domingo, 5 de abril de 2015

Doenças Espirituais Transmissíveis

Doenças Espirituais Transmissíveis
por Mariana Caplan, PhD
Adaptado do “Eyes Wide Open”
Cultivando discernimiento en el Camino Espiritual (Sounds True)

Estamos em uma selva e isto é válido tanto para a vida espiritual, quanto para qualquer outro aspecto da vida. Dá para acreditar realmente que, só por que alguém tenha meditado por cinco anos, ou praticado yoga por dez, seja menos neurótica que outra? Pode ser que seja sim, um pouco mais consciente. Um pouco.

É por esta razão que tenho passado os últimos quinze anos de minha vida investigando e escrevendo livros sobre o cultivo do discernimento no caminho espiritual em todas as áreas arenosas como o poder, o sexo, a iluminação, os gurus, os escândalos, a psicologia, a neurose e as confusas e inconscientes motivações no caminho. Meu companheiro e eu (autor e professor Marc Gafni) estamos desenvolvendo uma nova série de livros, cursos e práticas para lançar mais luz sobre estas questões.

Anos atrás, passei um verão vivendo e trabalhando no Sul da África. Logo que cheguei, senti o choque da realidade visceral na qual me encontrava; um país com a taxa mais alta de assassinato do mundo, onde a violência é comum e mais da metade da população é soropositiva – homens – mulheres – homossexuais – heterossexuais – igualmente.

Como cheguei a conhecer certos de Mestres espirituais e milhares de praticantes através de minhas viagens, me chamou a atenção a forma como nossos pontos de vista espirituais, perspectivas e experiências se encontram igualmente “infectadas” por “contaminações conceituais” – que compreende uma relação confusa e imatura em relação aos princípios espirituais complexos, o que podemos comparar com uma invisível e contagiosa doença sexualmente transmissível.

Os dez pontos abaixo não são definitivos, mas sim uma ferramenta para a tomada de consciência de algumas das doenças espirituais transmissíveis:

1.ESPIRITUALIDADE FAST-FOOD: Misturar espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, multitarefas e gratificação instantânea, resulta em espiritualidade fast-food; produto da fantasia comum que entende que o alívio do sofrimento da condição humana possa ser rápido e fácil. Uma coisa é certa: a transformação espiritual não pode ter uma solução rápida.

2.FALSA ESPIRITUALIDADE: É a tendência de falar, vestir e atuar da forma que imaginamos que uma pessoa espiritualizada faria. É uma espécie de imitação de espiritualidade que copia a realização espiritual igual ao tecido da pele de leopardo, que imita a verdadeira pele do animal.

3.MOTIVAÇÕES CONFUSAS: Embora nosso desejo de crescer seja puro e genuíno, frequentemente se mistura com motivações menores, como o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher o vazio interior, a crença de que o caminho espiritual eliminará nosso sofrimento e a ambição espiritual, o desejo de ser especial e de ser o melhor, de ser o único.

4.A IDENTIFICAÇÃO COM EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como própria; passamos a acreditar que estamos encarnando ideias que surgiram dentro de nós em certos momentos.
Na maioria dos casos, não dura indefinidamente, embora tenda a durar mais tempos naqueles que acreditam ser iluminados e ou atuam como Mestres espirituais.

5.O EGO ESPIRITUALIZADO: Esta doença ocorre quando a estrutura da personalidade egóica se torna profundamente enraizada aos conceitos e ideias espirituais. O resultado é uma estrutura do ego que é “a prova de balas”. Quando o ego se espiritualiza, somos relutantes a ajudar, às novas aberturas e a critica construtiva.
Nos tornamos seres humanos impenetráveis e refratários ao crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.

6.PRODUÇÃO EM MASSA DE MESTRES ESPIRITUAIS: Há uma série de tradições espirituais em moda atualmente que produzem pessoas que acreditam pertencerem ao âmbito da iluminação espiritual ou domínio, que está muito além de sua condição atual. Está doença funciona como um cinto espiritual transportador: basta colocar este artifício, alcançar uma visão e pronto! Já se está iluminado e da mesma forma, pronto para iluminar os outros. O problema não é aquilo que os Mestres ensinam, mas o fato de se apresentarem como tendo alcançado a maestria espiritual.

7.ORGULHO ESPIRITUAL: Surge quando o praticante, através de anos de penosos esforços, realmente alcança certo nível de sabedoria e utiliza esta conquista para justificar o fechamento para novas experiências. Uma sensação de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença espiritual transmissível.
Manifesta-se como uma sutil sensação de que “eu sou melhor do que os outros”.

8.MENTE GRUPAL: doença também conhecida como pensamento de grupo, mentalidade sectária ou mentalidade de culto; a mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos dos elementos tradicionais de co-dependência. Um grupo espiritual possui acordos sutis e inconscientes com relação à forma correta de pensar, falar, vestir, agir. Pessoas e grupos infectados com a “mente de grupo” repelem os indivíduos, as atitudes e circunstancias que não se ajustam às normas não escritas do grupo.

9.O COMPLEXO DE POVO ELEITO: O complexo de pessoas escolhidas, não se limita aos judeus. É a crença de que o nosso grupo é o mais evoluído espiritualmente, potente, inteligente e em poucas palavras, melhor que qualquer outro grupo. Existe uma diferença importante entre o reconhecimento de que alguém tenha encontrado o caminho correto, o mestre ou a comunidade, por si mesmo, e o de ter encontrado o Eleito.

10.O VÍRUS MORTAL: “EU CHEGUEI LÁ”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a evolução espiritual. É a crença de que se chegou à meta final do caminho espiritual. O progresso espiritual termina no ponto em que esta crença se cristaliza em nossa psique; no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao final do caminho, o crescimento se detém.

“A essência do amor é a percepção, por tanto, a essência do amor a si mesmo é a auto percepção. Só é possível se apaixonar por alguém que se possa ver claramente. Incluindo-te a ti mesmo. Amar é ter olhos para ver. Só quando você ver a si mesmo claramente, poderá amar a si mesmo”.

O espírito dos ensinamentos de Marc, que acredito ser uma parte fundamental do discernimento no caminho espiritual é a descoberta das doenças generalizadas do ego e do auto engano que existe em todos nós. É quando necessitamos da boa vontade e apoio dos verdadeiros amigos espirituais. Enquanto enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, às vezes é fácil cair num sentimento de desânimo e perder a confiança no caminho. É preciso manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer uma diferença no mundo.

Fonte aqui

sábado, 4 de abril de 2015

MARIA A. MOURA: Missão Cósmica Cumprida

MISSÃO CÓSMICA CUMPRIDA:
MARIA APARECIDA MOURA, SRC

A ÚLTIMA FOTO OFICIAL:
Maria A. Moura, F.R.C., entre o Imperator Christian Bernard, F.R.C.  (à esquerda) e o Grande Mestre Charles Vega Parucker, F.R.C., na XVIII Convenção Nacional Rosacruz, em Curitiba, Setembro de 2000.

Maria A. Moura organizadora e ex-Grande Mestre da Ordem Rosacruz AMORC no Brasil, passou  pela transição quarta-feira 4 de abril de 2001. Teve vida longa e proveitosa neste Plano e será para sempre lembrada, com esta frase: Missão Cósmica Cumprida. Na casa dos 80 e ainda demonstrando grande vigor físico e mental, proferiu palestra durante a Convenção Nacional da AMORC/Brasil realizada em fins do ano/século/milênio passado em Curitiba, durante a qual recebeu justa homenagem.

