segunda-feira, 18 de maio de 2015

Meça muito bem suas Palavras, não perturbe e não seja (um) perturbado!


Meça muito bem suas Palavras, 
não perturbe e não seja (um) perturbado!
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

Existe uma diferença abissal entre pensar e ter pensamentos. Pesquisas da Universidade da Vida apontam que 98% das pessoas são possuídas por seus pensamentos e muito pouco hábeis em pensar. A avalanche de ideias dispersas, desencontradas, passageiras, 'pseudo-conscientes' e desnorteadas em geral arrastam o indivíduo para a lama do automatismo, sufocando-o em problemas sobre os quais não  tem e nunca terá o menor controle, embora carregue toda a culpa.

Uma mente desorientada é pior, muito pior, que qualquer 'olho gordo' ou feitiço.

Muitas pessoas alimentam a ideia de que sofrem perseguição de inimigos, que vivem sob uma 'maldição familiar', que a vizinha lhes lançou um mal olhado, que suas configurações astrológicas são negativas, que são obsediadas por espíritos zombeteiros ou que carregam um karma mais pesado que o dos 'Cristos', quando a realidade é simples: Elas não pensam, são conduzidas pelos pensamentos!

Uma das coisas que caracteriza o indivíduo que não pensa é o falar; falar qualquer coisa, a todo momento, sem direção, sem substância, sem medida.

Sendo o Pensamento a energia mais poderosa da Sphera humana e a Palavra sua consubstanciação, é de fundamental importância que estejamos permanentemente atentos. A palavra, veículo do pensamento, retroalimenta os ciclos internos que tornam-se padrões, e estes, por sua vez, vão ditando a forma como vemos e conduzimos nossas vidas. Nossa realidade é, em grande parte, moldada conforme a natureza e força de nossos pensamentos que guiam, junto da Imaginação, Emoção e Palavra nosso destino.

É imperativo,absolutamente necessário, que tomemos a dianteira de nossas vidas e aprendamos a construir uma Personalidade condizente com nossos Objetivos. É urgente que modifiquemos cotidianamente nossos hábitos e assumamos o Compromisso de estarmos focados nas coisas, pessoas, leituras, situações e conversas que contribuam para nosso crescimento pessoal.

Aceitar passivamente e acumular todo e qualquer lixo mental nos faz adoecer, empobrecer e apodrecer pouco a pouco.

Do mesmo modo que o fruto não costuma cair muito longe da árvore, o 'perturbado' e o 'perturbador' costumam habitar o mesmo corpo.

A tibieza de pensamento, tão marcada pela mediocridade, casa facilmente com a maledicência e a 'conversa mole' gerando pessoas problemáticas em todos os campos, de diferenciados modos e diversificados os graus.

O espírito cronicamente aflito, deprimido, desanimado, fracassado, improdutivo e inconsequente certamente o é por alimentar demônios condizentes com essas características. Permitir que pensamentos e palavras a esmo se instalem em nossa rede mental, significa abrir espaço para que Ens Sombrosos vampirizem força e vitalidade.

Pensar é tomar consciência de si e estabelecer o próprio Caminho, Missão e pegadas; é enfrentar o desafio de reconstruir-se; é não permitir que a moda, a sociedade ou mídia nos enquadre dentro de um padrão inibindo a expressão do Verdadeiro Eu, a Verdadeira Vontade.

sábado, 16 de maio de 2015

A história de SuperAção do filho de Blavatsky, o criador da Editora Pensamento


A história de SuperAção do filho de Blavatsky, o criador da Editora Pensamento
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

Caso possua em sua biblioteca particular algum livro da Editora Pensamento, tens em mãos um genuíno exemplar da Perseverança, um testemunho fidedigno da história do Esoterismo no Brasil. Para além do seu título, esse livro é 'per si' a consubstanciação do Sonho, Vontade e Magia de um dos nomes mais memoráveis da Língua Portuguesa. Meus parabéns!

Muitas pessoas que hoje reclamam e se consideram injustiçadas pelas circunstâncias, não perderiam seu tempo estudando a biografia do fundador da Editora Pensamento; aprenderiam, no mínimo, que pessoas mais simples fizeram muito mais com bem menos e que, portanto, sim é possível Superar!

No início do século XX, Antonio Olívio Rodrigues (AOR) estava em  franca correspondência com Papus, Stanislas de Güaita, Castellot e outros nomes de primeira linha do Esoterismo Europeu. Profundamente envolvido com o movimento Kardecista, Teosófico e Martinista, foi ele quem fez história ao fundar a Editora Pensamento em 1907, e criar  publicamente a primeira Ordem Esotérica do Brasil: O 'Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento' ao 27º dia de junho de 1909 na cidade de São Paulo.

 Mas não se engane com um curriculum tão brilhante,  o homem em questão é muito mais simples e, por isso mesmo, muito maior que isso.

Português por nascimento, chegou ao Brasil com 11 anos de idade, aqui trabalhou como jardineiro, jornaleiro e operário ordinário em algumas fábricas; como era comum na época, não teve grandes oportunidades de estudo e formação mas, ainda assim, alimentava seu vivo interesse por leitura e pesquisa espiritualista sempre que possível nas raríssimas publicações de seu tempo, muitas em língua Espanhola. 

Dividia seu tempo entre o trabalho braçal árduo, os cuidados com a família,leitura e Práticas Esotéricas. Autodidata, passava longas horas da noite mergulhado em correspondências, enciclopédias e os jornais que seu dinheiro contado podia adquirir. 

Apaixonado pela ideia de 'Força e Poder do Pensamento', direcionava todas as suas energias no sentido de fortifica-las  e unir-se aos Iniciados de todo o mundo criando uma Egrégora poderosa de Saúde, Entusiasmo, Realização, Paz e Harmonia. 

Em 1907 lhe vem a Intuição: Criar no Brasil uma Editora dedicada a livros Esotéricos! 

Consta que a única coisa que possuía para tal empreendimento eram uma mesa rústica, uma cadeira uns papeis e nada mais. Ele reúne uns poucos amigos, faz uma breve reunião e sem dinheiro, sem contratos, sem apoio, sem sócios e declara: "Está criada a 'Editora Pensamento!"

Mesmo faltando tudo, a ideia chancelada por ele vai aos poucos tornando-se realidade. Escreve, organiza e manda imprimir Revistas; consegue que amigos lhe traduzam obras importantes do Esoterismo; sai do emprego e começa ele mesmo a ir de porta em porta, pessoa a pessoa, de boca a boca, vender suas publicações.

Obviamente que o Frater AOR enfrenta as dificuldades e críticas d'outros grupos ao lançar-se como editor/escritor independente no Brasil, católico e analfabeto, da época, mas ele insiste, persiste e permanece de pé. 

Pessoas de todos os lados surgem para ajuda-lo e, em 'pouco' tempo, consolida sua ideia com todos os recursos financeiros necessários. Seus grupos esotéricos prosperam de tal maneira que atingiu cerca de 1000.000 membros (nas décadas seguintes). 

A Editora Pensamento, nascida apenas de um desejo, ganha força e torna-se uma das principais divulgadoras do pensamento Espiritualista/Esotérico do país. 

Frater AOR, ao referir-se a sua própria história, posicionava-se como 'o filho espiritual de Helena Blavatsky', em quem se inspirou para superar as dificuldades; largar tudo, ir e fazer (!) mesmo sabendo que era loucura, que era impossível.

