quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Orden Martinista S::: I:::




Orden Martinista S::: I:::


Fundada hace relativamente poco tiempo por M. Marc Jones, su Gran Maestro, se presenta como una rama proveniente de la prestigiosa tradición Martinista. (Precisamos que Marc Jones había sido Gran Maestro adjunto de la Orden Martinista Libre antes que se retirara para constituir su propia estructura).

La Orden distribuye a los hombres y a las mujeres los diferentes grados tradicionales. Su objetivo es la reintegración del Ser Humano en su pureza primitiva y la unión del Hombre con Dios. Según su primer folleto esta Orden Martinista “quiere despojarse de toda estructura saturniana: ni estructura oficial, ni estatutos, ni sede social, ni cartas de miembros, ni cotizaciones ni derechos de entrada. No existe más que en el invisible.”

Sin embargo, “comprende a los simples asociados y a los “iniciados” repartidos ellos en tres grados, siendo dos grados probatorios y un nivel (El de S.I.)”.

Esta Orden comprende:

“- Un círculo exterior de estudios esotéricos, que es una escuela de formación para los dos primeros grados, los cuáles se reúnen en “logia de formación”.

- Un círculo interior de los S.I., que se reúnen en “Capítulo” y “Gran Capítulo” y cuya voluntad es formar parte de la comunidad electiva llamada “santuario interior”, “sociedad de los elegidos” o “Iglesia interior” (de Ekhartshausen y Loupoukhine).”

Sería interesante conocer cómo puede funcionar una Orden que reúne a sus miembros si no posee ni sede social, ni estructura administrativa, etc.

Los miembros se reúnen en Capítulos (grupo que posee un Venerable Maestro, que es el único apto para iniciar) o en Círculo (en el cuál no hay iniciaciones, dado que el grado mayor es el representado por SI y no el de SI LI.)

El Gran Maestro ha intentado componer unos ritos fundados en los antiguos rituales inspirándose en parte en el de Blitz y el de Philippe Encausse vía su iniciador, Pierre Rispail (Gran Maestro de la O.·.M.·. Libre). Una corta invocación ha sido añadida bajo forma de plegaria, que fue escrita por Cagliostro.

El trabajo se hace bajo la forma de planchas con una orientación particular hacia la cuestión de la reencarnación y el Maestro Philippe de Lyon. (Este último es a la vez la identidad y la referencia más importante de la Orden. Es en cierta manera su razón de ser, pasando por encima del mismo Saint Martin).

De la misma manera que en la mayor parte de las Órdenes Martinistas, las cadenas de plegarias están dedicadas a una o más personas que sufren.

Esta Orden está, sobretodo, implantada en Francia (París, Béziers) y en Luxemburgo.

Está ligada a la Iglesia Rosicruciana Apostólica, cuyo responsable es Armand Toussaint. El Gran Maestro es también responsable de la Caballería del Santo Grial, cuya gnosis hace referencia a Chauvet. Las ceremonias de composición tienen un fuerte aspecto religioso, habiendo hecho que se trate de una caballería transmitiéndose en el curso de una misa sin imposición por la espada.

Contrariamente a lo que sucede en la Orden Martinista de Papus, muchos de sus miembros no son francmasones.

OS TEMPLÁRIOS - historiografia da Ordem DeMolay





Os Templários

No início de 1100, Hugo de Paynes e mais oito cavaleiros franceses, abrasados pelo fervor religioso e movidos pelo espírito de aventura tão comum aos nobres que buscavam nas Cruzadas, nos combates aos muçulmanos a glória dos atos de bravura e a consagração da impavidez, abalaram rumo à Palestina levando no peito a cruz de Cristo e na alma um sonho de amor. Eram os Gouvains do Cristianismo, que se constituiam fiadores da fé, disputando as relíquias sagradas que os fanáticos do Crescente retinham e profanavam.


Reinava em Jerusalém Balduíno II que os acolheu e lhes destinou um velho palácio junto ao planalto do Monte Moriah, onde os montões de escombros assinalavam as ruínas de um grande Templo. Seriam as ruínas do GRANDE TEMPLO DE SALOMÃO, o mais famoso santuário do XI século antes de Cristo. Destruído pelos caldeus e reconstruído por Zorobabel, fora ampliado por Herodes em 18 antes de Cristo e, finalmente, arrasado pelas legiões romanas chefiadas por Tito, na tomada de Jerusalém. Os "Pobres Cavaleiros de Cristo" atraídos pela sensação do mistério que pairava sobre as veneradas ruínas, não tardou para que descobrissem a entrada secreta que conduzia ao labirinto subterrâneo só conhecido pelos iniciados nos mistérios da Cabala. E entraram. Uma extensa galeria conduziu-os atéuma porta chapeada de ouro por detrás da qual devia estar o maior Segredo da Humanidade. Pararam... Encimando a porta uma inscrição em caracteres hebraicos prevenia os profanos contra os impulsos da ousadia: SE É MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-SE DO MUNDO DOS VIVOS.

Pálidos, os cavaleiros entreolharam-se, e pela primeira vez em suas vidas sentiram medo e desistiram. Pois não era a mera curiosidade que ali os conduzira?... Os "infiéis do Crescente" eram seres vivos e contra eles a cruz e a espada realizavam prodígios de valentia. Ali dentro, porém, não era a vida que palpitava, e sim os aspectos da Morte. Voltaram. Os reencontros sangrentos com os islamitas tornara-os insensíveis ao medo, e num certo dia estimulados pelo desejo de conhecer a Criação que a grande porta de ouro lhes ocultava, entraram novamente a galeria dispostos a baterem-se com a própria morte. Hugo de Paynes, afoito, bateu com o punho da espada e bradou com voz estentórica: - EM NOME DE CRISTO, ABRI!! E o eco das suas palavras repercutindo pelo emaranhado labirinto respondeu : EM NOME DE CRISTO...enquanto a porta, rangeu os gonzos e escancarou aos olhos vidrados dos cavaleiros um gigantesco recinto ornado de figuras bizarras, delicadas umas e monstruosas outras, tendo ao Nascente um grande trono recamado de sedas e por cima um triângulo eqüilátero em cujo centro em letras hebraicas marcadas a fogo se lia o TETRAGRAMA YOD.



