terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Introdução ao Livro "Blavatsky e a Doutrina Secreta " de Max Heindel

18 de Março de 1901 - 29 de Agosto de 1990

Manly Palmer Hall foi um célebre pensador, conferencista e escritor canadense, que emigrou para os Estados Unidos da América, sendo mundialmente reconhecido por centenas de trabalhos publicados dedicados à religião comparada, filosofia , e tradições esotéricas. Seu mais famoso trabalho é The Secret Teachings of All Ages: An Encyclopedic Outline of Masonic, Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy ( Os Ensinamentos Secretos de Todas as Idades: Um Esboço Enciclopédico Filosófico de Maçonaria, Hermetismo, Caala, e Simbolismo Rosacruz ) publicado em 1928[ aos 27 anos de idade.

Foi honrado com o título de cavaleiro patrono de Masonic Research Group of San Francisco, em 1953, sendo reconhecido pela Jewel Lodge No. 374, San Francisco em 22 de novembro de 1954. Posteriormente recebeu o seu 32 ° no Vale do São Francisco AASR (SJ). Em 1973 (47 anos após escrever The Secret Teachings of All Ages), Hall foi reconhecido como um Maçon 33 º (a maior honra conferida pelo Supremo Conselho do Rito Escocês), em uma cerimônia realizada em 8 de dezembro na Philosophical Research Society .

Nos seus mais de 70 anos de carreira, Hall pronunciou cerca de 8.000 palestras nos Estados Unidos e em outros países, escreveu mais de 150 livros e ensaios, destacando-se Initiates of the Flame ( Os Iniciados da Flama, e The Story of Healing,The Divine Art ( A História da Cura, A Arte Divina), The Lost Keys of Freemasonry (As Chaves Perdidas da Maçonaria) e The Secret Destiny of America ( O Destino Secreto da América) e Masonic Orders of Fraternity, além de inúmeros artigos em revistas.


Introdução ao livro Blavastsky and the Secret Doctrine (Blavatsky e a Doutrina Secreta) , de Max Heindel

Teria sido uma perda real para todos os estudantes de misticismo e metafísica se este pequeno ensaio sobre H.P. Blavastsky e a Doutrina Secreta não chegasse a ser impresso.

Max Heindel, o místico cristão, tributa uma homenagem à madame Blavatsky, a ocultista oriental. Ele vê acima das pequenas diferenças que separam o ocidente do oriente e gratifica-se com a grande sabedoria que floresceu na Ásia, frutificando- se no pensamento do mundo. Grande é a mente que reconhece a grandeza de outras mentes. O tributo de Max Heindel à memória de Blavatsky e seus Mestres é verdadeiramente um belo gesto num mundo em que se torna cada vez mais raro tão gentis impulsos.

Vive-se num código de críticas e condenações com poucas apreciações aos trabalhos dos outros. Seitas e credos constroem muralhas em torno de si, e somente almas heroicas em suas percepções espirituais estão verdadeiramente capacitadas à sobrepor-se a tais imaginárias limitações. Volte seus pensamentos para os livros que você tem lido e note quão raro é algum escritor falar bem de outro. Cada homem, firme em suas próprias opiniões são raramente cortezes com as opiniões dos demais. Há muitos mestres neste mundo que instruem com palavras, porém apenas poucos que instruem com o nobre exemplo de atos generosos.

Em seu tratado de metafísica cristã, The Rosicrucian Cosmo-Concepion (O Conceito Rosacruz do Cosmos), Max Heindel refere-se à madame Blavastky como "uma fiel discípula dos Mestres Orientais" e no mesmo parágrafo ele qualifica a Doutrina Secreta, o grande livro de H.P. Blavatsky como "Um excelente trabalho". Com sua apreciação de profundo valor espiritual, Max Heindel estava eminentemente capacitado para reconhecer o mérito fundamental do trabalho de madame Blavatsky. O místico cristão é aqui revelado como um sincero estudante do ocultismo oriental. Seu sumário da Doutrina Secreta, na última parte deste livro revela um notável conhecimento dos relevantes princípios das monumentais tradições espirituais da Ásia.

Em poucas, breves e simples palavras o Sr. Heindel aborda a cosmogenese, a criação do mundo e a antropogenese, a criação do homem. Ambos, rosacrucianos e teosofistas, de fato, todos os sinceros estudantes de ciências ocultas, farão proveito em considerar este sumário.

O manuscrito do presente livro pode ser provavelmente considerado como a primeira produção literária de Max Heindel. Foi o começo de uma considerável literatura metafísica dedicada à aplicação do idealismo místico aos problemas vitais de uma humanidade sofredora e aflita. Tem sido escrito que "o primeiro será o último". Este pequeno livro constitui o único manuscrito remanescente não publicado de Max Heindel. O manuscrito original consistia das notas de duas conferências pronunciadas na Sociedade Teosófica em Los Angeles. Nos anos que sucederam a preparação destas palestras Max Heindel ampliou grandiosamente seu acervo de conhecimento místico e tem sido reconhecido justamente como o mais famoso mistico cristão da América. Sua admiração e respeito por madame Blavastsky não se alterou, todavia, sendo que até o dia de sua morte física ele sempre se referiu a ela em termos da mais elevada admiração. Foi através dos escritos de Blavastsky que Max Heindel recebeu em sua vida seus primeiros conhecimentos de ciencias ocultas. Ele reconhecia a gratidão como a primeira lei no ocultismo e sua refinada alma preservou até o final de sua existencia terrena um belo espírito de gratidão pela inspiração e instrução obtida na Doutrina Secreta.

Ambos, madame Blavatsky e Max Heindel, dedicaram suas vidas ao serviço pela humanidade. Cada um devotou-se à disseminação do conhecimento espiritual. ambos receberam em troca na maioria dos casos, ingratidão, perseguição e inconpreensão. Ambos sofreram pela falsidade de amigos e aprenderam quão cruel pode ser o mundo para aqueles que se esforçam para educá-lo e impulsioná-lo. Somente o líder de um movimento espiritual pode compreender quão pesada uma responsabilidade de liderança pode se tornar. Madame Blavatsky já havia passado ao mundo invisível antes de Max Heindel iniciar seu ministério. Eles nunca se encontraram no plano físico. Mas Max Heindel veio a compreender a grande ocultista oriental com íntimo conhecimento de causa, através de similar serviço dedicado à elevados ideias. Ele veio a compreendê-la como somente um místico pode. Sua apreciação da lealdade e paciência de Blavatsky foi aprofundada pelas adversidades que ele próprio sofreu.

Ambos H.P. Blavatsky e Max Heindel deram suas vidas num bele serviço pelas necessidades espirituais da raça humana. Ambos se foram precocemente, desgastados por responsabilidades e perseguições. Cada qual legou uma incalculável herança espiritual para as gerações futuras, uma literatura metafísica que sobreviverá as vicissitudes do tempo.

Os verdadeiros propósitos do misticismo são: perpetuar, interpretar e atualizar o idealismo da raça. Os homens tomam a religião como direção, encorajamento e alívio. Buscamos a religião para nos elevarmos vivendo com honestidade as nossas vidas. Reconhecemos existirem grupos de pessoas em várias partes do planêta cultivando valores espirituais, num mundo dominado por manifestações materiais. Buscamos ideais, um propósito digno para nos unir em ação. Desejamos estabelecer neste vale de lágrimas uma estrutura espiritual que nos elevará acima da rotina. Queremos expandir a vida e reconhecemos nossas instituições espirituais como oáses num deserto de materialismo.

A civilização vive a agonia de um grande período de reconstrução. Como nunca se viu na história, os homens estão buscando soluções para iminentes problemas. A incompatibilidade entre a Igreja e o Estado cede à compreensão da demanda de cooperação em favor da humanidade.

