quarta-feira, 17 de junho de 2015

ORDENS ROSACRUZES: LECTORIUM ROSICRUCIANUM, ROSACRUZ ÁUREA

ORDENS ROSACRUZES:

LECTORIUM ROSICRUCIANUM
ESCOLA ESPIRITUAL DA ROSACRUZ ÁUREA

Os primórdios do Lectorium Rosicrucianum datam de 1924, na Holanda, com os trabalhos dos líderes espirituais Jan van Rijckenborgh e Catharose de Petri. Hoje o LRC está ativo em dezenas de países.

A pedra fundamental do Lectorium Rosicrucianum foi lançada em 1924. Nesse ano, os irmãos Zwier Willem Leene (1892-1938) e Jan Leene (1896-1968) entraram para o ramo holandês da Fraternidade Rosacruz (Oceanside, Califórnia, EUA) fundada por Max Heindel em 1909. Em pouco tempo os dois irmãos se destacaram na organização, sendo empossados como dirigentes em 1929.

Em 1930, foi a vez da Sra. Henriette Stok-Huizer (1902-1990) juntar-se aos irmãos Leene. Juntos começaram uma intensa busca espiritual que culminou, em 1935, com a decisão de prosseguirem no caminho espiritual com seu próprio grupo, separando-se da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel.

Reedição dos Manifestos dos Rosacruzes clássicos
Em 1935, os irmãos Leene, juntamente com Cor Damme, viajaram para Londres, onde visitaram a Biblioteca Britânica. Foi lá que descobriram os esquecidos manifestos dos Rosacruzes clássicos do século XVII. Traduziram esses manuscritos cuidadosamente e os republicaram em 1936, em holandês, sob o título “O Livro M”. Assim, disponibilizaram novamente esses tesouros espirituais para um público maior no século XX. Vários anos depois, foram publicadas novas edições dos manifestos clássicos – já com a inclusão de seus comentários espirituais completos. Atualmente, estão disponíveis em várias línguas.

Após a morte de Z. W. Leene, em 1938, Jan Leene e H. J. Leene Stok-Huiser continuaram seu trabalho. 
Através dos nomes-alma “Jan van Rijckenborgh” e “Catharose de Petri”, eles publicaram vários livros e, ao longo de muitas décadas, construíram uma escola espiritual internacional.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as forças de ocupação perseguiram o grupo e o interditaram, impedindo-o de promover reuniões. Então, tiveram de se retirar da vida pública e, temporariamente, trabalhar de forma encoberta. Após o fim do conflito, a comunidade adotou o nome de “Lectorium Rosicrucianum”.

A herança dos cátaros
Em 1946, Jan van Rijckenborgh e Catharose de Petri viajaram para a cidade de Albi, um dos maiores redutos cátaros existentes no sul da França. Fizeram contato com a herança espiritual da antiga fraternidade cátara, que ali viveu e ensinou há cerca de 700 anos. Suas experiências espirituais durante essa viagem e seu encontro em 1954 com “o último Cátaro”, o sr. Antonin Gadal, levaram à reafirmação da antiga Tríplice Aliança da Luz: o triângulo Cátaros, Graal e Rosacruz.

O Lectorium Rosicrucianum como uma escola espiritual gnóstica
Durante esse tempo, os líderes espirituais estabeleceram um novo impulso espiritual que ultrapassava a visão anterior.

O ensinamento gnóstico referente à transfiguração adquiriu a primazia. Esse ensinamento baseia-se na ideia de que o homem é uma entidade multidimensional que contém uma centelha espiritual imortal – a semente de um novo microcosmo (mundo em miniatura). Sendo um microcosmo, o homem tem um destino específico: o caminho do retorno para a ordem de natureza divina original. É assim que ele conseguirá ultrapassar o mundo mortal e seu estado de consciência atual, limitado pelo espaço-tempo. Durante esse processo, o ser humano parte de sua realidade como ser mortal e adquire uma percepção espiritual sobre a causa da existência da mortalidade nesta natureza. Ele também se torna mais autoconsciente ao vivenciar a tensão que se estabelece entre a natureza transitória e a força criadora original.

Portanto, o Lectorium Rosicrucianum constitui uma “Escola Espiritual Gnóstica”, uma vez que a palavra grega Gnosis significa “conhecimento”. Assim, logo que o ser humano começa a empreender o caminho da ressurreição da alma, o conhecimento divino é revelado pela “Rosa” – a centelha imortal do Espírito instalada em seu coração.

A partir de 1946 até os dias de hoje, o impulso gnóstico tem se espalhado sobre o mundo como um aspecto do poder espiritual da nova era de Aquário. Em muitos países foram estabelecidos centros de conferência e núcleos, tanto para os alunos da Rosacruz como para todo o público interessado.

Para saber mais visite: Rosacruz Áurea

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ORDENS ROSACRUZES: FRATERNIDADE ROSACRUZ de MAX HEINDEL


N.T.: o blog ROSACRUZES sendo propagador de toda mensagem Rosacruz, independente de qual ordem ou fraternidade a ela ligada, irá divulgar nas próximas publicações, algumas das escolas abertas e mais conhecidas da atualidade. 

ORDENS ROSACRUZES:

A FRATERNIDADE ROSACRUZ 
de MAX HEINDEL 
(FRCMH)

A Fraternidade Rosacruz, cuja sede mundial está situada em Mt. Ecclesia, Oceanside, California, foi fundada em 1909 por Max Heindel, que organizou e dirigiu todos os seus trabalhos até 1919, data de sua partida física. Sucedeu-o sua esposa Sra. Augusta Foss Heindel, que consolidou a obra a frente de um Conselho Diretor.

A Fraternidade Rosacruz é uma organização de místicos cristãos compostas por homens e mulheres que estudam a Filosofia Rosacruz segundo as diretrizes apresentadas no Conceito Rosacruz do Cosmos. Tal Filosofia é conhecida como os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental e estabelece uma ponte entre a ciencia e a religião.Seus estudantes estão espalhados por todo o mundo; mas sua Sede Internacional está localizada em Oceanside, California, E.U.A.

A Fraternidade Rosacruz foi fundada durante o verão e outono de 1909, após um ciclo de conferências proferido por Max Heindel em Seattle. Um Centro de Estudos foi formado e a Sede da Fraternidade se localizou temporariamente naquela cidade. Providencias foram tomadas para a publicação do Conceito Rosacruz do Cosmos. Com a publicação deste trabalho a Fraternidade Rosacruz foi definitivamente estabelecida.

O Conceito Rosacruz do Cosmos de Max Heindel está disponível para leitura online - click aqui
No Rio de Janeiro, a Fraternidade Rosacruz, a conselho da Sra. Augusta Foss Heindel, foi estabelecida pela Sra. Irene Gómez de Ruggiero, sendo atualmente dirigida pelo Irmão Probacionista Roberto Gomes da Costa a frente de um Conselho Diretor.

A Fraternidade Rosacruz Max Heindel não é uma seita ou organização religiosa, mas sim uma grande Escola de Pensamento. Sua finalidade precípua é divulgar a admirável filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel, escolhido para esse fim pelos Irmãos Maiores da Ordem Espiritual. Seus ensinamentos projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados à origem e evolução do homem e do Universo. Tais ensinamentos, contudo, não constituem um fim em si mesmo, mas um meio para o ser humano tornar-se melhor em todos os sentidos, desenvolvendo assim o sentimento de altruísmo e do dever, para o estabelecimento da Fraternidade Universal.

