domingo, 19 de agosto de 2012

A Loja Martinista "Luz Invizível"


A Loja Martinista
 “Luz Invizível”
Pelo Irmão TÁCITUS, S:::I:::I:::

Escrever a história da Luz Invisível é tão difícil quanto precisar sua importância para a história do esoterismo em Curitiba, Paraná senão para todo o Brasil. Seriam necessários alguns volumes para poder detalhar com precisão todas as datas e acontecimentos importantes desse pólo espiritual não por si só, mas também pela personagem de Dario Vellozo expoente da cultura, ensino e ocultismo.

Dario Vellozo, educador, simbolista, maçom, martinista, chefe editor de várias revistas de cunho cultural e espiritual foi o pioneiro em várias tradições esotéricas em nosso país, infelizmente pouco conhecido e não reconhecido pelos próprios educadores e Iniciados de nossa atualidade.
Falar da Loja Luz Invisível é falar de Dario Vellozo e vice versa.

Em 1899 já publicava a 1ª edição do seu livro “Templo Maçônico” e já por essa época estava em contato com Irmãos na França, pois era um assinante da revista L’Initiation e através dela tomou conhecimento do Dr. H. Girgois, Delegado Geral da América do Sul do Grupo Independente de Estudos Esotéricos de Paris, grupo de Papus e diretor também da Loja Martinista Luz Astral em Buenos Aires. Em novembro de 1899 então escreve sua primeira carta ao Delegado solicitando seu ingresso na Ordem Martinista, assim como demais documentos para fundar um Centro Esotérico e agrupar outros interessados na Ordem, em dezembro do mesmo ano é correspondido; começa então uma série de correspondências entre eles.

Logo no mesmo ano de 1900 em 3 de maio funda o Grupo Independente de Estudos Esotéricos “Luz Invizível” ainda com a grafia com “Z”, nessa mesma data apresenta os Regulamentos da Luz Invizível onde no Capítulo I, Arti.1º consta: “O Centro Luz Invizível é congregação destinada a promover por meio de conferências, leituras, palestras sessões práticas e questões dirigidas ao Quartel General, o estudo da Ciência Oculta, Magnetismo, hipnotismo, sociologia, literatura esotérica, etc. etc...”. Ainda nos Regulamentos do centro, consta que se baseavam pelos “Estatutos Gerais do Grupo”, que nada mais eram que os estatutos do próprio Grupo do Quartel Geral de Papus em Paris.

A autorização de funcionamento chega por carta patente datada de 10 de julho de 1900 assinada pelo próprio Dr. H. Girgois (Carta IX-39) onde esta escrito “Pelo presente, o Comitê Diretor confere ao Ir. Dario Persiano de Castro Vellozo todos os poderes necessários para efeito de fundar em Curitiba, Paraná, o grupo de estudos esotéricos “Luz Invizivel” e convida a todos os membros a terem em conta a presente decisão. Nasce a pleno vigor e funciona então de forma regular a autorizada o primeiro grupo esotérico de cunho martinista do Brasil.

Uma explicação precisa ser dada, no mesmo ano mais exatamente em 20 de setembro de 1900, Dario Vellozo, maçom juntamente com outros funda a Loja Maçônica Luz Invisível, regularizada em 14 de julho de 1901, nascida no R.E.A.A. Essa Loja não teve ligação alguma com o GIEE Luz Invizivel, não unicamente pelo fato de nas próprias palavras do Ir. Dario Vellozo: “É intenção nossa fundar uma Loja do Rito Escocês Antigo e Aceito sob a jurisdição da Grande Loja Estadual, de membros escolhidos, que se dedicarão aos estudos dos Mistérios Maçônicos e publicamente (mas sob o mais profundo sigilo) à prática da caridade. Dos membros da Loja seletarei aqueles possam pertencer ao Centro, e ao Centro aqueles que possam iniciar-se na Loj::: Mart:::”. (Carta de DV a Girgois de 24 de março de 1900, o grifo é do próprio DV).  Explica-se assim o motivo da criação da Loja Maçônica, do Centro de estudos ou GIEE e da existência da Loja Martinista Luz Invisivel.

Em 96 de novembro de 1905 recebe Dario Vellozo o título de Mestre em Hermetismo, assinado pelo próprio Papus.

Em 1906 Dario Vellozo viaja até Buenos Aires para o “Congresso do Livre Pensamento” e também para o “Congresso Maçônico”. (Erasmo Pilotto em Dario Vellozo, Cronologia – 1969). Encontra então pessoalmente aquele veio a ser seu Iniciador. As correspondências continuam, recebe os Rituais Iniciador 1, 2 e 3. Recebe diretamente de Paris, assinado por Papus e Maurice Barrés, a Carta 141 nomeando-o “Delegado Especial” e logo na sequencia a de “Delegado Geral” para o Brasil.

Em Buenos Aires , na Argentina quase duas décadas após chegariam os Mascheville, que viriam a expandir o martinismo no Brasil.

Membros pertencentes ao Centro Esotérico e/ou a Loja Luz Invisível: Dario Vellozo, Julio Theodorico Guimarães, Generoso Borges, Emiliano Perneta, João Itibere, Euzébio da Motta, Manuel Carrão, Sebastião Paraná, Ermelino de Leão,  Mario Tourinho,  Jaime Reis, Silveira Netto, Nestor de Castro,  Francisco Ribeiro, Julio Perneta, Alô Guimarães, Domingos Duarte Vellozo, João Pedro Scheleder, João Urbano de Assis Rocha, Josephina Pereira Rocha, Reinaldo Machado, Magnus Sandahl, Ismael Martins, Lucio Pereira, João Leite Junior, Tito Vellozo, Ricardo de Lemos, Augusto Stresser, Manoel A. Silveira, Manoel Pacheco de Carvalho, Claudino dos Santos, Georgina Mongruel,  Chloe, Martha Silva Gomes, Florentina Vital Macedo, Noemia do Amaral Gutierrez, entre outros. Todos registrados em atas.

Além desses ligados ao GIEE tinham alguns membros correspondentes: Gonzaga Duque (RJ), Domingos Nascimento (Florianópolis), Figueiredo Pimentel (Niterói).

Um de seus que se destaca, era Joao Itiberê: “(...) em 1892, um curitibano que se educara na Bélgica, que fora colega de bancos escolares de Maeterlink, no colégio Saint-Michel, que vivera a vida do grupo jeune Belgique, que convivera com os mestres da literatura da época na Bélgica e na França, como os ouvidos e o espírito cheios das idéias do Simbolismo e de Arte Nova – em 1892 esse curitibano voltava à sua terra e à sua cidade. Era João Itiberê da Cunha, - Jean Itiberê, como assinará a maioria das suas produções. Profunda seria a sua influencia no Paraná em relação ao movimento da Arte Nova. E como ouvira pessoalmente Péladan, e estava a par de todo o movimento paralelo, e conhecia Stanislas de Guaita, Papus, Eliphas Levi, etc., trouxe também, a revelação de sua obra esotérica e mágica, que iria ser tão influente na orientação do pensamento de Dario Vellozo.(Erasmo Pilotto, Dario Vellozo, Cronologia – 1969). Alguns vêm nessa passagem outra 
possível iniciação de Dario Vellozo, mas que ainda não pode ser comprovada.

