sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A influência das idéias rosa-cruzes sobre o desenvolvimento da Europa


Entrevista com o Dr. Carlos Gilly


Professor Gilly, baseando-se nos fatos que o senhor coletou, o senhor poderia demonstrar que a riqueza das idéias rosa-cruzes teve uma influência positiva sobre o desenvolvimento da Europa?

Resposta: O primeiro manifesto rosa-cruz surgiu na Alemanha, em 1614. Seu título era: Fama Fraternitatis. Sob o título, podia-se ler: "Reforma geral e universal do mundo inteiro". Nenhum outro texto reformador, no decorrer dos quatro últimos séculos teve uma ressonância tão grande entre seus contemporâneos como a Fama Fraternitatis da Venerável Ordem dos Rosa-Cruzes, dirigida a todos os sábios e soberanos da Europa. Quase oito anos depois, cerca de trezentos escritos foram impressos, combatendo ou aceitando o fenômeno "Rosa-Cruz" da parte de círculos muito diferentes entre si. Teólogos de todo tipo de obediência religiosa, médicos da velha escola de Galeno e da nova escola de Paracelso, os discípulos mais conservadores de Aristóteles e dos adeptos da filosofia hermética, alquimistas, astrólogos, juristas, escritores políticos e literários, todos tomaram da palavra apaixonadamente para atacar ou defender a invisível Fraternidade e suas idéias de regeneração de todos os valores e de todos os princípios da religião, da sociedade e da ciência. E isto não somente na Alemanha, mas também na Inglaterra, na Holanda, na França, na Itália, na Boêmia e na Suécia. Logo toda a Europa se encontrou envolvida no debate sobre os rosa-cruzes. Em seu primeiro manifesto, o que se considerava como ideológico tornou-se evidente para a cultura européia: a tolerância em matéria de religião, por exemplo, a fé no progresso, o fato de compreender que a experiência tem mais valor que a autoridade e a especulação, a busca de um equilíbrio entre o pensamento e a ação em todos os aspectos da vida.


Graças à nova cátedra de Ciência Hermética de Amsterdã, o senhor espera que apareçam outros pontos de vista na ciência e em outros setores, no que diz respeito ao pensamento rosa-cruz?

Resposta: A cátedra de Filosofia Hermética da Universidade de Amsterdã corresponde à realização final de um desejo muito antigo. Ninguém menos do que Marcílio Ficino ocupou a primeira cátedra de hermetismo na Europa. A irradiação desta cátedra foi tão extraordinária que Theodor Zwingler, de Basiléia, um dos maiores eruditos do século XVI escreveu: "Percebe-se o quanto nossa 'Republica Literaria' deve à Academia platônica de Florença e a seu criador, Cosme de Médicis, pelo fato de que em nosso tempo, quando a mais grosseira barbárie penetrou e manchou toda a ciência, o latim e o grego estão revivendo, e que a Academia de Florença é a primeira a instaurar o estudo de uma filosofia mais pura, trazida das fontes platônicas e herméticas. Graças aos membros desta academia, podemos agora praticar a filosofia com liberdade e elegância". Nas universidades do século XVI e XVII, onde a doutrina de Aristóteles ainda dominava, esta influência foi pouco sentida. Por isso, as ciências herméticas foram constrangidas a levar uma existência obscura, à parte. O fato de terem criado uma nova cátedra de Hermetismo exatamente em Amsterdã não surpreende quem conhece bem a história desta cidade. No século XVII não havia universidade em Amsterdã, mas havia um editor muito "engajado" que editou não somente o Corpus Hermeticum na tradução de A. W. Beyerland, mas também as obras de Jacob Boehme, Comenius, Breckling e outros teósofos, místicos, milenaristas e outros sábios em ciências herméticas e buscadores de Deus. E no que diz respeito aos rosa-cruzes, foi em 1615 que a Fama Fraternitatis foi impressa em Amsterdã. De toda a Europa, os partidários da Rosa-Cruz vinham até Amsterdã. Portanto, não é surpresa para ninguém que as quatro grandes coleções existentes de textos rosa-cruzes (em Gotta, Hall Breslau e Wolfenbuttel) venham de Amsterdã.

Em minha opinião, é principalmente na cabeça daqueles que não enxergam o lugar verdadeiro dos antigos hermetistas e "filósofos da natureza" – os pesquisadores científicos da época, com seu entusiasmo e dedicação – que existe um conflito entre as ciências herméticas e as demais ciências. Mas um conflito como este jamais existiu para aqueles que conhecem os ensaios matemáticos e físicos do autor da Fama Fraternitatis ou as atividades alquímicas de Newton.


Este aspecto aparecerá claramente na bibliografia que a Bibliotheca Philosophica Hermetica está para publicar?

Resposta: A bibliografia sobre os rosacruzes, de 1604-1800, contém aproximadamente 1500 edições, manuscritos e documentos de arquivos classificados por ordem cronológica e acompanhados de comentários. O critério reservado a um texto como este é a menção expressa da palavra "Rosa-cruz" pelos partidários ou adversários. Todos os textos são apreciados da mesma maneira, tanto os que tratam de teologia, como os que tratam de medicina, alquimia, astrologia, política ou de outra coisa qualquer.

Esta enorme coleção de textos vai-nos mostrar também, assim esperamos, como é complexa a história da ciência; como as opiniões sobre o progresso das ciências estão sempre se modificando, e como o papel de partidário ou adversário pode ser desempenhado pela mesma pessoa, alternadamente. Graças à intervenção dos rosa-cruzes e das correntes que deles provieram, nós adquirimos uma compreensão muito profunda sobre a vida cultural e religiosa de um período bastante agitado da Europa.


Quais são os movimentos rosa-cruzes de hoje que, segundo o senhor, estão mais de acordo com as fontes e com a mensagem dos manifestos? Até que ponto eles seguem a tradição, adaptada à nossa época?

Resposta: Como toda corrente histórica, a Rosa-Cruz também sofreu algumas transformações. Os autores dos manifestos e seus amigos também foram, naturalmente, filhos de seu tempo. Seus críticos se voltavam para a dogmática que estava em vigor nas doutrinas religiosas e teorias científicas que não eram baseadas em experiências espirituais pessoais ou sobre investigações científicas. A Fama Fraternitatis evocava essencialmente a necessidade do equilíbrio entre fé e vida, conhecimento e experiência, teoria e prática. É por isso que o autor se inspira na filosofia hermética, na mística da Idade Média, na alquimia e até mesmo na magia que ressalta a interação direta entre o homem como microcosmo e o macrocosmo. Os irmãos da Cruz Áurea, que se reagruparam na Itália por volta de 1675 (os "Áureos e Rosa-Cruzes" como se auto-denominaram depois de 1710, na Alemanha) encarregaram-se da mensagem, mas esqueceram-se dos manifestos originais. Quando eles editaram a Fama Fraternitatis em sua revista de 1783, este texto tinha se tornado tão desconhecido que inúmeros associados acreditaram que se tratasse da criação de uma nova sociedade secreta e se inscreveram como sócios. Mas, felizmente, havia também adeptos e simpatizantes da Rosa-Cruz que ainda conheciam as origens da Ordem. Um deles foi o compilador e editor de "Os Símbolos Secretos dos Rosa-Cruzes". Eles não estavam inteiramente satisfeitos com os textos da Cruz Áurea e traduziram em sua língua não somente a Fama Fraternitatis, mas também textos de Paracelso, de Arndt, de Weigel e de Jacob Boehme. Nesta situação, surgiu uma transformação quando os manifestos originais foram editados em inglês pela "Societas Rosacruciana", em 1887. Seguiu-se uma série ininterrupta de edições em todas as línguas possíveis. Desde 1900, foram impressas 50 edições da Fama Fraternitatis e da Confessio Fraternitatis e cerca de uma vintena das Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreuz.

Quanto à questão de saber qual organização atual que leva o nome "Rosa-Cruz" seria a mais próxima da fonte, eu prefiro não me pronunciar. Como historiador, minha tarefa é somente encontrar as fontes, ordená-las historicamente e despojá-las da pátina ocultista e não histórica com que o mito rosa-cruz foi revestido, principalmente nos séculos XVII e XVIII. Deste ponto de vista, as organizações que seguiram através dos tempos os ideais de Tobias Hess, de J. V. Andreae, de J. Arndt, de Jacob Boehme e de seus amigos são as mais próximas do rosacrucianismo clássico.


Para os autores dos manifestos tratava-se apenas de uma reforma, ou também de uma transformação do homem em si?

Resposta: Para os autores – ou seja, Andreae, Tobias Hess e seus amigos do círculo de Tübingen – tratava-se das duas coisas. A "Reforma" do mundo exterior à qual eles aspiravam somente seria possível se o homem se transformasse interiormente. Andreae esboça magnificamente esta transformação interior nas Núpcias Alquímicas de C.R.C. antes mesmo de escrever a Fama e a Confessio Fraternitatis. Esta "Reforma geral do mundo" não era, entretanto, de ordem política, como sugeriram, aos brados, algumas publicações subversivas durante a Guerra dos Trinta Anos. Tratava-se, na verdade, de uma "reforma" do espírito, que Tobias Hess já havia declarado em 1605 em uma carta dirigida ao duque de Wurtemberg.


Como os manifestos puderam ser editados sem que os autores o quisessem ou soubessem?

Resposta: Parece que, para começar, Tobias Hess e seus amigos quiseram enviar aos sábios da Europa a Fama Fraternitatis traduzida em cinco línguas, com a Confessio em latim. Mas, antes mesmo de começar as traduções, antes do momento julgado favorável para sua publicação, eles tiveram de perceber que já circulavam inúmeras cópias, recopiadas precisamente por um dos que a Fama qualifica de pseudo-alquimista. Portanto, o elemento surpresa sobre o qual contavam os autores dos manifestos desapareceu com a resposta impressa de Adam Halsmayr, em 1612. Foi necessário, então, levar em consideração uma edição ilegal da Fama. Em março de 1614, ela surgiu também em Kassel.

Por que Tobias Hess e seus amigos não impediram este processo previsível editando os manifestos na hora certa? Isto continua sem resposta, pois ainda faltam fontes de informação. Entretanto, ficou estabelecido que quem deu a ordem para lançar a primeira edição da Fama e da Confessio, o landgrave Wilhem de Hesse e o impressor da corte, Wilhem Wessel, não tinham a menor idéia da origem dos manifestos.