O vento balança os galhos, mas o tronco permanece imóvel!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MANIFESTO INCOERISTA



MANIFESTO INCOERISTA
alpha 17

Por Rémi Boyer, in Poeiras de Absurdidade Sagrada

1.
O Incoerismo é uma força de criação vertical, livre manifestação da Esseidade, totalmente fora do ter e do fazer, unicamente orientada para a Absolutidade, nascida do Oceano do Silêncio e jorrada do Intervalo, como um génio demónico.

2.
O Incoerismo gera a Vida como Desempenho a partir duma postura de Despertar. Desempenho para se libertar até da própria libertação. Ou seja, é erguer o estandarte da perfeição dobrado dentro da imperfeição. O Gesto Absoluto reside na perfeição do gesto imperfeito.

3.
O Incoerismo é uma postura do corpo e do espírito contra todas as imposturas.

4.
O Incoerismo é a consciência acrescida, a consciência de intensidade, a consciência de intenção, a consciência de que “Eu sou” é o único criador, o único actor, o único encenador, o único realizador, o único espectador, do seu próprio espectáculo a que ele chama “mundo” mas que é apenas “onda”. Solipsismo total. Grande Jogo do “isso acontece” enquanto “Isso permanece”.

5.
O Incoerismo nota, na Pessoa, que o seu desejo de coerência global é a fonte da sua alienação. A história, a política, as ciências ditas humanas ou autoproclamadas exactas, as religiões constituídas, as artes estatuídas, são as patologias da Pessoa. O Ser é a única Coerência, fora de quaisquer coerências, e o Grande Nada mantém-se fora dessa e destas.

6.
Não existem valores universais, não há senão valores pessoais. A questão dos valores, fonte de todos os conflitos, internos ou externos, só se resolve com o desaparecimento da Pessoa.

7.
Estamos sob uma ditadura, subtil ou grosseira. Esta não teve a sua origem num hipotético e improvável exterior mas sim em nós mesmos. O nobre combate é pois interno e axial. As brigas externas e periféricas conduzem invariavelmente ao esgotamento. Não deixa de ser – ou torna-se ainda mais – necessário desenvolver uma verdadeira Arte da Guerra.

8.
O Incoerismo ajusta contas com o Tempo e com todos os tempos, a fim de navegar livre pelos mundos relativos, ao sabor do vento do Querer.

9.
A procura da transcendência da arte tem o seu apogeu na Demanda de uma Arte de Nada, Arte absoluta do Intervalo. Na encruzilhada da Beleza Absoluta, da Virilidade Absoluta, da Feminidade Absoluta, só o Inapreensível é Arte.

10.
O Incoerismo exige, clama, grava no Instante e no Sempre, o respeito e a celebração ilimitadas da  Feminidade Absoluta, essencial, universal, potência magnífica e face sublime do Real, o Eterno Feminino em todas as suas formas, divinamente humanas ou humanamente divinas, todas sofiais.

11.
Só os Mestres do Grande Nada conseguem reconhecer, na total plenitude do Ser, a subversão, o desvio e a reversão como caminhos do Intervalo. Aos malcriados e desajeitados, não resta senão a agitação egótica da Pessoa.

12.
O Incoerismo é a Ideia-Apreensão Apaixonada, o Lugar-Estado no ápice do Ser. Fulmínea Absolutidade.

“Eu Sou, A Vontade Absoluta”

“Eu Sou, A Liberdade Absoluta”

Martinismo, Tão Nobre Quanto Raro



Martinismo, Tão Nobre Quanto Raro
Por um S.I.

Caro Amigo Desconhecido,

Se você chegou até aqui e está lendo esse texto, provavelmente tem algum interesse em saber mais um pouco sobre o martinismo. Saber realmente o que seja o martinismo e praticá-lo é tão nobre quanto raro. Se dizemos nobre é pela profundidade e poder de transformação e Iniciação Real que o martinismo possui, apesar de extremamente raro aqueles que o põe efetivamente em prática.

Devido a vasta selva na qual se encontra a multiplicidade de ordens martinistas, ingressar em uma delas não apresenta alguma dificuldade, por mais gloriosa que ela aparente ser. Em se tratando de aparências, este meio diga-se de passagem, é um vasto e produtivo gerador de vitrines e aparências maiores ainda, por sinal nada raro pelo contrário. Neste quesito ao menos a prática aparente é intensa e amplamente demonstrada.

Sobre esse ponto vemos facilmente a exposição de vastos certificados e currículos ditos iniciáticos, com seus nomes apostos com longas e intermináveis siglas após o mesmo. Vejo nisso de imediato algo contraditório quando lembro de sábias palavras:

"Quem é o maior no Reino dos céus?
Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus".  ~ Mateus 18:1-4

Ou ainda nas palavras do filósofo:

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar". ~ Friedrich Nietzsch

Bom, qualquer um de nós desde tenra idade adquirimos costumes e aprendemos pelos exemplos que nos foram passados, ou seja, há diversas formas de se ensinar alguem porém é pelo exemplo dado que realmente transmitimos algo realmente válido e é por essa mesma transmissão de nossos antepassados que crescemos e atingimos o "céu" de nossa evolução espiritual, neste caso. Nisso tanto Mateus como Nietzsch que em outras palavras no sentido contrario, dizem que quanto maior e mais aparecer, de fato menor se é.

Aqui já se nota a extrema importância dos antepassados seja na familia ou mesmo no martinismo o qual chamamos de LINHAGEM. Certificado não é linhagem, é apenas papel. Linhagem como ja dito é a transmissão espiritual dada a quem recebe em forma de exemplos, atitudes, posturas e o aprendizado da Arte muito conhecido na relação Aprendiz-Mestre, ou entre os orientais Chelas-Gurus. Maus exemplos geram mau aprendizes que futuramente irão gerar mais maus mestres em um círculo vicioso.

Nesse ponto são válidas as premissas éticas básicas em uma sociedade civilizada, caráter assim como a boa educação, tratamento interpessoal, inteligência emocional e também de suma importância os princípios MORAIS. Se a ordem ou o dito iniciador que você está a procurar falta com alguns desses pontos básicos, fuja pois é uma tremenda gelada, assim como se um dia escutar coisas como "Eu apenas deixo a iniciação a disposição de todos" ou "Eu sou a Ordem", mais gelada ainda pois Mestre que se digne, irá lhe acompanhar por todos os passos que por ventura der dentro da Ordem, mete a mão na massa!

Voltando ao martinismo e sobre o "Ser" e o "Aparecer", de fato SER requer antes de mais nada uma boa educação, bons exemplos recebidos e acima disso a prática sincera; SER é se tornar naquilo que se deseja. Requer esforço, trabalho e muita paciência.

Já o "Aparecer" é o caminho curto e oposto do anterior; não se requer esforço nem trabalho; não há o desejo de se tornar naquilo que se busca e na maioria dos casos, há forte contradição entre aquilo que se é no momento e naquilo que se quer aparentar Ser. A isso damos o nome de HIPOCRISIA. Ou seja, não faz o que se prega, pelo contrário.

Assim o amigo que busca pelo martinismo, precisa estar atento nessa miríade e multiplicidade de instituições, grupos, ordens e personagens que "misteriosamente" se destacam e acabam aparecendo por demasia. Procure sempre ter como referência o exemplo vivo e não a letra morta, o papel aceita qualquer coisa.

