quinta-feira, 28 de maio de 2015

CAGLIOSTRO E A SABEDORIA ETERNA


CAGLIOSTRO E A SABEDORIA ETERNA

O estudioso Marc Haven escreveu uma longa e excelente biografia de Cagliostro, “Le Maître Unconnu”. É  um dos poucos estudos de grande porte sobre Cagliostro que lhe fazem justiça, e até hoje está publicado apenas em francês. Neste livro vemos o que Cagliostro disse a seus juízes, quando lhe perguntaram quem, afinal, era ele:

“Não venho de nenhum lugar, e não pertenço a tempo algum. Fora do tempo, meu ser espiritual vive sua existência eterna. E se me retiro em minha consciência e retrocedo ao longo do curso das idades, e se levo meu espírito até uma forma de existência que está muito longe da pessoa que vocês vêem diante de si, então me torno um com meu ser espiritual. Enquanto estou conscientemente participando do Ser Absoluto, estou ao mesmo tempo ajustando minha atividade às minhas circunstâncias. Meu nome é o nome da minha função, e eu a escolhi, porque sou livre; meu país é aquele em que eu estiver trabalhando em qualquer momento dado.”

Cagliostro prossegue:

“Não nasci da carne nem da vontade de seres humanos. Nasci do espírito. Meu nome é coisa minha, e é este com o qual escolhi aparecer diante de vocês, este é o nome que quero. O nome da minha juventude (.....), este eu o deixei como uma roupa velha que não tem mais utilidade para mim.”

E ainda:

“Todos os povos são meus irmãos; todos os países são amados por mim. Estou viajando para que por toda parte o Espírito possa descer e encontrar um lugar entre vocês. Peço aos reis, cujo poder eu respeito, apenas hospitalidade em seus países, e quando a recebo, trabalho para estimular, no que é possível, as boas ações.”

Assim como Helena Blavatsky, Alessandro Cagliostro teve coragem e grandeza diante dos seus perseguidores.  Quando o interrogaram sobre suas atividades, ele respondeu:

“Em cada lugar a que vou, largo uma parte de mim mesmo (....) deixando a vocês uma pequena claridade, um pequeno calor, uma pequena força; até que, por fim, eu esteja definitivamente no final da minha carreira, no momento em que a rosa florescer na cruz.” 

De fato, H.P. Blavatsky escreveu que Cagliostro foi o último dos verdadeiros rosa-cruzes.[10]   As palavras dele no trecho citado acima parecem sugerir duas coisas:

1) Que a missão de Cagliostro incluía várias vidas; e

2) Que sua missão terminaria com a vitória definitiva da sabedoria e da ética universais, na comunidade humana.

Fonte: Trecho do texto em FilosofiaEsotérica

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Meça muito bem suas Palavras, não perturbe e não seja (um) perturbado!


Meça muito bem suas Palavras, 
não perturbe e não seja (um) perturbado!
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

Existe uma diferença abissal entre pensar e ter pensamentos. Pesquisas da Universidade da Vida apontam que 98% das pessoas são possuídas por seus pensamentos e muito pouco hábeis em pensar. A avalanche de ideias dispersas, desencontradas, passageiras, 'pseudo-conscientes' e desnorteadas em geral arrastam o indivíduo para a lama do automatismo, sufocando-o em problemas sobre os quais não  tem e nunca terá o menor controle, embora carregue toda a culpa.

Uma mente desorientada é pior, muito pior, que qualquer 'olho gordo' ou feitiço.

Muitas pessoas alimentam a ideia de que sofrem perseguição de inimigos, que vivem sob uma 'maldição familiar', que a vizinha lhes lançou um mal olhado, que suas configurações astrológicas são negativas, que são obsediadas por espíritos zombeteiros ou que carregam um karma mais pesado que o dos 'Cristos', quando a realidade é simples: Elas não pensam, são conduzidas pelos pensamentos!

Uma das coisas que caracteriza o indivíduo que não pensa é o falar; falar qualquer coisa, a todo momento, sem direção, sem substância, sem medida.