Exemplo de serviço altruístico, Maria A. Moura dedicou longos anos de sua vida ao esplêndido trabalho de levar a Luz Rosacruz por todo o Brasil, difundindo-a mais tarde  para todos os paises de Língua Portuguesa. Tendo desempenhado todas as funções que exerceu com galhardia e pioneirismo, tornou a AMORC conhecida de milhares de pessoas, que hoje se beneficiam do conhecimento e práticas do autêntico e tradicional misticismo Rosacruz.

AMORC foi estabelecida no Brasil em 1956, pelo então Presidente Mundial da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, Ralph M. Lewis. Com Maria A. Moura e José de Oliveira Paulo foi empreendida com vigor a tarefa de expansão do Rosacrucianismo em todo País. Dedicaram-se com expressivo ato de doação e voluntariado, trabalhando muito para que os membros pudessem estudar os profícuos ensinamentos esotéricos Rosacruzes em nossa língua. Como Grande Mestre da AMORC no Brasil, Maria A. Moura constituiu extensa e maravilhosa Biblioteca Rosacruz trazendo para a lingua portuguesa as obras do Dr. Harvey Spencer Lewis, seu filho Ralph e outros Mestres.

Gratificados por serviços prestados por esta ilustre personalidade, os Rosacruzes reuniram-se na noite da quarta-feira em que Maria A. Moura fez a Grande Iniciação para celebrar a cerimônia fúnebre Rosacruz e despediram-se de sua Ex-Grande Mestre  na quinta-feira dia 5 de abril às 10h da manhã, partindo o cortejo do Grande Templo da Ordem Rosacruz, à Rua Nicarágua 2620, no Bacacheri, para o Cemitério Jardim da Paz, no prolongamento da Avenida Anita Garibaldi, Barreirinha. Ficou uma certeza para todos: não existe morte, é apenas uma breve separação, persistindo para sempre o exemplo deixado, mais forte do que a saudade e servindo como alento.

Muito obrigado, Soror Maria A. Moura, por tudo o que a senhora fez pelos estudantes Rosacruzes. Devido ao seu trabalho pioneiro e abnegado muita gente em nosso País teve a oportunidade de encontrar a Luz, livrando-se das trevas da ignorância e da superstição.

Fonte: clique Aqui

sexta-feira, 3 de abril de 2015

INICIAÇÃO E CONTRA-INICIAÇÃO


INICIAÇÃO E CONTRA-INICIAÇÃO 
por René Guénon

Já dissemos alhures, que existe um fenômeno que poderíamos chamar de "contra-iniciação", ou seja, uma coisa que se apresentaria como uma iniciação e que até mesmo pode dar a ilusão de ser verdadeiramente uma iniciação, mas que segue o caminho inverso da verdadeira iniciação. 

Não obstante, comentamos, que esta designação exige algumas reservas; o fato é, que se tomássemos no sentido estrito, poderíamos criar a crença de uma espécie de simetria, ou por assim dizer de uma equivalência (ainda que no sentido inverso), que, sem duvida, forma parte das pretensões dos que se ligam  a aquilo que tratamos aqui, e que não existe e não pode existir na realidade. 

Sobre este ponto convém insistirmos especialmente, já que muitos, deixam-se enganar pelas aparências, imaginam que há no mundo duas organizações opostas que disputam a supremacia, concepção errônea que corresponde a aquela, que na linguagem teológica, põe Satã no mesmo nível de Deus, e que, com ou sem razão, se atribui comumente aos Maniqueus. 

Esta concepção, conforme assinalaremos em seguida, vem a ser, o mesmo que afirmar uma dualidade radicalmente irredutível, ou em outros termos, negar a Unidade suprema que está além de todas as oposições e antagonismos; uma negação assim, é tema dos mesmos aderentes a "contra-iniciação", e algo que não nos deve surpreender; mas isso mostra ao mesmo tempo que a verdade metafísica, até nos seus princípios mais elementares, é para eles totalmente estranha, e por isso sua pretensão se aniquila sozinho. 

Importa-nos assinalar, antes de mais nada, que, em suas próprias origens, a "contra-iniciação" não pode apresentar-se como algo que surgiu de forma independente e autônoma: se houvesse constituído-se espontaneamente, não seria nada mais que uma invenção humana, e não se distinguiria assim da pura e simples "pseudo-iniciação". 

Para que seja mais que isso, e de fato ela é, é necessário que, de certo modo, proceda da fonte única que se liga toda a iniciação, e, mais genericamente, a tudo que manifesta em nosso mundo num elemento "não-humano" procedente dela, se manifestando por uma degeneração que chega até a uma "inversão" que constitui aquilo que podemos chamar propriamente de "satanismo". Se vê pois que, de fato, se trata de uma iniciação desviada e desnaturada, e que, por isso mesmo, não tem direito de ser qualificada verdadeiramente de iniciação, posto que não conduz ao fim essencial desta, e inclusive faz distanciar o ser dela  em vês de aproxima-lo. 

Não basta pois, falarmos aqui de uma iniciação truncada e reduzida a sua parte inferior, como pode ocorrer também em certos casos; a alteração é muito mais profunda; mas há nela, entretanto, como dois estados diferentes num mesmo processo de degeneração. O ponto de partida é sempre uma rebelião contra uma autoridade legítima, e uma pretensão de uma independência que não poderia existir, como tivemos a oportunidade de explicar num outro momento(1); disso resulta imediatamente a perda do contato efetivo com um centro espiritual verdadeiro e, portanto, a impossibilidade de alcançar os estados supra-individuais; e, naquilo que todavia ainda subsiste, o  desvio não poderia ir mais que agravando-se seguidamente, passando por graus diversos, para chegar, nos casos extremos, até esta "inversão" da qual acabamos de falar. 

Uma primeira conseqüência disto, é que a "contra-iniciação", quaisquer que possam ser as suas pretensões, não é na verdade mais que um beco sem saída, já que é incapaz de conduzir o ser, a mais adiante da condição humana; e é neste estado mesmo, pelo fato de sua "inversão" que a caracteriza, desenvolve modalidades que são as de ordem mais inferiores. No esoterismo islâmico, se diz que quem se apresenta diante de certa "porta", sem ter chegado a ela por uma via normal e legítima, vê esta porta se fechando diante dele, e é obrigado a voltar atrás, porém, não como um simples profano, o que agora adiante é impossível, mas sim como sâher (bruxo ou feiticeiro). Não poderiam ter expressado com maior nitidez sobre aquilo que tratamos. 

Outra conseqüência, em conexão com a anterior, é que, ao fazer-se quebrada a conexão com o centro, a "influencia espiritual" se perde; e isto já basta para que mostre, que aqui não trata-se realmente de iniciação, posto que esta, como explicamos anteriormente, está essencialmente constituída pela transmissão desta influência. Não obstante há todavia, algo que se transmite, sem o qual, falaríamos de novo da "pseudo-iniciação" desprovida de toda a eficácia; mas não se trata mais de que uma influência de ordem inferior, "psíquica" e não "espiritual", e que abandonada dessa maneira, sem o controle de um elemento transcendente, toma de certo modo inevitavelmente um caráter "diabólico" (2)

É fácil compreender, entretanto, que esta influencia psíquica pode imitar a influência espiritual em suas manifestações exteriores, ao ponto de aqueles que se detém nas aparências, chegam a equivocar-se à respeito, pois a primeira origina-se na mesma ordem de realidade, na qual se produzem estas manifestações (não se diz proverbialmente, e num sentido comparável a este, que "Satã é o imitador de Deus"?); e que a imitam, poderíamos dizer ainda que da mesma forma, os elementos evocados pelo necromante imitam um ser consciente evocado no outro caminho(3)

Este fato, diga-se de passagem, demonstra que alguns fenômenos idênticos entre si, podem diferir completamente em suas causas profundas; e aqui se acha uma das razões pelas quais convém do ponto de vista iniciático, não conceder nenhum valor a tais fenômenos, porque, quaisquer que fossem, nada podem provar à respeito da questão da pura espiritualidade. 

