sábado, 28 de maio de 2016

DARIO VELLOZO E O FIM DE SUA LINHAGEM MARTINISTA

Fonte da imagem clique aqui.

Dario Vellozo e o fim da sua linhagem Martinista
Por Radolus Carpa

Já falamos anteriormente a respeito de alguns dos diversos ramos e linhagens Martinistas na atualidade. Estudamos as principais diferenças e ligações que cada uma delas têm com as demais, assim como sua forma de trabalho e material de estudo.

Conseguimos assim ter um panorama mesmo que parcial, de um grande cenário dessas ordens, linhagens, Iniciadores para nos situarmos melhor em nossa caminhada. Vimos também exemplos claros de “contra iniciação” propagados na atualidade por falsificadores e tantos outros que utilizam nome da Ordem para massagear próprio ego, linhagens apenas de fachada e verdadeiras arapucas que tiram o sincero buscador da senda da Iluminação.

Apesar do “estudo das linhagens” não ser um tópico oficial dentro do estudo martinista - por considerarmos irrelevantes as diferentes siglas que cada uma carrega e por haver trabalho mais sério a ser realizado, interna e externamente pelo martinista – com intuito de instruir nossos Irmãos quanto a história do Martinismo, vamos continuar com estudo das linhagens que, dentro de duas ou três reuniões findaremos.

Em especial trataremos hoje da linhagem do primeiro martinista no Brasil, Apolônio de Tyana “Dario Vellozo”, amplamente conhecido de todos nós. 

Sua história e cronologia pode ser lida na história da Loja “Luz Invizível” com maiores detalhes, recomendamos a leitura com reservas do texto clicando no link ao lado: "A Loja Martinista Luz Invizível".


Fonte da imagem Mube Virtual

O fim da linhagem de Dario Vellozo

Dario Vellozo morreu em 1937 sem deixar outro Iniciador em seu lugar. Seus iniciados em sua maioria eram de Associados, Iniciados e poucos S.I., nenhum entre seus iniciados teria atingido a condição de Iniciador. Assim apesar de ter militado por 37 anos no martinismo, não fez outros Iniciadores e ao morrer, levou consigo encerrando com ele sua linhagem.

Porém muitas famílias citadas no supra citado texto sobre a Luz Invizível, guardaram os pertences de seus membros, como cadernos de anotações, cartas, certificados de graus, paramentos e tantas outras relíquias históricas. Os antiquários e sebos ainda vendem tais documentos. Assim não houve sequência de Iniciação após a morte de Dario Vellozo. Hoje o que há apenas, são registros esquecidos na história e de valor unicamente histórico, mais nada. Levantar a bandeira se dizendo detentor dessa linhagem, é uma tremenda farsa.

Para uma linhagem ser válida, ela precisa ser ininterrupta e a iniciação transmitida na presença física, como exemplo vamos citar a Ordem Martinista dita de “Papus” (a primeira que já estudamos de Gerard Encausse, Papus), em resumo onde após sua morte outro Iniciador tomou a direção da Ordem até esse comando chegar em seu filho Philippe Encausse também iniciado e esse para Emilio Lorenzo atual diretor da Ordem. Essa sequência de transmissão não ocorreu no caso de Dario Vellozo e seus iniciados. 

Lembramos também que alguns anos antes de falecer (1937), Dario já doente recebeu Cedaior e Jehel (Maschevilles) que chegam ao Brasil em especial em Curitiba/PR, e o comando “administrativo” da Ordem foi transferido para eles, sem ter havido qualquer troca de iniciações entre eles. Assim ao falecer Dario Vellozo levou consigo a sua linhagem, dando término a mesma.

Assim podemos afirmar baseado nessa vasta documentação histórica, assim como também por outro lado, pela falta de comprovação documental que mostre o contrário, que atualmente poderá existir apenas uma afiliação de desejo, uma ligação espiritual ou até mesmo apenas como homenagem histórica a esse lumiar que nos precedeu, martinista, maçom e professor conhecido como Dario Vellozo. Não há linhagem martinista vigente vinda dele.


Hoje seu legado espiritual é o Instituto Neo Pitagórico - I.N.P., fundado em 1909 baseado na filosofia grega-pitagórica basicamente. Lá não há iniciações, rituais, linhagens, transmissões nem algo do gênero. Não há reuniões de lojas de qualquer ordem em suas dependências mesmo que secretamente. Também não representam oficialmente nem extraoficialmente, nem mantém laços de amizades, nem reconhecimento, muito menos tratados diversos com qualquer ordem martinista, maçônica, rosacruz, seja nacional ou internacional. 


Algumas Ordens Martinistas "sérias".
Não aprofundaremos novamente o tema já abordado sobre as formas e estruturas do Martinismo, seja de forma livre e independente ou estruturado hierarquicamente em Ordens.

Os melhores grupos são aqueles que longe de propagandas, suntuosos websites, grãos-mestres pra cá, graus pra lá, são grupos unidos por afinidades pessoais entre seus membros em harmonia entre si, e esses com martinismo em geral, grupos homogêneos. Já as ditas ordens tendem a ter uma diversidade maior entre membros, não muito afins entre si e graus de sintonia diversos tornando-os mais heterogêneos.

Não temos como indicar grupos martinistas independentes, que pela seriedade de trabalho e propósito, não alardam suas atividades publicamente. Porém deixamos abaixo alguns links daquelas presentes em território brasileiro, que consideramos as mais sérias e organizadas, com linhagem pura e ininterrupta desde Louis Claude de Saint-Martin e hoje realizam belíssimo trabalho, qualquer outra que não esteja na relação abaixo, requer muito cuidado antes de se filiar para não acabar entrando no vazio.


Referências:


quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Sanctum Celestial - A HARMONIA DO CÓSMICO



 O Sanctum Celestial
A HARMONIA DO CÓSMICO
por Robert E. Daniels, F.R.C.

Não há nada tão belo e digno da mais nobre emulação do que a expressão normal da natureza espíritual de nosso Ser. À Medida que nos tornamos mais espiritualmente propensos, deixamos de lado todas as coisas sórdidas da vida. Sentimo-nos interiormente mais beloqs e mais puros. Muitos homens sentem-se realmente receosos de expressar o lado espiritual de sua natureza, temendo que isso diminuirá a sua varonilidade e a índole voluntariosa da mente. Não devemos concordar com isso porque a maioria dos grandes místicos do mundo tem provado e demonstrado que o místico ideal pode possuir características espirituais altamente desenvolvidas, juntamente com a vontade poderosa e mente organizada.

Os grandes místicos irradiavam amor impessoal e compaixão profunda. Seu principal interesse era auxiliar os seus semelhantes por meio de todos os poderes que possuíam. Sua ascendência espiritual não provinha da teoria do misticismo, mas de uma comunhão íntima com o Cósmico, e do fato de viverem verdadeiramente a vida mística. Se quisermos atingir esses mesmos ideias, teremos de por em prática princípios como os que são ensinados pela filosofia Rosacruz, tornando-nos familiarizados com um sistema ordenado para iluminação interior.

Uma das nossas maiores ajudas nessa questão é o entregarmo-nos a um período diário de meditação como propósito de estabelecer uma condição de harmonização cósmica. A maioria de nossos problemas e obstáculos decorre de não estarmos harmonizados com o Cósmico. Com o restabelecimento dessa harmonia, por meio de um período diário de meditação, poderemos eliminar de nossa mente e de nossa consciência, (previnir) todas as doenças, problemas e perplexidades, adquirindo a paz interior e a harmonia que desejamos.
Atitude Positiva

O ideal do místico é conseguir harmonização com a Divindade, quase sempre designada como Consciência Cósmica. Muito tem sido escrito sobre o assunto, porém para a maior parte das pessoas o ideal ainda está em futuro muito remoto. Uma das possibilidades para sucesso nessa realização está na atitude mental básica que antemos dia após dia.

Uma atitude negativa e pessimista, focalizada sobre as coisas infelizes e desagradáveis da vida, não elevará a nossa consciência ou estimulará o nosso desenvolvimento espiritual, a respeito de quantos livros sobre misticismo possamos ler.

Com sentimentos de alegria e confiança, contudo, e manutenção de uma atitude construtiva diante da vida, criando mentalmente e visualizando, ao mesmo tempo, os nossos ideias, sem deixarmos de trabalhar para a sua realização, poderemos recorrer à corrente básica de poder cósmico que flui através de nosso Ser. Nossos desejos, todavia, deverão se tornar mais intensos, mantidos por fervor e entusiasmo reais. Esse é o eio para as maiores possibilidades e, por sua prática, desenvolvermos poder e ascendência espiritual para atingir o reino da Consciência Cósmica.

As condições instáveis do mundo atual, a incerteza, a intranquilidade e a discórdia revelam a influência incitadora do Cósmico para as mudanças. As pessoas buscam harmonia, paz e segurança, porém as condições inseguras e as indagações sérias de muitas ourtas estão abalando as bases da sociedade.

Há um anseio de liberdade e alívio da autoridade. Deve se tornar óbvio para nós, como estudantes de misticismo, que estamos passando por uma importante fase do ciclo cósmico de mudanças. Deveremos tentar compreender a razão de instabilidade e das condições inseguras, e cooperar com os seus sábios decretos.

O Cósmico jamais se satisfaz com o status quo. Muitos valores do passado estão sendo abandonados; as gerações mais jovens, em particular, desejam maior liberdade de expressão e ação. Os valores políticos estão sendo seriamente contestados. Valores novos estãos endo buscados nas artes e nas ciências.

