segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AKHENATON

AKHENATON - MISTÉRIO E CORAGEM
A civilização de Amenófis III e o poder de Tebas

A originalidade da obra empreendida por Akhenaton não é contestável, seja qual for o limite que cada historiador queira colocar. No entanto, é preciso entender a realidade do meio em que ele surgiu para melhor avaliar sua caminhada.
Seu pai, o faraó Amenófis III, começa a reinar por volta de 1.408 a.C. Seu governo se estenderá sobre um Egito fabulosamente rico que conhece seu verdadeiro apogeu. O prestígio das Duas Terras, nome tradicional do Egito, é imenso, tanto pela qualidade da civilização, quanto pelo poderio militar. A corte de Amenófis III apresenta um padrão de dignidade muito acima da média e, durante seu reinado, as artes, a arquitetura e as ciências recebem por parte do faraó uma atenção especial.
Amenófis III - Pai de Akhenaton

Sendo um enamorado da beleza, Amenófis III traz para a cultura egípcia elementos da cultura de outros povos com os quais mantém intercâmbio diplomático. Seu reinado porém, esbarra com dois problemas. O primeiro é a ascensão do poder militar dos hititas, que não recebem do faraó a devida atenção gerando, ao longo dos anos, grande inquietação interna e a desconfiança dos países aliados. O segundo é o grande poderio dos sacerdotes de Tebas, que não aceitam a forma centralizadora da administração adotada pelo faraó. Com efeito, Tebas é a cidade santa do deus Amon, O Oculto.
Funcionando como um verdadeiro Estado dentro do Estado, e com o Sumo Sacerdote com poderes de rei, são freqüentes as situações de confronto com o faraó, uma vez que criar e alijar reis era hábito dos sacerdotes de Amon. Neste meio, envolvido pela arte e a beleza, pelos temores da guerra e pelas tensões geradas pelo clero, nasce e cresce o futuro faraó Amenófis IV.



Descobrir Akhenaton é o mesmo que trazer à evidência um tipo de homem que busca ter uma visão do universo, colocando seus ideais acima das circunstâncias materiais e políticas. Sua vida apresenta aspectos de uma procura que podemos qualificar como iniciática. Ela abre nosso coração para uma luz maior e enriquece-nos com uma experiência de grande coragem de alguém que acreditou em seu sentir.
A Família e a Educação

A formação do jovem Amenófis IV teve forte e positiva participação de seus pais, o faraó Amenófis III e a rainha Tii, um casal que a história registra como sendo de rara inteligência e com princípios morais elevados. Seu pai, homem de pulso forte, soube se fazer cercar de sábios que o assessoravam no governo do Egito e demonstrou grande capacidade de conquistar pacificamente o apoio dos países vizinhos.
Demonstrou também coragem para romper com algumas tradições impostas ao faraó, dentre elas, a de se casar com uma mulher sem origem na realeza, mas sim de origem modesta. O faraó idealizava a formação de uma religião universalista, privilegiando em seu reinado o culto de Aton, apesar da forte influência de Tebas e seu deus Amon, o que certamente influenciou em muito a formação do pensamento de Akhenaton. Mais tarde, ainda vivo e durante o reinado de seu filho, Amenófis III apoiou as mudanças profundas promovidas por ele.


Sua mãe,
a plebéia Tii, foi personalidade marcante da história do Egito, participando ativamente das grandes decisões políticas sendo que, em certos casos, chegou mesmo a desencadeá-las.
Rainha Tii ou Tiyi - mãe de Akhenaton

Tii leva uma vida apaixonante e não descansa jamais, sendo vista constantemente nas manifestações públicas ao lado do rei, fato este que era inusitado na história do Egito. Segundo muitos historiadores, foi ela quem preparou todo o caminho para a chegada do filho ao poder.
Além dos pais, dentre os sábios que conviviam com o faraó, houve um de especial importância para o jovem Amenófis. Trata-se de Amenhotep, considerado um dos maiores sábios do Egito e que foi o grande educador do futuro faraó. Amenhotep era um homem que defendia ser fundamental acionar as idéias e conhecimentos de cada um, sem o que de nada valia o conhecimento para o homem.
Esta posição foi fundamental na formação de Akhenaton, que possuía, desde jovem, grande tendência mística, e que encontrou em em seu preceptor Amenhotep o conhecimento necessário para buscar o equilíbrio de suas ações.


