sábado, 10 de julho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

RECONHECIMENTO, REGULARIDADE E SOBERANIA: A VISÃO INGLESA.





 (Venerável Irmão Robert A. H. Morrow, Grande Secretário e Grande Escriba Esdras, da Grande Loja Unida da Inglaterra.)


                                    Irmãos, não preciso dizer a esta platéia que aproximadamente na última década novas Grandes Lojas foram constituídas e o muito antigo relacionamento existente entre Grandes Lojas foi, às vezes, dramaticamente modificado. São muito claros os perigos da falta de melhor conhecimento e a necessidade de maior intercâmbio de consultas entre nós.   É importante que, de tempos em tempos, lembremo-nos dos princípios básicos para a avaliação da regularidade de uma Grande Loja e então decidir pelo seu reconhecimento ou não. É igualmente importante que em nosso grupo, todos sejam informados do que está acontecendo.

                                    A Inglaterra regulamentou seus Princípios Básicos para o Reconhecimento de uma Grande Loja em 1929, mas aquela regulamentação não foi um novo estatuto, mas apenas uma coletânea dos princípios que foram estabelecidos e comprovados desde a aparição das novas Grandes Lojas no século 18.    Acredito que todas as Grandes Lojas aqui representadas nesta reunião compartilham esses mesmos princípios básicos. Cada Grande Loja, no entanto, é (ou deveria ser) uma organização soberana, independente e auto-dirigida com o direito de determinar seu próprio trabalho e práticas. A Inglaterra não pretende impor suas idéias sobre a regularidade (ou qualquer outra questão) sobre qualquer outra Grande Loja, muito menos controlar seus trabalhos. Se uma Grande Loja prefere adotar outros princípios aos invés destes princípios (o que, como entidade independente, ela tem o direito de fazer) a conseqüência poderá ser que a UGLE irá considerá-la irregular.

                                     Antes de entrar nos detalhes de reconhecimento e regularidade eu deveria, talvez, explicar a visão da Inglaterra sobre a questão da soberania. Para nós, soberania e jurisdição territorial exclusiva não tem o mesmo conceito. Entendemos que a soberania significa que uma Grande Loja tenha a única e completa autoridade sobre seus membros e Lojas. Pode ser que tal autoridade se estenda a uma área geograficamente definida, mas não necessita ser assim para que nós consideremos uma Grande Loja como sendo soberana.    De fato, seria impossível, em nosso caso, considerar como jurisdição territorial exclusiva, parte de nossa soberania, por mais de 250 anos que, com felicidade, compartilhamos e continuamos a compartilhar todo o território do globo terrestre com nossas Grandes Lojas Irmãs da Escócia e Irlanda. Na Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul, as três Grande Lojas compartilham jurisdição territorial não apenas entre si, mas também, por acordo, com Grandes Lojas locais que foram constituídas naqueles lugares muito tempo antes que as Grande Lojas Inglesas, Escocesas e Irlandesas introduziram a Franco Maçonaria naqueles países.

                                  A palavra chave nesse caso é “por acordo”. É nossa visão, se uma Grande Loja concorda em compartilhar seu território com uma ou mais Grandes Lojas, tal fato, de maneira alguma, diminui a soberania das Grandes Lojas envolvidas. Bons exemplos disso são a Colômbia onde, por causa dos problemas geográficos e de comunicação quatro Grandes Lojas regulares compartilham o território e no Brasil, onde foi ha muito tempo reconhecido o Grande Oriente e agora reconhecemos três Grandes Lojas Estaduais, que são mutuamente reconhecidas entre si e com o Grande Oriente.

                                         Em conjunto com a Irlanda e Escócia, a UGLE ainda tem 700 Lojas em outros países, principalmente como resultado da difusão da Maçonaria através de todo o Império Britânico. Ao longo dos anos, Grandes Lojas nativas foram regularmente constituídas nos territórios onde as Lojas originalmente se subordinavam a jurisdição de uma ou mais das Grande Lojas das Ilhas Britânicas, com muitas das Lojas originais, tendo transferido sua obediência para as novas Grandes Lojas locais.  Algumas delas, entretanto, optaram em permanecer sob a jurisdição das Grandes Lojas Britânicas pelas quais foram constituídas, apesar de que, na maioria dos casos, seus membros são cidadãos daquele estado independente e não mais expatriados como antigamente.           

                                 Tal decisão cabe a cada Loja, de maneira mais apropriada possível; a UGLE não pode e não forçará qualquer de suas Lojas a transferir sua obediência a Grande Loja local (nem impedira que elas assim o façam) e continuará a administrar e apoiar essas Lojas sob jurisdição da UGLE. O que a UGLE faz é suspender a constituição de novas Lojas naquela área, uma vez que uma Grande Loja tenha sido constituída, considerando aquele território ocupado por uma autoridade maçônica soberana.   

                                        O que eu deveria, talvez, fazer é uma certa regressão ao comentar os conceitos de território ocupado e não ocupado. Nos últimos dois anos, temos sido acusados pela Grande Loja da Franca de consagrar Lojas em territórios ocupados (eles fazem esta acusação, mas de maneira ímpar, não apresentam um exemplo concreto que apóie sua acusação – quando nós os acusamos de invasão, por outro lado, podemos citar, a Espanha, República Checa e, acreditem ou não, na própria Inglaterra apenas para iniciar). Temos já há muito tempo a política de recusar a consagração de novas Lojas em territórios onde a Maçonaria já existe, seja ela regular, reconhecida ou irregular. Esta ultima alternativa pode surpreendê-los, mas, mesmo que a Maçonaria existente naquele lugar seja irregular, mesmo que não nos agrade, é um certo tipo de Maçonaria que pode ser capaz de ser reconhecida e seu território não pode ser declarado “aberto”. Nos últimos quinze anos fomos solicitados a abrir Lojas Inglesas na Espanha, Sérvia, Montenegro, Ucrânia e Romênia. Em todos os casos recusamos, porque alguma forma de Autoridade Maçônica então existia naqueles países e poderíamos ser culpados de estar invadindo seu território. Fora de nossos próprios Distritos, estabelecidos ha muito tempo, as únicas áreas nas quais estabelecemos novas Lojas nos últimos 50 anos foram Mônaco(que era um território aberto e foi feito apenas com a permissão da autoridade civil); Seychelles (que era um território aberto); Portugal (onde nossas Lojas existem com a permissão de uma Grande Loja (Legal) Regular; e Macedônia (na qual não tinha mais existido qualquer atividade maçônica, regular ou irregular, por mais de 80 anos).

                                       Regularidade é uma questão absoluta. Não pode ser condicional. Uma entidade não pode ser quase ou aproximadamente regular – ela é ou não é regular. Como já disse numa apresentação em Paris, dois anos atrás, é como se disséssemos que a mulher está um pouco grávida. Como alguns de vocês hoje presentes sabem, quando somos abordados para reconhecimento de uma Grande Loja nova ou reativada, enviamos um questionário solicitando informações detalhadas que assegurem que todos os oito Princípios Básicos são cumpridos. Se a Grande Loja peticionária não cumpre todos aqueles Princípios Básicos, o processo não tem andamento, apesar de que o diálogo pode continuar na esperança de que a Grande Loja peticionária possa levar adiante os passos necessários que a tornarão de acordo com aqueles Princípios Básicos.