Dito isto, podemos precisar os limites dentro os quais a "contra-iniciação" é suscetível de opor-se a verdadeira iniciação: é evidente que estes limites são os do ser humano com suas múltiplas modalidades; dito de outra maneira, a oposição não pode existir senão no domínio dos "pequenos mistérios", enquanto que o dos "grandes mistérios", que se refere aos estados supra-humanos, está por sua mesma natureza, além de tal oposição, pois este está inteiramente fechado a tudo o que não é conhecido como verdadeiro na iniciação, segundo a ortodoxia tradicional (4)

Ao que se refere aos "pequenos mistérios", haverá, entre a iniciação e a "contra-iniciação", esta diferença fundamental: numa, não será mais que uma preparação para os "grandes mistérios"; na outra, se tornarão forçosamente como um fim em si mesmos, ao estar proibido o acesso aos "grandes mistérios". Entretanto podem ter muitas outras diferencias com um caráter mais específico; mas não entraremos aqui nestas considerações de importância muito secundária, do ponto de vista no qual nos situamos, e que exigiriam um exame detalhado de toda a variedade de formas que pode revestir a "contra-iniciação". 

Naturalmente, pode ser que possam constituir-se centros nos quais estarão conectadas as organizações que dependem da "contra-iniciação"; mas se tratará de centros unicamente "psíquicos", e não de centros espirituais, ainda que aqueles possam, em razão do que indicávamos mas acima como ação das influencias correspondentes, tomar mais ou menos, completamente suas aparências exteriores. 

Por outra parte, não haveria que surpreender-se de que esses próprios centros, e não somente algumas das organizações que lhes estão subordinadas, possam encontrar-se, em muitos casos, em luta uns com os outros, porque o domínio no qual se situam é aquele no qual todas as oposições se dão em livre curso, quando não são harmonizadas e reconduzidas a unidade pela ação direta de um principio de ordem superior. 

Disto resulta que, pelo que concerne as manifestações desses centros ou dos que deles emanam, uma impressão de confusão e de incoerência que não é ilusória; eles não se põem de acordo mais que negativamente, e assim se pode dizer, para uma luta contra os verdadeiros centros espirituais, na medida em que estes se mantenham em um nível que permita que uma luta assim ocorra, ou seja, segundo o que acabamos de explicar, no que se refere ao domínio dos "pequenos mistérios" exclusivamente. 

Tudo o que se refere aos "grandes mistérios" está isento de tal oposição; e, com maior razão, o centro espiritual supremo, fonte e principio de toda iniciação, não poderia ser alcançado ou afetado em algum grau por nenhuma luta que fosse (e por isso se lhe chama "inacessível a violência"); isto nos leva a precisar todavia outro ponto que é de uma importância muito particular. 

Os representantes da "contra-iniciação" tem a ilusão de opor-se a autoridade espiritual suprema, na qual nada pode opor-se em realidade, pois é bem evidente que então não seria suprema: a supremacia não admite nenhuma dualidade, e uma suposição assim é contraditória em si mesma; mas a ilusão deles vem de que não podem conhecer sua verdadeira natureza. 

Podemos ir mais longe: apesar de tudo, sem saber eles estão na realidade subordinados a essa autoridade, do mesmo modo que, como dizíamos precedentemente, tudo está, mesmo que inconsciente e involuntariamente, submetido a Vontade divina, e nada pode subtrair-se disso. 

São pois utilizados, por mais que não queiram, na realização do plano divino no mundo humano; jogam nele, como todos os demais seres, o papel que convém a sua própria natureza, mas no lugar de serem conscientes deste papel como o são os verdadeiros iniciados, se enganam a si próprios, e de uma forma que é a pior que a simples ignorância dos profanos, posto que, no lugar de deixar-los de certo modo no mesmo ponto, esta tem por resultado deixa-lo mais longe do centro principal. 

Mas, considerando-se as coisas, não com respeito a estes próprios seres, mas sim em relação ao conjunto do mundo, deve dizer que, de igual a todos os demais, eles são necessários no lugar que ocupam, no entanto os elementos desse conjunto, e como instrumentos "providenciais", se diria em linguagem teológica, da marcha do mundo em seu ciclo de manifestação; estão pois, numa última instancia, dominados pela autoridade que manifesta a Vontade divina ao dar a este mundo sua Lei, e que o faz servir apesar disto para seus fins, devendo concorrer necessariamente em todas as desordens parciais da ordem total. 

Mesr, 11 Ramadâ 1351 H. [1933]. 

NOTAS: 
(1). Ver a Autorité spirituelle et pouvoir temporel. 
(2). Segundo a doutrina islâmica, é pela nefs (a alma) que Shaitan pode prender o homem, enquanto que pela rûh (o espírito), cuja essência é pura luz, está além de seus ataques; é entretanto por isso porque a "contra-iniciação" em nenhum caso poderia tocar o domínio metafísico, que lhe está proibido pelo seu caráter puramente espiritual. 
(3). A este respeito a nossa obra sobre L'Erreur spirite. (4). Se nos tem reprovado não haver tido em conta a distinção entre os "pequenos mistérios" e os "grandes mistérios" quando falamos das condições da iniciação; sucede que esta distinção não tem que intervir então, já que considerávamos a iniciação em geral, e que de outra parte não há nela mas que diferentes estados ou graus de uma só e mesma iniciação. 

Artigo publicado em "Le Voile d'Isis" e não recopilado posteriormente. Parte do conteúdo foi retomado no Reino da quantidade e os signos dos tempos, cap. XXXVIII. 

Se uma Ordem contra-iniciática se aproximasse de você e lhe propusesse filiação, você saberia, à luz desta lição, distingui-la de uma organização séria e identificar os riscos à sua vida? 

segunda-feira, 30 de março de 2015

TRANSMISSÃO DOS CONHECIMENTOS



TRANSMISSÃO DOS CONHECIMENTOS

"... os ocultistas se equivocam quando acreditam que a transmissão dos conhecimentos tradicionais deve fazer-se por uma organização que, revista a forma de uma "sociedade" no sentido claramente definido no que esta palavra é tomada habitualmente pelos modernos; seus agrupamentos não são mais que caricatura das escolas verdadeiramente iniciáticas." 

~ René Guénon

quinta-feira, 26 de março de 2015

JULGAR

JULGAR

É fácil julgar quando vemos alguém que é “espiritual” se divorciando ou agindo egoisticamente ou se aproveitando de alguém.

Se é espiritual, por que está agindo assim?!

O que nos faz pensar que o que vemos é a realidade?

O que há de fato de que sempre há algo mais do que nossos olhos vêem?

O processo espiritual é invisível, por isso não podemos saber do muito que alguém está trabalhando em seu tikun (correção da alma).