Sendo o Pensamento a energia mais poderosa da Sphera humana e a Palavra sua consubstanciação, é de fundamental importância que estejamos permanentemente atentos. A palavra, veículo do pensamento, retroalimenta os ciclos internos que tornam-se padrões, e estes, por sua vez, vão ditando a forma como vemos e conduzimos nossas vidas. Nossa realidade é, em grande parte, moldada conforme a natureza e força de nossos pensamentos que guiam, junto da Imaginação, Emoção e Palavra nosso destino.

É imperativo,absolutamente necessário, que tomemos a dianteira de nossas vidas e aprendamos a construir uma Personalidade condizente com nossos Objetivos. É urgente que modifiquemos cotidianamente nossos hábitos e assumamos o Compromisso de estarmos focados nas coisas, pessoas, leituras, situações e conversas que contribuam para nosso crescimento pessoal.

Aceitar passivamente e acumular todo e qualquer lixo mental nos faz adoecer, empobrecer e apodrecer pouco a pouco.

Do mesmo modo que o fruto não costuma cair muito longe da árvore, o 'perturbado' e o 'perturbador' costumam habitar o mesmo corpo.

A tibieza de pensamento, tão marcada pela mediocridade, casa facilmente com a maledicência e a 'conversa mole' gerando pessoas problemáticas em todos os campos, de diferenciados modos e diversificados os graus.

O espírito cronicamente aflito, deprimido, desanimado, fracassado, improdutivo e inconsequente certamente o é por alimentar demônios condizentes com essas características. Permitir que pensamentos e palavras a esmo se instalem em nossa rede mental, significa abrir espaço para que Ens Sombrosos vampirizem força e vitalidade.

Pensar é tomar consciência de si e estabelecer o próprio Caminho, Missão e pegadas; é enfrentar o desafio de reconstruir-se; é não permitir que a moda, a sociedade ou mídia nos enquadre dentro de um padrão inibindo a expressão do Verdadeiro Eu, a Verdadeira Vontade.

sábado, 16 de maio de 2015

A história de SuperAção do filho de Blavatsky, o criador da Editora Pensamento


A história de SuperAção do filho de Blavatsky, o criador da Editora Pensamento
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

Caso possua em sua biblioteca particular algum livro da Editora Pensamento, tens em mãos um genuíno exemplar da Perseverança, um testemunho fidedigno da história do Esoterismo no Brasil. Para além do seu título, esse livro é 'per si' a consubstanciação do Sonho, Vontade e Magia de um dos nomes mais memoráveis da Língua Portuguesa. Meus parabéns!

Muitas pessoas que hoje reclamam e se consideram injustiçadas pelas circunstâncias, não perderiam seu tempo estudando a biografia do fundador da Editora Pensamento; aprenderiam, no mínimo, que pessoas mais simples fizeram muito mais com bem menos e que, portanto, sim é possível Superar!

No início do século XX, Antonio Olívio Rodrigues (AOR) estava em  franca correspondência com Papus, Stanislas de Güaita, Castellot e outros nomes de primeira linha do Esoterismo Europeu. Profundamente envolvido com o movimento Kardecista, Teosófico e Martinista, foi ele quem fez história ao fundar a Editora Pensamento em 1907, e criar  publicamente a primeira Ordem Esotérica do Brasil: O 'Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento' ao 27º dia de junho de 1909 na cidade de São Paulo.

 Mas não se engane com um curriculum tão brilhante,  o homem em questão é muito mais simples e, por isso mesmo, muito maior que isso.

Português por nascimento, chegou ao Brasil com 11 anos de idade, aqui trabalhou como jardineiro, jornaleiro e operário ordinário em algumas fábricas; como era comum na época, não teve grandes oportunidades de estudo e formação mas, ainda assim, alimentava seu vivo interesse por leitura e pesquisa espiritualista sempre que possível nas raríssimas publicações de seu tempo, muitas em língua Espanhola. 

