quarta-feira, 10 de outubro de 2007

OFICIAIS DA GRANDE LOJA

Foto: AMORC



"Acima vemos Maria Moura, Grande Secretária da AMORC do Brasil e José Oliveira Paulo, Grande Tesoureiro.

Esse dois oficias dinâmicos dirigem toda área administrativa da Grande Loja da AMORC no Rio de Janeiro, Brazil.

Em um curto espaço de tempo a Grande Loja do Brasil virá a existir. Há consideravelmente atividades rosacruzes por esse país.
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Atualmente a Grande Loja do Brasil está se preparando para levantar um espaçoso e bela construção para acomodar suas crescentes atividades" (o que viria a ser o Parque Rosacruz em Curitiba)
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Nessa época não existia oficialmente a Grande Loja, por isso não havia Grande Mestre, assim Maria Moura era ainda Grande Secretária. Viria logo em seguida a ser Grande Mestra da Grande Loja do Brasil.
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O Frater José Oliveira Paulo juntamente com a Sóror Maria A. Moura, foram também um dos responsáveis pelas traduções de nossas monografias e todo material para a lingua portuguesa.

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Colaboração:
FRC




quinta-feira, 4 de outubro de 2007

AH! SWEET MYSTERY OF LIFE

Frontispício da partitura original

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"Ah! Sweet Mystery of Life", letra de Rida Johson Young e música de Victor Herbert publicada em 1910 por Naughty Marietta, que traduzido para o português ficou como "Oh! Doce Mistério da Vida". Música que por muitos anos foi utilizado pelos Rosacruzes da AMORC.

Em alguns K-7´s antigos e se não me engano em algum CD novo ainda encontramos essa música instrumentalizada.

Minha vida que parece muito calma
tem segredos que eu não posso revelar
escondidos bem no fundo de minh'alma
não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando a sós comigo
uma voz que eu escuto com fervor
escolheu meu coração pra seu abrigo
e dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
e nem direi quem é o meu amor...
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Ó DOCE MISTERIO DA VIDA - BETHANIA

Poema VIII de Alberto Caeiro(Fernando Pessoa) recitado por Maria Bethânia , seguido do poema cantado "Ó! doce mistério da vida", que tanto diz a nós, Rosacruzes.

Colaboração: M A, S.R.C.

PEDRO FREIRE - IN MEMORIAM

Prof. Pedro Freire em 1997 (com 72 anos)

Pedro d'Alcântara Freire Netto - (* 25/02/1925- +28/09/1999). Formado em Engenharia Eletrônica em Antuérpia, Bélgica e especializado em Engenharia Eletrobiométrica na França. Membro da Ordem Rosacruz - AMORC.
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No início de 1989 o Professor Pedro Freire ainda estava "namorando" a sua esposa Suzette. Nesta época Suzette ainda era uma simples ouvinte do programa que acontecia todas as semanas pela Rádio Imprensa. Estas gravações mostram um pouco deste tempo:
Nos trechos do programa "O EREMITA" de 13 de abril de 1989, o Prof. Pedro Freire, neste depoimento, fala da influência da Ordem Rosacruz em sua vida e da sua visão da morte.
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O Frater Pedro Freire participou da convenção mundial da AMORC no Brasil em 1975 e apresentou uma mensagem intitulada "História de Aisha". Esta mensagem foi gravada em um disco chamado "A Cruz e a Rosa" lançado pela AMORC em parceria com a Editora Renés em 1976. Este disco (vinil) pode ser ainda adquirido nessa editora no Rio de Janeiro, uma raridade.
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No lado "A" do disco está a mensagem "Filosofia Perene" pelo Frater Carlos Alberto Soares, ator de televisão e teatro e fundo musical de Luiz Eça.
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Sobre o Frater Pedro Freire vem a seguinte nota no disco:
"Formado em Engenharia Eletrônica em Antuérpia, Bélgica e especializado em Engenharia Eletrobiométrica na França. Professor convidado de métodos gráficos do INDC da UFRJ. Autor de livros e manuais técnicos. Membro da ABEF. Conferencista. Colaborador em diversas pesquisas na parte de eletrobiometria para órgãos oficiais e privados. Participante no Brasil, em pesquisas parapsicológicas feitas pela Belk Foundation, com equipes da Universidade de Princeton - EUA."
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O Frater Pedro Freire foi enterrado na Ilha de Paquetá onde fundou a Academia de Artes, Ciências e Letras de Paquetá.
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...uma pedra de serviço nesta pirâmide que aponta para o Infinito...
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Fonte: site "Alma Carioca"
Disco "A Cruz e a Rosa"

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

VIDA PRÁTICA - R.M.L.


Vida prática
Por Ralph M. Lewis, F.R.C.



Alguma vez pensou em que constitui o lado prático da vida?

Qualquer coisa que contribui ao que uma pessoa crê, é essencial a sua existência e se considera prático.. Óbvio, então, que um modo de viver prático está relacionado com a concepção individual do bem estar pessoal.

Aquilo que chegamos a valorizar mais em nós mesmos é o que nos causa maior satisfação, e cujos atributos desejamos aperfeiçoar. A esfera de existência de um ser Elemental e primitivo é muito reduzida. Quão simples, por exemplo, são as exigências de um pequeno cão! Se sua fome, sede e outros desejos orgânicos estão satisfeitos e se mostramos o afeto que necessita, sua vida está completa. Sem dúvidas que se o cão pudesse raciocinar suficientemente sobre as satisfações da vida, chegaria conclusão de que o fim prático dela, é ter assegurado o sustento e o carinho de seu dono.

Hoje em dia encontramos milhares de pessoas deslumbradas com sua época, cuja concepção de vida apenas eleva-se apenas um pouco além do ser mais primitivo e a do animal.
A finalidade de sua existência, segundo elas, está em comer, beber, ter um leito e satisfazer seus desejos sensuais. Para tais indivíduos, as atividades que provêem essas coisas, usando as mãos ou cérebro, constituem o aspecto prático da vida. Consideram que tudo alem é extravagância ou consideram o bem uma aventura muito abstrata que não vale a pena gastar esforços. Assim, pois, vemos que não estão disponíveis a fazer algum sacrifício para a continuidade de um programa cultural.

A vida nos impõe exigências como seres orgânicos que somos. Devemos existir antes de que possamos exercer as funções da vida. Certo está que há algumas condições de prima importância. Todavia, não porque seja imperativo querer dizer que tudo além deve classificar-se como impraticável. Por exemplo, para poder aproveitar os benefícios que nos aguardam em um nível superior, temos que subir um degrau deu ma escada. Não é por acaso algo prático que também nos preparemos para o que possamos encontrar ali? Por que consideramos mais pratico a subida em si mesma do o que ganharemos ao chegar lá em cima?

Assim também, por que temos de considerar os meios de que nos valemos para viver como o aspecto mais pratico e completo da vida? A propensão estética que se tenha, seja o amor pela música ou em geral pelas belas artes, assim como o imperativo de criar algo, são atributos da função do viver. São mesmo conseqüências de nossa natureza. São partes tão nossas como quaisquer órgãos do corpo, ou como todo o apetite dele. O indivíduo que tem um incessante desejo de conhecimentos, certamente é pratico quando persegue tal finalidade. Essa atividade são essenciais para a plenitude de sua existência pessoal.

Prazeres transcendentais

A pessoa que trata de estudar a filosofia Rosacruz e que somente considera prático aquele aspecto dos ensinamentos que pertencem a determinada parte de sua natureza, não está preparada para adotar um sistema completo de vida. Aquele que satisfaz o desejo da mente e da natureza psíquica do homem é pratico porque lhe serve. Não tem nada que seja impraticável em qualquer estudo, a menos que em nenhum sentido tenha afinidade com sua vida. O homem que afirma que todo empenho intelectual, moral e espiritual não é pratico para ele, admite que seu nível de consciência é muito reduzido. Caminha pelo mundo como homem, porem funciona como um ser ínfimo.

A maior parte de nossos apetites são congênitos. Pelo menos sua plenitude dura somente alguns anos após o nascimento. Porém as inclinações intelectuais e psíquicas requerem o exercício da vontade, devem ser cultivadas. Uma vez que se realizam devem incessantemente lhe satisfazer. São muito mais positivas as satisfações que nos causam do que os prazeres do corpo. Para os que experimentaram esses prazeres transcendentais, isto constitui uma parte tão pratica de sua vida como vem a ser o alimento que nutro o corpo. Então pratique uma prece, uma poesia ou uma meditação profunda, basta se dar conta de qual é sua finalidade.
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BUSCADOR ROSACRUZ

Imagem simbólica de um buscador Rosacruz
Foto: Morada do Silêncio - PR - AMORC - GLP

PIAF - UM HINO AO AMOR

Site de lançamento do filme biográfico da Sóror Edith Piaf.