É muito provável que a pessoa poderia haver feito algo dez vezes pior.
Não sabemos.

Quando quiser chamar alguém de hipócrita, pense duas vezes.
Dê a eles o beneficio da dúvida.
Lembre-se que todos nós somos humanos e temos que trabalhar nossa alma. Alguns estão mais avançados que outros, mas todos nós estamos no mesmo caminho.
Ademais, é para nosso maior beneficio mostrar um pouco de misericórdia aos nossos companheiros de viagem porque como diz o ditado: “com a vara que você mede você será medido”.

Por: Yehuda Berg

terça-feira, 24 de março de 2015

Pelos Caminhos de PAPUS



Pelos Caminhos de
PAPUS

Pelo Irmão +Tácitus

Todo e qualquer estudante curioso de alguma das ditas ciências ocultas, em determinado momento, se já não se deparou, irá se deparar com o estranho nome PAPUS. Aquele que hoje pertence a qualquer organização de caráter esotérico, ouvirá muito seu nome em diversos temas e, o profundo investigador nesse tema constatará que no misticismo ocidental, talvez seja o nome visto com maior frequência.

O motivo disso? Simples, ao olhar sua vasta bibliografia, a profundidade com que diversos temas foram abordados mas também, pela reputação adquirida por seu conhecimento com sua mente “enciclopédica” perspicaz e sua peculiar capacidade de síntese, fez com que seu nome se espalhasse por toda a Europa e além dela. Somamos a isso seu carisma e magnetismo pessoal como testemunharam seus amigos e irmãos mais próximos por diversas vezes, tornou-se então a referencia mais procurada dentro do meio ocultista e das ordens esotéricas do final do século XIX e início do XX.

Iluminado?

Papus seria um “Iluminado”? Seu filho Philippe Encausse em “Sciences Occultes (Paris, 1949) nos revela a origem de seus méritos: “...Todavia, não se deve acreditar que Gérard Encausse era uma espécie de iluminado… Ao contrário, esforçou-se por se aprofundar na lógica do perturbador mistério da vida além da morte…”.

Muitos buscadores estranham quando não indignam-se, ao ver Papus envolvido com quase todas as organizações místicas nascidas na Europa. Outros tantos até questionam: “Mas por que tanta coisa assim?”. Nem este articulista e provavelmente ninguém nos dias de hoje talvez tenha de fato essa a precisão dessa resposta. Sabemos unicamente há uma explicação sensata para isso.

O presente artigo não têm por objetivo detalhar todas as atividades de Papus em toda organização a qual ele se fez presente, direta ou indiretamente, nem analisar resultados ou desdobramentos de suas afiliações. Tal ação seria de esforço hercúleo contendo mesmo assim tamanhas imprecisões as quais preferimos deixar de lado. Nosso objetivo é inicialmente poder visualizar - ou ao menos tentar - a extensão linear do trabalho de Papus frente às organizações que, em maior ou menor escala ajudou a desenvolver. Não iremos tratar também da profundidade de cada trabalho, tecendo julgamentos sobre a validez e da qualidade do que fez e das ditas organizações em si. Para tanto citamos diretamente os textos consultados na bibliografia indicada.

As Transmissões: um esclarecimento

Ressaltamos o “funcionamento” de algumas ordens ou grupos; a forma de representatividade e a transmissão da autoridade com que elas atuavam e muitas ainda atuam. Sabemos pela experiência e por documentos que a grande maioria (dos grupos tradicionais sérios), recebe em suas fileiras novos membros unicamente frente a presença física “Receptor/Iniciador” e “Buscador/Iniciado”; assim como em passagens de Graus e outras elevações, muito próximo do que acontece na atual maçonaria e no martinismo. A grande maioria dos grupos hierarquizados com estrutura de “Ordem” como instituição, registra tais acontecimentos em atas, certificados ou qualquer espécie de diploma. Se por um lado tais papéis certificam apenas um ato ocorrido, para muitos alimenta seus egos desvirtuando do caminho, por outro lado fica o registro histórico que nos auxilia nas atuais pesquisas.

Porém existem grupos que detém a transmissão direta tradicional, sendo um grupo incógnito, que não confere diplomas nem registros em atas; como acontece como vários círculos, “Septems” enfim, grupos independentes martinistas. Se por um lado demonstra a seriedade de proposito e desapego as roupagens ilusórias, por outro dificulta a pesquisa histórica justamente pela ausência de tais documentos.

Aqui então vamos nos focar nos grupos e ordens de Papus que foram de certa forma registrados em certificados ou em testemunhos da época.

A questão que levantamos é, será que realmente Papus recebeu todas essas linhagens de forma tradicional? Comprovadamente temos relatos, testemunhos e documentos que de várias das citadas ordens, realmente ele foi recebido ou consagrado, porém em outras não.

Nessas as ocasiões em que pelo seu alto nível de conhecimento e conduta, foi-lhe dado somente algum papel outorgando algum grau ou mesmo representatividade, como veremos foi o caso da O.T.O. Prática essa muito comum atualmente entre diversos “Ritos Maçônicos” com martinismo, igrejas gnósticas e tantos outras onde há “reconhecimento de graus e títulos”, pura e friamente.

Lembramos ainda que aqui nos referimos a iniciação (“i” minúsculo) no sentido humano de ritual de recepção, dentro de um templo numa loja, a chamada iniciação virtual, externa, humana, protocolar ou ainda ritualística. Não podemos confundir com a Iniciação real, interior, espiritual, divina, íntima ou ainda Cósmica que pode ocorrer a qualquer um, a da “Igreja Interior”, de qualquer ordem ou não, em determinada época de sua existência.

Gérard Anaclet Vincent Encausse (1865-1916), nome civil de Papus desde, muito cedo travou contato com a espiritualidade, quando vemos aos 17 anos, já receber a transmissão de Superior Incógnito por Delaage; antes disso já estudava sobre as principais ciências ocultas e tradicionais como a Cabala e Astrologia dentre tantas. Abaixo elencaremos por ordem cronológica, com datas aproximadas, o ano em que Papus ingressou em determinado grupo ou ordem, contribuindo para seu arsenal da tradição oculta ocidental.

1882 - “Martinismo”: Papus recebeu pessoalmente por Henri Delaage a transmissão martinista, alguns a chamam de Sociedade dos Filósofos Desconhecidos que, não sendo um grupo em estrutura hierarquizada de “ordem”, era a transmissão livre vinda de Louis Claude de Saint Martin (sugerimos a leitura sobre martinismo independente e a livre iniciação como dito por Jean Chaboseau). Apesar de contar com uma “falha” duvidosa na linhagem, posteriormente trocou transmissões com Augustin Chaboseau, o qual também possuía uma transmissão ininterrupta e sem falhas desde L.C. de Saint-Martin, ficava assim sem dúvidas a veracidade de ambas as linhagens.

1887 - “Saint-Yves”: Marquês Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre, o qual Papus considerava seu “Mestre Intelectual” o inicia à literatura Hermética. Posteriormente sempre ao lado de Papus o auxilia em diversos movimentos e grupos esotéricos.