Quais são os indícios que lhe permitem dizer que deve ter havido outros manuscritos antes da impressão do primeiro livro? Como o senhor descobriu que eles existiam e onde o senhor os encontrou?

Resposta: Os quatro manuscritos da Fama que foram encontrados não eram realmente desconhecidos no momento em que iniciei minhas pesquisas. Um se encontrava desde 1903 no catálogo dos manuscritos da biblioteca do duque Augusto, em Wolfenbutel; outros dois eram mencionados no catálogo de 1962 da Welcome Library de Londres. Mas, tal como fora o caso com inúmeros textos de Adam Halsmayr, nenhum pesquisador havia se dado ao trabalho de pesquisar esses manuscritos. O manuscrito de Salzburgo, que fazia parte dos bens de Christoph Besold, um amigo de Andreae, já havia sido examinado em 1929, em Breslau, por Will Erick Peuckert, o grande historiador dos rosa-cruzes. Na ocasião, ele o considerou "sem valor". Trata-se aqui do único manuscrito da Fama em que aparecem todas as passagens suprimidas em outros manuscritos e sobretudo nas edições impressas.


Andreae ou algum de seus amigos haviam indicado, alguma vez, que estes manuscritos existiam?

Resposta: Andreae e seus amigos acabavam de saber que devia haver cópias ilegais da Fama em 1612, quando surgiu a "Resposta à Fraternidade dos teósofos da Rosa-Cruz" de Adam Halsmayr e, mais tarde, desde o final de junho do mesmo ano, quando o príncipe Augusto de Angalt, precisamente junto com Tobias Hess, procurou se informar a respeito do assunto da Confessio Fraternitatis. Certamente Andreae tinha ouvido falar, por Benedictus Figulus, sobre as transcrições que circulavam em Kassel, Marburg e Estrasburgo. É somente assim que se pode explicar porque Andreae se irritou tanto sobre o "globe-trotter Figulus", mesmo trinta anos mais tarde, em sua biografia! Se entretanto tudo tivesse se passado como Andreae queria, é bem provável que os manifestos jamais tivessem sido editados. Devemos agradecer a Adam Halsmayr e a Benedictus Figulus por fazerem um uso amplo de suas cópias imperfeitas.


Por que é importante que o texto original da Fama seja editado? Já existe uma versão impressa de J. V. Andreae?

Resposta: Dos quatro documentos impressos, não há um sequer que não apresente alguma omissão. Umas oito páginas estão faltando, infelizmente. Em todos os manuscritos faltam as mesmas páginas que faltam na primeira edição de Kassel. Sem variante na língua, eles remetem a uma única cópia que, certamente, foi feita às pressas e estava prematuramente em circulação fora do círculo de Tübingen. Com a recente edição da Fama Fraternitatis, de Pleu van der Kooij, agora já temos um texto que é completo e de onde desapareceram as inúmeras variações e erros de leitura. Este texto é autêntico, pelo menos enquanto não for encontrado nenhum outro manuscrito do círculo de Tübingen. Faltam somente as oito páginas. Mas o que foi descoberto pela Bibliotheca Philosophica Hermetica no setor de pesquisa sobre a Rosa-Cruz dá esperança para novas pesquisas.


Como o senhor explica o enorme interesse que os manifestos provocam desde 1900?

Resposta: O século XVIII, o "século das luzes", oferece inúmeros aspectos, entre os quais um aspecto rosa-cruz. Os princípios das "luzes" tiveram origem, sem dúvida, em Andreae, Arndt, Comenius, Breckling e Gottfried Arnold. Não nos referimos tanto ao livro conhecido de Frances Yates ["O Iluminismo Rosa-Cruz"]. O século XIX, apesar de inventivo, permaneceu estreito no plano filosófico. A ciência estava voltada exclusivamente para a técnica; e as religiões mostravam-se racionais. A religião parecia envelhecida. É por esta razão, sem dúvida, que inúmeros pesquisadores voltaram-se para o pensamento oriental, enquanto outros "redescobriram" e perpetuaram, na verdade pela mesma razão, a longa tradição do hermetismo europeu. Nesta tradição, a Rosa-Cruz desempenhou um papel extraordinário. De fato, nos manifestos, todos os aspectos que no decorrer dos séculos foram taxados de heréticos e combatidos como tais (aspectos herméticos, gnósticos, místicos ou alquímicos) se reuniram.


De onde provém seu interesse pela Rosa-Cruz? O senhor tornou-se o maior especialista da história Rosa-Cruz (pois todos conhecem este traço do fundador da Bibliotheca Philosophica Hermetica). O que levou o senhor a empreender esta imensa pesquisa?

Resposta: Sou espanhol e há muito tempo fui morar na Suíça. Na Basiléia estudei a história dos dissidentes religiosos da Espanha do século XVI que moravam no exterior. Em seguida, estudei os livros de autores espanhóis publicados fora da Península Ibérica. Percebendo que os dissidentes espanhóis mais importantes, depois de sua separação da igreja romana, entraram muito rapidamente em conflito com as igrejas reformadas e foram tratados como heréticos, comecei a me interessar por todos os outros "heréticos" do período da Reforma. E principalmente Paracelso, cujas obras foram impressas por este editor que tinha editado não somente os livros de alquimia da Espanha, mas também uma grande quantidade de livros de Sebastian Castellio, o grande defensor da tolerância religiosa. Foi assim que encontrei as obras de Theodor Zwingler e Johannes Arndt, que faziam a ligação entre Castellio e Paracelso, e que também influenciaram J. V. Andreae – e, portanto, os rosa-cruzes. No círculo de amigos de Andreae, encontrei também o prolongamento das idéias que me interessavam e sobre as quais pouco ainda se havia escrito. Foi assim que foi-se abrindo o caminho para o estudo da Rosa-Cruz.

A ocasião direta foi, entretanto, a tarefa de recensear a edição italiana de "O Iluminismo Rosa-Cruz", este belo livro de Frances Yates, sugestivo mas discutível sob o ponto de vista histórico. Deste recenseamento nada surgiu, pois ele foi-se tornando tão volumoso que, no final, poderia ter surgido uma nova história dos rosa-cruzes. Compreendi que um projeto como este somente poderia ser concretizado através de uma pesquisa aprofundada em inúmeros arquivos e bibliotecas. Provisoriamente, eu me contentei em dar uma conferência na Associação Histórica da Basiléia, sob o título "Os rosa-cruzes, fracasso de uma reforma no século XVII". Foi assim que entrei em contato pela primeira vez com Joost Ritman. Ele pediu que eu me tornasse bibliotecário da Bibliotheca Philosophica Hermetica. O resto, todos conhecem. Depois de ter trabalhado sem parar nesta biblioteca, nesta coleção única de edições e manuscritos dos rosa-cruzes do século XVII, coloquei em microfilmes, em mais de 120 bibliotecas, cerca de 1800 obras e documentos relacionados com os rosa-cruzes dos séculos XVII e XVIII. Este material está descrito e comentado na bibliografia sobre a qual já falei. Ela logo será apresentada, primeiro sob a forma de livro, depois com documentos, na Internet. Nesta bibliografia está expressa, em toda a sua amplitude, a história dos rosa-cruzes e dos movimentos que suscitaram suas idéias. Como já disse, ela nos oferece uma imagem muito detalhada da vida cultural e religiosa de um período conturbado da história européia. A aspiração à perfeição e à harmonia entre o homem, o cosmos e a natureza – assunto que é tratado expressamente nos manifestos rosa-cruzes – mostra-se tão atual que pode inspirar, hoje, os pensamentos de muitos homens.


(revista Pentagrama, ano 21, nº. 2.)

IDEOLOGIA

Imagem: Nicolas Roerich - Abode of Gesar -1947


Saudações Rosacruzes!

Está claro ao bom observador que o nosso mundo passou de um dogma religioso para um dogma econômico. Hoje, o “sistema” comanda nossas vidas. Você já percebeu o caos quando você chega a um local em que o “sistema” está fora do ar? Nos últimos meses, as fortes quedas das bolsas em todo o mundo geraram tanta confusão nos mercados que os governos dos países ricos, defensores do capitalismo livre e sem interferência do Estado obrigaram-se a intervir para salvar organizações de grande porte e evitar um colapso da economia mundial. Trilhões de dólares foram investidos para socorrer os bancos e empresas em crise. O mercado ganhou status de Instituição.


Para recuperar as economias, no atual modelo, a solução é aumentar o consumo, então as receitas sugeridas são de aumentar o crédito para que as pessoas possam consumir mais, para que a economia mundial possa ser salva. Reverbera em nossa consciência a necessidade de a humanidade rever suas prioridades. Para onde estamos indo? Será que em algum momento refletiremos sobre a impossibilidade do crescimento ao infinito, como supõe uma economia dita “saudável”? Onde ficam as pessoas e os valores humanos nessa equação? Será este o paradigma ideal?

Preconizando a crise econômica mundial, no 4º Manifesto Rosacruz, o Positio Fraternitatis Rosae Crucis, está escrito: “No tocante à economia, consideramos que ela está completamente à deriva. Todo mundo pode constatar que ela condiciona cada vez mais a atividade humana e é cada vez mais normativa. Hoje em dia ela assume a forma de redes estruturadas muito influentes e, portanto, dirigistas, quaisquer que sejam suas aparências. Por outro lado, mais que nunca ela funciona a partir de valores determinados que se pretende quantificáveis: custo de produção, limiar de rentabilidade, avaliação do lucro, duração do trabalho, etc. Esses valores são consubstanciais com o sistema econômico atual e lhe fornecem os meios de alcançar os fins que persegue. Infelizmente, esses fins são fundamentalmente materialistas, porque baseados no lucro e no enriquecimento excessivo. Assim é que se chegou a colocar o Ser Humano a serviço da economia, quando essa economia é que deveria ser colocada ao serviço do Ser Humano.