Dividia seu tempo entre o trabalho braçal árduo, os cuidados com a família,leitura e Práticas Esotéricas. Autodidata, passava longas horas da noite mergulhado em correspondências, enciclopédias e os jornais que seu dinheiro contado podia adquirir. 

Apaixonado pela ideia de 'Força e Poder do Pensamento', direcionava todas as suas energias no sentido de fortifica-las  e unir-se aos Iniciados de todo o mundo criando uma Egrégora poderosa de Saúde, Entusiasmo, Realização, Paz e Harmonia. 

Em 1907 lhe vem a Intuição: Criar no Brasil uma Editora dedicada a livros Esotéricos! 

Consta que a única coisa que possuía para tal empreendimento eram uma mesa rústica, uma cadeira uns papeis e nada mais. Ele reúne uns poucos amigos, faz uma breve reunião e sem dinheiro, sem contratos, sem apoio, sem sócios e declara: "Está criada a 'Editora Pensamento!"

Mesmo faltando tudo, a ideia chancelada por ele vai aos poucos tornando-se realidade. Escreve, organiza e manda imprimir Revistas; consegue que amigos lhe traduzam obras importantes do Esoterismo; sai do emprego e começa ele mesmo a ir de porta em porta, pessoa a pessoa, de boca a boca, vender suas publicações.

Obviamente que o Frater AOR enfrenta as dificuldades e críticas d'outros grupos ao lançar-se como editor/escritor independente no Brasil, católico e analfabeto, da época, mas ele insiste, persiste e permanece de pé. 

Pessoas de todos os lados surgem para ajuda-lo e, em 'pouco' tempo, consolida sua ideia com todos os recursos financeiros necessários. Seus grupos esotéricos prosperam de tal maneira que atingiu cerca de 1000.000 membros (nas décadas seguintes). 

A Editora Pensamento, nascida apenas de um desejo, ganha força e torna-se uma das principais divulgadoras do pensamento Espiritualista/Esotérico do país. 

Frater AOR, ao referir-se a sua própria história, posicionava-se como 'o filho espiritual de Helena Blavatsky', em quem se inspirou para superar as dificuldades; largar tudo, ir e fazer (!) mesmo sabendo que era loucura, que era impossível.

O vento balança os galhos, mas o tronco permanece imóvel!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MANIFESTO INCOERISTA



MANIFESTO INCOERISTA
alpha 17

Por Rémi Boyer, in Poeiras de Absurdidade Sagrada

1.
O Incoerismo é uma força de criação vertical, livre manifestação da Esseidade, totalmente fora do ter e do fazer, unicamente orientada para a Absolutidade, nascida do Oceano do Silêncio e jorrada do Intervalo, como um génio demónico.

2.
O Incoerismo gera a Vida como Desempenho a partir duma postura de Despertar. Desempenho para se libertar até da própria libertação. Ou seja, é erguer o estandarte da perfeição dobrado dentro da imperfeição. O Gesto Absoluto reside na perfeição do gesto imperfeito.

3.
O Incoerismo é uma postura do corpo e do espírito contra todas as imposturas.

4.
O Incoerismo é a consciência acrescida, a consciência de intensidade, a consciência de intenção, a consciência de que “Eu sou” é o único criador, o único actor, o único encenador, o único realizador, o único espectador, do seu próprio espectáculo a que ele chama “mundo” mas que é apenas “onda”. Solipsismo total. Grande Jogo do “isso acontece” enquanto “Isso permanece”.

5.
O Incoerismo nota, na Pessoa, que o seu desejo de coerência global é a fonte da sua alienação. A história, a política, as ciências ditas humanas ou autoproclamadas exactas, as religiões constituídas, as artes estatuídas, são as patologias da Pessoa. O Ser é a única Coerência, fora de quaisquer coerências, e o Grande Nada mantém-se fora dessa e destas.

6.
Não existem valores universais, não há senão valores pessoais. A questão dos valores, fonte de todos os conflitos, internos ou externos, só se resolve com o desaparecimento da Pessoa.