Junto aos degraus do trono e sobre um altar de alabastro, estava a "LEI" cuja cópia, séculos mais tarde, um Cavaleiro Templário em Portugal, devia revelar à hora da morte, no momento preciso em que na Borgonha e na Toscana se descobriam os cofres contendo os documentos secretos que "comprovavam" a heresia dos Templários. A "Lei Sagrada" era a verdade de Jahveh transmitida ao patriarca Abraão. A par da Verdade divina vinha depois a revelação Teosófica e Teogâmica a KABBALAH. Extasiados diante da majestade severa dos símbolos, os nove cavaleiros, futuros Templários, ajoelharam e elevaram os olhos ao alto.

Na sua frente, o grande Triângulo, tendo ao centro a inicial do princípio gerador, espírito animador de todas as coisas e símbolo da regeneração humana, parece convidá-los à reflexão sobre o significado profundo que irradia dos seus ângulos. Ele éo emblema da Força Criadora e da Matéria Cósmica. É a Tríade que representa a Alma Solar, a Alma do Mundo e a Vida. éa Unidade Perfeita.

Um raio de Luz intensa ilumina então àqueles espíritos obscecados pela idéia da luta, devotados à supressão da vida de seres humanos que não comungam os mesmos princípios religiosos que os levou à Terra Santa. Ali estão representadas as Trinta e Duas Vidas da Sabedoria que a Kabbalah exprime em fórmulas herméticas, e que a Sepher Jetzira propõe ao entendimento humano.
Simbolizando o Absoluto, o Triângulo representa o Infinito, Corpo, Alma, e Espírito. Fogo Luz e Vida. Uma nova concepção que pouco a pouco dilui e destrói a teoria exclusivista da discriminação das divindades se apossa daqueles espíritos atéentão mergulhados em ódios religiosos e os conclama à Tolerância, ao Amor e a Fratenidade entre todos os seres humanos. A Teosofia da Kabbalah exposta sobre o Altar de alabastro onde os iniciados prestavam juramento dá aos Pobres Cavaleiros de Cristo a chave interpretativa das figuras que adornam as paredes do Templo.



Na mudez estática daqueles símbolos há uma alma que palpita e convida ao recolhimento. Abalados na sua crença de um Deus feroz e sanguinário, os futuros Templários entreolham-se e perguntam-se: SE TODOS OS SERES HUMANOS PROVÊM DE DEUS QUE OS FEZ À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, COMO COMPREENDER QUE OS HOMENS SE MATEM MUTUAMENTE EM NOME DE VÁRIOS DEUSES? COM QUEM ESTÁ A VERDADE?

Entre as figuras mais bizarras que adornavam o majestoso Templo, uma em especial chamara a atenção de Hugo de Paynes e de seus oito companheiros. Na testa ampla, um facho luminoso parecia irradiar inteligência; e no peito uma cruz sangrando acariciava no cruzamento dos braços uma Rosa, encantadora. A cruz era o símbolo da imortalidade; a rosa o símbolo do princípio feminino. A reunião dos dois símbolos era a idéia da Criação. E foi essa figura monstruosa, e atraente que os nove cavaleiros elegeram para emblema de suas futuras cruzadas.

Quando em 1128 se apresentou ante o Concílio de Troyes, Hugo de Paynes, primeiro Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo, já a concepção dos Templários acerca da idéia de Deus não era muito católica. A divisa inscrita no estandarte negro da Ordem "Non nobis, Domine, sed nomini tuo ad Gloria" não era uma sujeição à Igreja mas uma referência a inicial que no centro do Triângulo simbolizava a unidade perfeita: YOD. Cavaleiros francos, normandos, germânicos, portugueses e italianos acudiram a engrossar as fileiras da Ordem que dentro em pouco se convertia na mais poderosa Ordem do século XII. Mas a Ordem tornara-se tão opulenta de riquezas, tão influente nos domínios da cristandade que o Rei de França Felipe o Belo decretou ao Papa para expedir uma Bula confiscando todas suas riquezas e enviar seus Cavaleiros para as "Santas" fogueiras da Inquisição.

Felipe estava atento. E não o preocupava as interpretações heréticas, o gnosticismo. Não foram portanto, a mistagogia que geraram a cólera do Rei de França e deram causa ao monstruoso processo contra os Templários. Foi a rapacidade de um monarca falido para quem a religião era um meio e a riqueza um fim.


Malograda a posse da Palestina pelos Cruzados, pelo retraimento da Europa Cristã e pela supremacia dos turcos muçulmanos, os Templários regressam ao Ocidente aureolados pela glória obtidas nas batalhas de Ascalão, Tiberíade e Mansorah. Essas batalhas, se não consolidaram o domínio dos Cristãos na Terra Santa, provocaram, contudo, a admiração das aguerridas hostes do Islam (muçulmanos), influindo sobre a moral dos Mouros que ocupavam parte da Espanha. Iniciam entre os Templários o culto de um gnosticismo eclético que admite e harmoniza os princípios de várias religiões, conciliando o politeísmo em sua essência com os mistérios mais profundos do cristianismo.

São instituídas regras iniciáticas que se estendem por sete graus, que vieram a ser adotados pela Franco Maçonaria Universal (três elementares, três filosóficos e um cabalístico), denominados "Adepto", "Companheiro", "Mestre Perfeito", "Cavaleiro da Cruz", "Intendente da Caverna Sagrada", "Cavaleiro do Oriente"e "Grande Pontífice da Montanha Sagrada". A Caverna Sagrada era o lugar Santo onde se reuniam os cavaleiros iniciados. Tinha a forma de um quadrilátero (quadrado) perfeito. O ORIENTE representava a Primavera, o Ar, Infância e a Madrugada.O MEIO DIA (Sul), o Estio, o Fogo e a Idade adulta. O OCIDENTE, o Outono, a Água, o Anoitecer. O NORTE, a Terra, o Inverno, a Noite.