Em nossos dias, todas as nações são tributárias de uma economia mundial que se pode qualificar como totalitária. Esse totalitarismo econômico não corresponde às mais elementares necessidades de centenas de milhões de pessoas, ao passo que as massas monetárias nunca foram tão colossais no plano mundial. Isto significa que as riquezas produzidas pelos homens só beneficiam uma minoria deles, o que deploramos. De fato, constatamos que a defasagem não cessa de se ampliar entre os países mais ricos e os países mais pobres. Pode-se observar o mesmo fenômeno em cada país, entre os mais desprovidos e os mais favorecidos. Consideramos que assim é porque a economia se tornou especulativa demais e porque ela alimenta mercados e interesses que são mais virtuais que reais”.

Parece-nos que as ideologias ditam os ideais e, sem refletir, o mundo procura por um “sucesso” que quando alcançado pergunta-se: - e daí?

O grego Aristóteles em sua Ética a Nicômaco, afirma que nascemos para ser felizes. Será possível neste modelo?

Até a próxima Semana!
Que assim nos ajude Deus!

Hélio de Moraes e Marques
Grande Mestre

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

LINHAGENS MARTINISTAS - clique na imagem

O QUE É UM INICIADO?


por Papus

Uma das causas mais freqüentes da obscuridade aparente dos estudos de Ciência Oculta diz respeito à confusão dos termos empregados por aqueles que tratam dessas questões. É, então indispensável bem definir primeiro as palavras que se empregam, sob pena de cairmos no erro que acabamos de indicar. Poucos termos prestam-se mais a confusão do que aquele de Iniciado. Uns consideram o Iniciado como o ser excepcional, designado com veneração por todos os autores do Ocultismo; outros encaram o termo com uma significação bem menos elevada e que se pode aplicar de uma maneira geral.

Basta reportarmos-nos a significação primitiva dessa palavra para verificar que a última acepção é a mais correta. Com efeito, o título de Iniciado na Antigüidade indicava simplesmente um homem instruído, cujos graus de instrução variavam segundo os casos, sem que o título geral de Iniciado sofresse a mínima modificação.

O Iniciado nos pequenos mistérios possuía uma instrução equivalente àquela dada em nossos dias pela Universidade; o Iniciado nos grandes mistérios aprendia a manejar as grandes forças ocultas da Natureza. Chegado ao ápice dessa instrução, ele adquiria o título de vidente, de profeta ou de Adepto.

Assim, Iniciado ou Adepto são os dois termos que designam respectivamente o começo e o apogeu da carreira de Ocultista. Todos os homens instruídos adquiriam, na Antigüidade, o título de Iniciados e os títulos de filho da mulher, filho da Terra, filho dos deuses, filho de Deus (*), designando sua elevação hierárquica na ordem dos conhecimentos humanos.

Sem querer nos aprofundar sobre o ensinamento que eles recebiam, falemos, entretanto, de um ponto muito importante. A doutrina ensinada, era, sobretudo, sintética e a pesquisa da Unidade Universal lhes era indicada como o objetivo de seus esforços. De outro lado, os Iniciados aprendiam a adaptar o ensinamento aos temperamentos diversos dos povos que eles eram encarregados de organizar como legisladores. É por isso que vemos as leis de Orfeu, de Moisés, de Licurgo, de Sólon, de Pitágoras serem tão diferentes em aparência, enquanto que todos esses homens adquiriram seus conhecimentos numa mesma Fonte. A perda desses dados conduz nossos legisladores contemporâneos à ruína e à subjugação das nações que eles querem organizar, todas sobre a mesma base.

O povo possuía, então, uma religião ou uma organização social, com relação absoluta ao seu próprio temperamento, e que era um excelente meio de torná-lo feliz; o homem instruído, ao contrário, sabia convictamente que não existia senão uma religião, e que todos os cultos eram adaptações, como as cores são aspectos diversos de uma única luz branca.

Assim, a guerra religiosa era quase totalmente desconhecida na Antigüidade, pois nenhum homem inteligente poderia sequer pensar em tal possibilidade; o povo, tão somente, seria capaz dessas infantilidades.

A sociedade antiga aparece-nos, agora, com todo o esplendor de sua organização unitária e compreendemos porque o Iniciado podia entrar em todos os templos e sacrificar a todos os deuses, em comunhão com os sacerdotes de todos os cultos, que o reconheciam como um filósofo da unidade, assim como eles próprios. Os ignorantes sectários, que pretendem hoje em dia falar de religião, proclamam a esse respeito o politeísmo, sem compreender que os cristãos de hoje parecem, ao pesquisador ingênuo, mais politeísta do que os membros de qualquer outra seita.

Imaginemos, com efeito, um homem instruído, mas ignorante de nossos costumes religiosos, que subitamente fosse convidado a fazer um estudo a esse respeito, não possuindo como dados senão monumentos. Veja se suas conclusões não seriam essas: " A Religião desses povos curiosos parece consistir principalmente na adoração de um velho, de um supliciado e de uma pomba. Todos seus templos apresentam essas imagens. Eles adoram, além disso, vários deuses que se encontram sobre seus altares sob os nomes de São José, São Luís, etc.. Além disso, eles oferecem sacrifícios de flores recém-desabrochadas à uma divindade que parece ser aquela da natureza e que eles chamam Maria. Encontram-se, também, várias imagens de animais sobre seus altares, um cachorro, ao lado de um deus inferior, São Roque, e, mesmo, um porco, acompanhando um outro deus, Santo Antônio. Existem, também, cervos, cordeiros, etc.. Eles parecem ter particularmente adorado esse animal, que seguidamente representam deitado sobre um livro ".

Essas conclusões nos fazem rir e balançar a cabeça. O que diria, com efeito, um Iniciado do mundo antigo, instrutor de Moisés ou de Pitágoras, acusado pelo sábio contemporâneo de adorar batatas ou crocodilos!

O argumento do politeísmo e da idolatria não prova senão uma coisa: é a ignorância ou a má-fé daqueles que o empregam. O papel do Iniciado do mundo antigo era, antes de tudo, social; os Iniciados formavam, no mundo inteiro, uma fraternidade de Inteligência unida por uma doutrina unitária.

É essa Fraternidade que certas sociedades secretas têm como objetivo mais ou menos delineado de reconstituir. Mas esse objetivo e esses estudos não têm para nós senão um interesse secundário. A Antigüidade, por atraente que seja seu estudo, não incitaria tanto nossa atenção como nossa sociedade atual. É nela, que devemos ver agora o Iniciado.

Digamos, inicialmente, que é muito fácil ser um Iniciado. Basta, para isso, conhecer os dados mais elementares da Ciência Oculta e compreender, graças a ela, a necessidade imperiosa de união fraternal de todos os homens. Esses dados podem ser obtidos pelo trabalho pessoal ou pelas sociedades de Iniciação. Isto exige algumas palavras adicionais de explicação.

Se foi bem compreendida a diferença capital que atribuímos aos termos de Iniciado e de Adepto, é fácil deduzir que se pode, até certo ponto, formar Iniciados, mas não se formam Adeptos. Esses homens, cada vez mais raros, só chegam ao Adeptado por suas próprias forças. O objetivo inicial de uma sociedade de Iniciação é indicar aos seus membros, da melhor maneira possível, o caminho do aperfeiçoamento espiritual, que deve ser realizado pelo esforço individual. A doutrina ensinada deve versar sobre a fraternidade, fonte de todos os desenvolvimentos posteriores do ser humano.

Na prática, a sociedade deve envidar todos os seus esforços para realizar, entre seus membros, o objetivo que ela persegue, para fazer de cada um deles um apóstolo militante e, após, um verdadeiro Iniciado. Dois grandes procedimentos são empregados para o ensino da Iniciação; esses procedimentos, diferenciando particularmente as escolas de Iniciação de fonte oriental daquelas de origem ocidental, indicam facilmente a origem de um centro oculto.

A Iniciação oriental opera, sobretudo, pela meditação, isto é, o objetivo sendo de fazer criar, para cada indivíduo, sua doutrina sintética, sua maneira de ver o Universo e sua constituição. A Iniciação oriental dá ao seu discípulo um texto bastante curto e sintético sobre o qual ele deve meditar longas semanas, ou mesmo meses. O resultado dessa meditação é de livrar pouco a pouco os princípios analíticos contidos no texto e de criar uma doutrina fazendo-a, por assim dizer, sair de si mesma.

A Iniciação ocidental procede de maneira diferente. Ela dá, inicialmente, ao seu discípulo, uma série de dados sobre a questão, a serem pesquisados e meditados longamente, impelindo-o a condensar todas as opiniões e idéias diversas num resumo sintético.

Das duas maneiras, chega-se ao mesmo resultado: a Iniciação oriental ampliando um texto sintético e a Iniciação ocidental condensando textos analíticos, obtendo uma síntese geral. Digamos, enfim, que certas sociedades praticam, ao mesmo tempo, esses dois procedimentos, escalonando-os gradualmente. De qualquer maneira, o primeiro e, mesmo, o único objetivo procurado, é de levar o aluno a criar sua própria doutrina.

Pouco importa, inicialmente, que essa doutrina seja, em todos os detalhes, excelente ou não. O essencial é que ela exista. A sociedade dando as bases gerais ao Iniciado evita erros fundamentais. O Iniciado tendo uma criação pessoal, modifica-a posteriormente, segundo seus estudos e sua evolução interior.

Constata-se, dessa maneira, a inanidade dos ensinamentos dados pelas sociedades, que perderam totalmente essa base indispensável e que quiseram praticar a fraternidade universal sem criar, em primeiro lugar, homens capazes de compreender seu alcance. Tais sociedades não tardam a transformar-se num corpo político, tendendo à dissolução, desde que não retorne energicamente ao seu objetivo primitivo, por uma rápida reorganização.

A utilidade social dos Iniciados é incontestável; basta imaginar a grandeza possível das gerações futuras se a unidade se realiza. Certas sociedades procuram agir sobre as massas para chegar a essa unidade, cuja necessidade pressentiram. As sociedades de Iniciação, ao contrário, dirigem-se às inteligências menos numerosas, e mais capazes de compreender a nobreza da fraternidade universal.

O dia em que o padre católico, tornado Iniciado, souber receber em sua Igreja, como um igual, o Iniciado ortodoxo, o Iniciado muçulmano e o Iniciado budista, a fraternidade dos povos estará bem mais perto de realizar-se na prática. Esse dia está, talvez, muito longe; quem sabe, ao contrário, ele se aproxima mais rapidamente do que pensamos. Seria temerário esperar essa união dos povos?