7.
Estamos sob uma ditadura, subtil ou grosseira. Esta não teve a sua origem num hipotético e improvável exterior mas sim em nós mesmos. O nobre combate é pois interno e axial. As brigas externas e periféricas conduzem invariavelmente ao esgotamento. Não deixa de ser – ou torna-se ainda mais – necessário desenvolver uma verdadeira Arte da Guerra.

8.
O Incoerismo ajusta contas com o Tempo e com todos os tempos, a fim de navegar livre pelos mundos relativos, ao sabor do vento do Querer.

9.
A procura da transcendência da arte tem o seu apogeu na Demanda de uma Arte de Nada, Arte absoluta do Intervalo. Na encruzilhada da Beleza Absoluta, da Virilidade Absoluta, da Feminidade Absoluta, só o Inapreensível é Arte.

10.
O Incoerismo exige, clama, grava no Instante e no Sempre, o respeito e a celebração ilimitadas da  Feminidade Absoluta, essencial, universal, potência magnífica e face sublime do Real, o Eterno Feminino em todas as suas formas, divinamente humanas ou humanamente divinas, todas sofiais.

11.
Só os Mestres do Grande Nada conseguem reconhecer, na total plenitude do Ser, a subversão, o desvio e a reversão como caminhos do Intervalo. Aos malcriados e desajeitados, não resta senão a agitação egótica da Pessoa.

12.
O Incoerismo é a Ideia-Apreensão Apaixonada, o Lugar-Estado no ápice do Ser. Fulmínea Absolutidade.

“Eu Sou, A Vontade Absoluta”

“Eu Sou, A Liberdade Absoluta”

Martinismo, Tão Nobre Quanto Raro



Martinismo, Tão Nobre Quanto Raro
Por um S.I.

Caro Amigo Desconhecido,

Se você chegou até aqui e está lendo esse texto, provavelmente tem algum interesse em saber mais um pouco sobre o martinismo. Saber realmente o que seja o martinismo e praticá-lo é tão nobre quanto raro. Se dizemos nobre é pela profundidade e poder de transformação e Iniciação Real que o martinismo possui, apesar de extremamente raro aqueles que o põe efetivamente em prática.

Devido a vasta selva na qual se encontra a multiplicidade de ordens martinistas, ingressar em uma delas não apresenta alguma dificuldade, por mais gloriosa que ela aparente ser. Em se tratando de aparências, este meio diga-se de passagem, é um vasto e produtivo gerador de vitrines e aparências maiores ainda, por sinal nada raro pelo contrário. Neste quesito ao menos a prática aparente é intensa e amplamente demonstrada.

Sobre esse ponto vemos facilmente a exposição de vastos certificados e currículos ditos iniciáticos, com seus nomes apostos com longas e intermináveis siglas após o mesmo. Vejo nisso de imediato algo contraditório quando lembro de sábias palavras:

"Quem é o maior no Reino dos céus?
Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus".  ~ Mateus 18:1-4

Ou ainda nas palavras do filósofo:

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar". ~ Friedrich Nietzsch

Bom, qualquer um de nós desde tenra idade adquirimos costumes e aprendemos pelos exemplos que nos foram passados, ou seja, há diversas formas de se ensinar alguem porém é pelo exemplo dado que realmente transmitimos algo realmente válido e é por essa mesma transmissão de nossos antepassados que crescemos e atingimos o "céu" de nossa evolução espiritual, neste caso. Nisso tanto Mateus como Nietzsch que em outras palavras no sentido contrario, dizem que quanto maior e mais aparecer, de fato menor se é.

Aqui já se nota a extrema importância dos antepassados seja na familia ou mesmo no martinismo o qual chamamos de LINHAGEM. Certificado não é linhagem, é apenas papel. Linhagem como ja dito é a transmissão espiritual dada a quem recebe em forma de exemplos, atitudes, posturas e o aprendizado da Arte muito conhecido na relação Aprendiz-Mestre, ou entre os orientais Chelas-Gurus. Maus exemplos geram mau aprendizes que futuramente irão gerar mais maus mestres em um círculo vicioso.