1887 - “Sociedade Teosófica”: Papus se filia ao ramo francês dessa sociedade liderada por Helena Blavatsky e Henry Ocoltt. De cunho orientalista e famosa pelos contatos com os Mestres da Sabedoria, dentre deles Koot Humi e El Morya. Pouco tempo depois (1890) Papus pediria demissão por não concordar com essa postura excessivamente oriental da sociedade. Ao contrário do que é dito, apesar de fervorosas críticas à Sociedade manteria muito respeito à Madame Blavatsky, como vemos na homenagem feita por Papus à Blavatsky no dia da morte dessa; mesmo é afirmado pelo seu filho Philippe Encausse.

1887 - “H.B.of L.”: Próximo a 1870 apareceu publicamente por Louis-Maximilien Bimstein sob seu pseudônimo Max Theon ou ainda Aïz Aziz. Após sua demissão na Sociedade Teosófica Papus ingressa na H.B.of L. que seria a “Hermetic Brotherhood of Luxor” ou a “Irmandade Hermética de Luxor. Paschal Berverley Randolph foi iniciado nela em 1840 saindo da mesma em 1868 para fundar a Eulis Brotherhood.  Seu representante da França na época era Ch. Barlet (Albert Faucheux, 1838-1921). Era a única ordem até então a ensinar o ocultismo prático ocidental. Grupo esse que se opunha ferozmente ao orientalismo da Sociedade Teosófica assim como ao espiritismo da época. Ressaltamos que muitos martinistas contemporâneos de Papus como Paul Sédir, Chaboseau e Marc Haven, fizeram parte da H.B of L., a qual serviu de certa forma como círculo interno do martinismo, sendo substituída posteriormente pela Ordem Kabalistica da Rosa+Cruz. Papus considerava Peter Davidson seu “Mestre Prático”.

1887 - “Ordem Kabalística da Rosa-Cruz”: Em maio desse ano Papus com seu inestimável amigo Stanislas de Guaita fundam a Ordem Kabalistica da Rosa-Cruz juntamente com Saint-Yves, Joséphin Péladan e Oswald Wirth, ordem essa dedicada ao estudo da tradição cabalística, ao combate da magia negra, da feitiçaria e a perpetuação da tradição esotérica. Regida por um conselho de 12 membros os quais 6 eram visíveis e conhecidos e outros seis desconhecidos. Em 1890 Josephin Peladan criou a Ordem Rosa-Cruz do Templo do Graal, o qual intitulou-se Grão-Mestre sob o nome de “Sär Merodack”, onde Sär é o assírio para “Rei”. estava assim criada a cisão e desentendimento entre Stanislas de Guaita (OKRC) e Péladan. Enquanto a OKRC reunia em si os estudos cabalísticos, a Rosa-Cruz do Templo e do Graal nada mais eram que salões de cunho artísticos e extravagantes organizados em “Salões” por Péladan. Stanislas de Guaita ainda fora junto com Blavatsky e outros, os fundadores da Sociedade Magnética da França; tendo como membros de honra nomes como o de Papus, Jolivet Castelot, A.P. Sinnet e Péladan.

1888 - Primeiro Conselho Martinista”: Papus reúne 12 nomes para fundarem o Primeiro Supremo Conselho Martinista, com o objetivo de agrupar posteriormente, assim como ele e Augustin Chaboseau, aqueles que detinham a livre iniciação recebida diretamente de Louis Claude de Saint-Martin. Os membros desse conselho eram: Papus, Augustin Chaboseau, Stanislas de Guaita, Chamuel, Sédir, Paul Adam, Maurice Barrés, Jules Lejay, Montiére, Charles Barlet, Jacques Burget e Josephin Péladan. Posteriormente devido a saída de Péladan e Barrés, foram substituídos por Victor Emile Michelet e Marc Haven respectivamente.

1888 – “Livraria do Maravilhoso”: Papus com seu amigo Lucien Chamuel, funda a “Librarie du Marveilleux”, a Livraria do Maravilhoso com seu jornal mensal “L’Initiation”.

1888 - “L’Initiation  Revue”: Revista A Iniciação (L’Initiation) foi o principal órgão oficial de transmissão martinista, fundada e mantida por Papus juntamente com demais grandes nomes da tradição ocidental.

1889 - “G.I.D.E.E.”: Papus funda Grupo Independente de Estudos Esotéricos, mais tarde chamada “Escola Hermética”. Um dos ramos ou centros do GIDEE foi o G.M.E.I., Grupo Maçônico de Estudos Iniciáticos, liderado por Oswald Wirth (o qual foi secretário de Stanislas de Guaita). De acordo com alguns, o G.I.D.E.E. foi posteriormente renomeado “Escola Hermética”, outros afirmam que essa Escola Hermética foi estabelecida em paralelo ao GIDEE. A Escola Hermética mais tarde supostamente desenvolveu-se na “Universidade Livre de Altos Estudos” ou Faculdade das Ciências Herméticas. A universidade abrigou os “ases” da Ordem Martinista.
Papus desejava renovar o esoterismo ocidental: “Como existem faculdades onde ciências materialistas podem ser estudadas, por que não seria possível criar uma faculdade onde as ciências pudessem ser estudadas?”. Assim ele cria a Escola Superior Livre das Ciências Herméticas, que era um grupo que dava cursos e organizava palestras para promover os valores do esoterismo ocidental ao buscador. Este círculo Exterior da Ordem Martinista seria inicialmente conhecido sob o nome Grupo Independente de Estudos Esotéricos (G.I.D.E.E.), posteriormente como a Escola Hermética e a Faculdade das Ciencias Herméticas. Muitos cursos eram apresentados (12 por mês) com temos que variavam da Cabala, alquimia e tarô até a história da filosofia hermética. Os professores eram Papus, Sédir, Victor-Emile Michelet, Barlet, Augustin Chaboseau, Sisera... Uma seção especial era devotada às ciências orientais sob a direção de Augustin Chaboseau. Outra seção, presidida por François Jollivet-Castelot era devotada à alquimia, essa era a Sociedade Alquímica da França criada em 1897.
1891 - “Ordem Martinista”: Com o Primeiro Supremo Conselho já formado, a Ordem Martinista é estabelecida, inicialmente como Ordem dos Superiores Desconhecidos,  conforme muito próximo como a conhecemos atualmente. Apesar da transmissão martinista tradicional ter somente um único grau “composta por duas letras e alguns pontos”, Papus a estabeleceu dividida em três graus sendo: Associado, Iniciado e S.I. sendo esse a plenitude da iniciação martinista. Estabeleceram-se Lojas, delegados, estatutos e uma hierarquia tendo representantes por toda Europa, Egito, América do Norte e Sul. No Brasil seu Delegado Geral foi Dario Vellozo de 1900 a 1925 quando o comando foi passado aos Maschevilles (Cedaior e Jehel).

Nessa época (1891) muitos laços fraternais foram feitos com diversos grupos tais como:
ü  União Idealista Universal (Internacional);
ü  Ordem Cabalística da Rosa-Cruz (França);
ü  Grupo Independente de Estudos Esotéricos (França);
ü  Ordem dos Iluminados (Alemanha);
ü  Sociedade Alquímica da França (França);
ü  Universidade Livre de Altos Estudos (Fac. de Ciências Hermét.) – (França);
ü  Babistas (Egito, Pérsia, Síria);
ü  Sociedades Chinesas (Em negociação em 1891).

1893 – “Igreja Gnóstica da França”: Papus é consagrado bispo da Igreja Gnóstica de França por Jules Doinel, posteriormente (1911) era um dos três patriarcas da Igreja Gnóstica, considerada a contra gosto por alguns, como a Igreja oficial do martinismo.