Não é se entrando numa ordem ou em um grupo que você se tornará assim por dizer, Martinista. Até mesmo porquê lá você encontrará pessoas assim como você, com as mesmas ou até mais imperfeições, medos, anseios e que diferem apenas no tanto que ja leram, mais nada. Todos procurando (ou deveriam) se tornarem uma pessoal melhor dia após dia.

Martinista se faz se tornando naquilo que se deseja, estudando e colocando em prática os ensinamentos e trabalhando sua personalidade. Os grupos ou uma Ordem lhe dará apenas um papel ou uma carteirinha onde confirma sua inscrição nela (papel aceita tudo lembra?) esse é o "Aparecer". O martinista verdadeiro abomina a hipocrisia e deixa de lado as roupagens ilusórias dos graus e títulos e demais vaidades naturais a todos que desejam apenas "aparecer". Assim meias-verdades, mentiras, egos inflados e tudo mais inerente aos aspectos grosseiros das pessoas comuns, não tem vez em um martinista sincero. Claro que aqui todos nós estamos de certa forma doentes, seja fisica ou espiritualmente e longe da perfeiçao estamos, porém o que diferencia um real iniciado aquele que opta pelo SER, é que esse sabe seu defeito, mas usa sua VONTADE e opta com esforço em agir ao contrario, transformando o defeito em virtude. 

As ordens místicas são como hospitais, são para doentes e não para iluminados!

O grande desafio em toda linha de pensamento está simplesmente em SER aquilo que se diz; Pensamento - Vontade - Ação. Sem dúvidas nesse caminho terá várias dificuldades, pois a cada vitória irá comemorar sozinho e ninguem lhe dará parabens por isso; ninguem irá lhe coroar com folhas de louro ou com bottons e pins sua conquista.

Então a expectativa deve ser essa, de se estar entrando num hospital junto com outros Irmãos com diversas doenças cada um, saber lidar com isso e procurar o remédio que lhe trará a cura, em nosso caso a Iniciação. Assim tudo é apenas um grande aprendizado em não apenas nos transmutar mas também, em adquirir a paciência, a tolerância e quiçá, uma caridade pelo Irmão ao nosso lado.

Seja sincero com sua busca interna e vá adiante, no caso no martinismo não é a ordem que te fara um martinista, mas aquele que aplica os princípios de Saint-Martin, Pasqually e Boehme em sua vida diária, a cada minuto do seu dia. A iniciação dada aqui por homens é apenas protocolar, a Iniciação Real é dada somente pelo único Iniciador que existe, do Alto.

Pesquise, comente, troque informações a respeito da dita Ordem Martinista que você procura, são várias, umas mais sérias e outras motivo de piadas, umas focada realmente na regeneração outras na "contra-iniciação", umas mais puras outras com elementos de esquerda e com coisas que beiram serem alienígenas.

Assim não olhe para a coroa aparente que alguem ou ordem ostenta, lembre-se que o Cálice sagrado está no Interior, em Ser e não em Aparecer.

Espero assim que encontre seu caminho, foque em seu interior e procura algo que lhe agregue valor, se for para atrapalhar melhor ficar sozinho.

Quem faz seu caminho é somente você mesmo mais ninguem.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

A chave da Abundância, a Magia da Multiplicação


A chave da Abundância, a Magia da Multiplicação
Por Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz

Consta que um dos maiores Magos do Ocidente, certa feita, teria realizado a 'Multiplicação dos Pães' saciando fartamente toda uma multidão; quando tomei a palavra para fazer este 'sermão' à uma platéia de centenas de pessoas em uma das maiores capitais do país, eles não sabiam, mas estava ensinando Magia. 

Se existe um demônio que comanda a legião de indivíduos desafortunados, azarados, sofridos, miseráveis, infaustos, mesquinhos, desditosos e infelizes, o nome dele é Ingratidão!  É ele quem amamenta os sentimentos de autodepreciação, insuficiência, incapacidade fazendo com que cada célula viva mergulhada nas areias movediças do desânimo. 

No episódio da Multiplicação, não há relatos de que se tenha traçado Círculos no chão, emitido Fórmulas Cabalísticas, evocado Espíritos ou conjurado Elementais; a "Magia da Simplicidade" foi a pedra fundamental:

'Ele ergueu o pão aos céus e deu Graças'

Eis uma lição de Gratidão; mesmo que as circunstâncias estejam momentaneamente aquém dos nossos ideais, mesmo que não estejamos do modo desejado ou não tenhamos (ainda) o que queremos devemos:
  1. Agradecer pelo que temos.
  2. Agradecer pelo que Já conquistamos com o mesmo Sentimento/Amor, mesmo isto ainda esteja adiante. 
  3. Acima de tudo, sentir-se (e agir) em plena comunhão com a Abundância Universal que sempre nos reserva, aconteça o que acontecer, o melhor.

A Gratidão é muito mais que uma emoção, é um posicionamento, uma Atitude de vida que afasta os ventos cinzas da desgraça; não é algo direcionado a uma pessoa, acontecimento ou objeto, mas uma Conexão impessoal, abrangente, múltipla e permanente. 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

7 Dicas rápidas para que tudo dê errado na sua vida



7 Dicas rápidas para que tudo dê errado na sua vida
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz.

1ª- Conte seus Projetos e Objetivos para todo mundo, publique na internet e crie o hábito de nunca guardar segredo. 

2ª- Reclame bastante, rumine os Problemas e pinte suas palavras em 50  Tons de Pobreza, Doença e Tristezas.(Obs.: Compartilhe isso na internet também)

3ª- Colecione as Decepções em sua memória e as Tragédias no coração. Seja Ingrato.

4ª- Deixe sempre tudo para depois, amanhã, o futuro, ao 'Deus dará'; hoje curta sua Preguiça evitando qualquer esforço e fadiga. 

5ª- Evite a todo custo pessoas iluminadas, leituras edificantes, conversas construtivas, palestras inspiradoras, cursos de aprimoramento, períodos de meditação e reflexão. 

6ª- Fale mal de todo mundo (essa dica é ótima!).

7ª- Jamais se dê ao trabalho de definir um Objetivo de vida, nunca cumpra suas Metas e não alimente seus Sonhos; permaneça sempre conformado, confortável e acomodado. 


DUPONT e PHILIPPE ENCAUSSE - Sucessão


ORDRE MARTINISTE

Office of the grandmaster

I, Henri-Charles DUPONT, sovereign grandmaster of the "L'ORDRE MARTINISTE" (called "of Lyon"), renamed to "ORDRE MARTINISTE - MARTINEZISTE" by our illustrious and regreted brother Charles CHEVILLION in Paris at October 25th 1958, certify that in the presence of the brothers Robert AMBELAIN, Philippe ENCAUSSE and Irénée SEGURET, Philippe ENCAUSSE, son of the highly illustrious and regreted brother PAPUS (doctor Gérard ENCAUSSE), who lives in PARIS, was made my successor and the head of the ORDER from this date on in COUTANCES in my residence on August 13th 1960, and obligated to continue my work and to contribute to the unity of martinism, what is my desire with all my heart.