Em toda parte do mundo civilizado há homens e mulheres dedicados à interpretação mística da vida. Estes homens e mulheres estão dedicados a um código de ética espiritual que tem como fundamento dois grandes princípios : a paternidade de Deus e a fraternidade dos Homens. Estes estudantes estão na maior parte organizados em vários grupos,grandes e pequenos para o expresso propósito de auto-melhoramento e aperfeiçoamento social. Tais grupos podem ser classificados sob duas ordens: primeiro, aqueles cuja inspiração é fundamentalmente cristã; segundo, aqueles de inspiração fundamentalmente oriental. Mesmos que estes grupos estejam essencialmente divididos, por ênfase, o propósito fundamental que aspiram alcançar é idêntico . como iluminados movimentos espirituais tem como meta e propósito, a regeneração do homem, individual e coletivamente.

Max Heindel foi um pioneiro em cristianismo místico e madame Blavatsky foi uma pioneira em ocultismo oriental. ambos estabeleceram sistemas de pensamento que se propagaram rapidamente através de uma humanidade animicamente faminta. Não legaram apenas suas próprias organizações, mas sementes que plantadas nos corações dos homens tem gerado muitos frutos em várias partes do mundo, onde outras organizações tem sido estabelecidas segundo linhas semelhantes. Há um considerável corpo de místicos e ocultistas na América e seu número é incrementado a cada dia por diligentes homens e mulheres cujos corações e mentes estão aspirando por alguma explanação racional para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade.

Quase todos os estudantes de ciencias ocultas na América conhecem o trabalho que madame Blavastky e Max Heindel estabeleceram. As vidas destes dois fundadores espiritualistas são exemplos da grandeza do esforço espiritual e da mais altruista devoção. Se admiramos estes grandes líderes, desejaremos promover seus trabalhos para a continuidade inteligente de seus ensinamentos através da palavra e da ação. Durante o período da Grande Guerra Mundial, a metafísica perdeu uma grande oportunidade em contribuir de forma efetiva em prol da raça humana, permitindo-se divisões por discrepancias e controvérsias. Organizações que deveriam ter se dedicado a um generoso serviço pela humanidade desperdiçaram suas energias em vãs disputas acerca de temas pessoais de pequena ou nenhuma importância.

Nossa presente crise ( Hall se refere à chamada grande depressão economica de 1929) difere das condições da Grande Guerra Mundial. Todo o mundo civilizado está lutando contra o egoísmo e a corrupção. Uma nova e grande oportunidade está a mão para a aplicação de soluções espirituais aos problemas materiais. É dever de todos os individuos espiritualmente iluminados e de suas organizações esquecer todas as diferenças, sacrificar todas as ambições pessoais, e dedicar-se novamente aos grandes ideais que dizeram nascer tais ordens e sociedades.

Durante o grande "boom", período de expansão imediatamente precedente a presente crise econômica, até as organizações místicas foram infectadas pelo "bacilo" da opulência, ambição pessoal e exploração.Personalid ades eclipsaram princípios e indivíduos e organizações se afastaram das verdades simples que constituem a essencia de uma existência inteligente. Então veio o colapso. Valores materiais comprometeram o promissor desenvolvimento. Ambições provocaram dispersões aos ventos e a raça humana foi confrontada com problemas que somente poderiam ser resolvidos através da restituição dos valores espirituais e da rededicação dos homens e organizações aos princípios do altruismo e da verdade.

Suponha que H.P.Blavatsky, a leoa da Sociedade Teosófica, retornasse dos planos invisíveis demandando contas aos membros da Sociedade que fundou. Quem poderia levantar-se ante ela e dizer honestamente, " amada mestra, temos feito o melhor que podemos; temos seguido com fidelidade a ti e aos mestres pelos quais falaste." Quantos poderiam dizer, " temos sido honestos, bons, justos e impessoais; respondendo fielmente à sabedoria que recebemos; temos propagado a tua mensagem; temos permanecido absolutamente livres, como tu nos orientastes de toda controversia. Quantos poderiam dizer, "aqui está a nossa sociedade tão pura quanto nos deixaste." Poderia os teosofistas proclamar tais palavras ou ficariam cabisbaixos e envergonhados em encarar o grande semblante e os luminosos olhas da primeira e maior teosofista? Poderia madame Blavatsky caminhar através dos corredores de Adyar e voltar-se àqueles que a representaram no século XX e dizer, " bem fizeste bons e fieis servos?" Se não pudessem dizer isso, por que seria? Teriam lembrado seu nome e esquecido o seu trabalho? Seria porque fracos e débeis, homens e mulheres, estariam esquecendo o grandioso bem ao elevarem-se a si mesmos ao poder a partir do enfraquecimento dos ideais? Teosofistas de todo o mundo, dediquem-se novamente ao nobre espírito que esteve presente entre vós, cujos trabalhos constituem a vossa riqueza, cujos ideais constituem o vosso propósito e cujo generoso e desprendido sacrifício vem a ser a pedra angular da vossa organização!

Suponha do mesmo modo, que Max Heindel retornasse aos campos de seu trabalho na Terra e num simples gabardine caminhasse no meio de seus seguidores. Suponha que ele perguntasse: "Irmãos e irmãs, tem vocês cultivado o amor uns aos outros? Eu plantei um roseiral de virtudes; tem vocês o cultivado com dedicação? Meu nome está em seus lábios, porém está meu trabalho também em seus corações? Tem sido verdadeiros uns com os outros? Estão trabalhando com generosidade, impessoalmente? Tem amado tão grandiosamente nosso Pai celeste a ponto de abranger no amor todos os seres humanos? " Como poderiam responder a ele os rosacrucianos? Poderiam dizer, "amado irmão, nossa constante inspiração, temos cumprido o trabalho, que iniciaste, com simpatia e bondade. Entre nós não há orgulho, egoísmo, personalismo, nem pequenas ambições. Aqui está a Fraternidade que tu nos confiaste com cuidado, tão pura, tão formosa e tão unida em santo propósito como tu te esforçaste que fosse. Não observamos títulos que distinguem ou discriminam. Não estamos unidos por coisas insignificantes, mas por grandes coisas. Nestes quinze anos, desde que você foi chamado à vida superior temos procurado realizar o trabalho que você iniciou. Somos como você desejou: homens e mulheres desprovidos de todo engano." Seriam verdadeiras estas palavras? Se não, por que não seriam verdadeiras? É o homem tão débil para empreender um bom trabalho? É sua pequenês tão grande e sua grandeza tão pequena?

Se aspiramos sentir o chamado de nossos líderes poderemos retomá-los novamente e reconhecer que temos falhado com eles. Vamos então novamente rededicar-nos à eles. Que o espírito de H.P. Blavatsky possa renascer no coração de cada teosofista e que o espírito de Max Heindel vibre novamente no coração de cada estudante rosacruz. Quando chegar esse tempo e ele pode chegar, os místicos e os ocultistas do mundo inteiro poderão estreitar suas mãos ultrapassando o abismo de suas diferenças e unidos em propósito, se tornarão soldados da reconstrução espiritual marchando como os antigos profetas na vanguarda do progresso.

MANLY P. HALL

Em 1933

Breve Simbolismo de um Templo Rosacruz, AMORC


O interior de um Templo Rosacruz, a réplica do corpo físico do homem, do mundo, e do próprio Universo; o material e o imaterial - com a suas quatro estações representando os quatro esteios do mundo e também os pontos cardeais .

Como todo templo Iniciático, um lugar de trabalho, reverência e adoração.

O Leste é o primeiro ponto do horizonte, o lugar ocupado pelo mestre e de onde provém a Luz Maior. De lá se irradia a Glória de Deus, e de onde todos os irmãos e irmãs buscam a iluminação.

A Estação Sul, à direita (na foto), é ocupada pelo oficial que representa Deus no seu Templo, o lugar onde simbolicamente brilha a Luz na sua máxima intensidade. De lá partem as preces e sagradas bênçãos do Serviço Rosacruz, por Deus e pelo Homem.

A estação Oeste (não visível na foto), é onde o sol da vida lentamente se abandona ao término da sua jornada, o local onde a oficial ritualístico que o ocupa simboliza a Mãe da Loja - a mãe espiritual de todos os membros da Fraternidade.

À esquerda, situa-se a estação Norte onde o Sol não lança a sua luz. É, simbolicamente, um lugar das trevas por onde penetram os neófitos em busca da Iniciação.