É possível que esse ideal seja utópico, inatingível; entretanto, nesta época de positivismo exagerado, é consolador viver esse sonho da união dos Iniciados, realizando um pouco a união universal de todos os homens na paz e na harmonia.


Nota:

* Saint-Yves D'Alveydre: La Mission des Juifs, Paris, Ed. Traditionnelles, 1972, 2 vol.

Orden de los Caballeros Martinistas



Llamada posteriormente Colegio de los Caballeros Martinistas, y actualmente Colegio del Templo del Hombre.

Si mencionamos esta Orden es porque entra dentro, en una de las dos orientaciones, de una intención y unos ritos resueltamente Martinistas. Sin embargo, toma poco a poco una orientación más ligada con el esoterismo y la caballería.

Esta orden fue fundada en 1980 por Pierra Crimetz, entonces principal responsable de la Orden Martinista Tradicional. Devino Soberano Gran Maestro mientras que su esposa devino Gran Maestra.

El nacimiento de esta Orden causó un gran clamor en el seno de la O.·.M.·.T.·. y de A.·.M.·.O.·.R.·.C.·. de la que Pierre Crimetz era uno de los altos dirigentes desde hacía muchos años. La O.·.M.·.T.·. estaba en cierta época bajo la dirección de Raymond Bernard, Legado Supremo para Europa y de Christian Bernard, Gran Maestro para Francia. Parece que el Legado Supremo estuvo ligado a la creación de esta Orden, aunque ningún texto oficial lo estipula. Citamos un extracto del folleto hablando sobre los inicios de esta Orden: “P. Crimetz contactó en 1980 con un alto responsable del dominio tradicional de la caballería (...). Recibió el jueves 23 de Octubre de 1980 una iniciación de alto grado, a partir de la cuál fue proclamado Fundador de la Orden de los Caballeros Martinistas. Esta ceremonia se desarrolló en un templo tradicional y auténtico en alguna parte de Europa. Durante esta ceremonia, el iniciador ofició en tanto que representante de la Tradición Primordial. Una veintena de Superiores Desconocidos han asistido a este acontecimiento excepcional en el dominio tradicional...”

Contrariamente a las tradiciones Martinistas, ninguna filiación es mencionada, ningún lugar preciso, ninguna reseña. Una característica sobre la caballería sí que se menciona, pero no se precisa más.

Dejando de lado la naturaleza de la filiación Martinista, podemos preguntarnos sobre la filiación caballeresca. Podríamos pensar que se trata de una caballería espiritual sin origen histórico. Sin embargo, si ese fuera el caso, es preciso reconocer que puede perfectamente ser respetable y seria, aunque diferente de la que podría ser por filiación histórica.

Hemos sugerido los problemas que conoció la Orden en sus inicios. Se encontraba efectivamente acreditada y sostenida por el Legado Supremo de la O.·.M.·.T.·., R. Bernard, entonces Gran Maestro. C. Bernard, permanece, respecto a todo esto, en silencio. Una carta fue enviada a las Héptadas de la O.·.M.·.T.·. por el Legado Supremo explicando la dimisión de P. Crimetz en estos términos: “... Tengo el deber de informaros que nuestro querido hermano Pierre Crimetz abandona hoy su función y sus actividades en el seno de la Orden Martinista Tradicional para continuar su obra en otros servicios para el bien de la tradición. Su esposa, nuestra querida hermana Andrea Crimetz, también se va para asistirle en su tarea...”. Algunos, pocos, comprendieron, pero una parte de la O.·.M.·.T.·., miembros y dirigentes iniciaron una campaña de calumnias muy eficaz. Raymond Bernard fue obligado a redactar una segunda carta para calmar los ánimos.

La agitación de la O.·.M.·.T.·. no se calmó más que poco a poco, con el paso del tiempo. Las calumnias desaparecieron a gran escala. Al principio, en efecto, la O.·.M.·.T.·. tomó partido por aquél que encarnaba la mística tradicional y ello perturbó enormemente a los hermanos que vacilaban en seguir en el nuevo Orden. El tiempo de duda fue utilizado para contrarrestar este impacto y conservar el máximo de miembros.

Hemos querido insistir sobre las grandes líneas de esta creación para demostrar como una Orden puede constituirse y evolucionar. Algunos años después de su fundación la Orden cambia de expresión y toma el nombre de “Colegio de los Caballeros Martinistas”, para un tiempo después abandonar la expresión Martinista y devenir en el “Colegio del Templo del Hombre”. Remarquemos la asociación de conceptos entre la tradición Templaria y el nombre de una obra de Schwaller de Lubicz: “El templo del hombre”, correspondiente a un estudio muy personal del templo de Luxor, donde aparece una dimensión egipcia.

Intentemos mientras dar las grandes características de su enseñanza durante el periodo en el que la Orden tenía aun su denominación Martinista.

Durante los tres años que siguieron a su creación, los diversos ritos iniciáticos y de grupo eran próximos a aquellos practicados en la Orden Martinista Tradicional. La evolución de la orden acentúa el carácter caballeresco.

A nuestro entender el trabajo en la Orden se efectuaba en este momento de tres formas:

1º- a) Por la recepción de manuscritos de enseñanza tradicional elaborados por el Soberano Gran Maestro sobre los siguientes temas: El Martinismo, la Cábala, el simbolismo, la historia esotérica, la caballería,... Estos textos son dentro del conjunto mucho más serios y profundos que aquellos de la O.·.M.·.T.·. sin ser demasiado ortodoxos desde el punto de vista de la doctrina Martinista.


b) Por la recepción de manuscritos elaborados por el Gran Maestro concernientes al “arte de vivir” y que tratan de hecho de los problemas actuales y cotidianos de la vida de pareja.

2º- Por el trabajo en oratorio. Los manuscritos del Soberano Gran Maestro son leídos a los miembros. Conciernen a los mismos temas que por correspondencia. Un ejercicio místico es seguidamente practicado por el grupo antes de debatir los conocimientos adquiridos. Todo esto con los mismos inconvenientes que hemos anotado antes sobre la O.·.M.·.T.·..

3º - Por el trabajo desde los retiros: Los miembros son invitados a retirarse en la sede de la Orden para efectuar unos retiros de dos a tres días. En ellos los miembros reciben una enseñanza oral del Soberano Gran Maestro sobre temas operativos. Según la Orden se trata de prácticas Martinistas. Los miembros que hayan completado estos retiros siguen las enseñanzas en su oratorio privado y envían informes de sus trabajos. Precisemos que estos retiros están escalonados en grados, permitiendo franquear las iniciaciones de la Orden hasta el grado de caballero.

Esta práctica fue una especie de innovación dentro de las Órdenes esotéricas modernas y permite un conjunto serio de trabajos para los miembros en su domicilio. Es preciso reconocer sin embargo el freno indirecto derivado de estos retiros desde el punto de vista financiero. Según los textos que hemos consultado la enseñanza operativa es poco Martinista. Se trata de ritos de la Golden Dawn inglesa. Recordamos que la Golden Dawn es una orden mágica inglesa fundada sobre una práctica activa de la Cábala.

Concluimos el estudio de esta Orden con una carta que nos ha sido dirigida por su Soberano Gran Maestro en respuesta a la presentación que hemos hecho de su Orden. La reproducimos textualmente:

“Primeramente, quiero señalar que mi filiación Martinista es, por una parte, auténtica, ya que ella me ha sido conferida en su totalidad por Raymond BERNARD en 1966. La rama que constituye lo que se denominó al principio “Orden de los Caballeros Martinistas” no empieza entonces con mi filiación propia tras Christian Bernard, y según vuestro diagrama, sino directamente de Raymond BERNARD. Respecto a la filiación caballeresca, si os puedo decir que la ostento desde hace numerosos años, habiendo tenido el privilegio de haber servido dentro de A.·.M.·.O.·.R.·.C.·. y de tener ciertas funciones esotéricas importantes y sobretodo en cuanto Maestro de los Illuminati, he recibido ciertos legados concernientes a la Caballería Templaria. Así la ceremonia del 23 de Octubre de 1980, habilitándonos para constituir una nueva rama de la Tradición, no ha sido más que una confirmación de las filiaciones así como de la posibilidad de difundir o de retransmitir la influencia de la Caballería. Los rosacruces que pertenecían al círculo de los Illuminati saben muy bien que Raymond BERNARD poseía la filiación Templaria desde hacia tiempo, ya que la tenida ritual que condujo desde las ceremonias reservadas a los Illuminati no dejan ninguna duda.

Dicho esto, debo añadir, en lo concerniente a la Caballería, que el 27 de Diciembre de 1985, hemos sido armados “CABALLEROS DE LA ORDEN DE SAN MIGUEL” por el Caballero Michel SWYSEN, él mismo armado por Paul, Pierre, Jean NEYEU, Barón de Ginebra, nacido en la Fleche el 1º de Abril de 1882. “LA ORDEN DE SAN MIGUEL” llamada en nuestra época “ARCHICOMPAÑÍA MICHAELITA”, era en su esencia de estricta Observancia Cristiana Medieval y tenía línea directa con la Caballería Templaria. Su transmisión se ha efectuado a través de numerosas personalidades de la Historia, sobretodo algunos reyes de Francia y de España. [...]

Por lo que respecta a nuestra organización, su desarrollo y su expresión se continuan según un plan muy preciso. Su nombre de inicio ha sido “Orden de los Caballeros Martinistas”, después “Colegio de la Caballería Martinista” y después del 27 de Septiembre de 1986, lleva el nombre de “COLEGIO DEL TEMPLO DEL HOMBRE”. Este nombre concretiza la influencia Templaria que ya existía desde la creación, sin estar, sin embargo, definida con precisión, ya que las bases de partida eran Martinistas. No se trata pues, para nosotros, de reconstruir una Orden del Temple, sino, simplemente, de volver a los orígenes de una parte del Martinismo y, por otro lado, de una rama particular de la francmasonería. [...]

Sin embargo, continuamos enseñando y practicando aquello que se llama en nuestros días el “Martinismo” y que, de hecho, ha tenido su origen, y los archivos esotéricos lo prueba, en la antigua Caballería Templaria...”.