August 13th 1960, COUTANCES

Henri-Charles DUPONT

witnesses:

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EM PORTUGUÊS:
ORDEM MARTINISTA
Gabinete do Grande Mestre

Eu, Henri-Charles DUPONT, soberano Grão Mestre da "ORDEM MARTINISTA" (de Lyon), renomeada para "ORDEM MARTINISTA - MARTINEZISTA" pelo nosso ilustre irmão Charles CHEVILLION em 25 de outubro de 1958 em Paris, certifico na presença dos Irmãos Robert AMBELAIM, Philippe ENCAUSSE e Irénée SEGURET, que Philippe ENCAUSSE, filho do ilustríssimo irmão PAPUS (doutor Gérard ENCAUSSE), que vive em Paris, foi feito meu sucessor e dirigente da ORDEM dessa data em diante em COUNTANCES em minha residencia em 13 de agosto de 1960, jurando continuar meu trabalho e a contribuir para a unidade do martinismo, o qual é meu desejo de todo meu coração.

COUTANCES, 13 de Agosto de 1960,

Henri-Charles DUPONT.

testemunhas (assinaturas):

sexta-feira, 8 de maio de 2015

8 de Maio - Dia do Lótus Branco


8 de Maio - Dia do Lótus Branco

O Dia do Lótus Branco (8 de maio), data em que a fundadora da Sociedade Teosófica Helena Blavatsky deixou o mundo físico em 1891, será lembrado com várias homenagens. Na sede da ST no Brasil, em Brasília, as atividades da loja Alvorada serão dedicadas ao legado da escritora, que dedicou a vida à difusão da Teosofia. Também haverá atividades especiais em João Pessoa, São José dos Campos e Salvador. 

Nascida na Ucrânia, durante a noite de 30 para 31 de julho de 1831, com o nome de Helena Petrovna von Hahn, era filha de nobres russos. Teve uma educação refinada e desde muito cedo mostrou-se rebelde e independente.

Durante toda sua infância mostrou ser capaz de cativar as pessoas contando histórias fantásticas como se as tivesse vivido. Com pouco menos de dezessete anos casou-se - pelo menos em se tratando de cerimônias religiosas - com o idoso general Blavatsky de quem tomou o nome que usou por toda sua vida. É provável que, à época do casamento, o general estivesse bem próximo dos setenta anos como supunha sua jovem esposa.

Uma tia de Blavatsky descreveu como o casamento foi resolvido: “para ela era indiferente casar-se ou não. Entretanto, um dia, sua governanta, desafiou-a a encontrar um homem capaz de desposá-la, devido ao seu gênio insuportável; chegou mesmo a afirmar que até aquele velho que ela considerava tão horroroso e escolhera para alvo de suas troças, nunca a aceitaria como esposa. Não foi preciso mais nada. Três dias depois ela conseguiu que ele a pedisse em casamento; depois, horrorizada com o que fizera, fez o possível para se livrar do apressado consentimento que lhe dera. Mas já era tarde.(...) Já perante ao altar, ouviu o sacerdote que lhe dizia:"honrarás teu marido e terás que obedecê-lo", e a essa expressão odiosa, "terás que obedecê-lo", sua jovem fisionomia ficou rubra de cólera, a que se seguiu uma palidez mortal. E ouviram-na murmurar de dentes cerrados:‘Nunca!’

E, de fato, nunca o fez. Naquele mesmo instante resolveu desprezar a lei e ser a dona de sua vida futura; e abandonou o marido para sempre, sem lhe dar a menor oportunidade de considerá-la sua mulher”. De grande inteligência, inata capacidade psíquica e faculdade literária aguçada, mostrou desde cedo consciência revolucionária. Sempre teve amigos invisíveis e se irritava com a criadagem e a família que não davam a mínima atenção a eles. Desde este tempo existia a figura de um protetor, cujos traços fisionômicos nunca se modificaram, e que mais tarde Blavatsky encontrou em corpo físico e imediatamente reconheceu.

Suas viagens pelo mundo a levou a circunavegar o globo terrestre por duas vezes, sempre em busca da verdade. Foi no Tibete que recebeu a mais alta iniciação esotérica.

Em 1873 foi para os Estados Unidos, onde conheceu o Coronel Henry Steel Olcott. Naquela época, as relações psíquicas entre ela e seus mestres ocultos orientais era tamanha que a levou a colocar sua vida sob a direção destes. A amizade com Olcott resultou na fundação da Sociedade Teosófica, em 1875, em Nova Iorque. “A Sociedade Teosófica não é somente o instrumento graças ao qual os Mahatmas trabalham no mundo para favorecer a explosão da espiritualidade entre os homens; mas é também em grande parte a iniciativa confiada a Madame Blavatsky”. Dois anos depois publicou sua primeira obra: Ísis sem Véu, quatro volumes que formam um conjunto de postulados ocultistas.

Sua obra mais importante é A Doutrina Secreta, publicada em 1888. A quantidade de informações contida nessa obra é verdadeiramente assombrosa. Estudos provam que ela precisaria ter lido ininterruptamente durante décadas para assimilar tudo aquilo. Mas como a própria Blavatsky explicou várias vezes, o que ela escreveu não é de sua autoria, foi mostrado a ela pelos seus mestres no plano astral.

Uma de suas previsões era de que sua obra só começaria a ser compreendida cerca de um século depois. Isso veio a se confirmar publicamente quando uma sobrinha de Einstein revelou, alguns anos após a sua morte, que seu livro de cabeceira era A Doutrina Secreta. Intelectuais do mundo inteiro estudaram a Doutrina e descobriram lá as fontes de muitas das teorias de Einstein.

Blavatsky foi, sem dúvida, a mais importante personagem da Renascença Ocultista no século passado. Considerava os homens deuses em potencial e afirmava, em uma crítica velada à mentalidade da época, que “aquele que vive para a humanidade faz muito mais do que aquele que por ela morre”.

Blavatsky foi perseguida, caluniada e difamada por pessoas que, das maneiras mais absurdas, tentavam provar que ela era uma farsante. Apesar de seu comportamento explosivo sempre se manteve altiva para dar as devidas respostas a este tipo de difamadores.

Nos últimos anos de sua vida, HPB encontrava-se fisicamente muito debilitada mas não deixava de escrever, durante todo o dia A Doutrina Secreta e jamais se deixou esmorecer. Em determinado tempo ela se viu à beira da morte e seus acompanhantes, dentre os quais a condessa Wachtmeister, esperavam apenas o momento derradeiro. A condessa conta que, certa noite, acordou profundamente apreensiva por haver dormido. HPB poderia ter morrido durante seu sono, enquanto desertara de seu posto de vigília. Correu para a cama de Blavatsky e a encontrou tranquila com o aspecto bem diferente de quando a deixara. Blavatsky explicou: “O Mestre esteve aqui. Deu-me a escolher: morrer e ficar livre, se quisesse, ou concluir A Doutrina Secreta, Advertiu-me sobre a magnitude de meus sofrimentos e sobre um terrível período por que haveria de passar na Inglaterra, pois vou para lá. Mas, quando pensei naqueles discípulos, aos quais me será dado ensinar algumas coisas, e na Sociedade Teosófica em geral, à qual já deixo meu coração, aceitei o sacrifício”.



terça-feira, 28 de abril de 2015

INICIAÇÃO NO JARDIM E INICIAÇÃO NA CIDADE


Iniciação no Jardim e Iniciação na Cidade
Excerto do capítulo Iniciação no Jardim e Iniciação na Cidade, da obra O Discurso de Sintra, de Rémi Boyer

«A Rosa-Cruz é o protótipo da Iniciação no Jardim, que se distingue da Iniciação na Cidade, da qual a Maçonaria é a expressão mais visível e a mais invasora. É no mínimo paradoxal, e até um contra-senso, que muitas sociedades iniciáticas construídas sobre o modelo hierarquizado da Maçonaria se reivindiquem da Rosa-Cruz.