O fim a que se destina a Filosofia Rosacruz é despertar a humanidade para o conhecimento das Leis Divinas, que conduzem toda a evolução do homem, e, ainda: (I) explicar as fontes ocultas da vida. O homem, conhecendo as forças que trabalham dentro de si mesmo, pode fazer melhor uso de suas qualidades; (II) ensinar o objetivo da evolução, o que habilita o homem para trabalhar em harmonia com o Plano Divino e desenvolver suas próprias possibilidades, ainda desconhecidas para grande parte da humanidade; (III) mostrar as razões pelas quais o Serviço amoroso e desinteressado ao próximo é o caminho mais curto e mais seguro para a expansão da consciência espiritual.

Foram publicados livros e organizados Cursos por Correspondência para os aspirantes que desejam estudar as verdades espirituais, mas como auxílio e não como fim em si mesmo, pois o estudo, em si só, não basta. A teoria precisa da experiência, obtida mediante a prática, para ser desenvolvida em sabedoria e poder. E, precisamente, a Fraternidade Rosacruz destina-se a prestar a orientação necessária aos aspirantes, para se chegar à aplicação da Lei Espitual na solução dos problemas individuais e coletivos.

O Movimento Rosacruz, publica e mundialmente iniciado pelo engenheiro Max Heindel, é fundamentalmente uma Escola de reforma interna para a humanidade, uma Escola de desenvolvimento e expansão de consciência, tratando de nossa origem espiritual e da finalidade de nossa evolução.

.·.

domingo, 14 de junho de 2015

ORDENS ROSACRUZES: ANTIGA E MISTICA ORDEM ROSACRUZ - AMORC



ORDENS ROSACRUZES:

ANTIGA E MÍSTICA ORDEM ROSACRUZ - AMORC
"Harvey Spencer Lewis"


Quem Somos
A Ordem Rosacruz, AMORC é uma Organização místico-filosófica mundial, não-sectária, não-lucrativa, cultural, educacional e apolítica, destinada ao autoaperfeiçoamento do ser humano, visando o despertar de seus poderes interiores, para uma vida mais plena e integral. A Ordem conserva um conjunto de técnicas milenares, mas sempre atualizadas, comprovadas pelo tempo e capazes de promover este despertar.

A AMORC integra em seu quadro pessoas de todas as raças, idades, posições sociais e de ambos os sexos, em clima de perfeita liberdade de pensamento. Guiar o ser humano rumo à sua própria liberdade interior, na comunhão consciente com o Universo, por meio do autoconhecimento, é a meta da AMORC.

Você está convidado a participar de nossa exploração das leis universais que regem a humanidade e do universo.

Missão
A Ordem Rosacruz, AMORC é uma organização internacional de caráter místico-filosófico, que tem por missão despertar o potencial interior do ser humano, auxiliando-o em seu desenvolvimento, em espírito de fraternidade, respeitando a liberdade individual, dentro da Tradição e da Cultura Rosacruz.

Visão
Inovar seus processos e formas de atuação
Ser uma organização reconhecida por suas ações no desenvolvimento do indivíduo, da sociedade e do meio ambiente
Crescer de forma sustentável, garantindo seu ponto de equilíbrio
Ser referência de atendimento fraternal

Valores
Ética e Humanismo
Sinceridade de Propósitos
Liberdade de Pensamento e Crença
Espiritualidade e Ecologia
Espírito de Fraternidade
  • Para saber mais sobre a AMORC visite: AMORC-GLP

sexta-feira, 12 de junho de 2015

OS ROSACRUZES e ELIAS ARTISTA


OS ROSACRUZES e ELIAS ARTISTA
Por Paul Sedir

Há seres sedentos de amor e de sacrifício que, após séculos e séculos de lutas e obras, alcançado o ápice da Ciência e do Poder, reintegrados misticamente no esplendor original de sua condição de homens, não podem suportar o espetáculo doloroso de seus irmãos ainda perdidos nos laços da paixão e ignorância. Isso os leva a serem reenviados à Criação e a participarem novamente de suas dores e de suas tentações. São missionados, os apóstolos, os místicos puros, os verdadeiros Rosa+Cruzes. Ruysbroek, o Admirável, os chama de crianças secretas do Senhor. Sua doutrina é indizível, pois eles professam que não se deve saber nada sem estar antecipadamente convencido da própria ignorância. Seu livro é o Evangelho. Sua prática é a imitação de Jesus-Cristo. 

Essa teoria e essa prática parecem simples. No entanto, não há nada mais elevado a ser concebido e mais difícil de executar. As mais abstrusas especulações dos metafísicos hindus ou as autoridades mais espantosas de seus yogues desaparecem perante a terrível profundidade das máximas e dos ensinamentos evangélicos. Mas esses só podem ser compreendidos por quem já superou, com trabalho e sofrimento, a extremamente limitada natureza humana. 
Falar dos Rosa+Cruzes é coisa por pouco quase impossível. Eles formam uma organização invisível. Não deram eles a si mesmos o qualificativo de “invisíveis”? Cavalheiros do Espírito, eles nada relevam a não ser o Espírito, eles não podem ser conhecidos a não ser pelo Espírito. O Espírito é livre de toda limitação, os eleva além de toda contingência. Ele lhes nutre, lhes inspira, lhes conforta. Eles lhes ressuscita após cada uma das mortes inumeráveis que constituem a existência na relatividade dos apóstolos de Deus e de Seu Cristo. Vivendo do Absoluto, eles vivem no Absoluto. 

Eles próprios nos fazem compreender o mistério da união espiritual entre os irmãos através do espaço e do tempo, da união espiritual com seus pares e êmulos (1), discípulos do mesmo Mestre, devotados ao mesmo apostolado. Conforme o que o Cristo disse a seus discípulos: “Onde eu estiver, vós aí estareis”. 

Mas do mesmo modo que o homem sabe apenas captar a divindade em sua manifestação, os homens não podem perceber os Rosa+Cruzes, mensageiros divinos, à não ser em suas manifestações. 

“É sempre em um período crítico que se ouve falar neles. Eles chegam na época e no país onde uma forma social, tendo atingido sua completa realização, tende já a se alterar; quando os esforços lentos e contínuos do espírito humano, em vez de convergirem, como o tinham feito até então, na constituição e na afirmação de um organismo social, de um dogma religioso, de uma síntese científica, começam a divergir e abalam o edifício construído pelas gerações precedentes” (2).

Seu nome é o de sua função. 

Eles podem, se quiserem, ser invisíveis aos homens e incógnitos; se eles o desejarem, podem viver no meio dos homens e como eles; são livres, mas de todo o modo, se apresentam aqueles a quem vieram socorrer. Adotam os costumes dos países onde se encontram. E, com efeito, podem viver no meio dos homens sem risco de serem identificados; apenas seus pares os reconhecem por uma certa luz interior. O Cristo disse: “O mundo não vos conhece”. É por isso que, quando eles mudam de país, mudam também de nome (3). Eles podem se adaptar a todas as condições, a todas as circunstâncias, falar a cada um em sua língua. Eles agem a fim de que o que eles têm a dizer ao mundo seja dito. Aqueles que escrevem ou falam seu nome exprimem tão fielmente quanto podem os pensamentos, às inspirações que lhe são transmitidas pela via espiritual. 