Ao centro, vemos o Quinto Ponto da Loja, o lugar onde todas as linhas se cruzam, o altar triangular denominado Shekinah (a Rosa da Cruz), onde brilham as três chamas, sempre mantidas acesas pelas vestais do Templo, e que maravilhosamente simbolizam as pontas do Sagrado Triângulo Rosacruz - LUZ, VIDA e AMOR.

O DESEQUILÍBRIO DOS ELEMENTOS

Imagem: Photobucket - Diedradi


*ELEMENTO FOGO*

-TER POUCO DESSE ELEMENTO. Quando há pouca ênfase nos signos de FOGO, há um esmorecer perante a vida. Falta de ânimo, queda de pressão constante, pessimismo, preguiça, sonolência, completa falta de disposição para iniciar algo ou enfrentar as exigências da vida.

*PARA ESTIMULAR ESTA FALTA deve-se estimular a circulação, exercícios físicos como caminhar acelerando o passo, nadar, esgrima, ginástica rítmica , receber massagens estéticas e estimulantes, enfim exercícios que o ocupem mentalmente, com estilo e destaque pessoal. A competição e o exercício vigoroso não são recomendáveis por serem desestimulantes e assim poderão esgotar a pouca energia presente.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE FOGO poderá levar a consumação de si próprio. A energia é tal que sempre haverá a ânsia de se fazer algo que não se sabe exatamente o que é, pois tudo é menor, gerando insatisfação, inquietação e exagerada preocupação para que algo aconteça com sentido global. Desejo de agir diretamente, sem tato ou sem uma prévia reflexão, abordando as pessoas de forma insensível.

**PARA COMPENSAR ESSE EXCESSO a esses indivíduos é recomendável exercícios físicos vigorosos para se queimar energia. Uma alimentação sem condimentos e sem pimenta. Diminuir a carne vermelha e o sal e se possível ser vegetariano. Conviver com a disciplina, para segurar seus impulsos desenfreados.

*ELEMENTO TERRA*

- TER POUCO DESSE ELEMENTO. Aqueles que tem pouca ênfase no elemento TERRA não estão em boa sintonia com o mundo físico ,com a matéria, o corpo , suas exigências e seqüelas. Essa falta de sintonia com a base sólida da vida, pode levar a pessoa a se sentir totalmente deslocada do mundo, sem firmeza em seus esforços para se expressar. Torna-se difícil encontrar um trabalho que a satisfaça, um lugar que a complete, uma casa que lhe de segurança. Vaga pelo mundo da ilusão, as necessidades tornam-se secundárias, esquecendo-se de comer, descansar e produzir.

*PARA ESTIMULAR ESSA FALTA deve-se estabelecer horários, conscientizar-se das limitações físicas, cultivar a diplomacia e a simpatia para produzir com a ajuda dos outros. Fazer regularmente massagens pois proporcionam estímulo físico que lhes falta. O corpo assim poderá revigorar sua própria matéria, trazendo maior bem estar.
Exercícios de expressão corporal, tato, dança de salão e contatos físicos são recomendáveis. A localização de Saturno poderá ajudar o trabalho.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE TERRA traz a tona sobrecarga de afazeres e responsabilidades. Costuma confiar demais nas coisas como parecem ser, e em si mesmo, para a execução de tudo. Pouca amplidão de visão. Uma preocupação excessiva em realizar e obter resultados imediatos. A impressão de sempre ter algo que só ele próprio, sabe e pode fazer.
Na maioria dos casos, há uma demonstração notável de força e eficiência, pois dirige suas energias para um trabalho específico que o desafia.No mundo do trabalho,as realizações e questões relativamente práticas, muitas vezes tendem a dominar a vida de tais indivíduos, colocando em ameaça todo seu senso de valor próprio, na ocorrência de algum imprevisto e alteração de esquema.

**PARA ESTIMULAR ESSE EXCESSO se faz necessário o exercício da diplomacia, como delegar tarefas, mesmo que simples, por puro treino de comando, comparecer em festividades familiares e escolares do filho. Pequenas coisas assim, podem parecer uma perda de tempo, mas é importante procurar se dar essa "perda", pelo menos uma vez por ano. Ter uma leitura regular e criar o hábito de reservar a si próprio momentos pessoais como relaxamento, compras...tarefas aparentemente bobas, que trarão a esses indivíduos com excesso de carga de produção e obrigações, a abertura para receber, para deixar os acontecimentos ocorrerem, e se darem chance de ver, que existem outras opções e caminhos. Nem tudo depende por que ele fez e ou por que tem que realizar.
Observar Netuno e Júpiter.

*ELEMENTO AR*

- TER POUCO DESSE ELEMENTO. São aqueles que dificilmente se desligam de suas ações pessoais. Carregam o fardo de envolvimentos pesados, sem medir conseqüências na cooperação, por parte dos outros e de si mesmo, gerando insatisfações, cobranças e exigências. O elemento Ar é uma qualidade unificadora que facilita o ajustamento a novas idéias e a círculos sociais. Aqueles a quem falta essa qualidade, têm dificuldade para avaliar sua própria perspectiva numa relação ou num ponto de vista objetivo. Falta-lhes leveza e superficialidade.

*PARA se ESTIMULAR ESTA FALTA aconselha-se ter um grande número de conhecidos, ao invés de esperar pelo grande amigo. Deve manter-se afastado de envolvimentos como intermediário,porta voz de relacionamentos próximos familiares ou não, pois o resultado se transformará em necessidades e responsabilidade.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE AR acarreta demais inconseqüências e irresponsabilidade com qualquer compromisso. Tudo passa a ser chato, e a única atração é a novidade. É o amador profissional, que entende de tudo, sem aprofundar-se em nada. Isso poderá trazer um desapontamento que se dirigirá a outros, nunca a si próprio. A mente poderá fugir da realidade, vagar no abstrato, na utopia.

**PARA COMPENSAR ESTE EXCESSO é aconselhável associar-se a uma grande firma ou empresa, e assim fazer parte de um todo. Procurar fazer exercícios físicos com maior perspectiva mental , línguas estrangeiras, interessar-se por meios de comunicação, seja falada, escrita, computadorizada ou de movimento, podendo vir a tornar-se um vitorioso no assunto. Já que possui uma energia nervosa prestes a esgotar-se (uma vez que a usa demais), deverá empregá-la junto ao físico. Dirigir automóveis com uma certa freqüência, preocupar-se com coisas leves como decoração, confecção, moda, educação, ou seja, ASSUMIR esse lado da vida. Evitar comprometer-se como autônomo.

*ELEMENTO ÁGUA*

- TER POUCO DESSE ELEMENTO. traz a dificuldade de envolver-se emocionalmente. Poderá haver um equilíbrio, se por sorte, a pessoa unir-se a alguém sensato e racional, senão, os defeitos do outro, ou mesmo a insanidade, passarão despercebidos. Falta-lhes o conhecimento intuitivo, o reconhecimento de seus próprios anseios, dons, dúvidas e dissabores, para poder libertá-los. O ELEMENTO ÁGUA é a energia que limpa, cura, purifica e rega. Àquele a quem falta isso, poderá envenenar-se lentamente, tornando-se por demais calculista, como uma pedra, e assim ser usado, por todos que precisarem de uma. Pensa que usa os demais, mas na verdade, é usado para tudo e todos.

*PARA SE COMPENSAR ESSA FALTA aconselha-se a tal pessoa, beber bastante líquido, tomar muita água, praticar natação, ter aquário em casa. Aproveitar essa deficiência para trabalhar ou ser voluntária e útil em hospitais, casas de abrigo'a pessoas carentes, que necessitam de ajuda humana. Como já possui aptidões natas de comando e de realizações, exercite-as para o bem, deixe-se envolver por pessoas que reconheçam os seus valores.

**A ÊNFASE EXAGERADA DE ÁGUA poderá acarretar conflitos existenciais, a pessoa tornar-se perdida pela incompreensão. Na verdade o excesso de água traz muita sensibilidade,gerando dificuldade para lidar com o lado pratico e objeto da vida. Exigente com os que o cercam e que não o compreendem, torna-se um sofredor. Tudo parece ser feito para desagradar ou ferir seus sentimentos. São pessoas difíceis de satisfazer, possuem necessidades emocionais enormes, que poderão levá-las a extremos. Tais pessoas sonham com o impossível, com o irreal, apesar de belo.