Essas ocorrências não são novas; a história apenas está se repetindo. Para o Cósmico, os ciclos têm sempre provocado mudanças, porém nunca tão violentas quanto as que hoje se processam, talvez principalmente porque as ocorrências reagem rapidamente, em todo o mundo, como jamais o fizeram. Qual, todavia, a lição que devemos aprender de nossa conturbada era?

O mundo necessita de uma solução que o misticismo pode oferecer, a qual requer que cada indivíduo estabeleça um novo conjunto de valores em seu interior. O homem tem necessidade de maior compreensão de sua relação para com o universo e o seu semelhante. Deve desenvolver sua consciência para estabelecer harmonia com o Cósmico. O homem tem de admitir que deve penetrar no significado mais profundo da existência. Não mais podemos continuar a viver na periferia, tentando evitar nossas responsabilidades herdadas. Melhor dizendo, devemos chegar a aceitar a necessidade de nossa participação plena na vida. As forças cósmicas estão impulsionando e orientando os nossos passos para a senda que nós mesmos preferimos trilhar.

Há muito que nós mesmos poderemos fazer para auxiliar, para colaborar com as forças cósmicas com o objetivo de possibilitar maior progresso na vida de outras pessoas. Enrtegando-nos totalmemte a vida mística e prestando todo auxílio que pudermos, teremos certeza da cooperação do Cósmico e de um sem número de humanitaristas que julgam seu dever tudo fazerem para colaborar no progresso da humanidade. .·.