Nesse ponto são válidas as premissas éticas básicas em uma sociedade civilizada, caráter assim como a boa educação, tratamento interpessoal, inteligência emocional e também de suma importância os princípios MORAIS. Se a ordem ou o dito iniciador que você está a procurar falta com alguns desses pontos básicos, fuja pois é uma tremenda gelada, assim como se um dia escutar coisas como "Eu apenas deixo a iniciação a disposição de todos" ou "Eu sou a Ordem", mais gelada ainda pois Mestre que se digne, irá lhe acompanhar por todos os passos que por ventura der dentro da Ordem, mete a mão na massa!

Voltando ao martinismo e sobre o "Ser" e o "Aparecer", de fato SER requer antes de mais nada uma boa educação, bons exemplos recebidos e acima disso a prática sincera; SER é se tornar naquilo que se deseja. Requer esforço, trabalho e muita paciência.

Já o "Aparecer" é o caminho curto e oposto do anterior; não se requer esforço nem trabalho; não há o desejo de se tornar naquilo que se busca e na maioria dos casos, há forte contradição entre aquilo que se é no momento e naquilo que se quer aparentar Ser. A isso damos o nome de HIPOCRISIA. Ou seja, não faz o que se prega, pelo contrário.

Assim o amigo que busca pelo martinismo, precisa estar atento nessa miríade e multiplicidade de instituições, grupos, ordens e personagens que "misteriosamente" se destacam e acabam aparecendo por demasia. Procure sempre ter como referência o exemplo vivo e não a letra morta, o papel aceita qualquer coisa.

Não é se entrando numa ordem ou em um grupo que você se tornará assim por dizer, Martinista. Até mesmo porquê lá você encontrará pessoas assim como você, com as mesmas ou até mais imperfeições, medos, anseios e que diferem apenas no tanto que ja leram, mais nada. Todos procurando (ou deveriam) se tornarem uma pessoal melhor dia após dia.

Martinista se faz se tornando naquilo que se deseja, estudando e colocando em prática os ensinamentos e trabalhando sua personalidade. Os grupos ou uma Ordem lhe dará apenas um papel ou uma carteirinha onde confirma sua inscrição nela (papel aceita tudo lembra?) esse é o "Aparecer". O martinista verdadeiro abomina a hipocrisia e deixa de lado as roupagens ilusórias dos graus e títulos e demais vaidades naturais a todos que desejam apenas "aparecer". Assim meias-verdades, mentiras, egos inflados e tudo mais inerente aos aspectos grosseiros das pessoas comuns, não tem vez em um martinista sincero. Claro que aqui todos nós estamos de certa forma doentes, seja fisica ou espiritualmente e longe da perfeiçao estamos, porém o que diferencia um real iniciado aquele que opta pelo SER, é que esse sabe seu defeito, mas usa sua VONTADE e opta com esforço em agir ao contrario, transformando o defeito em virtude. 

As ordens místicas são como hospitais, são para doentes e não para iluminados!

O grande desafio em toda linha de pensamento está simplesmente em SER aquilo que se diz; Pensamento - Vontade - Ação. Sem dúvidas nesse caminho terá várias dificuldades, pois a cada vitória irá comemorar sozinho e ninguem lhe dará parabens por isso; ninguem irá lhe coroar com folhas de louro ou com bottons e pins sua conquista.

Então a expectativa deve ser essa, de se estar entrando num hospital junto com outros Irmãos com diversas doenças cada um, saber lidar com isso e procurar o remédio que lhe trará a cura, em nosso caso a Iniciação. Assim tudo é apenas um grande aprendizado em não apenas nos transmutar mas também, em adquirir a paciência, a tolerância e quiçá, uma caridade pelo Irmão ao nosso lado.

Seja sincero com sua busca interna e vá adiante, no caso no martinismo não é a ordem que te fara um martinista, mas aquele que aplica os princípios de Saint-Martin, Pasqually e Boehme em sua vida diária, a cada minuto do seu dia. A iniciação dada aqui por homens é apenas protocolar, a Iniciação Real é dada somente pelo único Iniciador que existe, do Alto.