Pierre CRIMETZ

Soberano Gran Maestro

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

FRATERNIDADE ROSACRUZ




FRATERNIDADE ROSACRUZ

No mosteiro dos Albijenses, o filho mais novo do nobre Germelshausen, sem o ambiente castelão em que nasceu, privado dos carinhos da sua família que foi destroçada, no meio e homens de vida extremamente austera, não teve a infância de todas as crianças. Por isso a sua mente excepcional teve de centrar-se nas ideias que os monges tinham e viviam! No mosteiro aprendeu grego e latim. Muito jovem tinha formado com quatro monges um grupo que se dedicou ao estudo das ciências que se cultivavam no mosteiro e justificavam a sua existência. Mas era necessário ir às fontes dos conhecimentos que ali se estudavam e viviam.

Quando o jovem tinha quinze anos, o grupo deixou o mosteiro e iniciou sua marcha em direcção à Terra Santa. Para evitar suspeitas dos discípulos de S. Domingos não viajaram juntos. Em Chipre faleceu o velho monge que ia com Germelshausen. O jovem, porém, não desanimou e prosseguiu a viagem afrontando todos os inconvenientes e perigos. Em Damasco encontrou um Centro de Iniciação e aí ficou. Era o que pretendia: viver entre sábios. Poucos anos depois tinha atingido a graduação necessária e resolveu partir. De Damasco passou ao Egipto e deste país foi viajando pelo mediterrâneo até Fez. Daqui resolver passar a Espanha e juntar-se aos Alumbrados, que o receberam mas acharam os seus pontos de vista demasiado avançados, não o aceitando! A partir de Espanha, Germelshausen adoptou o nome simbólico de Cristão Rosacruz (Christian Rosencreuz).

Nesse tempo a "Santa Inquisição", fundada por S. Domingos para reduzir a cinzas todo aquele que ousasse perfilhar ideias diferentes das que eram impostas pelo Catolicismo, obrigou Cristão Rosacruz a abreviar a estadia em Espanha e França e a dirigir-se para a Turíngia, na Alemanha, sua pátria, regressando ao mosteiro albijense em que fora criado. Até hoje não foi possível determinar em que ponto de Espanha era a sede dos Alumbrados, que tiveram uma existência de séculos, tendo sido exterminados pela "Santa Inquisição", durante o século XVI.

Na Turíngia, Cristão Rosacruz foi encontrar os três antigos companheiros e com eles, mosteiro, estabeleceu a Fraternidade Rosacruz. Mais tarde foram admitidos novos membros ficando a Fraternidade com oito membros. Anos depois a Fraternidade Rosacruz tinha treze membros e não podia ultrapassar esse número. Estava estabelecida no estilo usado por Jesus: doze membros, simbolizando os doze signos do Zodíaco e o Sol, que formava o 13º.

Crê-se que os Iluminados (ou Alumbrados) se estabeleceram em Espanha durante invasão dos árabes. Admitimos, porém, que a sua existência é anterior, pois os Iluminados eram cristãos e os árabes não aceitavam organizações cristãs. E ao Catolicismo até o colectavam, em pé de igualdade com os estabelecimentos do comércio. O que dissemos a respeito dos cristãos primitivos, na crónica anterior, revela a existência de núcleos de nazarenos na Hispânia, muito particularmente na orla marítima, pois a Galiza foi colonizada pelos Fenícios e Gregos, entre os quais viriam nazarenos. daí as referências de S. Paulo à Espanha.

Convém não esquecer que os povos célticos, antigos povoadores de grande parte da península Hispânica, tinham usos e costumes tão semelhantes aos dos cristãos, que ao ser-lhes imposto o cristianismo, pelos Romanos, receberam-no sem resistência.

(Francisco Marques Rodrigues, Revista Rosacruz, nº 266, Outº-Dezº, 1977)

NASCIMENTO DA ORDEM ROSACRUZ
Ao começo da segunda década do século XVII, reuniram-se representantes de todas as organizações que congregavam Essénios ou Cátaros e os cristãos esotéricos (que são aqueles que continuaram a Escola Cristã fundada por Jesus) espalhados pelas várias cidades da Europa, com a finalidade de constituírem uma única associação que lhes permitissem maior apoio, disciplina no estudo dos mistérios e mais segurança na guarda e difusão do imenso tesouro espiritual que possuíam. Para escaparem à ferocidade da "Santa Inquisição" reuniram-se numa caverna existente nas montanhas do Tirol, entre Salzburgo e Munique. Depois de longos debates assentaram no estabelecimento de um estatuto único para regência de todos. Como no espaço sidério se congregavam os divinos seres a que chamamos Irmãos Maiores, por pertencerem a uma humanidade anterior à nossa e serem os condutores da evolução de todos os seres que existem na Terra, à nova organização foi dado o nome de Ordem Rosacruz.

Entre estes grandes seres há humanos que já se elevaram acima da vulgaridade pela sua bondade e pureza de alma. Muitos são médicos que exercem a sua profissão como se fora um sacerdócio, no estado de vigília e no de sono, sempre no seu mister em favor da saúde e bem estar dos seres terrenos e assim merecem a amizade dos Irmãos Maiores, que os fizeram seus cooperadores permanentes. Foi por esta razão que os agrupamentos de estudantes de ocultismo deixaram de usar os seus títulos antigos e se constituíram em Ramos da Ordem Rosacruz, ministrando um ensino bem definido e igual. Os seres humanos que trabalham com os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, são os chamados Irmãos Leigos. Foram altamente qualificados pelos Irmãos Maiores, que pelas suas altas qualidades os colocaram ao seu serviço.

Desta maneira os adeptos do grande filósofo, ocultista e místico que se chamou Paracelso - famoso como médico e alquimista, sábio cultor da astrologia - os Paracelsianos, bem como os Hermetistas, os Pictóricos, os Alquimistas e os Gnómicos, grupos de estudos esotéricos, parecem ter desaparecido. Na realidade apenas abandonaram as antigas designações para se integrarem na Ordem Rosacruz. Desde a sua existência, conhecida entre os hebreus, no tempo de Moisés (entre os Essénios), até ao fim do século XIX, a Ordem Rosacruz foi uma associação secreta, por os seus ensinamentos serem tão profundos que rareavam extraordinariamente as pessoas dignas de os receber! Se não foram a sua grande prudência no ministério da Sabedoria dos Rosacruzes, esta teria sido aplicada desonestamente, como acontece com a astrologia e outros ramos do saber oculto, na posse de pessoas sem as qualidades morais e intelectuais necessárias a tão elevados conhecimentos. Durante os séculos XVII e XIX a Ordem Rosacruz reunia grande número de pessoas escolhidas da Europa, e daqui irradiou os seus Ramos de estudo para a América do Norte.

(Francisco Marques Rodrigues, Revista Rosacruz, nº 267, Janº-Marº, 1978)

A FRATERNIDADE ROSACRUZ
No final do século XIX a humanidade apresentava um notável avanço na senda da evolução, pelo que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz (celeste) resolveram abrir as portas dos seus templos de sabedoria ao maior número possível de estudantes da sua filosofia. Porém, os dirigentes da Ordem Rosacruz (terrena) fieis ao princípio estabelecido no Estatuto da Ordem, não acediam às instruções vindas dos seus monitores divinos. Então, para vencerem a cristalização dos princípios estabelecidos desde a mais alta antiguidade, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz (celeste), resolveram criar uma nova organização, aberta a todas as pessoas que sinceramente desejassem receber os seus ensinamentos. Eles ficariam guardando a pureza da doutrina, que só é comunicada quando se reconhece o mérito necessário.

Depois e várias diligências de carácter iniciático foi escolhido Max Heindel, para fundar a nova organização. E foram-lhe conferidos os necessários meios para essa finalidade. E, deste modo, nasceu a Fraternidade Rosacruz, em inglês The Rosicrucian Fellowship, restaurando-se a antiga denominação que havia sido adoptada no século XIII, mas liberta de todos os preconceitos antigos, só interessada em actualizar o método Rosacruz, tornando-o actual, progressivo, de modo a mantê-lo sempre actualizado através dos tempos vindouros, completamente despido de arcaísmos inúteis, pertencentes ao passado.

Foi no decurso do ano de 1909 que Max Heindel, inspirado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz (celeste), deixou a Sociedade Teosófica da América do Norte (onde era vice-presidente de um Ramo) e começou a fazer conferências. Publicou o primeiro livro sobre filosofia Rosacruz, o Conceito Rosacruz do Cosmo, que lhe foi inspirado pelos Irmãos Maiores e fundou The Rosicrucian Fellowship - Fraternidade Rosacruz, que ficou estabelecida no monte sobranceiro à cidade de Oceanside, debruçada sobre o Ocenao Pacífico. A este monte, coroado pelo templo de doze faces, foi dado o nome de Monte da Igreja. Daqui irradiou Max Heindel a sua fecunda e salutar filosofia Rosacruz, que havia de levar a quantos a recebem com sinceridade e pureza de intenções a mais íntima satisfação.

A Fraternidade Rosacruz tem os seus ramos estendidos por todo o mundo e admite no seu seio, gratuita e amorosamente, todos os que solicitam a sua admissão ao estudo das suas disciplinas. Quem entra nesta respeitável organização não fica com encargos de quotas, nem de jóias, nem outros que envolvam dinheiro. Tudo, aqui, se faz gratuitamente, em obediência ao preceito: "dái de graça o que de graça recebeste". Todas as suas despesas são custeadas com as dádivas voluntárias dos seus membros, que o possam e queiram fazer, e pelas daquelas pessoas que, não sendo membros, simpatizam com a Grande Obra e dela recebem, também, calor e protecção.

Tudo quanto é Rosacruz não suporta o negócio nem o dinheiro! Também não se praticam aqui actos que possam induzir os seus membros em erro ou a caírem nos tenebrosos meandros do ocultismo prático. O que procuram os rosacrucianos é emancipar os seus membros de superstições e crendices, que só inferiorizam e enfraquecem. E, por isso, tudo fazem no sentido de ajudar o desenvolvimento harmonioso do ser humano.