Do mesmo modo, esses arautos do Absoluto não inspiram seus apologistas quando eles só se preocupam em refutar seus detratores. Esses, como aqueles, se comportam de acordo com o que são capazes de ver luz que têm diante de si. 

“Estrangeiros e viajantes na terra” (4), não desejam nada do mundo, nem beleza, nem glória, nada além de fazer a vontade de Deus, eles querem levar os fardos dos fracos, reanimar os mornos, restabelecendo por toda a parte a harmonia. Eles passam e o deserto torna-se um prado; eles falam e os corações se abrem ao apelo do Divino Pastor. Eles preparam o caminho para Aquele que deve vir. 

Mas quem conhecerá as fadigas, quem enumerará os martírios sempre desconhecidos que aceitam, em seu imenso amor, esses pastores do Pai, para reconduzir as ovelhas indóceis que somos? O grande Cagliostro o disse nesses termos patéticos: "Eu venho do Norte, da bruma e do frio, abandonando por onde passo alguns pedaços de mim mesmo, me esgotando, me reduzindo a cada etapa, mas vos deixando um pouco de claridade, um pouco de calor, um pouco de força, até que eu seja, enfim, detido e parado definitivamente no fim de minha carreira, na hora em que a rosa florescerá sobre a cruz” (5). 

Assim eles têm passado, imperceptíveis, no meio dos homens, para esclarecê-los e levá-los à Vida. Eles são vindos para recordar as criaturas às palavras pronunciadas nos séculos remotos, para despertar nelas o eco, que tinha se extinguido, das vozes que fizeram vibrar antigamente os seus corações. Eles são vindos para trabalhar em prol da renovação espiritual, da obtenção por esforços cotidianos dessa luz que ilumina todo homem vindo ao mundo e que nós repelimos, que nos obscurecemos pelos nossos desejos egoístas. Essa, têm eles dito, é a única via da regeneração individual, da redenção coletiva.

A iniciação cristã, com efeito, não tem por alvo, como as iniciações do extremo oriente, a orientação metafísica de atingir um grau superior de Saber: seu alvo é a Vida. Ora, a Vida é Amor e o pensamento é a imagem invertida da Vida. O amor é o único intérprete verídico da verdade: o amor é a sabedoria suprema, conforme com o que está escrito: “Aquele que ama Deus é aquele que conhece Deus” (1 João, IV,7). 

A organização interior da fraternidade não foi revelada, nem seus segredos. Esses se referiam, exteriormente, à transmutação dos metais, à arte de prolongar a vida, à descoberta de coisas ainda ocultas. Mas os Rosa+Cruzes se davam por magos a fim de mascarar seu verdadeiro pensamento, seu objetivo primordial: a reforma do mundo, da qual eles eram os agentes predestinados. E isso que, por baixo de tudo, espanta o leitor dos escritos rosacruzes. Mais que os procedimentos que eles apresentavam para obter a pedra filosofal ou o elixir do prolongamento da vida, mais que o método que eles preconizavam para atingir a certa fórmula do saber, os Rosa+Cruzes levaram os europeus do século XVII arruinados pela guerra, divididos entre o catolicismo e o protestantismo, desagregados em sua mentalidade pelo espírito de crítica, palavras de concórdia e de apaziguamento. No meio do egoísmo universal, eles recordaram aos homens que eles são irmãos, filhos do mesmo Pai; no meio da anarquia crescente, eles falaram do Libertador, eles repetiram que o Cristo desceu e que Ele retornará para reunir em um só coro Seus serviços dispersos.

Eis a mensagem trazida ao mundo pelos Rosa+Cruzes:

ELIAS ARTISTA 

A Rosa+Cruz essencial existe desde que há homens sobre a terra.
Além do Sol amarelo que nos ilumina, há seis outros sóis ainda invisíveis que fazem viver a terra. Nosso Sol amarelo tem o propósito de produzir a assimilação das funções vitais. Um outro Sol, o Sol vermelho, tem por ofício a construção dos corpos terrestres: ele rege a morfologia, as afinidades físicas, químicas, intelectuais, sociais. Esses Sol vermelho é a residência do ser em Paracelso, o primeiro aqui em baixo, denominou Elias Artista. 

Elias Artista é o anjo da Rosa+Cruz. Ninguém pode saber quem le é, nem aquilo sobre o que ele repousa. Tudo o que se pode dizer é que ele é uma força atrativa, harmonizante e que ele tende a reunir os indivíduos em um só corpo homogêneo. 

Eis como se expressa Stanislas de Guaita:

“Elias Artista é infalível, imortal, além disso, inacessível, às imperfeições, como às impurezas e aos ridículos dos homens de carne que se oferecem a manifestá-lo. Espírito de luz e de progresso, ele se encarna nos seres de boa vontade que o evocam. Se eles tropeçam no caminho, eis que o artista Elias não esta mais neles. 

“Fazer mentir o verbo superior é coisa impossível, ainda que se possa mentir em seu nome. Pois cedo ou tarde ele encontra um órgão digno de si (nem que seja por um minuto), uma boca fiel e leal (nem que seja pelo tempo de pronunciar uma palavra). 

“Por esse órgão de sua escolha ou por essa boca de coincidência _ que importa? _ sua voz se faz ouvir, potente e vibrante dessa autoridade serena e decisiva que empresta ao verbo humano a inspiração do Alto. Assim, são desmentidos na terra aqueles que sua justiça condenou no abstrato. 

“Guardemo-nos de falsear o espírito tradicional da Ordem; reprovados no alto na mesma hora, cedo ou tarde seríamos negados aqui em baixo pelo misterioso demiurgo que a ordem saúda pelo nome: Elias Artista. 

“Ele não é a Luz; mas, como João Batista, sua missão é a de dar o testemunho da Luz da glória, que deve se irradiar de um novo céu sobre uma terra rejuvenescida. Que ele se manifesta pelos Conselhos fortes e que ele derruba à pirâmide das santas tradições desfiguradas pelas heterogêneas camadas de detritos e de remendos que vinte séculos tem acumulado sobre ela! E que enfim, os caminhos estando por ele abertos para o advento do Cristo glorioso, - sua obra estando concluída - desaparecerá na névoa maior o precursor dos tempos vindouros, a expressão humana do santo Paracelso, o “deimon” da ciência e da liberdade, da sabedoria e da justiça integrais: Elias Artista” (6) . 

Por outro lado, se nós quisermos encarar o sacerdócio de Melquisedeque, cujo sacrifício é a prefiguração da Eucaristia, teremos que nos recordar que os sacerdotes “da ordem de Melquisedeque” constituem não uma ordem social, mas um sacerdócio cujo sacramento, representado pelo pão e pelo vinho, é o sacrifício de si mesmo ao próximo, por amor a Jesus-Cristo e pela unidade com Ele.

Em nossa opinião, Elias Artista é uma adaptação do Elias bíblico, que deve retornar no fim dos tempos, com Enoque, para desempenhar seu papel de testemunha do binário universal. Seria prematuro dizer quem foi Elias artista ou quem ele será. Tudo o que é útil saber é que esse nome designa uma forma do Espírito da inteligência. 