É um dos poucos que registrou e manteve contato com Philéas Lebesgue.

Mesmo após o primeiro encontro de muitos com Albert Costet de Mascheville (CEDAIOR) no ano de 1925, Dario Vellozo (APOLONIO DE TYANA) o recebeu no Instituto Neo Pitagórico e já doente ajudou Cedaior a se estabelecer e iniciar seus trabalhos no Brasil. Diga-se que com a chegada desse, varias iniciações ocorreram, e vários membros do grupo de DV trabalharam juntamente com Cedaior e posteriormente com Jehel seu filho.

Nas explicações que se dão a seguir é informado que as atividades do GIEE Luz Invizivel cessaram suas atividades públicas, e todas as reuniões continuaram a existir de forma discreta assim como iniciações e passagens de graus martinistas que ocorreram dentro da "Cella de Apolônio"; conforme registrado em cartas e certificados após essa data 1919.

Nota-se aí o inicio do serviço martinista incógnito que DV realizava.

O GIEE Luz Invisível trabalhou por 19 anos ininterruptos de atividades, palestras e estudos quando devido a cisão da maçonaria no estado do Paraná, e tendo em seu grupo membros de ambas os lados dessa cisão, decidiu adormecer o GIEE para evitar problemas para os seus. Finda então a organização externa de seu trabalho Martinista, que funciona com registros de Iniciações e passagem de graus até 1934, apenas três anos antes de Dario Vellozo falecer. (Questionário de ingresso e Juramento de iniciação a OM de Noemia Amaral Gutierrez em 19 de agosto de 1934).

Assim Dario Vellozo militou no martinismo por 37 anos consecutivos, um numero muito difícil de se atingir mesmo nos dias de hoje. Vemos que de efêmero apenas as vãs afirmações ao contrário que até o momento foram feitas a seu respeito.

Alguns membros iniciados pelo próprio DV deram continuidade em seu trabalho de forma livre e independente, e dessa forma esse conhecimento nos chega até hoje.
Chega através de documentos escritos a mão pelo próprio DV encontrado nas casas de descendentes de membros de seu grupo, como Julio Theodorico Guimarães (o qual dedicou a 1ª edição de 1899 do "Templo Maçônico" de DV),  Emiliano Pernetta, Ermelino de Leão, Sebastião Paraná, Alô Ticoulat Guimarães, João Itibere “Jean”, arquivos da Biblioteca Pública, MIS, entre antiquários e até mesmo sebos. Apesar da linhagem ter morrido com Dario Vellozo, a atual Luz Invizível tem sua herança espiritual, pode desejo.

Dessa forma a atual Loja Luz Invisível herdeira espiritual de Dario Vellozo hoje legalmente reerguida e restaurada, trabalha também como Grupo Independente de Estudos Esotéricos, onde nele é reavivado e colocado á sua altura merecida, os ensinamentos esotéricos e todo o trabalho iniciático de Dario Vellozo, ou melhor, de Apolônio de Tiana. Trabalha nos mesmos moldes e estrutura da antiga Luz Invisível de 1900 à 1937. A adoração cardíaca por suas obras está presente entre nós como verdadeiro sacerdócio, fulgor daquela época, enterrada por mais de 73 anos. 

Assim colocamos Dario Vellozo justamente onde deve ser lembrado por todo buscador da via cardíaca: 

Como o Mestre do passado de nossa tradição, grande Iniciado de sua época.

Fraternalmente,
+Tácitus, S:::I:::

HERMETIC ORDER OF MARTINISTS



FILOSOFIA

O Martinismo é uma forma iniciática esotérica ou mistica de Cristianismo que considerea Jesus Cristo como O Reparador e objetiva pela reintegração do homem para atingir um estado idealizado. Tal estado é aquele atingido no Jardim do Éden antes da Queda do Homem como descrito na Sagrada Bíblia (Gen 3,1-6).

O Martinismo reflete a filosofia esotérica do misticismo Cristão do filósofo francês Louis Claude de Saint Martin (1743-1803), que foi discípulo do maçom e teúrgo do século 18 Martinez de Pasqually (1727-1774). Os escritos espirituais de Saint Martin foram publicados sob o pseudônimo de “Le Philosophe Inconnu” ou “O Filósofo Desconhecido”.

A Ordem Hermetica dos Martinistas (HOM) é uma Ordem Martinista aberta somente a Mestres Maçons de uma Loja sob a autoridade da Grande Loja Unida da Inglaterra, ou uma Grande Loja reconhecida por ela, que são membros ao menos do Primeiro Grau (Zelator) da Societas Rosicruciana In Anglia (SRIA). 

Assim, por definição, aspirantes devem ser seguidores da Fé da Trindade Cristã.

Por um processo de iniciação, meditação, estudo, discussões e contemplações esotéricas, membros da Ordem objetivam descobrir e compreender a presença de Jesus Cristo neles.

ORGANIZAÇÃO
A Ordem é liderada por um Grande Mestre, que é atualmente Sâr Perseverando, e administrada pelo Grande Arquivista, Sâr Omnia Venet Ab Deo. A Ordem é organizada no sistema de Loja similar ao da Maçonaria. Uma Heptada é composta de um mínimo de sete membros e uma Loja no mínimo de 21 membros. Um Círculo possui menos de sete membros. Os encontros são conhecidos como Conventículos.

Há três graus, ou degraus no sistema da Ordem Hermetica dos Martinistas:
·         Primeiro Grau: Associado
·         Segundo Grau: Iniciado
·         Terceiro Grau: Supérieur Inconnu, SI ou Superior Incógnito

Para um Irmão se tornar o Mestre de sua Loja ele recebe a cerimônia de PI (Philosophe Inconnu ou Filósofo Desconhecido) e é instalado. Esta cerimônia somente pode ser feita por um Filósofo Desconhecido tal qual como o Grande Mestre, o Grande Inspetor ou o Inspetor Principal assim como os Grandes Inspetores Passados.

A paramenta consiste de uma tunica branca, uma capa preta com capuz e um cordão. O cordão é preto para os membros, vermelho para o PI, dois vermelhos e branco para o Filósofo Desconhecido e vermelho e dois brancos para o Grande Mestre.

A Culminação é a celebração do membro sendo avançado ao grau de SI. Durante esta ceremônia, ao membro é concedido um belo colar branco com bordado em dourado.

HISTÓRIA
O Martinismo Moderno surgiu no final do século XIX na França e foi fundado como Ordem Martinista pelo espanhol, ficiso, hipnotista a espirtualista PAPUS (Doutor Gerard Encausse). Ele foi membro do esotérico Rito de Memphis Misraim, o qual é uma forma egípcia da maçonaria desenvolvido pelo Conde Alessandro di Cagliostro. Sob a liderança de Papus a Ordem cresceu rapidamente. Entretanto, PAPUS morre em 1916 e foi sucedido por Charles Detre (Teder), o qual desenvolveu uma Ordem (conhecida como L'Ordre Martiniste-Martinéziste of Lyons) que se tornou mais maçônica em sua filosofia. O Deputado do Grande Mestre de Teder foi Victor Blanchard, quem posteriormente recusou seu o Grão Mestre quando da morte de Teder em 1918, pois considerava que as exigências maçônicas estavam fora do verdadeiro espírito do Martinismo.