Eram as quatro fases da existência. O Fogo no MEIO DIA simbolizava a verdadeira iniciação, a regeneração, a renovação, a chama que consumia todas as misérias humanas e das cinzas, purificadas, retirava uma nova matéria isenta de impurezas e imperfeições. No ORIENTE, o Ar da Madrugada vivificando a nova matéria, dava-lhe o clima da Primavera em que a Natureza desabrochava em florações luxuriantes, magníficas acariciando a Infância. Vinha depois o OUTONO, o Anoitecer, o amortecer da vida, a que a Água no OCIDENTE alimentava os últimos vestígios desta existência. O NORTE, marca o ocaso da Vida. A Terra varrida pelas tempestades e cobertas pela neve que desolam e que matam, éo Inverno que imobiliza, que entorpece e que conduz à Noite caliginosa e fria a que não resiste a debilidade física, a que sucumbe a fragilidade humana. E éno contraste entre o Norte e o Meio Dia que os Templários baseiam o seu esoterismo, alertando os iniciados da existência de uma segunda vida.

Nada se perde: Tudo se Transforma. ...Vai ser iniciado um "Cavaleiro da Cruz". O Grande Pontífice da Montanha Sagrada empunha a Espada da Sabedoria, e toma lugar no Oriente. Ao centro do Templo, um pedestal que se elevapor três degraus, está a grande estátua de Baphomet, símbolo da reunião de todas as forças e de todos os princípios (Masculino e Feminino, A Luz e as Trevas, etc...) como no Livro da Criação, a Sepher-Jetzira Livro mor da Cabala. No peito amplo da estranha e colossal figura, a Cruz, sangrando,imprime à Rosa Branca um róseo alaranjado que pouco a poco toma a cor de sangue. Éa vida que brota da união dos princípios opostos. Por cima da Cruz, a letra "G". O iniciado, Mestre Perfeito, já conhece muito bem o significado dessa letra que na mudez relativa desafia a que a interpretação na sua nova posição, junto ao Tríplice Falus, na sua junção com a Rosa-Cruz mística. "A Catequese Cristã éapenas, como o leite materno, uma primeira alimentação da Alma; o sólido banquete éa Contemplação dos Iniciados, carne e sangue do Verbo, a compreensão do Poder e da Quintessência divina." "O Gnóstico éa Verdadeira Iniciação; e a Gnose éa firme compreensão da Verdade Universal que, por meio de razões invariáveis nos leva ao conecimento da Causa..." "Não éa Fé, mas sim a Féunida as Ciências, a que sabe discernir a verdadeira da falsa doutrina.

Fiéis são os que apenas literalmente crêem nas escrituras. Gnósticos, são os que, profundando-lhes o sentido interior, conhecem a verdade inteira." "Só o Gnóstico épor essência, piedoso." "O homem não adquire a verdadeira sabedoria senão quando escuta os conselhos duma voz profética que lhe revela a maneira porqur foi, é, e será tudo quanto existe." O Gnosticismo dos Templários éuma nova mística que ilumina os Evangelhos e os interpreta à Luz da Razão Humana. O Mestre Perfeito entra de olhos vendados, até chegar ao pedestal de Baphomet.

Ajoelha e faz sua prece: "Grande Arquiteto do Universo Infinito, que lês em nossos corações, que conheces os nossos pensamentos mais íntimos, que nos dá o livre arbítrio para que escolhamos entre a estrada da Luz e das Trevas." "Recebe a minha prece e ilumina a minha alma para que não caia no erro, para que não desagrade à vossa soberana vontade" "Guiai-me pelo caminho da Virtude e fazei de mim um ser útil à Humanidade". Acabada a prece, o candidato levanta-se e aguarda as provas rituais que hão de conduzí-lo a meta da Verdade.


...O GRANDE PONTÍFICE TEMPLÁRIO interroga o candidato a "Cavaleiro da Cruz"em tom afetivo e paternal: "Meu Irmão, a nossa Ordem nasceu e cresceu para corrigir toda espécie de imperfeição humana". "A nossa consciência éque éo juiz das nossas ações. A ignorância éo verdadeiro pecado. O inferno éuma hipótese, o céu uma esperança". "Chegou o momento de trocarmos as arma homicidas pelos instrumentos da Paz entre os Homens. A missão do Cavaleiro da Cruz éamar ao próximo como a si mesmo. As guerras de religião são monstruosidades causadas pela ignorância, geradas pelo fanatismo. As energias ativas devemos orientá-las no sentido do Amor e da Beleza; mas não se edifica uma obra de linhas esbeltas sem um sentimento estético apolíneo que só se adquire pelo estudo que conduz ao aperfeiçoamento moral e espiritual". "O homem precisa Crer em algo.

Os primitivos cultuavam os Manes. Os Manes eram as almas humanas desprendidas pela morte da matéria e que continuavam em uma nova vida". "Onde iriam os primitivos beber a idéia da alma? Repondei-me, se sois um Mestre Perfeito Templário". "- Nos fenômenos psíquicos que propiciam aparições, nas ilações tiradas dos sonhos, e na percepção". "-Acreditais que os mortos se podem manifestar aos vivos?" "- Sim. Acredito que a Alma liberta do invólucro físico sobe a um plano superior, se sublima, e volve ao mundo para rever os que lhe são simpáticos, segundo a lei das afinidades". "- Acreditais na ressurreição física de Cristo?" "- Não." "- Acreditais na Metempsicose (Lei de Transmigração das Almas)?" "- Sim. A semelhança das ações, dos sentimentos, dos gestos e das atitudes que podemos observar em determinados seres não resultam apenas da educação mas da transmigração das almas. Essa transmigração não se opera em razão hereditária". "- Acreditai que a morte legal absolve o assassino? Que o Soldado não éresponsável pelo sangue que derrama"? "- Não acredito". " - Atentai agora nas palavras do Cavaleiro do Ocidente que vos dirá os sentidos que imprimimos no ao Grau de Cavaleiro da Cruz".

