domingo, 9 de setembro de 2007

Por que os fracassos em cura?

Fórum Rosacruz - AMORC - Abril de 1989 - Volume XX, nº2
Arquivo digital: Incógnito, F.R.C.

É sempre benéfico fazer tratamentos metafísicos? Essa pergunta foi recentemente formulada numa convocação rosacruz, e suscitou a seguinte resposta de u médico rosacruz:

Como você pode ver pelo cabeçalho desta, sou um médico. E minha prática, uso duas metodologias de tratamento. A primeira baseia-se em procedimentos de diagnósticos acadêmicos e sem modalidades terapêuticas de minha profissão; a segunda baseia-se em Leis Cósmicas e Científicas (terapêutica espiritual, se preferir). Nossa Lei do Triângulo se manifesta na criação de uma terceira condição, que é a própria resposta ou reação do paciente a esses esforços duais por mim iniciados. Para cada ação há uma reação, não é mesmo? Ou a condição do paciente melhora ou não melhora.

Aprendi duramente que não posso dirigir o movimento ou a ação da terapêutica espiritual. Não podemos, com efeito, dizer o Cósmico o que fazer, que tecidos afetar ou que tratamento deve ser feito, mesmo com base no conhecimento acadêmico da condição, porque muitas doenças físicas são manifestações de atitudes mentais impróprias, do prolongado abuso de leis naturais relativas à saúde física e emocional. Baseado nessa premissa, só posso tratar dos sinais e sintomas externos da condição doentia. A natureza exata do problema é desconhecida para mim, e está fora do âmbito de minha prática, por assim dizer. O processo de cura, portanto - a resposta à primeira e segunda metodologias - é deixado ao Cósmico. Eu devo "liberar de minha mente o problema e deixar Deus agir" - situação difícil para médicos.

Devemos perguntar o que é um processo de cura. Uma vez mais, devo defini-lo segunda minha compreensão, em termos das duas metodologias acima. Academicamente, a cura é a resposta fisiológica que restaura no corpo a condição de bem-estar. Espiritualmente é o alívio de sofrimento e, como não podemos dirigir o Cósmico, a cura pode não ocorrer. Levando a coisa ao extremo, a transição é de fato a consecução do processo de cura. A lição mais difícil que tive que aprender foi que às vezes a recuperação física não era para ser alcançada. Foi preciso muito tempo, e muitas lágrimas de verdadeira frustração, para que eu compreendesse isso.

Talvez um paciente retornara a esta vida porque sua Grande Obra ainda não fora realizada. Nesse caso, a terapêutica espiritual ativava as forças criativas e construtivas de seu corpo e, junto com a soberba tecnologia médica, ele se recuperava fisicamente.

Para terminar, eu gostaria de partilhar uma prece que tem especial significado para mim. É uma expressão de vida, e muito me ajuda em meus afazeres diários. Essa prece é tão importante para mim, que faz parte de minhas ablusões diárias no começo e fim do dia. Estou certo de que a maioria de vocês a conhecem:

"Deus, dá-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar a coragem para mudar as coisas que posso e a sabedoria para conhecer a diferença."

Isso se aplica diretamente ao médico e ao paciente também - Q
Fórum Rosacruz - AMORC - Abril de 1989 - Volume XX, nº2
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