sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Jakob Böhme, o Teósofo Teutonico


 

Jakob Böhme


(1575-1624)

Jakob Böhme, o Teósofo Teutonico

From William Law's Translation of The Works of Jakob Böhme

 

 


Jakob Böhme, nasceu no ano de 1575 em uma aldeia chamada Alt Seidenburg, perto de Gorlitz, na Alemanha e morreu na Silésia em 1624. Ele tinha pouca escolaridade e muito pequeno  trabalhou como pastor de ovelhas numa montanha nos arredores de Gorlitz e mais tarde se tornou aprendiz de sapateiro.  Viajou pela Alemanha como artífice , retornando a Gorlitz em 1599 tornando-se mestre em sua profissão. Casou-se com Katherine Kuntzschmann, com quem teve quatro filhos.

O comprador, entretanto, pagou o preço estipulado e se afastou. Após ter dado alguns passos para fora da oficina, chamou com voz alta e firme: " Jacob! Venha cá! ". O jovem, a princípio assustou-se ao ouvir aquele desconhecido chamá-lo pelo nome de batismo, depois, decidiu atendê-lo. O forasteiro, com ar sério mas amável, disse-lhe: "Jacob, você é ainda muito pequeno, mas será grande e se tornará outro homem, e será objeto da admiração de todos. Isto porque é piedoso, crê em Deus e reverencia sua Palavra, acima de tudo. Leia cuidadosamente as Santas Escrituras, nas quais encontrará consolo e instrução, pois sofrerá muito; terá de suportar a pobreza, a miséria e as perseguições; mas seja corajoso e perseverante, pois Deus o ama". Em seguida, fixando-o bem nos olhos, apertou-lhe a mão e se foi, sem deixar qualquer indício.

Um dia, enquanto trabalhava  na sapataria de seu mestre, um estranho e misterioso homem entrou no recinto. Vestia-se de forma simples e não parecia materialmente afortunado, todavia  aparentava ser muito sábio e nobre em matéria de realização espiritual. O estranho  perguntou-lhe o preço de um par de sapatos que havia escolhido. Mas o jovem  Böhme, inseguro em lidar com a parte financeira,  não se atreveu a responder um preço,  temendo desagradar seu mestre. O forasteiro insistiu e Böhme finalmente respondeu   um preço muito alto, crendo que o estranho recusaria e ele não seria repreendido por seu mestre. O forasteiro, entretanto, comprou o par de sapatos escolhido e partiu.

A uma curta distância no fim da rua o misterioso forasteiro parou e gritou em voz alta ", Jakob, Jakob, venha cá! ." Espantado e  assustado, ao ouvir o desconhecido chamá-lo com seu nome de batismo, Böhme correu para fora da casa. O estranho homem fixou os olhos sobre o jovem, seus grandes olhos pareciam irradiar uma luz divina. Compenetrado mas amável o forasteiro disse-lhe: " Jacob, você é ainda muito pequeno, mas será grande e se tornará outro homem, e será objeto da admiração de todos. Isto porque é piedoso, crê em Deus e reverencia sua Palavra, acima de tudo. Leia cuidadosamente as Santas Escrituras, nas quais encontrará consolo e instrução, pois sofrerá muito; terá de suportar a pobreza, a miséria e as perseguições; mas seja corajoso e perseverante, pois Deus o ama".Em seguida, fixando-o bem nos olhos, apertou-lhe a mão e se foi, sem deixar qualquer indício.

Profundamente impressionado com a previsão, Böhme se tornou cada vez mais intenso em sua busca da verdade.

."Abriu-se para mim um largo portão e em um quarto da hora vi e aprendi mais do que veria e aprenderia em muitos anos de universidade. Por essa razão, estou profundamente admirado e dirijo a Deus minhas orações, agradecendo-lhe por isto. Porque vi e compreendi o Ser dos seres, o Abismo dos abismos e a geração eterna da Santíssima Trindade, o descendente e origem do mundo de todas as criaturas, pela divina sabedoria: Soube e vi por mim mesmo os três mundos, ou seja, o divino (angelical e paradisíaco), o das sombras (que deu origem e natureza ao fogo) e o mundo exterior e visível (sendo à procriação ou o nascimento exterior tanto do mundo interior como do espiritual). Vi e conheci toda a essência do trabalho o mal e o bem original e a existência de cada um deles; e também como frutificou com vigor a semente da eternidade. E isso de tal forma que dela fiquei desejoso e rejubilei-me". Por sete dias ele permaneceu em uma misteriosa condição durante os quais os mistérios do mundo invisível foram a ele revelados..

"Abriu-se para mim um largo portão e em um quarto da hora vi e aprendi mais do que veria e aprenderia em muitos anos de universidade. Por essa razão, estou profundamente admirado e dirijo a Deus minhas orações, agradecendo-lhe por isto. Porque vi e compreendi o Ser dos seres, o Abismo dos abismos e a geração eterna da Santíssima Trindade, o descendente e origem do mundo de todas as criaturas, pela divina sabedoria: Soube e vi por mim mesmo os três mundos, ou seja, o divino (angelical e paradisíaco), o das sombras (que deu origem e natureza ao fogo) e o mundo exterior e visível (sendo à procriação ou o nascimento exterior tanto do mundo interior como do espiritual). Vi e conheci toda a essência do trabalho o mal e o bem original e a existência de cada um deles; e também como frutificou com vigor a semente da eternidade. E isso de tal forma que dela fiquei desejoso e rejubilei-me".

Jakob Böhme revelou para toda a humanidade os  mais profundos segredos da alquimia. Ele morreu cercado por seus famíliares em um domingo, 20 de novembro de 1624, ouvindo músicas celestiais. Jakob Böehme, que como os antigos rosacruzes é  chamado de teosofista, tinha como emblema uma cruz negra com rosas douradas.

 

PÁGINAS RELACIONADAS EM NOSSO SITE

A Influência de Jacob Boheme na Flauta Mágica de Mozart por Delmar Domingos de Carvalho

 Orações de Jacob Boheme

 La llave [Clavis]

Diálogos místicos [Libro cuarto de "Weg zu Christo"]

Confesiones [The Confessions of Jacob Boehme comp. and ed. by W. Scott Palmer with an introd. by Evelyn Underhill]

 

Biografia de Jacob Böehme

Vida e Doutrina de Jacob Böehme - Franz Hartmann

Milton and Jakob Boehme; a study of German mysticism in seventeenth-century England  Margaret Lewis Bailey [Texto en inglés]

Jacob Böehme - Biblioteca Upasika

Obras de Jacob Böehme

A Chave de Jacob Böehme [Texto em português]

A Encarnação de Jesus Cristo  [Texto em português]

Confissões [Texto em português]

O Caminho para Cristo  [Texto em português]

Seis Pontos Místicos [Texto em português]

Der Weg zu Christo, verfasset in neun Büchlein [Texto em alemão, facsímil do original de 1715]
 

http://www.fraternidaderosacruz.org/rc_jakob_bohme.htm

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

REGIME ESCOCES RETIFICADO - R.E.R.






O Regime Escocês Retificado é um sistema maçônico e cavalheiresco cristão que foi constituído na França no terceiro quarto do século XVIII.

Depois de um aparente eclipse durante o século XIX, conhece atualmente, e sobretudo depois dos anos 60, uma renovada vitalidade.


O Grande Priorado de Gálias  foi criado na Espanha em 1986, onde duas Comendadorias foram a raiz da criação do Grande Priorado da Espanha de K.T. instalado pelo Grande Priorado da Inglaterra em 1994, e foi elevado à Priorado, ficando independentes do Grande Priorado da Espanha em quanto ao Rito e a transmissão própria do Regime Retificado.

Nascido na França, o Rito Escocês Retificado foi, e continua sendo, praticado em sua maior pureza e integridade originais sob a égide do Grande Priorado de Gálias, jurisdição independente e soberana que é conservadora e garante do Regime. O Grande Priorado de Gálias conserva os rituais em toda a sua pureza e integralidade iniciais, de igual modo que a Constituição Original, o Código maçônico das lojas reunidas e retificadas da França e o Código geral dos regulamentos da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa (C.B.C.S.) de 1778. O Grande Priorado de Gálias é o garante da prática autêntica e regular do Rito.

É preciso assinalar que a noção do Regime tem a ver com a organização estrutural do sistema e a do Rito com a prática ritual propriamente dita. As duas expressões: Regime Escocês Retificado e Rito Escocês Retificado não são pois intercambiáveis nem significam o mesmo, ainda que o uso diário as confunda facilmente, possivelmente por causa de suas siglas comuns: R.E.R.