"A Ordem do Templo criou uma doutrina e adquiriu uma noção da moral humana que nem sempre se harmoniza com as concepções teológicas cristãs apresentadas como verdades indiscutíveis. Por isso nos encontramos aqui, em caráter secreto, para nos concentrarmos nos estudos transcendentes por meio do qual chegaremos à Verdadeira Harmonia." "As boas obras dependem das boas inclinações da vontade que nos pode conduzir à realização das boas ações. A intuição éque leva os homens a empreender as boas ações.

Quando o Grande Pontífice vos falou do culto dos primitivos, ele definiu a existência de uma intuição comum a todos os seres humanos." "Assim como por detrás das crenças dos Atlantes havia a intuição que indicava a existência de um Ser Supremo, o Grande Arquiteto responsável pela construção do Universo, também existia nesses povos um sentimento inato do Bem e do Belo, e um instinto de justiça que era a base de sua Moral." "A Ciência nos deu meios de podermos aperfeiçoar a Moral dos antigos, mas a inteligência nos diz que além da Ciência existe a Harmonia Divina". "Das ações humanas, segundo Platão, deverá o homem passar à Sabedoria para lhe contemplar a Beleza; e, lançado nesse oceano,procriará com uma inesgotávelfecundidade as melhores idéias filosóficas, atéque forte e firme seu espírito, por esta sublime contemplação, não percebe mais do que uma ciência: a do Belo".

Estavam findas as provas de iniciação. O iniciado dirigia-se então para o Altar dos Holocaustos, onde o Sacrificador lhe imprime a Fogo, sobre o coração, o emblema dos Cavaleiro do Templo. ...Foi nessa intervenção indébita de Roma que influiu poderosamente para que a "Divina Comédia" de Dante Alighieri fosse o que realmente é- uma alegoria metafísico-esotérica onde se retratam as provas iniciáticas dos Templários em relação à imortalidade. Na DIVINA COMÉDIA cada Céu representa um Grau de iniciação Templário.

Em contraste com o Inferno, que significa o mundo profano, o verdadeiro Purgatório onde devem lapidar-se as imperfeições humanas, vem o Último Céu a que só ascendem os espíritos não maculados pela maldade, isentos de paixões mesquinhas, dedicados à obra do Amor, da Beleza e da Bondade. Élá o zênite da Inteligência e do Amor. A doutrína Iniciática da Ordem do Templo compreende a síntese de todas as tradições iniciáticas, gnósticas, pitagóricas, árabes, hindus, cabires, onde perpassam, numa visão Cosmorâmica todos os símbolos dos Grandes e Pequenos mistérios e das Ciências Herméticas: A Cruz e a Rosa, o Ovo e a Águia, as Artes e as Ciências, sobretudo a Cruz, que para os Templários, assim como para os Maçons seus verdadeiros sucessores, era o símbolo da redenção humana.

Dante Alighieri e sua Grande Obra: A Divina Comédia, foi o cronista literário da Ordem dos Cavaleiros do Templo. Os Templários receberam da Ordem do Santo Graal o esquema iniciático e a base esotérica que serviu de base para seu sistema gnóstico. Pois o que era a Cavalaria Oculta de Santo Graal senão um sistema legitimamente Maçônico ainda mal definido, mas já adaptado aos princípios da Universalização da Fraternidade Humana? O Santo Graal significava a taça de que serviu Jesus Cristo na ceia com os discípulos, e na qual Joséde Arimathéa teria aparado o sangue que jorrava da ferida de Cristo produzida pela lança do centurião romano. Era a Taça Sagrada que figurava em todas as cerimônias iniciáticas das antigas Ordens de Cavaleiros que possuiam graus e símbolos misteriosos, e que a Maçonaria moderna incorporou em seus ritos, por ser fatal aos perjuros. Os Templários adotavam-na na iniciação dos Adeptos e dos Cavaleiros do Oriente, mas ela já aparece nas lendas do Rei Arthur, nos romances dos Cavaleiros da Távola Redonda, que eram de origem céltica, e que a própria Igreja Católica a introduziu no ritual do cálice que serve no sacrifício da missa.

No Grau de Cavaleiro do Oriente,os Templários figuram um herói: Titurel, Cavaleiro da Távola Redonda, que desejando construir um Templo onde depositar o Cálice Sagrado, engcarregara da construção o profeta Merlin, que idealizou um labirintocomposto de doze salas ligadas por um sistema de corredores que se cruzavam e recruzavam, como no labirinto de Creta onde o Rei Minos escondia o Minotauro(Mit.Grega).

O Postulante Templário tinha de entrar em todas as salas, uma só vez, para receber a palavra de passe, e só no fim dessa viagem podia ascender ao grau que buscava. Mas se em Creta, Theseu tivera o fio de ouro de Ariadne, para chegar ao Minotauro, no Templo dos Cavaleiros do Oriente, o candidato apenas podia se orientar por uma chave criptográfica composta de oitenta e uma combinações (9x9) o que demandava muito esforço de raciocínio e profundos conhecimentos em matemática.

A Ciência dos Números tinha para os Templários um significado profundo. Os Grandes Iniciados, comos os Filósofos do Oriente, descobriram os mais íntimos segredos da natureza por meio dos números, que consideravam agradáveis aos Deuses. Mas tinha grande aversão aos números pares.

O Grande Alquimista Paracelso dizia que os números continham a razão de todas as coisas. Eles estavam na voz, na Alma, na razão, nas proporções e nas coisas divinas. A Ordem dos Cavaleiros do Templo, cultuava a Ciência dos Números no Grau de Cavaleiro do Oriente, ensinando que a Filosofia Hermética contava com TRÊS mundos: o elementar, o celeste e o intelectual. Que no Universo havia o espaço, a matéria e o movimento. Que a medida do tempo era o passado, o presente e o futuro; e que a natureza dispunha de três reinos: animal, vegetal e mineral; que o homem dispunha de três poderes harmônicos: o gênio, a memória e a vontade. Que o Universo operava sobre a eternidade e a imensidade movida pela onipotência.