Revista “O Rosacruz” - Abril de 1978 (páginas 90 e 91)
**************

domingo, 10 de janeiro de 2016

PENSAMENTOS de RAYMOND BERNARD

 
FRAGMENTOS do PENSAMENTO
de 
RAYMOND BERNARD
  • Propor sem jamais impor é uma regra à qual continuo e continuarei submetido para sempre.
  •  O casamento é um contrato social – um acordo humano que se faz apenas no nível humano – entre dois seres.
  •  No casamento, cada um dos cônjuges aceita partilhar do carma do outro...
  • Ainda sobre o casamento: um contrato, por mais elevado que seja, pode ser rompido. 'Nada' se opõe a isto, do ponto de vista cósmico, e não haverá compensação cármica criada pela ruptura. A única dívida cármica estabelecida em tais circunstâncias teria por origem 'o que precedeu a ruptura', isto é, as peripécias da vida conjugal e os defeitos de caráter ou de responsabilidade que a provocaram.
  • Atribuir a uma Lei Cósmica aquilo de que se é imediatamente responsável é uma demonstração de fraqueza e de inconseqüência.
  • Muitos acabam por querer fazer feliz o cônjuge a sua maneira, e não segundo as aspirações dele.
  • Não exijam no outro suas próprias qualidades; vocês não exigiram nele seus próprios defeitos.
  • A sexualidade é, na realidade, apenas um apetite, comparável, se bem que em grau diferente, à necessidade de comer e beber.
  • Excessos de alimento ou de bebida são tão perigosos quanto uma sexualidade exaltada.
  • É dever de todos sujeitar-se a um controle razoável dos apetites físicos. Suprimir não é, de forma alguma, controlar.
  • Muita gente não encontra no ato sexual senão satisfação incompleta, e o equilíbrio não atingido dá lugar a uma busca permanente de novas experiências, na esperança de encontrar em outro momento o que não encontraram antes.
  •  Nada é impuro entre dois seres que se amam.
  • Aquele que fala de seus poderes não tem nenhum; aquele que os tem emprega-os em segredo em relação aos outros e mantém-se calado.
  • Tendo conhecido as explosões do coração e suas dores, vocês não serão, jamais, indiferentes.
  • Os Mestres Cósmicos são seres que, depois de terem atravessado nosso vale de lágrimas, depois de terem conhecido o abismo das provações, depois de terem passado pela dor do manifesto, chegaram a dominar 'consciente' e ' cientemente' os numerosos obstáculos da existência humana. Eles são infinitamente superiores ao mais evoluído dos humanos, mas, em relação à fase seguinte, 'são neófitos'.
  • Um Mestre Cósmico não intervirá jamais no curso da própria lição [que alguém esteja aprendendo ou tenha que aprender], pois ela é um 'proveito' para aquele que a aprende.
  • Jamais um Mestre Cósmico interromperá uma experiência em curso ou uma lição que deva ser aprendida.
  • Nenhum místico, até mesmo o mais isolado, pode sentir-se sozinho, 'porque ele nunca está'.
  • Tudo tem sua origem em nós e nós retorna.
  • Uma vez Iniciado, se é para sempre, pois no Colégio Cósmico não há regressão.
  • Para os Mestres Cósmicos, os acessórios de um ritual – vestimentas, púlpito, incenso – não representam nada e não veiculam nada.
  • O Mestre Kut Hu Mi – que esteve na Terra numa época cunhecido pelo nome de Tutmés III do Egito – tem sobre si a total responsabilidade sobre a AMORC. Tudo que refere à Ordem Rosacruz está, em última instância, sob o controle de Kut Hu Mi.
  •  A verdade está em nós mesmos.
  •  O trabalho místico se realiza na impessoalidade.
  •  Um Rosacruz, desde que sincero, só pode esperar encontrar' em si mesmo' o Mestre de que tem necessidade.
  •  Nenhum Mestre verdadeiro se considera como tal, pois, quanto mais avança, mais tem consciência do caminho que ainda deve ser percorrido.
  • Tendo 'ousado', tendo 'podido', tendo 'sabido', e tendo 'feito', vocês terão compreendido que seu dever é mostrar, 'jamais' aparecer.
  •  Memória Cósmica [Memória Universal ou Arquivos Acásicos] designa a memória do Universo como um todo, e não apenas uma memória que inclua as lembranças humanas. A Memória Cósmica compreende TUDO, e é, por assim dizer, a Memória do TODO.
  •  Cósmico = Criação universal 'visível' e 'invisível'.
  •  O mundo é um cadinho de experiências de onde sai a própria evolução.
  •  O 'carma' tem sua origem na Humanidade e nela encontra o seu resultado. A guerra é uma manifestação do 'carma' coletivo.
  •  No dia em que o indivíduo, assim como a Humanidade, se conformarem com as leis universais, todos os problemas serão resolvidos e a história deste Planeta se concluirá.
  •  O maior pecado do homem é o egoísmo.
  •  A Humanidade não está nem só nem abandonada.
  •  A simplicidade é uma prova de autenticidade.
  •  Portugal, outrora, estava situado em um continente hoje desaparecido – a Atlântida.
  •  Nem sempre o acontecimento tem origem no lugar onde se produz.
  •  Já houve grandes cataclismos e nunca nada foi perdido.
  •  Tudo quanto é ou deve ser conhecido já o foi, e se a evolução é de um nível superior ao precedente, o precedente era mais avançado que o presente.
  •  A verdade saberá chegar ao coração daquele que espera.
  •  Na Via Iniciática prestigiosa que seguimos, as tentações são numerosas, as quedas ocasionais e a dúvida periódica.
  •  Tudo é ordem e método em um Universo perfeitamente organizado.
  •  Na realidade, nós formamos uma única Humanidade, e essa Humanidade, como tal, participa da evolução universal, assim como dela procede.
  •  A Ordem dos Drusos é, em numerosos pontos, similar, em sua estrutura, à Ordem Rosacruz - AMORC, com a diferença que se nasce druso e que se passa a ser Rosacruz.
  •  Tudo está em 'perpétua transformação'.
  •  Nós vivemos 'no meio' de planos múltiplos tão reais quanto o nosso, e esses planos não podem ser percebidos pelo homem, salvo por raros Iniciados, ou então 'por acaso', se se quiser por essa expressão dizer que as condições necessárias são preenchidas sem o conhecimento da consciência objetiva por aquele que, de repente, passa pela experiência de um 'outro mundo'.
  •  Para compreender determinados assuntos, não basta ler, é preciso 'participar'...
  •  As sementes voam ao vento da procura santa do reino interior, e o terreno preparado as verá frutificar em uma messe abundante.
  •  A verdade é de todos e todos podem ter acesso a ela dentro do limite de sua compreensão; de forma que a verdade de cada um é válida e não há erro, consistindo o erro somente no julgamento ou avaliação dos outros. É por isso que uma revelação nova da verdade não deve ser reservada àqueles que se supõe poderem compreendê-la, uma vez que todos a assimilarão na sua medida.
  •  O erro reside na avaliação da verdade dos outros a partir de uma verdade diferente considerada como a única válida.
  •  A competição é um princípio universal, com a condição de que as regras – baseadas na justiça e na honestidade – sejam respeitadas.
  •  Engana-se aquele que crê que o nacionalismo ainda vive no coração dos homens. A idéia nacionalista pereceu na maioria, apesar das aparências. Cada homem, esteja onde estiver, vive afinado pelo diapasão do Mundo.
  •  ... em conjugar as diversas verdades em uma verdade social que obterá a adesão da maioria.
  •  A Tradição, como a verdade, é impessoal.
  •  Se cada um é diferente do outro, no Caminho Tradicional todos são iguais em relação ao que é preciso adquirir.
  •  Os Rosacruzes têm a sua disposição os Arquivos Acásicos.
  •  O homem, com efeito, não é um universo em miniatura no sentido próprio do termo; ele é a aparência objetiva de uma realidade permanente e estável. É a medida do que pode compreender e expressar da realidade em que se move. É por isso que ele não é, em si mesmo, uma realidade, mas somente um reflexo, às vezes ilusório, do real.
  •  ... tudo está ligado tanto 'no céu como na Terra e mesmo abaixo dela' ... tudo age em um sentido como no outro, em um perpétuo movimento, de onde explodem a vida, o pensamento, o amor e cada sensação ou sentimento.
  •  ... É preciso errar antes de receber a 'Coroa'! O Lótus floresce perto dos céus, a Rosa no centro da Cruz, tudo se une e se ilumina, a luz soma-se à Luz...
  •  Nestes tempos dolorosos que o Mundo atravessa em direção a problemas ainda mais difíceis, embora diferentes daqueles encontrados durante a Era agora terminada, os Rosacruzes devem prosseguir em sua missão de Vigilantes Silenciosos e, com todo o seu poder, na qualidade de conclave invisível, contribuir para o sucesso da Grande Obra.
  •  Não se pede para ser recebido no Ponto Mais Alto.
  •  Em qualquer lugar, basta permanecer você próprio, instruir-se, partilhar, servir...
  •  Tudo foi, é e será eternamente em Deus. O homem está eternamente em Seu seio.
  •  O homem, 'em sua realidade', jamais deixou o lugar que ocupava em Deus. Jamais perdeu seu estado original. Ele é tal qual foi eternamente, mas, sob a injunção do 'Fiat' partiu em um sonho do qual despertará realizado, isto é, consciente. 'O círculo será fechado, a Obra terminada e a fusão perfeita'.
  •  Não existe nenhum atalho. É todo inteiro que o Caminho da Iniciação deve ser percorrido.
  •  Ser Rosacruz é ter adquirido uma maneira de ser, de pensar e de agir...
  •   Pensar e agir são uma só e a mesma faculdade.
  •  Kut Hu Mi ... é um dos maiores ... Mestres Cósmicos... Particularmente está ligado ao Caminho Rosacruz e é nosso Hierofante. É... o intermediário entre o Plano dos Mestres Cósmicos e o nosso. Ele é de outro Plano, mas está na interseção dos dois Planos. É um 'porta-voz' nos dois sentidos e ao mesmo tempo guia e guardião. Na pirâmide Rosacruz total ele é o cume.
  •  Penso na décima terceira carta do Tarô: a Morte. E recordo-me da interpretação dada a esse Arcano por Oswald Wirth – o Arcano mudo dos santeiros da Idade Média... "O profano deve morrer para renascer na Vida Superior qua a Iniciação confere. Se não morrer em seu estado de imperfeição, ele interdita para si próprio qualquer progresso iniciático. 'Saber morrer' é, pois, o grande segredo do Iniciado, pois, morrendo, desprende-se do que é inferior, para elevar-se, sublimando-se".
  •  Os grandes momentos de minha vida – os bons e os que foram menos bons – os pensamentos, as palavras, os atos, as omissões, o que foi justo e o que não foi, tudo isto irrompe de meus lábios em um 'kyrie eleison' que por vezes, minha mão não escande sobre meu peito, ao ritmo de um torturante 'mea culpa'.
  •  ... o esforço é mais importante do que o sucesso...
  •  LEIS FUNDAMENTAIS QUE REGEM O NOSSO MUNDO = São 48 (quarenta e oito) que 'governam' a Terra, enquanto 96 (noventa e seis) regem a Lua. [48 + 96 = 144].
  •  ... unicamente o Homem Interior — o 'Sétimo' — pode 'raciocinar com o absoluto'!
  •  ... doze respirações e doze Palavras.
  •  O Rosacruz nunca está só. Onde quer que esteja, alguém vela por ele...
  •  ... jamais houve com o passado uma ruptura aparente tão considerável... Essa situação se deve à mudança de Era que se operou em 5 de Fevereiro de 1962.
  •  ... O Licor cor-de-rosa... é empregado unicamente em casos extremamente especiais, como parte de um conjunto maior.
  •  Sim. Basta fazer o possível com confiança e boa vontade e 'todo o resto nos é dado por acréscimo'.
  •  'É da oposição ou da resistência que surge o progresso'.
  •  Não aprendemos nada, pois tudo está em nós mesmos; mas o véu só pode se romper pela ação estranha e insubstituível do mundo exterior sobre nós, tal como este nos aparece, por mais irreal que o seja.
  •  A Atlântida foi o primeiro continente onde a 'formulação do conhecimento' tomou forma de grupo...
  •  ... tendo presciência do fim do Continente Atlante – cuja função, de resto, terminava com a missão centralizadora levada a termo pelo 'Colégio de Sábios' – os Onze Sábios deixaram a Atlântida pelo Egito. A Esfinge deveria para sempre simbolizar para o Mundo que a Sabedoria Eterna tomara corpo para a Humanidade, e que sua propagação inicial deveria efetuar-se a partir do país voluntariamente designado pelo 'Colégio de Sábios: o Egito...
  •  Desde 5 de Fevereiro de 1962, existe como que um renascimento do pensamento do Templo. Isto estava estabelecido e esse renascimento é o efeito do aspecto templário do ' egrégore' reunificado.
  •   O Graal é a acessão ao segredo da Vida Universal, é uma realidade divina, uma presença permanente, é a revelação total e absoluta da Sabedoria Universal — é a Suprema Iniciação.
  •  [A] troca de idéias sobre as maiores questões que se colocam ao homem é sempre uma espécie de introspecção. Acredita-se falar ao outro, mas é a si próprio que se responde...
  •  Tudo é efusão. O que é mais exterior não passa do interior um pouco mais manifestado.
  •  A verdade, para iluminar, deve ser transmitida no momento preciso em que pode cumprir seu papel e atingir seu objetivo, e aqueles que 'sabem' conhecem o momento.
  •  A Ordem Rosacruz – AMORC, por exemplo, cujo ensinamento e técnica, por se dirigirem a adeptos próximos do 'não retorno', lembra-lhes a todo momento que não existe outro Mestre além daquele que levam em si: o Mestre Interior, sendo que os mestres exteriores, verdadeiros ou falsos, não passam de seu reflexo mais ou menos deformado.
  •  Quem age como se soubesse tudo, mesmo que assegure o contrário, não está pronto para uma Luz Maior.
  •  Visualizar significa 'ver interiormente', e... isto só pode ser conseguido caso tenha sido antes desenvolvida a faculdade de 'observação objetiva'. A visualização... é um elemento fundamental na busca do contato com o Sanctum Celestial e, mesmo, na vida mística e rosacruz em geral. A visualização é a chave de todas as coisas secretas. Ela é o princípio fundamental sobre a qual se apóiam os demais princípios, qualquer que seja o seu domínio.
  •  Em 5 de Fevereiro de 1962, quando o dia raiava, no Sanctum Celestial ecoava um 'Hosana' que repercutia até o infinito sob as inumeráveis abóbadas de 'minha Catedral'.
  •  Paz na terra aos homens de boa vontade. Hosana! Hosana! Hosana!
  • 5 de Fevereiro de 1962! A Era de Aquário! Na manhã que se aproxima... Às sete horas, em algum lugar... A Era de Aquário, a Mensagem, o Mensageiro...
  •  A situação atual do mundo é, evidentemente, o problema fundamental de uma modificação terminal de uma Era para uma Era nova, na qual, em princípio já nos encontramos, mas que não está completamente instalada.
  •  Esta situação é difícil, é uma adaptação, não apenas de um continente, mas do Mundo inteiro. E se repararmos no que se passa, não podemos dizer que as coisas acontecem apenas em um lugar determinado.
  •  As impressões psíquicas devem ser 'sempre' aceitas e recolhidas com cuidado. A dúvida é estéril quando recusa obstinadamente aquilo que o mental – ridículo em suas limitações e sua suficiência tola – não pode admitir imediatamente.
  •  O erro geralmente cometido pelo discípulo – e que dificulta tragicamente seu desenvolvimento interior – consiste na 'dispersão' da pesquisa, mesmo quando conduzida com a melhor das intenções.
  •  A prática do silêncio é uma obrigação constante para o místico. O silêncio! Ele deve ser a lei do homem em quaisquer circunstâncias, e, naturalmente, em primeiro lugar, a Lei do Iniciado.
  •  Sob o ponto de vista prático, atinge-se mais facilmente o silêncio interior pelo som vocálico OM.
  •  Tudo é útil na Vida Iniciática: a teoria e a prática, a leitura e a experiência, a discussão e o recolhimento, porém, quando há desequilíbrio, teoria explicativa demais e pouca prática, leitura demais e pouca experiência, discussões demais e pouco recolhimento, o esforço torna-se vão.
  •  Quando se deseja entrar em contato com o Cósmico, o que se busca é uma unidade, uma harmonia que não se relaciona apenas com uma forma determinada de fenômeno ou com uma categoria definida de coisas. O que se procura é submergir, fundir a consciência no Todo, nesse Todo do qual nossa consciência é parte.
  •  A primeira e a mais importante manifestação do contato, da harmonia cósmica, é uma atitude de tolerância.