Pesquise, comente, troque informações a respeito da dita Ordem Martinista que você procura, são várias, umas mais sérias e outras motivo de piadas, umas focada realmente na regeneração outras na "contra-iniciação", umas mais puras outras com elementos de esquerda e com coisas que beiram serem alienígenas.

Assim não olhe para a coroa aparente que alguem ou ordem ostenta, lembre-se que o Cálice sagrado está no Interior, em Ser e não em Aparecer.

Espero assim que encontre seu caminho, foque em seu interior e procura algo que lhe agregue valor, se for para atrapalhar melhor ficar sozinho.

Quem faz seu caminho é somente você mesmo mais ninguem.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

A chave da Abundância, a Magia da Multiplicação


A chave da Abundância, a Magia da Multiplicação
Por Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz

Consta que um dos maiores Magos do Ocidente, certa feita, teria realizado a 'Multiplicação dos Pães' saciando fartamente toda uma multidão; quando tomei a palavra para fazer este 'sermão' à uma platéia de centenas de pessoas em uma das maiores capitais do país, eles não sabiam, mas estava ensinando Magia. 

Se existe um demônio que comanda a legião de indivíduos desafortunados, azarados, sofridos, miseráveis, infaustos, mesquinhos, desditosos e infelizes, o nome dele é Ingratidão!  É ele quem amamenta os sentimentos de autodepreciação, insuficiência, incapacidade fazendo com que cada célula viva mergulhada nas areias movediças do desânimo. 

No episódio da Multiplicação, não há relatos de que se tenha traçado Círculos no chão, emitido Fórmulas Cabalísticas, evocado Espíritos ou conjurado Elementais; a "Magia da Simplicidade" foi a pedra fundamental:

'Ele ergueu o pão aos céus e deu Graças'

Eis uma lição de Gratidão; mesmo que as circunstâncias estejam momentaneamente aquém dos nossos ideais, mesmo que não estejamos do modo desejado ou não tenhamos (ainda) o que queremos devemos:
  1. Agradecer pelo que temos.
  2. Agradecer pelo que Já conquistamos com o mesmo Sentimento/Amor, mesmo isto ainda esteja adiante. 
  3. Acima de tudo, sentir-se (e agir) em plena comunhão com a Abundância Universal que sempre nos reserva, aconteça o que acontecer, o melhor.

A Gratidão é muito mais que uma emoção, é um posicionamento, uma Atitude de vida que afasta os ventos cinzas da desgraça; não é algo direcionado a uma pessoa, acontecimento ou objeto, mas uma Conexão impessoal, abrangente, múltipla e permanente. 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

7 Dicas rápidas para que tudo dê errado na sua vida



7 Dicas rápidas para que tudo dê errado na sua vida
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz.

1ª- Conte seus Projetos e Objetivos para todo mundo, publique na internet e crie o hábito de nunca guardar segredo. 

2ª- Reclame bastante, rumine os Problemas e pinte suas palavras em 50  Tons de Pobreza, Doença e Tristezas.(Obs.: Compartilhe isso na internet também)

3ª- Colecione as Decepções em sua memória e as Tragédias no coração. Seja Ingrato.

4ª- Deixe sempre tudo para depois, amanhã, o futuro, ao 'Deus dará'; hoje curta sua Preguiça evitando qualquer esforço e fadiga. 

5ª- Evite a todo custo pessoas iluminadas, leituras edificantes, conversas construtivas, palestras inspiradoras, cursos de aprimoramento, períodos de meditação e reflexão. 

6ª- Fale mal de todo mundo (essa dica é ótima!).

7ª- Jamais se dê ao trabalho de definir um Objetivo de vida, nunca cumpra suas Metas e não alimente seus Sonhos; permaneça sempre conformado, confortável e acomodado. 