O Grande Priorado de Gálias não é, no sentido preciso do termo, um Grande Priorado Templário. É um Grande Priorado do Rito Escocês Retificado. Entretanto, conforme a vontade formal de seus fundadores, conserva uma filiação espiritual com antiga  Ordem do Templo .

O Regime Escocês Retificado tem por objetivo manter e fortificar, não só a Ordem Interior mas sim também as Lojas maçônicas, os princípios que são sua base e fundamento:

A fidelidade a religião cristã, fundamentada na fé na Santíssima Trindade;
A total adesão aos princípios e tradições, tanto maçônicos como cavalheirescas do Regime, que se traduzem num aprofundamento na fé cristã e no estudo da doutrina esotérica cristã, ensinada na Ordem;

O aperfeiçoamento do indivíduo pela prática das virtudes cristãs com o fim de aprender a vencer as paixões, corrigir os defeitos e progredir na via da realização espiritual;

A total dedicação a pátria e ao serviço ao próximo;
A prática constante de uma beneficência ativa e esclarecida a todos os homens, sem importar qual seja a sua raça, nacionalidade, situação, religião e suas opiniões políticas ou filosóficas.

Em definitivo, O Regime Escocês Retificado propõe a realização espiritual  como finalidade a cada um de seus membros, facilitando-lhe os meios para conseguir-lo, e em converter-se em homens verdadeiros, templos de Deus.

O Rito Escocês Retificado é também conhecido como Rito de Willermoz, em alusão ao seu criador, Jean Baptiste de Willermoz (Lyon,1730- Lyon,1824), que foi iniciado na maçonaria aos 20 anos de idade em uma loja que funcionava sob os auspícios da Estrita Observância Templária.


A intenção de ter um Rito Escocês Retificado seria trazer de volta antigas influências dos Cavaleiros Templários, como um rito de cavalaria, também de um antigo rito chamado Rito de Heredom. Segundo Willermoz o Rito havia se descaracterizado com o tempo, perdendo assim sua identidade original como um Rito de Cavaleiros.

Foi relançado nas suas bases atuais, graças ao trabalho incansável de Jean-Baptiste Willermoz, que mantinha relações com maçons de toda a Europa, principalmente com os Irmãos mais qualificados de todos os ritos.

Ele passou a vida inteira reunindo todo o tipo imaginável de documentos, rituais e instruções, buscando alcançar a essência da iniciação maçônica.

O sistema maçônico que o interessava de imediato, foi o da Estrita Observância Templária, em razão das origens templários que esse sistema atribuía à Maçonaria e por sua organização em forma de ordem de cavalaria.

ORIGENS MAÇÔNICAS DE WILLERMOZ
Jean-Baptiste Willermoz era muito estimado pelos seus discípulos, principalmente pelas maneiras cordiais, amigáveis e sedutoras. Ele tinha como profissão profana a fabricação e comércio de artigos de seda, sendo ainda um grande proprietário de imóveis na cidade de Lyon, no centro da França.

Desde jovem, conseguiu reunir em torno de si um grupo de homens devotados à causa espiritual, tais como: Louis Claude de Saint-Martin, Joseph de Maistre, Martinez de Pasqually e o famoso Conde de Saint-Germain, alguns companheiros de estudos, outros seus próprios mestres.

Claude Catherin Willermoz foi seu pai, que por tradição também se dedicava à produção de tecidos; sua irmã Claudine foi iniciada nas ordens externas e o seu irmão mais novo, o médico Pierre-Jacques Willermoz foi iniciado em todas as ordens e jogou um papel importante na afirmação de Lyon como centro maçônico importante.

Jean-Baptiste Willermoz iniciou-se na Maçonaria em 1750. Com 20 anos de idade e já em 1752 era Venerável Mestre da sua loja e um ano mais tarde fundou a loja ";A Perfeita Amizade", que desempenhou um papel muito importante mais tarde. Em 1756 obteve a filiação da sua loja na Grande Loja da França. Em 1760, com 30 anos de idade, fundou uma segunda loja: "Os Verdadeiros Amigos"; juntamente com o Venerável da sua primeira loja: "A Amizade";, o irmão Jacques Irenée Grandon.

Nesse mesmo ano, as três lojas AMIZADE, A PERFEITA AMIZADE, e os VERDADEIROS AMIGOS, sob a coordenação de Willermoz, fundam a GRANDE LOJA DOS MESTRES REGULARES DE LYON, que recebeu Grandon como o seu primeiro presidente. Esses maçons tinham como objetivo a volta às suas origens primitivas.

Willermoz torna-se Grão Mestre em 1761, reelegendo-se em 1762, mas desinteressou-se em seguida, devido ao aumento das tarefas administrativas. Além disso, ele estava desgostoso com a banalidade dos trabalhos maçônicos o que o induziu a fundar o Capítulo dos ";CAVALEIROS DA ÁGUIA NEGRA", onde recrutava os melhores elementos de todas as lojas da cidade.

Willermoz ensinava no seu Capítulo que, para encontrar a pedra cúbica, que contém em si todos os dons, virtudes ou faculdades, era necessário encontrar o princípio da vida que os Adeptos chamam Alkaeter. Esse espírito tem a faculdade de purificar o ser anímico do homem, prolongando sua vida.

Ele também tem a virtude de transformar os vis metais em ouro. Esse espírito encontra-se nos três reinos da natureza e cabe ao homem encontrar a maneira de manipulá-lo. Eles ensinavam que a pedra bruta representava a matéria disforme que devemos preparar; a pedra cúbica com ponta piramidal representava a matéria desenvolvida pela tríplice ação do Sal, do Enxofre e do Mercúrio.

O portador do terceiro grau possuía duas jóias, uma era o emblema dos três reinos da natureza que entra no trabalho de preparação da Grande Obra, a outra era o Pantáculo de Salomão, de sorte que o iniciado deveria portar em si toda a ciência cabalística. Entretanto, Willermoz logo desinteressou-se do Capítulo da Águia Negra, pelas seguintes razões: primeiro porque a base de simbolismo já era do seu pleno conhecimento e havia conseguido formar Mestres capazes de continuar esse trabalho de instruir o s maçons do capítulo; segundo porque encontrou Martinez de Pasqually em 1767, quando tinha 37 anos de idade. Martinez, que como se sabe, foi o fundador da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus Cohens do Universo, sistema operativo, cujo ensinamento marcou profundamente o espírito de Willermoz.

A DOUTRINA DE MARTINEZ E O GRANDE TEMPLO DE LYON
Os maçons de Lyon, embora perseverantes no seu trabalho, não possuíam, uma doutrina sintética, que lhes assegurasse o objetivo dos seus trabalhos. A doutrina exposta por Martinez encaixou como uma luva nas mãos laboriosas dos maçons ocultistas de Lyon, cujo chefe era Jean-Baptiste Willermoz.

Tal doutrina comportava a revelação de verdades primordiais, comunicadas outrora a alguns seres privilegiados, e em sua síntese, ensinava a maneira de transpor a barreira que separa o Homem da Divindade.

Martinez trazia a mensagem de uma tradição oculta, conservada alegoricamente nas Escrituras Sagradas, sob o véu dos símbolos, transmitida através dos tempos pelas Sociedades Secretas. A Maçonaria tinha perdido a chave dessa tradição, que foi reencontrada por Martinez e por ele retransmitida nos seus rituais.

A sua doutrina explicava que a história da humanidade se resumia nas conseqüências do pecado original e na subdivisão do Homem Primitivo. A Divindade emanou Adão para que fosse o guardião da prisão onde tinha colocado os anjos rebeldes. Adão, revestido de uma forma "gloriosa"; comandava toda a criação. Mas, seduzido pelos Espíritos perversos, Adão quis ter a sua própria posteridade "espiritual";.

Entretanto, a criação de Adão não resultou senão numa forma material (Eva), que constituiu sua própria prisão futura. Essa condição o privou da comunicação com a Divindade e o expôs aos ataques dos espíritos perversos, dos quais ele era anteriormente o Mestre.

A posteridade de Seth poderá obter sua reconciliação e entrar em contacto directo com a Divindade, após ter percorrido todas as esferas superiores do mundo celeste.