O Patriarca da L'Église Gnostique Universelle (Igreja Gnóstica Universal), Jean Bricaud sucedeu Teder como Grão Mestre e transferiu a sede da Ordem para Lyon onde se tornou  conhecida como L'Ordre Martiniste de Lyon. Bricaud desenvolveu ainda mais a conexão Maçônica assegurando a exigência de ser maçom para se afiliar a Ordem Martinista.

Em 1921 com Victor Blanchard (Sâr Yesir) como Grão Mestre, um grupo de Martinistas funda um outra ordem, L'Ordre Martiniste et Synarchique (OMS), a qual não exigia filiação maçônica. Durante a tirania da Segunda Guerra Mundial, a luz do Martinismo foi quase extinguida na Europa, mas as tradições iniciáticas foram mantidas em segredo na Suiça a qual se manteve neutra durante os anos de guerra. Blanchard permaneceu como Grão Mestre da OMS até sua morte em 1953 e foi sucedido por Dr. Edouard Bertholet(Sâr Alkmaion) da Suiça.

Subsequentemente em 1958, Louis Bentin (Sâr Gulion) recebeu uma carta de Bertholet para formar o braço inglês da OMS e se tornou assim, o Grão Mestre da Grande Loja Britânica da OMS.

A Ordem Hermetica dos Martinistas (HOM) foi iniciada por um grupo de martinistas britânicos em 14 de Março de 1978 com o maçom e esoterista britânico, Desmond Bourke (Sâr Olibius) como Grão Mestre. Bourke foi um antigo membro da Societas Rosicruciana In Anglia e um membro da OMS. Pela sua forte amizade com Bentin, foi concedido a Bourke uma carta restrita para a HOM por Sâr Gulion.

Os ensinamentos da HOM se aproximam daqueles da OMS.

Nossos Grãos Mestres:
  • Sâr Olibius (1978 – 1984)
  • Sâr Tutela (1984 – 1993)
  • Sâr Benevolentia (1993 – 2005)
  • Sâr Fidentia (2005 – 2007)
  • Sâr Perseverando (2007 – )


LOJAS
Até o presente as seguintes Lojas e Círculos da HOM se encontram na Inglaterra:

Meridian Lodge meets in Hampstead, London.
Hampstead Lodge is dormant, but its members are presently meeting with Meridian Lodge.
Sutton Lodge meets in Sutton, Surrey.
Brighton Lodge meets in Brighton, Sussex.
Medway Lodge meets in Gillingham, Kent.
Fenlands Lodge meets in Rushden, Northamptonshire.
Golau Lodge meets in Port Talbot, South Wales.
Northumbria Lodge meets in Howden, East Yorkshire.
Corieltauvi Lodge meets in Nottingham, Nottinghamshire.
St James Heptad meets in St James's, London.
Há planos de consagrar duas (e possivelmente três) Lojas em Hampshire, West Midlands and Middlesborough.

Fonte: Glhom

BRASIL
No Brasil a Hermética Ordem dos Martinistas - HOM chega no ano de 2012 a qual já com membros Iniciados, está se estabelecendo para assim iniciar seus trabalhos.



SOCIETAS ROSICRUCIANA IN ANGLIA


A SOCIEDADE
A Societas Rosicruciana in Anglia (A Sociedade Rosacruz na Inglaterra ou S.R.I.A.) é uma sociedade Cristã independente. A Admissão é limitada a Mestres Maçons afiliados à uma Loja jurisdicionada ou com tratado com  a Grande Loja Unida da Inglaterra e que aceite e acredite nos princípios fundamentais da fé da Trindade Cristã.

A S.R.I.A., entretanto não constitui outro grau de interesse maçônico, a ser adquirido no percurso do progresso maçônico usual. É algo além e fora da maçonaria. Mais e mais maçons estão procurando nos graus cristãos por respostas às suas dúvidas durante seu avanço no conhecimento maçônico.
A afiliação à S.R.I.A. é feita por aqueles que já trilharam o caminho dentro da estrutura da Maçonaria. A Sociedade é um fórum ideal para Maçons que desejam estender sua contemplação dos mistérios da Natureza e Ciência.

A S.R.I.A. pode prover o maçom dando-lhe direção, estrutura e recursos para sua iluminação e avanço  para resolver os grandes problemas da Vida, em compreender e apreciar suas relações com seus companheiros e com seu Criador.
A Sociedade provê além um local para compartilhar pensamentos, aprendizado e experiência com outros através de trabalhos e de grupos de estudo e discussão.


ESTRUTURA DA SOCIEDADE
A Sociedade é governada internacionalmente pelo Supremo Magus e seu Alto Conselho. É dividida em Províncias cada qual governada por um Chefe Adepto.

Os Chefes Adeptos são responsáveis pelos Colégios em suas respectivas Províncias. Cada Colégio é presidido por um Celebrante com seus oficiais eleitos ou indicados anualmente.

O membro da Sociedade (chamado Frater que significa Irmão em latim, Fratres no plural) aspira o progresso por uma série de nove graus, cada qual tendo seu próprios rituais, separada em três distintas Ordens.

É requisito ao candidato ser proposto e acompanhado por membros da Sociedade, é eleito através de cédulas.

Através de passos regulares e graduados, os membros da Sociedade são guiados pelo esforço inicial ao objetivo final. Cada estudante deve possuir essas aspirações que podem ser desenvolvidas durante o treinamento na Fraternidade.

OBJETIVOS DA SOCIEDADE
“O objetivo da Sociedade é dispor de ajuda mútua e ao encorajamento para resolver os grandes problemas da Vida, e em descobrir os Segredos da Natureza; facilitar o estudo do sistema de filosofia fundamentado na a Kabbalah e nas doutrinas de Hermes Trismegistus, a qual foi inserida pelos primeiros Fratres Rosae Crucis da Alemanha em 1450; e investigar o significado e simbolismo de tudo que resta da sabedoria, arte e literatura do Mundo Antigo”.

ORDENANÇAS DA SOCIEDADE
Como o objeto da Sociedade é trazer ao maçom uma perspectiva filosófica de maneira que possa dispor de ajuda e encorajamento com os demais, buscando pelos seus próprios estudos no campo da filosofia de forma mais ampla. Em última análise o objetivo da Sociedade é aproximar seus membros da sabedoria e um entendimento da verdadeira natureza da realidade. 

Os membros são encorajados a ler os papéis originais ou extratos dos trabalhos de outros e a se unirem em discussões. Os membros devem estar preparados, não somente em tomar parte nos cerimoniais de Graus, mas em escutar e aprender e pelo estudo, dar aos demais os resultados desse estudo, em tomar parte ativa da resolução dos grandes problemas da vida e entender a sabedoria, arte e literatura do Mundo Antigo.

A Fraternidade Rosacruz é dedicada principalmente à educação das verdades espirituais, filosóficas e éticas nos mais altos níveis.
Os membros têm pesquisado e apresentado papéis de diversos temas incluindo, simbolismo dos números, alquimia, inteligência artificial, shamanismo, etc, assim como biografias de eminentes filósofos da Ciência, Esoterismo e Misticismo.