                           Um reconhecimento é um ato bilateral entre duas partes soberanas. Quando estendemos o reconhecimento a uma Grande Loja, estamos dizendo que acreditamos que ela cumpre com nossos Princípios Básicos, com as praticas regulares da Franco Maçonaria e que não temos qualquer dificuldade para que nossos membros visitem Lojas subordinadas aquela Grande Loja e que podemos receber seus membros como visitantes a nossas Lojas. Reconhecimento não é um direito, mas um privilegio. Regularidade não confere automaticamente um reconhecimento, pois podem existir outros fatores envolvidos:

a.                     Se a UGLE já reconheceu uma Grande Loja, não reconhecera normalmente uma segunda Grande Loja naquele território, sem o consentimento de ambas.

b.    Em um território já ocupado por duas Grandes Lojas regulares (ainda não reconhecidas) e que não se reconhecem mutuamente, a UGLE deve normalmente esperar que suas diferenças sejam reconciliadas antes de reconhecer qualquer uma delas, ou ambas (na crença de que, fazendo de outra forma, poderá impedir a solução de problemas locais e que e, em geral, preferível que a Grande Loja que, naquele território, exista uma Grande Loja que represente a maioria de maçons regulares daquele lugar).
c.            A menos que uma Grande Loja já tenha sido constituída    pela própria UGLE, ou que tenhamos sido envolvidos naquele processo, a UGLE não concedera normalmente o reconhecimento ate que a Grande Loja esteja, por um certo tempo, em atividade pratica regular. Então, mesmo que uma Grande Loja tenha sido regulamente constituída (em qualquer das duas maneiras indicadas em nossos Princípios Básicos) a UGLE normalmente deve esperar e observara que sua pratica é regular da forma original, antes de tomar qualquer decisão de reconhecimento.

                              A UGLE lamenta que algumas de suas recentes decisões em relações internacionais não contaram com o apoio e compreensão de algumas das Grandes Lojas regulares com as quais, por longo tempo a UGLE teve um relacionamento harmonioso. Outras vezes, também, alguns dos amigos mais íntimos da UGLE escolheram reconhecer Grandes Lojas que a UGLE entendeu  não concordar ou aceitar, com razões que assim justifiquem e não foi capaz de acompanhar. Deixando de lado as razões de tais decisões (porque muitos anos já se passaram e deveríamos nos concentrar na realidade de hoje e oportunidades para o futuro), está claro que o que foi hoje apresentado foram interpretações dos mesmos princípios básicos de reconhecimento, de modos diferentes; alguns de nos precisa agir mais rapidamente do que os outros; muitos de nós provavelmente e até certo ponto não temos consultado os amigos antes de decidir que Grandes Lojas reconhecer ou da mesma forma ao romper um reconhecimento. As lições do passado indicam uma necessidade de melhores comunicações entre Grandes Lojas regulares e maior cautela “olhando bem antes de dar o passo”, o que é certamente o que tenho em mente ao aconselhar minha Grande Loja ao fazer qualquer mudança em suas relações internacionais.

                              Há com bastante freqüência, a proposta de alguma entidade internacional que aja como Câmara de compensação em questões de reconhecimento. Não penso que seja esse o caminho a seguir. Reconhecimento,  não preciso de qualquer escusa ao repetir, é um acordo bilateral entre dois poderes soberanos que deve formular suas próprias questões e decisões. A comunicação é a chave e é a razão de ser da realização desta reunião informal anual. Nós, Grandes Secretários e Grandes Chanceleres devemos ser o canal para agregar e trocar informações, aconselhando nossas Grandes Lojas nos caminhos a serem seguidos nas relações internacionais. Não temos a necessidade de nenhuma Secretaria formal ou sub-comitê para controlar esse processo.

domingo, 20 de junho de 2010

MAÇONS

Truman




Albert Pike

Allende

Ford

Garibaldi

Duque Connaught

Franklin


Jean Marie Ragon



King Edward VII


DO FUNDO DO BAÚ - RC







terça-feira, 15 de junho de 2010

O CAMINHO DA SABEDORIA – CONTO DO DIÁLOGO ENTRE MITRA E ZOROASTRO



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Uma vez foi visitar o célebre sábio persa, Zoroastro, um dos seus amigos dos tempos da juventude, de nome Mitra. Depois de se abraçarem e saudarem, perguntou o sábio:

- Que é o que te conduz a mim, querido amigo? Feriu-te, por acaso, o mundo e desejas fortalecer-te ao lado do companheiro da tua juventude ? Ou vens trazido pela curiosidade de veres pessoalmente o que há de verdade das coisas que o povo conta a meu respeito?
Respondeu Mitra:

- Tu mesmo te referes à causa da minha vinda; não te ofenderá, portanto, a minha sinceridade.

Interesso-me por ti e pela tua sorte; e decidi vir para ver quem tem razão: se aqueles que afirmam  que chegaste ao conhecimento dos segredos da Natureza, tornando-te sábio, ou aqueles que dizem que és charlatão, que abusas da ignorância da multidão, a fim de seres considerado homem célebre.

Alegra-me que fales sinceramente – disse Zoroastro. - Mas qual é a tua propria opinião a meu respeito ?
Confessou Mitra:

- Ainda não a formei. Se é verdade que os outros afirmam, que és iluminado pela luz da Sabedoria, quero pedir-te que comigo comparti-lhes a tua felicidade; se, porém, tem razão os que falam mal de ti, desejo tentar desviar-te do meu caminho e conseguir que voltes a ti mesmo e a senda da virtude.

Comovido e entusiasmado, tomou Zoroastro pela sua a mão do amigo e lhe disse:
- Abençoada a hora que te trouxe a mim; e sete vezes abençoada, se tens a força e coragem de aproximar-te da Luz, de quem unicamente emana a vida, a felicidade e a sabedoria.

- Como? - exclamou o amigo. - Quererias introduzir-me no teu templo, que com tanto cuidado fechas a outros?

Contestou Zoroastro:
- O meu templo é a Natureza, e, nem que eu quisesse, o que seria loucura, não poderia nunca fecha-lo a pessoa alguma.

- Porém contam muitíssimos casos que repeles àqueles que desejam aprender de ti alguma coisa.
Perdoa-me se te digo o que penso. Se conseguiste conhecer a Sabedoria Superior - suponho que ela existe - por que a ocultas? Por que não a expões claramente ao povo, mas encobres a Verdade com véus de enigmas, alegorias e símbolos, que raras vezes um de muitas centenas de homens pode solver e compreender?

- Falas, Mitra, como todos aqueles que não tem idéia exata do assunto. De que utilidade ser-te-á, se te expuser o perfume de uma flor ? Poderás, de tal exposição, sentir esse perfume e conhecer a flor? 