Início do Reinado

Amenófis IV - que mais tarde
ficou conhecido como Akhenaton - foi coroado faraó aos 15 anos de idade, assumindo o poder e co-regência com seu pai, numa época em que Egito vivia uma situação interna tranqüila e de grande prosperidade. Seu reinado durou 13 anos (1.370 à 1.357 a.C.). Amenófis III morreu no 12o ano do reinado de Akhenaton.
Durante os oito anos do período de co-regência, Amenófis III pode passar ao filho toda sua experiência e também servir de apoio para as grandes mudanças promovidas por ele. É o pai também quem controla a impetuosidade do filho, evitando um confronto com o clero de Tebas antes que tivessem sido lançadas as bases da "revolução amarniana". O jovem Amenófis IV acredita que um ideal justo sempre triunfa, mas aprende com o pai a ser paciente.
Sua mãe, que viveu durante os seis primeiros anos de seu reinado, foi responsável pela estruturação das tendências místicas de Amenófis IV, fazendo com que ele se aproximasse da parte do clero que estava ligada aos antigos cultos do Egito, onde Aton era o deus maior.
Assim, durante os quatro primeiros anos de seu reinado, Amenófis IV vai, lentamente, se afastando de Tebas e amadurecendo a idéia de um Deus universal. Ao final deste período, ele inicia a grande revolução. Proclama sua intenção de realizar a cerimônia religiosa de regeneração - denominada "festa-sed" na qual o faraó "se recarrega".
Para este ritual mágico, manda construir um templo para Aton e adota o nome de Akhenaton, o filho do sol. O significado destes atos é profundo dentro da cultura egípcia. O faraó indicava claramente que Aton passava à condição de deus do Egito, rompendo com os sacerdotes de Tebas.
No templo de Aton, pela primeira vez, o deus não tinha rosto, sendo representado pelo Disco Solar. Aton era o sol que iluminava a vida de todos. Imediatamente passa a ser conhecido como o faraó herético.
Akhenaton


Não se pode entender a obra de Akhenaton sem se conhecer a figura de sua esposa, Nefertiti, a bela que chegou, bem como a figura de seus pais e Amenhotep. Segundo os historiadores, era uma mulher de rara beleza. Nefertiti, egípcia, pertencia a uma grande família nobre.
Não seria ela, no entanto, quem o futuro faraó deveria desposar, o que novamente indica a independência da família real em relação aos usos e costumes impostos à corte.
O casamento, porém, se deu quando Amenófis IV tinha, aproximadamente 12 anos, sendo que Nefertiti era ainda mais jovem que ele. Akhenaton e Nefertiti acabaram por transformar seu casamento estatal em um casamento de amor.
São muitas as cenas de arte que retratam o relacionamento carinhoso entre eles, o que, por si só, mostra a intensidade deste relacionamento, uma vez que não era comum na arte egípcia a expressão destes sentimentos. Com efeito, Akhenaton e Nefertiti são, até hoje, citados como exemplo de um dos casais românticos mais famosos da história.



Do mesmo modo de Tii, Nefertiti era muito mais que uma esposa e mãe, embora preenchesse perfeitamente estas funções. Foi também uma das cabeças pensantes da civilização amarniana, como ficou conhecida a obra de Akhenaton. Sob sua doçura e fascínio, ocultava uma vontade de impiedoso rigor.
Nefertiti


Grã-sacerdotiza do culto de Aton, Nefertiti dirigia o clero feminino e nesta função conquistou o carinho e a admiração do povo.
Soube canalizar este sentimento popular de modo a fortalecer o carisma de seu marido diante do Egito. Viveu com o mesmo ardor de Akhenaton a nova espiritualidade.
O casal teve seis filhas e nenhum filho. Quando do declínio da saúde de Akhenaton, foi Nefertiti quem preparou sua sucessão.
Segundo os historiadores, foi ela quem preparou o jovem Tut-ankh-Aton para ocupar o trono, que mais tarde reinou sob o nome de Tut-ankh-Amon. No espírito de Nefertiti, este era o único meio de preservar a continuidade monárquica e de garantir um necessário retorno à ordem.





Akhenaton - o Edificador
A idéia do deus único e universal foi se tornando cada vez mais consistente para Akhenaton. Com sabedoria e coragem, ele foi dando passos firmes para a construção de seu propósito. Era preciso materializar a idéia. Durante o quarto ano de seu reinado, Akhenaton definiu o local onde seria erguida a nova cidade. Sua escolha não se deu ao acaso, mas dentro de todo um simbolismo coerente com a nova doutrina.
A cidade se chamaria Tell el Amarna que significa O Horizonte de Aton, ortanto, A Cidade do Sol. Estava localizada perto do Nilo, portanto, perto da linha da vida do Egito e a meio caminho entre Mênfis e Tebas, ou seja, simbolicamente seria o ponto de equilíbrio entre o mundo material e o mundo espiritual.
Ao todo foram quatro anos para a construção de Amarna com 8 km de comprimento e largura máxima de 1,5 km, com ruas grandes e largas, paralelas ao Nilo. Apenas no sexto ano é que ele anuncia oficialmente a fundação da cidade de Amarna.
A proclamação recebeu integral apoio do clero de Heliópolis. Amarna passava a ser a nova cidade teológica onde seria adorado um deus solar, único. Com a construção de Amarna, num local em que o homem jamais havia trabalhado, Akhenaton prova que não é um místico sonhador, mas alguém compromissado em construir seus ideais, disposto a fazer uma nova era de consciência de Deus.
Amarna não é uma cidade comum, mas o símbolo de uma nova forma de civilização, onde as relações humanas, desde a religião até a economia, achavam-se modificadas. Foi uma maneira de dar uma forma inteligível de suas idéias para os homens. Foi o teatro de uma tentativa fantástica de implantação do monoteísmo.
Ali havia gente de todas as nações que se transformaram de súditos em discípulos de Akhenaton. Viver em Amarna, era tentar desafiar o desconhecido e mergulhar na aventura do novo conhecimento, acreditando que o sol da justiça e do amor jamais se deitaria.