Willermoz foi iniciado por Martinez em Versailles, perto de Paris, no Equinócio de Março de 1767, quando este instalou o seu Tribunal Soberano de Paris. Willermoz tinha sido apresentado por Bacon de la Chevalerie e o Mestre logo reconheceu em Willermoz um futuro adepto, um continuador da sua doutrina, motivo pelo qual não pode conter as lágrimas, sobretudo, porque via nessa iniciação a prova da sua reconciliação com a Divindade. Nesse mesmo ano, Willermoz foi recebido como membro não residente do Tribunal Soberano e a sua correspondência com o Mestre durou cinco anos.

Entretanto, durante esse período não obteve nenhuma luz, o que quase induziu Willermoz a abandonar a Ordem, apesar de Martinez lhe dizer que o desenvolvimento das qualidades espirituais, não vinha de um dia para o outro, e que somente o tempo e a perseverança na iniciação lhe poderia oferecer os resultados esperados.

Divindade, nada lhe será dado. Somente a graça da reconciliação do Pai dará a potência e o poder ao filho. A luz não é dada ao curioso, ao apressado; o Altíssimo a concede ao Homem submisso aos seus mandamentos e que pratica a sua justiça.

O Elus Cohen deveria seguir rigorosamente o ritual teúrgico e renunciar a tudo o que existe neste baixo mundo, e resignar-se a receber a graça no seu devido tempo. Esta virá, a partir de um trabalho constante, quando menos se espera. A preguiça, ou a impureza de um único membro durante os trabalhos, prejudica todo o trabalho coletivo dos grupos operativos.

Willermoz compreendeu rapidamente estas premissas e trabalhou de corpo e alma, não somente na sua regeneração pessoal como também com o objetivo de estender essa doutrina à Maçonaria, fazendo novos adeptos para a Ordem. Foi por essa razão que buscou a aliança com os maçons alemães da Estrita Observância Templária, isentos dos objetivos políticos e vingativos dos maçons Franceses.

OS DIRETÓRIOS ESCOCESES NA FRANÇA
O regime Escocês Rectificado originou-se da introdução na França, dos diretórios escoceses em 1773 e em 1774 pelo Barão de Weiler, que retificou certas lojas existentes em Estrasburgo segundo o rito da Estrita Observância Templária da Alemanha, cujo Grão-Mestre da loja de Saxe (região da Alemanha Oriental) era o Barão de Hund. Após uma longa troca de correspondências com Willermoz, Weiler instalou em 1774 em Lyon o primeiro Grande Capítulo da região e colocou Willermoz como chefe ou delegado regional.

Nesse mesmo ano, outros diretórios foram constituídos em Montpellier e em Bordeaux, cidade onde residia Martinez. O sistema era constituído por 9 graus, consistindo de três classes:

1a classe: Aprendiz, Companheiro e Mestre
2ª classe: Escocês vermelho e Cavalheiro da Águia Rosa Cruz
3a classe: (ordem interna): Escocês verde; Escudeiro noviço; Cavalheiro e Professos.

Os Professos eram considerados SUPERIORES INCÓGNITOS, pois não eram conhecidos dos membros da Ordem. O seu chefe, que mais tarde tornou-se conhecido, era o Duque Ferdinando de Brunswick, que possuía o título de Grande Superior da Ordem.

O CONVENTO DE GAULES (LYON, 1778)
O sucesso das lojas do Rito Escocês Rectificado foi total na França, principalmente porque elas eram oriundas das tradições templárias e sobretudo porque os seus chefes eram nobres autênticos, príncipes, duques, barões e as iniciações eram muito seletiva. Nessa mesma época, estava-se instalando o Grande Oriente da França, que fez questão de agrupar os Diretórios Escoceses sob sua égide e um tratado foi assinado nesse sentido. Esses diretórios não tinham uma direção central na França e uma união era preconizada por todos. Entretanto as desavenças em vez de diminuírem, aumentaram. O próprio Willermoz escreveu ao Príncipe Charles de Hesse, queixando-se que Weiler não conhecia nada sobre "as coisas essenciais";.

O grande superior Ferdinando de Brunswick procurava desesperadamente a doutrina e a coesão que faltava. Os Lyoneses detinham há 11 anos o sistema de Martinez de Pasqually, doutrina que poderia interessar aos Diretórios. Willermoz e Louis Claude de Saint-Martin de maneira muito oculta, prepararam as coisas com cuidado.

Eles conseguiram iniciar Jean de Turkeim e Rodolphe de Salznan na Ordem dos "Elus Cohens" homens de grande importância no seio da Estrita Observância Templária do Diretório de Estrasburgo. E esses dois homens desempenharam um papel muito importante quando os ocultistas de Lyon apresentaram a sua proposta dos conventos que iriam realizar no futuro. Com os espíritos preparados, segundo a doutrina de Martinez, os Lyoneses convocaram o CONVENTO DE GAULES em 1778, em Lyon. As grandes figuras da Estrita Observância Templária estiveram presentes em Lyon, mas preocuparam-se essencialmente com o futuro administrativo da Maçonaria. Willermoz demonstrou, desde logo, que a preocupação deveria nortear-se sobre o verdadeiro objetivo da Maçonaria, suas diretivas de estudos que deveriam orientar-se na busca da Divindade.

No transcurso dos trabalhos, decidiram distinguir as lojas simbólicas das lojas da Ordem Interior e substituir por Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa a palavra Templário. Os rituais apresentados pelos Lyoneses foram aprovados, assim como as instruções secretas de Willermoz, tiradas do "Tratado da Reintegração dos Seres Criados"de Martinez de Pasqually. O objetivo primeiro da Maçonaria seria comunicado somente aos iniciados nos dois últimos graus, os de "Professo" e do "Grande Professo". A denominação de Superior Incógnito, que tinha sido condenada anteriormente, foi ressuscitada no convento, e era designada àqueles portadores de alta doutrina da Ordem. Entretanto, o verdadeiro objetivo da Maçonaria, permanecia desconhecido por todos aqueles que não tinham entrado realmente dentro da iniciação, embora portassem títulos de nobreza e mesmo os altos graus do "Rito Escocês Rectificado". Além disso, havia várias tendências maçônicas e de outras sociedades espiritualistas que colocavam uma grande confusão nas mentes dos vários grupos maçônicos, oriundos de regiões diferentes. Havia assim, a necessidade da realização de um outro convento.

CONVENTO DE WILLELMSBAD DE 1782
Foi assim que quatro a nos mais tarde, em 1782, se realizou outro em Willelmsbad, com um número maior de participantes em relação àquele efetivado na cidade de Lyon em 1778. As reuniões duraram 45 dias e lá estavam presentes Willermoz e Saint-Martin, bem como, representantes dos Filaletes, dos Iluminados da Baviera, etc, todos ligados à Estrita Observância Templária.

A diversidade de idéias e de opiniões, impediu que se chegasse a um denominador comum e que se definisse com precisão a doutrina da Ordem. Desta maneira, acabou-se mantendo as mesmas resoluções do Convento de Lyon, inclusive a doutrina de Martinez. Abandonou-se a pretensão da descendência direta dos Templários, evocando-se, entretanto uma filiação espiritual, oriunda do Mundo Invisível.

Os rituais foram modificados substancialmente, diferenciando o sistema da Maçonaria Tradicional.

Esta é a razão pela qual o sistema foi denominado de RITO ESCOCÊS RETIFICADO.




MEMPHIS-MIZRAIM E O MARTINISMO


Vários visitantes de nosso portal tem solicitado informações sobre o Rito de Memphis- Mizraim que tem forte ligação com o Martinismo, Apesar de pouca literatura disponível, temos em nosso poder alguma documentação interessante sobre a matéria: 

Os Ritos Orientais de Memphis e Mizraim representavam na Europa a Maçonaria Ocultista e Hermética. Em tais ritos procurava-se admitir aqueles Irmãos que tinham interesse em se aprofundar no estudo da doutrina Maçônica. Através de seus rituais, graus, símbolos, inserem-se uma série de Tradições Iniciáticas Antigas que não deixam de interessar aos SS. II. e FF. RR. CC.. A própria denominação destes Ritos: Memphis e Mizraim, perpetua dois importantes Centros da Iniciação e do Sacerdócio Egípcio na mente de todos os iniciados do Ocidente.

A este Rito pertenceu na Europa o Irmão Ragon, que esteve em contato com o Imperator R+C ou Chefe dos Rosa-Cruzes e, inclusive, foi seu aluno o Conde de Saint-Germain. Por outro lado, na Itália este Rito teve uma grande importância nos acontecimentos históricos que deram nascimento à nação Italiana. Devemos recordar que Garibaldi pertenceu a esta Ordem. No nosso vizinho país, a Argentina, o Rito de Memphis teve um período de grande esplendor não faz muito tempo, chegando a contar com cerca de setenta Lojas.