  •  Domingo, em inglês, é 'sunday' ('sun day'), que quer dizer 'dia solar'. Desta forma, o 'sunday', o domingo dos períodos cotidianos, torna-se o dia solar, e este dia é o dia do nascimento. Por conseguinte, se alguém nasceu, por exemplo, em uma sexta-feira, o seu 'sunday', domingo dos dias cotidianos, será para ele a sexta-feira.
  •  A encarnação presente – a única segura e a única que conta para o futuro – é a resultante de todas as precedentes.
  •  O signo de nascimento em uma encarnação é o signo ascendente no final da encarnação precedente, e o signo ascendente tornar-se-á o signo de nascimento da encarnação seguinte, se a existência foi conduzida de forma correta. O signo do nascimento é o ponto de partida de uma existência determinada, e o signo ascendente é o ponto de chegada proposto a esta mesma existência.
  •  A finalidade última do místico é o Conhecimento – a aquisição da Luz pela Iniciação – e tudo o que pode contribuir para que se atinja este objetivo é útil, mas nada deve ser considerado como o caminho exclusivo para este fim.
  •  Dizer que alguém 'tem poderes' é um erro fundamental. É preferível constatar que a pessoa atingiu certo grau de evolução, o que implica maior utilização das faculdades latentes em qualquer ser humano, se bem que o verdadeiro místico evoluído não dará atenção particular às faculdades que despertou. Isto, para ele, é um mero incidente em sua progressão na senda, e, caso delas se sirva, como é seu dever e seu direito, o fará discretamente, sem jamais concordar em fazer demonstrações para satisfazer a curiosidade de quem quer que seja.
  •  Existe constância no Universo. Nada se perde, nada se cria. Construção e destruição se equilibram.
  •  Os 'chakras', ou centros psíquicos, são os 'transformadores' da energia única orientada para um objetivo determinado, que não é outro senão a expressão desta energia em uma taxa vibratória inferior, correspondente ao que se torna, para o homem, o manifestado.
  •  Na realidade, dever-se-ia considerar que existe somente uma magia, cujos efeitos podem ser 'brancos' ou 'negros', de acordo a personalidade ou a intenção do indivíduo, o que sigifica, naturalmente, que existem magos brancos e magos negros para uma só magia.
  •  A vida é una; ela não se limita apenas ao domínio material. A vida é vibração e podemos dizer que toda vibração é vida. A própria Força Universal única é vida, bem como o são as leis secundárias, as manifestações secundárias da energia fundamental.
  •  A Era de Aquário começou e o Mundo assiste ao fim das religiões. O tempo do dogmatismo e da fé cega acabou.
  •  Nenhuma predição 'maléfica' é inevitável. Ao contrário, todas podem ser evitadas, caso o processo de visualização seja convenientemente seguido.
  •  Nostradamus, contrariamente ao que se pensa, não é o nome de um homem, mas de um conjunto de trabalhos feitos por uma Assembléia de elevados Iniciados.
  •  Os astros inclinam, mas não obrigam.
  •  Ninguém deve adotar um modo de vida mais avançado, ainda que saiba que esse modo de vida mais se aproxima da verdade, se não tiver absoluta convicção interior – a certeza nascida da compreensão – que agirá assim de maneira perfeitamente de acordo com os princípios cósmicos autênticos.
  •  A sexualidade não é um mal. As tendências sexuais são tão respeitáveis quanto qualquer outro apetite do corpo.
  •  A vida é uma, o Cósmico é tudo e tudo está no Tudo.
  •  Só há uma alma: a Alma Universal, que é, como a vida, um atributo do Cósmico. A Alma Universal é infinita. Sem mancha.
  •  A Alma Universal está em toda parte e é sempre igual a si mesma e permanece perfeita. No momento em que ela toma forma é que uma 'personalidade' se constitui nela, e é esta 'personalidade' – e não a Alma Universal nem seu segmento incorporado, manifestado – que evolui, desenvolvendo lenta e progressivamente uma consciência, uma consciência de si cada vez maior, e isto acontece desde a forma mais elementar de vida até os pontos mais elevados da evolução e da realização espiritual do homem.
  •  Existe uma forma de aura coletiva para cada 'reino', e esta aura, de natureza vibratória, sofre a influência das auras dos outros 'reinos', principalmente dos reinos superiores, e esta influência poderá até ser individual.
  •  Em princípio, em cada animal [e em cada vegetal depois de passar pelo 'reino' animal] a personalidade anímica pode atingir o grau exigido para 'a admissão' ao 'status' humano. De maneira geral, é sob a forma de um 'animal doméstico' que a personalidade anímica chegará ao grau desejado para sua passagem ao estado de homem. Nesse sentido, animais e vegetais têm uma alma [alma-personalidade].
  •  De acordo com a Lei da Evolução, jamais haverá retorno ao 'reino' precedente. A metempsicose é uma doutrina falsa.
  •  Não há separação maior entre o que é denominado pelo homem de 'visível' e de 'invisível'. 'Tudo é um, e para compreender isto é preciso amar.
  •  Por que a Alma Universal deve encarnar-se, uma vez que é infinita e pura? Ela o faz porque é preciso que tome consciência de si própria. A Alma Universal só atinge seu objetivo na encarnação. A origem é a não-consciência; a meta final é a consciência.
  •  A criação é um ato permanente de Amor.
  •  É melhor não reconhecer mentalmente a reencarnação e levar uma vida boa e eficiente, do que perder tempo e passar horas, dias e meses [e anos] preocupado com suas reeencarnações anteriores. O 'realizado', naturalmente, conhece todo o seu passado, porque este conhecimento não pode prejudicá-lo, pois ele sabe calar-se sob si próprio.
  •  Cada vida, para o homem, é o resultado de todas as precedentes. É a síntese delas dirigida para uma nova etapa. Sua vida futura será exatamente como ele a tiver preparado em sua vida presente.
  •  A vida não existe somente na Terra. Ela existe em outros sistemas planetários. Onde quer que venha a se verificar a encarnação da personalidade anímica, esta tem como único objetivo sua evolução. A reencarnação da alma-personalidade, do ponto de vista 'meio planetário', só se verifica em um meio igual ou superior àquele que precedentemente era o seu, sob a forma humana.
  •  Cada sistema planetário, no infinito Universo, comporta um passado, um presente e um futuro.
  •  A duração média da encarnação [de um nascimento a um novo nascimento] de uma personalidade anímica é de 144 (cento e quarenta e quatro) anos. Estes 144 anos são uma média... e isto explica porque algumas personalidades-almas reencarnam mais rapidamente e às vezes em um tempo maior. Mas, o tempo e o espaço não existem senão como noção humana, e são reais apenas para o homem durante sua vida consciente na encarnação. No Plano Cósmico, tempo e espaço não guardam qualquer vestígio da realidade. Assim, a Lei dos 144 Anos não tem nenhum sentido se examinada do ponto de vista Cósmico. Neste nível, efetivamente, a reencarnação é imediata. [A animação abaixo exemplifica com cinco possibilidades esta Lei Cósmica, segundo a realidade temporal humana.].
  •  A Lei da Compensação, ou carma, é universal e aplica-se a todos os graus do Universo, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, tomando os mais diversos 'aspectos'. Do ponto de vista cármico, cada ato, cada pensamento, cada palavra e cada omissão têm conseqüências positiva ou negativa, conforme o caso.
  •  A Lei da Compensação não pune nem recompensa. Ela age de maneira impessoal e é o próprio homem que a põe em ação, criando condições positivas ou negativas das quais retirará a lição útil à sua evolução, à sua tomada de consciência. A responsabilidade por uma situação repousa, portanto, antes de mais nada, no próprio homem.
  •  Como quer que seja, cada ser que se encontra na Terra concordou, enquanto sua personalidade anímica se encontrava no interlúdio cósmico, em atravessar as experiências que aqui estão vivendo.
  •  Um Místico compreende que não deve julgar. Se a polaridade negativa do outro o atrapalha ou surpreende, ele sabe que a sua própria polaridade negativa pode também atrapalhar ou surpreender os outros.
  •  Deus não pode ser definido intelectualmente, e nossa aproximação, no que Lhe concerne, só é possível sob um ponto de vista totalmente 'negativo'. Seria possível determinar o que Ele não é, mas é impossível determinar o que Ele é... Deus é, por excelência, o desconhecido.
  •  Os Mestres Cósmicos cumprem, na ordem universal, uma missão definida. Eles são 'realizados' que, após terem transposto todas as etapas da evolução, alcançaram a meta e optaram por ajudar os que ainda caminham na floresta de erros.
  •  Existem, de fato, na comunhão com o Sanctum Celestial, muitos 'níveis' que são função da meta almejada na procura do contato.
  •  A sabedoria é 'divina'. Como Deus e o Cósmico ela é 'eterna'. Não teve começo e não terá fim. Permanecerá, para sempre, semelhante a si própria.
  •  A 'Tradição Primordial é a sabedoria tornada acessível à compreensão'.
  •  No Universo existem mundos mais evoluídos do que a Terra e outros que são menos.
  •  A Tradição não se serve de nenhum veículo e não se manifesta em nenhum.
  •  O conhecimento não pertence às organizações humanas; ele é diferente e separado. Essas organizações, se são autênticas e portanto válidas, são vias 'em direção' ao conhecimento, 'em direção' à Tradição Primordial.
  •  A palavra Tradição designa 'o absoluto de todo o conhecimento emanado da Unidade, com a qual é importante notar que nunca há ruptura e, sim, pelo contrário, uma maravilhosa continuidade'.
  •  O Sábio: Melquisedeque; o Continente: Atlântida; perpetuação da tradição: Ordem de Melquisedeque.
  •  Teu conhecimento será tua salvaguarda.
  •  O Místico não procura o fenômeno. Sua meta é a evolução, um incessante despertar interior.
  •  Cuidado! Não se fiem nas interpretações dos outros! Não peçam conselho para o que é próprio de sua vida mística! Sejam discretos quanto às suas experiências! Sejam silenciosos! O verdadeiro sábio cala e nunca fala de suas realizações espirituais. O Misticismo autêntico implica em prudência... O silêncio é a garantia de uma tramitação assegurada na senda do conhecimento. Devemos compartilhar o que recebemos, mas em 'segredo'.
  •  Esqueçam de pedir; aprendam a dar graças. Saibam agradecer, não com palavras, e sim com todo o seu ser.
  •  A técnica iniciática comporta uma dupla fase: calma do intelecto, por um lado, 'abertura do ser' pela disciplina de exercícios espirituais, por outro lado. E isto em um contato permanente com o mundo manifesto, pois é ele precisamente o crisol de onde surgirá o rubi do acabamento místico.
  •  Os ideais não são relativos a um determinado tempo. São permanentes, eternos, embora compreendidos de forma diferente, captados de forma diferente.
  • É preciso agir, não apenas como exemplo, mas intervir quando é preciso.
  •  A grande via da Cavalaria, a que contém todas as outras possibilidades, todas as outras regras, foi exprimida uma única vez através de termos muito claros “Amai-vos uns aos outros”. Todas as dificuldades com que nos deparamos são devidas ao fato de as pessoas não se amarem umas às outras.
  •  Da oração bem dirigida tudo se pode esperar. O Místico Rosacruz 'tudo' pode esperar de seu estudo, de sua Iniciação e de seu progresso em direção à Luz. Basta trabalhar, perseverar e orar.
  •  A Alma Universal mostra-se como sendo um atributo do Todo e a Consciência como sendo outro de seus atributos.
  •  O Todo explica-se, por um lado, como Alma Cósmica, e, por outro, como Consciência. A primeiríssima 'animação' do Todo é a Alma – que é o seu movimento primordial. 'O Todo é, mas ele só existe por esse primeiro movimento'.
  •  'Por que estamos aqui embaixo?' perguntam-se os homens. A resposta é simples: — para servir, e não para servir-se. A origem e o fim de todas as coisas e de todas as criaturas estão compreendidos nesta única palavra — SERVIR.
  •  É preciso saber utilizar os conhecimentos fornecidos pelos sonhos, nõa se pode ser escravo deles.
  •  Alguém de quem se diz que tem 'unicamente' "os pés na terra" – o materialista absoluto – é tão desequilibrado quanto o que vive 'exclusivamente' "nas nuvens".
  •  A Iniciação será, em todas as épocas, o apanágio de uma minoria, ainda quanto esta deva ser mais numerosa que antes, pelo fato de estarem [os seres humanos] muito mais preparados, particularmente para a Iniciação Rosacruz.
  •  A morte nada mais é do que um fenômeno de 'transferência de consciência.
  •  Admitir que cada homem tem um anjo da guarda não é exato. O guardião do homem é o seu ' Eu Interior', mas esse guardião não é um anjo no sentido próprio da palavra.
  •  Partindo do Centro Divino, tudo se manifesta por reflexos, cada forma sendo o reflexo da anterior, porém com um percentual de vibração mais lento. Entre o Centro e a periferia situam-se 'sete' Planos, que foram simbolizados pelos sete dias da criação, tendo sido estabelecido, em primeiro lugar, o Plano mais afastado. Dito de outra forma, a periferia da criação foi estabelecida primeiro e os demais Planos depois, sucessivamente. [O diagrama abaixo, de autoria de Raymond Bernard, apresentado na obra Novas Mensagens do Sanctum Celestial, esclarece a idéia do Autor sobre essa matéria.].
  • Segundo Raymond Bernard, os Arcanjos da Face são em número de sete, sendo que os dois mais conhecidos são Gabriel e Miguel.
  •   Gabriel é o primeiro dos Arcanjos da Face, aquele que, para falar simbolicamente, está mais próximo do trono de Deus. Miguel vem em seguida.
  •  É errôneo supor que em qualquer momento possa haver uma 'queda de anjos' ou uma revolta qualquer de sua parte.
  •  Tudo é distinto sem ser separado.
  •  A verdadeira certeza não pode ser demonstrada – ela deve ser provada [experimentada pessoalmente].
  •  Todo o Universo de Sete Planos, o Centro Divino incluído, não está despovoado.
  •  Como poderia haver anjos maus se o mal é uma criação da mente humana?
  •  A superstição é, em todo lugar, uma verdade alterada.
  •  O que é realizável a partir do Plano Físico o é também, a um grau bem mais elevado, a partir do Plano Cósmico, onde a alma não é mais prisioneira das condições materiais.
  • Fantasmas e almas do outro mundo são criações mentais. Os seres desencarnados existem, assim como existem seres que nunca conheceram a encarnação. Eles vivem em outros ritmos, em outros Planos, e entre eles alguns ignoram que possam existir criações diferentes deles próprios e de seu meio.
  •  Estou convencido da pluralidade dos mundos habitados, sendo alguns mais adiantados do que o nosso, vários de um nível de desenvolvimento equivalente e outros de nível de adiantamento material e espiritual considerável, que seríamos incapazes de imaginar no estado atual de nossos conhecimentos. Os mundos mais desenvolvidos conhecem nossa existência e a de outros planetas habitados.
  •  Os canhotos, sempre que sejam 'verdadeiros' canhotos, têm os seus centros psíquicos invertidos. Em vez de situados à direita, no corpo, o são à esquerda. Isto não tem a menor importância para as experiências místicas e o que se chama de fenômenos ou impressões psíquicas. A única diferença é que, quando estiver indicado usar a mão direita, ou os dedos da mão direita, é preciso usar a mão esquerda ou os dedos da mão esquerda e vice-versa.
  •  Nada ocorre a um país, ou a um mundo, que este não tenha merecido. O carma não é um castigo. É o 'motor da evolução'.
  •  O suicídio é proibido. Ele constitui o maior erro que o homem possa cometer.
  •  Um Místico permanece calado ou se, depois de refletir, ele fala, deve dirigir-se a todos, e, se uma escolha é necessária no que se refere ao assunto, a circunspecção já não o é, uma vez efetuada a escolha.
  •  Saint-Yves D'Alveydre, com a devida permissão, foi o primeiro a levantar uma ponta do véu sobre Agartha, tal como Agartha se apresentava no momento em que escreveu a sua obra, e tal como, naquele momento, era constituída e conduzia suas atividades. A Sede do Governo Oculto do Mundo, contudo, já não se situa mais no Deserto de Gobi. 
Fonte: PaxProfundis