De que te servirá se te descrever um banquete? Servir-te-á a minha descrição para matares tua fome? Analogamente, como posso fazer que alguém conheça a Sabedoria, se ele se recusa a procura-la? Há Sabedoria morta e Sabedoria viva. A Sabedoria morta nos vem dos livros, das narrações, dos cálculos, das medições e considerações. Esta Sabedoria pode nos ser dada e pode nos ser tomada. Mas a Sabedoria Viva emana da eterna Fonte da Vida, dessa Fonte que, uma vez aberta, nunca desaparece e sempre nos fornece bases imperecíveis para nossas construções no domínio da Razão. Porém, é impossível explicar e ensinar esta Sabedoria; é mister apropriar-nos dela sim como  nos apropriamos do perfume da flor ou da comida; ou melhor dito, é mister que a despertemos em  nós, assim como, pelo perfume, da flor, se desperta em nós o sentido do olfato. Vês como é difícil dar uma explicação, mesmo geral. E quando se passa às minuciosidades, a dificuldade cresce, pois a nossa linguagem é demasiado pobre e o nosso ouvido é demasiado cru para essas coisas tão delicadas. È necessário procurar e achar a Sabedoria em si mesmo; outro caminho não conduz a ela.

Mas espero que tudo isso se torrne mais claro se quiseres acompanhar-me na minha ida à maravilhosa Fonte que existe lá, nas montanhas que daqui se pode avistar.

E, dizendo isso, Zoroastro apontou além de uma serra, ao Oriente, duas montanhas mais altas, e continuou:

- Lá, entre aquelas duas montanhas elevadas emana uma Fonte que contém qualidades maravilhosas; purifica o coração, dissipa as evaporações e névoas que se acumularam na cabeça e na mente, e retira de nós a impureza das grandes cidades e as fuligens que a fumaça do mundo depositou em nosso interior. Depende de ti querer acompanhar-me até lá. Daqui a algumas semanas mostrarei o caminho que conduz a essa Fonte, há alguns que desejam conhece-la e com sua água se saciar. Verás, então, como sou liberal na distribuição da minha doutrina, como também te convencerás que pouquíssimos são os que, verdadeiramente e com seriedade, almejam atingir a verdadeira Sabedoria.
E Zoroastro foi preparando o seu novo discípulo para a viagem. Quando chegou o dia determinado, reuniram-se setenta discípulos ao redor do Mestre, para ouvirem ainda alguns conselhos relativos a viagem. Dando-se fraternais abraços, prometeram eterna fidelidade à Sabedoria, e puseram-se a caminho, separadamente, cada um escolhendo o caminho que mais lhe agradava: um a estrada larga e outro um caminho estreito; um em companhia de um amigo, outro sozinho; um preferia o campo, outro o bosque. Não caminharam em grandes grupos, para não chamarem a atenção do povo, porque a Sabedoria não quer, se a procuramos, ser objeto de conversações e críticas das multidões.

Quando os viajantes tinham caminhado desta forma durante três dias, reuniram-se todos numa grande cidade, onde floresciam o comércio, as ciências e as artes, e onde existiam numerosas instituições de educação, asilos e hospitais, como atestados do amor da cultura e humanidade dos seus cidadãos. De todos os países, ali se reuniram muitas pessoas, para observarem e estudarem os sistemas políticos, sociais, humanitários, e educacionais dessa cidade, considerados superiores aos demais conhecidos. O fato mais admirável, porém, era o de já haver ali a água da fonte da Sabedoria, embora apenas imitada; pois os químicos haviam estudado a composição natural da água genuína da dita fonte e conseguiram compor uma imitação, que os peritos consideravam tão boa, e talves até melhor do que a fonte da montanha.

Muitos dos discípulos de Zoroastro encontraram ali seus conhecidos, outros formaram novas amizades; assim, aconteceu que, após três dias, devendo continuar a viagem, sentiram-se tristes por se despedirem dos amigos; alguns decidiram ficar, pois haviam provado daquela água e, apesar de ser apenas uma imitação da água verdadeira, acharam-na muito gostosa e não sentiram mais vontade de procurar a verdadeira fonte.

Depois de outros cinco dias de viagem, durante os quais não encontraram lugares importantes, mas sim alguns lugarejos que apenas ofereciam divertimentos e gozos sensuais, os discípulos de Zoroastro que ainda continuavam a peregrinação, chegaram a uma cidade que excedia a anterior, tanto na grandeza, como no progresso. Ao se reunirem os viajantes, perceberam que novamente alguns companheiros haviam ficado para trás, atraídos e seduzidos pelos gozos e divertimentos encontrados no lugar acima mencionado. Alguns tinham encarregado seus condiscípulos que os desculpassem alegando necessidade de descanso e prometendo seguir viagem logo depois de renovarem as forças. Ouvindo isso, Zoroastro chamou a atenção dos presentes para os perigos que o discípulo encontra ao procurar a Sabedoria nas atrações das ilusões sensuais e admoestou os companheiros para que não perdessem a coragem de combater tais ilusões.

A cidade onde agora se achavam era um quase paraíso das ciências e das artes. Ali soavam todos os nomes célebres; as riquezas locais; lindíssimos jardins, edifícios majestosos, danças, cantos, esportes, jogos, lutas e festas divertiam os estrangeiros. Todos os talentos estavam agindo e recebiam suas recompensas. E, o que era mais admirável, vendia-se ali, por preço elevado a água da sabedoria, recolhida da própria fonte; mas não era pura; porque, para fazer dela um verdadeiro néctar, misturavam-lhe partículas de sabedoria de outros lugares.

- Esta é a verdadeira água da sabedoria - clamava o vendedor - a sua composição é a maior e a mais sublime arte e o mais profundo segredo. Zoroastro mesmo tem se esforçado por descobrir este segredo e não o conseguiu, pois aqui nada pode conseguir a razão humana; só a tradição fielmente conservada pelos adeptos, conservou a receita para o bem da humanidade.

Fácil é compreender que o vendedor dessa água fazia ótimos negócios, e até alguns dos companheiros de Zoroastro deixaram-se iludir, pois compraram e tomaram essa água, e julgaram-se desobrigados de continuar a viagem. Quando, no sexto dia se reuniram num lugar isolado a fim de  prosseguirem em sua peregrinação, o número de discípulos havia diminuído sensivelmente.

Zoroastro exortou-os, com palavras sinceras, paternais e sérias, a que persistissem, vencendo obstáculos e ilusões, quaisquer que fosse sua forma. Parecia como se temesse que chegaria sozinho à fonte. Mas aqueles que ainda o acompanhavam prometeram que continuariam até chegar ao alvo de sua viagem, apesar de todos os obstáculos possíveis.

