sexta-feira, 21 de novembro de 2014

ELVIS E YOGANANDA: LEAVES OF ELVIS' GARDEN



Leaves of Elvis’ Garden - Por Larry Geller, amigo pessoal e companheiro nas buscas espirituais



ELVIS E YOGANANDA: LEAVES OF ELVIS' GARDEN

Elvis sentia uma forte atração pelos ensinamentos de Paramahansa Yogananda. Ler e discutir os livros que eu levava, já não era o bastante; Elvis queria mais. E então um dia, durante uma pausa para o almoço nas filmagens do filme “Harum Scarum” na MGM, Elvis se aproximou de mim com a formalidade que frequentemente empregava quando era particularmente sério.

“Lawrence, acredito que estou pronto para ser iniciado em Kriya Yoga; você me iniciará ?”

Eu expliquei que ele deveria seguir sucessivos estágios de meditação por um período de tempo estabelecido e estudar uma série de lições da sede da Self Realization Fellowship. Disse que não era algo a ser levado superficialmente, e que aqueles de nós que foram iniciados, prometeram não encorajar qualquer pessoa a tomar atalhos para as exigências.

“Você não quer que eu quebre meus votos sagrados, quer ? “

Um brilho diabólico surgiu nos olhos de Elvis .

"É claro que não!"

Notando o olhar preocupado em meu rosto, ele riu recompondo-se . “ Estou apenas brincando. Bem, meio brincando. Eu realmente gostaria de saber do que se trata Kriya Yoga. Que acha daquela senhora na Self Realization de que você tem me falado; acha que ela poderia me ajudar?”

A Self Realization Fellowship se desenvolveu, após a morte de Yogananda,  sob a direção de Sri Daya Mata, sua discípula e secretária pessoal. Telefonei para Sri Daya Mata e expliquei o profundo interesse de Elvis em Yogananda e seus ensinamentos, e seu desejo de conhece-la pessoalmente e de ser iniciado em Kriya Yoga.

Certa noite, por volta das nove horas, uma semana após o telefonema, nos dirigimos para o Centro Monástico, ashram localizado em Mount Washington, Los Angeles, acompanhados por alguns companheiros de Elvis.

“Ei, Lawrence, é hora desses caras conhecerem mais além de Hollywood e Memphys”, disse Elvis. “ Eu gostaria de ver algo que os impressionasse”

Elvis sentiu imediatamente uma afinidade especial por Daya Mata, que era bela tanto física quanto espiritualmente, com belos cabelos e muito doce, com uma voz quase infantil. E ela, por sua vez, o amava. Como outros no mundo espiritual, ela sentia um sério propósito por trás das dúvidas de Elvis.

Sri Daya Mata convidou a mim e a Elvis para sua sala de estar no terceiro andar. Após um momento de silêncio, ela virou-se para mim com um brilho especial nos olhos e sorriu carinhosamente. “Larry, gostaria de passar algum tempo sozinha com Elvis se você não se importar.”

Desci as escadas e me juntei aos outros. Quando Sri Daya Mata e Elvis retornaram uma hora depois, Elvis estava radiante. Ele segurava em suas mãos dois volumes encadernados contendo lições e suas instruções para o próximo ano como preparação para sua iniciação em Kriya Yoga.

Quando ele saiu,  com o convite para retornar sempre que desejasse, vários monges estavam alinhados na porta para nos saudar. Uma das irmãs da ordem o presenteou com uma cesta de pêssegos orgânicos cultivados na propriedade. Ele estava visivelmente tocado.

“É muito emocionante”, disse Daya Mata suavemente, “ver alguém tão famoso ter tempo e interesse em nos visitar”

Elvis apertou a mão dela. "Essa é a minha primeira visita, irmã, mas não a última”

E não foi. Elvis foi lá frequentemente e após um curto período deixou de chamá-la de Daya e passou a chamá-la de "mãe". Ele passou muitas noites com ela. Como alguém com a capacidade de conhece-lo, ela o amava por sua bondade essencial. Elvis pensava nela como sua mãe espiritual. Ela viu nele uma essência que era mais profundamente espiritual do ele sabia.

Quando estávamos na limosine, Elvis disse, “ Esse são seus livros pessoais das lições. Ela quer que eu leia uma lição por semana. (“until I go through the wholw thing once”.) Eu juro por Deus, nunca me senti tão bem e não sei por quanto tempo me sentirei. Você estava certo; Daya Mata é algo mais - é como uma santa”

Então ele reconheceu que tinha feito um pedido por um atalho para ser iniciado em Kriya Yoga.