**PARA COMPENSAR ESSE EXCESSO que envolve extrema sensibilidade, é recomendável que se trabalhe com a arte, com a criatividade, com a alegria, em contato com coisas belas, com a música, o teatro, o convívio social em sociedades organizadas, sólidas e pacíficas. Deve-se evitar terminantemente o contato com sofrimento e a convivência com pessoas que não possuem vínculos familiares ou moral reconhecida. Isso por que sendo demais envolvente, poderá transformar-se em presa fácil de drogas ou carregar karmas que não são seus. Portanto é necessário conscientizar-se das próprias fraquezas e não querer mudar o mundo, e nem viver no seu mundo , alheio a realidade. Pessoas com excesso de ÁGUA deverão procurar a vida saudável do mundo, a arte, a convivência social e o amor fraterno.

Texto Extraído do Livro "A Era de Aquário" de Regina Braga Nascimento

TETRAGRAMMATON

TWO ESOTERIC MASONIC CONCEPTS WHICH ARE LINKED BY THE TETRAGRAMMATON
by Bro. William Steve Burkle KT, 32°
Scioto Lodge No. 6, Chillicothe, Ohio.
Philo Lodge No. 243, South River, New Jersey


The Tetractys and the Sephiroth represent similar concepts; however the link between these two concepts would not be readily apparent were it not for their common use of the Tetragrammaton. The Tetagrammaton serves as a bridge between these concepts which span time, culture (Greek and Hebrew), and multiple Masonic rites and rituals. This paper discusses the Tetragrammaton, the Tetractys, and the Sephiroth and shows how the three are related.

One of the things I’ve learned about Freemasonry is that rarely does a single symbol stand alone in its allusion; rather it shares the same allusion or parts of the same allusion with many other symbols. This commonality of allusion in our symbolism is not always obvious, and in many cases the commonality exists as an overlap with another symbol or allusion. Overlap such as this is a useful bridging technique, helping us make a connection between related concepts. The ability to discern such overlap often becomes difficult however when the overlapping concepts span cultures, languages, time, and in some cases several different rites and degrees within those rites.

One such difficult to discern overlap exists in which a similar theme spans cultural and language differences between the ancient Greeks and the Hebrews; a time period of several centuries; the Blue Lodge, Scottish Rite, and York Rite; and multiple degrees in each of these rites. Ultimately, by connecting these symbols at the overlap (i.e. bridging), we begin to see a common concept emerge of greater breadth than can be seen by looking at any single piece. The symbols to which I refer are the Greek (Pythagorean) symbol known as the Tetractys and the Kabalistic symbol known as the Sephiroth. The bridge which connects these two important symbols is the Tetragrammaton a glyph representing the ineffable name of the Deity.

This paper will examine the Tetractys and the Sephiroth and demonstrate how they are linked by the Tetragrammaton. It will further explore the commonality in meaning to be found in the Tetractys and Sephiroth. We will begin this exploration by examining the Tetragrammaton, which is the bridge connecting the two symbols. The reader should be aware that this exploration involves three concepts which could each warrant an entire book-length discussion. I will provide here no more than a summary of these concepts with the hope that I will be forgiven for any omissions.

The Tetragrammaton

Literally, the word Tetragrammaton[i] means “having four letters” and is the name given to the four Hebrew letters (Yod-He-Vav-He) which represent the name of God. In the English transliteration these letters are usually shown as YHVH or IHVH and are pronounced as either “Yahweh” or “Jehovah”. In Hebrew the pronunciation is commonly[ii] Adonai or Elohim depending upon Masoretic or vowel points employed. The use of the Tetragrammaton to represent the name of God can be positively traced to a time prior to the 9th Century B.C.E. based upon archeological[iii] evidence. It is probably much older. In Hebrew tradition[iv], the actual name of God could be pronounced only by the High Priest and only once each year on the occasion of Yom Kippur, the Day of Atonement. Over time (possibly a time corresponding to the destruction of the second Temple), the correct pronunciation of the ineffable name was forever lost.

There are many interesting correspondences between the signs and symbols of Freemasonry and the Tetragrammaton. For example, according to Bro. Manly P. Hall[v]:

“By placing the four letters of the Tetragrammaton (IHVH)in a vertical column, a figure closely resembling the human body is produced, with Yod for the head, the first He for the arms and shoulders, Vau for the trunk of the body, and the final He for the hips and legs. If the Hebrew letters be exchanged for their English equivalents, the form is not materially changed or the analogy altered.”

This concept is illustrated in Figure 1.


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The reader will notice that all three of the penalties of the obligations for the symbolic degrees are represented in this figure as are the anatomical points upon which Master Hiram Abif was assaulted by the three ruffians. The Perfect Points of Entry are also to be found in the nested characters of the ineffable name.

As is the case with all the symbols we will be discussing, the Tetragrammaton is visible primarily in the degrees of the York Rite and Scottish Rite; however this was not always the case. Ritual has undergone dramatic change over the centuries, and the Blue Lodge MM Degree at one time directly included the Tetragrammaton in its symbolism[vi]. According to Mackey[vii]:

"JEHOVAH is, of all the significant words of Masonry, by far the most important. Reghellini very properly calls it 'the basis of our dogma and of our mysteries.'...The history of the introduction of this word into the ritualism of Freemasonry would be highly interesting, were it not so obscure. Being in almost all respects an esoteric
symbol... That this name, in its mystical use, was not unknown to the Medieval Freemasons there can be no doubt... It is now conceded, from indisputable evidence, that the holy name was, in the earlier years, and, indeed, up to the middle of the last century, attached to the Third Degree, and then called the Master's Word...Third Degree refers to 'the mystic word, the Tetragrammaton.'"

Therefore, given the aforementioned understanding that the Tetragrammaton was (and still is) used as a substitute for uttering the true name of God, then the substitute for the Masters Word in the symbolic degrees almost certainly alludes to the Tetragrammaton.

The Tetragrammaton is directly introduced during both the York and Scottish Rite Rituals[viii] as a glyph discovered encrusted upon a golden plate during the exploration of a certain vault. In the Scottish Rite version the golden plate is discovered resting upon a triangular pedestal. In the York Rite version, the glyph rests upon a triangular plate atop the Ark of the Covenant and is shown surrounded by three words encoded using a unique cipher system (commonly referred to by modern Cryptologists as the “Freemasons Cipher”). There are many variations in the details which underpin this ritual; in some versions of the Royal Arch ritual, the plate is triangular, encrusted with Jewels, and affixed to a triangular stone made of agate[ix]. Regardless of rite, version, or variation, the Tetragrammaton forms is an essential element in Freemasonry.

The Tetractys

The Tetractys is a figure consisting of ten points arranged in four rows with one, two, three,[x] and four points in each row sequentially, and which is inscribed within an equilateral triangle[xi] (see center illustration, Figure 2). The Pythagoreans believed a complex relationship existed between the structure of the Tetractys and the creation of the physical universe[xii]. Concerning the Tetractys, Manly P. Hall wrote[xiii]:

The mysterious Pythagorean tetractys, or four rows of dots, increasing from 1 to 4, was symbolic of the stages of creation. The great Pythagorean truth that all things in Nature are regenerated through the decad, or 10, is subtly preserved in Freemasonry through these grips being effected by the uniting of 10 fingers, five on the hand of each person.”

While the Tetractys may be used as either a multiplication or as an addition device, the more common method of use is that in which the digits of each row are summed, and the sums of each row are then summed themselves. Thus for the Tetractys shown in the center illustration of Figure 2 we have 1 X 4 (1 + 1 + 1 + 1) = 4, 2 X 3 = 6, 3 X 2 = 6, and 4 X 1 = 4. The total of these sums is 4 + 6 + 6 + 4 = 20.