Depois de novos sete dias de viagem, entraram numa cidade vasta, porém diferente das anteriores; não havia ai nada que lembrasse divertimentos; tudo respirava serenidade e reflexão. Havia ali uma universidade, onde professores, uns sentados, outro parados de pé, outro passeando, enchiam as cabeças dos seus discípulos com os conteúdos de todos os livros e ensinamentos dos mestres eruditos de todo o mundo e de todos os séculos. Havia também um templo da sabedoria, onde era fornecida a água da maravilhosa fonte, e essa água era pura, genuína e sem mistura alguma. Era trazida diretamente, carregada em vasos especialmente fabricados para este fim, impermeáveis, para não se perder nem uma gota; e esses vasos eram lacrados com um selo, de que se afirmava que fora usado já por Enoque, para defender da morte corporal. Nestes vasos, debaixo do selo, ficava a água durante sete semanas, sete dias e sete horas, guardada para desenvolver as qualidades perfeitas que não podia manifestar - assim se dizia - na fonte e no momento em que era retirada. Essa água era vendida por um pequeno preço e aqueles que a bebiam aguardavam com paciência e esperança, o efeito prometido; e quando este se manifestava, ninguém tinha a coragem de confessar que havia sido iludido, porque não queria causar inimizades nem prejudicar a boa fama da água.

Depois de passarem ali sete dias, os viajantes continuaram a jornada. Faltavam ainda nove dias para chegarem a almejada fonte. Depois de três dias, deviam novamente reunir-se todos num certo lugar.

Já estava pondo-se o Sol naquele dia e só quatro estavam no lugar designado. Zoroastro olhou o pequeno resto do séqüito e disse apenas:
- Vamos descansar.
No dia seguinte passaram por um riacho que caia de um rochedo.
- Vede! - Disse Zoroastro - Aqui está aquela água, cuja fonte procuramos. Daqui a tiram aqueles que a vendem na cidade que visitamos. Vamos adiante!

O caminho subia íngrime e em alguns lugares apenas as fendas das rochas serviam para se seguraremo. Finalmente, os caminhantes chegaram ao lugar onde viram elevar-se nos ares dois altos montes, um à direita e outro à esquerda.

- Estes dois montes - explicou Zoroastro - formam o vale onde encontraremos nossa fonte. O caminho até lá é perigoso, e cada um de nós tem que passa-lo sozinho, para devidamente se preparar e provar que seriamente deseja beber dessa fonte da verdade. Quem, durante a viagem se deixou seduzir, bebendo da água imitada ou selada, ficou para trás, porque não suportaria o caminho. E, apontando a cada um dos quatro o caminho a seguir, afastou-se deles.

Então, os quatro acharam crítica a situação. Com surpresa olharam ao redor de si, e sentiram-se com pouca coragem de prosseguir. Finalmente um deles disse:

- Irmãos, avante! Não nos servirá a vacilação. Eu confio na proteção da Sabedoria, em cuja proximidade estamos e com coragem irei adiante. Desejo-vos êxito; tornaremos a ver-nos juntos à fonte.

E segiu na direção que Zoroastro lhe havia apontado. O nome deste corajoso era Ali. Mitra também continuou a viagem, tendo adquirido mais energia com as palavras de Ali. Os outros que tinham provado da água milagrosa na cidade por onde ultimamente passaram, julgaram inútil prosseguir, e rataram de voltar. Assim, pois, só Ali e Mitra continuaram a viagem à fonte. Ambos tinham-se abstido de experimentar, nas ocasiões oferecidas, a água imitada ou selada; ambos estavam animados de um vivo desejo de alcançar a fonte da verdadeira, pura e livre água da sabedoria. E quem descreverá a alegria que ambos sentiram nos seus corações, quando, vindo um de um lado, e o outro do outro lado, ambos se encontraram, no dia seguinte num vale, diante de uma pirâmide, formada pela Natureza; no centro dessa pirâmide manava, de um triângulo de ouro, a mais pura, a mais clara água. E no mesmo instante, apareceu ao lado deles Zoroastro, abraçando-os e dizendo:

- Ao menos vós dois chegastes! Graças ao Dirigente do Destino! Mas, ainda não bebais desta água, tão pura. É preciso que vos prepareis dignamente, para que os seus efeitos vos sejam benéficos e duradouros.

E, umedecendo com a água da Sabedoria as testas dos dois companheiros, e dando-lhes frutas para que comessem, disse-lhes:

- Ainda por três dias terei que esperar-vos e a cada um lhe será dada uma tenda, e ali cada um deverá observar-se a si mesmo. Evocai os dias da vossa infância, vossa pura inocência. Unindo esses dias com o presente, esquecei todo o tempo que está entre essa infância e hoje. Elevai em seguida, os vossos pensamentos para o eterno futuro, para que o passado da inocência o presente e o futuro se unam num só pensamento e vos tornem dignos de receberdes a suprema consagração!

E, levando-os as suas tendas, recomendou a proteção da Eterna e Onipresente Divindade. Três dias depois estiveram novamente ao pé da pirâmide. Zoroastro encheu um cálice de água para cada um.

Ergueu o seu e bebeu, brindando ao passado ao presente e ao futuro. Os dois amigos seguiram o seu exemplo. Com sublime seriedade levantou os braços e pronunciou uma prece em nome de 

Aquele que sempre foi, que é e que será e disse:
- Está feito, caia o véu! Vós abandonastes a multidão mutável e elevaste-vos as regiões do que é imutável, onde não domina mais o acaso, mas onde reina a Verdade, e onde a claridade da Luz Eterna nos torna conhecidos às leis da Eternidade. Abençoada seja esta hora! Duas almas foram trazidas a Imortalidade! Abraçai-me, irmãos; continuaremos sendo irmãos. O Mestre é Um só e Ele vos conduzirá no futuro.

- Os três passaram mais alguns dias naquele lugar Sagrado. Depois saíram dali juntos e, sem dificuldade, alcançaram o lugar de sua partida e, quando Zoroastro chegou à sala de reuniões, eis que ali estavam reunidos todos os setenta discípulos, muito alegres que podiam agradecer ao Mestre a felicidade que encontraram na viagem. Zoroastro falou com amistosa seriedade e explicou como é fácil considerar como verdade uma ilusão. Exortou-os que evitassem toda ilusão e não se cansassem  de procurar a Verdade, até encontrá-la. Depois de se despedirem, ficou com os dois companheiros vitoriosos, Ali e Mitra, e levou-os a sua casa e lhes disse:

- A vós nada mais tenho a ensinar. Conhecestes a Verdade e a sua fonte. Ide cada um pelo vosso próprio caminho, e, se encontrardes ouvidos capazes de vos ouvir e compreender, ensinai-lhes o modo de conhecer o Espírito. Que o vosso ensino seja calmo e dado em rodas de irmãos. Nunca pregueis vossas doutrinas nos lugares públicos, no movimento das massas nas lutas dos partidos nem onde se procura poder político, honras ou riquezas. Na arte dissolvente dos discursos públicos foge o espírito e, assim, o orador apresenta-nos um alimento que podemos perceber, mas não comer.