Fratres e Sorores.
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Estará sendo lançado agora 12 de outubro de 2007, o filme biográfico de uma das maiores cantoras internacionais, Edith Piaf.
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Nesse filme vemos alguns atores famosos, como o Gerard Dupardie, a trilha sonora então, magnífica.
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Os interessados podem visitar o site do filme clicando AQUI.
Lembro a todos que Edith Piaf, foi Sóror de nossa amada Ordem Rosacruz, AMORC.
Acho muito válido além de cultural assistirmos esse belo filme.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007

EDITH PIAF - SÓROR AMORC

Sóror Edith Piaf e membros rosacruzes
Foto: AMORC

Breve visita da sóror Edith Piaf ao Parque Rosacruz en San José, California, durante sua recente turnê pelo Estados Unidos, cantora reconhecida mundialmente. Na foto, sóror Edith Piaf, de Paris, sua secretária e membros rosacruzes da Grande Loja da França. Foram recebidos pelo Supremo Secretário da AMORC, Cecil A.Poole.
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Sentada da esquerda à direita temos: Lysanne Coupal, secretária de Edith Piaf; sóror Edith Piaf; sóror Danielle Bonel.
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Em pé: Frater Orlando Perrota, Assistente do Supremo Secretário; Frater Marc Bonel; Frater Jacques Liebrard; Frater Albert Doss, do Cairo, Egito, que estava no mesmo dia fazendo uma visita pelo Parque Rosacruz em San Jose.
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Foi lançado este ano na França, um filme sobre a vida da Sóror Edith Piaf (Lançado no festival de cinema de Berlim em fevereiro de 2007).
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Vamos aguardar o lançamento no Brasil (se já não foi lançado) do filme. Vários dos artistas que acompanhavam Piaf, eram também membros da AMORC.
O casal Bonel da foto, era membro
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Colaboração:
L.M., F.R.C.
Incógnito, F.R.C

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

TRANSIÇÃO - CARLOS A. SOARES, F.R.C.

Frater Carlos Alberto Soares, ator e membro da Ordem Rosacruz, AMORC

Colaboração: L.M, F.R.C.


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A LUZ QUE VEM DO LESTE


"Os pensamentos têm asas. Podem alcançar as regiões mais distantes da Terra. Os primeiros raios do Sol prenunciam o glorioso alvorecer. Uma nuvenzinha não muito maior que a mão de um homem pode se converter numa chuva refrescante. Uma pequena comunidade de Luz e Amor pode inspirar o mundo.
Não estamos sós.
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Há grupos de pessoas no mundo inteiro que nutrem este mesmo sonho; que procuram o caminho para Deus; e que são filhos da Luz e do Amor. Se pensarmos nos obstáculos e dificuldades, desanimaremos. Não devemos, pois, dar atenção às hostes que marcham contra nós. Mantenhamos com firmeza nosso olhar fixo na Luz Divina. Cumpramos a tarefa que esteja mais ao nosso alcance.
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Abriguemos o pensamento de amor. Propaguemos nosso amor ao máximo que pudermos. Raça, cor, credo ou religião não devem existir para nós. Ensinemos através de nossas convicções e nosso exemplo. Deixemos a beleza iluminar nossa vida de todas as formas possíveis. Aprendamos a grande lição de servir resignadamente a um grande ideal, mesmo que os resultados não sejam aparentemente imediatos. Onde as sementes divinas são semeadas, os resultados são inevitáveis. DEUS NÃO PODE FALHAR."
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Fonte: Livro "A Luz que Vem do Leste"
Dr. H. Spencer Lewis (Imperator)
Enviado por K. FRC

domingo, 30 de setembro de 2007

COLAR DE BONAPARTE, FRC


Colar ritualístico que pertenceu a Napoleão Bonaparte, Imperador da França enquanto atuava como Mestre da jurisdição da Ordem Rosacruz situada em Paris.
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Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi Grande Mestra da Ordem Rosacruz na França. As abelhas, símbolo tradicional da família Bonaparte, representa a busca pelo conhecimento e pela Verdade.
Este colar foi dado a Harvey S. Lewis em 1926
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Ao lado vemos algumas credenciais de H.S.L.

PRIMEIRA ROSACRUZ

Primeira Rosacruz

Esta rosacruz foi trazida a América pelo primeiro grupo de rosacruzes em 1694 (Pensilvânia). Foi presenteada a Harvey S. Lewis pela Sra. May Banks Stacy, uma Sóror da Loja do ramo inglês que patrocinou a emigração desse primeiro grupo de rosacruzes a américa.
Essa rosacruz hoje faz parte do acervo da Biblioteca Rosacruz no Parque San Jose, California.

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MEMÓRIA ROSACRUZ - G.CASSARA

Convenção Rosacruz
Colaboração: F.R.C.

Convenção Rosacruz internacional em San Jose, Califórnia, onde se encontraram vários dirigentes da AMORC no mundo.

Da esquerda para a direita vemos o Imperator Ralph M. Lewis, Barão Giuseppe Cassara de Castallammare, Grande Mestre da AMORC na Itália, e Raymond Bernard, Grande Mestre da AMORC na França.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

ORDEM ROSACRUZ - AMORC - GLP

Imagem: Portal de Akhenaton e Pedra da Rosetta na AMORC - GLP
Enviado por: D. SRC

Muitas pessoas já ouviram falar na Ordem Rosacruz, mas poucos conhecem o significado desta instituição. Para esclarecer dúvidas e contar um pouco das práticas e do acesso à Ordem, que acaba de completar 50 anos , a reportagem da Revista Dimensão conversou com o Grande Mestre da AMORC para os países de língua portuguesa, Charles Vega Parucker.

Parucker define a Organização como uma “fraternidade mística, filosófica e cultural, que procura levar ao ser humano o conhecimento de leis espirituais e naturais que influem consideravelmente na vida humana”.

Sendo assim, a Ordem Rosacruz, AMORC é isenta de vínculo religioso ou dogmático, e tampouco político. Também não discrimina gênero, raça ou posição social. Qualquer pessoa pode fazer parte do quadro da organização, desde que tenha afinidade com a sua linha de conduta. A participação dos interessados é puramente individual, bastando ter vontade de aprofundar-se nas áreas abordadas pelo programa de ensino, que compreende misticismo, filosofia e ciência, em legado milenar que a Ordem recebeu de seus antepassados e que cuida de perpetuar, sempre atualizando a forma de transmissão. Para afiliar-se basta preencher uma proposta escrita e enviar à Grande Loja de Língua Portuguesa, em Curitiba. A partir de então, são enviadas monografias para estudo individual no próprio lar do estudante. Nesta fase, o interessado precisa estudar, pelo menos, uma monografia por semana, dedicando um tempo médio de uma hora para as leituras.

Os ensinamentos oferecidos são facilmente compreensíveis, conforme explica Parucker: “As lições do Rosacrucianismo são adequadas a todas as pessoas que tenham desde o ensino regular até os níveis mais elevados de conhecimento”. O material é enviado trimestralmente, e comporta uma fase teórica e outra prática.
Aos Rosacruzes também são oferecidas atividades em grupo nos Organismos Afiliados, que consistem em meditações coletivas e trabalhos de mentalização. Além disso, esporadicamente ocorrem palestras, cursos, retiros e encontros de recolhimento interior. Também são realizadas convenções, feitas em diversas regiões do país, enquanto os encontros nacionais acontecem a cada dois anos em Curitiba.

Há doze anos foi construída, no município de Quatro Barras-PR, a “Morada do Silêncio”, um edifício dedicado à meditação silenciosa. É o local ideal para os estudantes entrarem em contato com seu Eu Interno, praticando o reconhecimento interior. Lá permanecem em torno de uma semana em quartos isolados, com a intenção principal de fazer uma reflexão profunda sobre as verdades do espírito, deixando de fora o estresse da vida moderna.

A AMORC possui Organismos Afiliados em diversas partes do mundo, os quais obedecem a uma gradação: Pronaos, Capítulos e Lojas. Cada uma deles possui atividades próprias, místicas e culturais. A diferença básica entre elas é o número de freqüentadores e o processo ritualístico e místico observado. Somente as Lojas podem realizar Iniciações, nas quais os participantes são introduzidos por meio de cerimônias gradativas nos Graus do Templo, ou seja, nos níveis de estudo da Ordem.

Por todos os continentes os Rosacruzes se agrupam por meio da jurisdição de Grandes Lojas idiomáticas que, conforme o próprio nome diz, são estruturas divididas por idiomas. Cada uma delas coordena atividades pertinentes a uma única língua. O Grande Mestre Parucker afirma que a AMORC é uma Organização prática, pois divide de forma compreensível os ensinamentos referentes à língua dominante de cada região. O Grande Mestre ressalta que independente do nível de estudo que o Rosacruz possa estar, todos recebem tratamento igual, sempre respeitando o processo de evolução de cada um. “Dentro da Ordem Rosacruz o ser humano é visto como alguém que permanece em constante aprendizado. Isto é simbolizado por um ponto de interrogação ambulante, uma busca incessante pelo conhecimento e pela verdade”.

Não há determinação alguma referente à faixa etária. A partir dos 16 anos pode-se solicitar afiliação à AMORC. Para as pessoas abaixo desta idade existe a Ordem Juvenil, que dispensa o mesmo processo de ensino dos adultos, muito embora os conteúdos sejam ministrados conforme o nível de compreensão de cada idade.

