sábado, 18 de janeiro de 2014

DATA COMEMORATIVA: 18 DE JANEIRO - LOUIS CLAUDE DE SAINT MARTIN








Aujourd'hui pour tous les Martinistes une date commémorative; Louis Claude de Saint-Martin, le philosophe inconnu né le 18 Janvier 1743 à Amboise; nos salutations!

Une biographie en français: 
http://www.philosophe-inconnu.com/Homme/homme_present.htm

Aos Martinistas uma data comemorativa; Louis Claude de Saint-Martin, o Filósofo Desconhecido, nascido em 18 de Janeiro de 1743 em Amboise.

Uma biografia em portugues pode ser lida aqui:
http://www.hermanubis.com.br/Biografias/BioSaintMartin.htm

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MANIFESTO: "APPELLATIO FRATERNITATIS ROSAE CRUCIS" - JAN/2014


Caros Fratres e Sorores, 

Segue abaixo o link para ouvir e baixar em pdf o novo manifesto rosacruz de janeiro de 2014,
intitulado "Appellatio Fraternitatis Rosae Crucis"

Para baixar ou escutar clique AQUI


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

PHILIPPE DE LYON - BLOG



 Philippe de Lyon

Caros Irmãos e Irmãs,

Quero indicar a leitura de um valioso e importante blog de pesquisas sobre nosso Maitre Phillipe de Lyon: 
http://www.philippedelyon.fr/ 

Este blog amigo de nosso blog Rosacruzes, vem de encontro com toda pesquisas que fazemos, não apenas da vida do Mestre mas também de seus ensinamentos, o qual nos espelhamos.

Parabenizamos pelo excelente trabalho feito.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

ASSIM DIZIA PARACELSO



I - Se, por um espaço de alguns meses, observares rigorosamente as prescrições, que se seguem, ver-se-á operar, em tua vida uma MUTAÇÃO TÃO FAVORÁVEL, que nunca mais poderás esquecê-las. Mas, meu irmão, para que obtenhas o êxito desejado, é mister que adaptes tua vida à estrita observância destas regras. São simples e fáceis de seguir, mas é preciso observá-las com a máxima perseverança. Julgarás que a felicidade não vale um pouco de esforço? Se não és capaz de pores em prática estas regras, tão fáceis, terás o direito de te queixares do destino? Será tão difícil a tentativa de uma prova? São regras legadas pela antiga Sabedoria e há nelas mais transcendência do que simplicidade, como parece à primeira vista.

II - Antes de tudo, lembra-te de que não há nada melhor do que a saúde. Para isso deverás respirar, com a maior freqüência possível profunda e ritmicamente, enchendo os pulmões, ao ar livre ou defronte de uma janela aberta. Beber quotidianamente, a pequenos goles, dois litros de água, pelo menos; comer muitas frutas; mastigar bem os alimentos; evitar o álcool, o fumo e os medicamentos, salvo em caso de moléstia grave. Banhar-se diariamente, é um hábito que deverás à tua própria dignidade.

III - Banir absolutamente de teu ânimo, por mais razões que tenhas, toda a idéia de pessimismo, vingança, ódio, tédio, ou tristeza. Fugir como da peste, ao trato com pessoas maldizentes, invejosas, indolentes, intrigantes, vaidosas ou vulgares e inferiores pela natural baixeza de entendimentos ou pelos assuntos sensualistas, que são a base de suas conversas ou reflexos dos seus hábitos. A observância desta regra é de importância DECISIVA; trata-se de transformar a contextura espiritual de tua alma. É o único meio de mudar o teu destino, uma vez que este depende dos teus atos e dos teus pensamentos: A fatalidade não existe.
IV - Faze todo bem ao teu alcance. Auxilia a todo o infeliz sempre que possas, mas sempre de ânimo forte. Sê enérgico e foge de todo o sentimentalismo.

V - Esquece todas as ofensas que te façam, ainda mais, esforça-te por pensar o melhor possível do teu maior inimigo. Tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.

VI - Recolhe-te todos os dias, a um lugar onde ninguém te vá perturbar e possas, ao menos durante meia hora, comodamente sentado, de olhos cerrados, NÃO PENSAR EM COISA ALGUMA. Isso fortifica o cérebro e o espírito e por-te-á em contanto com as boas influências. Neste estado de recolhimento e silêncio ocorrem-nos sempre idéias luminosas que podem modificar toda a nossa existência. Com o tempo, todos os problemas que parecem insolúveis serão resolvidos, vitoriosamente por uma voz interior que te guiará nesses instantes de silêncio, a sós com a tua consciência. É o DEMÔNIO de que SÓCRATES falava. Todos os grandes espíritos deixaram-se conduzir pelos conselhos dessa voz íntima. Mas, não te falará assim de súbito; tens que te preparar por algum tempo, destruir as capas superpostas dos velhos hábitos; pensamentos e erros, que envolvem o teu espírito, que embora divino e perfeito, não encontra os elementos que precisa para manifestar-se.

VII - A CARNE É FRACA Deves guardar, em absoluto silêncio, todos os teus casos pessoais. Abster-se como se fizesses um juramento solene, de contar a qualquer pessoa, por mais íntima, tudo quanto penses, ouças, saibas, aprendas ou descubras. É UMA REGRA DE SUMA IMPORTÂNCIA.

VIII - Não temas a ninguém nem te inspire a menor preocupação a dia de amanhã. Mantém tua alma sempre forte e sempre pura e tudo correrá e sairá bem. Nunca te julgues sozinho ou desamparado; atrás de ti existem exércitos poderosos que tua mente não pode conceber. Se elevas o teu espírito, não há mal que te atinja. Só a um inimigo deves temer: A TI MESMO. O medo e a dúvida no futuro são a origem funesta de todos os insucessos; atraem influências maléficas e, estas, o inevitável desastre. Se observares essas criaturas, que se dizem felizes verás que agem instintivamente de acordo com estas regras. Muitas das que alegam que possuem grandes fortunas podem não ser pessoas de bem, mas possuem muitas das virtudes acima mencionadas. Demais, riqueza não quer dizer felicidade; pode se constituir em um dos melhores fatores, porque nos permite a prática de boas ações, mas, a verdadeira felicidade só se alcança palmilhando outros caminhos, veredas por onde nunca transita o velho Satã da lenda, cujo nome verdadeiro é EGOÍSMO.