(Francisco Marques Rodrigues, Revista Rosacruz, nº 268, Abril-Junº, 1978)

HISTÓRIA RECENTE EM PORTUGAL
Em 21 de Março de 1926, os rosacrucianos dispersos por todo o território nacional, metropolitano, insular e ultramarino, deliberaram apresentar-se publicamente e, entre as decisões tomadas, constava a de editar uma revista, que reunisse parte dos documentos que circulavam internamente entre os membros. E assim nasceu a Revista ROSACRUZ. Na década de 60 as actividades rosacrucianas, mesmo as que envolviam actos de solidariedade social, eram cuidadosamente vigiadas. As obras destinadas à instrução e pesquisa, importadas do estrangeiro, se não vinham registadas desapareciam; se vinham sob registo não nos eram entregues. Quando reclamadas pelos remetentes eram então devolvidas com a declaração, humilhante para o prestígio do país: CIRCULAÇÃO INTERDITA POR CONTER LITERATURA ROSACRUZ.

Os rosacrucianos são encarados com respeito e admiração em todo o mundo, porque a sua actuação é benéfica para a disciplina e harmonia social. Por esse motivo são-lhes concedidas facilidades diversas, de natureza fiscal e outras. Em Portugal, até ao dia 24 de Abril de 1974 os rosacrucianos não se podiam apresentar como tais! No dia 17 de Junho de 1966, pelas 7 horas da manhã, foi a sede da Fraternidade Rosacruz de Portugal, simultaneamente residência do seu Presidente, assaltada por um grupo de treze agentes da PIDE. Revolveram tudo à sua vontade, passando as largas centenas de livros da biblioteca um a um, na ânsia de encontrarem matéria que lhes permitisse efectuar detenções. Terminaram a diligência a altas horas da noite. Levaram originais inéditos, mais de mil e duzentos estudos astrológicos de personalidade de destaque, vítimas de crimes ou doenças graves; livros, revistas, correspondência e até dinheiro! Iniciaram-se imediatamente diligências para obter explicações e a devolução dos documentos subtraídos. O inspector que dirigiu o assalto acabaria por informar que a busca tinha sido motivada por suspeita de reuniões Maçónicas. Ao ser-lhe inquirida a razão de ter despojado a residência pessoal do Presidente de tantos objectos limitou-se a dizer:

- O despacho que recebemos foi para fazer o que se fez. Mas, como os objectos que trouxemos não possuem o menor interesse para esta polícia, vão-lhe ser entregues. Dirijam-se ao subdirector José Sachetti e peçam-lhe a entregas das coisas. Ele ordenará a devolução.

Alguns dias depois regressou o Presidente da Fraternidade Rosacruz, devidamente mandatado, à sede da PIDE. Foi recebido pelo subdirector José Sachetti, que não só recusou a devolução de tudo que mandou subtrair, como proibiu a publicação da Revista ROSACRUZ. E fê-lo com a ameaça de prisão por publicação clandestina. Explicou-se ao subdirector J. Sachetti que a Revista se publicava há 40 anos, estava devidamente registada na Conservatória da Propriedade Literária, Científica e Artística, que nunca tinha sofrido qualquer sanção. E a resposta repetiu a ameaça inicial: "o Presidente da Fraternidade Rosacruz seria preso por publicação clandestina e iria responder no plenário". Depois de cerca de duas horas de explicações, sem nada conseguir, de nada valia argumentar mais. Perante as sucessivas ameaças de prisão, fez-se-lhe apenas um aviso: "Não lhe daríamos esse prazer. Como estamos a perder tempo, se V. Exª nos dá licença, retiramo-nos. Mas não assumimos a responsabilidade pelo que depois se disser no país e no estrangeiro pelos actos cometidos". Insensível J. Sachetti respondeu:

- Sempre se disse mal de Portugal no estrangeiro. Por isso não importa. Se quiserem requerer a entrega das coisas apreendidas podem fazê-lo. Mas, se o requerimento vier às minhas mãos, mando-o somente juntar ao processo.

Dias depois, embora sem esperanças, requereu-se, em forma legal, a devolução de todos os objectos e documentos. Não obtivemos mais do que o silêncio (Alguns livros foram readquiridos, anos mais tarde, em alfarrabistas). Quando o Dr. Marcelo Caetano assumiu a Presidência do Governo, crentes de que iria fazer o regresso do país à liberdade, expuzemos-lhe a situação. Recebemos um ofício da Presidência do Conselho comunicando que a exposição tinha sido enviada do Ministro do Interior, Dr. Gonçalves Rapazote. Dele também nada mais recebemos do que silêncio!

Tanto do auto de declarações que nos levantou o inspector da PIDE Fernando Alves, como no de levantamento de selos, dinheiro e documentos diversos, nas secretárias e noutros móveis que estavam fechados, foi cautelosamente evitada a mais leve referência a livros impressos, manuscritos inéditos, objectos do espólio do Museu, correspondência da Fraternidade Rosacruz, Revista Rosacruz, ou simplesmente Rosacruz, com a "acariciante" promessa de tudo nos ser devolvido, por não ter o menor interesse para a PIDE.

(Francisco Marques Rodrigues, Revista Rosacruz, nº 268, Julº-Setº, 1978)

Descubra mais informação nestes endereços:
Fraternidade Rosacruz - http://www.rosacruz.pt
The Rosicrucian Fellowship -
http://www.rosicrucian.com
The Rosicrucian Order AMORC - http://www.rosicrucian.org

Fonte: Portal Maçônico

Tao Te Ching Verso 33

LAO TSÉ
O Tao Te Ching Verso 33:


A Discriminação

Aquele que conhece os homens é inteligente.

Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.

Aquele que vence os homens é forte.

Aquele que vence a si mesmo é realmente poderoso.

Aquele que está satisfeito com o que tem é rico.

Aquele que age com energia tem vontade firme.

Aquele que não falha nos requisitos da sua posição continua.

Aquele que morre e, todavia, não perece, atinge a imortalidade.

Introdução ao Livro "Blavatsky e a Doutrina Secreta " de Max Heindel

18 de Março de 1901 - 29 de Agosto de 1990

Manly Palmer Hall foi um célebre pensador, conferencista e escritor canadense, que emigrou para os Estados Unidos da América, sendo mundialmente reconhecido por centenas de trabalhos publicados dedicados à religião comparada, filosofia , e tradições esotéricas. Seu mais famoso trabalho é The Secret Teachings of All Ages: An Encyclopedic Outline of Masonic, Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy ( Os Ensinamentos Secretos de Todas as Idades: Um Esboço Enciclopédico Filosófico de Maçonaria, Hermetismo, Caala, e Simbolismo Rosacruz ) publicado em 1928[ aos 27 anos de idade.

Foi honrado com o título de cavaleiro patrono de Masonic Research Group of San Francisco, em 1953, sendo reconhecido pela Jewel Lodge No. 374, San Francisco em 22 de novembro de 1954. Posteriormente recebeu o seu 32 ° no Vale do São Francisco AASR (SJ). Em 1973 (47 anos após escrever The Secret Teachings of All Ages), Hall foi reconhecido como um Maçon 33 º (a maior honra conferida pelo Supremo Conselho do Rito Escocês), em uma cerimônia realizada em 8 de dezembro na Philosophical Research Society .

Nos seus mais de 70 anos de carreira, Hall pronunciou cerca de 8.000 palestras nos Estados Unidos e em outros países, escreveu mais de 150 livros e ensaios, destacando-se Initiates of the Flame ( Os Iniciados da Flama, e The Story of Healing,The Divine Art ( A História da Cura, A Arte Divina), The Lost Keys of Freemasonry (As Chaves Perdidas da Maçonaria) e The Secret Destiny of America ( O Destino Secreto da América) e Masonic Orders of Fraternity, além de inúmeros artigos em revistas.


Introdução ao livro Blavastsky and the Secret Doctrine (Blavatsky e a Doutrina Secreta) , de Max Heindel

Teria sido uma perda real para todos os estudantes de misticismo e metafísica se este pequeno ensaio sobre H.P. Blavastsky e a Doutrina Secreta não chegasse a ser impresso.

Max Heindel, o místico cristão, tributa uma homenagem à madame Blavatsky, a ocultista oriental. Ele vê acima das pequenas diferenças que separam o ocidente do oriente e gratifica-se com a grande sabedoria que floresceu na Ásia, frutificando- se no pensamento do mundo. Grande é a mente que reconhece a grandeza de outras mentes. O tributo de Max Heindel à memória de Blavatsky e seus Mestres é verdadeiramente um belo gesto num mundo em que se torna cada vez mais raro tão gentis impulsos.

Vive-se num código de críticas e condenações com poucas apreciações aos trabalhos dos outros. Seitas e credos constroem muralhas em torno de si, e somente almas heroicas em suas percepções espirituais estão verdadeiramente capacitadas à sobrepor-se a tais imaginárias limitações. Volte seus pensamentos para os livros que você tem lido e note quão raro é algum escritor falar bem de outro. Cada homem, firme em suas próprias opiniões são raramente cortezes com as opiniões dos demais. Há muitos mestres neste mundo que instruem com palavras, porém apenas poucos que instruem com o nobre exemplo de atos generosos.

Em seu tratado de metafísica cristã, The Rosicrucian Cosmo-Concepion (O Conceito Rosacruz do Cosmos), Max Heindel refere-se à madame Blavastky como "uma fiel discípula dos Mestres Orientais" e no mesmo parágrafo ele qualifica a Doutrina Secreta, o grande livro de H.P. Blavatsky como "Um excelente trabalho". Com sua apreciação de profundo valor espiritual, Max Heindel estava eminentemente capacitado para reconhecer o mérito fundamental do trabalho de madame Blavatsky. O místico cristão é aqui revelado como um sincero estudante do ocultismo oriental. Seu sumário da Doutrina Secreta, na última parte deste livro revela um notável conhecimento dos relevantes princípios das monumentais tradições espirituais da Ásia.

Em poucas, breves e simples palavras o Sr. Heindel aborda a cosmogenese, a criação do mundo e a antropogenese, a criação do homem. Ambos, rosacrucianos e teosofistas, de fato, todos os sinceros estudantes de ciências ocultas, farão proveito em considerar este sumário.