- E se não encontrarmos ouvintes – Perguntaram os dois amigos, - Que deveremos fazer?
- Então tomai por vosso modelo a fonte no deserto - respondeu Zoroastro -– Ela corre incessantemente e, se em um século matou a sede de um só viajante sedento, não ficou sem utilidade, e não fluiu em vão.

Fonte: Sociedade das Ciências Antigas.



sábado, 8 de maio de 2010

A Ânsia de Resultado



A Ânsia de Resultado se refere a um tipo de impedimento na expressão da Vontade pura.

Referências nos Escritos de Crowley

O termo "ânsia de resultado" primeiramente aparece no Capítulo I do Livro da Lei:
"Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita." (AL I:44)

Em seu "Comentários sobre o Livro da Lei, Crowley discute tipicamente o conceito de “ânsia do resultado” junto com aquele da “finalidade".

Do Antigo Comentário (1913) no AL I:44:
Recomenda-se "não-fixar-se". Os estudantes compreenderão como na meditação a mente que se une à esperança do sucesso está tão amarrada como se estivesse atada a uma ideia de base material. É um vínculo e o objetivo é a liberdade.'"

Recomendo um estudo sério da palavra unassuaged (insatisfeita), a qual parece não muito inteligível. (Magical and Philosophical Commentaries, p.135)'"

Do Novo Comentário (1920) sobre AL I:44:
Este verso é melhor interpretado pela definição de “vontade pura” como a verdadeira expressão da Natureza, o movimento próprio as, ou inerente no, assunto em questão. É artificial termos algum fito em mira. O estudante é referido a Liber LXV, Cap. II, v. 24, e ao Tao Teh King. Isto se torna particularmente impor-tante em graus elevados. A gente não deve praticar Yoga, etc., a fim de conseguir Samadhi, como um garoto da escola ou um caixeiro de venda; mas por amor à coisa, como um artista.


"Desembaraçada" significa "sem seu gume perder fio por causa de", ou "sem ser embotada por". O estudante puro não pensa no resultado do exame.

Liber Cordis Cincti Serpente vel LXV, Capítulo II, v. 24, diz:
"E eu reclinei minha cabeça contra a Cabeça do Cisne, e ri-me, dizendo: Não há alegria inefável neste vôo sem fito? Não há cansaço e impaciência para quem quereria alcançar algum alvo?"

Ainda no mesmo Liber, Capítulo V, v. 51:

"Que o fracasso e dor não desencorajem os adoradores. As fundações da pirâmide foram lavradas na rocha viva antes do pôr-do-sol; chorou o rei na aurora porque a coroa da pirâmide ainda não havia sido lavrada na terra distante?"


Os comentários de Crowley no verso acima leem-se como se segue:


"O Adepto, aproximando seu pensamento ainda mais do Êxtase, ri, tanto de pura alegria quanto porque acha graça na absurda incongruidade de argumentos "razoáveis" dos quais ele está agora livre para sempre; e expressa a sua idéia assim: O livre exercício de nossa faculdades é pura alegria; se eu sentisse necessidade de alcançar algum objetivo, isto resultaria na dor do desejo, na tensão do esforço, e no medo de fracasso."



Em O Livro de Thoth, Crowley relaciona o 10 de paus com a ânsia de resultado:

"O todo da figura sugere opressão e repressão. É crueldade estúpida e obstinada da qual não há fuga. É uma Vontade que nada compreendeu além de seu propósito lânguido, sua "luxúria do resultado" e devorará a si mesma nas conflagrações que evocou"

O Livro de Thoth- O Taro, Aleister Crowley

Fonte: Ocultura

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ORAÇÃO - MAHARIAN






“Não me deixes orar para ser protegido dos perigos,
         Mas ser ousado em enfrentá-los.
Não me deixes suplicar para aquietar a minha dor,
         Mas subjugá-la no coração.
Não me deixes procurar aliados no campo de batalha da Vida,
         Mas encontrá-los na minha própria força.
Não me deixes ansiar angustiado de temor para ser salvo,
         Mas com paciência esperar conquistar minha Libertação.”
                                              
SARVAMANGALAN
(Benção para Todos)
Maharian

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PAZ PROFUNDA



PAZ PROFUNDA

Os buscadores iniciados nos mistérios da Ordem Rosacruz deparam-se, desde o início ou até mesmo antes de adentrarem à Senda Rosacruciana, com a frase: "A Paz Profunda", seja em suas monografias - onde o Mestre da Classe sempre as finaliza com "Com meus melhores de votos de Paz Profunda", seja ao entrar em contato com Frateres e Sorores (irmãos e irmãs) nomundo inteiro. Contudo, Paz Profunda não é apenas uma saudação, uma expressão, (ao menos não deve ser visto apenas como uma), usada por nós - Rosacruzes. 
Cabe ressaltar que a Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) é antes de tudo uma Escola de Luz, na qual os estudantes têm a oportunidade de se libertarem das trevas da ignorância e da superstição, com isso escapando ao jugo dos manipuladores de massas e opressores de todas as formas de expressão voltadas para o bem-estar geral, que se sublima, individualmente, na Paz Profunda, o estado almejado pelos Rosacruzes. 

A Paz Profunda é o estado físico, mental e psíquico absolutamente harmônico, no qual a Lei da Dualidade já não pode se manifestar. Este estado configura o cerne das egrégoras da Ordem Rosacruz e de outras organizações fraternais empenhadas na evolução consciente, na expansão gradativa do poder de compreensão da verdadeira (e oculta) natureza da Luz, pois a Luz não veio das trevas, ela é um atributo do ser, pairando acima do reino da dualidade, longe do bem e do mal.
A Paz Profunda consiste no estado desejado por todos nós - estudantes Rosacruzes, e é a condição em que vivem os Mestres Ascensionados da Ordem Rosacruz Invisível (a Ordem Rosacruz Eterna, invisível - emanada continuamente pela Grande Fraternidade Branca, ligada deretamente à Grande Consciência Cósmica). Além disso, a Paz Profunda é o maior bem que pode ser alcançado por um místico, seja na vida dentro de seu corpo físico, seja na vida fora dele, é uma condição excelsa, um nível de autoconsciência sutil e ao mesmo tempo profundo - que não tem tempo nem espaço - que nele se confundem, criando círculos concêntricos de vibrações que atravessam todas os Planos da existência, acalenta e consola todos os seres, tirando-os - nem que seja momentâneamente - da aflição peculiar à matéria, na qual possam estar penando.

A Paz Profunda é a sensação nítida e inequívoca, a certeza absoluta, de se estar uno com o Todo, e saber que o Todo é uma grande Luz Eterna que não pode ser maculada por nada e que está em nós (no Deus de nosso coração). É um estado de consciência atingido mediante a abertura de portas de percepção para o Nirvana, para a Iluminação. É um nível metafísico de existência no qual, mergulhado por si próprio e imerso na sua própria virtude, em seu sanctum celestiam, o estudante Rosacruz pode, finalmente, assumir a condição de Rosacruz e nela se comprazer. 