“ Eu a amo! Sabe o que ela me disse ? Ela disse ‘ Não me importo se você é Elvis Presley. Não importa quem você é, quanto dinheiro você tem. Você precisa estar preparado, caso contrário, não irá funcionar.  Não apenas não funcionará, como não posso ir contra o que é certo.”

Priscilla  Presley conta um incidente revelador em seu livro “Elvis pelos Presleys”. Um noite, Elvis e Priscilla visitaram Sri Daya Mata atentendo a seu pedido.

“Além de falar em ingressar em um monastério, ele desejava formar uma comunidade. Ele desejava devotar sua vida a ajudar os outros a se auto realizarem através da disciplina devocional. De fato ele desejava ser um líder da Self Realization Fellowship.  E nesse ponto, Daya Mata foi especialmente sábia."

"Esse nível de espiritualidade mais elevado’, ele teria dito, ‘é o que tenho procurado por toda minha vida. Agora que que sei onde está e como alcançar, eu desejo ensinar. Quero ensinar a todos os meus fãs – em todo o mundo."

" Você diz isso agora, e sei que pretende isso’ ( teria dito Daya Mata ). ‘ Mas amanhã você acordará e se lembrará que é umentertainer. É um trabalho maravilhoso. E no seu caso, é duplamente importante por causa da ligação entre você e seus fãs. Mas o trabalho de um entertainer é diferente do trabalho de um professor espiritual. Não é melhor nem pior. Simplesmente diferente. A paz interna que você busca pode ser sua não importa qual seja seu trabalho".

Elvis ouviu. Ele tinha um enorme respeito por aquela mulher. Parte dele entendeu o que ela estava dizendo. Mas parte dele - a parte impaciente – queria outra resposta. Ele queria evolução instantânea. Habituado a ter tudo o que queria, quando ele quis isso foi emocionalmente difícil para ele ver porque isso seria diferente.

Ao mesmo tempo, ele foi capaz de ser inteiramente honesto com Daya Mata. Ela foi, talvez, a única pessoa que entendeu a enormidade dos medos de Elvis. Ela compreendeu pois ele disse a ela. A pressão de se manter sob os holofotes, mantendo sua popularidade e sendo amável com seus fãs – isso sem falar no agente que o ajudou a estabelecer sua fama – “was gut wrenching”.

Através do resto de sua vida, Elvis manteve sua conexão com Daya Mata, frequentemente solicitanto seus conselhos e orientações. Quando seu casamento com Priscilla teve fim em 1972, ele perguntou se poderia vê-la particularmente.

“Não há o que se possa esconder dela, Lawrence, isso é certo”, me disse mais tarde. 

"No minuto que entrei em seu aposento ela sabia exatamente como eu estava. Sentamos juntos por um tempo, sem falar quase nada e então meditamos. Ela sabia que eu estava sofrendo sem dizer uma unica palavra e ela não me julgou ou me fez perguntas; apenas segurou minhas mãos. Foi tão belo, como se estivesse me dando amor e força com seus olhos e seu toque.

É claro que ela não me deixou sair ileso. Ela disse que minha mente e meu espírito ficariam bem, enquanto eu meditasse e aumentasse minha calma, mas ela estava preocupada pois eu estava negligenciando meu corpo. Prometi que trabalharia nisso, mas vamos ser francos, é uma área onde preciso de alguma ajuda muito séria.

Eu gostaria de vê-la de novo, mas sei que ela não pegaria leve comigo por eu não estar fazendo o que ela esperava que eu fizesse.”

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Em tempo: 
Alguns daqueles amigos que acompanharam Elvis Presley desde a sua primeira visita à SRF, tornaram-se kriyabans.

Segundo esta e outras biografias, o agente do Elvis conhecido como "coronel" e que exercia uma influência quase incompreensível sobre o astro, foi quem o forçou a interromper seu aprofundamento espiritual. Isto teria sido um dos motivos pelos quais Elvis passou negligenciar sua saúde e experimentar a depressão.
Leaves of Elvis’ Garden é ilustrado com várias fotos de Sri Daya Mata, da SRF e do Guruji. Inclusive de um monge velhinho (swami Adholp) cuja companhia o Elvis apreciava muito!
Quem ainda não viu o documentário sobre a vida dele, filmado em parte no Lake Shrine, eis o link:
Jai guru Jai Ma!
Mônica

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