O Alto Conselho da Sociedade dispõe de uma valiosa biblioteca de aproximadamente três mil volumes em suas instalações em Stanfield Hall em Londres, que é acessível aos membros da Sociedade. Os membros de Colégios fora de Londres que desejam emprestar livros da biblioteca, o podem fazer através de seus Representantes do Alto Conselho do Colégio.

A CONEXÃO MAÇÔNICA
Rosicrucianismo e a Maçonaria estiveram conectadas desde os tempos imemoriais.
Historicamente a mais antiga evidencia ligando o rosicrucianismo e maçonaria aparece na publicação de Henry Adamson’s The Muses Threnodie, impresso em Edinburgo em 1638. “Pois o que pressagiamos não é geral, pois somos Irmãos da Rosa Cruz, Nós temos a palavra de Maçom e segunda visão, Coisas que estão por vir podemos predizer com exatidão”.

Alguns historiadores maçônicos acreditam que a moderna Maçonaria Especulativa herdou muito do movimento rosacruz. Certamente o registro mais antigo de maçom especulativo na Inglaterra, Sir Robert Moray e Elias Ashmole, senão eles mesmos rosacruzes, estavam profundamente interessados na filosofia rosacruz e ideais – ideais que talvez levassem seus motivos para então estabelecer a Royal Society.

A Sociedade Rosacruz da Inglaterra, S.R.I.A. foi fundada em 1867 pelo maçom Robert Wentworth Little e seis outros Irmãos que descobriram certos manuscritos nos arquivos da Grande Loja. Muitos eminentes maçons foram membros da Ordem.

Desde então tem sido o lar natural de maçons que buscam pela REALIZAÇÃO intelectual e espiritual.
A qualificação Maçônica para filiação à S.R.I.A. é um legado daqueles que fundaram a Sociedade. A provação maçônica é em si, uma recomendação de que o candidato é uma pessoa apta e adequada, familiar com o trabalho cerimonial e obrigações de fidelidade requeridas a todo membro da Sociedade; isto é, alcançado a condição de Mestre Maçom em uma loja devidamente qualificada, o candidato tem nessa posição que mostrar a si próprio como um homem de valor e discrição, buscando mais conhecimento dos mistérios que nos englobam.

A qualificação maçônica, portanto destina-se a garantir que fidelidade e privacidade caracterizarão a conduta de seus membros.

FILOSOFIA ROSACRUZ
A filosofia da Fraternidade Rosacruz é baseada nas aspirações de seu lendário fundador Christian Rosenkreutz, um alemão nobre de nascimento e de educação monástica que peregrinou ao Leste em busca da iluminação, e que solicitou levar esse conhecimento que adquiriu de volta ao ocidente. Após encontrar resistência e ser ridicularizado na Europa, retirou-se na Alemanha onde fundou a Fraternidade da Rosa-Cruz.

Originalmente era uma Ordem secreta, os Rosacruzes vieram à luz após 120 anos da morte de seu fundador, como uma fraternidade estabelecida, porém “Invisível” (aproximadamente na mesma época do surgimento da Maçonaria Especulativa) na virada do século XVII através da publicação de dois manifestos: a Fama Fraternitatis e o Confessio Fraternitatis (a Fama e a Confissão da fraternidade) publicados na Alemanha em 1614/1615, no qual convidava todos os estudiosos da Europa se unirem a eles em uma educativa, moral e cientifica reforma da sociedade. O Rosacrucianismo tem sempre se preocupado com a busca individual e fraterna da iluminação divina, para bem do individuo em particular e da sociedade em geral.

Em semelhança com a Maçonaria, o Rosacrucianismo estimula a fraternidade do Homem a compreender sua verdadeira natureza e propósito de seu lugar na Criação. A jornada espiritual de si na relação e compreensão com o Criador é peculiarmente única e individual. Mas não necessariamente solitária. De fato pode ser necessário que seja guiado e estimulado por um adepto ou por um outro que atravessou e contemplou um caminho similar.

A original Irmandade da Rosa e da Cruz todo estudioso da Europa a se unir a ela na reforma da aprendizagem e da sociedade; a S.R.I.A. agora convida todo mestre maçom que busca uma maior iluminação a se unir em nossa Sociedade e a participar nos trabalhos de nossa fraternal assembleia:

A difusão da Luz e o Avanço da Ciência.
 Fonte: S.R.I.A.
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sábado, 14 de julho de 2012

LETTRE A UN CHEVALIER BIENFAISANT DE LA CITE SAINTE


LETTRE A UN CHEVALIER BIENFAISANT DE LA CITE SAINTE

 Très cher et Révérend Chevalier,

Je partage entièrement votre sentiment.  Mais je crois qu'il faut nuancer fortement l'affirmation selon laquelle les rituels de 1808 pour l'Ordre Intérieur de Jean-Baptiste Willermoz, n'ont reçu l'agrément d'aucun convent. La lettre de Willermoz au Prince Charles de Hesse-Cassel du 10 septembre l810 nous permet d'y réfléchir. Elle se trouve imprimée en tête des Archives secrètes de Steel-Maret (que j'abrégerai en S.M.)
En fait, les frères d'Auvergne et par suite Jean-Baptiste Willermoz avaient-reçu une sorte de mandat du Couvent de Wilhelmsbad en général, et plus particulièrement de leurs frères d'Alsace, pour mener à son terme la rédaction des  rituels, ce qui semble bien avoir été fait pour les trois premiers grades et pour l'Ordre Intérieur avant la Révolution.

C'est à la suite d'un curieux concours de circonstances que le quatrième grade ne fut vraiment rédigé qu'en 1809 par J.B. Willermoz qui a tenu à s'en expliquer' auprès du Prince de Hesse-Cassel (S.M. p. 6-7-8 ; 12-13). Les arguments qu'il donne en faveur de la légitimité de sa démarche (et non seulement sur la rédaction de ce rituel, mais aussi sur l'octroi de Patentes à divers organismes et en particulier à la Préfecture de Neustrie au sein du Centre des Amis (S.M. p. II) sont très forts et n'ont jamais été contestés, que je sache, en 1810, ou peu après, alors qu'il y avait tout de même encore des participants ou des contemporains de Wilhelmsbad (Charles de Hesse-Cassel lui-même et, par exemple, Bacon de la Chevalerie qui ne mourut qu'en l82l). Pourquoi, je vous le demande, le seraient-ils en 1977 par des hommes qui peut-être ignorent presque tout de l'histoire de notre Ordre ?

Le bilan de la question des rituels est, grâce à cette lettre de Willermoz, assez facile à faire.

Les rituels des trois grades bleus furent achevés en 1786-1787 (S.M. p. 7). J'ai eu 1a bonne fortune - et je revendique l'honneur de cette découverte - de retrouver leurs textes authentifiés aux Archives départementales de la Drôme, à Valence, provenant de la loge rectifiée L'Humanité à l'O.°. de Crest.
Le rituel du quatrième grade a été rédigé en 1809 par J.B. Willermoz, et à cette date lourdement chargé d'enseignements. Jusqu'alors le rituel de 1778 était resté en vigueur. On connaît ce dernier par le fonds de Valence (même remarque que ci-dessus) et par un Ms de la Bibliothèque Historique de la Ville de Paris qu'il m'a été facile d'authentifier d'après le précédente. Ce grade s'appelait simplement Maître Ecossais, ne comportait pas de 4ème tableau et le bijou était sans revers, ce qui confirme le propos de J.B. Willermoz (S.M. p. 6).