DUPONT e PHILIPPE ENCAUSSE - Sucessão


ORDRE MARTINISTE

Office of the grandmaster

I, Henri-Charles DUPONT, sovereign grandmaster of the "L'ORDRE MARTINISTE" (called "of Lyon"), renamed to "ORDRE MARTINISTE - MARTINEZISTE" by our illustrious and regreted brother Charles CHEVILLION in Paris at October 25th 1958, certify that in the presence of the brothers Robert AMBELAIN, Philippe ENCAUSSE and Irénée SEGURET, Philippe ENCAUSSE, son of the highly illustrious and regreted brother PAPUS (doctor Gérard ENCAUSSE), who lives in PARIS, was made my successor and the head of the ORDER from this date on in COUTANCES in my residence on August 13th 1960, and obligated to continue my work and to contribute to the unity of martinism, what is my desire with all my heart.

August 13th 1960, COUTANCES

Henri-Charles DUPONT

witnesses:

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EM PORTUGUÊS:
ORDEM MARTINISTA
Gabinete do Grande Mestre

Eu, Henri-Charles DUPONT, soberano Grão Mestre da "ORDEM MARTINISTA" (de Lyon), renomeada para "ORDEM MARTINISTA - MARTINEZISTA" pelo nosso ilustre irmão Charles CHEVILLION em 25 de outubro de 1958 em Paris, certifico na presença dos Irmãos Robert AMBELAIM, Philippe ENCAUSSE e Irénée SEGURET, que Philippe ENCAUSSE, filho do ilustríssimo irmão PAPUS (doutor Gérard ENCAUSSE), que vive em Paris, foi feito meu sucessor e dirigente da ORDEM dessa data em diante em COUNTANCES em minha residencia em 13 de agosto de 1960, jurando continuar meu trabalho e a contribuir para a unidade do martinismo, o qual é meu desejo de todo meu coração.

COUTANCES, 13 de Agosto de 1960,

Henri-Charles DUPONT.

testemunhas (assinaturas):

sexta-feira, 8 de maio de 2015

8 de Maio - Dia do Lótus Branco


8 de Maio - Dia do Lótus Branco

O Dia do Lótus Branco (8 de maio), data em que a fundadora da Sociedade Teosófica Helena Blavatsky deixou o mundo físico em 1891, será lembrado com várias homenagens. Na sede da ST no Brasil, em Brasília, as atividades da loja Alvorada serão dedicadas ao legado da escritora, que dedicou a vida à difusão da Teosofia. Também haverá atividades especiais em João Pessoa, São José dos Campos e Salvador. 

Nascida na Ucrânia, durante a noite de 30 para 31 de julho de 1831, com o nome de Helena Petrovna von Hahn, era filha de nobres russos. Teve uma educação refinada e desde muito cedo mostrou-se rebelde e independente.

Durante toda sua infância mostrou ser capaz de cativar as pessoas contando histórias fantásticas como se as tivesse vivido. Com pouco menos de dezessete anos casou-se - pelo menos em se tratando de cerimônias religiosas - com o idoso general Blavatsky de quem tomou o nome que usou por toda sua vida. É provável que, à época do casamento, o general estivesse bem próximo dos setenta anos como supunha sua jovem esposa.

Uma tia de Blavatsky descreveu como o casamento foi resolvido: “para ela era indiferente casar-se ou não. Entretanto, um dia, sua governanta, desafiou-a a encontrar um homem capaz de desposá-la, devido ao seu gênio insuportável; chegou mesmo a afirmar que até aquele velho que ela considerava tão horroroso e escolhera para alvo de suas troças, nunca a aceitaria como esposa. Não foi preciso mais nada. Três dias depois ela conseguiu que ele a pedisse em casamento; depois, horrorizada com o que fizera, fez o possível para se livrar do apressado consentimento que lhe dera. Mas já era tarde.(...) Já perante ao altar, ouviu o sacerdote que lhe dizia:"honrarás teu marido e terás que obedecê-lo", e a essa expressão odiosa, "terás que obedecê-lo", sua jovem fisionomia ficou rubra de cólera, a que se seguiu uma palidez mortal. E ouviram-na murmurar de dentes cerrados:‘Nunca!’