The Tetractys may also be arranged as shown by the right-hand side illustration (Figure 2) as a device which employs duple and triple progressions. When arrayed in this fashion the figure is called the “Lambdoma”. This figure is also called the “Platonic Lambda” as a result of its its inclusion in the Timaeus of Plato[xiv]. The sides of the Lambdoma have values of 1, 2, 3, 4, 9, 8, and 27. Per the Pythagoreans, the duple progression (1, 2, 4, 8) represents the evolution of the vehicle proceeding out of unity. The triple progression inverted (27, 9, 3, 1) represents the development of consciousness. The number 1 is included in both progressions since it was considered the number from which both progressions evolved. Generally speaking, the duple progression, being even numbers represented the feminine, and the triple progression being odd numbers represented the masculine. The Tetractys was conceived to represent four Emanations and four planes[xv]. The first Emanation, the Monad, is the source of latent power and corresponds to a Geometric Point. The second Emanation occurs when the point moves thus producing a line. This Emanation is called Growth (Auxe)[xvi]. The third Emanation occurs when the line moves creating a surface or plane. This Emanation is called Skin (Khroia). The fourth and final Emanation is developed when the surface moves, generating a solid, called Body (Soma).

The first Plane is the Monad (one), and it corresponds to the virtue Wisdom. The second Plane comprises the Dyad (two) and the Triad (three), and it corresponds to the virtues Strength and Courage. The third Plane is comprised of the Tetrad (four), Pentad (five), and Hexad (six) and represents the virtue Beauty. The fourth Plane is comprised of the Heptad (seven), the Octad (eight), Ennead (nine), and the Decad (ten). The fourth Plane represents the virtue Justice. Beauty, Wisdom, Goodness, and the corresponding connecting properties, Love, Truth, and Trust, which are the Chaldaean Virtues all are correspondences of the Tetractys[xvii]. Through the Emanations and Planes the universe was created.

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The Tetractys also represented the four elements air, earth, fire, and water; the four rows sum to the number ten; This figure is emblematic of the Tetragrammaton[xviii], or sacred name of four letters.

I would like to concentrate at this point upon the Tetractys shown on the left-hand side of Figure 2 in which the Hebrew Characters of the Tetragrammaton are arrayed. The Tetractys of the Tetragrammaton is frequently associated with the Biblical passage from John 1:1[xix] :

“En arched en ho logos, kais ho logos en pros ton then, kais theism en ho logos”

Translated as:

"In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God."

Each Hebrew Character has a corresponding numerical value (See Table 1). This is similar to the dual use of Roman letters as both alphabetic and numeric characters.


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Based upon the numeric values of the Hebrew Characters shown in Table 1, the Tetractys of the Tetragrammaton would calculate as follows: 10 X 4 = 40, 5 X 3 = 15, 6 X 2 = 12, and 5 X 1 = 5. The sum of the products would then be 40 + 15 + 12 + 5 = 72. The number 72 is significant because it represents the number of ineffable names of God. Naturally, such numerical significance would be of great interest to Kabalists. In fact, Christian Mystic Jakob Boehme (1575-1624 A.D.) used a variation of this arrangement as his personal symbol[xx], and the Tetractys can be found in a form similar to that shown in Figure 2 on the apron of the 17th Degree of the Scottish Rite. The number 72 also happens to be the maximum number of Companions in addition to the Principals and Scribes in a Royal Arch Chapter[xxi].

tetra03.jpg - 20826 BytesThe Tetractys has an unusual geometric layout as can be seen in Figure 3. A proper geometric construction can best be made by dividing the Delta triangle into a series of smaller subsidiary Deltas. Each of these subsidiary Deltas may also be divided into smaller Deltas and so on ad infinitum. This unique feature, in which each smaller piece is an exact copy of the original is called holography. Interestingly, modern scientists believe the universe to be holographic, and have connected much of the philosophy of the Pythagoreans to Quantum theory[xxii].

The Tetractys displays many more interesting geometric properties, including several related to the 3, 4, 5 Pythagorean triangle which is a prominent feature of yet another well known Masonic symbol. Knutson, Tao and Woodward[xxiii] studied the correspondence between Tetractys and honeycombs and discovered that the vertices of the honeycomb form small triangles in a Tetractys. The beehive, is also a prominent Masonic symbol. I will further mention in passing that the Tetractys is used as the basis for a type of poetry in which the first line contains one word, the next two words, etc. For a closer look at this interesting poetic style used in a Masonic context, the reader is referred to the works of Bro. Ted Berry at The Masonic Poets Society[xxiv].

It has been suggested[xxv], [xxvi] that “the Tetractys displays the Tree of Life collected into its most efficient mathematical formation”. The Tree of Life, or Sephiroth, is itself closely associated with the Tetragrammaton, which, as mentioned, provides a convenient bridge between the two symbols. Through this bridge these two symbols may be demonstrated to embody very similar concepts.

The Sephiroth

Figure 4 depicts the “Tree of Life” or Sephiroth. Each Sphere (Sephira) in the tree represents an emanation. Each of the vertical columns of Spheres in the Sephiroth are traditionally considered to represent a pillar, and each pillar is named according to the central concept which it represents; thus in Figure 4 we have the pillars Justice, Beauty, and Mercy left to right, respectively. This figure is a modified version of the illustration of the Sephiroth which is used in the Knight Kadosh Grade[xxvii] of the AASR. The modifications consist of the addition of all twenty-two paths, and the addition of the pseudo-Sephira Daath (Knowledge) between Kether and Tipareth in the middle pillar. The illustration also includes the Hebrew Character labels for each of the twenty-two paths and each of the ten Sephira (other than Daath). Each of the ten regular Sephiroth are the ten holy attributes which are said to inhabit spheres of the first emanation of creation[xxviii]. tetra04.jpg - 24492 BytesThe ten Sephirot are divided into masculine and feminine Sephira, with those Sephirot on the left side (left column) being feminine and those on the right side (right column) being masculine. Each of the Sephira, other than Kether, is also either masculine or feminine in relation to the Sephira which precedes or follows it.

The best description of the principles which govern the Sephiroth is perhaps best conveyed by quoting the first two of the seven ideals of Kabalism[xxix] as summarized by Dr. Wynn Westcott:

“(1). God, the Holy One, the Supreme Incomprehensible One, AIN SUPH, is not the direct Creator of the world. Everything proceeded from the primordial source by successive emanations, each reaching a lower level than the preceding one. Hence, the Universe is, in fact, God manifested, the last and farthest removed production being matter, which is therefore seen as that which is deprived of perfection.

(2). All that is known or perceived is formed upon the type-model of the Sephiroth.”

The Name of each Sephira, the Hebrew Character by which it is designated, it’s name, and it’s Correspondence are given in Table 2[xxx].


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tetra05.jpg - 29403 BytesThe relationship of the Tetragrammaton and the Sephiroth is illustrated in Figure 3 in which each of the “Four Worlds” of the Sephiroth are shown. Note that each World also corresponds to one of the four ancient elements.

The source of the emanations is described as being hidden by three veils[xxxi] - “Negativity” (Ain), which being of three letters alludes to the first three Sephiroth; “The Limitless” (Ain Soph), which alludes to the first six Sephiroth; and “The Limitless Light” (Ain Soph Aur), which being composed of nine letters alludes to the first nine Sephiroth. This complex concept is meant to describe the source as having Negative Existence and that the limitless ocean of light by which the Sephiroth manifests itself has no center, but rather concentrates in Kether, the first Sephira. As can be seen, the depth of the philosophy involved here can be a bit daunting. The cloud which comprises the Ain, Ain Soph, and Ain Soph Aur, is rendered below as Figure 6. As an interesting aside I have also provided an illustration of one well-known version of the Rosicrucian Symbol beside that of the Cloud of Ain. The similarity is worth noting.

tetra06.jpg - 23861 Bytes The Sephiroth, much like the Tetractys may be shown to have Geometric regularity in its construction. In Figure 7, I have provided a construction of the Sephiroth which is based upon five aligned circles overlapping such that the circumference of each passes through the center(s) of the circle(s) to which it is adjacent. The points at which the circles intersect coincide with the center of the individual Sephira on the left and right pillars, and the circle centers coincide with the four Sephira (and Daath) in the middle pillar. Circles which overlap in this manner also form another important Masonic Symbol known as the Vesica Pisces. The Vesica Pisces may be demonstrated to have certain dimensions which relate to the Golden Mean; Consequently it is not surprising that the Sephiroth also contains this enigmatic coding.tetra07.jpg - 24936 Bytes