Por se tratar de uma Organização que requer certa disciplina dos seus integrantes, é comum pensar que na AMORC existam restrições quanto a comportamento, porém o Grande Mestre salienta que não há exigências relacionadas à alimentação, vestuário e demais hábitos. O lema da AMORC é “a mais ampla liberdade na mais irrestrita independência”.

Além das cerimônias rotineiras que ocorrem semanalmente nos Organismos Afiliados, destacam-se alguns rituais que a AMORC proporciona a seus afiliados, e que são abertos ao público. O casamento Rosacruz é um deles. É realizado dentro dos Templos da Ordem, mas somente após o consenso civil. O Ritual de Aposição de Nome é outro ritual, que simboliza a recepção de uma alma em um novo corpo, para o início de uma nova vida no plano terrestre. Este ritual assemelha-se ao batismo, e só pode ser realizado em benefício de filhos de Rosacruzes, até os 18 meses de vida da criança.

Todos os conhecimentos provindos do Rosacrucianismo proporcionam ao estudante a oportunidade de tornar-se um canal de difusão de luz, vida e amor entre os homens, por meio de uma crescente habilidade em se conhecer e conhecer os outros. “A Ordem estimula o despertar da consciência do Rosacruz, sempre enaltecendo os valores humanos. O objetivo principal da AMORC é desenvolver o autoconhecimento e colocá-lo a serviço da humanidade”, finaliza o Grande Mestre Parucker.

Para conhecer um pouco mais acesse o site da AMORC

Fonte: Revista Dimensão
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

LA SALUD EN ARMONÍA CON EL CÓSMICO


La salud en armonía con el Cósmico
Por el Dr. H. Spencer Lewis, F.R.C.


La música produce armonía en todas las partes del cuerpo.
Los antiguos sabían mucho acerca de los efectos de la música en el organismo humano. Hace varios siglos se creía que los antiguos pensaban que el efecto de la música era mental, o por decirlo así, emocional; pero muchos descubri­mientos científicos recientes han reve­lado que los antiguos comprendían verdaderamente los efectos psíquicos o espirituales de la música, lo mismo que los emocionales, y esta es la causa de que la música se hubiera empleado en los rituales religiosos y espirituales de casi todos los cultos de la antigüedad.

El análisis de los efectos psicológicos de la música condujo al estudio de los efectos fisiológicos, y aquí se encontró todo un mundo nuevo de posibilidades. Quedó claramente comprobado a satisfacción de todos los investigadores, que los místicos de an­taño emplearon el sonido, especialmente en su relación con el ritmo, para influir no solamente en las emociones hu­manas, sino también en la salud de los humanos y en la armonía general del cuerpo.

Quizás es conveniente que digamos aquí, de paso, que la música tal como la entendemos hoy, es una combinación de sonido y ritmo, o mejor dicho, sonido regulado por el ritmo. Por sonido entendemos los diversos sonidos que el oído humano puede escuchar o interpre­tar normalmente. Hay muchos sonidos en el Universo que el oído humano no puede oír, y muchos que el oído corriente no escucha, pero que si los puede percibir el oído desarrollado.

Los sonid­os pueden ser producidos por la natu­raleza o por el hombre, accidental o deliberadamente. Cada sonido tiene un lugar definido en el teclado de los sonidos, y podemos decir teóricamente que el teclado de todos los sonidos del Uni­verso sería semejante al teclado de un piano que comprendiera centenares de octavas. Muchas de estas octa­vas producirían soni­dos que el oído no escucharía, porque su entonación sería de­masiado alta o dema­siado baja.

Si toma­mos los sonidos que pueden escucharse nor­malmente, veremos que cabrían en un teclado que no es mucho más grande que el teclado co­rriente de un piano. El chirrido de la rueda de una máquina, el soplo del viento, el silbido de las corrientes de aire en una casa o a través de un árbol, el redoble de la lluvia sobre un techo, el rodar de una carga de carbón sobre una canal metá­lica, el repicar de los cascos de los caballos sobre la tierra, el gor­jeo de los pájaros, la caída de las aguas desde las rocas hasta un pozo, las palabras de la voz humana, el golpe de tambor de una ceremonia primitiva, y todo otro sonido que el humano oído puede perci­bir, están relacionados con alguna de las notas del teclado universal.

Los músi­cos aprendieron esto hace muchísimos años y en todas las obras maestras de la música tenemos una iniciación verda­dera al mundo de los sonidos de la naturaleza, o una semejanza simbólica de ellos, de modo que la representación de su idea surge en nuestra conciencia, aún cuando no se haya intentado una imitación exacta del sonido.

No necesi­tamos entrar a discutir el tema de la relación muy definida que existe entre las emociones humanas y la salud del cuerpo humano. La verdad es que el lado psíquico o psicológico del hombre está tan íntimamente relacionado con el funcionamiento normal de todos los órganos del cuerpo y con la actividad normal del sistema nervioso espinal y del sistema nervioso sim­pático, que todo lo que perturbe la armonía o el equilibrio de la energía nerviosa y de las actividades emo­cionales del cuerpo, perturbará también, con toda seguridad, la armonía de la salud y producirá una en­fermedad o un males­tar.

El sistema ner­vioso central y el sis­tema nervioso simpá­tico son los dos ca­nales separados de expresión de la energía vital del cuerpo hu­mano, y sirven para la distribución de esa energía en todas las partes del cuerpo. Todo lo que perturbe el flujo y la actividad normales de la ener­gía nerviosa produ­cirá también no sola­mente un efecto ner­vioso sino un efecto físico y químico en el cuerpo humano.

Tenemos en varias partes de nuestro cuerpo, no solamente los muchos centros nerviosos conocidos con el nombre de ganglios, sino también varios centros mayores llamados a veces centros psíquicos del cuerpo humano, o sea subcentros emocionales. El plexo solar no es más que uno de esos doce centros que controlan las reacciones emocionales que a su vez producen ciertos efectos definidos en los nervios y en el funcionamiento físico del cuerpo humano, para bien o para mal.

La música y los centros psíquicos

Los doce grandes centros psíquicos tienen especial afinidad con los doce sonidos de la escala musical. En cada ser humano estas notas musicales son diferentes. Dicho de otra manera, el plexo solar pudiera estar en afinidad con la nota do en una persona, y con la nota mi en otra persona. Otro de los centros psíquicos situado en el lado izquierdo de la cabeza, puede estar afi­nado con la nota musical fa en una persona y con el fa sostenido en otra.

A medida que las personas avanzan en años, o tienen mejor salud, o se van desarrollando en un sentido intelectual o psíquico, la entonación de aquellas notas a las cuales responden los cen­tros psíquicos, puede elevarse, y en las personas cuya fortaleza física va deca­yendo, debido a la enfermedad o a la violación de las leyes naturales, aquella entonación puede descender mucho.

La simpatía, afinidad, o afinación existente entre estos centros psíquicos y las notas musicales es tal, que cuando la nota apropiada se ejecuta en un piano, violín, o cualquier otro instrumento, o la canta una voz humana, el centro psíquico responde a esa nota, vibrando en armonía con ella o en di­sonancia con ella.

Por ejemplo, si el plexo solar de una persona está afinado con la nota musical mi natural, de la primera octava por encima del do cen­tral, entonces cada vez que esa nota se toca o se canta en presencia de aquella persona, habrá un suave estímulo de las vibraciones de la energía nerviosa que actúa en ese plexo solar, y este estímulo hará que el centro y sus nervios respectivos funcionen más libremente, más perfectamente, y con un efecto tonifi­cante sobre todas aquellas partes del cuerpo que están relacionadas con dicho centro.

Por otra parte, toda nota que sea disonante con la nota mi o que no esté en armonía con ella, especialmente la nota que diste una quinta musi­cal de ella, hará que el plexo solar se perturbe debido a esas vibraciones del sonido, y esto producirá que la energía nerviosa relacionada con ese centro, se perturbe en su funcionamiento armonioso o rítmico, y entonces se sentirá una impresión de enfermedad, de de­presión, de ligero dolor o de tensión nerviosa, y este estado puede dejar una impresión en ciertas partes del cuerpo que dure varias horas o varios días.


Como antes se dijo, toda la música consiste de sonidos regulados por las leyes del ritmo. Si golpeamos con el dedo un tambor, en golpe regular, como el tic tac de un reloj, no produciremos una forma de música a no ser que lo tomemos en un sentido muy funda­mental, pero desde el momento en que interrumpimos el golpe, produciendo una pausa, y luego damos dos y luego uno y luego dos, ya tendremos en­tonces unos elementos rítmicos, y el ruido del tambor comenzará a imitar el empleo primitivo del tambor en la mú­sica oriental; si agregamos otras varie­dades del ritmo, produciremos otros efectos que son esenciales en toda clase de música.

Desde que comenzamos a variar la entonación del sonido y a pasar de una nota a otra, ya nos vemos frente a frente con la segunda ley de la música, que trata de la melodía. Así, variando la entonación del sonido, o su duración, tenemos sonido, más melodía, más rit­mo, y toda música está compuesta por estos tres elementos.