1894 – “Philippe de Lyon”:  Papus faz contato com seu Mestre que o seguiria até o final de sua vida, o qual considerava ser “Mestre Espiritual”: Nizier Anthelme Philippe, mais conhecido como Mestre Philippe de Lyon ou ainda MEM Philippe. Célebre pelas suas curas e curas milagrosas, “amigo” de Cristo, não se tem notícia de pertencer a qualquer ordem ou grupo esotérico, no entanto guiou os mais próximos de Papus inclusive, à mais pura iniciação. Considerado o mentor espiritual da Ordem Martinista, para outros o Mestre de Sabedoria “Europeu” e ainda talvez reencarnação de um grande Mestre... Sugerimos a pesquisa sobre o Mestre Philippe de Lyon vastamente encontrada em biblioteca e rede de internet.

1894 – “Ordre Eudiaque”: Fundada por Hector Durville em 1892 como escola de magnetismo, estabeleceu em 1895 um ramo na cidade de Lyon a qual tinha a sua frente ninguém menos que Mestre Philippe de Lyon, sendo Papus seu vice-presidente.

1895 – “Hermetic Order of Golden Dawn”: Por um curto tempo Papus fez parte da Golden Dawn sendo iniciado ao Grau Neófito (0=0) no Templo Ahathoor nº7 de Paris.

1895 - “Escola de Magnetismo de Lyon”: Ainda temos além desses grupos os quais Papus participou, a informação que teria fundado a Escola de Magnetismo de Lyon, juntamente com seu Mestre Philippe de Lyon sendo esse o diretor.

1897 – “Sociedade Alquímica da França”: Papus funda a Sociedade Alquímica de França, juntamente com Saint-Yves d'Alveydre, Jollivet Castelot, Stanislas de Guaita, Paul Sédir, e outros cuja revista oficial era a “L’Hyperchimie”, mais tarde Rosa Mistica e posteriormente Les Nouveaux de la Science e de la Penseé. No Brasil o Delegado da Sociedade Alquimica da França era o então também Delegado de Papus, Dario Vellozo, tendo como membros nome como M.Gonzaga Duque, Magnus Sandahl, Domingos Nascimento, Mario Tourinho, Julio Pernetta, José Lima, Ermiliano Pernetta, Américo Vellozo, Georgina Mangruel, Sebastião Paraná, Petit Carneiro Guimarães, Ismael Martins, João Itiberê entre outros.

1897 – “Fraternitas Thésauri Lucis (F.T.L.)”: Algumas fontes afirmam que Papus, Marc Haven e Sédir fundaram uma nova organização para substituir a O.K.R.C, a misteriosa Fraternitas Thésauri Lucis (F.T.L.). Infelizmente a Ordem fundada em 1897 teve uma breve existência. A F.T.L. é citada na edição de 1939 do “"Les Religions Nouvelles de Paris - Parmi les sectes et les rites" escrito por Pierre Geyraud com primeira edição em 1937. Geyraud também afirma que a F.T.L. foi fundada próximo ao ano de 1898. Geyraud é citado por Christopher McIntosh em McIntosh's "Eliphas Levi and the French Occult Revival"(1972). Paul Sédir em seu “História da Rosa+Cruz (1910): “Supomos que os neófitos são colocados em contato com a Ordem de forma comparável ao descrito nos cartazes rosacruzes em Paris em 1623; a niciação é muito pura e essencialmente Cristã”. Pierre Geyraud (1937): “Essa F.T.L. é certamente cercada pelo mistério! No entanto tenho descoberto que é representada pelo M.C., um amigo de Barlet, que foi um Grande Mestre da Ordem Kabalistica da Rosa+Cruz; que tem um ramo em Bordeaux chamado de Saint-Graal; e que seu fundador era... Sédir em pessoa!

1898 – “Ordem Illuminati (Reuss)”: Em maio de 1898 a Ordem Martinista liderada por Papus, assinou um tratado de aliança com a alemã “Illuminaten Orden” de Theodor Reuss. Provavelmente na década de 50 Philippe Encausse, filho de Papus, publicou um artigo na revista L’Initiation no qual diz que ambas as ordens firmaram um pacto, assinado pelo Aeropagus dos Illuminati e a “mesa diretora” do Supremo Conselho da Ordem Martinista, o qual une “duas das mais poderosas Irmandades da Tradição Ocidental”. A data oficial do pacto foi em 13 de junho de 1898. Posteriormente Reuss incorporaria (assim como com todas as “suas” organizações) a Ordem dos Illuminati na estrutura da O.T.O.  

1899 – “Maçonaria do Rito Memphis-Misraim”: Apesar de não se conhecer seu iniciador neste rito, Philippe Encausse, filho de Papus relata que seu pai tinha dois certificados do Rito de Memphis-Misraim, sendo uma vinda da Itália de uma linha direta de Garibaldi.

1901 – “Maçonaria do Rito de Swedenborg”: Nesse ano Papus teria recebido de John Yarker (Grande Hierofante do Rito Memphis-Misraim), uma carta autorizando a abertura de uma loja do Rito de Swedenborg “INRI” renovada em 1906.

1908 – “Memphis Misraim e O.T.O.”: Recebe de Theodore Reuss patente para o Memphis Misraim, possivelmente nesse ano recebeu de Reuss patente da O.T.O. – Ordo Templi Orientis. Papus fora patenteado como 33º, 90º, 96º Memphis e Misraim. Em 1910 Papus – com ou sem permissão de Merlin Peregrinus – teria conferido autoridade de Xº da Ordem de Reuss justamente para Jean-Maine, fazendo-o representante da O.T.O. para o Haiti e às Ilhas Francesas (Koenig, 1994a:246). Papus jamais participou das atividades da O.T.O. sendo o que dispunha era essa carta “presente” de Reuss. A Ordo Templi Orientis O.T.O. teria sido criada em 1893 por Karl Kellner, Franz Hartmann e Heinrich Klein e reanimada em 1902 por Theodore Reuss (Dirigente do ramo alemão da S.R.I.A), de legitimidade contestada devido ao comércio de diplomas iniciáticos.

1908 – “Convenção Espiritualista”: “Papus organiza uma grande convenção espiritualista internacional em Paris, manifestação que reúne mais do que trinta organizações.  Em suas múltiplas alianças, Papus por vezes sai do sério por conta de veemência de seus colaboradores. Assim ocorreu com a Igreja Gnóstica. Diz-se muitas vezes que esta igreja, fundada por Jules Doinel por volta de 1889, após uma experiência espírita, se tornou a Igreja oficial” dos martinistas. Se por um lado estabelece laços com muitas organizações, como os Iluminados, os Babistas, o Rito Escocês, a misteriosa Fraternitas Thesauri Lucis (F.T.L.) ou Memphis Misraïm, por outro lado a Ordem Martinista não deixa de conservar sua independência”.

1914 - “Rose+Croix D’Orient”: Iniciado por Georges Lagréze místico francês detentor de algumas linhagens (Iniciou Ralph M. Lewis no martinismo) na Rose-Croix (RCO) fundada por Demetrius P. Sémelas. Ninguém do Supremo Conselho martinista além de Papus fora iniciado na RCO. Demétrius Sémelas (também chamado “DEON”) era o representante da Ordem Martinista de Papus no Egito, fundador da Loja “Templo D’Essene” em 1911 e também o co-fundador da Ordem do Lírio e da Águia, a qual pouco antes de morrer, Papus supostamente teria entrado em contato. Alguns dizem que a Rose+Croix D’Orient teria vindo para substituir a O.K.R.C. como círculo interno do Martinismo.