A Vida em Amarna
Capital do Egito, cidade protegida, Amarna é antes de tudo uma cidade mística em virtude da própria personalidade do rei. Viver em Amarna era compartilhar da vida do casal real, suas alegrias e suas dores. Era descobrir, no rei, um mestre espiritual que ensinava as leis da evolução interior.

Akhenaton e Nefertiti constantemente passeavam pela cidade, a bordo da carruagem do sol, buscando um contato com seus súditos. Diariamente, cabia a Akhenaton comandar a cerimônia de homenagem ao nascer do sol e a Nefertiti, a cerimônia do pôr do sol.
Para administrar a cidade, tendo como conselheiros políticos o pai, a mãe e um tio de nome Aí, Akhenaton herdou grande parte dos auxiliares de seu pai, que adotaram com entusiasmo a nova orientação religiosa do faraó. Akhenaton cuidou de ensinar a nova espiritualidade a todos seus auxiliares diretos.
Esta espiritualidade se baseia numa religião interior e na certeza de que existe um mesmo Deus para todos os homens.


Akhenaton favoreceu a ascensão social de numerosos estrangeiros abrindo ainda mais o Egito para a influência de culturas de outros povos. Assim, rapidamente o perfil social do Egito sofreu uma alteração de grande vulto. É fácil imaginar que muitos foram aqueles que ficaram descontentes com a nova situação, mas a grandiosidade do faraó fazia com que se mantivesse um equilíbrio na sociedade, e de sua sabedoria emanava uma energia que influenciava positivamente todos os aspectos da vida no Egito.

A
arte egípcia foi particularmente influenciada durante o reinado de Akhenaton, sendo historicamente classificada como a Arte Amarniana. De forma extremamente inovadora para a época, ela registra a visão que o faraó tinha do homem e do universo. Pela primeira vez surgem obras mostrando a vida familiar, o que vem ao encontro da concepção de Akhenaton de que o fluxo divino passa obrigatoriamente pelo organismo familiar. Em algumas obras, aparecem também membros da família real nus, como indicação da necessidade da transparência interior. Este tema da transparência do ser está presente na mística universal.
Akhenaton permitiu que se registrasse em obras de arte, cenas da intimidade da vida da família real, o que jamais fora feito antes. Também são muito utilizados temas onde aparece a natureza, fauna e flora, considerados a grande dádiva da vida vinda de Aton. Outro aspecto relevante é a representação do faraó com aspectos nitidamente femininos, o que indicava ser ele, como filho do sol, origem da vida para o Egito, e portanto, ao mesmo tempo pai e mãe de seus súditos. A história classifica estas representações como as do Akhenaton teológico.
Na poesia, a contribuição da civilização de Akhenaton é muito rica, especialmente nos escritos religiosos em homenagem ao deus Aton. É através dela que o faraó mostra a unicidade de Deus - o Princípio Solar - que criou o Universo, deu origem à vida em todas as suas manifestações. O Princípio Solar rege a harmonia do mundo, tudo cria e permanece na unidade.

Akhenaton e a Religião da Luz
Devemos observar que mesmo durante o período em que Tebas exerce a maior influência na religião egípcia, Mênfis e Heliópolis continuavam a alimentar a espiritualidade do reino.

Os sacerdotes destas cidades, sem o poder material de Tebas, consagravam-se ao estudo das tradições sagradas que cada faraó devia conhecer. Foi com estes sacerdotes que Akhenaton foi buscar as bases na nova ordem religiosa. Apesar dos séculos que nos separam da aventura espiritual de Akhenaton, podemos perceber seu ideal e sua razão de ser e nos aproximarmos, passo a passo, de Aton, cetro misterioso da fé do faraó.
Para ele (Akhenaton), Aton é um princípio divino invisível, intangível e onipresente, porque nada pode existir sem ele. Aton tem a possibilidade de revelar o que está oculto, sendo o núcleo da força criadora que se manifesta sob inúmeras formas, iluminando ao mesmo tempo o mundo dos vivos e dos mortos e, portanto, iluminando o espírito humano sendo, por isso, a sua representação o disco solar, sem rosto, mas que a todos ilumina.