IX - Não te queixes de nada e de ninguém. Domina os teus sentidos, foge da modéstia como da vaidade; ambas são funestas e prejudiciais ao êxito. A modéstia tolherá tuas forças e a vaidade é tão nociva como se cometêsses um pecado mortal contra o ESPÍRITO SANTO. Muitas individualidades de real valor tombaram das altas culminâncias atingidas, em conseqüência da Vaidade; a ela deveram certamente a sua queda Júlio Cesar, aquele homem extraordinário que se chamou Napoleão e muitos outros.Oxalá, sigas sempre estas poucas regras para a tua FELICIDADE, para o teu BEM e a nossa ALEGRIA.



domingo, 15 de dezembro de 2013

REVISTA L'INITIATION - FRANCESAS ORIGINAIS



 

Faça download no HERMANUBIS MARTINISTA, 
clicando na imagem abaixo:




O MARTINISMO LIVRE


O MARTINISMO LIVRE

Por Jean Chaboseau

"Nosso lembrado Irmão Augustin Chaboseau escreveu algumas notas sobre o que chamou de sua “Iniciação” pela sua tia Amélia de Boisse-Montemart, que não deixam a menor dúvida a respeito, tratava-se unicamente da transmissão oral de um ensinamento par­ticular e de certas compressões das leis do universo e da vida espiritual, o que em nenhum caso pode-se considerar uma iniciação ritualística propriamente dita. As linhas que uniram Augustin Chaboseau, Papus e outros e que provém de Saint-Martin são, com efeito, linhas de afinidades espirituais...

É justamente neste ponto que aparece a profunda contradição existente, de um lado, entre o desejo de liberdade interior que deve desprender-se de todo formalismo para permitir à personalidade espiritual estabelecer-se e definir-se fora de toda classe de coletivida­des e, de outro lado, esta espécie de desmentido ao anterior que parecem aportar certos ocultistas dos fins do século XIX, ao criar suas associações, Ordens e Sociedades.

Existe uma qualidade de alma que caracteriza essencialmente o verdadeiro Martinista, é aquela afinidade entre espíritos unidos por um mesmo grau em suas possibili­dades de compreensão e adaptação, por um mesmo comportamento intelectual, pelas mesmas tendências, de tudo o qual se segue a constatação obrigatória de que o Martinismo está com­posto, exclusivamente, de seres isolados, solitários, que meditam no silêncio de seu gabinete, buscando sua própria iluminação.

Cada um destes seres tem o dever, uma vez que adquiriram o conhecimento das leis do equilíbrio, de transmitir a compreensão adquirida ao seu redor, a fim de que aqueles que forem chamados a compreender, participam daquilo que ele cria, por sua vida espiritual ou pela verdade que encerra. É aqui, então, que intervém a “missão de serviço” do Martinismo e é somente neste sentido que esta corrente espiritual especial encontra seu lugar na Tradição Ocidental.

E isto é tão verdadeiro que sempre se manteve nos diferentes Ramos Martinistas, o regime da Iniciação Livre, em forma paralela àquela que se conferia nas Lo­jas, como uma recordação daquela liberdade individual de que dispunha todo verdadeiro Martinista e que, em princípio, está por cima de toda “Obediência”.”
Em conseqüência, existe uma grande contradição entre o espírito digno e livre do nosso Venerável Mestre Saint-Martin, de seus sucessores, os “Superiores Incógnitos”. e a atitude de alguém que se sentiu o exclusivo depositário da Tradição do Filósofo Desconhecido, declarando-se possuidor da categoria de regulador supremo desta Iniciação e o único Martinista regular, excluindo a todos os que não o seguissem.

Ainda mais, devemos recordar que cada Filósofo Desconhecido, Livre Iniciador ou Presidente de Grupos ou Lojas Martinistas pode dar à sua coletividade a orientação espiritual que julgue mais conveni­ente, de acordo com sua consciência, conhecimento e experiência.

Sinceramente desejo, em razão desta circunstância, que o Martinismo volte a ser o que sempre devia ter sido: uma simples associação de espíritos unidos pelas mesmas aspirações espirituais e guiados pelas mesmas investigações, sob a luz de YHSVH... fora de toda e qualquer preocupação de Ordem ou Obediência.

O Martinismo é essencialmente Cristão*. Não se pode conceber um Martinista que não seja um fiel discípulo de YHSVH, o Reconciliador, Encarnação do Verbo! Porém, parece que um grande número de Martinistas não esteve, ou não está compenetrado deste espírito perfeitamente universal na mais ampla significação do termo. Desejando singularizar-se, particularizar-se, desejando presidências, Grão-Mestrados, títulos, graus e honras, em nome de um Filósofo no qual a modéstia e a sensibilidade eram proverbiais, parecem ter esquecido um dos primeiros princípios ou preceitos cristãos... "

Escrito pelo Irmão Jean Chaboseau

*Cristão, não cristista.

CADEIA ESPIRITUAL

Leo Alvarez Costet de Macheville "Jehel" depois "Sri Sevananda Swami"

Segue a primeira parte do texto livremente adaptado do artigo “Cadeia Espiritual” escrito pelo Irm::: Jehel S .’. I ’.’ :

“Acima de tudo o que pode ser concebido pela mente humana, existe a essência última do Todo, a Divindade. Respeitando as diversidades de crenças de todos os povos e épocas, o Martinismo, não tendo nenhuma doutrina religiosa própria (pois o Martinismo não é uma religião, mas uma escola filosófica e científica por um lado, e de desenvolvimento devocional por outro) constituindo a Cavalaria Cristã e, portanto, Yeshua, manifestação humana do Cristos – Segunda pessoa da Divina Trindade – é o Foco Espiritual para o qual convergem naturalmente as práticas espirituais dos Martinistas.