A LEI E AMRA



A LEI DE AMRA
Por Charles Dana Dean, F.R.C. - 1930

Há um antigo costume, registrado em todos os documentos Rosacruzes, denominado “Lei de AMRA”. Esta lei tornou-se uma doutrina sagrada entre os egípcios, e mais tarde entre os judeus, em suas práticas religiosas. Foi finalmente adotada pelo cristianismo. Originalmente, tratava-se de uma lei mística, e os Rosacruzes ainda a consideram como tal, embora muitas religiões modernas a tenham transformado numa lei puramente material.

A Lei de AMRA é a seguinte: Se você ora ao Deus do seu Coração, suplicando algum auxílio especial em caso de doença, preocupação, adversidade, tribulação, ou problema financeiro, e sua prece, ou seja, sua petição, é atendida, você tem o dever de fazer uma compensação, não apenas através de uma prece ou um sentimento de gratidão, mas, transferindo a outrem um parte da benção que recebeu.

Se você pediu uma melhora de saúde, alívio de alguma dor ou algum sofrimento, a aquisição de alguma coisa material, ou auxílio em seus negócios e sua posição social, então, segundo a Lei de AMRA, você deve assumir moralmente o dever de destinar uma pequena quantia em dinheiro, ou alguma coisa material, e fazer uma outra pessoa feliz ou em paz com o mundo. A menos que isto seja feito cada vez que você receba uma benção, (...) você não poderá devidamente fazer futuras petições de outras bênçãos.

Foi sugerido por alguns de nossos membros que, considerando que muitos estão constantemente se harmonizando como Sanctum Celestial,, em busca de auxílio e bênçãos diversas, eles adotassem voluntariamente a Lei de AMRA, mantendo um envelope ou uma caixa em que depositasse algumas moedas todas as vezes que recebessem alguma resposta para sua petição. As pequenas quantias assim depositadas seriam mantidas como um fundo sagrado e nunca seriam usadas para qualquer objetivo pessoal ou egocêntrico.
No final do mês, ou a cada dois meses, a quantia acumulada seria usada pelo próprio peticionário para ajudar alguém que estivesse doente, alguma criança necessitada, ou algum movimento ou organização beneficente. O próprio peticionário deve assumir o dever de, secretamente, anonimamente, fazer algum bem com esse dinheiro. (...)

*****************

sexta-feira, 17 de julho de 2015

MAÇONARIA, ESCOLA INICIÁTICA




MAÇONARIA, ESCOLA INICIÁTICA

No preâmbulo do Ritual do Grau de Aprendiz-Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, encontramos o seguinte conceito sobre Maçonaria: “A Maçonaria, cujo objetivo é combater a ignorância em todas as suas modalidades, se constitui numa escola mútua para conhecimento do seguinte programa que impõe:

I – obediência às leis do país;
II – viver segundo os ditames da honra;
III – praticar a justiça;
IV – amar ao próximo;
V – trabalhar incessantemente em prol da felicidade do gênero humano, até conseguir sua emancipação progressiva e pacífica, através da justiça que impõe respeito aos direitos alheios e o cumprimento dos próprios deveres”.

A Maçonaria é, portanto, uma escola na qual se ensina e aprende a arte de viver e de pensar, cabendo àqueles que aprendem o dever de freqüência e estudo. Freqüência e estudo! Eis os dois deveres elementares do Maçom. O conhecer a tradição e a cultura maçônica por meio do ensino e do estudo é, além de um dever, um direito do Maçom, que deve ser respeitado e atendido pelas Lojas Maçônicas.
Assim, cumpre às Lojas Maçônicas o dever de propiciar as condições necessárias ao progresso moral dos seus Obreiros, por meio de um programa de estudos da ciência maçônica que lhes permita adquirir os indispensáveis conhecimentos sobre a história, a organização administrativa, os princípios jurídicos fundamentais e a legislação obediencial, a filosofia, a simbologia e os Ritos e rituais da nossa Sublime Instituição.