O manuscrito do presente livro pode ser provavelmente considerado como a primeira produção literária de Max Heindel. Foi o começo de uma considerável literatura metafísica dedicada à aplicação do idealismo místico aos problemas vitais de uma humanidade sofredora e aflita. Tem sido escrito que "o primeiro será o último". Este pequeno livro constitui o único manuscrito remanescente não publicado de Max Heindel. O manuscrito original consistia das notas de duas conferências pronunciadas na Sociedade Teosófica em Los Angeles. Nos anos que sucederam a preparação destas palestras Max Heindel ampliou grandiosamente seu acervo de conhecimento místico e tem sido reconhecido justamente como o mais famoso mistico cristão da América. Sua admiração e respeito por madame Blavastsky não se alterou, todavia, sendo que até o dia de sua morte física ele sempre se referiu a ela em termos da mais elevada admiração. Foi através dos escritos de Blavastsky que Max Heindel recebeu em sua vida seus primeiros conhecimentos de ciencias ocultas. Ele reconhecia a gratidão como a primeira lei no ocultismo e sua refinada alma preservou até o final de sua existencia terrena um belo espírito de gratidão pela inspiração e instrução obtida na Doutrina Secreta.

Ambos, madame Blavatsky e Max Heindel, dedicaram suas vidas ao serviço pela humanidade. Cada um devotou-se à disseminação do conhecimento espiritual. ambos receberam em troca na maioria dos casos, ingratidão, perseguição e inconpreensão. Ambos sofreram pela falsidade de amigos e aprenderam quão cruel pode ser o mundo para aqueles que se esforçam para educá-lo e impulsioná-lo. Somente o líder de um movimento espiritual pode compreender quão pesada uma responsabilidade de liderança pode se tornar. Madame Blavatsky já havia passado ao mundo invisível antes de Max Heindel iniciar seu ministério. Eles nunca se encontraram no plano físico. Mas Max Heindel veio a compreender a grande ocultista oriental com íntimo conhecimento de causa, através de similar serviço dedicado à elevados ideias. Ele veio a compreendê-la como somente um místico pode. Sua apreciação da lealdade e paciência de Blavatsky foi aprofundada pelas adversidades que ele próprio sofreu.

Ambos H.P. Blavatsky e Max Heindel deram suas vidas num bele serviço pelas necessidades espirituais da raça humana. Ambos se foram precocemente, desgastados por responsabilidades e perseguições. Cada qual legou uma incalculável herança espiritual para as gerações futuras, uma literatura metafísica que sobreviverá as vicissitudes do tempo.

Os verdadeiros propósitos do misticismo são: perpetuar, interpretar e atualizar o idealismo da raça. Os homens tomam a religião como direção, encorajamento e alívio. Buscamos a religião para nos elevarmos vivendo com honestidade as nossas vidas. Reconhecemos existirem grupos de pessoas em várias partes do planêta cultivando valores espirituais, num mundo dominado por manifestações materiais. Buscamos ideais, um propósito digno para nos unir em ação. Desejamos estabelecer neste vale de lágrimas uma estrutura espiritual que nos elevará acima da rotina. Queremos expandir a vida e reconhecemos nossas instituições espirituais como oáses num deserto de materialismo.

A civilização vive a agonia de um grande período de reconstrução. Como nunca se viu na história, os homens estão buscando soluções para iminentes problemas. A incompatibilidade entre a Igreja e o Estado cede à compreensão da demanda de cooperação em favor da humanidade.

Em toda parte do mundo civilizado há homens e mulheres dedicados à interpretação mística da vida. Estes homens e mulheres estão dedicados a um código de ética espiritual que tem como fundamento dois grandes princípios : a paternidade de Deus e a fraternidade dos Homens. Estes estudantes estão na maior parte organizados em vários grupos,grandes e pequenos para o expresso propósito de auto-melhoramento e aperfeiçoamento social. Tais grupos podem ser classificados sob duas ordens: primeiro, aqueles cuja inspiração é fundamentalmente cristã; segundo, aqueles de inspiração fundamentalmente oriental. Mesmos que estes grupos estejam essencialmente divididos, por ênfase, o propósito fundamental que aspiram alcançar é idêntico . como iluminados movimentos espirituais tem como meta e propósito, a regeneração do homem, individual e coletivamente.

Max Heindel foi um pioneiro em cristianismo místico e madame Blavatsky foi uma pioneira em ocultismo oriental. ambos estabeleceram sistemas de pensamento que se propagaram rapidamente através de uma humanidade animicamente faminta. Não legaram apenas suas próprias organizações, mas sementes que plantadas nos corações dos homens tem gerado muitos frutos em várias partes do mundo, onde outras organizações tem sido estabelecidas segundo linhas semelhantes. Há um considerável corpo de místicos e ocultistas na América e seu número é incrementado a cada dia por diligentes homens e mulheres cujos corações e mentes estão aspirando por alguma explanação racional para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade.

Quase todos os estudantes de ciencias ocultas na América conhecem o trabalho que madame Blavastky e Max Heindel estabeleceram. As vidas destes dois fundadores espiritualistas são exemplos da grandeza do esforço espiritual e da mais altruista devoção. Se admiramos estes grandes líderes, desejaremos promover seus trabalhos para a continuidade inteligente de seus ensinamentos através da palavra e da ação. Durante o período da Grande Guerra Mundial, a metafísica perdeu uma grande oportunidade em contribuir de forma efetiva em prol da raça humana, permitindo-se divisões por discrepancias e controvérsias. Organizações que deveriam ter se dedicado a um generoso serviço pela humanidade desperdiçaram suas energias em vãs disputas acerca de temas pessoais de pequena ou nenhuma importância.

Nossa presente crise ( Hall se refere à chamada grande depressão economica de 1929) difere das condições da Grande Guerra Mundial. Todo o mundo civilizado está lutando contra o egoísmo e a corrupção. Uma nova e grande oportunidade está a mão para a aplicação de soluções espirituais aos problemas materiais. É dever de todos os individuos espiritualmente iluminados e de suas organizações esquecer todas as diferenças, sacrificar todas as ambições pessoais, e dedicar-se novamente aos grandes ideais que dizeram nascer tais ordens e sociedades.

Durante o grande "boom", período de expansão imediatamente precedente a presente crise econômica, até as organizações místicas foram infectadas pelo "bacilo" da opulência, ambição pessoal e exploração.Personalid ades eclipsaram princípios e indivíduos e organizações se afastaram das verdades simples que constituem a essencia de uma existência inteligente. Então veio o colapso. Valores materiais comprometeram o promissor desenvolvimento. Ambições provocaram dispersões aos ventos e a raça humana foi confrontada com problemas que somente poderiam ser resolvidos através da restituição dos valores espirituais e da rededicação dos homens e organizações aos princípios do altruismo e da verdade.

Suponha que H.P.Blavatsky, a leoa da Sociedade Teosófica, retornasse dos planos invisíveis demandando contas aos membros da Sociedade que fundou. Quem poderia levantar-se ante ela e dizer honestamente, " amada mestra, temos feito o melhor que podemos; temos seguido com fidelidade a ti e aos mestres pelos quais falaste." Quantos poderiam dizer, " temos sido honestos, bons, justos e impessoais; respondendo fielmente à sabedoria que recebemos; temos propagado a tua mensagem; temos permanecido absolutamente livres, como tu nos orientastes de toda controversia. Quantos poderiam dizer, "aqui está a nossa sociedade tão pura quanto nos deixaste." Poderia os teosofistas proclamar tais palavras ou ficariam cabisbaixos e envergonhados em encarar o grande semblante e os luminosos olhas da primeira e maior teosofista? Poderia madame Blavatsky caminhar através dos corredores de Adyar e voltar-se àqueles que a representaram no século XX e dizer, " bem fizeste bons e fieis servos?" Se não pudessem dizer isso, por que seria? Teriam lembrado seu nome e esquecido o seu trabalho? Seria porque fracos e débeis, homens e mulheres, estariam esquecendo o grandioso bem ao elevarem-se a si mesmos ao poder a partir do enfraquecimento dos ideais? Teosofistas de todo o mundo, dediquem-se novamente ao nobre espírito que esteve presente entre vós, cujos trabalhos constituem a vossa riqueza, cujos ideais constituem o vosso propósito e cujo generoso e desprendido sacrifício vem a ser a pedra angular da vossa organização!

Suponha do mesmo modo, que Max Heindel retornasse aos campos de seu trabalho na Terra e num simples gabardine caminhasse no meio de seus seguidores. Suponha que ele perguntasse: "Irmãos e irmãs, tem vocês cultivado o amor uns aos outros? Eu plantei um roseiral de virtudes; tem vocês o cultivado com dedicação? Meu nome está em seus lábios, porém está meu trabalho também em seus corações? Tem sido verdadeiros uns com os outros? Estão trabalhando com generosidade, impessoalmente? Tem amado tão grandiosamente nosso Pai celeste a ponto de abranger no amor todos os seres humanos? " Como poderiam responder a ele os rosacrucianos? Poderiam dizer, "amado irmão, nossa constante inspiração, temos cumprido o trabalho, que iniciaste, com simpatia e bondade. Entre nós não há orgulho, egoísmo, personalismo, nem pequenas ambições. Aqui está a Fraternidade que tu nos confiaste com cuidado, tão pura, tão formosa e tão unida em santo propósito como tu te esforçaste que fosse. Não observamos títulos que distinguem ou discriminam. Não estamos unidos por coisas insignificantes, mas por grandes coisas. Nestes quinze anos, desde que você foi chamado à vida superior temos procurado realizar o trabalho que você iniciou. Somos como você desejou: homens e mulheres desprovidos de todo engano." Seriam verdadeiras estas palavras? Se não, por que não seriam verdadeiras? É o homem tão débil para empreender um bom trabalho? É sua pequenês tão grande e sua grandeza tão pequena?

Se aspiramos sentir o chamado de nossos líderes poderemos retomá-los novamente e reconhecer que temos falhado com eles. Vamos então novamente rededicar-nos à eles. Que o espírito de H.P. Blavatsky possa renascer no coração de cada teosofista e que o espírito de Max Heindel vibre novamente no coração de cada estudante rosacruz. Quando chegar esse tempo e ele pode chegar, os místicos e os ocultistas do mundo inteiro poderão estreitar suas mãos ultrapassando o abismo de suas diferenças e unidos em propósito, se tornarão soldados da reconstrução espiritual marchando como os antigos profetas na vanguarda do progresso.

MANLY P. HALL

Em 1933

Breve Simbolismo de um Templo Rosacruz, AMORC


O interior de um Templo Rosacruz, a réplica do corpo físico do homem, do mundo, e do próprio Universo; o material e o imaterial - com a suas quatro estações representando os quatro esteios do mundo e também os pontos cardeais .