Abaixo, encontra-se toda a Sagrada Hierarquia das Hostes Celestes, as quais só podem ser acessadas através da prática mágica da oração carregada de Fé e Devoção. Até este plano ou nível não podemos falar ainda de “Cadeia Espiritual da Ordem” já que tratamos da própria Divindade, seus Servidores Celestes, Seres e Forças que são Universais por sua própria natureza e função divina, não podendo atribuí-los – muito menos considerá-los propriedade – à nenhuma seita, sociedade, ordem e etc, mas constituem parte de todos os corações piedosos do Mundo Cristão, que se dedicam a eles com Veneração e Amor.

Sem dúvida, mesmo dentro do Plano Espiritual, já existem dentro da “Cadeia Invisível da Ordem” os Mártires do Pensamento Martinista, ou seja, os Grandes Seres Humanos que, em vida, consagraram todos seus esforços, sua sabedoria, seu espírito de sacrifício, suas orações e seus atos ao progresso espiritual de seus Irmãos de crença e sucessores. Entre estes figuram aqueles que – principalmente – foram enumerados nos calendários oficiais junto a lista de “Comemorações de Regresso ao Oriente Eterno”. São venerados e invocados por coração e pensamento em virtude de suas características de sacrifício (R+C), que os tornou Homens Santos, já que se consagraram exclusivamente ao bem estar da humanidade, especialmente quanto ao aspecto do desenvolvimento espiritual, característica típica dos seres santificados por sua devoção real ao Divino no Humano, já que suas vidas são uma constante realização do “Amar uns aos outros”.”

OS EFEITOS DO PENSAMENTO



OS EFEITOS DO PENSAMENTO

O efeito imediato do pensamento sobre o nosso corpo, espírito, trabalho, felicidade, enfim, sob todos os aspectos da vida, é tão indiscutível que se torna desnecessário demonstrar.

A experiência, porém, tem revelado que muitos estudantes não se apercebem do poder que o pensamento exerce sobre suas ações e, consequentemente, sobre o resultado dessas ações.

Não é, portanto, demasiado tratarmos, embora ligeiramente, desse assunto.
Um pensamento, alguém já o disse, é o início de uma ação.

Tudo que executamos é consequência de um pensamento que alimentamos em nossa mente. 
Podemos praticar um ato sob qualquer impulso momentâneo, porém, esse impulso é resultado de um pensamento ou pensamentos que previamente surgiram em nossa mente.

A mente subconsciente é um centro de extraordinário poder e energia. 

É uma força cega e atua por sugestão. Em outras palavras, age pelas impressões que recebem da mente objetiva e, portanto, a espécie de ação que produz, no plano físico, depende da espécie, boa ou má, dessas impressões, pensamentos ou  sugestões.

À vontade e o sentido moral devem iniciar sua obra defensiva por pensamentos e não por ações, porque  dos primeiros derivam-se às últimas.

Por conseguinte, quem mantém pensamentos de pessimismo só pode expressar melancolia e fracasso; quem mantém  pensamentos de falta de saúde, só pode manifestar enfermidades e transtornos reais, em seu organismo. 

Se um jovem diz: “tenho medo de não poder executar qualquer trabalho”, fracassará. Porém, se ao contrário, afirma a si mesmo que pode realizá-lo, então a sua mente subconsciente fará todo o possível para ajudá-lo a vencer, e se não aspira qualquer coisa muito acima do seu desenvolvimento, conseguirá o que deseja, com toda certeza. 

Os bons pensamentos geram boas ações e os maus, ao contrário precisamente; portanto, é no domínio do pensamento que reside o domínio de si mesmo. Todos os vícios, derivam-se dos maus pensamentos. A única maneira de adquirir virtudes é permitir pensamentos construtivos e positivos, acompanhados de correspondentes e adequadas ações. 

Se numa manhã chuvosa alguém diz: “que manha horrível” essa manha ser-lhe-á horrível e bem assim para os outros, porque, deste modo, criou uma sugestão de tristeza e desolação para si e para quantos o ouviram.

Se, entretanto, esse alguém imagina que o tempo poderia ser muito pior, que a chuva é muito útil ao campo, que o sol brilha no seu máximo esplendor por trás das nuvens e que tudo é perfeito no mundo de Deus, eximir-se-á ditoso e feliz, e tornará os demais ditosos e felizes, graças às irradiações benéficas do seu pensamento. 

Do mesmo modo, se alguém afirma a sua consciência: “hoje, sinto-me muito mal”, sua mente subconsciente age em absoluta concordância com esta afirmativa.  A ordem é transmitida imediatamente aos milhões de minúsculos e laboriosos trabalhadores, cuja função é reparar, construir e manter a saúde orgânica e, neste caso, agem de acordo com a mensagem expedida.  
Todo o sistema se deprime, diminui a vitalidade, decresce o poder de resistência de tal maneira que o corpo torna-se passível e em condições favorável a primeira infecção que se apresente.

Se ao contrário, alguém que não se sente muito bem, respire profundamente e ao executar esta prática repete: “o infinito é a minha saúde”, e mantém em sua mente o pensamento ou a imagem da saúde perfeita, sentir-se-á imediatamente melhor.  A ordem: “manifesta-te, saúde perfeita!” será expedida telepaticamente a todo o corpo e a obediente falange de ativos trabalhadores receberá sua corrente de inspiração que os estimulará a trabalhar em benefício do paciente.  

Igualmente, alguém que assevere: “estou certo de que não conseguirei este negócio”, sugere a si mesmo o seu pensamento.  Todos os atos tenderão inconscientemente para esse fim e inevitavelmente fracassará.  Mas, aquele que, em circunstâncias semelhantes, disser resolutamente: “ninguém ousará embaraçar os meus negócios; farei com que os meus produtos ou os meus serviços sejam tão bons que todos os meus clientes, em benefício da sua própria conveniência, continuarão a negociar comigo”,  sentir-se-á inspirado pela sua própria  sugestão, trabalhará e tornará os seus serviços tão indispensáveis ao público que, certamente acabará vencendo. 

Vamos, pois que os pensamentos modificam nossa vida, e que com a simples fiscalização dos pensamentos, podemos dirigir as ações e, por meio desta, mudar o rumo do nosso destino e até o próprio  ambiente. 

