a função de "Iniciador Externo" e de ser seu sucessor no Suddha Dharma. 

Ainda em Montevidéu, fundou a "Associação Mística Ocidental", sob a direção do Mestre Philippe de lyon, escola que se tornou um centro de União de Correntes Espirituais: Essênios, Suddha Dharma Mandalam, Rito Egípcio de Osíres, Ramakrishna Ashrama, Kriya Yoga, Yoga Ashrama, Comunidade Sufi, Satyauraha Ashrama, Ordem Martinista, Maitreya Mahasangah, Ordem Cabalística Rosae Crucis, Departamento do Verbo, Zen Boddhi Dharma, e Igreja Expectante, com contatos com os representantes de quase todas essas correntes. 

Antes de mais um deslocamento, escreveu seu livro “Yo que caminé por el mundo...", o qual contém a síntese de sua doutrina pessoal, reeditado em português por seus Discípulos no Brasil. 

Em junho de 1952 partem, Sevãnanda e Sádhana, dirigindo o jipe puxar a "Ermida do Serviço", rumo norte a atravessar o Uruguai e Brasil, parando em todas as cidades visitadas e dando palestras públicas a divulgar sob o lema "O sacrifício de Jesus e de Gandhi nos unem à todos". 

Em fins de 1953 chegam à Resende, RJ, onde ganham um terreno de 12 hectares e instalam o "Monastério AMO-PAX". Ashram de Sarva Yoga e Mosteiro Essênio, inaugurado numa singela cerimônia na meia noite do dia 19/20 de novembro de 1953, sob insistente chuva, perante 22 presentes e um cachorro, como faz questão de ressaltar seus discípulos. 

Os primeiros meses foram difíceis e de intenso trabalho, quase sem apoio algum, ao instalar uma necessária infra-estrutura material de sobrevivência. Mas novos Discípulos se apresentam como candidatos a residentes, e assim a comunidade cresce. A "Associação Mística Ocidental" serve de Via para a preparação interior e a correspondência com diversos representantes das correntes que constituem a associação, do oriente e do Ocidente, se instala, notadamente com o Mahatma Gandhi, que nomeia Sri Sevãnanda seu representante para o Brasil, com Discípulos do Mestre Philippe da Europa e com Paramahansa Yogananda, assim como Lobsang Rampa, que naquele tempo se encontrava na Inglaterra. 

O Ashram se torna conhecido no Brasil inteiro, e visitantes começam a chegar também do Exterior. Jocosamente o Mestre se refere ao Ashram como a um "restaurante onde cada um dos residentes recebe o alimento que lhe agrada..., mas pena que não sabem comer!". 

E, no teatro Carlos Gomes, do Rio de Janeiro, Sri Sevãnanda anuncia, perante mais de 1500 pessoas, convidadas individualmente, a criação da "Ordem dos Sarva Swãmis", que mais tarde ele mesmo comenta assim: "O continente latino-americano possivelmente ainda não percebeu a real importância que há de ter um dia, por todos esses países, aquela proclamação de Sarva Yoga e da Ordem dos Sarva Swãmis." 

Os dias são longos no Ashram: começam às 4 da madrugada e terminam, após ininterrupto trabalho, às 21 horas, ou mais tarde ainda, com o direito a uma hora de sono a mais aos domingos. o aprendizado é vigoroso sob a atenção de quem sabe o que faz: treinamentos da Via de Gurdjieff se revezam com as práticas da via do Maltre Philippe e do Suddha Dharma, com treinamentos e práticas Martinistas e danças dos derviches Sufis, e exercícios de Budismo Zen. 

Com algumas vocações que se destacam, e que constituem a continuação viva de sua via de ensinamentos, o Ashram de Resende encerra suas atividades em junho de 1961. Os Residentes se dispersam, e um pequeno grupo segue com o Mestre para-a cidade de Lajes-SC, onde é fundado o "Retiro Alba Lucis", em um sítio de Discípulos. Terminada esta etapa cíclica septenária com a principal missão cumprida: o prolongamento da Obra por meio de alguns poucos, homens e mulheres por ele preparados, para prosseguir. Foi em Lajes onde o Mestre escreveu sua principal obra, "O Mestre Philippe, de Lyon", em quatro volumes, que hoje é considerado uma obra rara.

Terminada esta tarefa (edição dos quatro volumes), o Mestre transfere sua vida para a cidade de Belo Horizonte, onde é fechado o circulo cíclico de sua vida, passando a se ocupar com alguns dos seus mais próximos e sobrevivendo materialmente com a venda de apólices de seguro e da importação de objetos ornamentais, trazidos da Argentina. 

A viagem à França, pouco antes da instalação em Lajes, transformou totalmente e definitivamente seu posicionamento de Homem e de Iniciado: a influência do Maitre Philippe o conquistara, impelindo-o a se afastar das tradições orientais. 

Numa pequena chácarazinha, a vinte minutos de Belo Horizonte, viveu seus últimos dois anos, sob os cuidados de sua Enfermeira, Anjo Guardião e fiel Discípula Sévaki. Sua saúde de alterou rapidamente; o Mestre não mais recebia visitas, excetuando alguns poucos Discípulos. 

As últimas semanas foram de grande sofrimento, a sua doença avançando rapidamente. Durante este breve tempo, o Mestre fez, certamente, a síntese de sua vida, se preparando para a partida. 

Fonte: Hermanubis Martinista


sábado, 3 de maio de 2014

O MESTRE PHILIPPE DE LYON - LEITURA RECOMENDADA



Imagens dos quatro volumes originais de "O Mestre Philippe de Lyon", primeira edição de 1958.

Sugerimos aos leitores a leitura, estudo e meditação dessa obra de valor único: "O Mestre Philippe de Lyon" em quatro volumes.

Sendo o primeiro volume de autoria de Philippe Encause (Filho do Dr. Gerard Encausse "PAPUS") juntamente com Sri SEVANANDA Swami "Jehel" (nome místico de Leo Alvarez Mascheville), sendo os demais volumes todos de autoria de Sevananda.

Essa preciosa coleção nos brinda com a vida, com a Luz, com o Amor e Sabedoria do MEM PHILIPPE DE LYON, Mestre espiritual de PAPUS e tantos outros martinistas, rosacruzes e gnósticos.