Les rituels de l'Ordre Intérieur semblent avoir été rédigés assez rapidement après Wilhelmsbad (S. M. p, 8). Je ne me suis vraiment intéressé jusqu'ici qu'à la copie faite par J.B. Willermoz en 1808 pour la Préfecture de Neustrie, mais je vais m'attacher dès que possible à la comparer avec les états antérieurs. Celui de 1784 pour l’Armement des Chevaliers est très proche.
Que conclure de tout cela, sinon que la campagne de travail et de rédaction qui s'est étendue de 1782 à 1809, avec l’interruption de la Révolution, s'est bien faite dans le prolongement des pouvoirs donnés par le Convent de Wilhelmsbad, avec des retards sans doute dus aux circonstances - certaines vraiment exceptionnelles - mais sans aucune usurpation  ?

Un sentiment personnel maintenant :
Les fondateurs du Rectifié étaient des précurseurs, rituellement (par leur précision, sans équivalent, en 1782, en Europe continentale et en Angleterre) et spirituellement (par leur incroyable élévation). Après eux, il y a eu le creux de la vague.

En particulier, j'ai acquis la forte présomption que, sous l'influence notamment de l'ordre néo-templier de Fabré-Palaprat, un retour s'est fait à Genève aux conceptions néo-templières de la Stricte Observance. A mes yeux, c'est une régression qui n'a fait que s'accentuer par les campagnes de "modernisation" qui ont sévi depuis la fin du XIXe siècle jusqu'à nos jours.

Comme vous 1e dites si pertinemment il ne servirait à rien de patauger dans ces "tripatouillages". II faut étudier très sérieusement les textes de 1782 à l809, adopter des états de cette période selon des critères à déterminer et y revenir sans phrases en laissant froidement les amateurs d'ersatz se délecter de leur saccharine. C'est une affaire où il faut bien sûr respecter la courtoisie et les usages fraternels, mais son enjeu spirituel est si important que le moment arrivera assez rapidement de briser là.

Une dernière considération. Les lectures que je fais à longueur d'année pour Renaissance Traditionnelle m'ont amené à survoler les problèmes du christianisme et de la maçonnerie. Il apparaît que dans les pays maçonniquement très importants, une branche chrétienne de la maçonnerie a persisté, mais que, ô ironie, c'est rarement la même. Le caractère chrétien des Maçonneries Scandinaves, dérivées du système suédois du XVIIIe siècle, est bien connu et il n'est pas sans humour de noter, incidemment, qu'en 1976 la Grande Loge de Suède ne reconnaissait pas encore celle d'Israël.

En Allemagne ce type de maçonnerie est représenté par le Freimaurer Orden. [1]En -Suisse, le Grand Prieuré d'Helvétie s'inspire évidemment de la tradition chrétienne, même si c'est avec modération.
En Angleterre, le Suprême Conseil du Rite Ecossais Ancien et. Accepté, appliquant une logique qu'on aurait du mal à trouver .sollicitée, n'admet que des chrétiens au l8ème grade et, par suite, au delà.
En Amérique, la vocation chrétienne est représentée par le Rite d'York qui culmine avec des Chevaliers Templiers (Knights Templar) restés eux aussi cohérents avec eux-mêmes.
Tout cela représente un secteur maçonnique, curieusement disparate certes, dans la forme sinon dans le fond, mais important quantitativement et qualitativement.

J'aimerais que l'on me dise ce qu'il y aurait de scandaleux à ce qu'en France - terre chrétienne parmi les toutes premières - non pas tout le Rectifié, mais une partie de celui-ci (quelle incroyable concession déjà à la tolérance…) en toute fraternité, maintienne avec netteté une tradition ésotérique chrétienne, étant bien entendu qu'un ésotérisme valable ne va pas sans l'exotérisme correspondant ?
L'idée viendrait-elle à un chrétien de demander à entrer dans les B'naî-Berith ? Y serait-il admis ? et s'il l'était, demanderait-il à ce que tout soit modifié pour que .sa conscience ne soit pas heurtée ?
Et quelles sont dans le monde les sociétés ésotériques non chrétiennes où un chrétien est admis ? Et si cela se trouve en effet, dans lesquelles accepterait-on de modifier radicalement les enseignements fondamentaux pour ne pas aller contre son exotérisme ?

Je ne pense pas qu'il soit besoin de plaider cette cause bien longtemps, elle est excellente et se soutient aisément par toutes ses données propres, traditionnelles et historiques. Le réveil de 1911, mal préparé et mal dirigé, a abouti en France a une regrettable déviation et tout C.B.B.S. régulièrement armé selon la filiation helvétique, qui est aussi celle de Lyon, a le droit imprescriptible de revenir aux sources de la Province d'Auvergne. Simplement, s'il est vraiment un Chevalier Bienfaisant, il doit le faire avec douceur et fraternité, ce qui n'exclut pas pour autant la fermeté et la détermination.

Croyez, -très cher et Révérend Chevalier, à mes sentiments d'affection fraternelle

Eques a Latomia Universa

[1]  Voir R.T. n°29 La Franc-Maçonnerie en République Fédérale d’Allemagne aujourd’hui par Fritz Bolle. Le titre de Freimaurer Orden désigne communément l’organisation n°2 de notre liste (. 54-56 : la G.L. Nationale des Francs-Maçons d’Allemagne dont le siège est à Berlin.

Le rédacteur en chef de Renaissance Traditionnelle, Pierre Mollier,  m'a fraternellement autorisé à reproduire cette lettre parue dans le numéro 30, avril 1977, de la revue. Elle m'a paru en effet utile pour rappeler, 35 ans plus tard, quelques vérités méconnues, si j'en juge par certains propos. Premièrement au sujet des rituels (rappelons que cette question a fait l'objet dans cette même revues d'études définitives, d'une part par René Désaguliers, et d'autre part par Roger Dachez). Secondement au sujet du travail opéré postérieurement à Wilhelmsbad (que Jean Granger avait jadis critiqué). Et enfin au sujet du caractère chrétien de la maçonnerie rectifiée, question toujours débattue. Essentielle à cet égard est l'affirmation selon laquelle l'ésotérisme chrétien, pour être "valable", doit aller de pair avec l'exotérisme correspondant...

Dernier point : on va m'accuser de nouveau de dévoiler un incognito, mais n'importe, d'autant que c'est là un secret de Polichinelle : l'Eques a Latomia Universa, c'était le fondateur de la Loge nationale Française et de la revue Renaissance Traditionnelle, à savoir René Guilly, alias René Désaguliers.

domingo, 10 de junho de 2012

O HOMEM DAS ALTURAS E O HOMEM DA TORRENTE




O HOMEM DAS ALTURAS E O HOMEM DA TORRENTE
Por Marc Haven (Dr. Emmanuel Lalande)

A assustadora, esmagadora a massa de obras publicadas sobre as questões religiosas: livros sagrados, comentários, apologética, história das religiões e - especialmente desde o século XVIII crítica dos textos, estudos sobre os mitos, sobre a evolução das religiões, pesquisas sobre a natureza da fé, sobre suas origens! O salão da Biblioteca Nacional não seria suficiente para abrigar todos esses livros.