Al variar la entonación de los sonidos, hacemos que los sonidos afecten diferentes centros nerviosos. Si sólo emitimos continuamente un mismo so­nido, sólo afectaremos uno de los centros nerviosos. Cambiando la entona­ción de un sonido a otro, incluiremos muchos o todos los centros nerviosos. Al cambiar el ritmo, también produci­mos una variación en los efectos, porque produciremos o bien un efecto armonioso sobre el ritmo natural de la energía nerviosa, o un ritmo perturbador.

La energía nerviosa

Debe recordarse que la energía nerviosa del cuerpo humano no es una corriente continua, sino una corriente intermitente con pulsaciones. La energía eléctrica de los cables que están en nuestra casa, la cual nos suministra la corriente alterna, fluye con un ritmo de sesenta pulsaciones por minuto, ordinariamente, produciendo lo que técnicamente se llama una corriente de sesenta ciclos. debido a esto, los relojes eléctricos de hoy miden el tiempo muy bien, porque las sesenta pulsaciones por minuto, mueven las manecillas a razón de sesenta segundos por minuto.

Si en nuestros cables eléctricos fluyera otra energía, en la proporción de setenta y dos pulsaciones por segundo, se alteraría el ritmo de las pulsaciones anteriores, y esto haría que los relojes eléctricos no funcionaran bien, y perturbaría el efecto de la luz y de cualquiera otra instalación eléctrica relacionada con esos cables. En el cuerpo humano, la energía nerviosa tiene diferente número de pulsaciones, para poder actuar en diferentes partes del cuerpo y lograr que los diferentes órganos funcionen, respondan y lleven a cabo su labor.

Cualquier perturbación en el funcionamiento físico de alguna parte del cuerpo, lo que dará por resultado una enfermedad pasajera o el comienzo de una enfermedad. Todo lo que estimule la energía nerviosa en sus pulsaciones producirá mayor caudal de vitalidad y energía en alguna parte del cuerpo, para bien de la salud o para daño de ella, según el sitio y la manera como se produzca ese efecto.

Una nota que esté en armonía con el centro nervioso, fortalece la energía nerviosa, la estimula, la aumenta y logra que el centro nervioso funcione de manera más completa y beneficiosa.

Todo lo que produzca en el centro nervioso la sensación de un choque disonante o un impulso de vibraciones disonantes, producirá dolores o malestares y ocasionará la ruptura de células sanguíneas o de células de los tejidos o de otra clase, y cuando esas células se
debiliten y destruyan, se habrá estable­cido el principio de alguna enfermedad.

Así, se comprenderá que la música puede tener un efecto muy serio o muy beneficioso en nuestro sistema nervioso, y por lo tanto, en nuestra salud.

Se sabe bien que el célebre Caruso tenía la habilidad de entonar ciertas notas musicales que podían producir la rup­tura de algún objeto de cristal que estuviera en el cuarto. Esto se debe a que toda cosa que existe tiene una re­lación armoniosa con alguna nota mu­sical, y si se produce una nota dis­cordante, las vibraciones perturbadoras del ritmo o la pulsación disonante trastornarán todas las vibraciones del objeto y lo harán temblar o lo rom­perán.

Muchos músicos han producido en el violín, o en el violoncello, o en la flauta, o en el clarinete, notas musicales que han hecho que objetos que estén en el cuarto produzcan su propia nota, por simpatía, o que emitan otra nota di­ferente, como una especie de protesta contra las vibraciones disonantes. El órgano de tubos, especialmente, produce algunas notas muy profundas que pue­den perturbar muchísimo las cosas ma­teriales y la salud del cuerpo, y pueden también producir otras notas que son sumamente armoniosas.

Melodías beneficiosas

Los grandes compositores del pasado, los grandes maestros de la música. com­pusieron muchas piezas con el objeto de reunir tantas notas musicales como fuera posible, que afectaran ciertos cen­tros del cuerpo y produjeran efectos suavizantes o estimulantes.

Souza, el conocido autor de marchas, tenía el secreto de escribir música militar de manera que el ritmo usual de la mú­sica de marchas quedara aumentado en sus efectos por el empleo de ciertas notas en ciertos pasajes, que desper­tarían la energía nerviosa y produci­rían un efecto tónico, logrando que el auditorio se sintiera fortalecido y estimulado, y hasta fortalecido en exceso, lo que impelía a marchar y a proseguir en la tarea fatigosa de avanzar.

Otras composiciones avivan los centros relacionados con las emociones y producen efectos emocionales alegres o tristes, que nos llevan a la introspección, la visuali­zación, y otros estados mentales.

Ya he dicho que ciertas notas musi­cales nos afectan de manera beneficiosa. Es difícil saber cuales sean esas notas, a no ser que observemos que ciertas obras musicales, ejecutadas en cierto momento, nos hacen sentir más fuertes, más felices, más armoniosos y vitalizados, en tanto que otras producen efectos depresivos.

También se ha ob­servado que si una persona canta notas que son beneficiosas, el efecto es mayor aún que si las ejecuta o las canta otra persona. De manera inconsciente, muchas personas se sienten atraídas hacia ciertas canciones, y las cantan o mur­muran muchas veces al día; ordinariamente se cree que esto se debe a que dichas personas gustan de esa melodía. o tal vez gustan de las palabras.

La ver­dad es que, inconscientemente, se han dado cuenta de que la música es bene­ficiosa o tranquilizadora para su sistema nervioso, quizás para todo el organismo, y por esto es que las cantan continuamente. Hay canciones que casi se con­vierten en el tema principal de la vida de alguien. De vez en cuando, alguna canción nueva suplantará a las anteriores, pero un análisis cuidadoso mostrará que la nueva tiene giros o grupos de notas semejantes a los de la anterior.

No existe duda alguna acerca de los efectos beneficiosos de escuchar buena música en la casa. Naturalmente, las composiciones que han sido cuidadosa­mente escritas, inspiradas en la mente de los grandes maestros, y debidamente desarrolladas luego, son las más benefi­ciosas. en tanto que mucha de la mú­sica popular, especialmente de aquella llamada jazz. tiene poco o ningún efecto en nosotros, excepto en sentido perjudicial. Si uno mismo no puede ejecutar debidamente y expresar la música apropiada para los estados internos de uno, lo mejor es adquirir discos que contengan esa buena música, para que nos estimule y ayude, y escu­charla también por el radio, cuando la hubiere, eliminando toda música indeseable.

Una persona que tenga una colección de ocho o diez discos bene­ficiosos en su casa, y que los escuche una o dos veces por semana, o que oiga piezas semejantes en el radio, es seguro que tendrá una salud mejor que la per­sona que nunca permite que el efecto de la música produzca la armonía de su ser. Todo el Cósmico funciona en armonía y con vibraciones que armonizan con todos los departamentos de la vida, y si hallamos el tema o la can­ción que contenga el debido grupo de notas que cuadra a nuestra individuali­dad. y sí las ejecutamos de vez en cuando, nos pondremos en armonía con las armonías del Cósmico y conservare­mos nuestro bienestar físico equilibrado y entonado con las fuerzas curativas y creadoras de la naturaleza.

Nadie podrá decir a ustedes cua1es piezas musicales son las que les cua­dran mejor, excepto después de semanas y meses de estudio, pero usted mismo puede descubrirlas tocando aquellas piezas que siempre le han atraído más, y analizando los efectos que verdaderamente producen, porque muchas veces durante estos análisis y meditaciones, observamos que alguna pieza musical debidamente elegida estimulara y avivará los nervios, y todo el cuerpo se sentirá tranquilizado y for­talecido, al mismo tiempo que se expe­rimentará una sensación de elevación emocional o espiritual y de contento por la vida.

Cuando se encuentren semejantes piezas, deben apreciarse en alto grado, pues contienen las nota fundamentales de nuestra propia vida, mientras que aquellas piezas que pare­cen producir un efecto opuesto deben ser cuidadosamente descartadas y elimi­nadas.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

VERSOS DE OURO

Templo das Musas: Inaugurado em 22 de setembro de 1918


PREPARAÇÃO
Aos Deuses imortais o culto consagradoRende; e tua fé conserva. PrestigiaDos sublimes Heróis a imárcida lembrançaE a memória eteral dos supernos Espíritos.


PURIFICAÇÃO
Bom filho, reto irmão, terno esposo e bom pai
Sê; e para amigo o amigo da virtude
Escolhe, e cede sempre a seus dóceis conselhos;
Segue de sua vida os trâmites serenos;
Sê sincero e bondoso, e não o deixes nunca,
Se possível te for; pois uma lei severa
Agrilhoa o Poder junto à Necessidade.
Está em tuas mãos combater e vencer
Tuas loucas paixões; aprende a dominá-las.
Sê sóbrio, ativo e casto; as cóleras evita.
Em público, ou só, não te permitas nunca
O mal; e mais que tudo a ti mesmo respeita-te.