Aton é também o faráo do amor, que faz com que os seres vivos coexistam sem se destruir e procurem viver em harmonia.
Para Akhenaton, é essencial preservar uma "circulação de energia" entre a alma e o mundo dos vivos. Na realidade, não existe nenhuma ruptura entre o aparente e o oculto. Na religião do Egito não existe a morte, apenas uma série de transformações cujas leis são eternas. Em Amarna, os templos passam a ser visitados integralmente por todos, não mais existindo salas secretas em cujo interior somente os sacerdotes e o faraó podem entrar.
Para Akhenaton todos os homens são iguais diante de Aton. A experiência espiritual de Akhenaton e os textos da época amarniana deslumbraram mais de uma vez os sábios cristãos. Numa certa medida, pode-se dizer que ele é uma prefiguração do cristianismo que viria, com uma visão profunda da unicidade divina, traduzida pelo monoteísmo. É espantosa a semelhança existente entre o Hino a Aton e os textos do Livro dos Salmos da Bíblia, em especial o Salmo 104.
Por outro lado, é fácil encontrar semelhanças entre a vida de Akhenaton e a vida de Moisés. Se um destrói o bezerro de ouro, o outro luta contra a multiplicidade de deuses egípcios, ambos lutando pelo ideal do monoteísmo e se colocando como mestres dos ensinamentos divinos para todo um povo. A religião de Amarna continha uma magia maravilhosa, uma magia que aproxima o homem de sua fonte divina.

O fim de Akhenaton
A implantação da nova ordem religiosa tornou-se quase que a única tarefa merecedora da atenção do faraó. Com isso não combateu os movimentos internos daqueles que se sentiram prejudicados pela nova ordem e também pelo crescimento bélico dos hititas. Por volta do 12o ano de seu reinado, com a morte de Amenófis III, estes movimentos internos tomavam vulto e as hostilidades externas se agravavam.
Akhenaton, porém, fiel a seus princípios religiosos, se recusava a tomar atitudes de guerra, acreditando poder conquistar seus inimigos com o poder do amor de Aton.

Nesta altura, a saúde de Akhenaton dá sinais de fraqueza, e ele resolve iniciar um novo faraó. Em Amarna, Nefertiti iniciara a preparação de Tut-ankh-Aton, segundo genro do faraó, para a linha de sucessão, uma vez que o casal não possuía filho homem. Akhenaton no entanto, escolhe Semenkhkare, iniciando com ele uma co-regência do trono.
Embora não existam registros claros sobre este período, tudo indica que durante a co-regência, que durou 5 ou 6 anos, morre Nefertiti, e sua perda é um golpe demasiado forte para Akhenaton, que vem a falecer pouco depois com aproximadamente 33 anos. Seu reinado, no total, durou cerca de 19 anos.
Semenkhkare também faleceu praticamente na mesma época, deixando vazio o trono do Egito e permitindo aos sacerdotes de Tebas a indicação de Tut-ankh-Aton, que imediatamente mudou seu nome para Tut-ankh-Amon, indicando que Amon voltava a ser o deus supremo do Egito.

Por ser muito jovem e não possuir a estrutura de seus antecessores, Tut-ankh-Amon permitiu a volta da influência de Tebas que, por sua vez, não mediu esforços para destruir todo o legado de Akhenaton, incluindo-se a cidade de Amarna.
Akhenaton - Um Marco na História da Humanidade
O fim dramático da aventura amarniana é devido a circunstâncias políticas e históricas que não diminuem em nada o valor do ensinamento de Akhenaton. Se é inegável que o fundador da cidade do sol, a cidade da energia criadora, entrou em conflito com os homens que ele queria unir pelo amor de Deus, não é menos verdade que ele abriu uma nova concepção sobre esta luz que a cada instante se oferece aos homens de boa vontade.
Sua experiência foi uma tentativa sincera de perceber a Eterna Sabedoria e de torná-la perceptível a todos. A coragem que demonstrou na luta constante por seus ideais, sem dúvida, fez dele um marco eterno na história da humanidade.
A história de Akhenaton mostra, mais uma vez, que um homem melhor faz um meio melhor, e que a força de sua convicção em seu objetivo altera a vida do meio, seja ele uma rua, um bairro, uma cidade, um país.... o Universo. Para isto, há de se ter Coragem!


Hino dos Mestres Maçons da Marca




 Não ande na minha frente, poderei não acompanha-lo.
Não ande atrás de mim, poderei não liderar.
Caminhe junto a mim, Caminhe ao meu lado
E seja meu amigo., Basta ser meu amigo.
 