Instruídos no combate às suas paixões, aos seus erros, aos seus vícios e aos seus preconceitos mundanos poderão, então, vivenciar sua profissão maçônica com Virtude, Honra e Sabedoria.As Lojas, portanto, são o instrumento da Maçonaria na formação de verdadeiros, leais e sinceros Maçons, porque é no recesso dos seus Templos que se forjam, em paz e harmonia, a vontade, a força e o equilíbrio dos seus Obreiros para que possam conquistar da vida a liberdade e a felicidade da humanidade e, desse modo, contribuir, efetiva e afetivamente, para a realização do ideal maçônico.

Na realidade, porém, as Lojas Maçônicas, via de regra, limitam-se à realização de sessões econômicas sem terem a mínima preocupação com a formação maçônica dos seus Obreiros. Sem que sejam desenvolvidos trabalhos e projetos que possibilitem o surgimento de novas idéias e, por via de conseqüência, o fortalecimento dos antigos ideais que herdamos dos nossos antepassados.

O que preservaria, desse modo, os bons conceitos que a nossa Veneranda Ordem Maçônica sempre gozou entre os povos e em todos os tempos. Isso acontece, muitas vezes, pela incapacidade daqueles que possuem a vaidade de posição e quebram lanças para conseguirem ser eleitos para determinados cargos, sem possuírem os necessários e indispensáveis conhecimentos das leis que regem nossa Sublime Ordem.

Assim, muitas vezes, encontramos um Irmão dedicado ao estudo da cultura maçônica ser mal visto e julgado prepotente e arrogante por aqueles Irmãos que entendem ser o bastante freqüentar sua Loja para ser um Obreiro da Arte Real e que, por inveja e incúria, tentam, a todo custo, desmerecê-lo perante os demais Irmãos.

Nisto reside, na maioria dos casos, as causas do enfraquecimento das nossas Oficinas. Como nos ensina René Joseph Charlier, em seu livro Pequeno Ensaio de Simbólica Maçônica: “Na insipidez de nossas reuniões, na falta de estudo, na carência de cultura maçônica, devemos, certamente, ver a fonte principal das ausências, das deserções...”.

A respeito do pouco que se tem feito da cultura maçônica, lembramos o que disse o Irmão João Nery Guimarães, ao prefaciar a obra acima citada: “Maçons há que vivem trinta ou quarenta anos dentro dos nossos Templos, sem nunca ter lido outra cousa além dos Rituais, e assim mesmo, sem uma profunda meditação que eles exigem”.

Não, meus Irmãos! Não basta freqüentar os trabalhos de Loja, porque ser Maçom uma vez por semana é muito pouco para quem pretende “ser um iniciado”. É preciso estudar, pesquisar! É preciso saber, conhecer! É preciso pensar, pensar por si próprio! É preciso agir, trabalhar o ideal de perfeição humana! É preciso participar, contribuir, doar-se, servir e não, apenas, servir-se, como alguns! Mas o que se vê na atualidade?A freqüência nos é exigida sob pena de perdermos a nossa condição de Obreiro regular, mas, em contrapartida, poucas são as oportunidades de estudo que as nossas Lojas nos oferecem.
Quando necessitamos nos ausentar dos trabalhos de nossas Lojas, somos obrigados a justificar as razões e os motivos de nossa ausência, por escrito, porque, em algumas Potências Maçônicas, a palavra do Maçom parece não merecer mais crédito. No entanto, aqueles Irmãos que exercem o Governo da Fraternidade não se justificam perante seus Irmãos pela ausência de biblioteca nas Lojas, pela ausência de formação maçônica planejada e eficaz.

Entendemos, isto sim, que muito mais importante do que justificar nossas ausências em Lojas seria justificar nossas presenças na Maçonaria, dentro e fora dos seus Templos.

Será, meus Irmãos, que estamos justificando isto? Que o Gr.·. Arq.·. do Univ.·., nos conceda, e a todos os nossos entes queridos, Saúde, Paz e Prosperidade!

.·.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

INTRODUÇÃO AOS RITOS E RITUAIS HERMÉTICOS E ALQUÍMICOS DO SÉCULO XVIII


JOSÉ MANUEL ANES

INTRODUÇÃO AOS RITOS E RITUAIS HERMÉTICOS E ALQUÍMICOS DO SÉCULO XVIII

A Alquimia operativo-laboratorial (1) - a que é praticada em laboratório - é um rito sacrificial em que o alquimista sacrifica a matéria, constituindo esse rito (2) urna actividade individual. Apesar disso, os alquimistas reuniam-se por vezes em escolas, mesmo que reduzidas ao Mestre e ao discípulo, e trocavam opiniões entre si dentro de uma mesma escola, ou entre alquimistas de diversas escolas (3).

Existiram, no entanto, a partir de meados do século XVIII (e sobretudo nesse século), ritos e rituais herméticos e alquírnicos que não pretendiam fazer alquimia, mas preparar o candidato para uma assimilação dos princípios herméticos e da prática alquímica, num contexto ritual e dentro de um grupo organizado, através de uma cerimónia iniciática onde seriam revelados - na iniciação, na instrução e no catecismo - os segredos alquímicos.

Grande parte desses ritos e rituais foram criados num contexto maçónico, constituindo (altos) graus maçónicos, como o ritual (do grau) de Cavaleiro do Sol, ou mesmo um sistema (rito) maçónico, como o Rito Hermético de Dom Pernety, ou a Estrela Flamejante do Barão de Tschoudy.

Ocorre, a propósito, referir que alguns destes graus herméticos ou alquímicos ocorreram no seio da Maçonaria "dos Antigos", ou do universo maçónico por ela influenciado (e que tem raiz no hermetismo renascentista, nos Rosa-Cruzes do século XVII, etc.), mais aberta (e mesmo entusiasta) a receber ensinamentos provenientes de correntes esotéricas como a Cabala, a Teurgia, a Alquimia, etc., e interpretações esotéricas de tradições como a Cavalaria - como os ritos "escoceses", quer o Antigo e Aceite, quer o Rectificado, mas também os ritos de York, da Ordem Real da Escócia (Heredom de Kilwining e Cavaleiro Rosa-Cruz) e do Rito Sueco, proveniente, como o Rito Escoçês Rectificado, da maçonaria da Estrita Observância Templária alemã, e mesmo, ainda que não "regulares", os ritos "egípcios" de Cagliostro, de Misraim, etc. -, o que não se passa, de modo algum, na Maçonaria mais exotérica "dos Modernos" ( como, p.ex., o Rito de Emulação, inglês, e o Rito Francês) (4).

Vamos analisar, brevemente, alguns desses rituais e ritos - maçónicos ou para-maçónicos -do séc. XVIII (o último dos quais, o de Misraim, fixado em começos do século XIX, a partir de materiais do século XVIII).

A) O "Ritual alquímico secreto do grau de verdadeiro maçon académico" (1770) (5) de Dom Pernety (1716-1796) e dos seus "Iluminados de Avignon".

Antoine Joseph Pernety (Dom Pernety) nasceu em 1716 em Roanne-en-Forez e pronunciou os votos como beneditino da congregação de Saint-Maur, em 1732, na Abadia de Saint-Alllire de Clermont. Muito inteligente e culto - versado em Matemáticas, Ciências Naturais (participa na expedição de Louis de Bouganville às Ilhas Maldivas) e Pintura e Escultura (6) -ele encontra, na biblioteca da Abadia de Saint-Germain-des-Prés, o livro do abade Lenglet-Dufresnoy, Histoire de la Philosophie hermétique (Paris, 1742), completado com a tradução do Véritable Philalète (Entré au Palais fermé du Roi), que desperta nele uma paixão que perdurará até ao fim da sua vida: a Alquimia. Em 1758 (e 1786) (7), publicará as Fables égyptiennes et grecques dévoilées et réduites au même principe e em 1758 ( e 1787), o Dictionnaire mytho-hermétique, dans lequel on trouve les allégories fabuleuses des poètes, les métaphores, les énigmes et les termes barbares des philosophes hermétiques expliqués (B) . Em ambos os livros (mas particularmente no primeiro, ao qual ele se refere constantemente no Dictionnaire), Dom Pernety propõe-se dar uma explicação alquímica das "fábulas" da Antiguidade (Elíada, Odisseia, etc.) e também dos mitos religiosos egípcios que, segundo ele, conteriam todos os segredos da Grande Obra.

Tendo entrado em conflito com a congregação monástica beneditina de Saint-Germain-des-Prés, o nosso abade chega a Avignon em 1766, onde propõe desde logo um novo rito maçónico, o rito hermético, que foi adoptado pela Loja aristocrática dos Sectateurs de la Vertu (à qual ele parece aderir sem sabermos se ele já era maçon anteriormente ou se nela foi iniciado).

O rito (ou regime) de Pernety - inteiramente baseado no Hermetismo e destinado a cristãos discretamente sapientes (9) -era constituido por seis (altos) graus, para além dos três graus simbólicos (de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre):

1 -Verdadeiro Maçon
2 -Verdadeiro Maçon na via recta
3 -Cavaleiro da Chave de Ouro
4- Cavaleiro da Iris
5 -Cavaleiro dos Argonautas
6 -Cavaleiro do Tosão de Ouro.