A sua concepção em relação à Deus, o Grande Arquiteto do Universo, era Sabedoria, Força e Beleza. A Maçonaria criou uma expressão própria para os Altos Graus: Sabedoria, Estabilidade e Poder. Tudo isto provinha do Santo Graal, a que os Templários juntavam que, em política, a grndeza e a duração e a prosperidade das nações se baseavam em três pontos primordiais: Justiça dos Governos, Sabedoria das Leis e Pureza dos Costumes. Era nisso que consistia a arte de governar os povos. As oitenta e uma combinações que levavam o candidato ao Templo de Cavaleiro do Oriente tinha por base o sagrado numero Três, sagrado em todas as corporações de carater iniciático.

O Triângulo encontrado no Templo de Salomão era uma figura geométrica constituída pela junção de Três linhas e a letra YOD no centro significava a sua origem divina. Todas as grandes religiões também têm como número sagrado o Três. A Católica, exprimindo-o nas pessoas da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) nos dias que Cristo passou no sepulcro, nos Reis Magos, e nas vezes que São Pedro negou o mestre. Nos Grandes Mistérios Egípcios, temos a Grande Trindade formada por Ísis, Osíris e Hórus. Entre os Hindus temos a Trimurti, constituída de Brahama, Shiva e Vishnu personificando a Criação, a Conservação e a Destruição. Em todas elas, como no racionalismo, nós encontramos como elementos vitais a Terra, a Água e o Sol.

Foi, portanto, baseada nas grandes Religiões e no Gnosticismo dos Templários, que por sua vez se inspirou no da Cavalaria Oculta do Santo Graal, que a Maçonaria adotou como símbolo numerológico de vários graus o número três, que se vai se multiplicando na vida maçônica dos iniciados atéa conquista da Sabedoria, da Força e da Beleza. ...Os Graus na Ordem do Templo eram Sete, como o éna Maçonaria Moderna Universal. Este número era também, junto com o Três, estremamente sagrado para os antigos.

Era considerado o Número dos Números. Ele representava os Sete Gênios que assistiam o Grande Mitra, Deus dos Persas, e figurava igualmente os Sete pilotos de Osíris. Os Egípcios o consideravam o símbolo da Vida. Haviam Sete Planetas e são Sete as fases da Lua.

Sete foram os casais encerrados na arca de Noé, que parou sete meses depois do dilúvio, e a pomba enviada por Noésó recolheu depois de sete dias de ausência. Foram sete as pragas que assolaram o Egito e o povo hebraico chorou sete sias a morte de Jacob, a quem Esaú saudara por sete vezes. A Igrja Católica reconhece Sete pecados capitais e instituiu os sete sacramentos. Para os muçulmanos existem sete céus. Deus descansou ao sétimo dia da criação. Sete eram as Ciências que os Templários transmitiam nos sete graus iniciáticos: A Gramática, a Retórica, a Lógica, a Aritmética, a Geometria , a Música e a Astronomia. Sete eram também os Sabios da Grécia. Apollo nasceu no dia sete do mes sete e sete era seu número sagrado. ...

Harmonizando todas as Doutrinas, os Templários fugiam ao sentido fúnebre e superficial do catolicismo para se refugiarem em outros mistérios que entoavam Hinos à Vida. O argumento para a iniciação dos Intendentes da Caverna Sagrada foram buscá-lo à velha Frígia , Grécia, aos Mistérios dos Sabázios. Para os Gregos, Demeter (ou Ceres para os romanos) deu à luz a Perséfone, a quem Zeus (ou Júpiter) viola, e para isso se transforma em serpente. O Deus, atravessando o seio é a fórmula usada nos mistérios dos Sabázios: assim se chama a serpente que escorrega entre os vestígios dos iniciados como para lembrar a impudicícia de Zeus. Perséfone dá a Luz a um filho com face de touro. O culto dos Sabázios que servia de tema às iniciações Templárias de Quinto Grau, impressionara o gênio grego mas era um intruso em sua religião, e contra ele se levantaram Aristóphanes e Plutarco.

Era um Culto Orgíaco, mas não era disso que se queixavam os gregos, que também tinham o culto de Cybele e arvoravam em divindades as suas formosas hetairas (prostitutas sagradas do Templo) como o demonstra no túmulo da hetaira Tryphera: "Aqui jaz o corpo delicado de Tryphera, pequena borboleta, flor das voluptuosas hetairas, que brilhava no santuário de Cybele, e nas suas festas ruidosas, suas falas e gestos eram cheios de encantos".

A iniciação dos Intendentes da Caverna Sagrada realizava-se no mês de Maio, o mês das flores, com o Templo dedicado à natureza, porque o Quinto Grau de Iniciação Templária era um hino à renovação periódica da vida, dentro do Princípio Alquímico que admitia a Transmutação das substâncias e a renovação das células por um sistema circular periódico, vivificante, em que tudo volta ao ponto de partida, OUROBOROS. O Grande Pontífice da Montanha Sagrada encarnava o papel do Sabázio, o Deus Frígio que figurava as forças da natureza e as movia no sentido da renovação e da regeneração humana. A seus pés, de aspecto ameaçador estava a Serpente Sagrada, símbolo da regeneração e renovação pela mudança periódica de pele. À esquerda, coroada de flores e folhas verdes, cabelos soltos saindo de um emblema de estrelas, tendo ao peito nu, uma trança de papoulas, símbolo da fecundidade, nas orelhas brincos de três rubis e no braço esquerdo arqueado, o crivo místico das festividades de Elêusis, que três serpentes aladas acariciavam, a Grande Estátua de Deméter, personificação da Terra, e das forças produtoras da natureza.

À direita, envergando uma cumprida túnica, severa e majestosa, Hera (ou Juno) a imponente Deusa do Olimpo, Esposa de Zeus, estende aos postulantes a taça do vinho celeste que contém em si o espírito da força indomável dosado com a reflexão e com a temperança. As provas, neste Grau, dirigiam-se no sentido da imortalidade da alma, e também no rejuvenescimento físico. Deméter estendia a sua graça sobre o gênero humano para que os iniciados compreendessem que as forças da natureza reuniam a própria essência da Divindade.