Esta distinção, Iniciação no Jardim, Iniciação na Cidade, não deixa de lembrar a oposição clássica entre a filosofia do Jardim, de que a principal figura é Epicuro, e a filosofia na Cidade, incarnada por Platão, mas não pode ser reduzida apenas a esta oposição. Lembremo-nos também que Descartes – que não foi o único – quis negar que a Natureza fosse uma deusa. A Iniciação no Jardim não é cartesiana, mas também não afirma que a Natureza seja uma deusa; entre as duas, faz uma escolha por livre vontade de encantamento.

A Iniciação na Cidade assenta na pavimentação, no trabalho da pedra, na construção pedra sobre pedra, na repetição da forma, no seu apuramento, na sua rectificação com vista à edificação.

A Iniciação no Jardim é uma arte da tecitura, da malhagem, da trama, da criatividade, da mutação e da travessia das formas.

A replicação está no âmago da Iniciação na Cidade, que visa a permanência das formas, a sua duração, o seu prolongamento, a sua reprodução idêntica. Uma tal iniciação releva da imitação, mas voltaremos a este ponto. O que é antigo é celebrado. Este processo iniciático está inscrito na memória, na cultura na temporalidade. O processo iniciático posto em prática no Jardim é, pelo contrário, uma celebração do instante, do imediato, um reconhecimento do efémero, da impermanência e do intemporal. (…)

O Jardim é aberto, mas ao passo que o iniciado da Cidade se mostra e se demonstra, o iniciado do Jardim oculta-se. “Para vivermos livres, vivamos ocultos”, diz o Mestre Jardineiro. Ninguém sabe exactamente onde começa e onde acaba o Jardim. Ele manifesta a Liberdade que caracteriza o Ente em si. A errância é aí encorajada. No Jardim, não há objecto iniciático em si e objecto não-iniciático. Qualquer situação pode beneficiar de um tratamento iniciático. Não é a situação externa e interna que importa, mas sim a relação de consciência mantida com a situação, que a torna a própria matéria da Obra. Privilegia-se a prática. “Se a doutrina te incomoda, rejeita a doutrina, mas aprofunda a prática”, sugere ainda o Mestre Jardineiro.  (…)

A aparente oposição entre a Cidade e o Jardim é o fruto do erro perceptual dualista. Convém substituir-lhe o princípio de uma articulação induzida pela própria etimologia da palavra “iniciação”, e instaurar assim uma dialéctica entre praxis e poiesis. A palavra “iniciação” provém do latim initiatio, que, por sua vez, na época greco-romana, traduzia a palavra grega telete. Enquanto a palavra initiatio expressa a ideia de passagem, telete veicula a ideia de finalização, de consumação. Enquanto initiatio se baseia na imitação e na repetição, que é o que fazem os ritos, telete assenta na “libertação da própria libertação”, usando a expressão de Nikos Kazantzaki. Qualquer via começa onde acaba a imitação e a repetição, onde se apaga a organização iniciática. Ela é realmente um abandono das formas, incluindo das formas sagradas que são os ritos, para penetrar o Grande Real.»

Fonte: Incoerismo



quinta-feira, 23 de abril de 2015

A HIPOCRISIA E A SINCERIDADE


Devido ao número maior e crescente de falsos espiritualistas, falsos líderes em falsos caminhos, achamos oportuno a publicação sobre a HIPOCRISIA abaixo atribuida a John Garrigues. ~ R.C.

SOBRE A HIPOCRISIA E A SINCERIDADE

“Tu vês no outro o que há no teu coração.”

Nenhum defeito ilustra melhor este antigo aforismo que o defeito da hipocrisia. Nenhum erro pode ser mais desprezível, nem mais universal. 
O caráter do indivíduo - isto é, o seu carma - faz parte do carma humano e do carma nacional. A falsidade consciente e inconsciente em sua alma é inerente à etapa atual da evolução humana. Mas há uma armadilha sutil presente no ato de estudar e admirar uma filosofia elevada e nobre:  esta prática regular estimula a auto-estima a partir da sua capacidade de compreender e de admirar. O altruísmo é frequentemente um outro nome para a auto-indulgência. A meditação sobre uma filosofia elevada leva inúmeras vezes ao esquecimento do que a meditação é na realidade - apenas meditação. Neste caso, a planta da auto-estima, crescendo desde a lama da natureza humana, produz sutilmente um crescimento tão grande da hipocrisia que chega a ficar  fora de toda proporção.
Tendo obtido algum conhecimento sobre a lei do Carma, o nosso sentimento em relação a quem não compreende esta lei passa a ser - ao invés de compaixão impessoal - um desprezo sorridente, uma vaidosa surpresa diante de tamanha ignorância. 

É muito humano o hábito de recusar-se a pensar em seus próprios defeitos e, com o tempo, hipnotizar a si mesmo passando a acreditar que foram superados.

Mas reconhecer os seus próprios erros, inclusive o da hipocrisia, é muito melhor do que tornar-se hipócrita até para si mesmo, além de ser falso para com o mundo externo. O reconhecimento de um defeito envolve um sofrimento e uma relativa humildade, e isso abre uma brecha pela qual a luz do Espírito pode brilhar na natureza inferior da consciência humana.

Os defeitos não podem ser arrancados por um simples ato de vontade, porque às vezes eles se instalam em cada fibra da natureza. Por outro lado, todas as energias são espirituais, embora estejam sempre em autotransformação.

Portanto, todo o problema pode ser solucionado pela distribuição correta e pelo uso sábio das forças pessoais. Cada energia que se volta para uma finalidade espiritual e altruísta é uma energia drenada das áreas do eu pessoal inferior, e a recíproca é verdadeira. Se as energias pessoais estiverem completamente devotadas a um uso espiritual, o vazamento delas no mundo do eu inferior cessará.

Sem dúvida, há momentos em que a natureza inferior, tendo recebido devido à nossa insensatez uma energia vital vigorosa e maléfica, irá perceber os perigos do jejum e fará uma perigosa ofensiva. Em tais casos, pode ser necessário fazer durante algum tempo um grande esforço de auto-controle. Mas, em geral, a auto-transformação depende de um trabalho construtivo na direção oposta à do erro. São muitos os que, depois de diversos anos ou de uma vida inteira de luta com o eu inferior, apenas se esquecem do eu inferior no serviço altruísta, sem darem atenção a vitória ou derrota pessoais.  

Esse é o caminho mais adequado.

“The Modern Vice”, J.Garrigues.
Fonte em Filosofia Esotérica

domingo, 5 de abril de 2015

Doenças Espirituais Transmissíveis

Doenças Espirituais Transmissíveis
por Mariana Caplan, PhD
Adaptado do “Eyes Wide Open”
Cultivando discernimiento en el Camino Espiritual (Sounds True)

Estamos em uma selva e isto é válido tanto para a vida espiritual, quanto para qualquer outro aspecto da vida. Dá para acreditar realmente que, só por que alguém tenha meditado por cinco anos, ou praticado yoga por dez, seja menos neurótica que outra? Pode ser que seja sim, um pouco mais consciente. Um pouco.