O Rito de Memphis é de origem oriental. Foi renovado em 1820 pelo Irmão Boulage, professor da Faculdade de Direito de Paris, sujeitando-se ao plano dos Grandes e dos Pequenos Mistérios do Egito e da Grécia Antiga. O Rito de Misraim, também denominado Egípcio e, as vezes, judaico, foi fundado em Paris, em 1805, pelo Irmão Lechangeur.


Conforme o traçado arquitetônico destes Ritos da Maçonaria Oriental, a origem da Ordem se remonta às primeiras idades do mundo, supondo-se que um nasceu na Índia o outro no Egito, nas margens do Nilo, sendo uma continuação dos antigos Mistérios. Consideram-se fundadores diretos do Rito os Cavaleiros da Palestina e os Irmãos Rosa-Cruzes do Oriente.


Os diversos graus do Rito de Memphis e Mizraim foram tomados do Escocismo, do Martinismo ( por este motivo conserva a influencia de Pasqually e de Saint Martin) , da Maçonaria Hermética e de vários outros sistemas e reformas que praticaram-se com êxito na Alemanha, França e Itália, em épocas anteriores a 1730. Um documento muito interessante sobre a Maçonaria Oriental e Espiritualista é a "Muito Santa Trinosofia" escrita pelo Conde de Saint-Germain.


O Rito conta com um total de 96 graus divididos em três séries: simbólica, filosófica e mística. Por outro lado, o Rito Misraim conta com 90 graus classificados em quatro séries e divididas em 17 categorias, a saber:


1º - Série - Simbólica: compreende os 33 primeiros graus divididos em seis classes, que ensinam a moral e o estudo do homem.
2º - Série - Filosófica: compreende 33 graus a partir do 34º ao 66º, divididos em 4 classes. Ensina as ciências naturais, a filosofia da história e explicação os mitos poéticos da Antigüidade que, sob a alegoria da fábula, encerram a origem dos Mistérios.
3º - Série - Mística: compreende 11 graus, do 67º ao 77º, divididos em 4 classes, desenvolve a parte transcendental da Filosofia Maçônica.
4º - Série - Cabalística: Inclui os 13 últimos graus, do 78º ao 90º, divididos em 3 classes e contém as chaves do ensinamento e doutrinas do Rito, chaves que são de índole Cabalista, conforme as Tradições Rosa-Cruzes do Oriente.

A organização e estabelecimento destes Ritos exige por parte dos Dignitários um perfeito conhecimento das Tradições Iniciáticas do Oriente e do Ocidente, além de outras condições muito especiais que não se podem improvisar. A menos que estes requisitos sejam cumpridos, torna-se muito difícil subsistirem tais ritos.


Em seguida transcreveremos algumas denominações de seus graus, nos quais os SS. II. e os FF. RR. CC. notarão como os Ritos Orientais Memphis e Miszraim conseguiram perpetuar um conjunto de símbolos muito sagrados da Iniciação Antiga e Medieval. Ainda que em alguns aspectos esta terminologia possa nos parecer pomposa e bizarra, devemos compreender que não era considerada desta maneira no século XVIII, a cujo espírito e compreensão obedece.


Cavaleiros: da Abóbada Sagrada, da Espanha e do Oriente, de Jerusalém, da Águia Vermelha e Negra, do Oriente e do Ocidente, Rosa-Cruz, Noaquita ou da Torre, da Serpente de Bronze, da Cidade Santa da Alegria, do Tabernáculo.


Filalete: Doutor dos Planisférios, Sábio Sivaísta, príncipe do Zodíaco, Sublime Filósofo Hermético, Cavaleiro das Sete Estrelas, das Sete Cores ou do Arco-Iris, Rei Pastor dos Hurtz, Príncipe da Colina Sagrada, Sábio das Pirâmides.


Filho da Lira: Cavaleiro da Fênix, da Esfinge, do Pelicano, Sábio do Labirinto, Pontífice de Cadméa, Mago Sublime, Príncipe Brahman, Cavaleiro do Templo da Verdade, Sábio de Heliópolis, Pontífice de Mithra, Guardião do Santuário, Sublime Kavi, Sapientíssimo Muni.

Sublime Príncipe da Cortina Sagrada: Intérprete dos hieróglifos, Doutor Órfico, Guardião dos Três Fogos, Guardião do Nome Incomunicável, Doutor do Fogo Sagrado, Doutor dos Vedas Sagrados, Cavaleiro do Tesouro de Ouro, Sublime Cavaleiro do Triângulo Luminoso, Sublime Cavaleiro do Temível Sadah, Sublime Cavaleiro Teósofo, Sublime Mestre do Anel Luminoso, Sublime Mestre da Grande Obra, Soberano Príncipe de Memphis, etc..

Alguns dos Sinais Hieroglíficos e Cabalísticos:
Paralelograma com 7 pontos - arco-iris - o ponto no centro de um quadrado - duas linhas cruzadas dentro de um quadrado - duas linhas cruzadas dentro de um quadrado com um ponto no centro - um círculo com um quadrado dentro e um ponto no centro destes - dois círculos concêntricos dentro de um quadrado - quadrado - quadrado - quadrado com três pontos, no centro, formado um triângulo - duplo círculo encerando a estrela de quatro pontas - edifício quadrado e de pedra sobre o qual repousam as bases de quatro triângulos em cujo centro figura um olho, ou uma gama, uma estrela, esferas, crescentes, flechas, claves, orlas dentadas, serpentes, águias negras ou vermelhas, varetas floridas e de ouro, as Tábuas da Lei, a Arca da Aliança - o Tabernáculo, altares de sacrifício e dos perfumes, palmas e lauréis, candelabros de 3, 7 ou 9 velas, o Livro dos Sete Selos, salamandras, castelo com ameias, abóbadas estreladas, subterrâneos luminosos, Sol de Ouro, Lua, Estrela Polar, uma medalha de ouro cunhada em 2995 AC, o Zenite e o Nadir, cabeças de mortos e ossaturas... uma tumba, etc..

Os diferentes graus contém invocações a Jehovah, Adonai, Iod, Alá, Emmanuel, Salomão, Hiram, Zorobabel, Abraão, Daniel, Jonas, Zabulão, com elementos das lendas Hebraícas, Caldéias e Islâmicas.

De seus rituais convém lembrar o termo "Autópsia", tomado dos Mistérios Antigos. Nenhum outro poderia simbolizar melhor a conclusão da Obra Iniciática. Da mesma maneira que o médico busca nos órgãos a causa da morte de um sujeito para tentar preservar os outros seres humanos, assim também o Iniciado deve buscar nele as causas do Mal para combatê-lo e fazer triunfar o Bem.
Transcrevemos a continuação, tomados de seus diferentes graus, algumas máximas morais e filosóficas enunciadas em seu simbolismo e que merecem o interesse dos Iniciados:
Demi-our-gros, reunião das palavras gregas: Demo (eu construo), ouranos (o céu), gros (a terra), simbolizando o "Grande Arquiteto do Universo", porém na interpretação Maçônica que é diferente da interpretação Martinista que reconhece ser Yeschouá ( Jesus Cristo) o GADU.


"Pensa que, para chegar à esfera da inteligência, é preciso sondar, sem medo, os mistérios da morte física."
"Despoja-te do homem velho para renascer na virtude. Lança um olhar para teu passado. Busca motivos de esperança no porvir."
"A morte não pode separar o que está unido pela virtude. Proceda assim como queres que procedam contigo."
"Se a bebida que te oferecem é amarga em lugar de ser agradável, ao menos, bebe-a com resignação, porém afasta-a dos demais, já que a bebida amarga é o símbolo da adversidade."
"Tu que desejas passar rapidamente pelos graus de instrução, recorda que antigamente não era admitido ninguém a Maestria senão depois de transcorridos sete anos dedicados ao estudo das ciências úteis ao gênero humano e haver compreendido os segredos da Natureza. Estuda suas forças e busca suas causas segundas."
"Busca as causas e as origens, compreende o mito poético dos antigos, desenvolve teu sentido humanitário e compreensivo."
"O Conhecimento completa, ao Iniciado, sua ascensão para além do plano em que moram seus semelhantes."

"O mundo é uma eterna figueira, cujas raízes estão no céu e que estende seus ramos sobre o abismo. Recorda este princípio dos Vedas."