Por fim, a Paz Profunda é condição na qual um estudante da Senda Rosacruciana pode assumir sua condição de Rosacruz, na qual os véus dos mistério lhe são levantados. É o extremo oposto à morte, é onde começa a vida em todos os sentidos, emanada em todos os níveis. É a Paz Mental, o estado de iluminação da mente individual na qual ela se une à Grande Cosnciência Cósmica .

Fonte desconhecida, se souber entre em contato

sábado, 10 de abril de 2010

The Rose+Croix of the Orient



A. Identity

Who were the Rosicrucians of the Orient (or Brethren of the Orient or Asiatic Brethren)?
What is their relation (if any) with the Rosicrucians of the 17th century or with the modern rosicrucian orders?
We quote from the introduction of the famous "Sacramentaire du Rose+Croix" (their Theurgy manual published by the late Robert Ambelain, who -- according to an article by Marcel Roggemans -- was the leader of the Order):

E X C E R P T S
from the
I N T R O D U C T I O N
TO THE EDITION OF THE
SACRAMENTARY OF THE ROSE+CROIX
by
Robert Ambelain


Translated from the French by Theodoulos (c) 2001

THE ROSE+CROIX

A. About the Order
The reader that would like to study the history of the rosicrucian movement (the genuine one, of the 17th and 18th centuries, and not some modern american "recostitutions" /1), will be interested in reading the book by Sedir: History and Doctrine of the Rose+Croix. To this we will add the work by Wittemans: History of the Rose+Croix, the small book by Serge Hutin: History of the Rose+Croix, our study: Templars and Rose+Croix. Thus, the not initiated reader will be sufficiently informed about the subject.


/1: Nevertheless, these orders are good schools of occultism, and their members are adequately prepared to enter into the traditionalinitiatic orders. (Note by Ambelain).



Their program can be summarized like this:
treatment of the sick,
anonymous help to individuals, to societies and even states (when their cause was legitimate),
political action aiming at the establishment of a Universal State -- firstly European, then World-wide,
religious action aiming at the re-establishment of a cleansed Cristianity, that would be closer to its source and would abandon the common exoteric imagery,
the Reintrgration of Man anf of the Nature into their primitive state.
This program was entrusted to less mysterious (i.e. less secret) organizations, that were closer to the profane world. Among these movements we will mention Martinism and Free - Masonry. As strange may appear this affirmation of ours, it is a fact that the two branches of Free - Masonry -- the rationalist and the spiritualist -- cooperate for the achievement of the general program of the Rose+Croix, in the political and sociological level. Martinism, on the other hand, is entrusted with a particular task that is more occult and esoteric.
For the realization of their vast plan, that extents in several centuries, the Rose+Croix used all traditional occult knowledge:
Alchemy and Spagyry
Magic
Theurgy
Astrology
-- knowledge both natural and supernatural. Their doctrine combines the Christian Gnosis and the jewish Kabalah. Indeed, they are Christian Kabalists.
Their legendary founder, Christian Rosenkreutz, that allegedly lived in the 13th century in Germany, until now seems to "escape" every serious historic research. As a matter of fact, this name is a hieronyme , a sacred name.
In hebrew, roz (rosah) means "secrets"; rosen signifies "prince", while koroz means "herald". So, this name alludes to Keraziel, the "Herald of God", the Angel of Proclamation in the jewish angelology.
The name Rosenkreutz is German in appearence only; in fact, it is a name of ministry -- a transformation of the hebrew rosah koroz, which means "Herald of Secrets" or "Secret Herald". And this characterises perfectly the ministry or function of the Rose+Croix.
But what is this secret;
This name signifies God Himself in the esoteric scriptures: the Siphra Tzeniutha, the Talmud and the Holy Scripture, and particularly in the Book of Daniel (2.9) where it is stated that "God Himself is His Secret". So, Rosah Koroz is God's Herald, and the vehicle of Angel Keraziel.
We also observe thar Rosen means "Prince", which gives us a very similar signification: "Prince - Herald", Rosen Koroz.
Regarding the "Prince of the Royal Secret" in Free Masonry (Rite of Heredom and Scotish Rite), there is an evident relation with the primitive rosicrucian plan and its political realizations (...).



In the magazine "Initiation et Science" (1963, #57), Gerard Heym speaks about the Order of Asiatic Brothers or Knights of Saint John the Evangelist. This Order was re-organized in 1750 and then again in 1780; its See used to be in the city of Thessaloniki (Greece). This Order is none other than the Rosicrucian Brethren of the Orient.
Dr. Encausse (Papus) had received a lineage of them by a member of the Supreme Council of the Martinist Order, who himself had received a lineage in the city of Cairo (Egypt), before 1914. Inside Martinism of that era, no one else had such a lineage, not even Teder (Papus' successor).
We may state that the continent of Asia is completely irrelevant to this Order of esoteric chivalry. Actually, the letters ASIE reveal a quality; they constitute an abreviation or a seal. In fact, the Candidate -- on entering the Order -- received the ordination of Eques A Sancti Ioannis Evangelista (the initials are: EASIE).
(...)



B. Origins
In "Le Sanctuaire de Memphis" ("The Sanctuary of Memphis", published in 1849), Jacques - Etienne Marconis de Negre states the following, regarding the origin of this order.
(This is obviously the masonic tradition regarging the origin of the Rosicrucians of the Orient...).

E X C E R P T S
from
The Sanctuary of Memphis
by
Jacques - Etienne Marconis de Negre


Translated from the French by Theodoulos (c) 2001

... the Brethren of the Orient, whose founder was an Egyptian wise man, named Ormus, that had been converted to Christianity by Saint Marc. Ormus purified the doctrine of the Egyptians with the teachings of Christian religion.
Meanwhile, the Essenians and other Jews had founded an School of the Solomonic Science; this School was united to the one by Ormus.

Untill 1118, Ormus' disciples were the only depositories of the ancient Wisdom of Egypt (purified by Christianity), as well as of the Templar Science. These were known as Knights of Palestine or Rosicrucian Brethren of the Orient, that the (Masonic) Rite of Memphis regards as its immediate founders.
In 1150, eighty-one of them arrived at Sweden, having Garimont as their leader, and presented themselves to the archbishop of Upsala, to whom they bequeathed the heritage of Masonic knowledge. These eighty-one Masons established Free-Masonry in Europe.

After the death of Jacques de Molay, the Scottish Templars, apostats at the king's (Robert Bruce's) instigation, gathered under the standards of a new Order that this prince had instituted. The receptions in this Order were based in those of the Order of the Temple. Here is the origin of the Scottish Masoic Rite -- and of the other Masonic Rites as well.