Commonalities

It should be emphasized that the Tetractys and the Sephiroth are not by any means identical concepts, but rather concepts which share many similarities. One of these commonalities is that both involve the Tetragrammaton as an integral part of their meaning. Perhaps the most profound similarity however is that both propose a concept for the Creation of the Universe, both material and spiritual, which utilizes a system of Emanations which proceed in stages from the Divine to the physical universe. S.L. MacGregor Mathers[xxxiii] clearly believed that the Tetractys system of the Pythagoreans was a refinement of that provided in the earlier Sephiroth which incorporated mathematical models. This would be consistent with the reported journeys of Pythagoras to Babylonia where he would have been introduced to Kabalism. Both systems incorporate references to the Classical Elements, and both are reported to have correspondence to the Planets and to Astrology. I would add that both the Tetractys and the Sephiroth include a left-hand series of Emanations which are regarded as Feminine, and a right-hand series of Emanations which are considered Masculine.

tetra08.jpg - 18885 BytesOne of the more interesting correspondences of the Symbols used to illustrate the Tetractys and the Sephiroth however lies in the apparent overlap between their Geometric layout. Figure 8 shows this correspondence by providing a composite image of Figure 3 and Figure 7. Note that the Geometries as depicted coincide.

I believe that it is a tribute to the genius of the men who developed Masonic ritual and symbolism that the Tetractys and the Sephiroth are both at the root of our Craft, and that they provided a bridge by which the two could be joined.


Fonte: PIETRE STONES OF FREEMANSORY

Swami Vivekananda

Swami Vivekananda foi um monge, iogue e filósofo hindu. Principal discípulo de Ramakrishna, Vivekananda é considerado um dos mais célebres e influentes líderes espirituais do hinduísmo moderno, sobretudo da filosofia Vedanta (onde foi pioneiro no Ocidente), e inspirador do movimento do espiritualismo universalista.


Trechos do livro "O que é religião - O ideal de uma religião universal", de Swami Vivekananda (Ed. Lótus do Saber):

A alma é potencialmente divina. A finalidade da vida é manifestar essa divindade interior pelo controle da natureza, interna e externa. Faça isso por meio da ação, do culto, do domínio da mente ou da filosofia - por um, mais de um ou por todos esses meios - e seja livre. Nisso consiste a religião. Doutrinas, dogmas, rituais, livros, templos ou imagens são apenas particularidades secundárias.

Em cada religião, aparentes contradições e perplexidades assinalam diferentes estágios de evolução. O objetivo de todas as religiões é realizar Deus inerente na alma. Esta é a única religião universal.

Devo acrescentar que é bom nascer no seio de uma igreja, mas é ruim morrer nela. É bom nascer criança, mas é ruim permanecer criança. Igrejas, cerimônias e símbolos são bons para infantes. Porém, quando a criança cresce, deve ir além da igreja e de si mesma. Não podemos ser crianças para sempre. Seria como tentar vestir o mesmo casaco em pessoas de qualquer tamanho e idade. Não reprovo a existência de seitas no mundo. Quisera Deus que houvesse mais vinte milhões delas, pois quanto mais seitas existirem, maior será o campo de escolha. Minha objeção é quanto à tentativa de fazer com que uma única religião se ajuste a todos os casos. Embora as religiões sejam iguais em sua essência, apresentam necessariamente uma multiplicidade de formas causada pelas condições dissimilares que existem nos diferentes países. Devemos ter nossa própria religião pessoal - individual, no que se refere a exterioridades.

Religião é para realizar-se agora. Para tornar-se religioso, comece sem nenhuma religião, faça sua própria escalada, perceba e contemple os fatos por si mesmo. Quando proceder assim, então, e só então, terá uma religião. Antes disso, você não é melhor que os ateus, talvez seja até pior, porque o ateu é sincero. Ele se levanta e declara: - Nada sei sobre isso - enquanto os outros também não sabem, mas vão adiante batendo no peito: - Somos pessoas muito religiosas. Que religião eles professam, ninguém sabe; engoliram alguma história da carochinha e os sacerdotes pediram que nela acreditassem.

A realização de Deus é o único caminho, e cada um de nós terá de descobrir isso por si mesmo. Para que servem, então, esses livros, essas Bíblias do mundo? São de grande utilidade, como mapas de um país.

Minha idéia, portanto, é que todas essas religiões são diferentes forças na ordem divina, trabalhando pelo bem da humanidade. Acredito que elas não sejam contraditórias, mas suplementares. A religião universal, sonhada pelos filósofos, já está aqui.

Se fosse da vontade de um Criador sapientíssimo e misericordioso que só existisse uma religião e que as restantes acabassem, isto já teria acontecido há muito, muito tempo. Se, efetivamente, só uma dessas religiões fosse verdadeira e as outras falsas, ela hoje estaria difundida no mundo inteiro. Não é, porém, o que acontece. Nenhuma religião propagou-se sozinha por toda a parte. Todas as religiões às vezes avançam, às vezes retrocedem.

Não é possível fazer com que todos concordem com a mesma idéia; isto é um fato, e graças a Deus que seja assim. Não me oponho a nenhuma seita. Fico feliz que existam e desejo que se multipliquem cada vez mais. Por quê? Simplesmente porque, se você e eu tivéssemos de pensar exatamente os mesmos pensamentos, não haveria mais pensamentos para pensarmos. Sabemos que duas ou mais forças devem entrar em colisão a fim de produzir movimento. É o choque das idéias, a diferenciação entre elas, que desperta a reflexão... enquanto a humanidade pensar, haverá seitas. A diversidade é sinal de vida!

Só conhecemos da verdade aquele tanto que se relaciona conosco e que somos capazes de assimilar. Isso diferencia um homem de outro e provoca, também, algumas vezes, idéias contraditórias. No entanto, todos nós fazemos parte da mesma grande verdade universal.

O livro de Deus está terminado ou é uma constante e contínua revelação? É um livro maravilhoso - as revelações espirituais do mundo. A Bíblia, os Vedas, o Alcorão e todas as escrituras sagradas são apenas algumas páginas de um número sem fim que ainda resta folhear. Eu o deixaria aberto para todos. Vivemos no presente, porém estamos abertos para o futuro infinito. Acolhemos o passado, desfrutamos da luz do presente e abrimos todas as janelas do coração para o tempo que há de vir. Saudações aos profetas antigos, aos grandes seres da nossa época e aos que virão no futuro.

Fonte: Saindo da Matrix


O Símbolo da Colméia


O Símbolo da Colméia

por um Probacionista

"Depois que a experiência me ensinou que todas as coisas comuns da vida são vãs e fúteis, e quando vi que todas as coisas que eu temia e que me temiam nada tinham de bom ou de mau em si, salvo no que podem afetar o Espírito, determinei inquirir se não havia algo verdadeiramente bom, capaz de comunicar sua bondade e por meio da qual o Espírito pudesse ser impressionado com exclusão de tudo mais.

Determinei investigar se me era possível descobrir e atingir a faculdade do gozo eterno de uma contínua felicidade...Atentei nas vantagens que as honras e as riquezas conferem e vi que eu teria de ser excluído da sua aquisição, caso desejasse seriamente investigar meu assunto . Mais um homem possui honras e riquezas, mais seu prazer cresce, e em conseqüência mais e mais as procura aumentar - e quando não as alcança o sofrimento é profundo.

A fama tem isso contra si, que se a procuramos havemos que dirigir nossa vida de modo a agradar à fantasia dos homens, evitando o que os desgoste e fazendo o que lhes agrade... Mas a dedicação a uma coisa eterna e infinita, unicamente ela nos dá ao Espírito um prazer contínuo , livre de decepções. O maior dos bens é o conhecimento da união do Espírito com o Universo. Quanto mais o Espírito sabe, mais compreende sua força, mais apto será para dirigir-se e estabelecer suas regras; e quanto mais compreende a ordem da Natureza, mais facilmente será capaz de libertar-se das coisas inúteis; aqui está todo o método".