É isso que entendiam os Rosa+Cruzes quando eles diziam que no dia C eles se reúnem em um local que se chama o Templo do Espírito Santo. Mas onde é esse lugar? (7) Eles próprios não o sabem, porque, dizem eles, é invisível.

Nós nos permitimos indicar a nossos leitores, se eles quiserem aprofundar o estudo desse tema misterioso, de meditar na história de Enoque, pai simbólico da Rosa+Cruz, inventor da tradição e da ciência e construtor de monumentos dos quais a lenda lhe atribui a paternidade.

(Tradução do Capítulo II, págs.21-26 de “Les Rose-Croix”, de Sédir, Bibliotheque des “Amitiés Spirituelles”, Paris). 

Notas do autor:
1)O itinerário das viagens de Christian Rosenkreutz indica bem as filiações da fraternidade rosacruciana com outras tradições, principalmente com certos centros instalados no Egito e com certas Fraternidades muçulmanas que o pai encontrou em Fez.
2)“L’Évangille de Cagliostro”, traduzido do latim para o Francês e publicado pelo Dr. Marc Haven (Lalande), Paris, 1909 - Introdução. 2.1)Edição espanhola: “El Evangelio de Cagliostro”, Editorial Humanitas, Barcelona, 1987.
3)O nome é o símbolo da individualidade.
4)Hebreus, cap. XI, vers.13.
5)“Mémoire pour le Comte de Cagliostro accusé, contre le Procureur Général”, Paris, 1786.
6)Stanislas de Guaita: “essais de Science Maldite - Trilogie - Paris, 1897, 1915, 1949.
7)Christoph-Stephn Kazauer, resp. J. Ludwig Wolf: “disputatio Historica de Rosacrucianis”, Wittenberg, 1715. Fonte

quinta-feira, 11 de junho de 2015

ELIAS ARTISTA de PARACELSO


ELIAS ARTISTA de PARACELSO - Compilação
Pelo Irm. Tácitus


Paracelso em seu tratado "De Mineralibus (tomo II,pp.341-350)" o anúncio do milagroso acontecimento que deveria confundir o século seguinte: Diz ele: "Nada existe oculto que não se deva ser descoberto. É assim que deverá suceder-me um ser prodigioso, que revelará muitas coisas". (De Minaralibus, I).

"...que deve permanecer velada até a chegada de Elias Artista".

Elias Artista! Gênio reitor dos Rosacruzes, personificação simbólica da Ordem, embaixador do Santo Paracleto! Paracelso, o Grande, prediz Tua vinda, é Sopro Coletivo das generosas reivindicações, espírito de liberdade, de ciência e de amor que deve regenerar o mundo!

"...Mas o tempo e a idade propicia trarão essas coisas com eles; quando a hora soar, será necessário que elas se realizem, e é por isso que Ele vêm..." (Prognosticatio, 1536).

Que deverá vir? Ele, o espírito radiante do ensinamento integral dos Rosa-cruzes: Elias Artista!

"Os homens estão sujeitos ao erro, à malícia, à cegueira, e os R+C são homens; entretanto não se podem computar suas faltas ao abstrato da Ordem. Elias Artista é infalível, imortal, e, além disso, inacessível tanto às imperfeições como às manchas e as ridicularizações dos homens de carne que desejam manifestá-lo”.

“Espírito de Luz e de progresso, ele se encarna nos seres vivos de boa vontade que O evocam. Se estes por ventura tropeçam no caminho, Elias Artista os abandonará...”.

“...evitemos falsear o espírito tradicional da Ordem; sendo reprovados no alto, no mesmo instante, cedo ou tarde seríamos renegados aqui em baixo pelo misterioso demiurgo que a Ordem saúda por esse nome: Elias Artista!...”.

“Ele não é a Luz, mas como São João Batista. Sua missão é dar o testemunho da Luz de Glória, que deve irradiar de um novo céu sobre uma terra rejuvenescida. Que Ele se manifeste por conselhos de força e que Ele desobstrua a pirâmide das Santas Tradições, desfiguradas pelas camadas heteróclitas de detritos e de caliças que vinte séculos acumularam sobre ela. E que enfim, por Ele, as sendas sejam abertas para receber o Cristo Glorioso, no ninho maior do qual se dissipará – estando Sua Obra concluída – o precursor dos tempos futuros, a expressão humana do Santo Paracleto, gênio da ciência e da liberdade, da sabedoria e da justiça integral: Elias Artista...”. (No Umbral do Mistério).

“... Francis Bacon igualmente grande como filósofo e como Rosacruz, que tem sido identificado com o Elias Artista profetizado por Paracelso...”. (Manual del Caballero Rosacruz, 60).

Tácitus

AVAREZA & CASTIDADE


AVAREZA

A Avareza (avaritia) é o defeito capital relacionado ao planeta SATURNO. Caracteriza-se pelo excesso de apegos pelo que se possui. Normalmente se associa avareza apenas ao significado materialista, de juntar dinheiro, mas sua manifestação nos outros elementos (espiritual, emocional e mental) é mais sutil e perniciosa. A avareza é a origem de todas as falsidades e enganações.

A virtude associada ao planeta Saturno é a CASTIDADE, ou a pureza dos costumes. Do latim Castitas, quer dizer “de sentimentos puros”. Normalmente a associação errada de “sentimentos puros” com a palavra “castidade” usada da maneira incorreta leva à associação de “abstinência sexual feminina” com “pureza”, esquecendo que esta pureza é Espiritual. A Mãe de Jesus que o diga.

São Thomas de Aquino determina sete características inerentes como sendo as filhas da Avareza:
  • Mentira - Ao procurar para si coisas que não lhe pertencem, o avaro pode se servir do engano. No desespero para não perder o que possui ou adquirir mais coisas que realmente não necessita, o avaro pode apelar para a falsidade. Se este se verificar através de simples palavras, caracteriza-se a mentira, mas se for através de juramento, então está classificada como Perjúrio.
  • Quanto ao engano em si: se for aplicado contra outras pessoas, classifica-se como Traição, se for em relação a coisas, classifica-se como Fraude.
  • Inquietude: Excesso de afã para juntar para si gera excessivas preocupações e cuidados.
  • Violência: Ao procurar para si bens alheios, o indivíduo pode se servir da violência, tamanha a ganância que possui, ao ver seus desejos negados pelo outro. O sentido esotérico se perdeu e violência hoje em dia é sinônimo de agressão, descaracterizando a razão causadora da agressão.
  • Dureza de Coração: O excesso de apegos pelo que se tem produz a dureza no coração, pois não permite à pessoa usar de seus bens para socorrer aos irmãos. Para se ser misericordioso, é necessário saber gastar seus bens excedentes.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

LUXÚRIA & TEMPERANÇA

Imagem: Jacques Louis David "Mars desarme par Venus"

LUXÚRIA

Defeito capital ligado ao Planeta VÊNUS, quer dizer em seu sentido original “deixar-se dominar pelas paixões”. Em português, luxúria foi completamente deturpado e levado apenas para o sentido físico e sexual da palavra, mas seu equivalente em inglês (Lust) ainda mantém o sentido original (pode-se usar expressões como “lust for money”, “lust for blood”, “lust for power”). A melhor tradução para isso seria “obsessão”. A luxúria tem efeito na esfera espiritual quando a pessoa passa a ser guiada pelas suas paixões ao invés de sua racionalidade. Para chegar ao auto-conhecimento, é necessário domar suas paixões (vide a representação do Arcano da Força no tarot!).