E, de fato, nunca o fez. Naquele mesmo instante resolveu desprezar a lei e ser a dona de sua vida futura; e abandonou o marido para sempre, sem lhe dar a menor oportunidade de considerá-la sua mulher”. De grande inteligência, inata capacidade psíquica e faculdade literária aguçada, mostrou desde cedo consciência revolucionária. Sempre teve amigos invisíveis e se irritava com a criadagem e a família que não davam a mínima atenção a eles. Desde este tempo existia a figura de um protetor, cujos traços fisionômicos nunca se modificaram, e que mais tarde Blavatsky encontrou em corpo físico e imediatamente reconheceu.

Suas viagens pelo mundo a levou a circunavegar o globo terrestre por duas vezes, sempre em busca da verdade. Foi no Tibete que recebeu a mais alta iniciação esotérica.

Em 1873 foi para os Estados Unidos, onde conheceu o Coronel Henry Steel Olcott. Naquela época, as relações psíquicas entre ela e seus mestres ocultos orientais era tamanha que a levou a colocar sua vida sob a direção destes. A amizade com Olcott resultou na fundação da Sociedade Teosófica, em 1875, em Nova Iorque. “A Sociedade Teosófica não é somente o instrumento graças ao qual os Mahatmas trabalham no mundo para favorecer a explosão da espiritualidade entre os homens; mas é também em grande parte a iniciativa confiada a Madame Blavatsky”. Dois anos depois publicou sua primeira obra: Ísis sem Véu, quatro volumes que formam um conjunto de postulados ocultistas.

Sua obra mais importante é A Doutrina Secreta, publicada em 1888. A quantidade de informações contida nessa obra é verdadeiramente assombrosa. Estudos provam que ela precisaria ter lido ininterruptamente durante décadas para assimilar tudo aquilo. Mas como a própria Blavatsky explicou várias vezes, o que ela escreveu não é de sua autoria, foi mostrado a ela pelos seus mestres no plano astral.

Uma de suas previsões era de que sua obra só começaria a ser compreendida cerca de um século depois. Isso veio a se confirmar publicamente quando uma sobrinha de Einstein revelou, alguns anos após a sua morte, que seu livro de cabeceira era A Doutrina Secreta. Intelectuais do mundo inteiro estudaram a Doutrina e descobriram lá as fontes de muitas das teorias de Einstein.

Blavatsky foi, sem dúvida, a mais importante personagem da Renascença Ocultista no século passado. Considerava os homens deuses em potencial e afirmava, em uma crítica velada à mentalidade da época, que “aquele que vive para a humanidade faz muito mais do que aquele que por ela morre”.

Blavatsky foi perseguida, caluniada e difamada por pessoas que, das maneiras mais absurdas, tentavam provar que ela era uma farsante. Apesar de seu comportamento explosivo sempre se manteve altiva para dar as devidas respostas a este tipo de difamadores.

Nos últimos anos de sua vida, HPB encontrava-se fisicamente muito debilitada mas não deixava de escrever, durante todo o dia A Doutrina Secreta e jamais se deixou esmorecer. Em determinado tempo ela se viu à beira da morte e seus acompanhantes, dentre os quais a condessa Wachtmeister, esperavam apenas o momento derradeiro. A condessa conta que, certa noite, acordou profundamente apreensiva por haver dormido. HPB poderia ter morrido durante seu sono, enquanto desertara de seu posto de vigília. Correu para a cama de Blavatsky e a encontrou tranquila com o aspecto bem diferente de quando a deixara. Blavatsky explicou: “O Mestre esteve aqui. Deu-me a escolher: morrer e ficar livre, se quisesse, ou concluir A Doutrina Secreta, Advertiu-me sobre a magnitude de meus sofrimentos e sobre um terrível período por que haveria de passar na Inglaterra, pois vou para lá. Mas, quando pensei naqueles discípulos, aos quais me será dado ensinar algumas coisas, e na Sociedade Teosófica em geral, à qual já deixo meu coração, aceitei o sacrifício”.