-SPINOZA



Segundo o ponto de vista dos historiadores, a antiguidade da Ordem Rosacruz , postulada por um grande contingente de escritores, não pode ser provada conclusivamente, pois não há evidencias históricas de que o Rosacrucianismo tenha existido na Idade Média, ainda que nesta época tenham sido revividos os ritos de antigas Ordens Místicas e Religiosas que floresceram entre todos os povos antigos.

Todavia, segundo o ponto de vista místico há outra forma de transmissão que teria sido preservada. No plano cultural através de códigos, que transmitiram antigos símbolos. Segundo a Teoria Transcendentalista, além da transmissão através dos códigos, teria havido revelações , visando preservar a tradição oculta. Revelações de caráter supersensível.

Os historiadores não levam em conta as idéias transcendentalistas, embora algumas vezes, não haja outra explicação plausível.

As atividades dos Grupos Rosacruzes , denominados como tal , e de forma escrita, e de seus apologistas, se manifestaram em diferentes períodos históricos:

- O Primeiro Período era de cunho essencialmente místico e secreto e abarca o século XVII.

- O Segundo Período foi de cunho ritualístico , social e político, e abarca o século XVIII, dando -se a criação de Lojas, com estatutos e filiações disponíveis.

- O Terceiro Período se situa entre os anos 1790 e 1850, e é marcado pela presença enigmática dos Adeptos Ambulantes do Rosacrucianismo, que constitui o link entre os antigos grupos e o mundo contemporâneo.

- O Quarto período data do século XIX, destacando-se os Grupos Auxiliares Maçons.

-O Quinto período data do início do Século XX, com a emergência de diversos grupos que aspiravam restaurar os antigos postulados, muitas vezes esquecidos pelo poder e a glória de uma riqueza efêmera.

Entre os símbolos maçônicos e rosacruzes se destaca a colméia , chamada símbolo da indústria, porque ela demonstra claramente, que o homem deve cooperar com seus semelhantes para alcançar de um modo total , mútuo desenvolvimento. Também encerra uma mensagem muito mais profunda porque cada alma vivente é uma abelha que viaja pela vida e recolhe o pólen da sabedoria nos distintos ambientes e experiências. Assim como a abelha suga o mel do coração da flor, cada um de nós deve extrair o néctar espiritual de cada acontecimento, de cada gozo, de cada sofrimento, e levá-lo à grande colméia da experiência: o corpo-alma do homem. Da mesma maneira, se diz que as energias espirituais no homem tomam, eternamente, as forças vitais que ele está transmutando e as leva à colméia do cérebro , onde é armazenado o mel necessário para a manutenção da vida.

A mitologia conta que os antigos deuses viviam de néctar, e não precisavam beber e comer como os homens. É realmente certo que o mel extraído ao enfrentar-se com os problemas do viver diário, é o alimento mais elevado para o homem. Enquanto comemos à mesa bem servida, seria bom considerar se o homem espiritual também não se nutre com as experiências e conquistas espirituais que vamos almagamando a nosso ser, na existência.

Um filósofo da época socrática afirmou que a abelha extrai o mel do pólen da flor, enquanto a aranha, da mesma fonte, extrai o veneno. O problema que então se nos apresenta é: somos abelhas ou aranhas nesta nossa peregrinação? Queremos transformar nossas experiências em mel ou em veneno? Queremos crescer e elevar-nos, ou seguiremos obstinadamente, debatendo-se com os mesmos obstáculos?

Muita gente se torna azeda com a experiência; o sábio, porém, toma o mel e o armazena dentro da colméia de sua própria experiência espiritual. Assim estudantes e simpatizantes da Filosofia Rosacruz, apreciando os ensinamentos ocultos que possuíam os Filhos da Viúva, a Mística Maçonaria, bem podemos sentir como estão compreendidas no Plano de Deus as doutrinas esotéricas, que se complementam e amalgamam na colméia espiritual.

Alguns historiadores consideram o Rosacrucianismo o link entre a Alquimia Medieval e a Moderna Maçonaria. Suas raízes místicas todavia se perdem na noite dos tempos e sob o ângulo místico a Ordem Rosacruz constitui uma Escola de Mistérios Espiritual, que se manifesta no mundo físico em todas as épocas lembrando que o mundo é um grande laboratório, no qual construímos os nossos veículos anímicos.

Max Heindel, o Místico Cristão, declarou muitas vezes que "Os Irmãos da Rosacruz trabalham através dos cientistas e com a ciência, e não limitam suas atividades a estudantes e probacionistas da Fraternidade Rosacruz, ou a qualquer outro grupo específico. Empenham-se em favor de toda humanidade, indicando a direção para o real estabelecimento da Fraternidade Universal em nossa Terra."

É notável destacar que em nossa Era Moderna os Rosacruzes e Franc-maçons, estiveram envolvidos ativamente com a reformulação dos métodos científicos, reagindo contra a cultura aristotélica-tomista que paralizava o desenvolvimento da ciência e promovendo a universalização do ensino, a fundação do Estado de Direito e da Democracia.

O mundo que conhecemos está mudando rapidamente. Novas nações vão surgindo, e velhos meios de vida vão sendo superados. Por todo o mundo os homens lutam para romper as cadeias da ignorância, da superstição e do medo. As nuvens da guerra juntam-se de novo, ameaçadoramente, no horizonte. O incrível avanço da ciência trouxe-nos ao limiar do desastre universal. A mente de milhões de nossos semelhantes estão tomando consciência da geração sem Deus, rica em conhecimentos e pobre em compreensão. Há pouco a ganhar na exploração do espaço, a menos que isso nos leve à descoberta do poder Divino residindo no espaço. Há pouco a ganhar na exploração do mistério da humanidade em si, a não ser que isso conduza à descoberta de um espírito imortal no homem, o único que pode conceder segurança nestes tempos confusos.

A necessidade do homem é a oportunidade de Deus. O misticismo é a única resposta ao materialismo. Isto foi claramente demonstrado por gerações. Com nossas mentes dedicadas à verdade; com nossos corações fortalecidos pela fé simples e nossas mãos ocupadas num trabalho útil, pregamos, não apenas por palavras, mas por meio do exemplo.

"Os antigos Templos de Iniciação ruíram-se nos escombros do Mundo Antigo, mas todos os que aspiram à vida santa, tem de ser ainda testados na sombria passagem da existência mortal. Ser assim provado e avançar vitorioso, é a maior honra que pode ser conferida a um homem. Um a um, estes vanguardeiros humanos, unir-se-ão aos Irmãos Maiores da Humanidade, para o trabalho de aperfeiçoamento e redenção da Raça Humana.

Eis o radiante hospedeiro dos céus, armado com a brilhante espada da justa causa. Os decretos celestes são simples, porém todo-poderosos. Ordena-se que a luz dissipe as trevas, que o amor supere o ódio, que a fé se sobreponha ao medo e o bem triunfe sobre o mal. Cada um de nós, segundo seu próprio discernimento, está procurando avançar neste propósito destinado, e é justo e apropriado que rejubilemo-nos com a realização de todos nós, pois tal realização nada mais , nada menos é, que o testemunho de trabalho de Deus no coração do homem."

_ Manly P. Hall

http://www.fraternidaderosacruz.org/colmeia.htm

À Conversa com... Raymond Bernard




Raymond Bernard nasceu no dia 19 de Maio de 1923, na região de Isère, na França. Formou-se em Direito pela Faculdade de Grenoble, e desde cedo se ligou ao misticismo e à Tradição. Perpetuador de grandes tradições ocidentais, desempenhou nestas cargos da mais elevada responsabilidade. Foi autor de diversos livros de cariz esotérico e iniciático, entre os quais: Encontro Secreto em Roma, Encontros com o Insólito, O Império Invisível, O Corcunda de Amsterdão, e As Mansões Secretas da Rosa Cruz.