É apavorante, atroz, o pensamento dos rios de sangue derramados, das torturas suportadas desde os tempos primitivos até nossos dias em nome dessas duas palavras: os dogmas, a fé.

O que existe é o homem, com um coração que ama, que gostaria de ser amado, de compreender melhor para melhor amar. E isto é tudo. É isto que sentimos, que sabemos, que nasce em nós, conosco.

O homem ama a partir do momento em que pensa. Como o feto que, tão logo desligado de sua mãe, torna-se um eu, abre sua boca, busca o ar em um primeiro grito; da mesma forma a alma humana, desde que pensa - e isto se dá muito rápido - ama, busca o amor, estende seus braços às carícias da natureza e às dos homens.

Surgiu então diante dele um homem com estátuas ou uma mulher com bonecas, todos os dois o cativando com cantos e imagens atraentes, falando de misteriosos perigos, de livros sagrados, de promessas, de ameaças, de segredos.

A partir do momento em que um homem te diz: "Eis o livro sagrado, eis o único, o verdadeiro livro; eis o Credo que se faz mister saber, vinde ao Meu Templo...", esteja certo de que tens diante de ti um homem que o orgulho, o erro ou, ainda mais freqüentemente, o interesse, fazem falar. Não discuta, fuja, fuja aterrorizado!

A partir do momento em que em tuas pesquisas teus olhos caem sobre um livro intitulado Críticas de tal religião, exposição de tal doutrina, ensaio sobre a evolução dos dogmas, etc., não o abras, foge, foge desgostoso.

Mais ainda, quando tua razão se mostra inquieta, levanta objeções sobre a antinomia da Fé e da Ciência, afasta esse fantasma, reencontra o bom cantinho, a natureza, o mundo vivente, harmonioso; foge da tua razão! foge dos demônios que deixaste penetrar em ti. Porque não são os homens, nem os livros, nem tua Ciência que irão te fornecer a solução do problema; nem o saber, nem a Paz.

É certo que se podem escrever volumes sobre volumes sem esgotar a história das loucuras, das crueldades humanas. É certo que houve segredos, conchavos, autos-de-fé, predicações e ritos desde a aurora dos tempos até nossos dias. Mas de que serviram todos esses atos, que adiantaria para ti estudá-los? Que ganharíamos com isto?

Que ganhará aquele que deixar de ser judeu para tornar-se cristão, protestante, depois católico? Não terá ele o mesmo coração, provavelmente inquieto com o mesmo escrúpulo? Não, o problema é outro e mais simples e resulta do seguinte:

Há duas categorias de seres humanos, apenas duas. Temos, de um lado, aquele que ainda possui, desenvolvido, o estado de espírito original de seus primeiros dias e que chamaremos o espírito religioso:

esse ímpeto de amor que ele havia potencialmente engendrado. Ele pode pertencer a não importa que seita, confissão ou sociedade; ele busca, deseja a felicidade para si e para os outros; ama e gostaria de ser amado. Essa emoção que o emudece diante do belo, empurra-o para o bem, é um movimento irreversível espontâneo, diante do qual ele esquece inteiramente de si. Amo, desejo, quero compreender (isto é, tomar em mim, reunir à unidade em mim). Busco por detrás do objeto da idéia sua tradução em minha língua pessoal, seu eco em meu coração, seu parentesco com aquele desconhecido que persigo por todo o Universo, sob todos os fenômenos.

Quero apenas esta relação com a unidade, um número, um local em um sistema lógico? Não, isto não passaria de um puro jogo filosófico, que não preencheria nem meu coração, nem minha vida. É o amor que me preme e que eu chamo, é um ser vivente e amante que busco, não uma fórmula. Por que? Porque sou feito assim. Não tenho a pretensão de explicá-lo, mas eu o sinto, eu o vivo, e isto ultrapassa toda explicação.

O fato de formular este problema, a emoção que me emudece, já me mostram que a solução existe, que o problema está mesmo resolvido. "Não me buscarias se já não me tivesses encontrado" (em ti).

Já encontramos estas palavras de Jesus expressadas quatro mil anos antes de sua vinda, nos textos dos Sábios da China. É um entusiasmo imperioso, não uma adivinhação filosófica fria, indiferente. Eis a diferença!

Aqueles que mantiveram em si esse fogo divino - por menos numerosos que sejam em alguma família, em algum lugar que o destino os tenha colocado, pessoas importantes no mundo ou simples camponeses, sacerdotes ou soldados - fazem parte do mesmo grupo.
Através do espaço, ignorando inclusive suas existências, eles estão unidos em um mesmo ideal. Nenhuma seita os prende, e nenhuma raça, nenhuma profissão interpõe barreira entre eles.

Esse estado de espírito não se limita a ser um sentimento improdutivo. Os que o possuem agem; seus atos são simultâneos, intercambiáveis e fecundos. Do sentimento nasce o saber, o conhecimento real, o discernimento dos espíritos (discernir os espíritos é reconhecer em cada indivíduo seu mandato, seu nome, a função para a qual ele foi criado e ajudá-lo no cumprimento de sua obra). Sua vida é caridosa por seu exemplo. O caminho se revela diante deles e eles podem indicá-lo aos outros. Esse caminho é a renúncia ao "Eu", o abandono ao espírito, o caminho da Cruz.

Mas não se trata aí de uma religião, menos ainda de uma ciência ou filosofia. A religião formula seu Deus, seu Credo. É Manu, Jeová ou o Sol. Ela cria ritos, castas, sanções, constroem templos e celas. Ela entra no mundo para a conquista desse mundo. O espírito religioso não formula nada, não limita nada, conhecedor que é da fragilidade de sua razão, da mobilidade da sua imaginação. Ele encontra o UM presente tanto na floresta quanto na cidade. Ele não materializa o espírito nas palavras ou em pedras; ao contrário, ele transmuta a matéria em espírito, sabendo que dessas pedras Deus pode fazer nascer os Filhos de Abraão. Ele faz sacrifício em todos os Templos e mesmo em lugares públicos. Fato capital que diferencia o espírito religioso do espírito do mundo, seja em meio aos acadêmicos ou às Igrejas; é que o espírito religioso é um sentimento e em nada revela ostentação. É um amor, é o Amor, enquanto que o espírito do mundo é científico, repousa sobre a experiência, sobre o raciocínio, recusando qualquer elemento emotivo.

Os que compõem esta segunda classe da humanidade são as pessoas práticas positivas: homens de negócio, de ação, os struggle for life, que observam, classificam, pensam tudo e buscam tirar o melhor partido possível de tudo o que os cerca para a ampliação do seu Eu. Eles podem atingir, no homem de ciência, no homem de estado, uma grandeza considerável, elevar-se a alturas metafísicas que, à primeira vista, se confundem com o espírito religioso, mas que dele diferem inteiramente pelo fato de partirem da sensação, atribuindo ao mundo exterior uma importância primordial; apóiam-se na razão, na lógica, como meio, e têm um único objetivo: o desenvolvimento do seu Eu ao máximo de suas possibilidades, mesmo que às expensas de outrem. É o Ser racional que não abre nele os diques do amor, a não ser que esteja seguro de auferir daí um proveito imediato ou futuro.