Eram elas que impulsionaram a vida, que renovavam as substâncias nos ciclos mais críticos e que podiam levar o homem à Imortalidade. Hera velava do Olímpo e Sabázio conduzia o fogo sagrado. Apenas os profundamente convictos, isentos de dúvidas e fortes em sua crença de que acima da natureza só existia a própria natureza evoluída é que recebiam a consagração da investidura do Grau. "A natureza mortal procura o quanto pode para se tornar imortal. Não há, porém, outro processo senão o do renascimento que substitui um novo indivíduo a um individuo acabado." "Com efeito, apesar de dizer do homem que vive do nascimento até a morte, e que é o mesmo durante a vida , a verdade é que não o é, nem se conserva no mesmo estado, nem o compõe a mesma matéria." "Morre e nasce sem cessar, nos cabelos, na carne, nos ossos, no sangue, numa palavra: em todo seu corpo e ainda em sua alma." "Hábitos, opiniões, costumes, desejos, prazeres, jamais se conservam os mesmos. Nascem e morrem continuamente. "Assim se conservam os seres mortais. Não são constantemente os mesmos, com os seres divinos e imortais. E aquele que acaba, deixa em seu lugar outro semelhante." "Todos os mortais participam da imortalidade, no corpo e em tudo o mais"


terça-feira, 31 de agosto de 2010

CONFISSÃO A MAAT



Confissão a Maat

“Glória a Ti, Ó Grande Deus, Mestre de toda Verdade! Venho à Tua presença,  

Ó meu Deus, para diante de Ti tomar consciência de Teus decretos.  

Eu Te conheço e comungo contigo e com Tuas Quarenta e Duas leis que habitam contigo 

nesta Câmara de Maat...

E nessa verdade que venho comungar contigo, e Maat está em meu pensamento e em minha alma. 

 Por ti destruí a maldade. 

Não fiz nenhum mal à humanidade. 

Não oprimi os membros de minha família. 

Não forjei o mal em lugar da Justiça e da Verdade. 

Não convivi com homens indignos. 
Não pedi para ser considerado o primeiro. 

Não obriguei pessoa alguma a um trabalho excessivo em meu favor. 

Não apresentei meu nome para ser objeto de honrarias. 

Não espoliei os pobres tomando seus bens. 

Não fiz homem algum passar fome. 

Não fiz ninguém chorar. 

Não infligi qualquer sofrimento a um homem ou animal. 

Não espoliei nenhum templo de suas oblações. 

Não adulterei nenhum padrão de medida. 

Não invadi os terrenos de outros. 
Não roubei terras. 

Não adulterei os pesos da balança para enganar o vendedor. 

Não falsifiquei a indicação do ponteiro para enganar o comprador. 

Não tirei o leite da boca das crianças.

Não desviei a água de onde ela devia correr. 

Não apaguei a chama quando ela devia queimar. 

Não repeli Deus em Suas manifestações.” 

 “Sou puro! Sou puro! Sou puro! 

Minha pureza é a pureza da Divindade do Templo Sagrado. 

Por isso o mal não me acometerá neste mundo, eis que conheço as leis de Deus que são Deus. 

Cro-Maat!”

A TARIQA TIJANIYYA: O SUFISMO



A TARIQA TIJANIYYA:UM MEIO DE APROXIMAR-SE DE ALLAH.

Em nome de Allah,O Clemente,O Misericordiador.

“O crentes,temei a Allah,tratai de acercar vos d'Ele.”(Al Maida:35)

Dentro da esfera do Alcorão e do Hadith.
A Tariqa Tijaniyya é um meio de aproximar-se de Allah, um enfoque que requer uma completa submissão a Allah e aderência da Sharia (Lei Islamica). Xeque Ahmad Al Tijani( RA) declarou:"Seja o que ouvir o que foi dito, compare com o que eis estabelecido na Sharia. Se caso se ajusta nela, tomai-a: Se não faz assim, deixe-a". Também disse: "Dentro do Alcorão e do Hadith encontrará a Tariqa Tijaniyya. Fora do circulo do Alcorão e do Hadith não tem nada de nome Tariqa Tijaniyya."
A Tariqa Tijaniyya é uma via sufi baseada unicamente no Alcorão e no Hadith.O sufismo (Tasawwuf) é a espiritualidade da religião Islâmica. É a ânsia da alma de conhecer o seu Criador e remonta até o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele). Através do Sufismo um crente alcança o Ihsan, que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) descreve em um hadith como "Adorar a Allah como se o estivesse vendo,embora não o vê, certamente Ele vê a ti". Xeque Ahmad Tijani (RA) disse: "Tauwasuf é seguir a Allah fazendo o que Ele tem ordenado e evitando o que Ele tem proibido, em público e no privado (Zahir e Batin), e adorar Allah na forma em que Ele quer que seja adorado, não na forma que lhe agrade".Disse simplesmente, uma tariqa é uma via ou um caminho até Allah. As doutrinas práticas da Tariqa Tijaniyya aumentam, porém em nenhum caso se contrapõem ao que a Sharia prescreve para cada crente. Os 3 princípios sobre os quais se baseia a tariqa são: Pedir perdão a Allah, dizer La Ilaha Ila Allah e oferecer orações para o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) da forma que explicaremos adiante.
Em um hadith qudsi: Allah Subhana wa Taala disse: "Eu era um Tesouro Oculto e quis ser conhecido". Em outro hadith qudsi: "Me Conheça antes de Me adorar. Se não Me conhece, como pode Me adorar?". O povo da Tariqa Tijaniyya antes de tudo, muçulmanos que temem  Allah e amam o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) e são devotos de Allah em suas orações, dão esmola e recordam Allah, esforçando-se para conhecê-lo ao longo deste mundo, 120 MILHÕES' de muçulmanos estão buscando o conhecimento de Allah através da Tariqa Tijaniyya.