A filosofia do Reto Pensar é de um valor incalculável.  Ensina que os pensamentos mantidos na mente atraem, de acordo com a lei das vibrações, o material para a sua expressão objetiva; o que está presente na mente, com intensa claridade de pensamento e visão interna, manifesta-se na vida; cada modalidade de pensamento produz um fruto de sua própria espécie. Ensina que se existe confusão de pensamentos na mente, experimenta-se confusão e desarmonia na vida e, conforme os pensamentos e a visão mental, malogra-se ou glorifica-se a existência. 

A prática de o Reto Pensar, além de exercitar a mente, harmoniza os pensamentos com as Leis Imutáveis que regem o Universo, e assim, concede na vida o maior bem, a verdadeira felicidade, o único êxito que realmente satisfaz. 

Henry Thomas Hamblin- Gnose agosto 1938

UM VERDADEIRO MARTINISTA



Para Ser Martinista De Fato


  1. Não confunde liberdade, que é direito sagrado, com abuso, que é um defeito;
  2. Crê no Criador de Todas as coisas, Ser Supremo, orienta para o bem e desvia do mal;
  3. É leal; quem não é leal com os demais é desleal consigo mesmo;
  4. Cultiva a fraternidade, porque é a base da Fraternidade ;
  5. Recusa agradecimentos porque se satisfaz com o prazer de haver contribuído para amparar semelhante;
  6. É nobre na vitória e sereno se vencido, porque sabe triunfar sobre os seus impulsos;
  7. Não se desvia do caminho da moral;
  8. Pratica o bem, porque sabe que é amparando o próximo, sentindo suas dores, que se aperfeiçoará;
  9. Abomina o vício, porque é o contrário da virtude, que deve cultivar;
  10. Não se entrega à excessos alcoólicos, porque a sabe que a embriagues, além de torná-lo ridículo, impede-o de raciocinar e seguir o seu caminho;
  11. É amigo da família, porque é a base fundamental da humanidade;
  12. Não humilha os fracos, os inferiores, porque é covardia e a Fraternidade Martinista não é abrigo de covardes;
  13. Respeita as mulheres, quaisquer que sejam as suas condições sociais;
  14. Trata fraternalmente os demais martinistas independente de afiliação ou condição
  15. Não se envaidece, não alardeia suas qualidades; não vê no auxílio ao semelhante, um gesto excepcional, porque este é um dever de solidariedade humana, cuja prática constitui um prazer;
  16. Não promete senão o que pode cumprir;
  17. Se sofre, suporta com coragem; se, se regozija, o faz sem se amesquinhar;
  18. Não odeia; o ódio destrói e só a amizade constrói;
  19. Não tem apego aos cargos, porque isso é cultivar a vaidade, sentimento mesquinho, incompatível com o que o bom martinista deve cultivar.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MEM PHILIPPE DE LYON - "O CÉU"





P.: E o que é o Céu?

R.: O Céu está no coração. Assim está escrito: "Edificarás o teu templo para que o Senhor nele penetre", pois há em nós uma chispa da alma que é a Luz, e essa Luz, é Deus: para que esta Luz nos ilumine completamente, é preciso abandonar ao próprio ego.


~ MEM Philippe de Lyon 
"O Mestre Philippe de Lyon" - Vol. I pag.158

SACRAMENTÁRIO DA ROSA+CRUZ - ROBERT AMBELAIN


domingo, 15 de setembro de 2013

ESQUEMA DA HIERARQUIA


O OBJETIVO DA VIDA - INAYAT KHAN



O OBJETIVO DA VIDA

"Mais cedo ou mais tarde as pessoas inteligentes chega, a um estágio em que começam a indagar sobre o objetivo da vida, sobre o motivo de terem vindo à Terra. 

Perguntam-se "Por que motivo estou eu na terra? O que devo realizar na vida?".

Não há dúvida de que no momento que alguém faz essas perguntas, deu o primeiro passo no caminho da sabedoria (...).

Fonte: Inayat Khan em "Alquimia da Felicidade" - FEEU

DA PONDERAÇÃO



DA PONDERAÇÃO

"COMUNGA contigo mesmo, ó homem! 
e considera por que foste criado. 
Contempla  teus  poderes,  contempla  tuas  necessidades  
e  tuas  relações; 
desta  forma  descobrirás  os  deveres  da  vida  e  serás  orientado  em  todos  os  teus caminhos (...)".

Fonte: "À Voz Confio - AMORC"