A virtude associada a Vênus é a TEMPERANÇA (do latim temperatia), ou a virtude de quem é moderado.

São Thomas de Aquino determina 8 características inerentes como sendo as filhas da Luxuria:
  • Cegueira da Mente – é aquela que nos impede de ver os acontecimentos, situações e ações ao nosso redor. A pessoa fica tão entregue às suas paixões que não consegue raciocinar nem intuir a respeito do mundo ao seu redor.
  • Amor de Si – faz com que a pessoa feche seus sentimentos para dentro de si mesmo, gerando um amor egoísta que segundo Thomas de Aquino é a origem de todos os outros pecados.
  • Ódio de Deus – com a vontade dominada pelas paixões, o indivíduo abandona a busca espiritual para se dedicar aos afazeres prazerosos mundanos, esquecendo sua busca por Deus no processo. Do esquecimento, estas paixões acabam se tornando ódio ao criador e a todo o mundo espiritual.
  • Apego ao Mundo – Os vícios e as paixões criam no indivíduo um apego ao mundo e aos seus desejos e ambições, desviando totalmente o foco espiritual de sua missão.
  • Inconstância – deixar-se dominar pelas paixões faz com que o indivíduo se torna inconstante, balançando sua dedicação à Grande Obra para dedicar-se às perseguições dos prazeres mundanos.
  • Irreflexão – Quando as paixões cegam o indivíduo, ele fecha-se a todo estímulo externo ou interno, procurando apenas satisfazer seus instintos, sem refletir nas conseqüências de seus atos.
  • Precipitação – da mesma forma, a urgência em saciar seus apetites e prazeres gera no indivíduo uma precipitação em agir sem pensar, tomando ações e atos sem o devido pesar.
  • Desespero em relação ao mundo futuro – os atos mal pensados ou não-pensados causam tantos problemas ao indivíduo que o levam a uma situação de desespero em relação ao seu futuro, quando se vê obrigado a encarar os resultados de suas ações.

terça-feira, 9 de junho de 2015

GULA & CARIDADE


GULA


A gula, como já era de se esperar, era uma característica do Planeta JÚPITER. Júpiter, como o benfeitor da astrologia, rege a fartura e a prosperidade. O defeito é a gula e a virtude é a caridade.

Oras… estamos lidando com Excessos. A Gula é absorver o que não se necessita, ou o que é excedente. Pode se manifestar em todos os quatro planos (espiritual, emocional, racional e material). Claro que a igreja distorceu o sentido original da alquimia, adaptando-a para o mundo material, então hoje em dia, gula é sinônimo apenas de “comer muito”.

A virtude relacionada a Júpiter é a CARIDADE. A caridade lida com a maneira que tratamos nossos excessos. Ao invés de consumi-los sem necessidade, os doamos para quem não os possui. A caridade não está relacionada apenas a dinheiro, mas também aos 4 elementos da alquimia (espiritual, emocional, racional e material). Esta coluna, por exemplo, faz parte dos meus projetos de caridade intelectual.

São Thomas de Aquino determina cinco características inerentes como sendo filhas da gula:
  • Loquacidade Desvairada – a desordem no falar, o excesso de palavras atrapalhando e causando confusão mental. Está relacionada ao elemento Ar.
  • Imundície - aparência desleixada devido à falta de higiene por estar preocupado em demasia com a obtenção de excessos. Não tem o mesmo significado desta palavra em nosso vocabulário moderno, onde imundície quer dizer apenas “excesso de sujeira”, mas sim uma imundície espiritual, ligada à falta de cuidado com o corpo físico por conta dos excessos.
  • Alegria Néscia – desordem do pensamento e das emoções através do descontrole da vontade, muito associada ao ato de beber. Ligada ao elemento Água.
  • Expansividade Debochada - O excesso de gesticulações e movimentos do corpo ao comunicar, causando tumulto e desordenação.
  • Embotamento da inteligência - obstrução da razão devido ao consumo desordenado de alimentos.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

INVEJA & PACIÊNCIA


INVEJA (Invidia)

Defeito capital ligado ao Planeta MERCÚRIO. Hoje em dia, as pessoas utilizam-se do termo “inveja” de maneira errada. Seu sentido original quer dizer “Caminhar segundo o passo espiritual de outra pessoa”. Ter inveja de outra pessoa é tomar seu próprio caminho com base nos esforços e resultados obtidos por outras pessoas. A Inveja como a conhecemos hoje é a parte material do defeito.

Por esta razão que a Virtude cardeal associada a Mercúrio é a PACIÊNCIA. A paciência é a capacidade de caminhar (espiritualmente) no seu próprio ritmo. Não é sinônimo de “lerdeza” ou de “calma” ou de “ir devagar”… ir devagar é para gente devagar! Ter paciência é ter a capacidade de avançar nos estudos iniciáticos no seu próprio passo.

São Thomas de Aquino determina cinco características inerentes como sendo filhas da Inveja:
  • Exultação pela Adversidade – Diminuir a glória do próximo. Por causa do sentimento de inveja, a pessoa tenta de todas as maneiras diminuir o resultado do trabalho e das glórias das pessoas ao redor.
  • Detração - Significa falar mal às claras. Possui os efeitos semelhantes aos do murmúrio, com as mesmas intenções, mas mais abertamente. A diferença entre os dois é que a detração está maculada pelo Orgulho de se mostrar como causador do dano.
  • Ódio - o efeito final da inveja: o invejoso não apenas se entristece pelas conquistas do outro e deseja o fim das glórias e objetivos alcançados pelo próximo, mas passa a desejar o mal sob todos os aspectos para aquela pessoa também.
  • Aflição pela Prosperidade - A tristeza pela glória do próximo. Ocorre quando não se consegue de nenhuma maneira diminuir as realizações da outra pessoa, então passa a se entristecer com o resultado das conquistas alheias.
  • Murmuração - Também conhecido como fofoca, consiste em espalhar mentiras, meias-verdades, distorções, mentira (associada à Avareza) ou fatos embaraçosos ou depreciativos em relação a outra pessoa, com o intuito de prejudicar o próximo.


domingo, 7 de junho de 2015

IRA & DILIGÊNCIA


IRA

Defeito capital ligado diretamente a MARTE, representado acertadamente pelos Deuses da Guerra. A ira é o mal uso da energia agressiva de marte. Ao invés de direcioná-la para o sexo ou para os esportes, a pessoa canaliza este excesso de energia para a destruição. “Faça amor, não faça a guerra”. Com tantas travas e tabus sexuais, não é de se admirar que fanáticos religiosos sejam tão violentos.

A Virtude cardeal relacionada com marte é a DILIGÊNCIA, ou seja, a capacidade de guiar a energia e a capacidade de produzir de maneira efetivamente produtiva.