E vamos conduzir os cegos por um caminho que eles não imaginam.
Vamos levá-los em caminhos que não conheçam,
E vamos transformar a escuridão em luz na frente deles
E as coisas erradas em corretas.

Não ande na minha frente, poderei não acompanha-lo.
Não ande atrás de mim,  poderei não liderar.
Caminhe junto a mim, Caminhe ao meu lado
E seja meu amigo., Basta ser meu amigo.
 
E vamos colher algumas flores,
Vamos leva-las e planta-las ,
Em cada canto do nosso estado,
Então elas poderão espalhar a sua fragrância e a sua alegria,
Onde elas são mais necessárias!!!!!!!!
 

Não ande na minha frente, poderei não acompanha-lo.
Não ande atrás de mim,  poderei não liderar.
Caminhe junto a mim, Caminhe ao meu lado
E seja meu amigo., BASTA SER MEU AMIGO!!!!!!!!!!!!.

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Ordem Militar da Cruz Vermelha de Constantino



Cruz Vermelha de Constantino


Ordem Militar da Cruz Vermelha de Constantino
Esta ordem é considerada por muitos maçons como um dos objetivos a ser alcançado na Maçonaria.
A ordem na sua forma atual, foi fundada em 1865. O nome é derivado da lenda do imperador romano Constantino. Em sua luta pelo poder com seu rival Maxêncio, ele recebeu uma visão um pouco antes da batalha de Saxa Rubra. Nesta visão Deus lhe deu a ordem para fornecer todos os seus soldados com uma Grande Cruz Vermelha, a fim de ganhar. Constantino fez isso e ganhou. Como resultado, ele se converteu ao cristianismo.

A ordem tem cinco graus:
Cavaleiro da Cruz Vermelha de Constantino: Este grau relata a história bem conhecida de Constantino, o Grande, o imperador romano que foi miraculosamente convertido à fé cristã. Ele fala de sua visão divina, a instituição de uma forma especial, a sua posterior vitória sobre o rival Imperador Maxêncio e a criação do que é reivindicado para pertencer a instituição mais antiga de Cavalaria cristã. A substância do grau desenvolve em torno da doutrina secreta o associado com o Lábaro, a bandeira da vitória, enquanto a palestra contém uma referência mais interessante para o Colégio Romano de Arquitetos. Todas as empresas regulares do Conclave é realizado no grau da Cruz Vermelha de Constantino, enquanto o Santuário e Commandery são apenas para efeitos de atribuição das Ordens.

Cavaleiro do Santo Sepulcro: A tradição afirma que este diploma teve origem após a descoberta da verdadeira Cruz de Santa Helena. Ela está preocupada com os três dias que mediaram entre a crucificação e a ressurreição. Esta Ordem de Cavalaria é dito ter sido instituído pela mãe de Constantino, a manter um guarda no Lugar Santo e é simbolizado na cerimônia por uma vigília sobre o HS. Os deveres sobre os Cavaleiros foram o desempenho dos sete obras de misericórdia.

Cavaleiro de São João Evangelista: Este é o segundo dos graus que são sempre atribuídas em conjunto e é fundada sobre uma tradição relativa a uma descoberta notável feito nas ruínas do Templo de Jerusalém e a subseqüente fundação dos Cavaleiros de S. João. A interpretação da lenda é de uma natureza mais interessante e instrutiva e é marcante na sua tentativa de explicar o Craft e cerimônias do Arco Real em um sentido puramente cristão.
O Colégio de "Sacerdotes-Maçons 'está aberto apenas para Cavaleiros que estão como um vice-rei de um conclave.
O Senado dos 'Príncipes-Maçons' está aberta apenas aos soberanos de um Conclave. Os Príncipes-Maçons representam o Imperador Constantino.
Podem ingressar nessa Ordem apenas os Irmãos que são Companheiros do Arco Real e que proclamam a trabalhar em nome da Tri-Unidade (Trindade).
Os capítulos locais são chamados de Conclaves. O primeiro conclave holandês foi fundada em 1985. Em 1990, os conclaves holandês e belga, formou o Benelux Divisão, sob a autoridade do "Grand Imperial".
Final de 2002, o Benelux Divisão teve oito Conclaves:
• Aetas nr Aurea. 384, Leiden
• Corona Veritatis nr. 396, Bilthoven
• Roterodamum nr. 400, Rotterdam
• nr Brabo. 405, Antuérpia (Bélgica)
• Flandria nr. 407, Terneuzen
• Non Nobis nr. 408, Amsterdam
• Constanter nr Fidelis. 422, Kampen
• Saintre WAUDRU nr. 434, par Velaines Celles (Bélgica)
Regalia
Quando instalado como um companheiro de Knight, o Regalia consiste de uma faixa roxa e jóia da mama:
RCC Knight Companheiros Jewel
RCC Knight Companheiros Sash
RCC Knight antigos companheiros Regalia
(avental não mais em uso)
Ao chegar ao status de um cavaleiro do Santo Sepulcro e de S. João Evangelista, um novo estilo é adotado, o que predomina sobre todas as outras regalias em seguida. No caso de um companheiro de Cavaleiro da Ordem, que compreende uma jóia de mama, usada no peito esquerdo secundária à de Constantino, que mostra uma águia negra (passant regardent ao sinistro), apoiando um losango preto vinculados por uma faixa dourada (cordão), e carregado com duas cruzes douradas, uma dentro da outra suspensa por uma fita branca. A faixa branca é de seda preta com borlas, e ostentando o símbolo de uma águia de cor negra (como no Jewel), o emblema circular de São João em prata, e um losango preto (como a jóia).
K.H.S. Jewel
K.H.S. Sash
Um Comandante ou Comandante Past usa uma jóia no peito esquerdo (como, por um Cavaleiro Templário) suspensa de uma fita branca, apoiando uma Cruz Negra de Jerusalém, em cima uma coroa imperial preta. A faixa usada é a de um Cavaleiro, com a adição de uma Águia.
Diretoria Divisional Sash
Diretoria Grand Sash