"Tudo segue de 7 em 7, em todos os sistemas e em todas as seitas: 7 esferas celestes dos antigos, os 7 dias da semana, as 7 cores e os 7 sons fundamentais, etc.."
"O gênero humano é Um, apesar da diversidade de línguas."
"Todas as religiões assemelham-se com suas lendas: Rama, o Indiano; o Egípcio Osiris; Adônis; Hércules e Baconos Gregos; o Atys dos Frígios e o Cristo não são mais que uma só e mesma alegoria."
"Não te ocupes senão de trabalhos úteis, iluminando-os com a tocha da tua razão e trabalha na elevação e enobrecimento do espírito humano."
"O mais útil dos conhecimentos é o de si mesmo, pelo qual aprenderás a desenvolver tua natureza, tomando consciência de tua dignidade."
"Para que uma civilização material não se degenere, é necessário que seja limitada por uma civilização moral."
"A escala misteriosa das existências deve ser subida progressivamente pelos que se acham dignos de chegar perfeitos ao triângulo. Não é senão pelo estudo e a perseverança que se pode chegar até lá."
"O Espírito sobrevive à matéria, animada por sua força e que vai se aperfeiçoando mediante os corpos que vai animando sucessivamente."
"As partículas da Matéria, animadas por esta força, aglomeram-se para constituir, reconstituir e aperfeiçoar as espécies."
"A morte é um sono seguido de renascimentos."
"Recorda as máximas e conselhos do programa iniciático."
"A iniciação não é nem uma ciência nem uma religião, mas uma escola em que se é instruído nas Artes, Ciências, Moral, Filosofia e nos fenômenos da Criação, com o propósito de conhecer a verdade sobre todas as coisas."
"Não é a iniciação que faz o iniciado, mas a educação e a meditação."
"Faz sair a luz das Trevas, a Beleza da Incoerência."
"Mais vale esclarecer os inimigos da virtude do que combatê-los."
"Regula as ações de acordo com a Razão e não conforme as paixões."
"Os atos dos homens não são senão a sucessão do que viram e aprenderam, da mesma maneira que a forma da pedra bruta depende dos golpes que o artista vai lhe dando com seu martelo e cinzel."
"O homem é mais ou menos vicioso, ou mais ou menos esclarecido, segundo as verdades ou os erros que se lhes inculquem."
"Estuda a arte de dirigir os homens para concentrar o domínio da Verdade, modular a propagação, deter a perigosa e demasiada dispersão."
"A inteligência é a causa e não o efeito da evolução."
"A cadeia das causas e dos efeitos constitui o Mundo."
"A pluralidade, concentrada na Unidade, governa tudo."
"Saber, calar, querer, ousar. Sabedoria, Força, Beleza na harmonia."
"Tudo vem do Fogo, condensador e animador universal, sem o qual o Grande Todo voltaria a cair na noite do caos primitivo."
Em um interessante folheto publicado por J. Bricaud, em Lyon, em 1933 e reeditado por Chevillon em 1938, intitulado "Notas históricas sobre o Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Mizraim", consta que, "em 1908, constituiu-se em Paris um Soberano Grande Conselho Geral do Rito de Memphis e Mizraim para a França e suas dependências. A Patente Constitutiva foi outorgada pelo Soberano Santuário da Alemanha e estava assinada e selada em 24 de junho, em Berlim, pelo Grão-Mestre Théodor Reuss Peregrinos."
"Foram designados Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto", escreve Bricaud, "o Dr. Gérard Encausse (Papus) e Charles Détré (Téder). A Loja "Humanidade", anteriormente auspiciada pelo Rito Nacional Espanhol, chegou a ser a Loja-Mãe do Rito de Memphis e Mizraim para a França." , vemos portanto mais uma ligação do Rito com o Martinismo, desta vez com dois de seus mais importantes protagonistas.
Em sua obra "O que deve saber um Mestre Maçon", Papus que havia obtido os graus 33, 90 e 96 diz:
"Se a Franco-Maçonaria é uma simples sociedade de ação social, por que existem então estes mistérios, esta linguagem tão peculiar e toda essa decoração?. Se isso não serve de nada, francamente, poderia ser suprimido. Porém, se sob esses símbolos oculta-se uma elevada verdade, cujo conhecimento pode conduzir a adaptações sociais libertadoras da Humanidade, então estudemos esta ciência maçônica com todo o devido respeito."
"Não é na França, onde quase todas as tradições, lamentavelmente, se perderam, mais no estrangeiro, na Inglaterra, na Espanha e, sobretudo, na Alemanha, que prorroguei minhas investigações sobre esse ponto."
"Em minhas conversações com o meu Ilustre Irmão John Yarker, chefe Supremo do Rito Primitivo e Original; com o Dr. W. Wescott, da Sociedade Rosacruciana da Inglaterra; com Villarino del Villar, ilustre Maçon Espanhol e com os Rosa-Cruzes e Alquimistas da Alemanha é que consegui estudar de uma maneira séria, fora dos livros, a origem da Ciência Maçônica."
Em nosso país, há informações seguras da atividade do Rito de Memphis e Mizraim atraiu a censura da Grande Loja do Chile, que sentiu-se menosprezada em sua exclusividade para auspiciar Lojas Maçônicas no território da República, conforme o direito de território que possuem as Grandes Lojas.
Como conseqüência disto os Ilustres Irmãos que, na realidade, sustentavam as Colunas de Memphis e Mizraim com seu talento e capacidade, retiraram-se, deixando o dito Rito abandonado à sua sorte, porque a Ordem de Memphis e Mizraim deixou de existir no Chile, em seu aspecto espiritual e iniciático. Atualmente, continuam trabalhando com esse Rito, algumas Lojas de Santiago e Valparaiso, ainda que sem maiores irradiações espirituais e cada dia com maior flacidez.
Convém esclarecer no final deste artigo que O Martinismo e a Maçonaria são organizações distintas e autônomas. Nada impede, entretanto, que os Martinistas se tornem Maçons ou que Maçons se tornem Martinistas.

Fonte: Hermanubis


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ANTIGO E PRIMITIVO RITO ORIENTAL DE MISRAIM E MEMPHIS




Antigo e Primitivo Rito Oriental de Misraim e Memphis é um antigo, tradicional, regular e respeitável rito maçônico que preservando a sua origem e tradição, dedica-se fundamentalmente ao estudo iniciático dentro das tradições hermética e cabalística, buscando oferecer de forma coerente e séria, meios para os homens sinceros e desejosos de uma via espiritual segura e efetiva, com o objetivo de promover um despertar gradual das potencialidades espirituais inatas do homem.

Soberano Grande Santuário Adriático

O APROMM(abrev.) foi regularmente constituído na Itália pela fusão legítima de dois antigos e tradicionais ritos também regulares e reconhecidamente espiritualistas, o Rito de Misraim ou do Egito, ressurgido em Veneza em 1801 graças a Philalète Abraham, porém criado antes desta data, e que posteriormente foi logo difundido na Itália e França e o Rito de Memphis ou Oriental fundado por Etienne Marconis em 1839 em Paris com uma nomenclatura que re-elaboraria os graus do rito de Misraim incluindo iniciações e rituais do tipo oriental. O Rito atualmente está em atividade na Itália onde está sediada, França, Grécia, Canadá, Costa do Marfim, Portugal, Brasil, e Argentina.

No Brasil, o Rito encontra-se em plena atividade

OS VALORES

Há no rito a aceitação e respeito da totalidade da mais pura tradição, fazendo dele um meio seguro para o homem moderno atingir níveis superiores do espírito e de tentar com as qualificações adquiridas futuramente e gradativamente reintegração individual a divindade eterna.

O rito utiliza os princípios das correspondências, da comunhão sagrada, da transcendência, e do ritmo individual em harmonia com o ritmo cósmico.

O homem moderno perdeu o seu ponto de referência de seu interior(seu próprio centro) encontram-se assim perdido, desorientado, numa verdadeira crise de identidade e para isto é necessário a mudanças em si, como bem simbolizado no mito de Osíris, que este recortado em 14 pedaços, que para renascer foi necessário ser recomposto, assim está o homem perdido, desorientado, fragmentado.