São Thomas de Aquino determina seis características inerentes como sendo filhas da Ira:
  • Insulto – uma forma de violência verbal, na qual o interlocutor visa ofender ou agredir moralmente o atacado, atingindo algum ponto fraco para humilhar o outro.
  • Perturbação – agitação física e psíquica produzida por emoções intensas e acumuladas. Um dos maiores problemas na psicologia, a tensão das emoções acumuladas pode gerar todo tipo de problemas no organismo.
  • Indignação – sentimento de ira em relação a uma ofensa ou ação injusta.
  • Clamor – queixa ou súplica em voz alta, reclamação, gritos tumultuosos de reprovação. Quando a Ira extravasa de uma pessoa para um grupo, como se fosse uma entidade viva (na verdade, astralmente, o Clamor É uma entidade viva, manifestada pelas Fúrias).
  • Rixa – briga, desordem, contestação, tumulto. A Rixa tem ligação com o Orgulho
  • Blasfêmia – difamação do nome de um ou mais deuses. A Ira voltada para dentro de si mesmo.


sábado, 6 de junho de 2015

PREGUIÇA & HUMILDADE


Imagem: Medieval Man In The Moon Drinks -Claret 1599

ACÍDIA (Preguiça)

Isto provavelmente quase ninguém entre vocês deve saber, mas o nome original da Preguiça é Acídia. Acídia é a preguiça de busca espiritual. Quando a pessoa fica acomodada e passa a deixar que os outros tomem todas as decisões morais e espirituais por elas. É muito fácil de entender porque a Igreja Católica substituiu a Acídia pela Preguiça dentro dos “sete pecados”! trabalhar pode, mas pensar não !!!

A preguiça está ligada diretamente à LUA. Mas você já devia ter desconfiado disso… qual o dia da semana onde sentimos mais as influências destas energias? Moonday.

A virtude cardeal relacionada com a Lua é a HUMILDADE. É necessário lembrar que estamos sempre falando em termos espirituais dentro da alquimia. Em sua origem, a Humildade (Humilitas) está relacionada a “fazer o seu trabalho sem esperar reconhecimento e sem esperar por recompensas”. Humilde não é sinônimo de “coitadinho”, de “idiota”, de “pobrezinho” e outras tolices que vocês foram forçados a engolir por causa da Igreja. 

Uma pessoa humilde não precisa (nem deve) ser um pateta. “Cordeiro Humilde” nas palavras de Yeshua significa “Aquele que tem as características de Áries e faz o seu trabalho sem esperar reconhecimento”. Bem diferente do coitadinho medíocre que a Igreja espera que você seja.

São Thomas de Aquino determina sete características como filhas da acídia:
  • Desespero – quando o homem considera que o objetivo visado se tornou impossível de ser alcançado, por quaisquer meios, gerando um abatimento que domina o seu afeto.
  • Pusilanimidade – covardia, falta de ânimo, falta de coragem para encarar um trabalho árduo e que requer deliberação.
  • Divagação da mente – é quando um homem abandona as questões espirituais e se instala nos prazeres exteriores, permanecendo com sua mente rondando assuntos do âmbito material.
  • Torpor – estado de abandono onde a pessoa ignora a própria consciência.
  • Rancor – ressentimento contra aqueles que querem nos conduzir a caminhos mais elevados, o que acaba gerando uma agressividade. Está relacionado à Ira. Posso ver muito de rancor em relação aos textos ateístas e outros textos religiosos mais fanáticos..
  • Malícia – desprezo pelos próprios bens espirituais, resultando em uma opção deliberada pelo mal. Está ligada diretamente ao materialismo e á Luxúria. Hoje em dia tornou-se sinônimo de sexualidade explícita.
  • Preguiça – a falta de vontade ligada aos esforços físicos.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

ORGULHO & MAGNANIMIDADE

Imagem: Andrea de Pascalis, Alchemy: The Golden Art
"The alchemist who has achieved illumination"

ORGULHO
Defeito capital relacionado com o SOL e, provavelmente, o mais difícil de ser destruído.

Em sua síntese, Orgulho é um sentimento de satisfação pessoal pela capacidade ou realização de uma tarefa. Sua origem remonta do latim “superbia”, que também significa supérfluo.

Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Que ele deveria existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, apenas sendo visto, então, como algo negativo.

Outras pessoas classificam o orgulho como “exagerado” quando se torna um tipo de satisfação incondicional ou quando os próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros. Isso se aplica tanto a si próprio quanto ao próximo, embora socialmente uma pessoa que tenha orgulho pelos outros é geralmente vista no sentido da realização e é associada como uma atitude altruísta, enquanto o orgulho por si mesmo costuma ser associado ao sentimento de capacidade e egoísmo.

O Orgulho é um defeito muito traiçoeiro, justamente porque, conforme colocado no parágrafo anterior, a maioria das pessoas não o enxerga como um “defeito”, mas como uma “recompensa” moral ou espiritual por um trabalho que executaram. Por esta razão, é muito mais difícil nos livrar dele, pois, ao nos acostumarmos com a recompensa, nos sentimos inferiorizados se não somos “reconhecidos” por nossos feitos.

Acho que o orgulho é o último (e mais complexo) dos defeitos a serem finalmente destruídos, pois, ao contrário da preguiça ou da raiva, por exemplo, que são (na minha opinião) mais simples de serem trabalhados, o orgulho está enraizado em nosso pensamento de uma maneira intrínseca. É muito fácil cair na tentação de, ao “final” do caminho, batermos com as mãos no peito como o Fariseu da parábola de Lucas ou nos sentirmos injustiçados caso ninguém “reconheça” nossa “evolução”.

Aprender a trabalhar a via interior como algo íntimo para nós mesmos (e não para mostrarmos aos outros) certamente é o primeiro passo para o desenvolvimento espiritual.

A virtude cardeal do Sol é a MAGNANIMIDADE. A capacidade de brilhar e iluminar os outros ao seu redor. A virtude de brilhar pelo reto pensar, reto falar e reto agir. Assim como o orgulho é o pior de todos os vícios, a magnanimidade é a maior de todas as virtudes.

São Thomas de Aquino determinou sete características como inerentes ao orgulho:
  • Jactância - Ostentação, vanglória, elevar-se acima do que se realmente é.
  • Pertinácia – Uma palavra bonita para “cabeça-dura” e “teimosia”. É o defeito de achar que se está sempre certo.
  • Hipocrisia - o ato de pregar alguma coisa para “ficar bem entre os semelhantes” e, secretamente, fazer o oposto do que prega. Muito comum nas Igrejas.
  • Desobediência – por orgulho, a pessoa se recusa a trabalhar em equipe quando não tem suas vontades reafirmadas. Tem relação com a Preguiça.
  • Presunção - achar que sabe tudo. É um dos maiores defeitos encontrados nos céticos e adeptos do mundo materialista. A máxima “tudo sei que nada sei” é muito sábia neste sentido. Tem relação com a Gula.
  • Discórdia - criar a desunião, a briga. Ao impor nossa vontade sobre os outros, podemos criar a discórdia entre dois ou mais amigos. Tem relação com a Ira.
  • Contenda - é uma disputa mais exacerbada e mais profunda, uma evolução da discórdia onde dois lados passam não apenas a discordar, mas a brigar entre si. Tem relação com a Inveja



OS 7 PECADOS E AS SETE VIRTUDES


Sete pecados capitais e as Sete virtudes

Uma das características do Verdadeiro Rei é que ele já está purificado. Ele já deixou para trás o supérfluo. É alguém que já superou os desejos infindáveis que surgem das entranhas do EGO, do eu-inferior ou do eu-da-sombra. O Verdadeiro Rei, como um autêntico alquimista, sublimou todos os 7 “Pecados Capitais”, tranformando-os nas 7 Virtudes.