A Officer Divisional desgasta a jóia da mama de sua posição, enquanto que em seu cinturão tem faca com cabo de carmesim, e leva o nome da divisão (em vermelho) em um arco entre a Águia e o emblema de St. John.

Diretoria Grand usa um colar, da qual está suspensa a jóia, com o Eagle (de um Cavaleiro Templário) em talha dourada, em cima uma coroa imperial em vermelho e ouro, apoiando uma grande Cruz, com uma cruz diagonal Flory os ângulos em ouro,  com uma cruz de Jerusalém preta dentro de uma argola, com a menção "Grande Conselho" em ouro. A faixa é a de um comandante, mas com borlas de ouro e diferenciadas por uma fronteira de trança preta com duas faixas de ouro, a Coroa Imperial de vermelho e dourado, o emblema da águia e de São João em ouro, e o emblema da cruz potente (como sobre a jóia) em preto.

 
Forma de abertura de um Conclave
As velas do altar no Oriente são iluminadas. O padrão C, mais alto frente com o topo para o Oriente, sobre a Bíblia fechada, no altar central. Um hino de preferência, com uma referência especial ao tema da Trindade, pode ser cantado antes da abertura do conclave, após o qual todos estão sentados.
M.P.S.: Vice-Eminente, qual é a hora?
E.V.: A hora de um perfeito Cavaleiro Maçom.
MPS: Qual é a hora de um perfeito Cavaleiro Maçom?
EV: O amanhecer do dia, o sol está nascendo nos céus e vi os Sinais.
MPS: Qual é o EV Signo: A cruz, o símbolo da nossa fé, inscrito com as iniciais das palavras místicas.
MPS: Desde o dia está amanhecendo, e vemos o sinal, é tempo de retomar os nossos trabalhos.
M.P.S. bate *, que é repetido por E.V.
MPS: Viceroy eminente, ajudar-me a retomar as funções deste Conclave cristão.
Março: Knights Worthy, a ordem. Todos de pé.
MPS: Viceroy eminente, o que é o primeiro dever dos Cavaleiros desta Ordem?
EV: Ver se o Conclave está devidamente cimentados que o Herald e Sentinela estão em seus postos devidamente armados e vestidos.
MPS: Let the Guard Junior dever cumprido.
J.G. pega a sua espada, vai para a porta, verificar que o Herald está no seu posto, bate * ***, e quando responde pelo Sentinel, abre a porta e vê que o Sentinela está em seu posto, devidamente armados e vestidos; fecha a porta e retorna.
JG: Soberano, tenho verificado que a Conclave está bem guardado e tudo está seguro.
M.P.S.: Com o que é seguro?
JG: Com fé em nossa Onipotente Régua, Unidade e zelo pela Sua obra sagrada.
J.G. retorna a sua espada e permanece de pé.
H. Prel., Em pé diante do Altar do Oriente, de frente para Leste: Oremos. Cavaleiros, com o sinal de reverência (mão direita sobre o coração, polegar e dedos alinhados). O Soberano Onipotente e Todo-Poderoso, na unidade do espírito Te imploramos que nos conceda a fé para reconstruir teu santo templo e zelo para animar os nossos trabalhos. Amen.
MPS: Knights Worthy, em nome de Constantino, o nosso ilustre e Real Fundador, eu declaro este Conclave devidamente abertos. Knocks * ***.
O restante meu Irmãos fica para uma futura Sessão do Conclave...