Pensa antes de falar, pensa antes de agir;
Sê justo. Rememora: um poder invencível
Ordena de morrer; e os bens e as honrarias,
Fáceis de adquirir, são fáceis de perder.
Quanto aos males fatais que o Destino acarreta,
Julga-os pelo que são: suporta-os, procura,
Quão possível te seja, o rigor abrandar-lhes.

Os Deuses, aos mais cruéis, não entregam os sábios.
Como a Verdade, o Erro adoradores conta.
O filósofo aprova, ou adverte com calma.
E, se o Erro triunfa, ele se afasta, e espera.
Ouve, e no coração grava as minhas palavras;
Fecha os olhos e o ouvido a toda prevenção;
Teme o exemplo de um outro, e pensa por ti mesmo:

Consulta, delibera e escolhe livremente.
Deixa aos loucos o agir sem um fim e sem causa;
Tu deves contemplar no presente o futuro.
Não pretendas fazer aquilo que não saibas.
Aprende: tudo cede à constância e ao tempo.
Cuida em tua saúde: e ministra com método,
Alimentos ao corpo e repouso ao espírito.

Pouco ou muito cuidar evita sempre; o zelo
Igualmente se prende a um e a outro excesso.
Têm o luxo e a avareza efeitos semelhantes.
Deves buscar em tudo o meio justo e bom.


PERFEIÇÃO
Que não se passe um dia, amigo, sem buscares
Saber: Que fiz eu hoje? E, hoje, que olvidei?
Se foi o mal, abstém-te; e, se o bem, persevera.
Meus conselhos medita; e os estima; e os pratica:
E te conduzirão às divinas virtudes.

Por esse que gravou em nossos corações
A Tétrade sagrada, imenso e puro símbolo,
Fonte da Natureza, e modelo dos Deuses,
Juro. Antes, porém, que a tua alma, fiel
A seu dever, invoque, e com fervor, os Deuses,
Cujo socorro imenso, valioso e forte
Te fará concluir as obras começadas,

Segue-lhes o ensino, e não te iludirás:
Dos seres sondarás a mais estranha essência;
Conhecerás de Tudo o princípio e o termo.
E, se o Céu permitir, saberás que a Natura,
Em tudo semelhante, é a mesma em toda parte.
Conhecedor assim de todos teus direitos.
Terás o coração livre de vãos desejos,
E saberás que o mal que aos homens cilicia,

De seu querer é fruto; e que esses infelizes
Procuram longe os bens cuja fonte em si trazem.
Seres que saibam ser ditosos, são mui raros.
Joguetes das paixões, oscilando nas vagas,
Rolam, cegos, num mar sem bordas e sem termo,
Sem poder resistir nem ceder à tormenta.

Salvai-os, grande Zeus, abrindo-lhes os olhos!
Mas, não: aos Homens cabe, - eles, raça divina-,
O Erro discernir, e saber a Verdade.
A Natureza os serve. E tu que a penetraste,
Homem sábio e ditoso, a paz seja contigo!

Observa minhas leis, abstém-te das coisas
Que tua alma receie, em distinguindo-as bem;
Sobre teu corpo reine e brilhe a Inteligência,
Para que, te ascendendo ao Eiter fulgurante,

Mesmo entre os Imortais, consigas ser um Deus!


Tradução de Dario Vellozo, do original francês de Fabre d’Olivet

Os Versos Áureos constituem a relíquia mais autêntica da famosa Escola de Crótona.
Escritos por Lísis, sob a inspiração do Mestre, cristalizam a moral pitagórica, nítida, superna, humaníssima.


"Esses Versos, chamados dourados, - diz Fabre d’Olivet, - encerram os sentimentos de Pitágoras, e são tudo que nos resta de verdadeiramente autêntico a respeito de um dos maiores homens da antigüidade. Hierocles que no-los transmitiu com um longo e sábio Comentário, garante não conterem, como se o poderia supor, o sentir de uma pessoa, mas a doutrina de todo o corpo sagrado dos Pitagóricos, o eco de todas as assembléias. Acrescenta, existia uma lei que ordenava a cada qual, todas as manhãs, ao levantar, e todas as noites, ao deitar-se, a leitura desses versos, como em sendo os oráculos da escola pitagórica".


De magna importância a interpretação desse Código, tábua de esmeralda em que se gravaram os princípios do filósofo de Samos, ouro de idéias, síntese da ciência da alma, esplendor do Verdadeiro, do Belo e do Bem, castália de águas límpidas a desalterar todas as sedes, ramo de acácia estendido sobre as angústias das inteligências.


Os comentários de Hierocles e Fabre d’Olivet esparzem discreta luz nas linhas do ritual de Lísis, aclarando os magnânimos intuitos da Escola Pitagórica. À sua sombra acolhedora bem se poderiam reunir os humanos, fraternalmente congregados para a prática das Virtudes, estirpadas do coração as urzes dos maus sentimentos.


Seriam bem mais claros e confortáveis os dias da humanidade, se a música dos Versos Dourados fosse ouvida e fosse ouvida a persuasiva harmonia do Templo das Musas.


Trecho da Obra "Hôrto de Lísis", de Dario Vellozo; publicada pelo I.N.P. em Obras I, p. 94, 1969.
Instituto Neo-Pitagórico em Curitiba-PR
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MESTRES MARTINISTAS

Expoentes do movimento Martinista no Brasil, início do século XX: Dario Vellozo, Cedaior e Peregrina, na biblioteca do Instituto Neo-Pitagórico em Curitiba - PR.

Esse instituto criado pelo Irmão Dario Vellozo, permanece ativo com força e vigor hoje em dia, vale a pena dar uma conferida.

INCÓGNITO

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THE ROSICRUCIAN FORUM

Capa do "The Rosicrucian Forum" datado de Dezembro de 1937, enviado somente a membros da A.M.O.R.C. publicada bimestralmente


A imagem central é a de H. Spencer Lewis aos 16 anos de idade.


Atualmente a G.L.P. publica os periódicos "O Rosacruz", o "AMORC GLP" e da "Ordem Juvenil" trimestrais e com excelente conteúdo.


Capa da atual O Rosacruz editada pela Grande Loja para língua Portuguesa - GLP.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

LOJA PENSILVÂNIA -AMORC

Membros e oficiais da Loja R+C Pensilvânia


Encontro dos delegados e membros Rosacruzes da Loja Pensilvânio, em abril de 1917.
Acredito que H.S.L encontra-se à direita do rapaz com chapéu nas mãos, na primeira fila.
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Tácitus
Fonte: AMORC - White Book.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

MARCAS D'AGUA DOS ROSACRUZES DO SÉCULO XVII



As marcas d´água ilustradas na fig. 1, foram encontradas nos documentos dos seguintes livros ou manuscritos listados abaixo:


1. Em Sotheby Principia, publicado em 1590 (A letra D era usada pelos místicos como um símbolo da Divindade, do Dia, aquele que Dispõe, o Distribuidor). Observe os seis pequenos círculos anexados aos pontos do desenho; três sobre a cruz e três sobre a letra;


2. Símbolo encontrado em documentos manuscritos e livros contábeis de vários autores desse período. Veja sete pequenos círculos ou pontos na figura.


3. Documento extraído do livro de Bacon, “The Advancement of Learning” (O Avanço do Conhecimento), publicado em 1640. Observe as iniciais, C. R. representando o nome Christian Rosenkreutz. Observe, também, os dois pequenos círculos e as folhas decorativas acima do escudo.


4. Um símbolo encontrado em um documento pessoal usado por Bacon nas cartas para seus “amigos” da sociedade secreta. Estas cartas estão na coleção de Hatton Finch.


5. Outro símbolo encontrado no livro, “The Advancement of Learning”, publicado em 1640. Observe novamente os dois círculos acrescentados na letra R e note que neste momento, as letras R.C. são usadas para significar Rosa Cruz.


6. Este é outro símbolo do livro, “The Advancement of Learning”, publicado em 1640. Aqui nós encontramos as letras C. R. novamente e os cinco pequenos círculos com a Flor de Lis e duas outras folhas.


7. Estes dois símbolos, chamados barras, pertencem ao livro de Ben Jonson, Cynthia's Revels (A Folia de Cynthia). As letras J.R.C. significam Jonson Rosa Cruz ou Jonson, da Fraternidade Rosa Cruz.


8. Aqui nós temos o mesmo tipo de barra, mas este foi usado no folio de Shakespeare, “Cymbeline”, na última página, de 1623. Novamente nós notamos as letras J.R.C. (as letras I e J eram feitas geralmente da mesma maneira).



9. Estes dois símbolos pertencem ao documento “Vestal Virgin” (A Virgem Vestal) de Sir R. Howard, publicado entre 1460 e 1600. Note aqui a Flor de Lis e os pequenos círculos que chamaremos de pérolas.


10. Este pertence ao livro “History of the World” (História do Mundo) de Sir Walter Raleigh, publicado em 1614. Observe os quatro pequenos círculos ou pérolas em cada lado da coroa assim como a Flor de Lis.


11. Este pertence aos livros de Shakespeare no Museu Britânico – edições de 1623. Note novamente as pérolas em cada lado do desenho e compare com os itens 3, 6 e 10 descritos acima.