Com o tempo, Raymond Bernard delegou as suas funções para os mais novos, afastando-se de todas as actividades exteriores. Dedica hoje os seus dias à meditação e ao estudo, e procura a paz e o repouso, na companhia da sua adorável esposa Yvonne.

Um encontro... insólito?

Foi nos arredores de Paris, na sua residência, que fomos encontrar Raymond Bernard. Fomos agradavelmente recebidos num encontro que, de certa forma, também ele foi insólito... Insólito pois não é todos os dias que temos o privilégio de encontrar uma pessoa como Raymond Bernard, que marca pela sua humildade, e cuja sabedoria só é tão grande quanto a sua simplicidade. É a marca dos Sábios...
Conversámos acerca da situação difícil que o mundo atravessa, acerca do propósito da cavalaria, e claro, do papel de Portugal neste novo milénio, bem como do Futuro... a Nova Era.

A situação actual do mundo

Lusophia – O que pensa da situação actual do mundo?

R.B. – A situação actual do mundo é, evidentemente, o problema fundamental de uma modificação terminal de uma Era para uma Era nova, na qual, em princípio já nos encontramos, mas que não está completamente instalada.
Esta situação é difícil, é uma adaptação, não apenas de um continente, mas do mundo inteiro. E se repararmos no que se passa, não podemos dizer que as coisas acontecem apenas num lugar determinado.
Antigamente, no Passado, na Era que terminou, havia guerras, dificuldades, que se resolviam sempre através de conflitos armados. Na Era actual, já não existem verdadeiras guerras, no sentido que era atribuído a esta palavra no Passado, apesar de haver sempre lutas por parte de certos grupos em relação a outros. Mas no tempo actual, o enorme problema com que se debate a humanidade, é o terrorismo, que é uma forma de guerra total, porque o terrorismo atinge qualquer lugar em qualquer momento. E aqueles que são conhecidos como opositores de uma certa situação e que, desta forma, se agrupam para cometer os actos, vão causar sofrimento não apenas aos estados, mas também às populações, às famílias, e aos seres individualmente.
E tudo isto forma o tempo difícil em que nos encontramos e que deverá, necessariamente terminar dentro de algum tempo. Mas ainda estamos neste período de dificuldades.

Lusophia – Podemos considerar que existe um paralelismo entre a Idade Média e os nossos dias?

R.B. – Em graus extremamente diferentes, sim. Em graus diferentes, não apenas no tempo, mas igualmente do ponto de vista da civilização, do ponto de vista da compreensão. Mas se olharmos para os próprios actos, são idênticos, com meios muito mais avançados, meios mais avançados em comparação com o que já foi e não no sentido do avanço da civilização. As coisas são diferentes, mas os meios utilizados são sempre os mesmos.

A Cavalaria do III milénio – A Cavalaria Espiritual

"A Cavalaria deve ser, em primeiro lugar, uma testemunha. (...)
É preciso agir, não apenas como exemplo, mas intervir quando é preciso."

Lusophia – No Passado, os cavaleiros galopavam a cavalo, e estavam armados de espadas... Pensa que é possível manter o ideal de cavalaria no início deste século?

R.B. – Com certeza. Os ideais não são relativos a um determinado tempo. São permanentes, eternos, embora compreendidos de forma diferente, captados de forma diferente. Mas, na realidade, são sempre os mesmos ideais, os mesmos grandes princípios. E a partir do momento em que estes grandes princípios sejam aplicados, a Terra tornar-se-à um lugar paradisíaco, um paraíso. Mas ainda estamos longe disso, porque os homens, mesmo apesar do avanço desde há tanto tempo, não trouxeram grandes progressos. Houve-os em relação a uma civilização materialista. Há meios que foram utilizados e que ainda o são, e haverá outros, e os tempos que se aproximam serão mais avançados ainda, mas do ponto de vista da própria civilização, da grande compreensão à qual o homem aspira, as coisas ainda não chegaram a bom termo. Tudo é conduzido por baixas paixões, por dinheiro, pela necessidade de bens, pela luta de interesses, e dito de outra forma, por numerosas manifestações do egotismo e do egoísmo também.

Lusophia – Na sua opinião, qual é o papel da Cavalaria Espiritual na Nova Era?

R.B. – O seu papel é o mesmo que no Passado. A Cavalaria deve ser, em primeiro lugar, uma testemunha. Os grandes valores, a realidade, as grandes qualidades da cavalaria estão lá e presentes, mas por outro lado, não chega estarem presentes. É preciso agir, não apenas como exemplo, mas intervir quando é preciso. E isto é extremamente importante.
A Cavalaria, os seus objectivos, não mudam nunca. Revestem-se de novos termos, mas mantêm-se os mesmos. E a grande via, a grande, grande via da Cavalaria, a que contém todas as outras possibilidades, todas as outras regras, foi exprimida uma única vez através de termos muito claros “Amai-vos uns aos outros”. Porque, todas as dificuldades com que nos deparamos são devidas ao facto das pessoas não se amarem umas às outras.
Fala-se do egoísmo, do amor do poder, do amor pelo dinheiro, que é exactamente o oposto da regra que queria que os homens se amassem uns aos outros.
A humanidade forma uma unidade através da qual esta regra fundamental é aplicada.

Portugraal... o País-Templo

"Portugal deve manter-se uma via no mundo actual."

Lusophia – Podemos dizer que Portugal é um país nascido dentro dos ideais de Cavalaria, com os Templários que tiveram um papel muito importante na sua formação. Pensa que Portugal terá um papel a desempenhar nesta Nova Era? Há muitas pessoas que falam do V Império. O que pensa acerca disto?

R.B. – Sempre considerei Portugal como O País, desde que está formado como o conhecemos actualmente, quer dizer, Portugal tal como o conhecemos. E ainda poderíamos procurar no passado esta mesma verdade. Sempre considerei que Portugal era um local de Testemunho e de Luz, não apenas o porto de Paz, mas também de Tradição, o local de uma morada onde estão guardados os bens mais preciosos, por aqueles que têm de os guardar. Falo, naturalmente, dos portugueses e daqueles que se lhes juntam com sinceridade, daqueles que vêm a este país com amor por ele. E Portugal, sempre o disse, durante anos e anos em que tive responsabilidades exteriores, Portugal mantém-se esse lugar santo onde devem estar e onde serão guardados os grandes princípios que formam aquilo a que se chama, sob um termo que é, penso eu, restritivo, o V Império, quer dizer, o estado mais evoluído que a Terra conhece ou virá a conhecer. Aqui está o que eu queria dizer sobre este assunto.

O Futuro...

Lusophia – E o Futuro?

R.B. – O Futuro? O Futuro está nas mãos dos homens. É preciso que os homens tomem consciência daquilo que são. Existem as grandes vias que se elevam no mundo actual, seja qual for o lugar, quaisquer que sejam as responsabilidades, sejam elas religiosas, culturais ou científicas. Mas essas grandes vias ainda não estão suficientemente compreendidas e voltamos sempre à ideia de que existe um lugar onde estas vias têm mais significado, em relação ao futuro, do que deve ser instalado, do que falámos há instantes, de Portugal. E Portugal deve manter-se uma via no mundo actual, uma via que testemunha, que não dá um aviso, mas que relembra os grandes e verdadeiros princípios. E há muito respeito, bastante respeito no mundo em relação a Portugal.

"Todas as dificuldades com que nos deparamos
são devidas ao facto das pessoas não se amarem umas às outras."

É preciso não esquecer a missão que Portugal desempenhou no passado. Portugal foi, no Passado, o grande - e emprego este termo com um sentido nobre - o grande colonizador no mundo. Foi ele que levou para o exterior o conhecimento dos grandes valores do tempo actual e depois, como alguém que cumpriu a sua função, que pensa tê-la bem cumprido, regressou a casa, tranquilamente e está à espera, está lá e observa. Penso que os portugueses deviam aperceber-se disso. Penso que, certamente, se apercebem disso.

Alexandre Gabriel
Tradução do Francês por Ana Maria Oliveira
Fotografia por Ana Rita Borges (na edição impressa)

Fonte: http://aeterna.no.sapo.pt/lusophia/lusophia35-rb.htm