1914 – “Rito Escocês Retificado (R.E.R)”: Papus juntamente com outros conseguiram vários documentos dos Elus Cohen de Pasqually, da Estrita Observancia Templaria do Barão von Hund assim como do Rito Escocês Retificado de Willermoz e Saint-Matin. Porém ate aproximadamente essa data, não havia um contato efetivo (ao menos documentado) da participação de Papus no R.E.R. O Ramo francês da Tradicional Ordem Martinista afirma que Demétrius Sèmelas estava envolvido em negociações entre a Ordem Martinista e o Rito Escocês Retificado (R.E.R.). Afirma-se ainda que Papus teria solicitado a Demetrius Semelas que providenciasse um “Protocolo de Acordo” (Tratado) entre essas duas organizações. Demetrius estava em contato com Maxine Macaigne e Edouard Ribaucourt, fundadores do “Centro dos Amigos” (1910) da Grande Loja Independente e Regular (R.E.R.). A idéia seria criar uma loja que aceitasse ambos Martinistas e maçons do R.E.R; com a morte de Papus em 1916 privou a conclusão dessas ideais.

Abaixo mais alguma ligações de Papus com outros iniciados ou ordens:

“Martinismo Napolitano”: Giulliano Kremmerz era um antigo martinista que tinha em sua linhagem ascendente Eliphas Levi sendo sua escola de cunho martinista, sendo essa conhecida como Martinismo Napolitano. Giulliano Kremmerz mantinha contato direto com Papus, tendo indícios que teriam trocado entre si iniciações martinistas. Kremmerz teria sido também o fundador de ordens como “Ordem Egípcia Osiriana” e “Ordem de Myriam” (F+T+M+M – Fraternidade Terapêutica Mágica de Myriam).

“Lucien François Jean Maine”: Também conhecido como “Tau Ogdoade Orfeu I”, vinha de uma família em que seus pais eram membros do Templo Cohen original em Leogane no Haiti. Após a morte de Martines de Pasqually muitos membros do Elus-Cohen junto com alguns maçons e templários, fundaram a Loja “Les Templiers Noire”. Jean Maine quando esteve em Paris encontrou com Papus, sendo dito que trocaram entre si iniciações, saindo Jean Maine com a patente da O.T.O. a qual Papus lhe conferiu.

1916 – “Grande Iniciação”: Papus faz a grande iniciação rumo ao oriente eterno... com ele “morre o martinismo...”, ou ao menos a sua unidade.” De acordo com a “Enciclopéda da Maçoaria, ed. 2000”, Papus parece mesmo ter desejado Ernest Loiselle, o bibliotecário do Supremo Conselho, desfizesse a Ordem Martinista” (M.Bogaard). Após sua morte a Ordem Martinista teve disputas pelo comando e consequentemente várias cisões, dando origem a diversas “Ordens Martinistas”, cada uma representando determinada “Linhagem”.

Para finalizar dizemos que Papus foi uma mente brilhante que procurou ao longo de toda sua vida, abrigar e estruturar todo o esoterismo ocidental, proporcionando através dos grupos e ordens, cursos, palestras e diferentes formas para que cada buscador despertasse para o caminho, o qual lhe seria apresentado mais tarde não apenas um, mas vários. Talvez Papus tivesse como missão coletiva justamente isso: lutar contra o materialismo da época, contra os falsos místicos enganadores e proporcionar ao ocidental, uma forma para que se pudesse desenvolver o caminho iniciático.

Este artigo está em desenvolvimento (fevereiro/2015) e dentro em breve estaremos atualizando. Agradecemos a todos por futuras colaborações.

Bibliografia consultada:
PAPUS, Tratado Elementar da Magia Prática, Pensamento
PAPUS, “A Cabala Tradição Secreta do Ocidente”, Pensamento 2005
FRÉRE, Jean-Claude; “Vida e Mistério dos Rosa+Cruzes”, editora Pensamento
REBISSE, Christian; “Rosa+Cruz História e Mistérios, Diffusion Rosicrucienne 1ª edição, 2004
GUAITA, Stanislas de; “Templo de Satã”, Editora Três, 1984
BOGAARD, Milko; Manifestations of the Martiniste Order, HOND, 2006
BOGAARD, Milko; Rose+Croix D’Orient, HOND, 2006
ENCAUSSE, Philippe; SWAMI, Sevananda; “O Mestre Philippe de Lyon -  Volume 1”, edição Alba Lucis, 1958
ROGGEMMANS, Marcel. Vários textos.
VANLOO, Robert. Varios textos

Websites:
Philosophe Inconnu: http://www.philosophe-inconnu.com/




sábado, 21 de março de 2015

Conversando com o Mestre - Uma Alegoria



Caros Irmãos, podemos notar na alegoria abaixo de forma simples, a Via do Coração e que em muito, está próxima do Martinismo primitivo. ~ R.C.

Conversando com o Mestre
Uma Alegoria 

Por William Q. Judge

Caminhando pelo jardim do seu coração, o discípulo subitamente encontrou o Mestre.  Ficou contente, porque  recém havia terminado uma tarefa a serviço Dele – e apressou-se a colocá-la a Seus pés.

“Veja, Mestre” –  disse ele – “isto já está feito; agora me dê outro ensinamento a transmitir.”

O Mestre olhou para  ele com tristeza e generosidade no olhar, como podemos olhar para uma criança que não consegue entender algo.

“Já existem muitos que podem ensinar concepções intelectuais da Verdade”, respondeu. “Você pensa  que estará servindo da melhor forma possível, se for mais um a fazer a mesma coisa?”

O aluno ficou perplexo.

“Não devemos proclamar a Verdade até do alto dos telhados, até que todo o mundo a tenha ouvido?” – perguntou.

“E qual o resultado ?”

“O resultado será que o mundo inteiro seguramente a aceitará.”

“Não” – respondeu o Mestre – “a verdade não é do intelecto, mas é do coração. Veja!”

O aluno olhou, e viu a Verdade como se fosse uma Luz Branca cobrindo  a Terra toda; no entanto, nada dela chegava até as plantas verdes e vivas que necessitavam tanto dos seus raios, porque no meio havia densas camadas de nuvens. 

“As nuvens são o intelecto humano” – disse o Mestre.  “Veja de novo.”

Olhando atentamente, o aluno viu aqui e ali pequenas aberturas nas nuvens, pelas quais a Luz lutava para passar em raios frágeis, quebrados.  Cada abertura era causada por um pequeno redemoinho de vibrações, e ao olhar para baixo através delas,  o discípulo percebeu que cada redemoinho era produzido em um coração humano.

“É só reforçando e aumentando as aberturas que se pode fazer com que a Luz alcance a Terra” – disse o Mestre.  “O que é melhor,  então: derramar mais Luz sobre  as nuvens, ou estabelecer um redemoinho de forças do coração? Essa última tarefa você deve cumprir de modo invisível e sem ser notado, e também sem receber agradecimentos.  A tarefa anterior trará a você elogios e notoriedade entre os homens. Ambas as tarefas são necessárias: ambas são parte do Nosso trabalho; mas, as aberturas são tão poucas! Você tem força suficiente para deixar de lado os elogios e transformar-se em um centro de  coração irradiando uma pura energia impessoal?”