12. Esta é outra barra do folio de Shakespeare de 1623, no Museu Britânico. Nós encontramos aqui a inicial R rodeada por três letras C em cada lado, um método muito antigo de indicar a Rosa Cruz Alemã ou Christian Rosenkreutz que poderia ser C.R.R.C. ou c. R. c. Inclusive, embaixo da barra, nós encontramos quinze uvas arrumadas na forma de um cacho triangular, 5 uvas um cada lado do triângulo.


13. Esta barra pertence às páginas do livro “Priest of the Temple” (O Sacerdote do Templo) de George Herbert, publicado em 1652. Note aqui o mesmo grupo de uvas na forma de um triângulo.


14. Estes dois símbolos ou desenhos são do livro de Bacon, “The New Atlantis” (A Nova Atlântida), publicado em 1669. Observe dois triângulos formados por uvas, apoiados sobre uma flor. O triângulo superior contém 5 uvas e o inferior contém 4 uvas, a parte superior da flor auxilia para formar o ponto de fundo do triângulo inferior.


15. Este é um dos oito diferentes potes ou vasos encontrados nos Ensaios de Montaigne, publicados em 1603. Temos aqui novamente as letras R.C. e dois triângulos formados por uvas, um acima do outro.


16. Aqui nós temos outro vaso ou pote que é um dos seis diferentes, embora similar, desenhos encontrados nas páginas do dicionário Italiano-Inglês de Florio, publicado em 1611. Observe que as letras C. R. estão invertidas para trás. Isso era feito com freqüência, e, se o desenho fosse lido através do verso da página, veríamos as letras R. C. Veja também o triângulo de seis uvas com uma adicional, para formar o sete simbólico.


17. Este pote ou vaso pertence às peças de Shakespeare, publicadas em 1664. Note o triângulo de quinze uvas novamente.


18. Um vaso ou pote similar no documento de Sapientia Veterum publicado em 1638.


19. Outra barra nos escritos de Shakespeare, publicados em 1632. É um dos muitos desenhos similares no mesmo documento. Veja novamente o triângulo de 15 uvas suspensas na barra e compare com itens 12 e 13. Observe que acima da barra, o desenho apresenta o mesmo simbolismo como nos itens 3, 6, 10 e 11 – representando os escritos assinados por Bacon, Shakespeare e Raleigh.


20. Aqui nós temos outro vaso e pote nas páginas do trabalho de Ben Jonson, publicado em 1616. O mesmo triângulo de uvas aparece nos itens 17 e 18.
O simbolismo das pérolas, ou os pequenos círculos, como acrescentados nos itens 1, 2, 3, 6, 10 e 11, e as uvas mostradas nos desenhos finais nos diagramas, são importantes para os rosacruzes, por terem sido encontrados em todos os primeiros escritos e manuscritos dos Irmãos da Rosa Cruz.
O fato é que todos os manuscritos ou livros mencionados acima contendo as marcas d´água ou marcas de papel, e centenas deles, foram publicados ou apresentados por volta do início do século 17, e que os autores desses escritos eram familiares e conhecidos, ajudam a provar que eles eram membros secretos da Ordem Rosa Cruz de Bacon e eram dedicados aos escritos e a publicação dos livros necessários da época. Eles costumavam usar símbolos similares da Ordem nos papéis para identificar seus trabalhos.

Tradução : Rosilene Brito
Titulo Original: 17th C. Rosicrucian Watermarks
Autor : Frater Nedla, FRC
Texto cedido pela Soror Linda S. Santucci, SRC


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A VIDA DE UM MÍSTICO H.S.L.

Figura muito interessante, a qual os Irmãos mais adiantados irão se identificar com ela, acredito também, que todos os Fratres e Sorores verão nela, algo que ocorre dentro de nós mesmos.
Complementando a imagem, publico abaixo um texto que colabora com a mesma.

A Vida de um Místico

Por: Harvey Spencer Lewis, F.R.C.


Muitos já perguntaram qual é a vantagem pessoal ou para a humanidade em geral, que se obtém da dedicação ao estudo do misticismo e da tentativa de compreender os mistérios da vida. Evidentemente, essas pessoas têm em mente resultados concretos como os que resultam do estudo das leis, da arte, da música, da engenharia, ou de outros assuntos práticos.

Ao olhar para o assunto de maneira superficial, imaginam se o tempo e o esforço investidos no estudo árduo do misticismo e seus assuntos correlatos, trarão resultados para o indivíduo e se contribuirão para o avanço da civilização na mesma medida que outros estudos contribuem.

Essa comparação não é justa. Em um dos casos, o estudante está buscando o seu desenvolvimento espiritual e cultural e o de outras pessoas; no outro caso, está buscando aplicar suas habilidades de maneira prática para ampliar o desenvolvimento de sua existência terrena.

No primeiro caso, o estudante descobre relaxamento, inspiração pessoal e prazer nos seus estudos; enquanto no outro caso, freqüentemente sacrifica prazeres e interesses pessoais ao preparar o caminho para uma posição mais bem sucedida na vida. O fato é que muitos estudantes do primeiro caso também são estudantes do segundo, provando assim que uma comparação é impossível, se considerarmos que os estudantes de misticismo são diferentes e fazem parte de uma classe distinta.

Estudos mostram que, quanto mais propensão a pessoa tiver para o estudo de qualquer assunto, tanto mais propensão terá para sondar os mistérios da vida e compreender a si mesmo e a sua relação com o universo. Estatísticas acumuladas ao longo de vários anos provam que o verdadeiro estudante se interessa rapidamente pelos ensinamentos rosacruzes.

É dito que uma vez que uma pessoa tenha aprendido o funcionamento de uma língua que não a sua língua natal, se torna potencialmente um lingüista pois o conhecimento dessa é uma tentação constante para se adquirir o conhecimento de uma terceira. Tendo adquirido o conhecimento da terceira língua, a quarta, a quinta ou a sexta é prazerosa e simples.

Aquele que tem como passatempo o estudo da astronomia, está pronto para o estudo da cosmogonia e talvez da ontologia e da biologia. Estes estudos levariam naturalmente à psicologia; e a combinação traria o estudante tão próximo dos ensinamentos rosacruzes que responderia imediatamente ao contato.

O estudante de química ou física é facilmente intrigado pelos mistérios do ser ou pelos seus talentos e suas habilidades escondidas. O fato de que existem certas forças e energias no corpo humano que se manifestam em laboratório, de diversas formas, certamente atrai o interesse de qualquer estudante para tais assuntos.

É mais difícil gerar interesse pela busca de novos conhecimentos e mais luz, naquele que não é estudante e nem é propenso ao estudo. A mente inativa, que não pensa, não encontra inspiração nem qualquer prazer pessoal no estudo do misticismo e na análise dos poderes físicos e espirituais.

Infelizmente para o mundo, existem inúmeras pessoas que adotam uma atitude de que a vida é um mistério que não pode ser desvendado. Que existem fatos a respeito do homem e de suas capacidades, que Deus não desejava que compreendesse. Muitas dessas pessoas estão satisfeitas com sua posição na vida; no entanto essa não é a verdadeira razão para a sua indiferença.

Essas pessoas estão ansiosas por adquirir qualquer coisa na vida que possa ser obtido sem esforço; mas não têm entusiasmo para aquilo que não oferece benefícios materiais imediatos para sua existência mundana.

Um indivíduo plenamente desperto

Entretanto, a pessoa voltada para o estudo do misticismo não é necessariamente um fanático ou um extremista. Geralmente é um indivíduo plenamente desperto, aguçadamente consciente que só conseguirá aproveitar o máximo da vida se conhecer o máximo sobre ela. Não precisa ser convencido de que é o capitão do seu navio e o criador do seu próprio destino.

O indivíduo ainda pode ter uma certa insegurança a respeito desses fatos, mas está convencido de que um conhecimento mais abrangente e uma compreensão mais íntima de suas habilidades pessoais afetarão o curso da sua vida. Mesmo quando estuda exclusivamente para obter um relaxamento, um estudante assim, acredita que existe uma recompensa mais valiosa do que qualquer tipo de lazer.

Woodrow Wilson (28° presidente dos EUA) admitiu rindo numa ocasião que sistematicamente lia contos policiais, e desafiou homens de negócios e políticos conhecidos que negassem que ocasionalmente se permitiam esses tipos de lazer.

Acrescentou ainda que através de um prazer tão simples, percebia suas faculdades mentais sendo desafiadas e vivificadas. Obter esse mesmo grau de fascinação pelo estudo do misticismo, é possível. Aproximar-se de qualquer manifestação da Lei Cósmica sem sentir o desafio de um mistério, de uma pergunta não resolvida, de um pedacinho de sabedoria inspiradora, é impossível.

Freqüentemente estive no deck superior de um navio transatlântico, numa noite escura e límpida olhando para o céu. Inconsciente do limite entre o céu e o oceano, divaguei no espaço estrelado, azul escuro, imaginando qual o mistério por trás dos agrupamentos de estrelas e qual o seu propósito no esquema das coisas. Ninguém com uma mente pensante consegue olhar para o espaço e deixar de ficar perplexo, envolto em especulações. Então vem o desejo de saber e de buscar respostas. Essa é a atitude com que milhares se aproximam do misticismo - e do estudo dos ensinamentos rosacruzes.