“Em primeiro lugar: ninguém nunca se perguntou qual a diferença entre os Dez Mandamentos e os sete Pecados Capitais? Porque os pecados, que a Igreja tanto fala e que são formas certas de levar uma pessoa para o tal do Inferno, mencionados na Divina Comédia (escrita por Dante Alighieri, um iniciado) não estão na bíblia em lugar algum?

Os chamados “Pecados Capitais” são originários da alquimia e das tradições iniciáticas muito antigas, remontando dos antigos rituais egípcios e babilônicos. Antes de começar, vamos usar a nomenclatura certa: DEFEITOS capitais.

Os defeitos capitais são em número de sete, diretamente relacionados com o avanço espiritual e estando cada um deles associado a um Planeta, de acordo com uma estrutura denominada “Estrela Setenária”.


(continua...)

Fonte aqui.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

CAGLIOSTRO E A SABEDORIA ETERNA


CAGLIOSTRO E A SABEDORIA ETERNA

O estudioso Marc Haven escreveu uma longa e excelente biografia de Cagliostro, “Le Maître Unconnu”. É  um dos poucos estudos de grande porte sobre Cagliostro que lhe fazem justiça, e até hoje está publicado apenas em francês. Neste livro vemos o que Cagliostro disse a seus juízes, quando lhe perguntaram quem, afinal, era ele:

“Não venho de nenhum lugar, e não pertenço a tempo algum. Fora do tempo, meu ser espiritual vive sua existência eterna. E se me retiro em minha consciência e retrocedo ao longo do curso das idades, e se levo meu espírito até uma forma de existência que está muito longe da pessoa que vocês vêem diante de si, então me torno um com meu ser espiritual. Enquanto estou conscientemente participando do Ser Absoluto, estou ao mesmo tempo ajustando minha atividade às minhas circunstâncias. Meu nome é o nome da minha função, e eu a escolhi, porque sou livre; meu país é aquele em que eu estiver trabalhando em qualquer momento dado.”

Cagliostro prossegue:

“Não nasci da carne nem da vontade de seres humanos. Nasci do espírito. Meu nome é coisa minha, e é este com o qual escolhi aparecer diante de vocês, este é o nome que quero. O nome da minha juventude (.....), este eu o deixei como uma roupa velha que não tem mais utilidade para mim.”

E ainda:

“Todos os povos são meus irmãos; todos os países são amados por mim. Estou viajando para que por toda parte o Espírito possa descer e encontrar um lugar entre vocês. Peço aos reis, cujo poder eu respeito, apenas hospitalidade em seus países, e quando a recebo, trabalho para estimular, no que é possível, as boas ações.”

Assim como Helena Blavatsky, Alessandro Cagliostro teve coragem e grandeza diante dos seus perseguidores.  Quando o interrogaram sobre suas atividades, ele respondeu:

“Em cada lugar a que vou, largo uma parte de mim mesmo (....) deixando a vocês uma pequena claridade, um pequeno calor, uma pequena força; até que, por fim, eu esteja definitivamente no final da minha carreira, no momento em que a rosa florescer na cruz.” 

De fato, H.P. Blavatsky escreveu que Cagliostro foi o último dos verdadeiros rosa-cruzes.[10]   As palavras dele no trecho citado acima parecem sugerir duas coisas:

1) Que a missão de Cagliostro incluía várias vidas; e

2) Que sua missão terminaria com a vitória definitiva da sabedoria e da ética universais, na comunidade humana.

Fonte: Trecho do texto em FilosofiaEsotérica

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Meça muito bem suas Palavras, não perturbe e não seja (um) perturbado!


Meça muito bem suas Palavras, 
não perturbe e não seja (um) perturbado!
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

Existe uma diferença abissal entre pensar e ter pensamentos. Pesquisas da Universidade da Vida apontam que 98% das pessoas são possuídas por seus pensamentos e muito pouco hábeis em pensar. A avalanche de ideias dispersas, desencontradas, passageiras, 'pseudo-conscientes' e desnorteadas em geral arrastam o indivíduo para a lama do automatismo, sufocando-o em problemas sobre os quais não  tem e nunca terá o menor controle, embora carregue toda a culpa.

Uma mente desorientada é pior, muito pior, que qualquer 'olho gordo' ou feitiço.

Muitas pessoas alimentam a ideia de que sofrem perseguição de inimigos, que vivem sob uma 'maldição familiar', que a vizinha lhes lançou um mal olhado, que suas configurações astrológicas são negativas, que são obsediadas por espíritos zombeteiros ou que carregam um karma mais pesado que o dos 'Cristos', quando a realidade é simples: Elas não pensam, são conduzidas pelos pensamentos!

Uma das coisas que caracteriza o indivíduo que não pensa é o falar; falar qualquer coisa, a todo momento, sem direção, sem substância, sem medida.

Sendo o Pensamento a energia mais poderosa da Sphera humana e a Palavra sua consubstanciação, é de fundamental importância que estejamos permanentemente atentos. A palavra, veículo do pensamento, retroalimenta os ciclos internos que tornam-se padrões, e estes, por sua vez, vão ditando a forma como vemos e conduzimos nossas vidas. Nossa realidade é, em grande parte, moldada conforme a natureza e força de nossos pensamentos que guiam, junto da Imaginação, Emoção e Palavra nosso destino.

É imperativo,absolutamente necessário, que tomemos a dianteira de nossas vidas e aprendamos a construir uma Personalidade condizente com nossos Objetivos. É urgente que modifiquemos cotidianamente nossos hábitos e assumamos o Compromisso de estarmos focados nas coisas, pessoas, leituras, situações e conversas que contribuam para nosso crescimento pessoal.

Aceitar passivamente e acumular todo e qualquer lixo mental nos faz adoecer, empobrecer e apodrecer pouco a pouco.

Do mesmo modo que o fruto não costuma cair muito longe da árvore, o 'perturbado' e o 'perturbador' costumam habitar o mesmo corpo.

A tibieza de pensamento, tão marcada pela mediocridade, casa facilmente com a maledicência e a 'conversa mole' gerando pessoas problemáticas em todos os campos, de diferenciados modos e diversificados os graus.

O espírito cronicamente aflito, deprimido, desanimado, fracassado, improdutivo e inconsequente certamente o é por alimentar demônios condizentes com essas características. Permitir que pensamentos e palavras a esmo se instalem em nossa rede mental, significa abrir espaço para que Ens Sombrosos vampirizem força e vitalidade.

Pensar é tomar consciência de si e estabelecer o próprio Caminho, Missão e pegadas; é enfrentar o desafio de reconstruir-se; é não permitir que a moda, a sociedade ou mídia nos enquadre dentro de um padrão inibindo a expressão do Verdadeiro Eu, a Verdadeira Vontade.

sábado, 16 de maio de 2015

A história de SuperAção do filho de Blavatsky, o criador da Editora Pensamento


A história de SuperAção do filho de Blavatsky, o criador da Editora Pensamento
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

Caso possua em sua biblioteca particular algum livro da Editora Pensamento, tens em mãos um genuíno exemplar da Perseverança, um testemunho fidedigno da história do Esoterismo no Brasil. Para além do seu título, esse livro é 'per si' a consubstanciação do Sonho, Vontade e Magia de um dos nomes mais memoráveis da Língua Portuguesa. Meus parabéns!