O ensino hermético era dado pelo Orador da Loja, desde o primeiro alto grau (de Verdadeiro Maçon): «Ia science à laquelle nous vous initions, est Ia premiere et Ia plus ancienne de toutes les sciences. Elle émane de Ia nature, ou plutôt c' est Ia nature elle-même, perfectionnée par I' art et fondée sur I' expérience. Dans tous les siècles, il y a eu des adeptes de cette science, et si, de nos jours, des chercheurs y consument en vain leurs biens, leurs travaux et leurs temps, c'est que, loin d'imiter Ia simplicité de Ia nature et de suivre des voies droites qu' elle trace, ils Ia parent d'un fard qu' elle ne peut souffrir et s' égarent dans un labyrinthe où leur folle imagination les entraîne.(10)

A partir de 1766-7, Dom Pemety está em Berlin como bibliotecário de Frederico II. Nesta cidade conhece outros hermetistas, toma contacto com as doutrinas de E. Swedenborg (relativo aos contactos com entidades celestes) e aperfeiçoa o seu Rito Hermético. Em 1783 recebe a "Santa Palavra" de uma entidade celestial que lhe ordena que abandone a Prússia e retome a Avignon, para fundar o grupo dos "Iluminados" - na sequência dos "Iluminados de Berlim", a que pertencera. Em 1787, o Rito tem cerca de uma centena de elementos e em 1789 é já célebre nos meios esotéricos.

A Instrução (ou Catecismo) - do Grau de Verdadeiro Maçon Académico - contém perguntas e respostas (11) relativas à teoria alquímica e também algumas alusões à sua prática (tradução é nossa):

P. -Por onde andaste? R. -A percorrer o céu e a terra. P. -O que viste? R. -O caos. P. -Quem o criou? R. -Deus. P. - Quem o produziu? R. -A Natureza. P. -Quem o aperfeiçoou? R. -Deus, a natureza e a arte. P. -O que entendes por caos? R. -A matéria universal sem forma e susceptivel de adquirir toda a forma. P. -Qual é a sua forma? R. -A luz encerrada nas sementes de toda a espécie. P. - Qual é a sua ligação? R. -O espirito universal cido. P. - Sabes trabalhar a matéria universal? R. -Sim, Sapientissimo. P. -De que é que te serves para esse fim? R. -Do fogo interno e externo. P. -O que é que resulta disso? R. -Os quatro elementos que são os princípios principiantes e mediantes. P. -Como é que eles se denominam? R. -O fogo, o ar, a água e a terra. P. -Quais são as suas qualidades? R. -0 quente, o seco, o frio e o húmido. Acopuladas duas a duas, dão respectivamente: a terra, seca e fria; a água, fria e húmida; o ar, húmido e quente; o fogo, quente e seco, o qual se vem a conjugar com a terra, pois os elementos são circulares como o vento, o nosso pai Hermes. P. -O que é que produz a mistura dos quatro elementos? E as qualidades de que tudo é composto? R. -Os trés princípios principiantes mediatos. P. -Que nome Ihes dás? R. -Mercúrio, enxofre e sal. P. -0 que entendes por mercúrio, enxofre e sal? R. -Eu entendo-os como mercúrio, enxofre e sal filosóficos e não vulgares. P. - O que é o mercúrio filos6fico? R. -É uma água e um espírito que dissolve e sublima o sal. P. -E o que é o enxofre? R. -É um fogo e uma alma que o guia e o colora. P. -O que é o sal? R. -É uma terra e um corpo que se congela e se fIXa e tudo isso se faz mediante o veiculo do ar. P. -O que decorre destes três princípios? R. -Os quatro elementos rodopiados como diz Hermes, ou os grandes elementos como diz Raimundo Lúlio, que são o mercúrio, o enxofre, o sal e o vidro, dos quais dois voláteis, a saber a água e o ar, que é o óleo, porque toda a substância liquida pela sua natureza dissipa o fogo, e a terra pura que é o vidro sobre o qual o fogo não tem acção (...) P. -O que entendem por mixtos? R. -os animais, os vegetais e os minerais. P. -Quem dá aos mixtos o movimento, o sentimento, o alimento e a substância? R. - os quatro elementos: o fogo dá o movimento, o ar dá o sentimento, a água, o alimento, e a terra, a substância. P. - Para que servem os quatro elementos redobrados? R. -Para engendrar a Pedra Filosofal se se for bastante industrioso para Ihes dar o fogo conveniente e Ihes dar os pesos da natureza. P. -Qual é o grau de fogo? R. -Trinta e duas horas para a putrefacção, trinta e seis para a sublimação, quarenta para a putrefacção...

B) Os rituais alquímicos do Barão de Tschoudy (1724 -1769) e os Estatutos dos "Filósofos Desconhecidos":

O nome desta Sociedade dos "Filósofos Desconhecidos" parece ter sido inspirado pelos "Estatutos dos Filósofos Desconhecidos", incluidos na obra do Cosmoplita (o alquimista polaco Michel Sendivogius), Tratados do Cosmopolita novamente descobertos (12).

-A Estrela Flamejante (1766)

Este Rito é "verdadeiramente alquímico" (13), e no seu catecismo (destinado a aprendizes, companheiros e professos) é feita uma descrição da Grande Obra Alquímica, inspirada nos textos do alquimista Michel de Sendivogius (1566-1646), o Cosmopolita (que também influenciou Dom Pernety), particularmente Nova Luz Química e Cartas Filos6ficas.

Da "instrução para o grau de adepto ou aprendiz Filósofo Sublime e Desconhecido", retiremos a seguinte passagem:

P. -De que mercúrio devemos servirmo-nos para a Obra? R. -De um mercúrio que não se encontra sobre a terra, mas que é extraído dos corpos, mas nunca mercúrio vulgar... P. - Como chamas a esse corpo? R. -Pedra bruta ou caos, ou "iliaste'; ou "hylé". P. -É essa mesma pedra bruta cujo símbolo caracteriza os nossos primeiros graus? R. -Sim, é a mesma que os maçons trabalham a desbastar e da qual eles querem retirar as imperfeições; essa pedra bruta é, por assim dizer, uma porção desse mesmo caos, ou massa confusa desconhecida e desprezada por todos... (14)

-O Cavaleiro do Sol

A Ordem ou "Sociedade dos Filósofos Desconhecidos" possuiu um sistema maçónico baseado no Hermetismo e na Alquimia, num contexto cristão, cujo 7°, Grau, de "Cavaleiro do Sol", foi praticamente incluido no 28° Grau do Rito Escocês Antigo e Aceite (codificado em 1802, em Charleston, E.U.A.) e no 51°, Grau do Rito de Misraim. A sua palavra de passe é Stibium, Estibina (Sulfureto de Antimónio), uma das matérias primeiras da Alquimia operativo-laboratorial, e a sua doutrina contém, segundo Michel Monereau (15), os seguintes temas: 1 - existe um primeiro princípio, incognoscível, que penetra o universo em todos os seus planos; 2 -a vida humana é apenas um ponto face à eternidade; 3 -a harmonia universal resulta do equilíbrio engendrado pela analogia dos contrários; 4 -o absoluto é o espírito que existe por si próprio; 5 -o visível é apenas a mainfestação do invisível; 6 -o mal é necessário à harmonia universal; 7 -a analogia é a única chave da natureza.(16)

C) A Ordem dos "Arquitectos Africanos" e o "Crata Repoa" (1770)

A Ordem dos "Arquitectos Africanos", ou dos "Irmãos Africanos" ("africanos" querendo dizer "egípcios"), foi instituída em 1767, na Prússia, sob os auspícios de Frederico o Grande (inspirador e protector de outros graus e ritos maçónicos entre os quais o Rito Escocês Antigo e Aceite) e teve como Grão Mestre von Koppen, ilustre membro da Estrita Observância Templária (organização maçónico-templária dirigida pelo Barão Carl von Hund). Estava organizada em 7 classes: 1ª, Pastophoris; 2ª, Néocoris; 3ª, Melanophoris; 4ª, Chistophoris; 5ª, Balahata; 6ª, Astrónomo da Porta de Deus; 7ª, Profeta ou Saphenath Pancah.

Este sistema hermético "visava revelar os segredos do antigo Egipto" (17) e estava baseado no livro do "Crata Repoa" publicado em 1770, na Alemanha, onde figuravam os graus desta "antiga maçonaria". Após ter passado pelas Trevas (no 3°. Grau, na "Porta da Morte" do Mestre Osíris), de onde apenas sairia após ter adquirido "verdadeiros conhecimentos", e de ter atingido a Luz após a "Batalha das Sombras" do 4°. Grau - onde receberia o "escudo de Isis" -, o iniciado assistia no 5° Grau a uma representação da morte da Serpente - Typhon, por Horus, finda a qual o Balahata aprendia a "química" (isto é, a Alquimia), "a arte de decompor as substâncias e de combinar os metais":

D) Cagliostro e o Ritual da Maçonaria Egípcia

Este ritual -mais hermético do que alquímico-laboratorial, visto que ele aponta no sentido das "alquimias internas" (não psico-espirituais, mas fisiológico-espirituais) -inclui umas "quarentenas espirituais", durante as quais cada um receberá propriamente o Pentágono (Estrela Flamejante), quer dizer, essa folha virgem sobre a qual os Anjos primitivos imprimiram os seus números e selos, e com a qual ele se tornará Mestre (...) e o seu espírito ficará cheio de um fogo divino e o seu corpo se tornará puro como o da criança mais inocente (...) com um poder imenso, não aspirando senão ao repouso para atingir a imortalidade e poder dizer dele próprio: Ego sum qui sum (Eu sou o que é).

O objectivo do seu Rito -a imortalidade conquistada durante a vida física -pode ser resumido por uma frase extraída do seu catecismo: «Tendo sido criado à imagem e à semelhança de Deus, eu recebi o poder de me tornar imortal e de ordenar aos seres espirituais para reinar sobre a terra».

Em 1784, Cagliostro fundou a Loja-mãe do seu Rito, "A Sabedoria Triunfante", mas o Rito em si parece não ter sobrevivido ao seu criador.