Qual é o resultado para o indivíduo? Será o resultado a obtenção de uma habilidade especial, de um grau de espiritualidade que faz o indivíduo ser mais devotado? Absolutamente não! Será que esse indivíduo se torna um mestre no campo da religião, um homem santo é sábio liderando e guiando multidões? Não necessariamente! No entanto, algo resulta de seu interesse e de sua devoção que apóia o seu serviço altruístico e a sua disposição de sacrificar-se pela sabedoria e por uma melhor compreensão.

O homem preocupado com um problema insuperável encontra alivio paz e capacidade para prosseguir no momento que compreende o seu problema. Não é o problema que causa tormento mas, a falta de entendimento dos elementos que o compõem. Na tentativa de explicar a natureza de seus problemas, muitas pessoas descobrem a solução. O homem nunca teme aquilo que conhece; é o desconhecido que lhe causa pavor.

Os mistérios da vida escravizam homens e mulheres. Não é verdade que o místico banha seus problemas com uma falsa pátina de contentamento. É por compreender as leis do universo que entende a verdadeira natureza dos problemas que enfrenta e percebe sua vida se tornando mais feliz e mais alegre.

Não é simplesmente porque aprendeu formas de lidar com os problemas, mas é porque se tornou tão intimamente familiarizado com a verdadeira natureza dos mesmos, que suas características desconhecidas e misteriosas não preocupam mais o lado subconsciente do seu ser. Ama o conhecimento e acredita que está perdido sem ele. As verdades ocultas são atrações magnéticas que ativam sua mente e disparam o seu espírito.

O místico encontra felicidade através do conhecimento e do auxílio que pode prestar a outras pessoas. Encontra força no fato de que pode atrair para si aquilo que contribuirá para seu fortalecimento físico, mental e espiritual. Aprende a valorizar todas as coisas através de critérios mais elevados e valoriza mais a vida material. No fato de estar consciente e no privilégio de estar vivo, encontra uma bênção mais valiosa do que qualquer coisa que jamais tenha encontrado - em cada bocado de alimento, na luz do sol e na chuva, uma recompensa que outras pessoas não perceberam. Não os bens materiais, mas a administração das dádivas de Deus lhe pertence, e aprende a usá-las para o proveito das outras pessoas bem como para o seu próprio.

É isso que faz o místico feliz e disposto a continuar a investir seu tempo e pensamento nos estudos que aproximam o céu da terra e Deus do homem.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A NOITE NEGRA DA ALMA


A Noite Negra da Alma
Ralph M. Lewis, Imperator, AMORC


Que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo experimenta muitas frustrações. Qualquer coisa que o indivíduo se propõe a fazer parece carregada de incertezas e obstáculos. Não importa o quanto ele tente ou que conheci­mentos aplique, o indivíduo se sente amarrado. Quando prestes a se concretizarem, as oportunida­des parecem escapar de suas mãos. Coisas com as quais ele muito contava, não se realizam. Seus pla­nos tornam-se estáticos e não se concretizam. Ne­nhuma circunstância lhe oferece solução ou enco­rajamento quanto ao futuro. Este período é reple­to de desapontamento, desânimo e depressão.

Durante esse período, o indivíduo sente-se for­temente tentado a abandonar seus mais acalenta­dos ideais e esperanças, tornando-se extremamente pessimista. O maior perigo, contudo, é sua tendên­cia de abandonar todas aquelas coisas às quais atribuía grande valor e importância na vida. Ele pode achar que é inútil continuar seus estudos místicos, suas atividades culturais e sua afiliação a entidades filantrópicas. Caso ceda a essas tentações, estará realmente perdido. De acordo com a tradição mística, este é o período em que a fibra da personalidade-alma é testada. Suas verdadeiras convicções, sua força de vontade e seu merecimento de maior iluminação são colocados à prova. Se o indivíduo sucumbe a essas condições, embora a frustração e o desespero possam diminuir, ele não conhecerá o júbilo da verdadeira conquista na vida. Daí por diante, sua existência poderá ser medíocre e ele não experimentará verdadeira paz interior.

Não se trata de algum tipo de punição imposta ao indivíduo. Como evidenciam os ensinamentos místicos, não é uma condição cármica. É, isto sim, uma espécie de adaptação que o indivíduo deve fazer dentro de si mesmo para evoluir a um nível mais elevado de consciência. É uma espécie de desafio, uma espécie de exigência de que a pessoa re­corra à introspecção e promova uma reavaliação de seus ideais e objetivos na vida. Uma exigência de que a pessoa abandone interesses superficiais e se decida sobre o modo em que deve utilizar sua vida. Não significa que o indivíduo deva abandonar seu trabalho ou meio de vida, mas, que ele deve reestruturar sua vida futura. A Noite Negra o faz perguntar-se sobre quais as contribuições que ele pode fazer à humanidade. Faz com que ele descubra seus pontos fracos e fortes.

Se a pessoa fizer esta auto-análise durante a Noite Negra ao invés de apenas lutar contra suas frustrações, toda a situação mudará para melhor. Ela passa a ter domínio sobre acontecimentos que concluiu serem meritórios. Mais cedo ou mais tarde, então, advém a condição que há muito os místicos chamam de Áureo Alvorecer. Subitamente, parece haver uma transformação: a pessoa torna-se efervescente de entusiasmo. Há um influxo de idéias estimulantes e construtivas que ela sente poder converter em benefícios para sua vida. Todo o novo curso de sua existência é promissor. Em contraste com as condições anteriores, sua nova vida é verdadeiramente áurea no alvorecer de um novo período. Acima de tudo, há a iluminação, o discernimento aguçado, a compreensão de si mesmo e de situações que antes não compreendia.

Aqueles que não têm conhecimento deste fenômeno mas que no entanto perseveram e superam a Noite Negra da Alma, tomam-se algo confusos pelo que lhes parece uma transformação inexplicável em seus afazeres e obrigações. Particularmente estranho lhes parece o que acreditam ser alguma energia ou combinação de circunstâncias externas que produziu a mudança. Eles não percebem que a transformação ocorreu em sua própria natureza psíquica como resultado de seus pensamentos e vontade.

Quando é que começa a Noite Negra da Alma? Em que idade ou período da vida ela ocorre? Podemos responder que normalmente ela se sucede ao fim de um dos ciclos de sete anos, como 35, 42, 49, 56, 63... anos de idade. Ela ocorre com mais freqüência no fim do ciclo dos 42 ou 49 anos, e muito raramente aos 63 ou além.

Quanto tempo ela dura? Em verdade ninguém pode responder esta pergunta pois sua duração é individual. Depende de como a pessoa tenha vivido; de seus pensamentos e ações. Contudo, enfatizamos uma vez mais: A Noite Negra não advém como punição pelo que a pessoa possa ter feito no passado, mas, sim como um teste do merecimento de penetrar no Áureo Alvorecer. Talvez quanto mais circunspecto seja o indivíduo, quanto mais sincero ele seja na busca de realizar nobres ideais, tanto mais cedo sua determinação e seu verdadeiro caráter serão postos a prova pela Noite Negra da Alma.

Por quanto tempo tem a pessoa de suportar es­sa experiência? Isto também varia de acordo com o indivíduo. Se ele resiste, se não sucumbe à tentação de abandonar seus hábitos, prática e costumes meritórios, a Noite logo termina. Se, porém, ele sucumbe, entrega-se à estagnação profunda e abandona seu melhor modo de vida, então a Noite pode continuar em diferentes intensidades pelo resto de sua vida.

Deve-se compreender, repetimos, que esta não é uma experiência ou fenômeno que ocorre somente para os estudantes de misticismo. Aliás, ela não guarda relação direta com o tema do misticismo, exceto pelo fato de ser um fenômeno natural, psicológico e cósmico. Os místicos o explicam; os outros, não. Os psicólogos, por exemplo, dirão que se trata de um estado emocional, uma depressão temporária, um estado de ânimo que inibe o pensa­mento e a ação da pessoa, o que explica os fracassos e as frustrações. Eles procurarão encontrar algum pensamento, alguma repressão subconsciente para explicar tal estado. Como dissemos, a Noite Negra ocorre na vida de todo mundo, independentemente de a pessoa conhecer ou não algo de misticismo. É bem provável que você tenha conhecido alguma pessoa que passou por esse período. As coisas para tal pessoa pareciam redundar em fracassos, a despeito de quanto esforço ela fizesse. Então, algum tempo depois, es­sa pessoa tomou-se bem sucedida, feliz, parecendo ter outra personalidade.

Entretanto, o indivíduo, por sua própria negligência, pode acarretar condições semelhantes às da Noite Negra. Uma pessoa preguiçosa, indolente, descuidada, indiferente e sem senso prático acarretará muitos fracassos à sua própria vida. Ela pode lastimar-se de sua sina a outros, e, se conhecer algo a respeito, poderá mesmo dizer que está passando pela Noite Negra. Mas saberá que a falha está em seu próprio interior.