Muitas pessoas que hoje reclamam e se consideram injustiçadas pelas circunstâncias, não perderiam seu tempo estudando a biografia do fundador da Editora Pensamento; aprenderiam, no mínimo, que pessoas mais simples fizeram muito mais com bem menos e que, portanto, sim é possível Superar!

No início do século XX, Antonio Olívio Rodrigues (AOR) estava em  franca correspondência com Papus, Stanislas de Güaita, Castellot e outros nomes de primeira linha do Esoterismo Europeu. Profundamente envolvido com o movimento Kardecista, Teosófico e Martinista, foi ele quem fez história ao fundar a Editora Pensamento em 1907, e criar  publicamente a primeira Ordem Esotérica do Brasil: O 'Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento' ao 27º dia de junho de 1909 na cidade de São Paulo.

 Mas não se engane com um curriculum tão brilhante,  o homem em questão é muito mais simples e, por isso mesmo, muito maior que isso.

Português por nascimento, chegou ao Brasil com 11 anos de idade, aqui trabalhou como jardineiro, jornaleiro e operário ordinário em algumas fábricas; como era comum na época, não teve grandes oportunidades de estudo e formação mas, ainda assim, alimentava seu vivo interesse por leitura e pesquisa espiritualista sempre que possível nas raríssimas publicações de seu tempo, muitas em língua Espanhola. 

Dividia seu tempo entre o trabalho braçal árduo, os cuidados com a família,leitura e Práticas Esotéricas. Autodidata, passava longas horas da noite mergulhado em correspondências, enciclopédias e os jornais que seu dinheiro contado podia adquirir. 

Apaixonado pela ideia de 'Força e Poder do Pensamento', direcionava todas as suas energias no sentido de fortifica-las  e unir-se aos Iniciados de todo o mundo criando uma Egrégora poderosa de Saúde, Entusiasmo, Realização, Paz e Harmonia. 

Em 1907 lhe vem a Intuição: Criar no Brasil uma Editora dedicada a livros Esotéricos! 

Consta que a única coisa que possuía para tal empreendimento eram uma mesa rústica, uma cadeira uns papeis e nada mais. Ele reúne uns poucos amigos, faz uma breve reunião e sem dinheiro, sem contratos, sem apoio, sem sócios e declara: "Está criada a 'Editora Pensamento!"

Mesmo faltando tudo, a ideia chancelada por ele vai aos poucos tornando-se realidade. Escreve, organiza e manda imprimir Revistas; consegue que amigos lhe traduzam obras importantes do Esoterismo; sai do emprego e começa ele mesmo a ir de porta em porta, pessoa a pessoa, de boca a boca, vender suas publicações.

Obviamente que o Frater AOR enfrenta as dificuldades e críticas d'outros grupos ao lançar-se como editor/escritor independente no Brasil, católico e analfabeto, da época, mas ele insiste, persiste e permanece de pé. 

Pessoas de todos os lados surgem para ajuda-lo e, em 'pouco' tempo, consolida sua ideia com todos os recursos financeiros necessários. Seus grupos esotéricos prosperam de tal maneira que atingiu cerca de 1000.000 membros (nas décadas seguintes). 

A Editora Pensamento, nascida apenas de um desejo, ganha força e torna-se uma das principais divulgadoras do pensamento Espiritualista/Esotérico do país. 

Frater AOR, ao referir-se a sua própria história, posicionava-se como 'o filho espiritual de Helena Blavatsky', em quem se inspirou para superar as dificuldades; largar tudo, ir e fazer (!) mesmo sabendo que era loucura, que era impossível.

O vento balança os galhos, mas o tronco permanece imóvel!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MANIFESTO INCOERISTA



MANIFESTO INCOERISTA
alpha 17

Por Rémi Boyer, in Poeiras de Absurdidade Sagrada

1.
O Incoerismo é uma força de criação vertical, livre manifestação da Esseidade, totalmente fora do ter e do fazer, unicamente orientada para a Absolutidade, nascida do Oceano do Silêncio e jorrada do Intervalo, como um génio demónico.

2.
O Incoerismo gera a Vida como Desempenho a partir duma postura de Despertar. Desempenho para se libertar até da própria libertação. Ou seja, é erguer o estandarte da perfeição dobrado dentro da imperfeição. O Gesto Absoluto reside na perfeição do gesto imperfeito.

3.
O Incoerismo é uma postura do corpo e do espírito contra todas as imposturas.

4.
O Incoerismo é a consciência acrescida, a consciência de intensidade, a consciência de intenção, a consciência de que “Eu sou” é o único criador, o único actor, o único encenador, o único realizador, o único espectador, do seu próprio espectáculo a que ele chama “mundo” mas que é apenas “onda”. Solipsismo total. Grande Jogo do “isso acontece” enquanto “Isso permanece”.

5.
O Incoerismo nota, na Pessoa, que o seu desejo de coerência global é a fonte da sua alienação. A história, a política, as ciências ditas humanas ou autoproclamadas exactas, as religiões constituídas, as artes estatuídas, são as patologias da Pessoa. O Ser é a única Coerência, fora de quaisquer coerências, e o Grande Nada mantém-se fora dessa e destas.

6.
Não existem valores universais, não há senão valores pessoais. A questão dos valores, fonte de todos os conflitos, internos ou externos, só se resolve com o desaparecimento da Pessoa.

7.
Estamos sob uma ditadura, subtil ou grosseira. Esta não teve a sua origem num hipotético e improvável exterior mas sim em nós mesmos. O nobre combate é pois interno e axial. As brigas externas e periféricas conduzem invariavelmente ao esgotamento. Não deixa de ser – ou torna-se ainda mais – necessário desenvolver uma verdadeira Arte da Guerra.

8.
O Incoerismo ajusta contas com o Tempo e com todos os tempos, a fim de navegar livre pelos mundos relativos, ao sabor do vento do Querer.

9.
A procura da transcendência da arte tem o seu apogeu na Demanda de uma Arte de Nada, Arte absoluta do Intervalo. Na encruzilhada da Beleza Absoluta, da Virilidade Absoluta, da Feminidade Absoluta, só o Inapreensível é Arte.

10.
O Incoerismo exige, clama, grava no Instante e no Sempre, o respeito e a celebração ilimitadas da  Feminidade Absoluta, essencial, universal, potência magnífica e face sublime do Real, o Eterno Feminino em todas as suas formas, divinamente humanas ou humanamente divinas, todas sofiais.

11.
Só os Mestres do Grande Nada conseguem reconhecer, na total plenitude do Ser, a subversão, o desvio e a reversão como caminhos do Intervalo. Aos malcriados e desajeitados, não resta senão a agitação egótica da Pessoa.

12.
O Incoerismo é a Ideia-Apreensão Apaixonada, o Lugar-Estado no ápice do Ser. Fulmínea Absolutidade.

“Eu Sou, A Vontade Absoluta”

“Eu Sou, A Liberdade Absoluta”