Ora, os dados dos sentidos nos quais ele se apóia são inverificáveis; nossas sensações subjetivas, incomunicáveis. A razão é uma máquina muito aperfeiçoada, mas que não pode trazer nenhum resultado, nenhum novo produto. Ela molda o grão; não saberia produzi-Ia. Se ela é empregada por um coração humano, dirigi da e alimentada por ele, então fornecerá um trabalho melhor ou pior, segundo o valor do operário. Mas, mesmo neste caso, ela é incapaz de nos revelar o ser e os sentimentos daquele que o emprega. Já o filósofo conhece apenas a razão, só quer servir-se dela. Ele parte do nada e chega ao nada; do desconhecido no infinitamente grande, ao desconhecido no infinitamente pequeno, das nebulosas ao átomo, da massa inexistente à força incompreensível sem ela. Ele discute inclusive os postulados de que parte e, sobre esta ciência, alicerça uma moral, uma sociologia.

Suas produções materiais, suas leis, servem o mal com a mesma intensidade que o bem. Ele se cerca de um nevoeiro, se enreda nos elos; cria para si uma vestimenta de folhas e de peles de animais que chegam a fazer desaparecer seu próprio corpo. Ao cultivar a vontade, o Eu, semeia o germe das futuras destruições. E não poderia se dar de forma diferente, já que sua inteligência, oposta ao espírito, ao UM, traz o selo do binário, da divisão.

É assim que a humanidade se encontra dividida em duas categorias de seres que, mesmo falando a mesma linguagem, mesmo que intimamente misturados em sua vida cotidiana e sob o verniz da mais perfeita cortesia, são e permanecerão eternamente inimigos. É exatamente quando têm o ar de estarem no mais perfeito acordo, é quando pronunciam as mesmas frases, que estão mais distanciados do ' coração.

Em todos os países, em todas as raças e religiões, pode-se encontrar uns - em pequeno número - e outros em massa, porque o egoísmo, a luta pela vida, reinam na humanidade. Mas essa grande massa que se inclina diante da ciência, diante da razão, a última deusa, não tem o poder que se poderia supor. Interesses, ambições, crenças, fazem de cada um o inimigo daquele que deveria ser seu companheiro de armas na batalha contra os defensores do espírito. Os homens de ação, de luta, destroem incessantemente pela própria prática de seus princípios, essas nações que eles construíram pela conquista, cercadas de fronteiras, de leis, nações sempre perturbadas por trustes, greves, guerras, revoluções, até o ponto em que não restem senão as agulhas das coníferas.

Entre eles, semeados pelo mundo, estão os outros, aqueles que chamamos "homens de espírito religioso". Artesãos, camponeses, padres ou soldados, pouco importa, são os justos de que fala o Zohar, aqueles dos quais basta um para salvar uma cidade. São os operários do Senhor, os sustentáculos do Mundo. Eles vivem irreconhecíveis no meio da multidão, desprezados em geral, longe dos colégios, das capelas, mais longe ainda das sociedades ditas iniciáticas. Em torno deles encontram-se alguns homens dotados, que vivem de sua luz, que respiram suas almas.

É a estes "homens dotados" que falamos, que lembramos a frase de Lao-Tsé: "Retornai à simplicidade primitiva", e o ensinamento do Cristo: "Se não vos tornardes crianças, não conhecereis o Reino de Deus".

Porque na simplicidade primitiva o homem possuía esse poder de amor que engendra o homem de desejo, depois o Homem-Espírito. A porta superior do seu coração se abre: o Espírito penetra nele, ele se torna UNO nesse espírito com o Senhor. Ele tem toda liberdade, todos os poderes, como disse o apóstolo Paulo: "O Senhor é espírito; lá onde está o espírito, está também a liberdade". Aí se encontra o único problema que se coloca e que se faz mister resolver; é o único caminho a seguir; é a boa nova (Evangelho) que, de idade em idade, sob formas diversas, os anjos vêm repetir, da qual eles testemunham por vezes ao custo de sua vida, sempre ao custo da sua paz e da sua felicidade, quando não se elevam a esta suprema santidade que Nosso Senhor Jesus Cristo foi o único a atingir, nas alturas da sua Cruz.

19 de agosto de 1926
Esta matéria foi republicada no N. 1 de 2002 da edição francesa de L´Initiation.
Retirado da edição em português da revista L´Initiation, N. 9 de 2003.

EXPLICAÇÕES GERAIS SOBRE O MARTINISMO



EXPLICAÇÕES GERAIS SOBRE O MARTINISMO

Qual é a base da Iniciação Martinista? Um ritual da Ordem nos diz nos seguintes termos:

 “Encerra a filosofia de nosso Venerável Mestre, baseada especialmente nas teorias dos Egípcios, sintetizadas por Pitágoras e sua Escola. Contém, em seu simbolismo, a Chave que abre o mundo dos Espíritos e que não está cerrado; segredo inefável, incomunicável e unicamente compreensível ao verdadeiro Adepto. Este trabalho não profana a santidade do Véu de Ísis por imprudentes revelações. Aquele que é digno e está versado na História do Hermetismo, em suas doutrinas e em seus ritos, em suas cerimônias e hieróglifos, poderá penetrar na secreta, porém real, significação do pequeno número de símbolos oferecidos à meditação do Homem de Desejo”.

O Martinismo é uma Escola de alto Hermetismo que se descobre a muito pouca gente, preferindo a qualidade à quantidade, como qualquer associação que não deseja ter ação política e que, se pensa proceder socialmente, prefere elevar a multidão à seleção, no lugar de descer da seleção até a multidão.

A Iniciação Martinista é o resultado de um ensinamento, porém há em seu desenvolvimento uma parte imensa de formação pessoal. A Iniciação é gradual, conforme as capacidades daquele que deve seguir as fases de seu ensinamento antes de chegar aos graus superiores. Este é o sentimento que podemos extrair do célebre discurso pronunciado por Stanislas de Guaita e que encontramos no Umbral do Mistério:

“Fizemos-te iniciar: o papel dos iniciadores deve limitar-se aqui. Se chegares por ti mesmo à inteligência dos Arcanos merecerás o título de Adepto; mas, vê bem; seria em vão que os mais sábios Mestres quisessem revelar-te as supremas fórmulas da Ciência e do Poder mágico. A Verdade Oculta não poderá ser transmitida em um discurso: cada um deve evocá-la, criá-la e desenvolvê-la em si. És Inciciado: aquele que outros colocaram no caminho; esforça-te em chegar a Adepto, aquele que conquista a Ciência por si mesmo; em uma palavra: o Filho de suas obras.”

A Iniciação Martinista compreendida desta maneira, não pode transcorrer sem provas; porém estas não tem nada de comum com as de outras instituições iniciáticas. O discurso de Stanislas de Guaita, que não podemos aqui transcrever inteiramente, merece estudo e reflexão. Ele desenvolve esta doutrina: A Iniciação é, certamente, o resultado de um ensino, porém há em seu transcurso uma imensa parte de formação pessoal. Qualquer poder concedido pela Natureza ou pela Sociedade, para ser útil, deve desenvolver e adaptar à sua função aquele que deverá beneficiar-se com ele.