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A goécia – Advertência



A goécia – Advertência:
Por Dario de Lyon
Este artigo não pretende atacar a goécia ou práticas relacionadas nem quaisquer doutrinas afins. Este artigo apenas orienta aqueles que se decidiram pelo Caminho da LUZ, e ainda não estão familiarizados com os contextos e opções disponíveis. As Instituições Iniciáticas são trâmites, e cada pessoa na sua escala evolutiva e estado vibracional se sintoniza com o que lhe apraz.
Em muitos livros atuais, encontrados nas livrarias, figuram termos novos e ou rebuscados... ou mesmo cujo real significado foi esquecido nas brumas do tempo. Por falta de fontes confiáveis, direcionamento de pesquisa, esclarecimento. Assim, tais materiais que se encontram em circulação entre nós, fala, alude e defende a goécia e outros termos relacionados.
O texto adiante, digitalizado de um livro físico, raro que, embora redigido sob um direcionamento de LUZ, nos indica o conhecimento e as práticas de las tinieblas, compilando inclusive textos de grimórios raros, que segundo o autor, valem verdadeiras fortunas. É um trabalho de mais de 25 anos dedicado ao Ocultismo: Diccionario de Ciências Ocultas. Editorial Caymi. Buenos Aires, Argentina. 1956. 611 págs.
Lembrando que Dario Vellozo não recomendava a goécia, e praticava a mais alta Teurgia, que é, basicamente, é o contato com Deus através da oração e de um coração puro, uma conduta irrepreensível e uma fé inabalável em Deus. A Teurgia é a "Oração em Ação"; ritualista e evocativa. Caminho extremamente árduo, segundo o Ir. +Tácitus.
Voltando a tal dicionário, nele se acha a apresentação de M. Maestri – Prometeo, Secretario del Gran Consejo de la Orden Martinista de la América del Sur. PTGR/F-5 S::: I:::. Apenas lembramos que o objetivo do Martinismo é e sempre será a Reintegração total individual e coletiva, de acordo com o Ir. +Tácitus. Portanto, o livro em questão, é fonte segura de dados e orientações para todos nós que trabalhamos com a LUZ! Pesquisas sérias, inclusive com materiais de Dario Vellozo, me dão absoluta certeza de que livros de caráter e/ou orientação martinista de Apollonio de Tyana (nome simbólico de Dario Vellozo) e o de Prometeo, tem a função de nos direcionar para o Caminho da Mão Direita.
Continuando, portanto, a falar de nossa fonte, o dicionário... seu ênfase, segundo Prometeo, é a Demonologia, onde o autor apenas apresenta os nomes de tais entidades, e ao longo de todo o livro, faz inumeráveis e sensatas advertências para que ninguém se aprofunde nem se enverede pelo caminho oposto... Uma curiosidade que tal livro nos permite entrever: todos os AAm: IIr.: devem conhecer a marca de elevadores Otis. Otis, nada mais é do que o nome de um demônio...
Vamos, portanto, ao texto:
Dice un autor moderno: * La Goecia es la antítesis de la Teurgia, lo que equivale a decir que sus tendencias sus aspiraciones, sus prácticas, sus ceremonias, todo en la Goecia há de ser al revés de la Teurgia. Para ser teúrgico se ha de ser casto, sobrio y sabio; para ser goético se há de ser libertino, destemplado y pedante; para hacer las obras de la luz se ha de estar en la luz inmóvil; para hacer las obras de tinieblas se ha de estar entre ellas.
Un goético de buen sentido, recta conciencia y moralidad acrisolada, sería una mosca blanca, y mejor aún que eso, un cordero oficiando de chacal. El goético ha de ser invencible en la obstinación, endurecido en el crimen e inaccesible a los remordimientos y al miedo; por afíadidura ha de ser ignorante o aparentar serio, tener fe ciega en todo lo increíble y bautizarse con sangre humana.
En sus ceremonias, los goéticos remedaban a los teúrgicos. Cómo? De qué modo? No hay necesidad de decirlo; no se puede pedir pudor en una casa de prostitución, ni delicadeza y sensatez donde todo es orgia y despilfarro. Vea-se el círculo de sus evocaciones, y ese lo explica todo.
Una advertencia, lector: Si te entregases por desgracia a la Goecia, podrías, sí, conseguir grandes cosas pecaminosas, reprobables, indignas de toda persona honrada; sería el dogal de seda que oprimiría tu garganta; sería la cadena de oro que esclavizara tu albedrio; sería la caperuza de brillantes que se incrustaría en tu Cabeza. Piensa que no hay acción que deje de producir su consecuencia, y piensa que aun estando solo, estás acompañado de un inflexible juez, de un insaciable verdugo y de un acusador que no se arredra. Todo esto eres tú para contigo mismo, y hay de ti! si olvidas mi consejo.
Efectivamente, esta es la opinión que merece a buen número de escritores la llamada Magia Negra; pero tenemos por indudable que existe aquí un exclusivismo digno de ser evidenciado en obsequio de la verdad.
La Goecia no presupone perversión; el goético pudiera no ser un hombre infame, y es necesario distinguir la obra de brujería, de la obra goética propiamente dicha. En la primera, es cierto, imperan únicamente, o poco menos, bastardas pasiones; en la segunda, patrimonio, no del brujo, sino del mago, es pura experimentación de magia, que podrá ser reprensible cuando sus fines y sus aplicaciones dejen de ser los del estudio y el deseo de profundizar los mistérios de la naturaleza invisible.
El brujo, es un empírico poseedor de algunos secretos que maneja como su mala índole le dieta; el mago es poseedor de la ciencia iniciática y jamás hace de ella un medio de conseguir particulares fines.
La Goecia pura, es, pues, la parte experimental de la Magia en lo que se refiere a los poderes y facultades que el hombre en sí desarrolla por determinados procedimientos y al dominio que llegará a ejercer sobre las entidades del astral.
La Teurgia ensena a relacionarse con los planos superiores, dichos celestes, concediendo el poder de extraordinarias visiones e intuiciones que entrega al mago los mayores secretos del esoterismo.”
Dario de Lyon
01 de Julho de 2013

Cella de Phillipe

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Mensagem do Dia - 26/12




"As maravilhas da criação de Deus não podem ser descobertas por uma vaca; aos seres humanos pertence o exclusivo potencial de alcançar a onisciência da união com a Consciência Crística"

Paramahansa Yogananda, Eterna Busca do Homem

Fonte: Omnisciência

Tanta Certeza




Tanta Certeza
 
Quando temos muita certeza de que estamos certos com relação a alguma coisa, geralmente esse é o momento de reconsiderar.
 
Independentemente de qual seja o ponto em que sente que você está completamente certo e a outra pessoa completamente errada, recue e veja que existe um caminho em que ambos podem ter razão.
Ou, pelo menos, encontre uma maneira de ser tolerante com o ponto de vista da outra pessoa.
 
Quando temos muita certeza de que estamos vendo alguma coisa com clareza, normalmente é quando estamos mais cegos.
 
Por: Yehuda Berg - The Kabbalah Centre

Perspectivas Históricas do Rosacrucianismo




Perspectivas Históricas do Rosacrucianismo
No estado atual, podemos apenas verificar que, nos últimos anos, o interesse renovado da historiografia européia do rosacrucianismo se traduziu, sobretudo, por dois tipos de investigação. Por um lado, procurou-se colmar os espaços vazios que existiam no conhecimento do mosaico do rosacrucianismo histórico (sobretudo relativamente entre os séculos XVII e XVIII), estudando as diferentes formas "nacionais" do rosacrucianismo e procurando, assim identificar as analogias e as diferenças entre as várias realidades rosacrucianas, e verificar em concreto, e não em abstrato, a validade de suas várias interpretações, quer as clássicas (Waite, Frances Yates) quer as mais recentes (Robert Vanloo, Susanna Akermann). Por outro lado, retomaram-se e voltaram-se a ser propostas ou discutidas, conforme os casos, as várias interpretações surgidas até agora, concedendo-se geralmente uma particular atenção à forma como surgiram essas interpretações.