Com isso iniciado devendo ser puro, humilde e doce, todos os seus esforços devem tender à ultrapassar os numerosos obstáculos que poderão afastá-lo do caminho, travando uma luta contra a sua própria personalidade, contra seus próprios interesses e seus condicionamentos. Deve-se assegurar em si uma forma de espírito particular, com um itinerário para pesquisa do mundo divino em si, da sacralidade de sua própria vida e de tudo que o cerca. É necessário querer conhecer-se à qualquer preço, se preparando para que o conhecimento se dê espontaneamente. É uma preparação para o acontecimento que se faz com determinação, amor e espírito de sacrifício. Preparação que conduzirá inicialmente à mentalidade tradicional e a transmutação da personalidade profana e caótica em personalidade iniciática e ritmicamente ordenada, e conseqüentemente, a lenta e contínua progressão para a luz.


OS GRAUS E A INICIAÇÃO

Algumas correspondências existentes entre os altos graus do rito e as diferentes etapas da iniciação

Nos graus 8º11º - o iniciado prova o caminho das águas. Podendo passar tanto pelo ponto que une os dois rios, quanto também cair nas águas sem esperança.

Nos graus 12º17º - tendo vencido as águas ele pode afrontar a via alquímica, e nos graus 18º30º a via astrológica e cabalística.

A partir do 30º90º - começa a operar com as forças dos elementos, e por conseqüência com forças superiores. O rito que age sobre os planos sutis, o protege e o ajuda, porque a ação ritual permite a abertura de dois canais, um que faz elevar de baixo para cima "a Fides" e outro que faz descer do alto para baixo " a Virtus ", como está dito claramente na Tábua esmeraldina de Hermes Trimegistos. É útil entretanto, atentarmos que é o fundamento do Rito de Instrução, que os efeitos se produzam no mundo psíquico e que as causas se criem no mundo metapsíquico, porque nada se produz aqui em baixo, antes que não tenha sido produzido no outro lado.

Pelo rito, o mundo superior é movido a partir do mundo inferior, e vice-versa. É dito na Tábua de Esmeralda: " Sobe da terra para o céu e desce novamente à terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores." De lá vem a indispensável presença junto ao operador das qualificações originais de legitimidade e de autenticidade que garantem a validade do rito e preservam à comunidade, dos prejuízos causados pela intervenção de forças desconhecidas e não desejadas. O SAGRADO não pode ser manipulado impunemente. A finalidade do rito é tanto a repetição das leis da natureza, quanto a imitação da ordem cósmica, que consiste na reiteração dos mistérios da divinização do homem, geração sobrenatural de um Deus em relação com a experiência da morte e da ressurreição.

Em harmonia com o dito acima, e do fato de ser totalmente projetado para a espiritualidade, O APROMM não tem como finalidade qualquer lucro ou poder sócio-político. De fato se desinteressa da política e coloca todas as confissões religiosas sob o mesmo plano, no sentido em que admite todas com a mesma dignidade.

O RITO EGÍPCIO FEMININO

O GSA opera um Rito Egípcio feminino, que contrariamente à alguns casos, não é um Rito "vazio", mas sim bem específico, formado por quatro graus, resolutamente operativo, provavelmente um dos mais belos, e mais interessantes ritos maçônicos.

Os rituais são diretamente inspirados nos de Cagliostro. Os princípios que regem o Rito são aqueles da iniciação feminina cujos traços encontramos no mundo antigo, onde: As Vestias, Sibilas e outras sacerdotisas conheciam a importância do fogo inextinguível, da taça divina, e a necessidade de sua eterna proteção. O Rito Egípcio feminino difere dos ritos mistos que aplicam iniciação iguais tanto para homens como para mulheres, apoiados sobre uma falsa interpretação do conceito de igualdade, este Rito considera que no domínio iniciático, não existe a questão de igualdades ou desigualdades entre dois seres, cada um, diante de toda manifestação possui seus próprios valores, sua própria dignidade. A lei da manifestação, é a diversidade que não desponta para o idêntico no qual as diferentes partes do todo tornam-se um na promiscuidade, mas deseja que cada parte seja sempre cada vez mais ela mesma, exprimindo assim sua própria maneira de ser. É esta especificidade reconhecida da mulher que fornece ao Rito Egípcio Feminino todo seu valor. Assim a adoção do referido Rito pelo o APROMM não constitui uma subordinação mas o signo de um elo comum com a Ordem Divina e a Ordem Humana.

ARCANUM ARCANORUM

Os Arcanum Arcanorum, dos quais fizeram correr muita tinta em vão, nestes últimos anos, gerando com isso um mito bastante inútil, constituem os quatros(as vezes três) graus terminais dos legítimos ritos maçônicos egípcios , graus particulares e somente presentes na Escala de Nápoles (do 87o ao 90o). Os AA estão presentes igualmente no seio de algumas organizações pitagóricas, rosacrucianas, e em restritos colégios hermetistas.

Dentro do ponto de vista maçônico, convém distinguir o sistema dos irmãos Bédarride baseado na Cabala do Regime de Nápoles, que constituía o verdadeiro sistema dos AA. Citemos Ragon que nos fala destes quatros graus: "Eles formam todo o sistema filosófico do verdadeiro rito de Misraïm, que satisfaz a todo maçom instruído, haja visto que os mesmos graus na maçonaria comum, são uma zombaria nascida da ignorância..."

Os AA são definidos por Jean Pierre Giudicelli de Cresac Bachalerie, em seu livro "De la Rose Rouge a la Croix d’Or" , editora Axis Mundi (Paris-1988), na pág. 67: " Este ensinamento concerne a uma Teurgia, é a entrada em relação com os eons-guias que devem tomar a direção para fazer compreender o processo iniciático, é também uma via alquímica muito fechada, que é um Nei Dan, isto é, uma via interna."

Os AA maçônicos parecem ser em realidade, mais que os graus terminais da maçonaria egípcia, é a introdução a um outro sistema. Os AA constituem de fato uma qualificação para outras ordens mais internas ligados as correntes osirianas ou pitagórica ou ainda a correntes dos Antigos Rosacruzes, como a Ordem dos Rosacruzes de Ouro do antigo sistema, Ordem dos Irmãos Iniciados e outras que permanecem desconhecidas, escapando assim à pesquisa histórica e sobretudo aos problemas humanos. J.P.G. de Cresac Bachelerie, faz referência à Brunelli em seu livro, já citado, na pág. 79, que os AA constituem de fato a introdução para outras ordens: "Como indicou Brunelli em seus formidáveis trabalhos sobre os ritos de Misraïm e Memphis, outras Ordens sucedem os AA". Saindo dos aspectos maçônicos, descobrimos quatro ou cinco outras ordens (Grande Ordem Egípcia, Ritos Egípcios assim como outras três que não podemos mencionar). "cada vez mais, certas organizações tradicionais não utilizam o nome AA", detendo a totalidade ou parte de conjunto teúrgico dos AA.

Os sistemas completos dos AA ,cuja maçonaria egípcia detêm uma parte, comporta de fato três disciplinas:

Teurgia e Cabala Angélica: com notadamente as invocações dos 4, dos 7, e a grande operação dos 72;

Alquimias metálicas: entre diferentes vias, os documentos em nossa posse parecem dar prioridade à via do Antimônio, mas outras vias, notadamente a via da Salamandra ou a via do Cinábrio parece constituir um elemento central do sistema, porque depende por sua vez da via externa e da via interna, seja por razões pedagógicas, seja por razões operativas.

Alquimias internas: segundo as correntes internas, as vias práticas diferem, menos tecnicamente que pelos detalhes filosóficos e místicos respectivos, as vezes totalmente opostos. As alquimias internas, como alhures as alquimias metálicas, encontram sua origem no Oriente e, mais particularmente, segundo Alain Daniélou, no Shivaísmo. Independente de onde sejam, já fazem parte da herança tradicional ocidental pelo menos há dois milênios, como atesta certos papiros egípcios e gnósticos ( pensamos notadamente nos importantes papiros Bruce). Em relação a alquimia interna, falamos de vias da imortalidade ou ainda de vias reais.

De modo geral, toda via real comporta simultaneamente uma magia natural (segundo Giordano Bruno, a magia é a arte da memória e manipulação dos fantasmas, é o domínio daquilo que certos teólogos denominam "o encantamento do mundo", uma teurgia e uma alquimia, vetor de uma via de imortalidade.