The Scottish Templars were excommunicated by Larmenius in 1324.
This date agrees with the one given by Br. Chereau, regarding the separation of the Masons of Edimbourg with the Masons of Memphis: 1322, which is two years earlier.
The Masons of Memphis rested faithful to the ancient traditions; the others founded a new Rite, called Rite of Heredom de Kilwinning or of Scotland.
Thus, from the late 14th century, two Rites exist: the Rite of Memphis or of the Orient and the Scottish one. Both continue to attract followers all over Europe.
(...)
However, this is not the only tradition regarding the origins of the Order.
Mark Stavish, in his book "Kabbalah and the Hermetic Tradition", writes:
Claiming connection with an ancient Order of a 'Rosicrucian character', dating back to 1643, and having Heinrich Khunrath, Alexander Sethon, Sendivogius, and Boehme among its ranks, the Society of Unknown Philosophers also linked itself to "Les Freres d' Orient" created in Constantinople in 1090. The teachings of this society were conveyed from teacher to disciple and their principle unifying form was the distinction of receiving "The Initiation" which gave them the right to be known as "Unknown Superiors" or "Superieurs Inconnus" or S.I. as it is written.


C. The Doctrine
According to R. Ambelain, the Doctrine of the Brethren of the Orient can be summarised in six points:

Points taken from the
I N T R O D U C T I O N of the
SACRAMENTARY OF THE ROSE+CROIX
by Robert Ambelain
1. Creation
God is Eternal, Infinite and Absolute, without any need; being Perfect, He is also infinitely Benign and Wise, as well as Almighty.
2. The preexistence of the Souls
3. The Temptation and the Original Sin
4. Redemption of Man
5. Redemption of Nature
6. The Apocatastasis or Final Reintegration

Fonte clique Aqui
Imagem: Nicolas Roerich

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Song for the Funeral... (MM)






funeraldirge
I.
“Solemn strikes the funeral chime,
Notes of our departing time;
As we journey here below,
Through a pilgrimage of woe!”
p. 118

II.
“Mortals, now indulge a tear,
For Mortality is here:
See how wide her trophies wave
O’er the slumbers of the grave!

III.
“Here another guest we bring.
Seraphs of celestial wing,
To our funeral altar come:
Waft this friend and brother home.

IV.
“Lord of all! below–above–
Fill our hearts with truth and love;
When dissolves our earthly tie,
Take us to thy Lodge on High.”

O PANTÁCULO




A Cabala fonética que autoriza a mudar as vogais permitia ocultar aos olhos do profano a verdadeira natureza dos símbolos dos iniciados.

Também, numerosos Martinistas, para despistar curiosos, empregavam freqüentemente em seus escritos o termo "pentáculo" com um "e” no lugar de "a". Podemos observar que estas duas ortografias implicam compreensões muito diferentes, a primeira está muito distante do significado profundo de nosso símbolo.

Sem dúvida é a uma ortografia diferente que convém relacionar a palavra "Pantáculo" que se escreve com "a". Neste caso provém do grego "Panta", que significa "o todo". Segundo o Martinista Adolphe Desbarolles, "Pantáculo" provém de "Pantaculum", que significa "o que contém todas as coisas”.


Segundo Papus, o Pantáculo é um esquema do todo e resume em um único símbolo um número de conhecimentos relacionados com as leis e princípios que regem o universo. Para Stanislas de Guaita, um Pantáculo é o resumo hieroglífico de toda uma doutrina. Não encontraremos esta palavra nos dicionários comuns, já que se trata de neologismo próprio da Tradição Martinista.


- AMORC-GLP

terça-feira, 30 de março de 2010

A CONCENTRAÇÃO SEM ESFORÇO



Por: Tácitus
“Aprendei primeiro a concentração sem esforço; transformai o trabalho em jogo; fazei com que o jugo que aceitastes seja suave e que o fardo que carregais seja leve”.
A concentração sem esforço é a capacidade de concentrar num ponto mínimo o máximo de força. A arte da concentração. Só é possível ao preço e com a condição da tranqüilidade e do silêncio do automatismo do intelecto e da imaginação. A concentração é o silêncio voluntário do automatismo intelectual e imaginário.
A verdadeira concentração é ato livre na luz e na paz e pressupõe vontade desinteressada e desapegada. Porque o fator determinante e decisivo da concentração é o estado da vontade. Suprimir as oscilações da substância mental.
A lemniscata é o símbolo não só do infinito, mas também do ritmo, da respiração e da circulação, ela é o símbolo do ritmo eterno ou da eternidade do ritmo.
Já bebestes do silêncio alguma vez? Se sim, sabereis o que é a concentração sem esforço. Porque a zona de silencio, não significa só que a alma, no fundo, está em paz, mas também e mais ainda que ela está em contato com o céu ou com o mundo espiritual, que trabalha com ela. Porque o silêncio é o sinal do contato real com o mundo espiritual, é esse o fundamento de toda mística, de toda gnose, de toda magia e de todo esoterismo pratico em geral.
Quem quiser praticar alguma formula do esoterismo autêntico – seja a mística, seja a gnose, seja a magia – deve ser mago, concentrado sem esforço, movendo-se com despreocupação como se estivesse brincando e agindo com calma perfeita. “Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.
Mago é o arcano da genialidade intelectual e cordial, é o arcano do ato puro da inteligência. Uma inteligência esclarecida pelo estudo, uma audácia que nada faz parar, uma vontade que nada quebra e uma discrição que nada pode corromper ou embebedar.
Conhecimento de si mesmo, criação de si mesmo. Aleph é o princípio ativo de todas as coisas. O Mago OUSA.
O MAGO é o criador de si mesmo, do seu microcosmo, é o Aleph, a ciência o verbo em ação. O mago para criar a si mesmo precisa tomar ciência de sua natureza, CONSCIENCIA. Isso requer que tenha concentração em si. Deve ousar querer conhecer a si próprio pela sua vontade colocando-a em ação. Consciência de si é conhecer sua missão e com sua imaginação atingir sua meta. Aceitar o que lhe deve e fazer o melhor possível. Concentrar sem esforço é fazer aquilo que esta a sua frente.

Algumas palavras chaves: "Decifra-me ou devoro-te" - Natureza humana - Equilíbrio, conduta impecável. Domínio da vontade sobre os 4 elementos. Trabalho de si sobre os 4 elementos e os 4 temperamentos.

Conhecer através da concentração sem esforço em si próprio, sua natureza, dominar em si os 4 elementos e conquistar o 5º. Equilibrar através de uma conduta impecável. O domínio de si, da natureza trina do homem sob os 4 elementos que sucede na INICIAÇÃO. 3+4 = 7 "O Carro". Em suma o processo de transformação.
Por: Bhogan - http://rosacruzes.blogspot.com

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sexta-feira, 26 de março de 2010

FRANCISCO VALDOMIRO LORENZ




Neste artigo vamos homenagear nosso Venerável e saudoso Irmão Francisco Valdomiro Lorenz. Nascido na Boêmia, província da Tchecoslováquia, o seu nome original era Frantisek Vladimir Lorec. Ainda jovem revelara-se um fenômeno das línguas e do Esperanto. Seu primeiro livro foi publicado em 1890, na Boêmia, em esperanto, quando tinha apenas 18 anos de idade.


Após emigrar para o Brasil aportuguesou o seu nome, e fixou residencia em Dom Feliciano, na época, distrito de Encruzilhada do Sul, Estado do Rio Grande do Sul.