Paralelamente a esta dupla interpretação, hoje dominante, vão surgindo (sobretudo na Europa - um estudo sistemático da historicidade do rosacrucianismo) cada vez mais estudos e trabalhos de investigação que denotam o aparecimento de uma tendência historiográfica extremamente aberta às mais variadas hipóteses interpretativas, sem rejeitar a priori nenhuma hipótese e pronta a explorar todas as possibilidades de aprofundamento da questão, oferecida pelas ciências históricas e, ao mesmo tempo, caracterizada sobretudo por um esforço substancial para reportar os estudos sobre o rosacrucianismo à razão histórica pura, subtraindo-os à qualquer tipo de especulação sobre o movimento rosacruciano entre os séculos XVII e XVIII.

Sem dúvida alguma, o movimento esteve ligado aos acontecimentos históricos (econômicos, sociais, culturais e políticos ) dos países em que se manifestaram, entre 1600-1800. Os conflitos da Reforma e da Contra-Reforma originaram movimentos passionais, "reformadores" ou "anti-heréticos", proféticos e anunciadores quer de catástrofes terríveis, quer de uma renascença moral e religiosa que iria conduzir a uma próxima concórdia universal. Contudo, a Europa respirava um ar hermético desde as traduções de Marsilio Ficino do Corpus Hermeticum.

Não obstante, todos os vários rosacrucianismos "nacionais" tiveram vários aspectos em comum, sentiram a necessidade de se apoiar uns aos outros e acabaram por ter a mesma sorte, do ponto de vista histórico, que podemos até falar de um fenômeno efetivamente unitário, embora desde o irromper dos manifestos rosacruzes até fins do século XVIII, o fenômeno teve e manteve certas particularidades. Para se ter uma idéia do que seria um aspecto do rosacrucianismo em sua adaptação "nacional", reportamos o leitor ao rosacrucianismo na Itália do século XVII.

O rosacrucianismo na Itália parece ter crescido fora de um interesse puramente alquímico, até havia, mas era melhor expresso em poesia. Por volta de 1656, em Pesaro, Cristina era saudada em versos pelo poeta rosacruciano Francesco Maria Santinelli. Em 1659, Santinelli escreveu um poema, Carlo V, dedicado ao imperador Leopold em Viena. Neste poema há uma curiosa nota com a seguinte linha: "La mia Rosa Croce Aurea fortuna" (V:89) (Susanna Akermann, 1991). Num outro conjunto de versos, escritos em 1656 em Roma, pelo Marquês Massimiliano Palombara, "La Bugia" - uma segunda versão reside agora na coleção da Rainha Christina no Vaticano como " Ms. Reginensis Latini 1521"- existe a seguinte linha : "un compagnia intitolata della rosea croce o come altro dicono dell'aurea croce ".

Estes versos difundiram observações adicionais à evidência de que o rosacrucianismo desenvolvera-se também fortemente entre os alquimistas e poetas italianos conectados à Fraternidade Alquímica Gold-und Rosencreutz Orden (Rosa+Cruz de Ouro), tornada pública por Sincerus Renatus (Samuel Richter) em 1710. (Susanna Akermann, 1991).

Se aceitarmos esta tendência, poderemos até ficar com o que Paul Sédir diz em sua "Histoire des Rose-Croix": "Eles adotam os costumes dos países onde se encontram. E, com efeito, podem viver no meio dos homens sem risco de serem identificados; apenas seus pares os reconhecem por uma certa luz interior. O Cristo disse: “O mundo não vos conhece”. É por isso que, quando eles mudam de país, mudam também de nome. Eles podem se adaptar a todas as condições, a todas as circunstâncias, falar a cada um em sua língua.

O verdadeiro problema passa então a ser o de estabelecer até que ponto se pode falar de um fenômeno rosacruciano à esteira daqueles movimentos nos dias de hoje, e que estejam constituídos de uma filiação autêntica. Em nosso entender, todas essas tendências da historiografia contemporânea, posicionam-se como reação a uma série de esquemas que chegaram, muitas vezes, até o absurdo e ao fantástico.

Se aceitarmos esta orientação de estudo e compreensão histórica e, sobretudo, de abordagem do fenômeno ‘rosacrucianismo’, torna-se evidente que, para se chegar a uma interpretação de conjunto (e que ao mesmo tempo abarque as suas manifestações particulares e "nacionais") do rosacrucianismo, todas as interpretações do rosacrucianismo surgidas até hoje são insuficientes, parciais ou demasiado exclusivas; no entanto, este campo de estudos históricos tem avançado muito nos últimos anos, e sabemos que cada uma dessas interpretações contém em si uma parte da verdade e pode contribuir para uma melhor compreensão do rosacrucianismo histórico nas suas linhas gerais, pelo que não pode ser rejeitada a priori.

Nesta perspectiva de investigação concreta, as várias interpretações tem sobretudo um valor de hipóteses de trabalho e de estímulo intelectual para podermos apreender o significado histórico do rosacrucianismo dos manifestos ao universo maçônico-alquímico do século XVIII.


Fonte: Desconhecida

EM TRADUÇÃO:



 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PAPUS -LE LIVRE DE LA CHANCE


O Surpreendente Conto do Cohiba Mágico

O Surpreendente Conto do Cohiba Mágico.
Pelo Ir.Dario de Lyon



Era 24 de Abril de 2024, uma noite quente, céu estrelado. O vento da Serra do Mar balançava minhas cortinas e trazia para dentro de casa o aroma das flores de acácia, cultivadas em estufa com temperatura e fotoperíodo controlados por computador. A fumaça de um Cohiba aromatizava o ambiente da casa nova. 

- Mas papai ! Interrompe meu filho, vai contar a estória daquele verão novamente ?

- Não querido, retruco. Vou contar como fumei meu último Cohiba, antes de iniciar o PROCESSO ! Não fumei mais Cohibas até a importante data de hoje, onde um grande mestre completou 170 anos de seu nascimento...

- Que processo papai? Arguiu o pimpolho...

- O processo mais poderoso do mundo, respondi, com carinho. O processo mental de confiar em si mesmo, acalmar os pensamentos e realizar uma tarefa de cada vez; se ater aos preciosos segundos e parar o tempo e sublimar o espaço. Largue esse iPod Phillipe ! redargui.