Fraternalmente,
Wagner Veneziani Costa

domingo, 10 de outubro de 2010

ATON


Teu alvorecer é belo no horizonte do céu,
Ó, Aton vivo, Começo da vida!
Quando surges no horizonte oriental do céu,
Enches toda a terra com tua beleza;
Pois és belo, grande...
Teus raios cobrem as terras,
E tudo o que criaste...
Tu és Ra...
Tu os unes pelo teu amor.

Embora estejas distante, teus raios estão na terra...
Luminosa é a terra.
Quando surges no horizonte,
Quando brilhas como Aton durante o dia.
As trevas são banidas,
Quando lanças teus raios...
Eles vivem quando brilhas sobre eles.
Excelentes são os teus desígnios, Ó, Senhor da eternidade!...
Pois teus raios nutrem todos os jardins,
Quando surges, eles vivem, e crescem por ti.
Fazes as estações do ano para criar todas as tuas obras;...
Para contemplar tudo o que criaste...
Tu estás em meu coração,
Nenhum outro que te conhece...
Tu o tornaste sábio em teu desígnios
E em teu poder.
O mundo está em tuas mãos,
Como o criaste...
Pois tu és duração...
Por ti o homem vive,
E seus olhos contemplam tua beleza...
Vivendo e florescendo para todo o sempre.
Numerosas são todas as tuas obras"
Elas nos estão ocultas,
Ó, tu, Deus único,
Cujos poderes nenhum outro possui.

Fonte: www.starnews2001.com.br

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ecclesia Gnostica





Foi no ano de Ouro iniciático, em 1888, que Jules Doinel (1842-1903), um maçom e espírita francês, descobre na Biblioteca de Orleans alguns documentos cátaros datados do século X. Através de certas operações teúrgicas e de uma visão do “AEon Iesus” foi incumbido da missão de restaurar a Igreja Cátara sendo sagrado Bispo e Primaz dos Albigenses.


Após muitos contatos teúrgicos e instruções recebidas do “Alto Sínodo de Bispos do Paracleto”, funda oficialmente a Igreja em 1889, sendo composta por Perfeitos / Perfeitas. O ano de 1890 é proclamado o início da “Era da Gnose Restaurada” e Doinel assume o patriarcado da Igreja sob o nome de Tau Valentin II. Além do Evangelho de João, a doutrina teológica é fundamentada nos textos de Simão o Mago, Valentinus e Marcus, os sacramentos seguiriam os moldes simplistas dos cátaros com ênfase na “Fração do Pão”.

Doinel consagrou Bispos como Papus, Lucien Chamuel, Louis Fulgarion, membros da Ordem Martinista e da Ordem Kabalística Rosa+Cruz, bem como J. Fabre des Essarts (1848-1917). Porém, subitamente Doinel renuncia o Patriarcado e se afasta de todos os movimentos ocultistas que havia se envolvido neste meio tempo. Com este episódio, o Bispo de Bordeux – Tau Synesius ( Fabre de Essarts) assume o Patriarcado após votação do Sínodo.

Em 1900, Doinel misteriosamente sente-se arrependido e requere sua reconciliação com a Igreja Gnóstica, pedindo uma readmissão como Bispo. Fabre des Essarts sagra novamente Doinel como Bispo. Porém, durante os anos em que Doinel esteve afastado da Igreja, Febre des Essarts juntamente com Louis Fugarion, ambos profundos estudantes do catarismo, enfatizaram as características gnósticas e ocultistas da Igreja. 

Dentre os Bispos sagrados por F. des Essarts estava Jean Bricaud (1881-1934) conhecido como Tau Johannes – Bispo de Lyon, já envolvido com a Igreja Joanita dos Cristãos Primitivos” (fundada em 1803 pelo pesquisador templárista Bernard Fabré-Palaprat).

Jean Bricaud conheceria Papus dentro da Igreja Gnóstica e seria por ele introduzido na Ordem Martinista. Bricaud e Papus romperiam com Fabre de Essarts, em 1907, e fundam seu próprio ramo da Igreja Gnóstica sob o título de Igreja Gnóstica Universal, com fortes influências da Igreja Romana e de elementos do Martinismo, muito diferente do proposto pela igreja inicial de F. Des Essarts. A Igreja Gnóstica Universal seria fruto da união dos movimentos Gnósticos da Igreja de Doinel, da Igreja de Vintras e da Igreja de Palaprat. A esta fusão, seria acrescentada à sucessão, a Igreja Sírio-Jacobita Ortodoxa, que tornaria a Igreja Gnóstica Universal portadora da sucessão episcopal apostólica. 