A questão das imortalidades é difícil de tratar porque não pode se inserir com sucesso em um modelo de mundo aristotélico, motivo pelo qual não é raro que a busca de uma sobre-humanidade, de uma mais-que-humanidade ou de uma não-humanidade conduza infelizmente à inumanidade. Mais ainda, podemos muito bem ter uma excelente compreensão intelectual de modelos não-aristotélicos, como o são, o Taoísmo, e o sistema de Gurdjieff, " sem haver Invertido os castiçais", para retomar a fórmula de Meyrinck no Rosto Verde. A sobre-humanidade poderia ser simbolizada por Hércules, indicando assim a via mágica do Herói, predispondo à mais-que-humanidade, simbolizada pelo Cristo, ou ainda por Orfeu, ou à não-humanidade, esta simbolizada por Osíris ou por Dionísio. Nós poderíamos encontrar outras referências, tanto no Ocidente como nas tradições orientais, para tentar fazer apreender aquilo que é efetivamente uma diferença de orientação. O Ser não é necessariamente orientado em direção a um pólo único, o que explica vias reais diferentes, não conduzindo, portanto, ao mesmo Lugar-Estado...

Os AA do Regime de Nápoles introduzem a uma alquimia interna de tradição egípcia em duas fases, uma "isíaca", a outra "osiriana". Naturalmente é neste último aspecto das alquimias internas que encontramos os aspectos mais especificamente osirianos dos AA . É provável que na Idade Média e na Renascença, este sistema fosse exclusivamente caldeu-egípcio, e seria pouco a pouco, e principalmente em seus aspectos mágicos e teúrgicos, que o sistema teria sofrido em certas estruturas tradicionais uma "cristianização" ou uma "hebraização". Encontramos as vezes com relação à este sujeito a expressão "cristianismo caldeu".

O SOBERANO GRANDE SANTUÁRIO ADRIÁTICO

O GSA afirma sua própria jurisdição sobre todos os continentes dos dois hemisférios no qual concerne ao APROMM.

Valoriza os princípios tradicionais do espírito e da sacralidade da vida e da natureza e fornece ao homem desejoso uma via segura para o despertar da consciência ao mundo divino. Esse estado de espírito é o oposto do estado de espírito "burguês" que predomina em nossos dias, sendo o burguês para Emmanuel Mounier, como para nós, "aquele que tem medo de perder alguma coisa", quer seja um príncipe ou um vagabundo.

Na iniciação maçônica tradicional, em sua ascese hermetista, exige a perda da vaidade, isto é, a necessidade doentia, de manter para os outros e para si uma falsa imagem. Sem criar essa falsa imagem de si, ele poderá até mesmo perder a identificação à forma humana. Estas duas perdas são o preço a pagar pela liberdade absoluta. Esta orientação dos antigos hermetistas, conforme o espírito humanista da Renascença, mas distante do humanismo artificial deste fim de século implica necessariamente numa ação pouco prosélita.

O SGSA bastante conhecido dos cenáculos hermetistas mundo afora, se faz mais largamente conhecido por suas lojas de pesquisa cujos trabalhos são extensamente pesquisados e publicados. Como quase todas as obediências maçônicas egípcias, O SGSA mantém relações estreitas com correntes martinistas.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AS SETE VIRTUDES




Iremos fazer uma pequena explanação de cada uma das 7 velas que é um dos baluartes da Ordem DeMolay, e um cruzamento de todas as velas com a vela que representa o Companheirismo, que foi a vela escolhida para a representação.

As velas são posicionadas na ordem crescente de 1 a 7 do Norte para o Sul no sentido horário.

A 1ª (primeira) vela simboliza o Amor Filial, o amor entre pais e filhos, aquele amor que já existe antes de nascermos e permanece conosco por toda nossa vida, e nos seguirá até mesmo além do túmulo.

A 2ª (segunda) vela simboliza a Reverência Pelas Coisas Sagradas. Um jovem, atravessando o limiar de DeMolay pela primeira vez, manifesta uma profunda e permanente fé em um vivo e verdadeiro Deus. Sem esta sólida fé e a graça de nosso Pai Celestial, nossos trabalhos seriam em vão.

A 3ª (terceira) vela significa a Cortesia, uma cortesia que excede a amizade, uma cortesia que alcança o desconhecido, os idosos, todos os homens.É esta cortesia que traz um sentimento caloroso, e torna esta vida mais agradável para o próximo, pois ilumina o caminho diante de nós.

A 4ª (quarta) vela, ao centro, significa simbolicamente o Companheirismo. Milhões de jovens iguais a nós se ajoelharam neste Altar simbólico e se dedicaram aos mesmos elevados princípios de boa filiação e boa cidadania.Enquanto nós permanecemos fiéis a essas promessas, enquanto existir uma Ordem DeMolay, nós estaremos unidos.

A 5ª (quinta) vela, significa Fidelidade. Um DeMolay não pode nunca por motivo justificado ou não, ser falso a seus votos, suas promessas, seus amigos, seu Deus. Ele é chamado diariamente a defender os baluartes e preceitos da Ordem DeMolay de modo que nunca possa fracassar como líder e como homem.

A 6ª (sexta) vela, é símbolo da Pureza de cada pensamento, palavra e ação. Somente com Pureza, pode um DeMolay ser digno representante de nossos elevados ensinamentos.

A 7ª (sétima) vela é o emblema do Patriotismo. Talvez nós nunca sejamos chamados a defender nossa Pátria no campo de batalha, porém cada dia apresenta novas oportunidades para firmarmo-nos como bons e corretos cidadãos a serviço daquela querida Bandeira, e de nossa reverenciada Pátria.

Como meu trabalho se concentra na 4ª (quarta) vela, que é a vela do Companheirismo, irei fazer um cruzamento desta vela com as demais.

Companheirismo com Amor Filial - Este é o companheirismo com o seu pai e com sua mãe, que o bom filho não é somente um filho,mas também um amigo, um companheiro que divide os momentos de alegria e tristeza com seus pais.

Companheirismo com Reverência Pelas Coisas Sagradas - Um bom companheiro, um bom amigo só o leva para um bom caminho, um caminho limpo, de alegria e beleza, e você quer um caminho mais limpo e belo que é o caminho que leva ao encontro de Deus.

Companheirismo com Cortesia - Você deve ser um companheiro cortês, que trate seus amigos, seus companheiros, com atenção e educação. Seja cortês não só com seus amigos, mas com todas as pessoas e assim elas te respeitarão, por você ser um homem fino e educado.

Companheirismo com Fidelidade - Todos nós devemos ser fiéis tanto com nossa Pátria, com nossa religião, com nossos pais e também com nossos companheiros e amigos, porque se os trairmos uma vez, talvez eles não mais nos considere como seu verdadeiro amigo.

Companheirismo com Pureza - Nós devemos ser puros de palavras, pensamentos e ação. Nunca devemos desejar, falar ou fazer mal a um amigo, nem se formos tentados a tal erro. Antes de desejarmos ou fazer algum mal, devemos conversar ou esclarecer, talvez seja somente um grande mal-entendido..

Companheirismo com Patriotismo - Quando completamos 18 anos somos chamados a fazer um treinamento para que se um dia formos chamados a defender nossa pátria em um campo de batalha assim nós o faremos. Neste período convivemos com várias pessoas e fazemos muitos companheiros e amigos, este é um período muito bonito em nossa vida.

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A IMPORTÂNCIA DOS GRAUS SIMBÓLICOS


Ir.·. José Castellani


Os três graus simbólicos, Aprendiz, Companheiro e Mestre, comuns a todos os ritos maçônicos, representam a essência total de toda a doutrina moral da Maçonaria.

Na primitiva Franco-maçonaria, formada pelas organizações de ofício, só existiam os Aprendizes; e os mestres-de-obras eram escolhidos entre os mais experientes Aprendizes. O grau de Companheiro seria criado já nos primórdios da Maçonaria dos Aceitos --- também chamada, impropriamente, de Especulativa --- no século XVII; e essa era a situação, quando da fundação, a 24 de junho de 1717, da Pemier Grand Lodge, de Londres, a primeira do sistema obidencial. O grau de Mestre seria criado em 1725, mas só introduzido em 1738, pela Grande Loja londrina. A parti daí, iria se concretizar a totalidade da doutrina moral e da mística da instituição maçônica.

Os três graus simbólicos, síntese do universo maçônico, mostram a evolução racional da espécie humana, ou seja: intuição (Aprendiz), análise (Companheiro) e síntese (Mestre). O Aprendiz, ainda inexperiente, embora guiado pelos Mestres, realiza o seu trabalho de forma praticamente empírica, através da intuição, apenas, representando o alvorecer das civilizações, dominadas pelo empirismo ; o Companheiro, já tendo um método de trabalho analítico e ordenado, simboliza uma mais avançada fase da evolução da mente humana, enquanto o Mestre, juntando, através da síntese, tudo o que está disperso, para a conclusão final da obra, representa o caminho derradeiro da mente, na busca da perfeição.