XEQUE AHMAD AL-TIJANI


A Tariqa Tijaniyya nos vem do Xeque Ahmad Al-Tijani, que Allah esteja satisfeito com ele, que viveu entre 1735 a 1815. Seu nome, Tijani, honra o povo de sua mãe na Argélia, Aos 7 anos de idade, se converteu em Hafiz ul-Qur'an (uma pessoa que memorizou completamente o Alcorão). Com  21 anos de idade, já havia se convertido em um sábio em todos os estudos tradicionais islâmicos e começou a buscar uma tariqa (via ou caminho) para conhecer Allah. Em seu processo de busca, se uniu a várias confrarias sufis como a Qadiriyyah, a Nasariyya, a Hadidiyya e a Kalwatiyya, porém acabariam abandonando-as todas elas pelo conselho do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Com  40 anos de idade, Allah abençoou ao Xeque Ahmad Al-Tijani (RA) com uma visão do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) em plena luz do dia e recebeu a Tariqa Tijaniyya dele (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele).O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) disse ao Xeque Tijani (RA) que era seu Xeque e lhe entregou o Wird Tijani, quer dizer, o dhikr que será descrito na continuação.

SEGUNDO O ALCORÃO E A SUNNAH:

A Tariqa Tijaniyya deseja que os muçulmanos se orientem pelo estabelecido no Alcorão e na Sunnah do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), quer dizer, adorar a Allah e não associar-lhe a nada. O papel do Xeque é de guia espiritual, um mestre que mantém a atenção do estudante voltada para Allah. Allah disse no Alcorão: "Entre os povos que temos criado, há um que rege pela verdade e com ele julga.” (7:181).
Os Shuyukh (plural de xeque) são amados e respeitados por causa de seu conhecimento e seu indispensável papel na hora de guiar o povo até Allah. É essencial encontrar um guia espiritual para poder limpar a alma de suas enfermidades. Igual um médico, que recomenda uma terapia ao paciente, o guia espiritual purifica e conduz a alma até Allah.

No Alcorão Allah disse: "...Segue a senda daquele que se voltou contrito a Mim..."(31:15)

A Tariqa Tijaniyya busca a guia no Alcorão e no Hadith e ambos proporcionam a evidência de que existiam aqueles que conheciam mais inclusive que os próprios Profetas (que a paz esteja sobre todos eles). Ao Profeta Mussa (que a paz esteja sobre ele) foi enviado  Al khidr (Que a paz esteja sobre ele), tal como vem descrito no Alcorão: "E encontraram-se com um de Nossos servos, que haviamos agraciado  com a Nossa misericórdia e iluminado com a Nossa ciência."(18:65). Um hadith atribuído a Sayyidina Omar (AR)e relatado por Muslim indica que o Anjo Jibril (Gabriel em árabe que a paz esteja sobre ele) venho ensinar aos companheiros sua religião,quer dizer,servindo-lhes como seu Xeque.
O Próprio Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) não recebeu a revelação do Glorioso Alcorão diretamente de Allah,Allah Subhana wa Taala revelou o Alcorão e seu Tafsir (significados) ao Profeta (que a paz e bênçãos estejam sobre ele), através do Arcanjo Jibril(que a paz esteja sobre ele), que atuou como seu (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) Xeque.

VER O PROFETA:

Seria necessário acrescentar que, ao ver o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) depois de sua morte não é algo impossível. Em um hadith relatado por Bukhari menciona-se que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “quem quer que tenha me visto em sonho, então viu a verdade, pois satanás não pode aparecer em minha forma”.Em outro Hadith, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) disse:“Quem quer que me tenha visto em sonho, viu a verdade”. Em mais outro hadith, o Profeta (que a paz esteja sobre ele)disse:"Quem mentir sobre mim,deverá preparar seu acento no Inferno". Xeque Tijani (RA) estava versado na Sunnah do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) e, bem seguro, não havia se condenado a si mesmo ao Inferno mentindo sobre o fato de haver visto o Profeta(que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) além disso, Xeque Tijani era um Wali de Allah, quer dizer, um daqueles sobre os quais disse Allah no Alcorão:"Meu protetor é Allah, Que (me) revelou o livro,e é Ele Quem ampara os virtuosos." (7:196). Certamente, Allah pode fazer com que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) apareça a quem Ele amparar.
Antes do Xeque Ahmad Tijani,Sidi Xeque Abdul Qadir Gilani fez a mesma afirmação,quer dizer,haver visto o Profeta(que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele).Ele assinalou que não havia contraído matrimônio até que o Profeta(que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) apareceu e ordenou realizá-lo.Jalaludeen Suyuti,o autor de muitos livros de ahadith,afirmou haver encontrado o Profeta(que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele)no Cairo mais de 70 vezes.Ibn Abbas(ar) disse também:"Durante os passados 40 anos,sem o Profeta(que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele)se me houvesse desaparecido durante um segundo,não me havia considerado a mim mesmo como muçulmano."
As pessoas retas estiveram vendo o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) antes do Xeque Tijani (RA) e os muçulmanos virtuosos estão sempre o vendo e o encontrando no caminho do tasawwuf (sufismo), um aspecto essencial do qual é seguir o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Em um hadith, o Profeta declarou: "Todos entrarão no Paraíso, exceto aqueles que recusem a fazê-lo.” O povo perguntou: "Quem recusará entrar no Paraíso?” O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) respondeu: "Quem me seguir vai ao Paraíso. Quem não me seguir estará recusando o Paraíso.” Em outro hadith menciona que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: "Se ama  Allah siga-me, Allah o amará".

OS 3 PRINCIPIOS DA TARIQA TIJANIYYA.

Os 3 princípios,contidos no alcorão e na sunnah, sobre os que estão baseados a Tariqa Tijaniyya são:
1. Pedir perdão a Allah. No Alcorão (57:21), Allah diz:"Emulai-vos,pois em obterdes a indulgência do vosso Senhor!". E no Alcorão (71:10), Allah disse também:.."Implorai o perdão do vosso senhor,porque é Indulgentíssimo". No alcorão (11:3) Allah também disse:"Implorai o perdão de vosso Senhor e voltai-vos a Ele". E no Alcorão (4:110) Allah também disse: "E quem cometer uma má ação ou lese a si mesmo, e em seguida (arrependido), implorar o perdão de Allah, sem duvida achá-lo-á Indulgente, Misericordioso". O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) se dirigiu a nós dizendo: "Vossa enfermidade é o haraam e o remédio para vossa enfermidade é dizer astagfirullah". E temos o exemplo do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), nosso guia mais excelente, que pedia somente perdão 100 vezes por dia, apesar inclusive de Allah ter declarado no Alcorão (48:2):"Para que Allah perdoe as tuas faltas, passadas e futuras, agraciando-te e guiando-te pela senda reta". Se este é o caso com o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), nós necessitamos certamente buscar muito mais o perdão de Allah.