- Ah... papai só mais um pouquinho, deixa eu jogar... convenci a mamãe após longos meses para ganhar ele de presente de aniversário!!! Sabemos que você não gosta de nada da Apple...

- Phillipe ! Presta atenção no papai ! Larga o iPod só um pouquinho !!!! E reverencie a importante data de hoje, você não sabe o trabalho que nos deu, para que você pudesse nascer, de parto normal, neste dia tão importante as três horas da manhã...

- Ah já sei papai! Você vai vir de novo com aquela estória de que, está vendo todos os tipos de pessoas que andam pelas ruas, elas não sabem por que o fazem mas você... você saberá... 

- Filho meu... olhe agora para este charuto aceso, o que vês? 

- Vejo algo marrom, com fogo na ponta, e fumaça e lá no céu

- Observe mais atentamente, o que vês ? 

- Vejo bem... prestando mais atenção... vejo uma grande brasa vermelha ! as cinzas brancas que teimam em ficar na ponta do charuto e uma bordinha preta, bem pequena! E claro, a estrela Sirius que você adora, lá no céu...

- Isso mesmo filho ! Em que ordem ??? 

- Vai dizer novamente que o preto é a fonte de tudo, o vermelho é toda a energia astral e a cinza branca o fim? retrucou o piá.

- Sim filho meu... apenas inverta o raciocínio... mas mantenha a ordem das cores, assim é a nossa vida espiritual. Falando nisso filho, que idade tens? 

- Cinco anos papai ! Que pergunta mais descabida é essa ? Anda bebendo muito uísque nas noites de Quarta-feira!!!

- Pois é filho, mas hoje faltei a um importante compromisso para o seu aniversário... quando sua idade for 3 anos novamente... e estiveres mais maduro para estes assuntos, entenderá tudo o que estou dizendo. Esperemos...

- Amores da minha vida, estamos esperando para cantar os parabéns, os convidados estão impacientes! - Grita Sophia da sala de jantar.

E assim foi... na noite de 24 de Novembro de 2012, fumei meu último Cohiba Mágico... antes deste, fechando o ciclo desta importante promessa...

domingo, 21 de outubro de 2012

Aprendendo a conversar com Deus




Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.
Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos
. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz “não” quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho: “quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai.”
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo…
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase: “as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro.”
A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

domingo, 14 de outubro de 2012

Riqueza Intocada



Riqueza Intocada


Tudo sofre na Terra implacável mudança,
Pólo a pólo, alma a alma, em ritmo profundo,
Mês a mês, dia a dia e segundo a segundo,
A vida se refaz, aprimora-se e avança.

Reflete no museu onde a História descansa,
Bronzes, troféus, brasões, em repouso infecundo,
Mostram que a pompa humana é cinza para o mundo,
Ontem, púrpura e sol; hoje trapo e lembrança...

Força, fama, ilusão, graça, beleza e glória
Caem da ostentação da senda transitória
Nos arquivos do tempo - o eterno sábio do mundo!...

Uma riqueza só permanece intocada,
A riqueza do bem que esparziste na estrada,
Luz a esperar-te além da alteração de tudo.

Psicografada por Francisco Cândido Xavier

Fonte: VELLOZO, Athos. - Dario Vellozo (a vol d´oiseau) Excertos. 
Curitiba 1986, pág. 41 com dedicatória: 
Para Rhadail, no rumo da "Estrela Azul", lembrança do tio Athos. Em 29-3-86

A Gnose - Conselhos a um Neófito.




A Gnose 

Conselhos a um Neófito.
F. CH. Barlet


Pedes conselhos, caros amigos, sobre a senda na qual te encaminhas; é tão vasta e difícil que considero que te tenho precedido de muito pouco, Sem embargo vou dizer-te o que tenho percebido.

Suponho antes de tudo, que se tu aspiras à Iniciação é porque pertences àquela raça de homens que os antigos chamavam real, não pelo seu nascimento e sim porque eram aqueles que não se deixam entusiasmar pelos vãos progressos de nossa vida material. Sabendo que fonte perigosa de lutas sangrentas e degenerescência encobre sua sedutora abundância, preferem consagrar-se por inteiro ao verdadeiro papel do homem, que é uma participação cada vez mais ativa na vida divina e o sacrifício para o bem de todas as criaturas. A mesma iniciação verdadeira a que aspiras não é senão uma preparação a esta santa e difícil missão.

Se queres obtê-la impelido por outros sentimentos, o melhor conselho que posso dar-te é o de renunciar a ela. Mas não esperes de mim, tampouco, que possa fazer mais que indicar-te a direção até o umbral de um santuário no qual todavia não posso lisonjear-me de haver penetrado; não se chega a ele por outra parte a não ser por seus próprios esforços. Tudo o que posso fazer é indicar-te os obstáculos ou arrecifes que tenho encontrado no caminho.

Tu sabes de que fenômenos somos testemunhas ou até agentes; seja precavido contra sua atração. Ecos distantes da luta formidável que nos espera, os tomamos em seguida pelo canto do triunfo. Quando o jovem, ao entrar no mundo, se vê marchar a si mesmo à frente da tropa fardada para a parada e ao general e ao estado-maior todos cobertos de ouro e cheios de condecorações, seu coração se inflama de entusiasmo pelo estado militar, ele não imagina os rigores e desgostos da disciplina cotidiana, nem as ignóbeis carnificinas do campo de batalha, nem a morte obscura que, emboscada, lhe espera a cada passo, vergonhosa e repugnante. Nada percebe a não ser a ilusão fascinadora do poder e as aclamações da multidão. Não te deixes seduzir por semelhantes ilusões.

Desconfia, ainda mais do assombro que produzem em ti os fenômenos prodigiosos; é a tua própria alma que eles põem em perigo!

É preciso conhecer o fenômeno, observá-lo em detalhe, não descuidar nenhum, - e há grande variedade, - mas encará-lo sempre com sangue frio, recebê-lo sem emoção, tratá-lo mesmo com a maior reserva, quase sempre com desconfiança, por mais sedutor que seja. Se o fenômeno é o escravo do verdadeiro Mestre, é o mais perigoso inimigo do neófito, e o mais orgulhoso tirano que o adula e o debilita o quanto pode; os antigos, tu o sabes, o representavam pelo símbolo da Sereia de canto sedutor, emboscada nas margens mais encantadoras para devorar a sua jovem vitima no fundo das águas, imagem fiel do perigoso Astral.