Entretanto a fim de trazer a luz quem foi o nosso caro Francisco Valdomiro Lorenz, decidimos rememorar suas próprias palavras, com seus ensinamentos repletos da mais pura espiritualidade:


“O Espiritualista crê na Grande União que existe entre o Visível ou Manifestado e o Invisível, ou Imanifesto. ...O Visível ou Fenomenal é a consequência do Invisível ou Ideal. Assim como o arquiteto, antes de construir uma casa, forma primeiro na sua mente a imagem, o projeto, a planta dessa futura casa, tudo o que existe materialmente é o resultado da Idéia ou do Ideal, que é mental.” Fragmento extraído do artigo, “Que é o Espiritualismo?”, revista “O Pensamento” 1935.


A seguir transcrevemos um texto publicado no editorial da revista “O Pensamento” de 1957 por ocasião de sua morte:


"No dia 24 de maio deste ano(1957), faleceu em Porto Alegre o nosso dileto Francisco Valdomiro Lorenz.


Consternados pelo desaparecimento do venerável irmão, que sempre honrou as páginas da nossa revista com sua constante e valiosa colaboração, resta-nos, contudo a íntima satisfação de sabe-lo livre dos entraves da matéria, para ainda mais progredir nos planos invisíveis.


Verdadeiro apostolo do Esoterismo, desde a fundação do Círculo Esotérico, o culto e incansável Valdomiro Lorenz, nomeado Delegado Geral do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento no estado do Rio Grande do Sul, pelo saudoso patrono A. O. Rodrigues, jamais mediu esforços e sacrifícios para bem alto colocar os princípios da nossa doutrina.


Todos os filiados do Círculo Esotérico, desde o manuseio e o estudo da nossa série de Instruções foram guiados pelas sábias lições desse grande corifeu, através dos velhos “Diálogos Iniciáticos”, que sempre fizeram parte integral dos ensinamentos de nossa Ordem.


Figura de considerável relevo dentro do Esoterismo, doutor em Cabala, notável filólogo, fez parte de várias sociedades ocultas da Europa e da América, entre as quais o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (GIDEE), em cujo setor disseminou a mancheias, como entre nós, os frutos do seu saber.


Escritor de vastos recursos legou-nos inúmeras obras entre as quais destacamos: O Filho de Zanoni – Diálogos Iniciáticos – Contos e Apólogos – Noções Elementares de Cabala – Receituário dos Melhores Remédios Caseiros – Homeopatia Doméstica Brasileira – Elementos de Quiromancia – A Sorte Revelada pelo Horóscopo Cabalístico – No Jardim da Alma – Pequeno Consultório Hermético – Moisés e Siphorah – Estenografia Ideal – Krishna, o Salvador da Índia – Chamas de Ódio e a Luz do Puro Amor – Iniciação Linguística etc.


Poliglota, revela-se admirável em sua obra Iniciação Linguística, verdadeiro trabalho de erudição e paciência, onde vamos encontrar, entre outras jóias do seu saber, o versículo 16 do 3º Capítulo do Evangelho de São João, traduzido em 70 idiomas!


Em todas as suas obras, Valdomiro Lorenz sempre se destacou pela propriedade do seu estilo, simplicidade e a beleza dos seus conceitos. É por isso que esta Revista e o Almanaque muito lhe devem pelo prestígio conquistado, tendo este nosso anuário se enriquecido com sua colaboração, nas seções de Agricultura e Pecuária, Astrologia etc.


Pensador honrado, culto e ilustre dedicou a sua pena à mais ampla difusão dos nossos princípios, batalhando pelo progresso do Círculo Esotérico, que ele tanto amou. Por isso, mais do que um apóstolo, foi um verdadeiro mestre do ideal esoterista, ao qual se consagrou de corpo e alma, até os últimos instantes de sua fecunda e laboriosa peregrinação terrestre. Suas conferências e seus ensinamentos ungidos do mais profundo sentimento de fraternidade humana jamais desaparecerão da nossa lembrança.


Por paradoxal que pareça, jamais trocou um aperto de mão com A. O. Rodrigues, o fundador da nossa Ordem. Correspondências epistolares constituíram o elo de ligação entre os dois predestinados, que jamais se conheceram pessoalmente. Todavia, sempre se uniram espiritualmente como, sem duvida, estão agora, mais do que nunca.


Notável astrólogo, em uma carta particular dirigida a A. O. Rodrigues, revelara-lhe notáveis predições sobre o destino de nossa Ordem, inclusive o desenlace do patrono-fundador, o que ocorreu com precisão matemática.


Admirado querido e respeitado por todos os esoteristas, foi o seu nome declinado com profundo carinho e simpatia na Sessão branca realizada em sua homenagem no salão nobre da nossa ordem, na noite de 3 de junho de 1975, onde o Sr. Gervásio de Figueiredo, Presidente do Supremo Conselho, perante a numerosa assistência que ali acorreu, expôs os traços biográficos do ilustre extinto, realçando a sua longa, sincera e fecunda atuação no seio da nossa Ordem.


Nascido a 24 de dezembro de 1872, Valdomiro Lorenz desencarnou com 85 anos de idade, tendo se filiado ao Círculo Esotérico aos 7 de maio de 1910, isto é, 10 meses e 10 dias após a fundação do mesmo.


Saudosos, porém, serenos e conformados, em consonância com os nossos princípios, aqui expressamos os nossos mais ardentes votos para que seu espírito, agora mais liberto, ingresse gloriosamente nos planos superiores, onde colherá os frutos da sua dignificante jornada neste planeta e continuará a iluminar as mentes dos que lutam pelo progresso e o adiantamento moral da humanidade.” Extraído da revista “O Pensamento” de Junho de 1957.


Terminamos esta breve homenagem transcrevendo mais algumas palavras de Francisco Valdomiro Lorenz em um ensinamento de importância capital para todos os que buscam o caminho do espírito:


““O domínio de si em relação ao mental é o domínio sobre os pensamentos. Na mente sem controle, os pensamentos vem e vão, inquietando o homem. É difícil dominar a mente, porque, como diz Arjuna, no “Bhagavad Gita”(parte VI, versículos 33 e 34): “a mente e o coração são instáveis, inquietos, turbulentos, vacilantes, obstinados e insubmissos a vontade; parece que dominar o coração ou a mente em suas inclinações é tão difícil, como reter o próprio vento”. Krishna, porém, responde: “Tens razão, dizendo que é difícil dominar a mente, porque é instável e inclina-se ora a um, ora a outro objeto; entretanto, quem fortaleceu a sua vontade por meio de exercícios e disciplina, pode ser senhor do seu coração, senhor de sua mente."


Estes exercícios são os de concentração e meditação. Por meio deles, vence-se a insubmissão mental, e o discípulo não pensa o que lhe vem a mente, mas aquilo que ele quer.” Fragmento extraído do artigo, “O Caminho à Liberdade Espiritual”, revista “O Pensamento” Maio de 1935.



Fonte: clique aqui


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