A diferença entre esta pessoa e o indivíduo que está realmente passando pela Noite Negra está em que o último, pelo menos a princípio, sinceramente procurará enfrentar cada situação e aplicar seu conhecimento até que chegue a compreender que está bloqueado por algo maior que sua própria capacidade. A pessoa indolente, porém, sempre sabe que é indolente, quer isto admita ou não. A pessoa negligente sempre sabe que negligenciou o que deveria ter realizado. A pessoa descuidada que é as­sim por hábito, sabe que não vai muito longe e que comete muitos erros. - AMORC

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

MEMORIAL ROSACRUZ



Túmulo de H.S.L. no Parque Rosacruz em San Jose, Ca.

Localizado no Akhenaton´s Shrine, Memorial Rosacruz no Parque Rosacruz em San Jose, California, encontramos o túmulo piramidal de H.S.L.

Quem conhece o local, sabe que ao redor existem outras várias placas homenageando também grandes nomes da Suprema Grande Loja (veja vídeo na seção vídeos...). Acho que deveria ser dovulgado mais fotos, vídeos e etc desse belo lugar. Até corremos atrás!



Abaixo vista do Memorial Akhenaton no Parque R+C em San Jose, as folhas verdes que aparecem atras das colunas, eram utilizadas para fazer papiros no Egito antigo. A mesma estrutura e a mesma vegetação, foi usada no Memorial construído pela GLP em Curitiba.



Lembramos que no Bosque Rosacruz em Curitiba, a G.L.P. mantém um memorial muito similar ao do Parque em San Jose, construído em 1987 ao lado do Grande Templo da AMORC GLP.



Memorial no Bosque Rosacruz em Curitiba - 1987 - Foto: AMORC-GLP


Além disso, o interessante desse Memorial em Curitiba, é que no local onde estaria o tumulo do H.S.L. , encontra-se a ponta de uma pirâmide que se estende ao subterrâneo, onde para se chegar, basta descer uma escada ao lado do Memorial. Em baixo, nota-se que estamos dentro da pirâmide, suas paredes pintadas e adornadas com tema egípcio. Antigamente era usada para realizar meditações, hoje em dia apenas turisticamente.


Quem tiver a oportunidade de conhecer em Curitiba, vale a pena, leve sua máquina fotográfica.


Para conhecer maais sobre a GLP: http://www.amorc.org.br/


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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pensamento de R.M.L.

Ralph M. Lewis, F.R.C.
Segundo Imperator da AMORC, atual ciclo.

"É meu desejo que cada um de vocês, meus amados Fratres e Sorores, continuem buscando a Luz e defendendo a justiçã. É seu dever moral imortalizar os ensinamentos Rosacruzes, ajudando a alcançar a consciência dos demais. Assim como chegaram até vocês".
Fonte: Livreto sobre expansão da Ordem.
Ta aí Fratres Sorores o motivo pelo qual me levou a criar este blog.

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NOSSO MEIO AMBIENTE - ARTIGO

Nosso Meio Ambiente

Por Blanche Gilmore, F.R.C.
Revista “O Rosacruz” –jun/1974 - pg.109


Todos os esforços do homem provêm da mesma motivação básica: a necessidade de realizar seu Ser ao mais alto grau, e elevar e expandir algum aspecto de si mesmo. De modo a preencher essa necessidade, usualmente determinamos para nós mesmos, desde o começo de nossa vida, uma meta ou objetivo a quem possamos dedicar nossa energia.

Obstáculos à realização desse objetivo logo se apresentam, e reconhecemos, antes de qualquer coisa, como fruto de nosso ambiente. Convencemo-nos de que fatores como: meio ambiente harmonioso, associados influentes e solidários, ou determinadas posses, contribuiriam grandemente para a consecução do objetivo. Se tais fatores não se apresentam, experimentamos uma sensação de frustração e derrota. Desse modo, uma vez que tenhamos conscientemente estabelecido uma meta, a relação entre o nosso ambiente e a realização daquela requer atenção.

O meio ambiente, porém, não é um componente da vida. É tão somente o cenário no qual a vida transcorre. Enquanto o homem acertadamente procura aperfeiçoar esse cenário, deve permanecer alerta ao perigo de se identificar com ele.

Há um período para quase todos nós em que é aconselhável pôr de lado temporariamente a consideração de nossos propósitos essenciais, de modo a estabelecer para nós mesmos um meio ambiente que acreditamos ser compatível com a nossa condição. Muitas vezes, nesse processo, a realização de nosso objetivo original perde sua urgência. O contínuo enriquecimento de uma base para sua busca absorve todo o nosso interesse. Em determinado tempo, acontece volvermos o olhar àquela aspiração que era fonte de todo o nosso esforço, para vê-la como um sonho inútil a ser abandonado por completo.

Quando alguém se torna tão atraído pela conquista de um meio ambiente agradável que identifica como sucesso na vida, é o mesmo que congratular-se consigo mesmo por uma viagem completamente realizada, tão logo apenas acabasse de fazer as malas.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

F.U.D.O.S.I. - FOTO

Foto retirada de alguns membros da FUDOSI.


Nela temos (esquerda): Sär Akhenaton, Sär Placidus, Sär Elgim, Sär Validivar e Sär Puritia. Lembro a todos que Sär Validivar, era o mote do Frater Ralph M. Lewis, nota-se o uso do avental Rosacruz como utilizado atualmente em convocações de Loja.


O significado do título SÂR é: Filho de Rá (Sa = filho, R = Rá). O SÂR foi usado também entre os reis antigos da Assíria. Uma explanação mais plausível pode ser encontrada nas cartas que Joséphin Péladan (SÂR MÉRODACK) escreveu a seus amigos.

Um exemplo pode ser visto na obra A Via Suprema (primeira novela de Péladan), em que encontramos uma carta endereçada a um determinado príncipe de Courtenay. Se fizermos um exame detalhado das palavras de abertura, lemos: S.A.R. MONSEIGNEUR LE PRINCE de COURTENAY. Na abreviatura, está escrito: para a SON ALTESSE ROYALE (VOSSA ALTEZA REAL). O Nome Místico SÂR foi copiado, possivelmente, por SÂR HIÉRONYMUS (Emile Dantine) e mais tarde usado junto aos Dignitários da F.U.D.O.S.I..
Abaixo capa do periódico editado pelos membros da F.U.D.O.S.I.

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

AMOR

Por Harvey Spencer Lewis, F.R.C.

“Quando o homem chegar a realmente compreender que pela concentração da mente em um ponto, um princípio ou um desejo; um poder é irradiado para aquele ponto e imbuído de natureza criativa demonstrável, ele pensará mais cuidadosamente, mais construtivamente.
Deus surgirá na consciência humana para elevá-la à sua glória e para inspirá-la à eterna adoração de seu criador.”
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H.SPENCER LEWIS - 1924


Foto de H.S.L. tirada em setembro de 1924, com suas vestes rosacruzes.
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domingo, 9 de setembro de 2007

CICLO DIÁRIO R+C - AUTODOMINIO

(Clique na imagem para aumentar)

Ciclo Diário Rosacruz e o Autodomínio
Por: Marco Guimarães, F.R.C.
Imagem: Gabriela Kozlowski, S.R.C.


Tabela criada pela nossa querida Sóror Grabiela Kozlowski, para ser impressa e consultada diariamente.

Baseada no livro de H.S.Lewis "O Autodomínio com os Ciclos da Vida" -AMORC, a imagem mostra os melhores horários na semana e ao longo do dia em suas 24 horas, com seus pontos positivos, negativos e sua influências, as quais podemos tirar muitos proveitos.

Vale lembrar ainda que existem o Ciclo anual dos 52 dias e o de 7 anos, que constam no livro o qual recomendamos., vale a pena!!!!!!!!

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Comenius (1592- 1670)


Contemporâneos da Rosacruz Original: Comenius
Fonte: Desconhecida.

Comenius (1592- 1670)

Jan Amos Komensky, nome original de Comenius, nasceu no seio de uma comunidade denominada Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia (região da Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia; atual República Tcheca), que descendia de grupos hussitas.

• Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII: concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas.

• Na Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia vivia-se, segundo normas cristãs muito severas, em comunhão de bens; tinham um sistema de ensino próprio.

• Ele denomina a Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia, da qual ele foi um dos líderes principais antes de seu desaparecimento, como Fraternitas Rosae Crucis.

• Comenius considerava Johann Valentin Andreae sua primeira fonte de inspiração, considerando-o “um homem de espírito ígneo de inteligência pura”.

• Comenius contactou Andreae e recebeu deste o archote para dar continuidade ao trabalho iniciado.

• Comenius perdeu sua casa, sua biblioteca, sua esposa e um de seus filhos durante a a Guerra dos 30 anos, sendo obrigado a deixar sua comunidade e entrar na clandestinidade.

• Apesar de ter uma vida bastante atribulada e movimentada, produziu cerca de 200 títulos.


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