Tentarei indicar-te a razão disso, mas não poderás conhecê-lo completamente a não ser através de teus estudos.
O prodígio te assombrará só se o confrontas com o tipo de forças desta Terra. Mas não é sem razão que estamos encerrados nela; sem nossa couraça de carne, sem os Limites infranqueáveis de nossa atmosfera, estaríamos constantemente expostos ao torvelinho das forças cósmicas e, se queres fazer uma idéia do que são, contudo ainda que imperfeita, consulte apenas nossa ciência astronômica todo principiante em esoterismo deveria começar com ela, porque entra em um vestíbulo onde as portas do Universo serão entreabertas para ele.
A força sempre inseparável da matéria, como dizem os positivistas podem sustentar sua existência condenada às custas da nossa, subtraindo-nos essa parte de nosso ser que tu chamas corpo astral, não há seduções, malícias, mentiras, que sua alta inteligência e sua perversidade não inventem para fazer-nos cair entre suas garras. Em nenhuma parte a terrível luta pela vida é mais implacável que nessa região do Astral que nos circunda imediatamente, e dela provem quase todos os fenômenos do pretenso ocultismo.

Apolônio de Tyana a define claramente em algumas palavras: "Aqui, discípulo, passam os demônios em meio das tumbas, e aquele que ai chega é detido, e a aparição dos demônios o enche de medo e estremecimento; trata-se, neste caso, da magia e de todas as práticas da goécia". E mais adiante: "Aqui, o que é preciso é calar-se, estar tranqüilo, porque aqui está o terror" .

Eis aqui o abismo que deves ultrapassar, antes de chegar à iniciação. Não te espantes demasiado, pois a virtude basta para preservar-te, mas recorda também que o orgulho é o erro que te fará cair nele mais facilmente.
Recorde constantemente que as práticas que o assim chamado ocultismo poderá revelar-te são artes muito difíceis e que necessitam tanta pureza, humildade e virtude quanto ciência árdua e ampla. A mais perigosa, a mais penosa de todas é a defesa contra as seduções do fenômeno. É o perigo que a tradição representa sob o símbolo do DRAGÃO DO UMBRAL: seu olho, que persegue o neófito, o fascina como o da serpente e o faz rapidamente cair na garganta do monstro. Se tiver ainda ocasião de falar dele no curso de teus estudos, me será muito fácil relatar-te exemplos dos quais tenho sido uma impotente testemunha.

Guarda-te, pois, de imitar o grande numero de ocultistas que verás em teu redor a entregarem-se, com toda a imprudência da ingenuidade ou do orgulho, a essas forças que, em lugar de temer, se comprazem em chamar sem conhecer nada de sua natureza. Considera sempre a esses ocultistas em teu pensamento como os discípulos imprudentes ou presunçosos de algum mestre na arte química: uma ou duas vezes lhes tem sido dado entrever suas demonstrações; impressionados pela singularidade de seus produtos, pelas cores variadas dos precipitados, pelas transformações instantâneas de seus compostos, pelas inflamações e explosões que as acompanham, têm reproduzido algumas, e isso lhes bastam para se crerem sábios como o mestre e para declararem-se, por sua vez, químicos eméritos e fazerem-se os chefes da escola. Eu estaria mesmo autorizado a dizer-te que mais de um não tem buscado essa semiciência a não ser para extrair dela venenos que os tornem senhores, segundo crêem, da humanidade.

Convence-te, pois, querido amigo, que todas as práticas chamadas ocultas, quando não são crimes verdadeiros e de uma vergonhosa covardia, representam artes que não são possíveis a não ser pelo preço de uma ciência transcendental e de uma verdadeira santidade.

Se queres ser digno delas, teu primeiro esforço, e por muitíssimo tempo, é o de trabalhar sobre ti mesmo para dominar os defeitos que a todos nos afligem: armar-te depois, o mais que possas, de todos os conhecimentos de nossas ciências positivas, demasiado freqüentemente descuidadas e até desdenhadas pelos estudantes do esoterismo, quando, pelo contrário, são indispensáveis e dedica-te depois ao estudo da Religião, no sentido mais verdadeiro e elevado da palavra, à inteligência de seus preceitos e de suas práticas, ao significado profundo de seus símbolos e de seus mistérios. Que a tradição a que te dedicas, seja qual for, seja o primeiro ponto de teus estudos; não tardarás a convencer-te, mais adiante, que as diferentes tradições encobrem todas numa só Verdade, piamente conservada e, desde o momento em que possas percebê-la, sua assombrosa majestade te recompensará então das inevitáveis lentidões do labor que te indico. Eis aqui o que chamamos Gnosis!

Ao buscá-la, encontrarás que doutrina pode acercar-te a ela mais rapidamente ou mais seguramente; não deixes de pô-la em prática; teme só o deixar-te extraviar pela superstição; é na Religião que está todo o verdadeiro Esoterismo; desde os tempos mais remotos é nos Templos que se conquista a Iniciação, porque ela tem por finalidade e por efeito o de abrir os mais sagrados Santuários somente àqueles que estão decididos a consagrarem-se à salvação da Humanidade, como humildes servidores da Divindade. 

Fora dessa via difícil e vasta, poderás encontrar muitos chefes que se oferecerão a iniciar-te; poderás decorar-te a teu agrado com títulos tão pomposos e solenes quanto vãos; poderás acreditar-te chamado aos maiores destinos, à gloria das potências misteriosas e temíveis; poderás chamar-te um ocultista, mas não serás nunca um Iniciado.

Mas se, como desejo, perseverares com prudência no caminho vasto e difícil do estudo e da CARIDADE, espero que me bendigas um dia por ter te mostrado os perigos da prática e haver-te afirmado a necessidade do labor intelectual, humilde e silencioso. Tua juventude e teu zelo me dizem que poderás chegar um dia a essa Terra Prometida que apenas me está permitida entrever, por ter errado muito tempo em sua busca.

Esse artigo foi publicado no nr. 46 de "La Iniciacion", de fevereiro de 1946.

Colaboração: D.V.