É por esta razão que tenho passado os últimos quinze anos de minha vida investigando e escrevendo livros sobre o cultivo do discernimento no caminho espiritual em todas as áreas arenosas como o poder, o sexo, a iluminação, os gurus, os escândalos, a psicologia, a neurose e as confusas e inconscientes motivações no caminho. Meu companheiro e eu (autor e professor Marc Gafni) estamos desenvolvendo uma nova série de livros, cursos e práticas para lançar mais luz sobre estas questões.

Anos atrás, passei um verão vivendo e trabalhando no Sul da África. Logo que cheguei, senti o choque da realidade visceral na qual me encontrava; um país com a taxa mais alta de assassinato do mundo, onde a violência é comum e mais da metade da população é soropositiva – homens – mulheres – homossexuais – heterossexuais – igualmente.

Como cheguei a conhecer certos de Mestres espirituais e milhares de praticantes através de minhas viagens, me chamou a atenção a forma como nossos pontos de vista espirituais, perspectivas e experiências se encontram igualmente “infectadas” por “contaminações conceituais” – que compreende uma relação confusa e imatura em relação aos princípios espirituais complexos, o que podemos comparar com uma invisível e contagiosa doença sexualmente transmissível.

Os dez pontos abaixo não são definitivos, mas sim uma ferramenta para a tomada de consciência de algumas das doenças espirituais transmissíveis:

1.ESPIRITUALIDADE FAST-FOOD: Misturar espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, multitarefas e gratificação instantânea, resulta em espiritualidade fast-food; produto da fantasia comum que entende que o alívio do sofrimento da condição humana possa ser rápido e fácil. Uma coisa é certa: a transformação espiritual não pode ter uma solução rápida.

2.FALSA ESPIRITUALIDADE: É a tendência de falar, vestir e atuar da forma que imaginamos que uma pessoa espiritualizada faria. É uma espécie de imitação de espiritualidade que copia a realização espiritual igual ao tecido da pele de leopardo, que imita a verdadeira pele do animal.

3.MOTIVAÇÕES CONFUSAS: Embora nosso desejo de crescer seja puro e genuíno, frequentemente se mistura com motivações menores, como o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher o vazio interior, a crença de que o caminho espiritual eliminará nosso sofrimento e a ambição espiritual, o desejo de ser especial e de ser o melhor, de ser o único.

4.A IDENTIFICAÇÃO COM EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como própria; passamos a acreditar que estamos encarnando ideias que surgiram dentro de nós em certos momentos.
Na maioria dos casos, não dura indefinidamente, embora tenda a durar mais tempos naqueles que acreditam ser iluminados e ou atuam como Mestres espirituais.

5.O EGO ESPIRITUALIZADO: Esta doença ocorre quando a estrutura da personalidade egóica se torna profundamente enraizada aos conceitos e ideias espirituais. O resultado é uma estrutura do ego que é “a prova de balas”. Quando o ego se espiritualiza, somos relutantes a ajudar, às novas aberturas e a critica construtiva.
Nos tornamos seres humanos impenetráveis e refratários ao crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.

6.PRODUÇÃO EM MASSA DE MESTRES ESPIRITUAIS: Há uma série de tradições espirituais em moda atualmente que produzem pessoas que acreditam pertencerem ao âmbito da iluminação espiritual ou domínio, que está muito além de sua condição atual. Está doença funciona como um cinto espiritual transportador: basta colocar este artifício, alcançar uma visão e pronto! Já se está iluminado e da mesma forma, pronto para iluminar os outros. O problema não é aquilo que os Mestres ensinam, mas o fato de se apresentarem como tendo alcançado a maestria espiritual.

7.ORGULHO ESPIRITUAL: Surge quando o praticante, através de anos de penosos esforços, realmente alcança certo nível de sabedoria e utiliza esta conquista para justificar o fechamento para novas experiências. Uma sensação de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença espiritual transmissível.
Manifesta-se como uma sutil sensação de que “eu sou melhor do que os outros”.

8.MENTE GRUPAL: doença também conhecida como pensamento de grupo, mentalidade sectária ou mentalidade de culto; a mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos dos elementos tradicionais de co-dependência. Um grupo espiritual possui acordos sutis e inconscientes com relação à forma correta de pensar, falar, vestir, agir. Pessoas e grupos infectados com a “mente de grupo” repelem os indivíduos, as atitudes e circunstancias que não se ajustam às normas não escritas do grupo.

9.O COMPLEXO DE POVO ELEITO: O complexo de pessoas escolhidas, não se limita aos judeus. É a crença de que o nosso grupo é o mais evoluído espiritualmente, potente, inteligente e em poucas palavras, melhor que qualquer outro grupo. Existe uma diferença importante entre o reconhecimento de que alguém tenha encontrado o caminho correto, o mestre ou a comunidade, por si mesmo, e o de ter encontrado o Eleito.

10.O VÍRUS MORTAL: “EU CHEGUEI LÁ”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a evolução espiritual. É a crença de que se chegou à meta final do caminho espiritual. O progresso espiritual termina no ponto em que esta crença se cristaliza em nossa psique; no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao final do caminho, o crescimento se detém.

“A essência do amor é a percepção, por tanto, a essência do amor a si mesmo é a auto percepção. Só é possível se apaixonar por alguém que se possa ver claramente. Incluindo-te a ti mesmo. Amar é ter olhos para ver. Só quando você ver a si mesmo claramente, poderá amar a si mesmo”.

O espírito dos ensinamentos de Marc, que acredito ser uma parte fundamental do discernimento no caminho espiritual é a descoberta das doenças generalizadas do ego e do auto engano que existe em todos nós. É quando necessitamos da boa vontade e apoio dos verdadeiros amigos espirituais. Enquanto enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, às vezes é fácil cair num sentimento de desânimo e perder a confiança no caminho. É preciso manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer uma diferença no mundo.

Fonte aqui

sábado, 4 de abril de 2015

MARIA A. MOURA: Missão Cósmica Cumprida

MISSÃO CÓSMICA CUMPRIDA:
MARIA APARECIDA MOURA, SRC

A ÚLTIMA FOTO OFICIAL:
Maria A. Moura, F.R.C., entre o Imperator Christian Bernard, F.R.C.  (à esquerda) e o Grande Mestre Charles Vega Parucker, F.R.C., na XVIII Convenção Nacional Rosacruz, em Curitiba, Setembro de 2000.

Maria A. Moura organizadora e ex-Grande Mestre da Ordem Rosacruz AMORC no Brasil, passou  pela transição quarta-feira 4 de abril de 2001. Teve vida longa e proveitosa neste Plano e será para sempre lembrada, com esta frase: Missão Cósmica Cumprida. Na casa dos 80 e ainda demonstrando grande vigor físico e mental, proferiu palestra durante a Convenção Nacional da AMORC/Brasil realizada em fins do ano/século/milênio passado em Curitiba, durante a qual recebeu justa homenagem.

Exemplo de serviço altruístico, Maria A. Moura dedicou longos anos de sua vida ao esplêndido trabalho de levar a Luz Rosacruz por todo o Brasil, difundindo-a mais tarde  para todos os paises de Língua Portuguesa. Tendo desempenhado todas as funções que exerceu com galhardia e pioneirismo, tornou a AMORC conhecida de milhares de pessoas, que hoje se beneficiam do conhecimento e práticas do autêntico e tradicional misticismo Rosacruz.