2. Dizer LA ILAHA ILA ALLAH. Em um hadith, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: "A melhor palavra que é dita, junto com os profetas anteriores, é "La Ilaha Illa Allah”. e em outro hadith disse: "Quem disser La Ilaha Ila Allah entrará no Paraíso”. Em outro hadith menciona-se que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: "E o melhor de todos os tipos de recordação de Allah é La Ilaha Ila Allah”.Os muçulmanos da Tariqa Tijaniyya dizem La Ilaha Ila Allah pelo menos 300 vezes por dia, além de dizer durante as orações.

3. SALATUL ALA NABI: quer dizer: oferecer as orações ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) Allah ordenou os crentes oferecer as orações para o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) no alcorão (33:56): "Em verdade, Alláh e Seus anjos abençoam o Profeta. Oh fiéis, abençoai-o e saudai-o reverentemente!.”O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele disse em um hadith:” Quem oferecer uma oração para mim, Allah oferecerá 10 por ela, se ela faz 10, Allah fará 100 por ela, se ela faz 100, Allah fará 1000 por ela, se ela faz 1000, entrará no Paraíso ombro com ombro comigo."

A RECORDAÇÃO DE ALLAH:

O trabalho espiritual que um Tijani está obrigado a fazer em sua viagem até Allah é dhikr, quer dizer, o recordo de Allah. O dhikr fornece um vinculo direto do servo até Allah.
No Alcorão (2:152) Allah disse: "Recordai-vos de Mim,que Eu Me recordarei de vós..."
No Alcorão (33:41-42) Allah disse: "O crentes, mencionai freqüentemente Allah. E glorificai-O, de manhã e à tarde."
No Alcorão (29:45) Allah disse: "...a oração preserva (o homem) da obscenidade e do ilícito mas, na verdade, a recordação de Allah é a (coisa) mais importante. Sabei que Allah está ciente de tudo quanto fazeis.”
No Alcorão (73:8) Allah disse: "Porém recorda-te do teu Senhor e consagra-te integralmente a Ele."
No Alcorão (3:191) Allah disse: "Que mencionam Allah, estando de pé, sentado, ou deitados..."
No Alcorão (13:28) Allah disse: "Que são crentes e cujos corações sossegam com a recordação de Allah. Certamente a recordação de Allah..."

Além disso, em um hadith qudsi Allah tem dito: “... E o servo Meu continuará buscando a Minha complacência mediante obras super-rogatórias, até que Eu o ame. Quando o amar, serei como o seu ouvido com o qual ouve como suas vistas com as quais vê como suas mãos com as quais lida como suas pernas com as quais caminha."

Claramente,a importância do dhikr como uma forma de adoração está firmemente estabelecida no Alcorão e nos Ahadith. O especifico dhikr da Tariqa Tijaniyya consiste no Astagfirullah, La Ilaha Ila Allah e no Salatul ala Nabi.

AS CONDIÇÕES PARA CONVERTER-SE EM UM DISCIPULO DA TARIQA:

1) Uma vez que tomes a tariqa, não abandoneis. Permanece nela durante toda sua vida porque é um compromisso entre tu e Allah. No Alcorão, Allah diz: "Cumpri o pacto com Allah, se houverdes feito, e não perjureis depois de haverdes jurado solenemente, uma vez que haveis tomado a Allah por garantia, porque Allah sabe tudo quanto fazeis" (16:91). Por sua parte. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele disse: "Um pouco de forma continuada é melhor que muita interrompida."

2) Um discípulo não deve se unir a nenhuma outra tariqa, porque Allah é Único, e o Profeta do Islam é um e o xeque que guia deve ser um também, Do mesmo modo que uma mulher não pode ter dois maridos, um discípulo não pode ter dois Shuyukh ao mesmo tempo e beneficiar-se espiritualmente.

3)Não prestar homenagem a nenhum wali que não seja Tijani, porém respeitar todos os Awliya de Allah.

4)Observar as cinco orações diárias, com a ablução corretamente feita, e fazê-las em comunidade, há não ser que tenha alguma desculpa para não rezar em congregação.

5) Ser bom com os teus pais.No Alcorão, Allah diz: "E recomendamos ao homem a benevolência para com os seus pais. Sua mãe o carrega, entre dores e dores, e a sua desmama é aos dois anos, (lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais."(31:14)

6)Fazer o dhikr requerido consistente no ASTAGFIRULLAH, LA ILAHA ILLA ALLAH e SALATUL ALA NABI, em seus tempos prescritos.

TODOS OS MUÇULMANOS SÃO BEM VINDOS:

A tariqa Tijaniyya não tem nenhuma relação enquanto a sexo ou idade. Qualquer muçulmano cujo coração almeja conhecer Allah e adorá-Lo como Ele deseja ser adorado e que esta disposto a realizar um trabalho espiritual, e fazer o dhikr, seja homem ou mulher, será bem recebido. Allah Subhana wa Taala disse no Alcorão: "Aqueles que obedecem a Allah e ao Mensageiro ,contar-se-ão entre os agraciados por Allah. profetas, verazes, mártires e virtuosos. Que excelentes companheiros serão!” (4:69)


A TARIQA DOS ULAMA:

A forte ênfase que a Tariqa Tijaniyya faz sobre a importância de aprender o Alcorão, e de se converter em um Hafiz ul-Qur'an, é conhecia e respeitada em todo o mundo muçulmano. A educação é uma prioridade entre os membros da Tariqa Tijaniyya tanto homens como mulheres e a Tariqa é famosa pelos seus sábios, tanto assim que é chamada "A Tariqa dos Ulamas". O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: "Os sábios são os herdeiros dos Profetas."
Os profetas não deixaram riquezas para serem herdadas deles, e sim deixaram apenas o conhecimento.

"A educação é um dever sagrado para cada muçulmano e muçulmana."
(Hadith Al-Bayhaqui)

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