A Igreja Gnóstica de Doinel/Essarts seria nomeada como Igreja Gnóstica da França e seu Patriarcado passaria pelas mãos de Leon Champrenaud, seguido por Patrice Genty.

Após muitos anos de sucessão, o Patriarcado da Igreja Gnóstica Universal chega às mãos de Tau Robert (Robert Ambelain) que oficialmente a dissolve re-nomeando como “Igreja Gnóstica Apostólica” em 1970. Com a linha sucessória cruzada entre Robert Ambelain e Pedro Freire – Tau Pierre (eminente martinista e gnóstico brasileiro), a Igreja Gnóstica Apostólica passa a caminhar em conjunto com a Igreja Gnóstica Apostólica Católica. As atividades de ambas voltam às origens cátaras, ou seja, sem um poder centralizador, baseada na legítima sucessão de Bispos responsáveis por suas regiões e comunidades remanescentes.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

EGRÉGORA EXPECTANTE






A Igreja Expectante foi fundada em 17/08/1919, na Argentina, onde se encontrava Cedaior, seu primeiro Patriarca. O Mestre Cedaior divulgava a doutrina da “Nova Raça” no seu “Livro das Leis de Vayu”. Desta obra consta também o nome de seu filho, Sevãnanda, o 2º Patriarca, entre as nove pessoas que aparecem como fundadores da Igreja.

        O 2º patriarca, Sri Sevãnanda, por meio de novas e amplas BASES dadas à Igreja por ocasião de seu translado ao Brasil, onde hoje está sua sede internacional, registrou-a como Pessoa Jurídica e deu a esta instituição o sentido religioso da Era do Futuro, que é também chamada, conforme os lugares e pessoas, de ”Era Olímpica”, “Era de Aquário”, “Terceiro Milênio”, “Era de Maitreya”, “Era da Compreensão” ou “Era da Boa Vontade”, etc.

Os pontos essenciais que caracterizam a Igreja Expectante são:

a)“Evangelizar, no sentido mais amplo do termo, isto é, pregar e praticar os Evangelhos e Ensinamentos de todos os grandes Reveladores, Profetas, Santos e Iluminados, Pensadores, do Oriente e do Ocidente, pondo em evidência a unidade de religião sob as formas múltiplas de cultos, credos e ritos”.

b)“Promover, por todos os meios legais e legítimos, morais e honestos, a aproximação de todos os devotos, crentes e místicos”.

c)“Estimular o aspecto Expectante, isto é, a espera amorosa e cheia de vida espiritual de novos Enviados e Avataras que a humanidade deve cultivar para sair do materialismo, causador da crise moral mundial”.

d)“No que se refere à preparação espiritual de sua própria hierarquia, a Igreja Expectante regulará, por meio de regimento interno, os estudos, vestimentas, sagrações e funções ou atribuições de seu sacerdócio, de seus ungidos e ungidas, assim como dos noviços e noviças”.

        Num rápido comentário destes textos, literalmente transcritos das BASES, bem como de decisões complementares, tomadas pelo 2º Patriarca por meio de Atas registradas, de suas disposições em relação ao ponto “d”, podemos esclarecer o seguinte:

        No aspecto doutrinário já está claro que Todos os Evangelhos são aceitos pela Igreja Expectante. Porém, na América Latina, por exemplo, seus rituais são sempre de base Cristã (essênia), por um lado, com complemento de base oriental, já que a vinda de Maitreya, próxima manifestação do Espírito Crístico para a era vindoura, já está conhecida e divulgada no Oriente desde muitos decênios, e no próprio Ocidente já é muito comentada.

        As várias raças têm tido sucessivas Revelações, das quais cada uma tem gerado múltiplas religiões, como é o caso do Budismo, dividido em tantas seitas ou escolas, e com o Cristianismo, dividido em Catolicismo, Protestantismo, Ortodoxos e inúmeros Heterodoxos, perfeitamente cristãos também!

        A posição ampla Expectante faz, portanto, desta Igreja, a Igreja de todas as religiões ou, melhor dito, de todos os cultos que compõem a Religião Universal.

Outras particularidades da Igreja Expectante são:

  - Difundir uma doutrina clara, singela, concordante com os costumes sociais (aceita o divórcio) e com os conhecimentos científicos da época (aceita os muitos mundos habitados) sem mistérios teológicos. 
  - Dar ao povo a oportunidade de conquistar a Função Sacerdotal. Para isso, além dos seus Sacerdotes Expectantes (não tem bispos, cardeais, nem papas – O Patriarca é um Sacerdote eleito ou indicado pelo seu antecessor) tem também Noviços e Noviças que podem chegar, casados ou não, a ser Ungidos ou Ungidas, isto é: Sacerdote ou Sacerdotisa do Lar, que podem doutrinar, pregar, celebrar Liturgia e administrar Bênçãos e Sacramentos.