AMORC foi estabelecida no Brasil em 1956, pelo então Presidente Mundial da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, Ralph M. Lewis. Com Maria A. Moura e José de Oliveira Paulo foi empreendida com vigor a tarefa de expansão do Rosacrucianismo em todo País. Dedicaram-se com expressivo ato de doação e voluntariado, trabalhando muito para que os membros pudessem estudar os profícuos ensinamentos esotéricos Rosacruzes em nossa língua. Como Grande Mestre da AMORC no Brasil, Maria A. Moura constituiu extensa e maravilhosa Biblioteca Rosacruz trazendo para a lingua portuguesa as obras do Dr. Harvey Spencer Lewis, seu filho Ralph e outros Mestres.

Gratificados por serviços prestados por esta ilustre personalidade, os Rosacruzes reuniram-se na noite da quarta-feira em que Maria A. Moura fez a Grande Iniciação para celebrar a cerimônia fúnebre Rosacruz e despediram-se de sua Ex-Grande Mestre  na quinta-feira dia 5 de abril às 10h da manhã, partindo o cortejo do Grande Templo da Ordem Rosacruz, à Rua Nicarágua 2620, no Bacacheri, para o Cemitério Jardim da Paz, no prolongamento da Avenida Anita Garibaldi, Barreirinha. Ficou uma certeza para todos: não existe morte, é apenas uma breve separação, persistindo para sempre o exemplo deixado, mais forte do que a saudade e servindo como alento.

Muito obrigado, Soror Maria A. Moura, por tudo o que a senhora fez pelos estudantes Rosacruzes. Devido ao seu trabalho pioneiro e abnegado muita gente em nosso País teve a oportunidade de encontrar a Luz, livrando-se das trevas da ignorância e da superstição.

Fonte: clique Aqui

sexta-feira, 3 de abril de 2015

INICIAÇÃO E CONTRA-INICIAÇÃO


INICIAÇÃO E CONTRA-INICIAÇÃO 
por René Guénon

Já dissemos alhures, que existe um fenômeno que poderíamos chamar de "contra-iniciação", ou seja, uma coisa que se apresentaria como uma iniciação e que até mesmo pode dar a ilusão de ser verdadeiramente uma iniciação, mas que segue o caminho inverso da verdadeira iniciação. 

Não obstante, comentamos, que esta designação exige algumas reservas; o fato é, que se tomássemos no sentido estrito, poderíamos criar a crença de uma espécie de simetria, ou por assim dizer de uma equivalência (ainda que no sentido inverso), que, sem duvida, forma parte das pretensões dos que se ligam  a aquilo que tratamos aqui, e que não existe e não pode existir na realidade. 

Sobre este ponto convém insistirmos especialmente, já que muitos, deixam-se enganar pelas aparências, imaginam que há no mundo duas organizações opostas que disputam a supremacia, concepção errônea que corresponde a aquela, que na linguagem teológica, põe Satã no mesmo nível de Deus, e que, com ou sem razão, se atribui comumente aos Maniqueus. 

Esta concepção, conforme assinalaremos em seguida, vem a ser, o mesmo que afirmar uma dualidade radicalmente irredutível, ou em outros termos, negar a Unidade suprema que está além de todas as oposições e antagonismos; uma negação assim, é tema dos mesmos aderentes a "contra-iniciação", e algo que não nos deve surpreender; mas isso mostra ao mesmo tempo que a verdade metafísica, até nos seus princípios mais elementares, é para eles totalmente estranha, e por isso sua pretensão se aniquila sozinho. 

Importa-nos assinalar, antes de mais nada, que, em suas próprias origens, a "contra-iniciação" não pode apresentar-se como algo que surgiu de forma independente e autônoma: se houvesse constituído-se espontaneamente, não seria nada mais que uma invenção humana, e não se distinguiria assim da pura e simples "pseudo-iniciação". 

Para que seja mais que isso, e de fato ela é, é necessário que, de certo modo, proceda da fonte única que se liga toda a iniciação, e, mais genericamente, a tudo que manifesta em nosso mundo num elemento "não-humano" procedente dela, se manifestando por uma degeneração que chega até a uma "inversão" que constitui aquilo que podemos chamar propriamente de "satanismo". Se vê pois que, de fato, se trata de uma iniciação desviada e desnaturada, e que, por isso mesmo, não tem direito de ser qualificada verdadeiramente de iniciação, posto que não conduz ao fim essencial desta, e inclusive faz distanciar o ser dela  em vês de aproxima-lo. 

Não basta pois, falarmos aqui de uma iniciação truncada e reduzida a sua parte inferior, como pode ocorrer também em certos casos; a alteração é muito mais profunda; mas há nela, entretanto, como dois estados diferentes num mesmo processo de degeneração. O ponto de partida é sempre uma rebelião contra uma autoridade legítima, e uma pretensão de uma independência que não poderia existir, como tivemos a oportunidade de explicar num outro momento(1); disso resulta imediatamente a perda do contato efetivo com um centro espiritual verdadeiro e, portanto, a impossibilidade de alcançar os estados supra-individuais; e, naquilo que todavia ainda subsiste, o  desvio não poderia ir mais que agravando-se seguidamente, passando por graus diversos, para chegar, nos casos extremos, até esta "inversão" da qual acabamos de falar. 

Uma primeira conseqüência disto, é que a "contra-iniciação", quaisquer que possam ser as suas pretensões, não é na verdade mais que um beco sem saída, já que é incapaz de conduzir o ser, a mais adiante da condição humana; e é neste estado mesmo, pelo fato de sua "inversão" que a caracteriza, desenvolve modalidades que são as de ordem mais inferiores. No esoterismo islâmico, se diz que quem se apresenta diante de certa "porta", sem ter chegado a ela por uma via normal e legítima, vê esta porta se fechando diante dele, e é obrigado a voltar atrás, porém, não como um simples profano, o que agora adiante é impossível, mas sim como sâher (bruxo ou feiticeiro). Não poderiam ter expressado com maior nitidez sobre aquilo que tratamos. 

Outra conseqüência, em conexão com a anterior, é que, ao fazer-se quebrada a conexão com o centro, a "influencia espiritual" se perde; e isto já basta para que mostre, que aqui não trata-se realmente de iniciação, posto que esta, como explicamos anteriormente, está essencialmente constituída pela transmissão desta influência. Não obstante há todavia, algo que se transmite, sem o qual, falaríamos de novo da "pseudo-iniciação" desprovida de toda a eficácia; mas não se trata mais de que uma influência de ordem inferior, "psíquica" e não "espiritual", e que abandonada dessa maneira, sem o controle de um elemento transcendente, toma de certo modo inevitavelmente um caráter "diabólico" (2)

É fácil compreender, entretanto, que esta influencia psíquica pode imitar a influência espiritual em suas manifestações exteriores, ao ponto de aqueles que se detém nas aparências, chegam a equivocar-se à respeito, pois a primeira origina-se na mesma ordem de realidade, na qual se produzem estas manifestações (não se diz proverbialmente, e num sentido comparável a este, que "Satã é o imitador de Deus"?); e que a imitam, poderíamos dizer ainda que da mesma forma, os elementos evocados pelo necromante imitam um ser consciente evocado no outro caminho(3)

Este fato, diga-se de passagem, demonstra que alguns fenômenos idênticos entre si, podem diferir completamente em suas causas profundas; e aqui se acha uma das razões pelas quais convém do ponto de vista iniciático, não conceder nenhum valor a tais fenômenos, porque, quaisquer que fossem, nada podem provar à respeito da questão da pura espiritualidade. 