O aluno suspirou, porque essa era uma questão difícil.

HIERONYMUM


Revista Path, Nova Iorque, Outubro de 1893.

[O texto acima  foi traduzido de “Theosophical Articles”, William Q. Judge, The Theosophy Co., Los Angeles, EUA, 1980, edição em dois volumes. Ver  pp. 383-384 do volume II, que tem 655 pp. Título original do texto: “An Allegory”.]

Fonte: FilosofiaEsotérica

sábado, 14 de março de 2015

A QUEDA


A Queda

Não há nada pior que um dogma ou uma tese carregando o ser humano de culpa. Não basta o sofrimento agregado à vida no Plano Físico e alguns advogam ainda de que ele não teria existido, não fosse uma falha do próprio homem. Nada mais absurdo ou mais equivocado.

Nós evoluímos através de estrelas, nas quais o Logos Estelar fomenta a vida, em seus diversos Planetas e Planos Vibratórios. O Logos é o verdadeiro “deus” de seu sistema estelar, “pois nele realmente vivemos, nos movemos, existimos e temos o nosso ser” (inspirado em Atos 17,28; Bíblia). No sistema Solar, a vida transita por cinco Planos – Átmico; Búdico; Mental superior e Inferior; Astral; Físico-Etérico e Físico – através do chamado Esquema de Evolução, que contém Sete Cadeias Planetárias, sendo que cada Cadeia é formada por sete Planetas.

A Primeira Cadeia Planetária tem planetas nos Planos Átmico, Búdico, Mental Superior e Mental Inferior. A Segunda Cadeia tem Planetas nos Planos Búdico, Mental Superior, Mental Inferior e Astral. A Terceira Cadeia tem Planetas nos Planos Mental Superior, Mental inferior, Astral e Etérico do Plano Físico, e finalmente, a nossa Cadeia, a Quarta, a mais densa, tem Planetas nos Planos Mental Inferior, Astral, Etérico do Plano Físico e Físico, no caso, a Terra. Após descer na matéria mais densa, a Quinta, a Sexta e a Sétima Cadeias, farão o movimento inverso, ascendendo aos Planos mais sutis (a respeito dessa constituição de planetas, acato a tese de Max Heindel, exposta no livro abaixo referenciado).

Este movimento de descida e ascensão da Cadeia Planetária, e agora o mais importante, sempre foi parte do plano original do Logos. Assim o homem não está em corpo físico, por falha sua, mas sim porque o corpo Físico é parte de seu plano de evolução, ao menos em nossa estrela Sol.

Não são todos os seres que em sua evolução tomam Corpo Físico, mas ao homem, que entrou em nosso Esquema de Evolução como mineral na Primeira Cadeia, Vegetal na Segunda e Animal na Terceira, coube na Quarta Cadeia, a da Terra, a obrigação de também construir um Corpo Físico.

Bibliografia.

- Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel, Fraternidade Rosacruz.

- O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia.

Veja neste site.


 Paz Profunda. Frater José Lima

Fonte: Albedaran 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Metacognição: A arte de pensar sobre o pensamento



Metacognição: A arte de pensar sobre o pensamento

Se você realmente quer aprender alguma coisa e se quiser aprender rapidamente e mais profundamente, preste atenção a maneira como você presta atenção. Pense no modo que você pensa. Aprenda como você aprende.

O seu cérebro é guiado por emoções e sempre costuma estar vigilante quanto a isso, como contra o perigo de um tigre faminto.
Portanto o que seu cérebro faz com todas as informações rotineiras, comuns e normais que você encontra? Qualquer coisa que possa fazer para evitar que elas interfiram na função real do cérebro – gravar coisas que interessam. Ele não se incomoda em querer gravar as coisas que são entediantes; elas nunca passam pelo filtro “isso obviamente não é importante”.

Como o seu cérebro sabe que é importante? Imagine que um dia você sai para fazer uma caminhada ao ar livre e um tigre pule na sua frente, o que acontecerá dentro da sua cabeça e de seu corpo?
Os neurônios pegam fogo. As emoções enlouquecem. Surgem os elementos químicos e é assim que seu cérebro sabe: Isso é importante! Não esqueça

Se você realmente quer aprender e se quiser aprender rapidamente e mais profundamente, preste atenção a maneira como você presta atenção. Pense no modo que você pensa. Aprenda como você aprende.

A grande maioria de nós nunca frequentou cursos de metacognição ou teoria de aprendizado quando estávamos crescendo. Espera-se que aprendamos, mas raramente ensinaram a aprender. Mas supondo que você realmente deseja aprender alguma coisa importante, você logicamente precisa entender.

Há maneira mais lenta e tediosa de se aprender é através da repetição pesada. Para isso basta bater sempre na mesma tecla ate que você finalmente convence seu cérebro que aquilo é importante.
A maneira mais rápida é fazer qualquer coisa que aumenta a atividade cerebral, especialmente diferentes tipos de atividades cerebrais.

Abaixo segue alguns exemplos para facilitar o ensinamento e o aprendizado:
  • Utilize sempre que puder as figuras, por que seu cérebro foi ajustado para o visual e não para textos.
  • Utilize redundância dizendo a mesma coisa de maneiras diferentes e de meios múltiplos de diferentes sentidos, para aumentar a chance do conteúdo ser codificado em mais de uma parte do cérebro.
  • Utilize um estilo conversacional personalizado por que seu cérebro esta ajustado a prestar mais atenção quando acredita que esta no meio de uma conversa do que quando acha que você esta passivamente assistindo aquela aula chata ou uma apresentação. Seu cérebro faz isso mesmo quando você esta lendo.
  • Faça exercícios diversificados para maior fixação.Prefira pegar pessoas em estórias ou exemplos, figuras, etc. Por que bem… Por que você é uma pessoa. E seu cérebro presta mais atenção nas pessoas do que nas coisas.

Veja o que você pode fazer para seu cérebro obedecer:

1 – Diminua a marcha.
Quanto mais você entender menos terá que memorizar.
Não leia apenas. Pare pense. Quanto mais fundo você obrigar seu cérebro a pensar, maior a chance de aprendizado e recordação.

2 – Faça exercícios faça suas próprias anotações
Os livros criam pra você mas se fizesse para você seria como ter uma outra pessoa malhando no seu lugar.

3 – Faça que essa seja a última coisa que você leia antes de dormir. Ou pelo menos a última coisa desafiadora.
Parte do aprendizado acontece depois que você coloca o livro de lado. Seu cérebro precisa de um tempo sozinho para poder processar. Se você coloca algo novo durante esse processamento, alguma coisa aprendida nesse período será esquecida.

4 – Beba muita água. Muita mesmo
Seu cérebro funciona melhor em um belo banho de fluidos. A desidratação (que pode acontecer antes de você sentir sede) diminui sua capacidade de aprendizado.

5 – Ouça seu cérebro
Preste atenção para saber se seu cérebro esta ficando sobrecarregado. Se você se encontrar patinando no mesmo lugar ou esquecendo do que acabou de ler é hora de uma pausa.

6 – Sinta alguma coisa
Seu cérebro precisa saber que o assunto é importante. Seja envolvido pelas estórias. Faça suas próprias legendas para fotos. Suspirar por causa de uma piada ruim é melhor do que não sentir nada.

7 – Crie alguma coisa
Aplique esse conhecimento que você esta estudando em alguma coisa que você esteja criando ou refaça um projeto antigo, procure sempre inovar.