Como todo templo Iniciático, um lugar de trabalho, reverência e adoração.

O Leste é o primeiro ponto do horizonte, o lugar ocupado pelo mestre e de onde provém a Luz Maior. De lá se irradia a Glória de Deus, e de onde todos os irmãos e irmãs buscam a iluminação.

A Estação Sul, à direita (na foto), é ocupada pelo oficial que representa Deus no seu Templo, o lugar onde simbolicamente brilha a Luz na sua máxima intensidade. De lá partem as preces e sagradas bênçãos do Serviço Rosacruz, por Deus e pelo Homem.

A estação Oeste (não visível na foto), é onde o sol da vida lentamente se abandona ao término da sua jornada, o local onde a oficial ritualístico que o ocupa simboliza a Mãe da Loja - a mãe espiritual de todos os membros da Fraternidade.

À esquerda, situa-se a estação Norte onde o Sol não lança a sua luz. É, simbolicamente, um lugar das trevas por onde penetram os neófitos em busca da Iniciação.

Ao centro, vemos o Quinto Ponto da Loja, o lugar onde todas as linhas se cruzam, o altar triangular denominado Shekinah (a Rosa da Cruz), onde brilham as três chamas, sempre mantidas acesas pelas vestais do Templo, e que maravilhosamente simbolizam as pontas do Sagrado Triângulo Rosacruz - LUZ, VIDA e AMOR.

O DESEQUILÍBRIO DOS ELEMENTOS

Imagem: Photobucket - Diedradi


*ELEMENTO FOGO*

-TER POUCO DESSE ELEMENTO. Quando há pouca ênfase nos signos de FOGO, há um esmorecer perante a vida. Falta de ânimo, queda de pressão constante, pessimismo, preguiça, sonolência, completa falta de disposição para iniciar algo ou enfrentar as exigências da vida.

*PARA ESTIMULAR ESTA FALTA deve-se estimular a circulação, exercícios físicos como caminhar acelerando o passo, nadar, esgrima, ginástica rítmica , receber massagens estéticas e estimulantes, enfim exercícios que o ocupem mentalmente, com estilo e destaque pessoal. A competição e o exercício vigoroso não são recomendáveis por serem desestimulantes e assim poderão esgotar a pouca energia presente.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE FOGO poderá levar a consumação de si próprio. A energia é tal que sempre haverá a ânsia de se fazer algo que não se sabe exatamente o que é, pois tudo é menor, gerando insatisfação, inquietação e exagerada preocupação para que algo aconteça com sentido global. Desejo de agir diretamente, sem tato ou sem uma prévia reflexão, abordando as pessoas de forma insensível.

**PARA COMPENSAR ESSE EXCESSO a esses indivíduos é recomendável exercícios físicos vigorosos para se queimar energia. Uma alimentação sem condimentos e sem pimenta. Diminuir a carne vermelha e o sal e se possível ser vegetariano. Conviver com a disciplina, para segurar seus impulsos desenfreados.

*ELEMENTO TERRA*

- TER POUCO DESSE ELEMENTO. Aqueles que tem pouca ênfase no elemento TERRA não estão em boa sintonia com o mundo físico ,com a matéria, o corpo , suas exigências e seqüelas. Essa falta de sintonia com a base sólida da vida, pode levar a pessoa a se sentir totalmente deslocada do mundo, sem firmeza em seus esforços para se expressar. Torna-se difícil encontrar um trabalho que a satisfaça, um lugar que a complete, uma casa que lhe de segurança. Vaga pelo mundo da ilusão, as necessidades tornam-se secundárias, esquecendo-se de comer, descansar e produzir.

*PARA ESTIMULAR ESSA FALTA deve-se estabelecer horários, conscientizar-se das limitações físicas, cultivar a diplomacia e a simpatia para produzir com a ajuda dos outros. Fazer regularmente massagens pois proporcionam estímulo físico que lhes falta. O corpo assim poderá revigorar sua própria matéria, trazendo maior bem estar.
Exercícios de expressão corporal, tato, dança de salão e contatos físicos são recomendáveis. A localização de Saturno poderá ajudar o trabalho.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE TERRA traz a tona sobrecarga de afazeres e responsabilidades. Costuma confiar demais nas coisas como parecem ser, e em si mesmo, para a execução de tudo. Pouca amplidão de visão. Uma preocupação excessiva em realizar e obter resultados imediatos. A impressão de sempre ter algo que só ele próprio, sabe e pode fazer.
Na maioria dos casos, há uma demonstração notável de força e eficiência, pois dirige suas energias para um trabalho específico que o desafia.No mundo do trabalho,as realizações e questões relativamente práticas, muitas vezes tendem a dominar a vida de tais indivíduos, colocando em ameaça todo seu senso de valor próprio, na ocorrência de algum imprevisto e alteração de esquema.

**PARA ESTIMULAR ESSE EXCESSO se faz necessário o exercício da diplomacia, como delegar tarefas, mesmo que simples, por puro treino de comando, comparecer em festividades familiares e escolares do filho. Pequenas coisas assim, podem parecer uma perda de tempo, mas é importante procurar se dar essa "perda", pelo menos uma vez por ano. Ter uma leitura regular e criar o hábito de reservar a si próprio momentos pessoais como relaxamento, compras...tarefas aparentemente bobas, que trarão a esses indivíduos com excesso de carga de produção e obrigações, a abertura para receber, para deixar os acontecimentos ocorrerem, e se darem chance de ver, que existem outras opções e caminhos. Nem tudo depende por que ele fez e ou por que tem que realizar.
Observar Netuno e Júpiter.

*ELEMENTO AR*

- TER POUCO DESSE ELEMENTO. São aqueles que dificilmente se desligam de suas ações pessoais. Carregam o fardo de envolvimentos pesados, sem medir conseqüências na cooperação, por parte dos outros e de si mesmo, gerando insatisfações, cobranças e exigências. O elemento Ar é uma qualidade unificadora que facilita o ajustamento a novas idéias e a círculos sociais. Aqueles a quem falta essa qualidade, têm dificuldade para avaliar sua própria perspectiva numa relação ou num ponto de vista objetivo. Falta-lhes leveza e superficialidade.

*PARA se ESTIMULAR ESTA FALTA aconselha-se ter um grande número de conhecidos, ao invés de esperar pelo grande amigo. Deve manter-se afastado de envolvimentos como intermediário,porta voz de relacionamentos próximos familiares ou não, pois o resultado se transformará em necessidades e responsabilidade.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE AR acarreta demais inconseqüências e irresponsabilidade com qualquer compromisso. Tudo passa a ser chato, e a única atração é a novidade. É o amador profissional, que entende de tudo, sem aprofundar-se em nada. Isso poderá trazer um desapontamento que se dirigirá a outros, nunca a si próprio. A mente poderá fugir da realidade, vagar no abstrato, na utopia.

**PARA COMPENSAR ESTE EXCESSO é aconselhável associar-se a uma grande firma ou empresa, e assim fazer parte de um todo. Procurar fazer exercícios físicos com maior perspectiva mental , línguas estrangeiras, interessar-se por meios de comunicação, seja falada, escrita, computadorizada ou de movimento, podendo vir a tornar-se um vitorioso no assunto. Já que possui uma energia nervosa prestes a esgotar-se (uma vez que a usa demais), deverá empregá-la junto ao físico. Dirigir automóveis com uma certa freqüência, preocupar-se com coisas leves como decoração, confecção, moda, educação, ou seja, ASSUMIR esse lado da vida. Evitar comprometer-se como autônomo.

*ELEMENTO ÁGUA*

- TER POUCO DESSE ELEMENTO. traz a dificuldade de envolver-se emocionalmente. Poderá haver um equilíbrio, se por sorte, a pessoa unir-se a alguém sensato e racional, senão, os defeitos do outro, ou mesmo a insanidade, passarão despercebidos. Falta-lhes o conhecimento intuitivo, o reconhecimento de seus próprios anseios, dons, dúvidas e dissabores, para poder libertá-los. O ELEMENTO ÁGUA é a energia que limpa, cura, purifica e rega. Àquele a quem falta isso, poderá envenenar-se lentamente, tornando-se por demais calculista, como uma pedra, e assim ser usado, por todos que precisarem de uma. Pensa que usa os demais, mas na verdade, é usado para tudo e todos.

*PARA SE COMPENSAR ESSA FALTA aconselha-se a tal pessoa, beber bastante líquido, tomar muita água, praticar natação, ter aquário em casa. Aproveitar essa deficiência para trabalhar ou ser voluntária e útil em hospitais, casas de abrigo'a pessoas carentes, que necessitam de ajuda humana. Como já possui aptidões natas de comando e de realizações, exercite-as para o bem, deixe-se envolver por pessoas que reconheçam os seus valores.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE ÁGUA poderá acarretar conflitos existenciais, a pessoa tornar-se perdida pela incompreensão. Na verdade o excesso de água traz muita sensibilidade,gerando dificuldade para lidar com o lado pratico e objeto da vida. Exigente com os que o cercam e que não o compreendem, torna-se um sofredor. Tudo parece ser feito para desagradar ou ferir seus sentimentos. São pessoas difíceis de satisfazer, possuem necessidades emocionais enormes, que poderão levá-las a extremos. Tais pessoas sonham com o impossível, com o irreal, apesar de belo.

**PARA COMPENSAR ESSE EXCESSO que envolve extrema sensibilidade, é recomendável que se trabalhe com a arte, com a criatividade, com a alegria, em contato com coisas belas, com a música, o teatro, o convívio social em sociedades organizadas, sólidas e pacíficas. Deve-se evitar terminantemente o contato com sofrimento e a convivência com pessoas que não possuem vínculos familiares ou moral reconhecida. Isso por que sendo demais envolvente, poderá transformar-se em presa fácil de drogas ou carregar karmas que não são seus. Portanto é necessário conscientizar-se das próprias fraquezas e não querer mudar o mundo, e nem viver no seu mundo , alheio a realidade. Pessoas com excesso de ÁGUA deverão procurar a vida saudável do mundo, a arte, a convivência social e o amor fraterno.

Texto Extraído do Livro "A Era de Aquário" de Regina Braga Nascimento