Dito isto, podemos precisar os limites dentro os quais a "contra-iniciação" é suscetível de opor-se a verdadeira iniciação: é evidente que estes limites são os do ser humano com suas múltiplas modalidades; dito de outra maneira, a oposição não pode existir senão no domínio dos "pequenos mistérios", enquanto que o dos "grandes mistérios", que se refere aos estados supra-humanos, está por sua mesma natureza, além de tal oposição, pois este está inteiramente fechado a tudo o que não é conhecido como verdadeiro na iniciação, segundo a ortodoxia tradicional (4)

Ao que se refere aos "pequenos mistérios", haverá, entre a iniciação e a "contra-iniciação", esta diferença fundamental: numa, não será mais que uma preparação para os "grandes mistérios"; na outra, se tornarão forçosamente como um fim em si mesmos, ao estar proibido o acesso aos "grandes mistérios". Entretanto podem ter muitas outras diferencias com um caráter mais específico; mas não entraremos aqui nestas considerações de importância muito secundária, do ponto de vista no qual nos situamos, e que exigiriam um exame detalhado de toda a variedade de formas que pode revestir a "contra-iniciação". 

Naturalmente, pode ser que possam constituir-se centros nos quais estarão conectadas as organizações que dependem da "contra-iniciação"; mas se tratará de centros unicamente "psíquicos", e não de centros espirituais, ainda que aqueles possam, em razão do que indicávamos mas acima como ação das influencias correspondentes, tomar mais ou menos, completamente suas aparências exteriores. 

Por outra parte, não haveria que surpreender-se de que esses próprios centros, e não somente algumas das organizações que lhes estão subordinadas, possam encontrar-se, em muitos casos, em luta uns com os outros, porque o domínio no qual se situam é aquele no qual todas as oposições se dão em livre curso, quando não são harmonizadas e reconduzidas a unidade pela ação direta de um principio de ordem superior. 

Disto resulta que, pelo que concerne as manifestações desses centros ou dos que deles emanam, uma impressão de confusão e de incoerência que não é ilusória; eles não se põem de acordo mais que negativamente, e assim se pode dizer, para uma luta contra os verdadeiros centros espirituais, na medida em que estes se mantenham em um nível que permita que uma luta assim ocorra, ou seja, segundo o que acabamos de explicar, no que se refere ao domínio dos "pequenos mistérios" exclusivamente. 

Tudo o que se refere aos "grandes mistérios" está isento de tal oposição; e, com maior razão, o centro espiritual supremo, fonte e principio de toda iniciação, não poderia ser alcançado ou afetado em algum grau por nenhuma luta que fosse (e por isso se lhe chama "inacessível a violência"); isto nos leva a precisar todavia outro ponto que é de uma importância muito particular. 

Os representantes da "contra-iniciação" tem a ilusão de opor-se a autoridade espiritual suprema, na qual nada pode opor-se em realidade, pois é bem evidente que então não seria suprema: a supremacia não admite nenhuma dualidade, e uma suposição assim é contraditória em si mesma; mas a ilusão deles vem de que não podem conhecer sua verdadeira natureza. 

Podemos ir mais longe: apesar de tudo, sem saber eles estão na realidade subordinados a essa autoridade, do mesmo modo que, como dizíamos precedentemente, tudo está, mesmo que inconsciente e involuntariamente, submetido a Vontade divina, e nada pode subtrair-se disso. 

São pois utilizados, por mais que não queiram, na realização do plano divino no mundo humano; jogam nele, como todos os demais seres, o papel que convém a sua própria natureza, mas no lugar de serem conscientes deste papel como o são os verdadeiros iniciados, se enganam a si próprios, e de uma forma que é a pior que a simples ignorância dos profanos, posto que, no lugar de deixar-los de certo modo no mesmo ponto, esta tem por resultado deixa-lo mais longe do centro principal. 

Mas, considerando-se as coisas, não com respeito a estes próprios seres, mas sim em relação ao conjunto do mundo, deve dizer que, de igual a todos os demais, eles são necessários no lugar que ocupam, no entanto os elementos desse conjunto, e como instrumentos "providenciais", se diria em linguagem teológica, da marcha do mundo em seu ciclo de manifestação; estão pois, numa última instancia, dominados pela autoridade que manifesta a Vontade divina ao dar a este mundo sua Lei, e que o faz servir apesar disto para seus fins, devendo concorrer necessariamente em todas as desordens parciais da ordem total. 

Mesr, 11 Ramadâ 1351 H. [1933]. 

NOTAS: 
(1). Ver a Autorité spirituelle et pouvoir temporel. 
(2). Segundo a doutrina islâmica, é pela nefs (a alma) que Shaitan pode prender o homem, enquanto que pela rûh (o espírito), cuja essência é pura luz, está além de seus ataques; é entretanto por isso porque a "contra-iniciação" em nenhum caso poderia tocar o domínio metafísico, que lhe está proibido pelo seu caráter puramente espiritual. 
(3). A este respeito a nossa obra sobre L'Erreur spirite. (4). Se nos tem reprovado não haver tido em conta a distinção entre os "pequenos mistérios" e os "grandes mistérios" quando falamos das condições da iniciação; sucede que esta distinção não tem que intervir então, já que considerávamos a iniciação em geral, e que de outra parte não há nela mas que diferentes estados ou graus de uma só e mesma iniciação. 

Artigo publicado em "Le Voile d'Isis" e não recopilado posteriormente. Parte do conteúdo foi retomado no Reino da quantidade e os signos dos tempos, cap. XXXVIII. 

Se uma Ordem contra-iniciática se aproximasse de você e lhe propusesse filiação, você saberia, à luz desta lição, distingui-la de uma organização séria e identificar os riscos à sua vida? 

segunda-feira, 30 de março de 2015

TRANSMISSÃO DOS CONHECIMENTOS



TRANSMISSÃO DOS CONHECIMENTOS

"... os ocultistas se equivocam quando acreditam que a transmissão dos conhecimentos tradicionais deve fazer-se por uma organização que, revista a forma de uma "sociedade" no sentido claramente definido no que esta palavra é tomada habitualmente pelos modernos; seus agrupamentos não são mais que caricatura das escolas verdadeiramente iniciáticas." 

~ René Guénon

quinta-feira, 26 de março de 2015

JULGAR

JULGAR

É fácil julgar quando vemos alguém que é “espiritual” se divorciando ou agindo egoisticamente ou se aproveitando de alguém.

Se é espiritual, por que está agindo assim?!

O que nos faz pensar que o que vemos é a realidade?

O que há de fato de que sempre há algo mais do que nossos olhos vêem?

O processo espiritual é invisível, por isso não podemos saber do muito que alguém está trabalhando em seu tikun (correção da alma).

É muito provável que a pessoa poderia haver feito algo dez vezes pior.
Não sabemos.

Quando quiser chamar alguém de hipócrita, pense duas vezes.
Dê a eles o beneficio da dúvida.
Lembre-se que todos nós somos humanos e temos que trabalhar nossa alma. Alguns estão mais avançados que outros, mas todos nós estamos no mesmo caminho.
Ademais, é para nosso maior beneficio mostrar um pouco de misericórdia aos nossos companheiros de viagem porque como diz o ditado: “com a vara que você mede você será medido”.

Por: Yehuda Berg