Simbolicamente, nesses três graus, os maçons dedicam-se à construção do templo de Jerusalém, símbolo das obras perfeitas dedicadas a Deus, de acordo com a concepção da Ordem dos Templários, criada em 1118 e regida pelos estatutos idealizados por São Bernardo. A construção do templo, no caso, representa a construção moral e ética do iniciado. Para a concretização desse simbolismo, a Maçonaria criou a lenda do terceiro grau, de forte cunho moral, segundo a qual havia um arquiteto, Hiram Abi ("Hiram, meu pai"), que fora enviado ao rei Salomão por Hiram, rei da cidade fenícia de Tiro, para ser o mestre das obras do templo ; isso, evidentemente, é pura lenda, pois, Hiram Abi era, simplesmente, um entalhador de metais. Diz, também, a lenda, que Hiram dividia os seus obreiros, de acordo com suas aptidões, em graus --- Aprendiz, Companheiro e Mestre --- dando-lhes a oportunidade de progredir, pelo seu trabalho. Embora isso também seja, lenda, pois não havia Maçonaria na época da construção do templo de Jerusalém e nem graus de Companheiro e Mestre (embora alguns ingênuos acreditem nisso), mostra duas lições morais: a cada um segundo as suas aptidões e a cada um segundo os seus méritos. Hiram, a personificação da Sabedoria, acabaria sendo morto pela personificação de vícios degradantes, a inveja, a cobiça e a ignorância, representadas em três Companheiros, que, sem os méritos, procuravam ser Mestres, a qualquer custo (o que também é apenas lenda e não realidade).

Esses traços gerais da lenda --- já que o seu desenvolvimento e as suas minúcias são reservadas aos iniciados no terceiro grau --- mostram que o maçom, ao atingir o grau de Mestre, já deve possuir a plenitude do conhecimento iniciático, moral, social e metafísico, necessário e pertinente aos objetivos da Ordem maçônica, restando-lhe, então, o trabalho, sempre constante, na busca da perfeição, nunca atingida, mas sempre perseguida, pois ela é o estímulo sempre presente na vida do ser humano.

Terá, então, o Mestre, a humildade de se prostrar perante os grandes mistérios da vida e os insondáveis escaninhos da Natureza, despojando-se de todas as vaidades, incluindo-se, entre elas, a busca desvairada dos galardões, símbolos da fatuidade, e a busca da ascensão a qualquer custo, numa escala que quase nunca reflete um conhecimento apreciável e um desejável mérito pessoal. Deverá, então, o Mestre, lembrar-se, sempre, de que a verdadeira beleza é a interior, mesmo que o exterior não seja coruscante e não brilhe em faíscas de ouro e prata, pois o maçom, o verdadeiro maço, o maçom integral é um Mestre pelas suas qualidades mentais e espirituais e não por sua posição na escala, ou por seus vistosos paramentos. O hábito não faz o monge, diz a velha sabedoria popular, e se pode até acrescentar que um muar ajaezado de ouro nunca poderá ser confundido com um corcel de alta linhagem.

Na Loja Simbólica, verdadeira e única essência da Maçonaria universal, o iniciado percorre um longo caminho, desde as trevas do Ocidente até à luz do Oriente, tendo o seu lugar de acordo com as suas aptidões e a sua ascensão de acordo com os seus méritos. Sua ascensão não deverá, nunca, ser devida a favores pessoais, a apadrinhamentos, a rapapés e bajulações, ou ao poder corruptor dos metais, expedientes, esses, tão comuns na sociedade, em geral, mas excluídos dos templos da verdadeira Maçonaria, desde os seus primórdios, nos velhos tempos em que só existiam Aprendizes e Companheiros, que usavam um simples avental de couro, símbolo humilde do trabalho, sem as riquezas flamejantes de uma nababesca farrambamba.

Acham, muitos maçons desavisados, que os graus simbólicos são secundários e representam um mero apêndice da maçonaria, uma etapa primária e elementar, um trampolim para grandes escaladas, quando, na realidade é basilar e relevante a sua importância a ponto deles constituírem, segundo consenso, a "pura Maçonaria" pois, como alicerces de toda a estrutura maçônica universal, nada mais existiria de maçônico sem eles, restando apenas as honorificências, de que o mundo não maçônico é tão prenhe.

Do livro "Liturgia e Ritualística do Grau de Mestre Maçom" - Editora A Gazeta Maçônica - 1987

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EMMA COSTET DE MASCHEVILLE

Emma Costet de Mascheville: Luz e Sombra no Paralelo 30



Uma importante personagem da história da Igreja Expectante acaba de ser retratada em documentário.


"Luz e Sombra no Paralelo 30" foi exibido no último sábado, 21 de novembro, às 12h20, pela RBS TV de Porto Alegre-RS, dentro do programa "Histórias Curtas".


O rico material mostra descendentes e familiares do 1º Patriarca da Igreja, raras imagens do casal, além, é claro, das qualidades humanas, científicas e profissionais da mulher e astróloga que o Mestre Cedaior escolheu para conviver e transmitir seu legado, após sua partida.


Emma Costet de Mascheville aparece ainda fazendo palestras e, em encantadora entrevista, ensina: Se o Criador é perfeito, sua criação também é...


  • Roteiro e direção: Rene Goya Filho 
  • Fotografia: Pablo Chasseraux 
  • Música original: Raul Ellwanger 
  • Produção executiva: Estação Elétrica



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NOVAS ORDENS MARTINISTAS NO BRASIL




Nas ultimas semanas temos recebido vários emails de amados irmãos indagando sobre a veracidade ou não da instalação no Brasil de lojas e Heptadas de algumas Ordens Martinistas que ainda não tem atividade em nosso solo ou ainda tiveram suas atividades descontinuadas no passado.

Para que os rumores fossem confirmados ou não, pesquisamos junto as organizações citadas a veracidade das noticias que estão circulando em nosso meio.

Estas são as conclusões oficiais recebidas:

Ordem Martinista dos Cavaleiros de Cristo ( OMCC)

De origem russa (Nicolas Novikov), e ao mesmo tempo depositária da filiação de Papus e da filiação de Robert Ambelain a OMCC confirmou a sua reativação no Brasil, especificamente em primeiro momento, na cidade do Rio de Janeiro isto já no inicio do proximo ano.

Uma das mais antigas e importante Ordens administrativamente Organizadas, a OMCC mantém relações fraternas com a maior parte das Ordens Martinistas do mundo. É uma das poucas tradições que ainda perpetua na nossa época as Linhagens de Iniciadores Livres. A OMCC integra a desejada pluralidade dos caminhos seguidos pelos Mestres Passados e tem a seguinte linha de sucessão principal reconhecida: Louis Claude de Saint-Martin, Kourakine (príncipe iniciado pelo próprio Filósofo Desconhecido), Nicolás Nikolov (escritor e editor), Gamaleï (poeta), Arsenyev, Pierre Kasnatchéëv, Serge Marcotoune (Hermius), Armand Toussaint (Raymond Panagion em 1930),Triantaphillos Kotzamanis, Sâr Dionysus - Remi Boyer.

A OMCC no Brasil seguirá a mesma estrutura européia ou seja trabalhando seus membros em 2 vias simultaneas a mística e a teúrgica. Elaborando ao mesmo tempo no interior e no exterior, eles propõe, num primeiro momento, o estudo e a experiência das técnicas fundamentais (concentração, meditação, e a aplicação dos rituais ) comuns ou específicos a essas duas vias. Num segundo momento, o estudante poderá aprofundar a sua via com a ajuda dos instrumentos tradicionais na via mística ou na via teúrgica (prática de rituais operativos especificos).

Ordem dos Cavaleiros Martinistas

Não foi confirmado oficialmente a fundação no Brasil de uma sessão sulamericana da OCM. O chamado Collège du Temple ou melhor Collège du Temple de l'Homme, é uma Ordem Martinista criada a partir de uma dissidência da Heptada Francesa 'Abbé de la Noue' fundada nos anos 70 e subordinada a OMT ( TOM/ AMORC) .

Esta Ordem foi fundada em 1980 aproximadamente, a principio , com o titulo distintivo 'L'Ordre des Chevaliers Martinistes' , cujo nome foi mudado posteriormente para 'Collège des Chevaliers Martinistes' , e atualmente 'Collège du Temple de l'Homme' , embora continue sendo chamada de C. O.M. ou M.O.C.
 
Fonte: Hermanubis
 
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