E) Os "Arcana Arcanorum" do Rito de Misraim e de Menfis-Misraim

Os "Arcana Arcanorum" (Mistério dos Mistérios) são os últimos graus do Rito de Misraim e do Rito de Menfis-Misraim que, embora constituídos nos começos do século XIX, estão baseados em textos do século XVIII (18), entre os quais provavelmente alguns de Cagliostro.

No 88° Grau "o iniciado deve... receber os influxos celestes e... sentir bater nele a vida universal, depois de o «orvalho celeste» ter descido nele para fecundar o germe que ele traz dentro de si". Após o 89°, Grau, que "permite um contacto com o invisível", vem o 90º. Onde é dito que: «Toda a vida oscila entre estes dois polos: Matéria e Espírito; Bem e Mal; Felicidade e Sofrimento. Toda a iniciação deve conduzir-nos da Lua ao Sol, de Isis a Osiris, da Matéria à essência divina».

Segundo Jean-Pierre Giudicielli (19) "É no grau do Cavaleiro Rosa Cruz que se desenvolve um Wuei Tan (via exterior) e não um Nei Tan, que é a obra mais avançada. Com efeito, o 18° Grau diz respeito às duas etapas clássicas da via exterior... Mas é sem equívoco possível, nos últimos graus de Misraim (87°, 88°, 89°, 90°), também chamados Escala de Nápoles, que residem certas chaves operativas da alquimia interna do Corpo de Glória (nei Tan), a qual já tinha sido anunciada no 12°. Grau de "Grande Mestre Arquitecto":

A suprema ambição dos Grandes Mestres Arquitectos é de fazer viver em eles a verdade e de comer o fruto da Árvore do conhecimento, de serem deuses.

Conclusão

Estes ritos e rituais herméticos e alquirnicos aparecem, no século XVIII, num contexto maçónico ou para-maçónico no ambiente iniciático que se pode denominar, numa perspectiva generalizada, de "Maçonaria dos Antigos", esotérica e mesmo ocultista.

Por falta de tempo não nos foi possível referir os Ritos da " Rosa Cruz de Ouro" (Alemanha, 1777) e da "Rosa Cruz de Ouro do Antigo Sistema" (Alemanha, 1781), ambos de natureza hermética e alquirnica, o que ficará para uma segunda parte desta introdução.

NOTAS

(1) Escolhemos esta denominação para distinguir a alquimia que é praticada em laboratório -também denominada de "fisica": embora ela pretenda promover a espiritualização da matéria, e nesse sentido ela é também e essencialmente "espiritual" -das alquimias denominadas "psicológicas", "espirituais", etc., as quais também apresentam uma operatividade. Há outras alquimias que são também "operativas", como por exemplo as "alquimias internas" que se desenrolam no interior do corpo humano (vide a alquimia taoista). Para uma definição de "alquimia operativo-laboratorial", ver a minha Tese de Doutoramento em Antropologia (Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Lisboa, 2002), intitulada "Hermes redivivo -ressurgimentos da alquimia operativo-laboratorial na segunda metade do século XX: novos movimentos alquímicos franceses".

(2) Para uma discussão deste tema, ver a minha Tese Complementar de Doutoramento em Antropologia, na mesma Faculdade, "A Alquimia operativo- laboratorial, como rito sacrificial"

(3) Veja-se a tradição de encontros entre alquimistas, na Catedral de Notre-Dame de Paris referida nos começos do século XX, pelo alquimista (ou alquimistas...) Fulcanelli (in "O Mistério das Catedrais", Lisboa, 1973, p.54): «Os alquimistas do século XIV encontram-se aí, no dia de Saturno, no grande portal ou no portal de S. Marcelo, ou ainda na pequena Porta Vermelha, toda decorada de salamandras. Denys Zachaire informa-nos que o hábito se mantinha ainda no ano de 1539, "nos domingos e dias de festa" e Noel du Fail diz que «o grande encontro de tais académicos era em Notre-Dame de Paris». Aí (...) cada um expunha o resultado dos seus trabalhos, desenvolvia a ordem das suas pesquisas. Emitiam-se probabilidades, discutiam-se possibilidades, estudava-se no próprio local a alegoria do belo livro e a exegese abstrusa dos misteriosos símbolos não era a parte menos animada destas reuniões.»

(4) Para uma sucinta, mas esclarecedora discussão desta diferença entre "antigos" e "modernos", veja-se o interessante livro de Jean Solis, Guide Pratique de la Franc-Maçonnerie, Ed. Dervy, Paris, 2001 (livro que contém, no entanto, algumas incorrecções sobre as Obediências regulares no mundo, mas que o autor se propõe rectificar brevemente, conforme comunicação pessoal recente).

(5) Dom Pemety, Rituel Alchimique Secret, Viareggio, Ed. Rebis, 1981.

(6) Foi tradutor ( e comentador) de um tratado de matemáticas alemão, colaborou no 8°. Volume de Gallia Christiana, publicou um comentário da Regra de São Bento, com o título de Manuel bénédictin e, estando já destacado na Abadia de Saint-Germain des Prés, também um Dictionnaire portatif de peinture, de sculture et de gravure, procedendo nessa ocasião a estudos de Botânica ( cf. J. Bricaud, Les Illuminés d'Avignon, pp. 5-7).

(7) Redição em 1971, na Ed. Arché, Milão, e em 1982, nas Ed. La Table d'Emeraude, Paris.

(8) Reedição em 1972, em Milão, na Arché, e no mesmo ano, na Denoel, em Paris.

(9) Ver artigo 2 dos Estatutos a p. 3 do Rituel Alchimique Secret (op. cit.).

(10) J. Bricaud, op. cit., p. 33.

(11) cf. pp. 19-21 do Rituel Alchimique Secret (op. cit.)

(12) Bernard Roger, "Introdução" a Nouvelle Lumiere Chymique, Paris, Retz , 1976, p. 23. Ver também Zbigniew Sydlo, Michael Senvivogius and the «Statuts des Philosophes Inconnus", in "The Hermetic Journal", 1992, pp. 72-91.

(13) Michel Monereau, Les Secretes hermétiques de la Franc-Maçonnerie, Paris, Axis Mundi, 1989, p.27.

(14) ibid.; a tradução é nossa.

(15) Les Secrets Hermétiques de Ia Franc-Maçonnerie, pp. 26-27.

(16) ibid.; a tradução é nossa.

(17) Michel Monereau, op. cit., pp. 38-39

(18) Michel Monereau, op. cit., pp. 43-44.

(19) In Pour la Rose Rouge et la Croix d'Or, Paris, Axis Mundi, 1988, p. 68.

BIBLIOGRAFIA
Anónimo -Les Initiations antiques -t. II -Crata Repoa ou Initiations aux anciens mystères des prêtres d'Égypte, Paris, 1770 (e 1821), reed., Rouvray, Les Éditions du Prieuré, 1993.

Amadou, Robert -Cagliostro et le Rituel de la Maçonnerie Égyptienne, Paris, SEPP, 1996.

Bayard, Jean-Pierre -Symbolisme Maçonnique Traditionel- II: Hauts grades et Rites anglo-saxons, Paris, EDIMAF, 3a. Ed. rev. e aum., 1987.

Bricaud, Joanny -Les Illuminés d'Avignon -étude sur Dom Pernety et son groupe, Paris, 1927 (reeditada em 1995, pela SEPP, Paris).

Caillet, Serge -Arcanes et Rituels de la Maçonnerie Égyptienne, Paris, Guy Trédaniel Ed., 1994.

-La Sainte Parole des Illuminés d' Avignon, in "Le Fil d' Ariane" no.43-44 (Été-Automne 1991), Walhain-St-Paul, Belgique, pp.19-51.

Caro, Roger -Rituel F.A.R.+C et deux textes alchimiques inédits, edição do autor, Saint Cyr-sur-Mer, 1972.

Faivre, Antoine -El Esoterismo en el siglo XVIII (trad. espanhola da obra L'Ésotérisme au XVIIIe Siècle, Paris, 1973), EDAF, Madrid, 1976.

Giudicelli de Cressac-Bachelerie, J.-P. -Pour la Rose Rouge et la Croix d'Or, Paris, Ed. Axis Mundi, 1988.

Labouré, Denis -De Cagliostro aux Arcana Arcanorum, in "L'Originel" no.2, Paris, 1995.

Mollier, Pierre -Contribuition à l' étude du grade de Chevalier du Soleil, p. I, II, III, in "Renaissance Traditionelle", Paris, respectivamente, nºs. 91-92 (Junho-Outubro de 1992), 93 (Janeiro de 1993) e 94-95 (Abril-Julho de 1993)

Monereau, Michel- Les Secrets Hermétiques de la Franc-Maçonnerie et les rites de Misraim et Menphis, Paris, Ed. Axis Mundi, 1989.

Naudon, Pzul -Histoire, Rituels et Tuileur des Hauts Grades Maçonniques, Paris, Ed. Dervy, 3a. Ed. ver. e aum., 1984.

Pernety, Dom -Rituale alchimico secreto -Rituel alchimique secret du grade de vrai Maçon Académicien ( composé en 1770 ), reedição das Edizione Rebis, Viareggio, Itália, 1981.

Solis, Jean J. -Guide pratique de la Franc-Maçonnerie, Paris, Ed. Dervy, 2001.

Tschoudy, Baron de -L'Étoile Flamboyante, ou la Société des Franc-Maçons considérée sous tous les aspects (1766), Gutemberg Reprint, Paris, 1979.

Tshoudy, Baron de- Touts les rituels alchimiques du Baron de Tschoudy, reedição das Éditions Arma Artis, Paris, s.d.

Ventura, Gastone -Les Rites Maçonniques de Misraim et Memphis, Paris, Eds. Maisonneuve & Larose, 1986.


Fonte desconhecida, se souber nos avise,