Existe uma qualidade de alma que caracteriza essencialmente o verdadeiro Martinista: é a afinidade entre espíritos unidos por um mesmo grau em suas possibilidades de compreensão e de adaptação; unidos por um mesmo comportamento intelectual, pelas mesmas tendências, do qual se segue a constatação obrigatória de que o Martinismo está composto, exclusivamente, por seres isolados, solitários, que meditam no silêncio de seu gabinete, buscando sua própria iluminação.

Cada um destes seres tem a obrigação, uma vez adquirido o conhecimento das leis do equilíbrio, de transmitir a compreensão alcançada, para aqueles que possam compreender e participar daquilo que ele crê constituir a verdade em sua vida espiritual. É aqui, então, que intervém a Missão de Serviço do Martinismo, é somente neste sentido que esta corrente espiritual especial encontra seu lugar na Tradição Ocidental.

Os assuntos de dinheiro são quase desconhecidos na Ordem; as quotas, “o tronco da viúva”, os direitos pelos diplomas não existem e os graus são conferidos sempre ao mérito e não podem nunca ser objeto de tráfico.

A filiação à Ordem Martinista é buscada, sobretudo, pela instrução que leva bastante longe e que compreende o estudo aprofundado das ciências simbólicas e herméticas.

Por outro lado, a Ordem abre suas portas tanto aos homens como às mulheres; não exige de seus membros juramento nenhum de obediência passiva, nem tampouco lhes impõe nenhum dogma; acolhe sem distinção a todos os que sentem em seus corações o amor ao próximo e que desejem trabalhar pelo bem comum.

Dentro da Ordem é de rigor possuir a maior tolerância, ou melhor, o espírito de compreensão mais acentuado. No que diz respeito à ajuda mútua, ela constitui também uma das características essenciais do Martinismo, cujos adeptos se esforçam, segundo suas possibilidades, em ajudar aos demais seres humanos, sejam ou não iniciados, pertençam ou não a nossa Ordem.


A Ordem Martinista compreende três graus: Associado, Iniciado e Superior Incógnito, conferidos de acordo com rituais que procuram dar a quem os recebe uma ajuda poderosa.



Já dissemos que o Martinismo é uma cavalaria, ou por outra, é uma tendência ou corrente cavalheiresca que persegue o aperfeiçoamento individual e coletivo. É necessário, portanto, que o Martinismo em todas as terras esteja formado por servidores perfeitos e sucessores dos verdadeiros Mestres do movimento; os Superiores Incógnitos, dos quais um dos primeiros a ser conhecido pelo mundo profano foi Louis Claude de Saint-Martin, que ainda pode ser conhecido como o Filósofo Desconhecido.

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Obras de L.C de SAINT MARTIN



"Dos Erros e da Verdade"
A tese desse livro é a de que pelo conhecimento de sua própria natureza o homem pode alcançar o conhecimento do seu Criador e de toda a criação, bem como as leis fundamentais do Universo, das quais encontra reflexo na lei feita pelo homem. Sob essa luz foi mostrada a importância do livre-arbítrio.


"Tábua Natural das relações que existem entre Deus, o Homem e a Natureza"
O homem teria sido privado de suas aptidões e seus meios superiores por ter mergulhado na matéria tão profundamente que nisso perdeu a consciência de sua natureza original, que tinha antes da queda e que era um reflexo da imagem de Deus. Com essa queda o homem ter-se-ia afastado do quadro de seus próprios direitos e deixaria de ser um elo entre Deus e a natureza.


"O Homem de Desejo"
Nessa obra vemos a influência da doutrina de Boehme. Essa obra lembra um dos salmos que exprime o ardor da alma para com Deus e deplora a alma do homem, seus erros e pecados, sua cegueira e sua ingratidão. Nessa obra, Saint-Martin viu a possibilidade de um retorno do homem a seu estado primitivo. Mas esse retorno só seria possível com o abandono da vida do pecado e seguindo os ensinamentos do Redentor Jesus Cristo, o Filho de Deus, que desceu das alturas de Seu trono celestial por amor a toda humanidade.



"Ecce Homo"
Saint-Martin adverte para o perigo de buscar a excitação das emoções das experiências mágicas de baixo nível, das premonições, dos diversos fenômenos que não passam de expressões de estado psico-físicos anormais do ser humano.



"O Novo Homem"
Nesse livro é tratado o pensamento como um órgão de renascimento que permite penetrar no mais profundo do ser humano e descobrir a verdade eterna de sua natureza. A alma do homem é um pensamento de Deus.



"Do Espírito das Coisas"
Nesse livro o autor declara que o homem, criado à semelhança de Deus, pode penetrar no seio do Ser que está oculto por toda a Criação e que graças a sua clara visão interior, ele é capaz de ver e reconhecer as verdades de Deus depositada na Natureza. A luz interior é um reflexo que ilumina as formas.



"O Ministério do Homem Espírito"
Aqui o Filósofo Desconhecido completa todas as indicações precedentes, apresentando um objetivo que não é diferente, qual seja, o da ascensão de uma alta montanha. O homem escala impelido por uma necessidade interior e no antegozo da vitória, que traz a liberdade após tribulações e sofrimentos. É a volta do filho pródigo ao Pai, sempre cheia de caridade e perdão. Isso é alcançar a unidade perfeita com Ele: "O Pai e eu somos um".



"Dos Números"
Trata-se de urna obra inacabada, mas contém muitas indicações importantes que não poderiam ser encontradas em outra parte. Ele analisou os números de um ponto de vista metafísico e místico. Nos números encontrou uma confirmação da queda e do renascimento do homem.



"O Crocodilo"
Descreve , através de um poema épico de 102 cantos, a maneira como o mal se insinua nas coisas sagradas e com perfídia ele destila seu veneno para destruir aqueles que são cegos e insensíveis. Mas o mal dispõe de um tempo limitado e pode ser facilmente reconhecido por sinais discerníveis; não pode iludir aqueles que tem a visão da consciência, que observa, e são cavalheiros de nobres desígnios.



"Nova Revelação"
Saint-Martin trata nessa obra do livre-arbítrio. o homem pode alcançar toda a verdade pelo conhecimento de sua própria natureza mediante todas as aptidões que ele tem: físicas, intelectuais e espirituais. Deve compreender profundamente a ligação que existe entre sua consciência e seu livre-arbítrio.



Nas obras póstumas do Filósofo Desconhecido foram publicados certos escritos curtos de sua autoria, dentre os quais são destaques: "Pensamentos Escolhidos, numerosos fragmentos éticos e filosóficos, poesias incluindo "o Cemitério de Amboise", "Estrofe Sobre a Origem e o Destino do Homem", além de meditações e preces. Louis-Claude de Saint-Martin era um cavalheiro empenhado nu busca da luz. Foi reconhecido como um dos maiores místicos da França, mas a obra de sua vida não se limitou às coisas que escreveu. Toda a sua existência foi dedicada à idéia de um grande renascimento da humanidade e ele desencadeou um eco profundo, não somente na França mas também no Oeste e no Leste da Europa.