domingo, 9 de setembro de 2007

O Desenvolvimento da Compreensão Interior

O Desenvolvimento da Compreensão Interior
O Rosacruz Janeiro - Fevereiro de 1989


Há um diálogo árabe que é mais ou menos assim:" Tu me chamas de infiel e eu vou te chamar de crente verdadeiro. Porque o melhor para responder a uma mentira é usar outra mentira do mesmo tamanho.

Se observarmos a situação atual do mundo, especialmente em questões de religião, política e educação, creio que todos concordamos em que a maior parte de nossos problemas internacionais esta baseada em sentimentos de presunção nacional ou sectária. Em educação, isto se torna uma questão de superioridade intelectual.
Por outro lado , na maioria dos casos, eu arriscaria afirmar que a maioria desses sentimentos não são um atributo consciente de um individuo ou grupo e sim, mais provavelmente, um impulso inconsciente que se manifesta como uma reação. Em outras palavras, as pessoas são intrinsecamente boas. Exceto em raros casos, não saímos pela vida tentando intencionalmente coagir ou manipular os outros. O que acontece é que nos tornamos tão apegados a nossas crenças, nossa vida e nossa maneira de fazer as coisas, que passa a ser um aspecto forte do nosso mundo a tendência de querermos convencer os outros a agir e reagir como é de nosso costume.

Onde esta o mistério da vida?

A maioria das pessoas que desenvolvem algum grau de responsabilidade interior consegue viver sem criar muito conflito grave, porque essa responsabilidade se traduz num certo grau de aceitação. Mas, quando pelo menos uma das partes não manifesta esse grau de aceitação dos outros, desenvolve-se um sério conflito potencial. E quando ambas as partes não são capazes dessa aceitação, tem-se uma guerra.

Nossa senda, como místicos e rosacruzes, é um caminho de desenvolvimento individual de força interior e de trabalho coletivo por um mundo de tolerância, aceitação e compreensão. Nosso primeiro dever consiste em estudarmos a nos mesmos no sistema do misticismo. As pessoas que não estudaram o bastante pensam que os sistemas metafísicos ou negam o valor das coisas do mundo, ou prometem uma profusão de benefícios materiais. Mas uma vez que tenhamos compreendido o equilíbrio e nos tenhamos definido em nosso próprio âmago e quanto aos nossos objetivos, teremos desenvolvido aquela responsabilidade para lidar com os outros.

E enquanto não conseguirmos isso, não teremos o direito de discutir com os outros as coisas que criam conflito, porque nenhumas das partes interpretará tais discussões senão como julgamentos e o conflito não será visto como uma experiência instrutiva. Essa compreensão interior desenvolvida é nada mais nada menos que sabedoria. Com a sabedoria vem a clareza e a unidade de propósito.Quando isso e alcançado, podemos agir com equidade. Ao contrario da opinião popular, o misticismo é uma disciplina muito ativa.
O ato de aprender é certo modo passivo. Mas o necessário serviço que é o resultado do aprendizado, torna-se a mais motivadora força do universo que o ser humano tem a possibilidade de sentir no âmago do seu coração. Serviço e uma expressão de uma força “superior” chamada “AMOR”. O equilíbrio manifesta o Serviço, que por sua vez se torna o Trabalho de um místico absorto em AMOR.

Somente nesta perspectiva podemos apreciar o dialogo árabe citado no inicio desta mensagem:" Tu me chamas de infiel e eu vou te chamar de crente verdadeiro. Porque o melhor para responder a uma mentira é usar outra mentira do mesmo tamanho.Esta tirada feita sem sabedoria, pode ser um poderoso meio de "calar a boca" de uma pessoa com que se esteja discutindo. Mas, usada na perspectiva da sabedoria, torna-se uma poderosíssima ferramenta de ensino com muitos níveis de interpretação esotérica.
Pensem nisso!
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